☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Gostou do conteúdo? Ajude a manter o café quente, o COBOL compilando e o mainframe acordado. 😄
☕ Pague um café ao Bellacosa

Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta atibaia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atibaia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 21 de outubro de 2017

O som do Taiko na festa das flores e Morango de Atibaia

O Encerramento da festa com música de tambor Taiko


Uma grande festa aconteceu no parque de exposição de Atibaia, um parque com muitas atrações e que atraia visitantes de diversas cidades, incrivelmente decorado com motivos nipônicos. Uma praça de alimentação eclética, com sabores de todas as partes para agradar os visitantes, culimaria italiana, mineira, nordestina e é claro nipônica.

O palco teve atrações o dia todo, muita musica e dança, não deixaram ninguém parado. A maior surpresa foi no encerramento da festa, houve música de tambor  waikado, tradicional nipônico e mais conhecido como Taiko.

Um som tão embalante, tão gostoso e harmônico, que pouco a pouco o povo foi aderindo ao circulo e dançando docemente ao som da música, a roda aumentando e o povo satisfeito, feliz por um dia em grande terminando assim de forma graciosa.

Tantas imagens que remeteram ao Japão, o sol nascente, o monte Fuji, os jardins com pontes orientais, lanternas zens, roupas tipicas, culinária oriental, musica e dança japonesa, instrumentos musicais.

Aquelas pessoas que compareceram, podem confirmar aquilo que eu disse, se perdeu assista o vídeo e mergulhe um pouco nesta festa. Espero ter oportunidade de participar de outras festas assim, muita animação e bons momentos.



sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O que aconteceu na Festa das Flores e Morango de Atibaia em 2017

Uma exposição rica em cores e odores

A Festa das Flores e Morangos de Atibaia foi uma grandiosa festa para a família, imaginem um grande parque com lago, pedalinhos, museu de historia natural, jardins, bosque, área de alimentação e muito verde para passar bons momentos.

Caminhando um pouco e encontramos o galpão preparado para abrigar em seu interior uma bela exposição de flores e frutas. Ao entrarmos sentimos um conforto delicioso, graças aos refrescante ar condicionado.

A primeira coisa que notamos foi a gruta preparando o belo cenário a seguir, tudo escuro com estalagmites e estalactites que estavam iluminadas por uma luz azul, ao fundo ouvimos um som de água em movimento. Caminhando chegamos ao átrio principal que nos saudava com uma bela cachoeira e um lago.

Havia tantas cores e tanta vida, de um lado um galo no bosque, ao centro um jardim com duas jovens em trajes orientais sentadas no banco, logo além um grande jardim, um deserto repleto de cactos, outro jardim com pontes orientais, lá além uma casa minka em miniatura.

Havia também varias esculturas compostas por morangos, borboletas, carriolas, bonecos, muitas e muitas flores preenchiam os mínimos detalhes, o perfume doce do morango e o delicioso perfume de inúmeras variedades de flores, deixava aquele lugar cheio de sensações.

Preparando-se para sair havia bonsais e uma incrível maquina giratória que exibia flores em espiral. Acho que falei tudo, mas se esqueci de algo assistam o vídeo, estará tudo la, mergulhem numa festa nipônica.

Após esta visita ao galpão da exposição fomos comer delicias da culinária nipônica, eu me acabei num bento, guloso que sou, ainda comi um pratinho de sushi e sashimi e terminei com um sorvete delicioso de melão.




segunda-feira, 4 de abril de 2016

BR 381 em Atibaia o por do sol

Quase terminando nossa aventura.


Continuamos na Fernão Dias, mas estamos quase chegando ao trevo da Dom Pedro, tivemos um pouco de congestionamento devido a uns caminhoes de obra na pista.



Por sorte foi rápido e conseguimos voltar a nossa velocidade de cruzeiro, o sol esta se pondo e os matizes em laranja avermelhando cobrem nosso lado direito.

E uma visão bonita ver os vales entre os montes tudo avermelhado e a bolinha do sol la longe entre as montanhas. Totalmente relaxante.

Adoro o por do sol durante o outono, parece que o vermelho fica mais vivo, tocando todo o horizonte.

Com isso encerramos nossa aventura a Monte Verde, nos vemos na próxima viagem.

domingo, 27 de março de 2016

O Rio Atibaia em Campinas visto do restaurante

Apreciando o rio Atibaia.


Após a loucura que foi as enchentes do Rio Atibaia na rodovia Dom Pedro I, estamos aqui as suas margens apreciando o rio descendo calmamente.



Estamos num restaurante a beira da estrada, que foi muito bem pensando, que alem de uma boa refeição tem todo um espaço lúdico.

Jardins, parquinho, deque, aves exóticas e é claro musica ao vivo, ao fundo ouvimos a apresentação do cantor, eu é o formiga aproveitamos para explorar todo o espaço.

Inclusive ficamos aqui vendo o rio e conversando aproveitando ao máximo a bela paisagem, mantendo algumas árvores nativas e bastante verde, nem parece que estamos as margens de uma das mais movimentadas estradas do estado.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Formiguinha nadador...


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🏊 Formiguinha Nadador — Três Gerações na Mesma Piscina

Naquela tarde em Atibaia, o Formiga estava orgulhoso das técnicas que aprendera nas aulas de natação. Juliana, mamãe coruja, acompanhava tudo feliz. Eu, padrasto igualmente orgulhoso, tinha outra missão: filmar. Na época parecia apenas mais um vídeo de família. Hoje percebo que estávamos registrando algo maior — a terceira geração de uma família criando lembranças na mesma chácara onde sua mãe havia brincado quando criança.



🏊 "Olha o que eu aprendi!"

A câmera estava ligada, mas o verdadeiro espetáculo acontecia dentro da piscina.

O Formiga fazia questão de mostrar as técnicas que vinha aprendendo nas aulas de natação.

Não era simplesmente entrar na água, mergulhar e brincar.

Havia método.

Havia aprendizado.

E, principalmente, havia aquele orgulho infantil maravilhoso de quem acaba de descobrir que consegue fazer uma coisa nova e precisa imediatamente demonstrá-la para todo mundo.

Era quase possível ouvir:

— Olha! Olha o que eu sei fazer!

E nós olhávamos.

Era justamente isso que ele queria.

Sua pequena plateia estava ali.



👩‍👦 Mamãe coruja na primeira fila

Juliana acompanhava tudo com aquela felicidade característica de mãe vendo o filho demonstrar algo que aprendeu.

Mamãe coruja?

Com certeza.

E tinha todos os motivos para isso.

Cada movimento dentro daquela piscina carregava horas de aula, tentativas, correções e pequenas conquistas.

Para um adulto, atravessar alguns metros de piscina pode parecer algo absolutamente normal.

Para uma criança que está aprendendo, entretanto, existe um mundo inteiro entre ter medo da água e descobrir:

"Eu consigo."

E o Formiga queria que soubéssemos que ele conseguia.


🎥 E o padrasto virou cinegrafista

Naturalmente, alguém precisava registrar aquilo.

Sobrou para mim.

Ou melhor: eu queria que sobrasse para mim.

Peguei a câmera e comecei a filmar.

Naquele momento, meu objetivo era bastante simples: guardar a cena.

Mas existe uma coisa curiosa sobre vídeos familiares.

Nós quase nunca estamos filmando exclusivamente para o presente.

Estamos deixando uma mensagem para pessoas que ainda não existem.

Entre elas, nossas próprias versões futuras.

Eu estava filmando aquele pequeno Formiga para que, muitos anos depois, o Formiga adulto pudesse encontrar aquele menino novamente.

Ver seus movimentos.

Escutar as vozes.

Reconhecer a piscina.

Observar sua mãe.

E talvez ouvir ao fundo a voz daquele padrasto empolgado que decidiu que aquilo merecia ser guardado.


🌳 Mas aquela não era uma chácara qualquer

Existe ainda outra camada nessa história.

Estávamos em Atibaia, na chácara dos tios da Juliana.

Muito antes de o Formiga entrar naquela piscina, Juliana já havia brincado naquele lugar durante sua própria infância.

Isso muda completamente a fotografia.

Porque naquele momento não havia apenas uma criança nadando.

Havia uma memória familiar continuando.

A menina que décadas antes brincava naquela chácara agora estava à margem da piscina observando o próprio filho brincar.

O cenário permanecera.

Os personagens haviam mudado de papel.


👧➡️👩‍👦 A menina voltou como mãe

Talvez essa seja uma das coisas mais bonitas dos lugares pertencentes a uma família.

Casas envelhecem.

Árvores crescem.

Móveis mudam.

Paredes recebem outras pinturas.

Mas algumas geografias familiares permanecem.

Em determinada época, Juliana era uma das crianças correndo pela chácara dos tios.

Anos depois, retornava como adulta.

E agora levava consigo outra criança.

Seu filho.

A terceira geração estava chegando.

O lugar que havia participado da infância dela começava silenciosamente a participar também da infância do Formiga.


🧬 Três gerações, uma mesma chácara

É justamente aí que aquele pequeno vídeo ganha outra dimensão.

Os tios construíram e preservaram um espaço.

A geração seguinte criou ali suas lembranças.

Depois vieram os filhos daquela geração.

E a chácara continuou cumprindo sua função mais importante.

Não simplesmente possuir piscina, árvores, quartos ou terreno.

Mas reunir pessoas.

Isso é legado familiar.

Nem todo legado precisa estar guardado num banco, numa escritura ou dentro de um cofre.

Às vezes o verdadeiro patrimônio é um lugar onde alguém pode dizer:

"Sua mãe brincava aqui quando tinha a sua idade."


🏊 E agora era a vez do Formiga

Só que naquele dia o Formiga provavelmente não estava preocupado com nenhuma dessas reflexões.

Ainda bem.

Crianças precisam viver as histórias antes que os adultos comecem a transformá-las em memória.

Para ele havia uma missão muito mais importante:

mostrar tudo aquilo que aprendera na natação.

Braços.

Pernas.

Respiração.

Mergulho.

Travessia.

Cada nova técnica precisava ser apresentada.

E havia algo delicioso naquela pequena exibição.

Ele sabia que estávamos olhando.

Sabia que sua mãe estava orgulhosa.

Sabia que eu estava filmando.

Então caprichava ainda mais.

A piscina havia virado seu palco.



📹 A câmera não sabia, mas estava trabalhando para o futuro

Na época, filmar parecia apenas registrar.

Hoje penso diferente.

Quando apontamos uma câmera para uma criança, muitas vezes estamos construindo uma pequena cápsula do tempo.

Porque nossa memória é traiçoeira.

Esquecemos vozes.

Esquecemos expressões.

Esquecemos pequenos gestos.

Até mesmo pessoas que amamos profundamente começam a perder detalhes dentro da nossa cabeça.

O vídeo interrompe esse processo por alguns minutos.

Aperta-se o play e tudo volta.

O movimento.

As vozes.

A risada.

A piscina.

A empolgação.

Aquele pequeno sujeito orgulhoso porque aprendera uma técnica nova.


🌐 E então apareceu algo que nossas famílias antigas não tinham

A internet.

E depois o YouTube.

Quando publiquei aquelas gravações, havia também a ideia de preservar.

Talvez naquele momento eu nem tivesse dimensão completa disso.

Mas hoje aquele pequeno vídeo familiar tornou-se parte de um gigantesco arquivo digital.

Décadas atrás nossas famílias guardavam fotografias em caixas.

Depois vieram os álbuns.

Vieram as fitas VHS.

Vieram CDs e DVDs.

Agora parte de nossas memórias vive também na rede.

E aquele Formiguinha nadador continua lá.

Nadando.

Demonstrando suas técnicas.

Orgulhoso.

Sempre com a mesma idade enquanto o restante de nós continua envelhecendo.


❤️ Talvez fosse exatamente por isso que eu estava filmando

Naquele momento eu era o padrasto atrás da câmera.

Juliana era a mamãe coruja ao lado da piscina.

E o Formiga era o pequeno atleta realizando sua demonstração particular.

Parecia apenas mais uma tarde em Atibaia.

Mas algumas memórias levam anos para revelar aquilo que realmente estavam registrando.

Hoje consigo enxergar.

Eu não estava filmando apenas uma criança nadando.

Estava registrando uma mãe retornando ao lugar de sua própria infância com o filho.

Estava registrando uma família chegando à terceira geração naquele espaço.

Estava registrando o orgulho de uma criança descobrindo suas próprias capacidades.

E estava deixando um pequeno presente para alguém que ainda estava muitos anos no futuro:

o Formiga adulto.

Um dia ele poderá apertar o play.

E durante alguns minutos aquela piscina estará novamente cheia.

Juliana estará novamente olhando.

Eu estarei novamente atrás da câmera.

E ele será outra vez aquele pequeno Formiguinha nadador, orgulhoso, atravessando a piscina para mostrar para sua plateia tudo aquilo que havia acabado de aprender.

Talvez seja essa uma das funções mais bonitas de registrar nossas pequenas aventuras.

Não impedir que o tempo passe.

Isso ninguém consegue.

Mas deixar algumas janelas abertas para que, de vez em quando, possamos olhar para trás e visitar quem nós fomos.

🐜🏊


🥚 Easter egg do Bellacosa

Existe uma pequena ironia tecnológica nisso tudo.

Passei boa parte da vida profissional preocupado em preservar dados, programas, históricos e sistemas para que continuassem disponíveis décadas depois.

Naquela tarde, entretanto, o dado mais importante que eu estava preservando não estava num mainframe.

Estava nadando numa piscina em Atibaia.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Os benefícios de colocar uma criança na natação.

O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.


O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.

Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.

SP 65 - Indo para Atibaia pela Dom Pedro

Bellacosa Mainframe e a rodovia dom pedro rumo a Atibaia


A Rodovia Dom Pedro no sentido a Atibaia


A Rodovia Dom Pedro I, no sentido de Atibaia, é uma estrada bastante retilínea, construída principalmente para cumprir sua função de ligação entre cidades. Não há muitos pontos particularmente interessantes pelo caminho e, em vários trechos, a paisagem é relativamente simples.

Mas talvez seja justamente aí que esteja a graça deste registro.

Capturei um pouco da nossa voltinha pela Dom Pedro sem nenhuma grande pretensão: apenas registrar a estrada, o movimento, a paisagem e aquilo que existia ao redor naquele momento.

Hoje pode parecer apenas uma viagem comum.

Daqui a dez, vinte ou trinta anos, porém, este vídeo poderá mostrar coisas que nem percebemos enquanto passávamos por elas: placas que desapareceram, acessos modificados, novos bairros, construções, postos, vegetação, veículos de outra época e até mudanças na própria pista.

Uma pequena cápsula do tempo rodoviária.

Porque às vezes não filmamos um lugar pelo que ele tem de extraordinário hoje.

Filmamos para descobrir, no futuro, o quanto aquilo que parecia absolutamente comum mudou sem que percebêssemos.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
A Dom Pedro é uma estrada retilinea sem muitas coisas bacanas, feita para ser via de ligação. A paisagem é um pouco pobre.



Mesmo assim capturei nossa voltinha para no futuro vermos o que mudou na pista.




quarta-feira, 16 de julho de 2014

📜 Luigi Bellacosa – O Gigante da Mooca

 


📜 Luigi Bellacosa – O Gigante da Mooca

A lenda napolitana que virou bairro, virou história e virou mito

Todo bairro tem seus personagens.
Alguns são fofocas, alguns são sombras…
E outros, como o bisavô Luigi, são tão enormes que nem passam na porta da História:
entram derrubando o batente, sorrindo, com aquela força gentil que só os verdadeiros gigantes têm.

Eu o conheci quando já estava no ocaso — mas, mesmo assim, era maior que a vida.




👣 1. O Homem que a Mooca não esquecia

Imagine um homem com quase dois metros, forte como estivador do Porto de Nápoles, mas com olhar azul de mar tranquilo e cabelo castanho claro de mocinho de cinema mudo.

Luigi fez de tudo:

  • jogador profissional de futebol,

  • político improvisado,

  • representante comunitário,

  • operário de fábrica,

  • pedreiro,

  • e até delegado adjunto, daqueles que entram e resolvem sem precisar de BO, bastava um olhar.

Era bom de briga, fã de luta livre e, ao mesmo tempo, amigo dos animais, especialmente cachorros abandonados — o que lhe rendeu o apelido carinhoso de dogueiro da Mooca.
Homem de muitos amores e muitas histórias, um tipo que hoje chamariam de “lendário”, mas na época chamavam só de Luigi.

Tanta gente o amava quanto o temia.
E isso diz muito sobre um homem.

Mesmo em 1993, dez anos após sua morte, ainda se falava dele nas calçadas da Rua Javari, nas padarias, nos botecos, nas rodinhas de dominó.
Histórias verdadeiras e exageros folclóricos se misturavam, como boa tradição mooquense exige.




🩸 2. Um gigante de carne, osso, cicatriz e ausência

Quando o conheci, era criança — e para mim ele era um personagem de fábula.
Tinha uma cicatriz no rosto, resultado das caçadas nos tempos brutos;
e faltava-lhe uma orelha, levada por um tumor que enfrentou sem drama, como quem arruma uma infiltração na parede.

Falava num dialeto próprio:
meio italiano napolitano, meio português da Mooca, meio carcamano.
Uma língua tão única quanto ele.

Era bonachão, brincalhão e poderoso como um tronco velho de árvore centenária.
E, no entanto, havia em seus gestos uma doçura que só os grandes conhecem — porque só quem é gigante sabe o peso de machucar alguém sem querer.

Gostava de falar do seu tempo de futebolista, defendendo a camiseta grená, dos antigos jogos, da camisa suada e o orgulho de fazer parte da esquadra. O Juventus da Mooca era o seu coração.




👨‍👦 3. O dia em que vi meu pai pequeno

Meu pai sempre foi gigante para mim.
Mas, ao se aproximar do avô Luigi, ele diminuía — não em respeito, mas em amor.

Ele olhava o velho patriarca com um brilho que eu nunca vi em mais ninguém.
Um menino reverenciando seu mito.
Até hoje acho que meu pai amava mais o avô do que ao próprio pai, e não há nada de errado nisso:
alguns vínculos são simplesmente mais fortes, mais formadores, mais eternos.

Quando Luigi morreu em 1982, vi um pedaço do meu pai desabar.
E, meses antes, já havíamos perdido outro gigante:
tio-bisavô Arthur, o primeiro “Dudu” do Palmeiras lá pelos anos 1930.
Dois irmãos napolitanos que vieram ao Brasil, plantaram raízes na Mooca e viraram mitologia de boteco, arquibancada e vizinhança.

A dupla Luigi & Dudu era tão grande que parecia tirada de um romance épico italiano.
Quando um se foi, o outro não demorou.
E o bairro inteiro chorou.




🏘️ 4. A Mooca dos Gigantes

A Mooca do início do século XX não era bairro:
era um território de imigrantes cansados, sonhadores, briguentos e apaixonados.
Um mundo onde cada esquina tinha um pedaço de Europa, América e fantasia.

Para mim, criança de 8 anos vendo tudo de baixo, pareceram heróis mitológicos:
homens fortes como os de Homero, mas com corações enormes como histórias de família costumam ter.

E hoje percebo:
os Bellacosa daquela época eram parte da paisagem, como os trilhos, os armazéns, o cheiro de pão fresco e o grito "Ô loco, meu!" ecoando no bairro.

Eles eram os gigantes que carregaram a Mooca nas costas.
E eu cresci com a sorte de ouvir suas histórias de dentro, não da calçada.




📚 5. Por que lembramos dos gigantes?

Porque gigantes não são feitos de altura.
São feitos de:

  • impacto,

  • amor,

  • personalidade,

  • exagero,

  • coragem,

  • defeitos épicos,

  • e uma presença tão forte que 40 anos depois ainda deixa sombra.



Luigi foi tudo isso.
Um capítulo vivo da Mooca.
Um homem tão grande que, mesmo velhinho, mesmo doente, mesmo com uma orelha só…
ainda assim ocupava o ambiente inteiro, o respeito inteiro — e o imaginário inteiro de quem o conheceu.




🖋️ Epílogo: o menino que viu gigantes

Hoje, ao recordar, entendo que minha memória não exagera:
meu bisavô era mesmo maior do que eu podia captar.

E talvez seja isso que faz certas famílias serem especiais:
não o sangue, não o sobrenome, mas as histórias que atravessam gerações e continuam vivas, mesmo quando quem viveu já virou saudade.

A Mooca teve muitos personagens.
Mas o Gigante Luigi Bellacosa continua caminhando por lá, invisível,
presente em cada lembrança,
em cada conto exagerado,
em cada sorriso que começa com um “você lembra do Luigi?”.

E é assim que os gigantes permanecem:
não nas fotos, não nos documentos —
mas na memória dos que tiveram o privilégio de viver à sua sombra.

sábado, 19 de junho de 1993

Encaminhada subindo a Pedra Grande

Caminhada em Atibaia


Mais uma aventura do grupo Encaminhada, desta vez estamos em Atibaia fazendo as trilhas ao pe da Pedra Grande, o objectivo é subir por uma trilha lateral e chegar ao de cima antes do por do sol.

O grupo esta bem empolgado, esta trilha parece fácil, mas enganou-me sem árvores de grande porte para fazer sombra, nenhum curso d'agua para refrescar, a brincadeira acabou sendo dura.


Subimos contornando a encosta e por volta das 16 horas chegamos ao nosso destino e com sorte chegamos bem a tempo de ser o salto dos parapentes.

A Tatinha ficou extremamente cansada e dormiu o restante da viagem somente acordando em Sampa.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...