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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

🟦 Exemplo de Programa COBOL – Tratamento de Mensagem IBM MQ

 


🟦 Exemplo de Programa COBOL – Tratamento de Mensagem IBM MQ


🎯 O que este programa faz

  1. Conecta ao Queue Manager

  2. Abre uma fila de entrada

  3. Lê uma mensagem (MQGET)

  4. Trata o conteúdo

  5. Atualiza dados (simulado)

  6. Faz COMMIT

  7. Fecha fila e desconecta


🧱 Premissas do exemplo

  • Execução:

    • Batch ou CICS (a lógica é a mesma)

  • Fila:

    • QUEUE.IN

  • Queue Manager:

    • QMGR01

  • Mensagem:

    • Texto simples

  • Modelo:

    • MQI síncrono

    • Commit explícito


📦 COPYBOOKS NECESSÁRIOS

COPY CMQC. COPY CMQX.

📌 Esses copybooks vêm do IBM MQ for z/OS
Normalmente ficam em SCSQCOBC.


🧠 Estrutura do Programa


🔹 IDENTIFICATION DIVISION

IDENTIFICATION DIVISION. PROGRAM-ID. MQCONSUM.

🔹 DATA DIVISION

DATA DIVISION. WORKING-STORAGE SECTION. 01 WS-QMGR-NAME PIC X(48) VALUE 'QMGR01'. 01 WS-QUEUE-NAME PIC X(48) VALUE 'QUEUE.IN'. 01 WS-HCONN PIC S9(9) COMP. 01 WS-HOBJ PIC S9(9) COMP. 01 WS-COMPCODE PIC S9(9) COMP. 01 WS-REASON PIC S9(9) COMP. 01 WS-MSG-LEN PIC S9(9) COMP. 01 WS-BUFFER. 05 WS-MSG PIC X(1024). 01 WS-MD LIKE MQMD. 01 WS-GMO LIKE MQGMO. 01 WS-OD LIKE MQOD.

🔹 PROCEDURE DIVISION


1️⃣ Conectar ao Queue Manager

CALL 'MQCONN' USING WS-QMGR-NAME WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQCONN - REASON: ' WS-REASON GO TO FIM-PROGRAMA END-IF.

📌 Easter egg:
Se falhar aqui, o problema não é a fila, é ambiente.


2️⃣ Abrir a fila

MOVE MQOD-DEFAULT TO WS-OD. MOVE WS-QUEUE-NAME TO WS-OD-OBJECTNAME. MOVE MQOO-INPUT-AS-Q-DEF TO WS-OD-OPTIONS. CALL 'MQOPEN' USING WS-HCONN WS-OD WS-HOBJ WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQOPEN - REASON: ' WS-REASON GO TO DESCONECTA END-IF.

3️⃣ Ler a mensagem (MQGET)

MOVE MQMD-DEFAULT TO WS-MD. MOVE MQGMO-DEFAULT TO WS-GMO. MOVE MQGMO-WAIT TO WS-GMO-OPTIONS. MOVE 5000 TO WS-GMO-WAITINTERVAL. CALL 'MQGET' USING WS-HCONN WS-HOBJ WS-MD WS-GMO LENGTH OF WS-BUFFER WS-BUFFER WS-MSG-LEN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE = MQCC-FAILED IF WS-REASON = MQRC-NO-MSG-AVAILABLE DISPLAY 'SEM MENSAGEM NA FILA' GO TO FECHA-FILA ELSE DISPLAY 'ERRO MQGET - REASON: ' WS-REASON GO TO ROLLBACK END-IF END-IF.

📌 Regra de ouro:

MQRC 2033 não é erro. É silêncio.


4️⃣ Tratar a mensagem

DISPLAY 'MENSAGEM RECEBIDA: ' WS-MSG(1:WS-MSG-LEN). *> Aqui você trataria o conteúdo: *> Parse, valida, chama DB2, CICS, etc.

5️⃣ Commit da transação

CALL 'MQCMIT' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQCMIT - REASON: ' WS-REASON GO TO ROLLBACK END-IF.

📌 Easter egg clássico:

90% dos “problemas de MQ” são COMMIT esquecido.


6️⃣ Fechar fila e desconectar

FECHA-FILA. CALL 'MQCLOSE' USING WS-HCONN WS-HOBJ MQCO-NONE WS-COMPCODE WS-REASON. DESCONECTA. CALL 'MQDISC' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON.

7️⃣ Rollback (se algo der errado)

ROLLBACK. CALL 'MQBACK' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. DISPLAY 'ROLLBACK EXECUTADO'. GO TO FECHA-FILA.

🔚 Fim do programa

FIM-PROGRAMA. STOP RUN.

🧠 O que este exemplo ensina (de verdade)

✔ Fluxo correto do MQ
✔ Tratamento de erros
✔ Uso de COMMIT / ROLLBACK
✔ Código legível para mainframer
✔ Pronto para:

  • Batch

  • CICS

  • IMS

  • DB2


📌 Dicas Bellacosa Mainframe

  • Sempre trate:

    • 2033 (no message)

    • 2009 (connection broken)

  • Nunca:

    • Esqueça COMMIT

    • Assuma que mensagem foi consumida

  • Pense em MQ como:

    DB2 sem SQL

     

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

⏳💭 O Relógio Mental e a Ilusão do Tempo — Quando a Vida Vira um Loop de Execução Infinita

 


⏳💭 O Relógio Mental e a Ilusão do Tempo — Quando a Vida Vira um Loop de Execução Infinita
por Bellacosa Mainframe – edição El Jefe Midnight


Tem dias em que o corpo está novo, mas a alma parece rodar num hardware vintage.
O relogio mental marca outro tempo — mais lento, mais cansado, mais cheio de logs pendentes.
É o descompasso entre a idade física e a idade emocional, o timing que o sistema operacional da vida nunca sincroniza direito.

Nos ensinaram a medir o tempo por produtividade.
E a cada ciclo, a meta sobe, o descanso encurta, o foco se dispersa.
Vivemos um loop job eterno, onde a rotina é o JCL e o relógio é o scheduler invisível que dita o ritmo da existência.


🕰️ 1. O BUG DO SISTEMA: CORRER SEM SABER PRA ONDE

Desde cedo, somos programados para executar sem questionar.
“Estude pra trabalhar, trabalhe pra pagar, pague pra viver.”
Mas ninguém explica que esse ciclo batch não tem ponto de parada — e que, se você não fizer um STOP RUN consciente, o sistema entra em loop infinito.

O resultado?
Corpo exausto, mente ansiosa, e a sensação de que o tempo está sempre um passo à frente.

“A vida moderna é o único sistema que processa mais rápido quanto mais você se sente atrasado.”


⚙️ 2. O DESCOMPASSO INTERNO

A idade física é cronológica.
A mental é emocional e contextual — depende do peso que você carrega e da leveza que permite.
Há jovens de 25 com alma de 70, e idosos de 70 com brilho de 25.
O relógio interno não conta anos — ele mede histórias, pressões e pausas negadas.

Cada vez que você abre mão de si mesmo pra caber em mais uma planilha, o ponteiro interno adianta.
E quando tenta desacelerar, vem a culpa — como se descansar fosse downtime improdutivo.


🌿 3. COMO REPROGRAMAR O RELÓGIO MENTAL

🧘‍♂️ SYNC CLOCK — pare de comparar o seu tempo com o dos outros.
Cada mente roda num firmware diferente.
Alguns processam rápido, outros precisam de sleep mode.
E tudo bem — não existe SLA pra alma.

🌅 ADJUST PRIORITY — coloque o essencial em HIGH.
Dormir bem, comer com calma, conversar com quem te entende.
Esses são os core jobs da saúde mental.

💬 RUN REFLECTION — ao invés de medir o dia pelo que entregou, meça pelo que sentiu.
Quantas risadas? Quantos respiros? Quantas pausas sem culpa?

🔁 AUTOTUNE MODE — revise sua rotina como quem ajusta performance:
se está sempre cansado, algo no batch diário está mal dimensionado.

“Equilíbrio não é fazer tudo. É fazer o suficiente para ainda se reconhecer no espelho.”


🧩 4. POR QUE O SISTEMA NOS MANTÉM CORRENDO

Porque um ser exausto não questiona.
O mundo moderno se alimenta da pressa — ela movimenta consumo, status, ansiedade e dependência.
O sistema te quer online, mas nunca pleno.
Quer que você execute comandos, não que reflita sobre eles.

Mas existe uma rebeldia silenciosa em viver devagar.
Em responder com calma.
Em aceitar que o relógio pode girar, mas você não precisa girar com ele.


☕ Epílogo Bellacosa

No fim, talvez não sejamos lentos nem atrasados.
Talvez só estejamos em outro fuso emocional.
E tudo bem.
O tempo da alma não obedece a relógios digitais.

“Viver é aprender a sincronizar o coração com o relógio da consciência — e não com o cronômetro do mundo.”

💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

 


💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

Acordava cedo, o sol mal nascido sobre os telhados de Guaianazes, extremo leste de São Paulo.
Marmita na sacola, mochila com cadernos e livros, gravata meio torta, e um coração cheio de sonhos. Sempre atrasado e sempre correndo. Num contra-relogio que pequenos atrasados eram questão de vida e de morte.

🚆 O destino? Avenida Paulista.

Pegava os trens cacarecos da CBTU, que somente um milagre divino, fazia funcionar, pessoas penduradas, portas abertas, alguns maconheiros e evangélicos disputavam centímetro a centímetros o espaço interior dos vagões. Ao chagar no Brás, outra epopeia, agora os ônibus hiper lotados do Largo da Concórdia, atravessava o centro velho e subia a cidade como quem sobe uma montanha.
No caminho, via o Brasil real — gente simples, batalhadora, movendo a engrenagem da metrópole.

Eu era office-boy, entre documentos, carimbos e filas de banco.
Mas o que me fascinava mesmo eram os terminais 3270.
Aquelas telas verdes piscando códigos… pareciam janelas para outro mundo.

Um dia, uma caixa misteriosa chegou ao escritório.
Dentro dela, um microcomputador XT, monitor VGA novinho.
Zero quilômetro. Zero medo. Só ninguém sabia montar. 😅

Tomei coragem e fui até a sala do gerente geral, o Dr. Vicente Kazuhiro Okazaki.
Pedi permissão para instalar. Ele me olhou, surpreso — um garoto cheio de espinhas, solicitando pra mexer em um computador.

Depois de um silêncio que pareceu uma eternidade, ele sorriu, pegou o telefone e ligou para a secretaria Elizabeth:

“Deixa o rapaz montar esta maquina. Vamos ver no que dá.”

E ali, entre uma entrega e outra, entre um 3270 e uma marmita aquecida no vapor, na sala de reunião improvisada como refeitorio: eu comecei a minha grande aventura: pilotar o pc,  digitar, conectar, aprender e entrei num portal do outro mundo.



💻 Aquele PC virou meu laboratório.
A Avenida Paulista, meu primeiro datacenter.
E o office-boy da Zona Leste, o aprendiz que descobria a magia dos sistemas.

Hoje, quando vejo uma API REST conversando com um mainframe, lembro daquele XT.
Daquela tela VGA monocromático verde, o barulhinho do leitor de disquetes 5 1/4 carregando o sistema MS-DOS, a maquina inicializando naquele prompt, piscando o futuro.
E do dia em que liguei, ao mesmo tempo, um computador e o meu destino.

Naquele momento nunca imaginei, que iria chegar tão longe, tinha sonhos, tinha esperanças, mas a realidade era muido dura,  os desafios e perigos enormes. Obrigado Dr. Vicente por ter acredito em mim.


#Mainframe #COBOL #HistóriasDeTI #MemóriasDeUmOfficeBoy #Tecnologia #Anos80 #AvenidaPaulista #ZL #Inspiração #BellacosaMainframe


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

🍹 Bebidas Brasileiras de Origem Japonesa (ou com DNA Nipônico disfarçado)

 


🍹 Bebidas Brasileiras de Origem Japonesa (ou com DNA Nipônico disfarçado)

Por Vagner Bellacosa ☕ — El Jefe Midnight Lunch Edition


🍶 1. Saquê brasileiro — o destilado que pegou sotaque tropical

Quando os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil em 1908, uma das primeiras saudades foi do saquê.
Mas o clima quente, o arroz diferente e a falta de koji japonês obrigaram os pioneiros a improvisar.
Em 1934, surgia em Registro (SP) a primeira produção artesanal de saquê brasileiro, adaptada ao arroz tropical.

O sabor? Menos seco, mais frutado — uma mutação que combinou com o paladar brasileiro.
Nos anos 70, o saquê local já era vendido em bares, misturado com limão, frutas e gelo.
Nascia o “saquerinha”, o primo cosmopolita da caipirinha — o drink que transformou o saquê em festa de boteco.

💡 Curiosidade: hoje o Brasil é o maior produtor de saquê fora do Japão, e o rótulo paulista Azuma Kirin domina 70% do mercado nacional.




🧊 2. Saquerinha — o filho mestiço do Japão com o Brasil

O nome é híbrido e o espírito idem:
mistura do saquê japonês com o ritual da caipirinha brasileira.
Inventada provavelmente em São Paulo nos anos 1980, em bares da Liberdade, a saquerinha virou o drink oficial de quem queria ser chique sem perder o jeitinho tropical.

As versões de morango, kiwi e maracujá substituíram o clássico limão, e a receita rodou o país.
É a prova líquida de que o Brasil nunca copia — adapta, samba e serve gelado.




🧋 3. Bubble Tea Brasil (ou “chá com bolinha” made in Liberdade)

Chegou nos anos 2000 direto de Taiwan e Japão, mas só explodiu em São Paulo depois de ser tropicalizado:
menos chá verde, mais leite, mais açúcar e pérolas de tapioca maiores.
Hoje, há versões com açaí, cupuaçu, cajá e até guaraná, todas criadas aqui.

Na prática, o bubble tea brasileiro é um híbrido nipônico-tupi — a fusão entre tecnologia asiática e calor de padoca paulistana.




🍵 4. Matchá Latte Brasileiro — o zen da cafeteria de shopping

O matchá (pó de chá verde moído) chegou com os imigrantes, mas era raro fora das colônias.
Nos anos 2010, os baristas brasileiros o transformaram em matchá latte, com leite vaporizado e mel — versão mais doce, instagramável e tropical.
É o yakult da geração fitness: oriental na teoria, paulistano na prática.


Bellacosa comenta:

Essas bebidas são o retrato do Brasil que o Japão ajudou a misturar:
disciplinado no preparo, criativo no improviso e sentimental no resultado.

Enquanto o Japão busca a perfeição, o Brasil busca o sabor —
e juntos criaram um portfólio de líquidos que rodariam até no mainframe da nostalgia.


💡 Dica do El Jefe Midnight Lunch:

  • Experimente saquerinha com cachaça branca — modo híbrido, 200% fusão cultural.

  • No calor, um yakult com gelo e vodka vira “saquê da geração Y”.

  • E lembre-se: cada gole dessas fusões é um handshake cultural entre Tóquio e Tatuapé.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

BOOGIEPOP WA WARAWANAI — O ANIME QUE TRANSFORMOU UMA LENDA URBANA EM UM SISTEMA AUTÔNOMO DE DETECÇÃO DE FALHAS HUMANAS

 

Bellacosa Mainframe e o boogiepop wa warawanai

☕💣🎩 OPERADOR, EXISTE UM TASK INVISÍVEL MONITORANDO A HUMANIDADE!

BOOGIEPOP WA WARAWANAI — O ANIME QUE TRANSFORMOU UMA LENDA URBANA EM UM SISTEMA AUTÔNOMO DE DETECÇÃO DE FALHAS HUMANAS

Introdução

Existem animes de terror.

Existem animes de mistério.

Existem animes psicológicos.

E existe Boogiepop wa Warawanai, uma obra tão diferente que, mesmo décadas após sua criação, continua sendo estudada e debatida por fãs, críticos e escritores.

Se a maioria dos animes funciona como um programa linear, executando instruções do início ao fim, Boogiepop funciona como uma análise forense de sistema após um grande incidente.

Você vê fragmentos.

Logs incompletos.

Eventos fora de ordem.

Informações contraditórias.

E somente quando junta tudo percebe que algo muito maior estava acontecendo nos bastidores.


Dados Técnicos

ItemInformação
Título OriginalBoogiepop wa Warawanai (ブギーポップは笑わない)
Título InternacionalBoogiepop and Others
AutorKouhei Kadono
Ilustrador OriginalKouji Ogata
Light Novel OriginalFevereiro de 1998
AnimeJaneiro de 2019
EstúdioMadhouse
DiretorShingo Natsume
Episódios18
GênerosMistério, Terror Psicológico, Sobrenatural, Ficção Científica, Drama, Suspense
Classificação IndicativaAproximadamente 16+

O Estúdio Madhouse

O Datacenter dos Clássicos Psicológicos

Quando o assunto é anime psicológico, poucos estúdios possuem um currículo tão respeitado quanto a Madhouse.

Ela foi responsável por obras como:

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  • Monster

  • Death Note

  • Parasyte

  • One Punch Man (Temporada 1)

  • No Game No Life

  • Rainbow

  • Overlord

A escolha da Madhouse para adaptar Boogiepop foi extremamente apropriada.

O estúdio compreendeu que a força da obra não estava na ação.

Estava na atmosfera.

No desconforto.

Na sensação constante de que algo está errado.


Sinopse

Uma estranha lenda urbana circula entre os estudantes.

Dizem que existe uma entidade chamada Boogiepop.

Ela aparece quando o mundo corre perigo.

Quando jovens começam a desaparecer misteriosamente, eventos sobrenaturais passam a ocorrer.

Mas logo descobrimos que os desaparecimentos são apenas a superfície.

Por trás deles existem:

  • Organizações secretas

  • Experimentos humanos

  • Entidades desconhecidas

  • Evolução artificial da humanidade

  • Fenômenos além da compreensão humana

E em algum lugar no meio disso tudo está Boogiepop.

Observando.

Esperando.

Intervindo apenas quando necessário.


Resumo da História

A narrativa acompanha vários estudantes ligados por acontecimentos aparentemente desconexos.

Cada personagem enxerga apenas uma pequena parte do quebra-cabeça.

O espectador recebe:

  • Diferentes perspectivas

  • Diferentes momentos temporais

  • Diferentes interpretações dos mesmos fatos

O resultado é uma narrativa extremamente sofisticada.

Você não acompanha a história.

Você a reconstrói.


Quem é Boogiepop?

O Operador Fantasma do Sistema

Boogiepop é provavelmente um dos personagens mais fascinantes dos animes.

Ele não é exatamente:

  • Um humano

  • Um espírito

  • Um deus

  • Um herói

Ele afirma ser uma "Existência Automática".

Uma espécie de mecanismo de defesa do mundo.

Quando algo ameaça o equilíbrio da humanidade, Boogiepop surge.

Sua função é simples:

Eliminar a anomalia.

Sem ódio.

Sem compaixão.

Sem julgamento.

Como um sistema automatizado corrigindo uma falha crítica em produção.


Principais Personagens

🎩 Boogiepop

A entidade central.

Misterioso.

Calmo.

Perturbadoramente racional.


👧 Touka Miyashita

A estudante através da qual Boogiepop se manifesta.

Sua existência levanta questões profundas sobre identidade e consciência.


⚔️ Nagi Kirima

Conhecida como "A Bruxa de Fogo".

Talvez a personagem mais popular da franquia.

Uma investigadora que enfrenta fenômenos sobrenaturais sem possuir poderes especiais.


🧠 Kazuko Suema

A personagem mais observadora da série.

Representa a lógica diante do caos.


🧬 Manticore

Uma das criaturas mais memoráveis da franquia.

Resultado de experimentos humanos.

Representa a arrogância científica.


🏢 Organização Towa

A verdadeira sombra por trás de inúmeros eventos.

Uma corporação envolvida em manipulação genética e evolução artificial.


O Que Torna Boogiepop Diferente?

1. A Narrativa Não Linear

A maioria dos animes apresenta:

Evento A → Evento B → Evento C

Boogiepop apresenta:

Evento C → Evento A → Evento D → Evento B

E espera que você descubra sozinho o que aconteceu.

É uma experiência semelhante à análise de logs espalhados por múltiplos sistemas.


2. O Monstro Não É o Vilão

Em muitos momentos:

  • Humanos são mais perigosos que monstros.

  • Cientistas são mais assustadores que criaturas.

  • Ambição é mais destrutiva que violência.


3. O Verdadeiro Terror é Existencial

O medo em Boogiepop não vem de sustos.

Vem de perguntas.

Quem sou eu?

O que define uma pessoa?

O livre-arbítrio existe?

O que acontece quando alguém perde sua identidade?


As Grandes Temáticas

Identidade

A série questiona constantemente:

Uma pessoa é seu corpo?

Sua mente?

Suas memórias?

Sua consciência?


Adolescência

Todos os conflitos sobrenaturais funcionam como metáforas da juventude.

Medos.

Inseguranças.

Mudanças.

Solidão.


Evolução Humana

Uma das discussões centrais da obra.

Até onde a humanidade deve evoluir?

Quem decide o próximo estágio?


Individualidade

Boogiepop critica sistemas que tentam transformar pessoas em peças intercambiáveis.


Controle Social

A Organização Towa simboliza instituições que manipulam indivíduos em nome de um suposto bem maior.


As Mensagens Ocultas

A Sociedade Produz Seus Próprios Monstros

Grande parte dos antagonistas nasce de:

  • Rejeição

  • Solidão

  • Abandono

  • Ambição

Os monstros não surgem do nada.

Eles são produzidos pela própria sociedade.


Crescer É Assustador

Todos os personagens enfrentam a transição para a vida adulta.

Os elementos sobrenaturais representam esse processo.


Nem Todo Salvador é Um Herói

Boogiepop salva pessoas.

Mas raramente demonstra empatia.

Ele existe apenas para cumprir sua função.

Isso gera uma reflexão interessante:

Será que eficiência e humanidade são compatíveis?


As Aventuras e Arcos Mais Marcantes

Arco Manticore

Mistura horror corporal, experimentação científica e suspense psicológico.


Arco Imaginator

Explora desejo, poder e a natureza dos sonhos humanos.


Arco King of Distortion

Um dos mais filosóficos.

Discute identidade e percepção da realidade.


Arco Boogiepop at Dawn

Aprofunda os mistérios da origem da Organização Towa.


Impacto Cultural

O Anime que Mudou as Light Novels

Antes de Sword Art Online.

Antes de Re:Zero.

Antes de Monogatari.

Existiu Boogiepop.

A obra ajudou a popularizar o mercado moderno de light novels no Japão.

Muitos autores famosos citam Kouhei Kadono como influência.


Influenciou Diversas Obras

É possível encontrar DNA de Boogiepop em:

  • Durarara!!

  • Baccano!

  • Monogatari

  • Serial Experiments Lain

  • Paranoia Agent

  • Odd Taxi

  • Darker than Black


Houve Censura?

Não houve grandes escândalos de censura.

Porém:

  • Algumas cenas violentas foram suavizadas.

  • Certos aspectos psicológicos foram simplificados.

  • Parte das reflexões filosóficas das novels foi condensada.

Isso ocorreu principalmente para adequação ao formato televisivo.


Curiosidades

🎩 Boogiepop raramente sorri.

Daí o título:

"Boogiepop Nunca Ri".


📚 A novel venceu o Dengeki Novel Prize.

Um dos prêmios mais importantes da indústria japonesa.


🧠 Muitos fãs precisam reassistir ao anime.

Na segunda visualização diversos eventos ganham significados completamente diferentes.


Classificação Bellacosa Mainframe

CritérioNota
Mistério⭐⭐⭐⭐⭐
Complexidade⭐⭐⭐⭐⭐
Terror Psicológico⭐⭐⭐⭐⭐
Filosofia⭐⭐⭐⭐⭐
Personagens⭐⭐⭐⭐⭐
Ação⭐⭐⭐
Reassistibilidade⭐⭐⭐⭐⭐
Facilidade para Iniciantes⭐⭐

Veredito Final

Boogiepop wa Warawanai não é um anime para ser consumido.

É um anime para ser investigado.

Cada episódio funciona como um dataset incompleto.

Cada personagem possui apenas parte da informação.

Cada arco adiciona novos registros ao banco de dados da narrativa.

E quando finalmente todos os logs são correlacionados, o espectador percebe algo extraordinário:

Boogiepop nunca foi apenas uma lenda urbana.

Ele é uma representação da própria humanidade tentando corrigir suas falhas antes que o sistema inteiro entre em ABEND.

Nota Bellacosa Mainframe: 9,8/10

🎩 "O mais sofisticado monitor automático de anomalias humanas já executado no ambiente de produção dos animes." ☕💣🖥️👻


quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

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domingo, 27 de janeiro de 2019

☕🔥 “O MAINFRAME NÃO MORRE POR ACASO” — A DIFERENÇA ENTRE LATÊNCIA, THROUGHPUT, BANDWIDTH, CONCURRENCY E PARALLELISM NO MUNDO COBOL/CICS QUE QUASE NINGUÉM EXPLICA DIREITO

 

Bellacosa Mainframe e tipo de concorrencia em processo batch e online

☕🔥 “O MAINFRAME NÃO MORRE POR ACASO” — A DIFERENÇA ENTRE LATÊNCIA, THROUGHPUT, BANDWIDTH, CONCURRENCY E PARALLELISM NO MUNDO COBOL/CICS QUE QUASE NINGUÉM EXPLICA DIREITO

A imagem mostra cinco conceitos que parecem iguais para muita gente de TI… mas no mundo IBM Mainframe eles definem literalmente:

  • se o banco vai sobreviver ao pico do PIX,

  • se o CICS vai congelar,

  • se o batch vai atravessar a madrugada,

  • ou se o operador vai começar a receber avalanche de ABEND e WTOR no console.

E aqui está o ponto mais importante:

Mainframe não foi construído apenas para “ser rápido”.

Ele foi construído para continuar funcionando sob carga absurda.

É aí que esses conceitos deixam de ser teoria acadêmica e viram sobrevivência operacional.


latency, trhoughput bandwidth concurrency parallelism

☕ 1. LATENCY — O TEMPO QUE O USUÁRIO “SENTE”

Na imagem:

  • Latency = tempo de ida e volta de uma requisição.

No universo CICS online isso é CRÍTICO.


🔥 No CICS, latência é percepção humana

Quando um terminal 3270 envia uma transação:

ENTER → VTAM/TCPIP → CICS → DB2 → VSAM → retorno da tela

o usuário percebe:

  • resposta instantânea,

  • lentidão,

  • ou travamento.

Mesmo processando milhares de TPS, se a resposta individual demora…

o operador diz:

“o sistema está lento”.


☕ Exemplo Bellacosa Mainframe

Imagine:

Transação bancária COBOL/CICS

EXEC CICS READ FILE('CLIENTE')
END-EXEC.

Se o VSAM:

  • está com CI/CA split,

  • buffer ruim,

  • lock excessivo,

  • ou I/O congestionado,

a latência explode.

O throughput do sistema pode continuar alto…

MAS O USUÁRIO SOFRE.


🔥 Sintoma clássico no mainframe

O CICS parece “vivo”:

  • região UP,

  • CPU ok,

  • DB2 ativo,

mas:

  • tela demora,

  • ENTER trava,

  • pseudo-conversação fica lenta.

Isso é problema de:

LATÊNCIA

não necessariamente capacidade.


☕ Métricas reais no z/OS

No Mainframe medimos isso via:

  • SMF

  • RMF

  • OMEGAMON

  • CICS Statistics

  • CICS Monitoring Facility

Exemplos:

  • Response Time

  • Dispatch Wait

  • Suspend Time

  • VSAM String Wait

  • DB2 Lock/Latch Wait


☕ 2. THROUGHPUT — QUANTO O MAINFRAME CONSEGUE PROCESSAR

Na imagem:

  • throughput = requests por segundo.

Aqui começa a magia do IBM Z.


🔥 Mainframe nasceu para throughput monstruoso

Enquanto muitos servidores distribuídos quebram em pico…

o z/OS foi arquitetado para:

  • milhões de transações,

  • gigantesco volume de I/O,

  • altíssima simultaneidade.


☕ Exemplo real

Um banco pode ter:

  • 50 mil TPS no CICS,

  • milhões de updates DB2,

  • milhares de jobs batch simultâneos.

Tudo no mesmo CPC.


☕ Throughput no Batch

No batch o throughput significa:

Quantidade de registros processados por unidade de tempo

Exemplo:

SORT de 800 milhões de registros

ou:

ETL COBOL + DB2

O objetivo não é resposta rápida individual.

O objetivo é:

MASSA PROCESSADA


🔥 Filosofia do batch

Batch pensa assim:

“Não importa um registro.
Importa terminar 5 bilhões antes das 6 da manhã.”

Isso é throughput extremo.


☕ Gargalos clássicos de throughput

No z/OS:

  • EXCP excessivo

  • canal saturado

  • buffer pool inadequado

  • SORT mal parametrizado

  • dataset fragmentado

  • GDG gigantesco

  • contention em enqueue


☕ 3. BANDWIDTH — A LARGURA DO “CANO”

Na imagem:

  • bandwidth = capacidade máxima de transferência.


🔥 No mainframe isso vai MUITO além de rede

As pessoas pensam:

Bandwidth = internet

No IBM Z isso inclui:

  • Channel Subsystem

  • FICON

  • Hipersockets

  • Coupling Facility

  • DASD throughput

  • Memory Bus

  • zEDC

  • OSA adapters


☕ Analogia Bellacosa

Imagine:

  • Latência = tempo para chegar água.

  • Throughput = litros entregues por hora.

  • Bandwidth = grossura do cano.


☕ Exemplo clássico

Você pode ter:

  • CPU sobrando,

  • COBOL eficiente,

  • DB2 saudável,

MAS:

FICON congestionado

Resultado:

  • I/O lento,

  • batch atrasado,

  • CICS esperando disco.


🔥 O detalhe brutal

Mainframe normalmente NÃO morre por CPU.

Muitas vezes ele sofre por:

  • I/O,

  • contention,

  • lock,

  • canal,

  • storage,

  • serialization.


☕ 4. CONCURRENCY — MUITAS COISAS AO MESMO TEMPO

Na imagem:

  • concurrency = quantidade de requisições simultâneas.


🔥 Aqui mora a essência do CICS

CICS foi criado para:

milhares de usuários simultâneos

Isso é concorrência.


☕ Exemplo clássico

10 mil usuários:

  • consulta saldo,

  • fazem PIX,

  • acessam apólice,

  • atualizam cadastro,

  • geram boleto.

Tudo simultaneamente.


☕ O segredo do CICS

Pseudo-conversação.

A tarefa:

  • recebe input,

  • processa,

  • devolve tela,

  • libera recurso.

Isso evita:

  • task presa,

  • memória ocupada,

  • terminal lockado.


🔥 Concorrência NÃO significa paralelismo

Esse é um erro gigantesco.

Concorrência:

muitas tarefas coexistindo

não significa:

todas executando juntas fisicamente

☕ Exemplo didático

1000 tasks CICS podem estar:

  • waiting,

  • suspended,

  • dispatchable,

  • em I/O.

Mas talvez apenas algumas estejam usando CPU naquele instante.


☕ Problemas clássicos de concorrência no CICS

Deadlock

DB2:

Task A espera Task B
Task B espera Task A

Storage violation

Uma task COBOL corrompe storage de outra.


ENQ contention

Muitos programas disputando o mesmo recurso.


VSAM string wait

Dataset com poucas strings.


☕ 5. PARALLELISM — EXECUÇÃO REALMENTE SIMULTÂNEA

Na imagem:

  • parallelism = tarefas executando simultaneamente em múltiplos workers.


🔥 Aqui entra a força monstruosa do IBM Z moderno

Hoje temos:

  • múltiplos CPs,

  • zIIPs,

  • IFLs,

  • specialty engines,

  • Parallel Sysplex.


☕ Exemplo real

Enquanto:

  • um batch COBOL roda,

  • DB2 faz prefetch,

  • Java executa no USS,

  • MQ trafega mensagens,

  • CICS atende online,

o hardware executa várias cargas EM PARALELO.


☕ Batch paralelo

Antigamente:

1 JOB → 8 horas

Hoje:

8 JOBs paralelos → 50 minutos

usando:

  • DFSORT,

  • ICETOOL,

  • GDG split,

  • DB2 partitioning,

  • Sysplex Parallelism.


🔥 Parallel Sysplex: a joia da IBM

Isso muda tudo.

Vários LPARs:

  • compartilham workload,

  • distribuem transações,

  • sobrevivem a falhas.

É quase um “superorganismo computacional”.


☕ Exemplo de banco

Uma transação pode:

  • entrar por um CICS A,

  • acessar DB2 compartilhado,

  • usar Coupling Facility,

  • continuar em outro nó.

O usuário nem percebe.


☕ O ERRO QUE MUITA GENTE COMETE

Misturar:

  • throughput,

  • latência,

  • concorrência,

  • paralelismo.


🔥 Cenário clássico

Você aumenta concorrência:

mais usuários simultâneos

MAS:

  • lock aumenta,

  • contention explode,

  • I/O satura.

Resultado:

throughput CAI


☕ Outro cenário clássico

Você aumenta paralelismo batch.

MAS:

  • todos acessam mesmo VSAM,

  • mesmo índice DB2,

  • mesmo dataset SORTWK.

Resultado:

SERIALIZAÇÃO

e o ganho desaparece.


☕ A LIÇÃO QUE O MAINFRAME ENSINA

Sistemas grandes não dependem apenas de velocidade.

Dependem de:

  • equilíbrio,

  • gerenciamento de recursos,

  • escalabilidade,

  • isolamento,

  • previsibilidade,

  • resiliência.


🔥 O IBM Z foi construído para o caos corporativo

Enquanto ambientes distribuídos frequentemente:

  • escalam quebrando,

  • sofrem efeito cascata,

  • dependem de centenas de servidores,

o mainframe pensa diferente:

“Centralize.
Controle.
Priorize.
Gerencie concorrência.
Garanta throughput.
Minimize latência.
Sobreviva.”


☕ RESUMO BELLACOSA MAINFRAME

ConceitoNo Mainframe Significa
LatencyTempo percebido pelo usuário CICS
ThroughputVolume total processado
BandwidthCapacidade de tráfego/I/O
ConcurrencyQuantidade de tarefas simultâneas
ParallelismExecução real em múltiplos engines

🔥 Frase final no estilo Bellacosa Mainframe

“Servidor comum impressiona em benchmark.

Mainframe impressiona sobrevivendo ao inferno operacional sem parar o banco.”