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quarta-feira, 25 de março de 2026

☁️ Da Sala Gelada do Mainframe à Nuvem Elástica: O Guia Jedi de Cloud para Padawans que Vieram do Ferro Pesado

 

Bellacosa Mainframe comenta sobre Data Cente CPD e Mainframe

☁️ Da Sala Gelada do Mainframe à Nuvem Elástica: O Guia Jedi de Cloud para Padawans que Vieram do Ferro Pesado

“A Força não está no hardware… está na abstração.”

Se você cresceu ouvindo o zumbido de um data center, viu consoles verdes brilharem no escuro e acha que “downtime” é palavrão — bem-vindo, Padawan. 🧙‍♂️

Hoje vamos atravessar o hiper-espaço da TI: do mainframe on-premises para o multiverso da Cloud Computing — sem perder a sanidade, a disciplina operacional nem o amor pelo controle absoluto.

Este não é um tutorial raso. É um mapa estelar.


🏗️ Antes da Nuvem: O Império do Ferro

No modelo tradicional:

  • Você comprava o hardware
  • Instalava tudo
  • Mantinha equipe 24x7
  • Planejava capacidade para o pior caso
  • Rezava para o orçamento sobreviver

Era como construir a Estrela da Morte para hospedar um site institucional.

💡 Curiosidade Bellacosa:
Mainframes já faziam virtualização quando a cloud ainda usava fraldas. VM/370 (1972) mandou lembranças.


☁️ A Virada: Infraestrutura como Serviço (IaaS)

IaaS é o primeiro portal dimensional.

Você não compra mais servidores — você invoca instâncias.

O provedor cuida de:

  • Hardware
  • Energia
  • Refrigeração
  • Virtualização

Você cuida de:

  • Sistema operacional
  • Aplicações
  • Dados
  • Segurança do software

👉 Tradução para o mainframeiro:

IaaS é como ganhar um LPAR sob demanda… sem comprar o CPC.


🧪 PaaS e SaaS: Quanto mais alto, menos dor de cabeça

🧪 PaaS — “Só traga seu código”

Perfeito para construir aplicações sem montar infraestrutura.

📦 SaaS — “Só use”

Software pronto no navegador.

💡 Exemplo prático:

  • IaaS → montar servidor DB2 virtual
  • PaaS → subir API REST
  • SaaS → usar sistema de CRM online

📦 Containers e Serverless: O lado ninja da Força

Containers (CaaS)

  • Leves
  • Portáveis
  • Escaláveis
  • Compartilham o kernel

👉 Pense em JOBs isolados rodando no mesmo sistema.

FaaS / Serverless

Código executa sob demanda e desaparece.

Como um programa batch que só existe enquanto roda… e você só paga por esse tempo.


🌍 Modelos de Implantação: Onde a Força Reside

🌐 Public Cloud — A galáxia compartilhada

Características:

  • Multi-tenant
  • Baixo custo inicial
  • Escala absurda
  • Acesso pela internet

⭐ Ideal para startups e workloads variáveis.


🏢 Private Cloud — Seu próprio Templo Jedi

Características:

  • Infraestrutura dedicada
  • Controle máximo
  • Compliance facilitado
  • Alto custo

⭐ Bancos, governo, saúde — a tríade da cautela.


🔀 Hybrid Cloud — O melhor dos dois mundos

Private + Public trabalhando juntos.

Usos clássicos:

  • Backup na nuvem
  • Disaster recovery
  • Cloud bursting
  • Migração gradual

👉 É o modelo dominante nas grandes corporações.


🌐 Multicloud — Não confie em um único Império

Múltiplos provedores simultaneamente.

Motivos:

  • Evitar lock-in
  • Alta resiliência
  • Escolher o melhor serviço de cada um

💡 Muitas empresas usam Hybrid + Multicloud ao mesmo tempo.


🤝 Community Cloud — A aliança rebelde

Compartilhada por organizações com necessidades comuns:

  • Governo
  • Saúde
  • Educação
  • ONGs

Objetivo: custo compartilhado + compliance setorial.


⚡ Caso real: Por que startups amam Public Cloud

Imagine um Padawan empreendedor criando um sistema de compartilhamento de arquivos.

Sem cloud:

  • Comprar servidores
  • Contratar equipe
  • Dimensionar para milhões (ou falhar)

Com cloud:

👉 Lançar hoje
👉 Escalar amanhã
👉 Pagar só quando crescer

Muitos unicórnios começaram assim.


🛟 Hybrid na prática: Disaster Recovery Jedi

Empresa roda sistemas críticos on-premises.

Backup e réplica ficam na nuvem pública.

Se o data center cair:

👉 Failover automático
👉 Continuidade do negócio
👉 Sem construir um segundo data center


🧠 Easter Eggs para quem veio do Mainframe

  • Virtualização não nasceu na cloud
  • Autoscaling lembra WLM turbinado
  • Cloud bursting ≈ adicionar MIPS temporários
  • Object Storage ≈ datasets gigantes sem JCL
  • Serverless ≈ JOB que cobra por CPU time real

🧭 Guia rápido para escolher o modelo certo

SituaçãoMelhor opção
StartupPublic
BancoPrivate ou Hybrid
Grande corporaçãoHybrid + Multicloud
Órgãos governamentaisPrivate ou Community
Workload sazonalHybrid

🌌 Conclusão: A Força da Abstração

A cloud não substitui o conhecimento de infraestrutura — ela o amplifica.

O verdadeiro poder não é possuir servidores.
É poder invocá-los… e dispensá-los… quando quiser.

Para o Padawan vindo do mainframe, a nuvem não é uma ameaça.

É apenas:

👉 um data center que atravessou o hiper-espaço.

terça-feira, 24 de março de 2026

🚀 O Mainframe Não Morreu — Ele Aprendeu Docker, Kubernetes e Cloud Native (E Está Rindo da Nuvem)

 

Bellacosa Mainframe fala quando o Mainframe conquistou a Cloud

🚀 O Mainframe Não Morreu — Ele Aprendeu Docker, Kubernetes e Cloud Native (E Está Rindo da Nuvem)

Um guia Bellacosa-style para o Padawan que acha que Cloud Native nasceu ontem.


☕ Prefácio do Mestre

Jovem Padawan… 🧠

Se você acredita que:

“Cloud Native substituiu o Mainframe”

… então prepare-se para um choque digno de IPL sem aviso.

A verdade é outra:

🔥 O Mainframe não foi substituído — ele evoluiu.
🔥 E agora roda containers, Kubernetes e microsserviços dentro dele.

Sim. Dentro do z/OS. Sem sair do prédio. Sem drama. Sem hype.


🏢 Antes da Nuvem Existia… o Datacenter Jedi

Muito antes de “Cloud” virar buzzword, o mainframe já fazia:

✔ Multi-tenant
✔ Virtualização
✔ Alta disponibilidade
✔ Workload management
✔ Segurança absurda
✔ Escala vertical e horizontal
✔ Processamento transacional massivo

O nome disso era:

👉 IBM Z

Curiosidade nível Easter Egg 🥚
O conceito de virtualização robusta já existia no VM/370 em 1972.

Sim… antes do seu PC existir.


📦 Containers — A Caixa Mágica da Portabilidade

Um container é basicamente:

👉 Uma aplicação empacotada com tudo que precisa para rodar.

Sem instalar dependências manualmente. Sem “na minha máquina funciona”.

🧠 Analogia Bellacosa™

  • VM = apartamento completo
  • Container = quarto pronto dentro do prédio

⚖️ Containers vs Máquinas Virtuais

CaracterísticaVMContainer
SO próprio
PesoAltoBaixo
InicializaçãoMinutosSegundos
EscalabilidadeMédiaAlta
Kernel compartilhado

👉 Containers virtualizam o SO.
👉 VMs virtualizam o hardware.


🐳 Docker — O Cara que Popularizou Tudo

Docker transformou containers em padrão de mercado (2013).

🔄 Cadeia essencial

Dockerfile → Image → Container

📄 Dockerfile = receita

Exemplo mínimo:

FROM ubuntu:22.04
RUN apt-get update
CMD ["echo", "Olá, Padawan"]

Construa a imagem:

docker build -t hello-padawan .

Execute:

docker run hello-padawan

Pronto. Você invocou um container.


🧩 Microservices — Dividir para Escalar

Aplicações modernas não são um bloco único.

São Lego. 🧱

Exemplo: E-commerce moderno

  • Serviço de usuários
  • Catálogo
  • Carrinho
  • Pagamento
  • Entrega
  • Recomendações

Cada um:

✔ Escala independente
✔ Atualiza sem parar o sistema
✔ Pode usar tecnologia diferente


☸️ Kubernetes — O Maestro dos Containers

Gerenciar poucos containers é fácil.

Gerenciar milhares? Boa sorte sem automação.

Kubernetes resolve isso.

O que ele faz automaticamente

✔ Deploy
✔ Escala
✔ Balanceamento
✔ Autorreparo
✔ Atualizações sem downtime
✔ Service discovery


🧠 Componentes chave

Control Plane = cérebro

  • API Server
  • Scheduler
  • Controllers
  • etcd (memória do cluster)

Worker Nodes = músculos

  • Pods
  • Containers
  • Kubelet
  • Networking

💾 etcd — A Memória do Cluster

Sem etcd, Kubernetes sofre amnésia total.

Ele guarda:

  • Configurações
  • Estado desejado
  • Deployments
  • Secrets
  • Serviços

👉 É o “SYS1.PARMLIB” da nuvem. 😉


🟥 OpenShift — Kubernetes com Gravata Corporativa

OpenShift = Kubernetes + ferramentas empresariais + segurança integrada.

Pode rodar em:

  • Cloud pública
  • On-premises
  • Power Systems
  • 💥 IBM Z Mainframe

🏦 zCX — Containers Dentro do z/OS

Agora vem a parte que explode cérebros.

🔥 z/OS Container Extensions (zCX)

Permite rodar:

✔ Linux
✔ Docker
✔ Aplicações modernas
✔ Microsserviços

👉 Dentro do z/OS
👉 Sem LPAR Linux dedicada


💾 Storage? VSAM!

Os “discos” Linux são:

👉 VSAM Linear Data Sets (LDS)

Sim. VSAM rodando containers modernos.

Se isso não é cyberpunk corporativo, não sei o que é.


🧰 Provisionamento zCX — Passo a passo simplificado

1️⃣ z/OS 2.4 ou superior
2️⃣ z/OSMF
3️⃣ Alocar VSAM LDS
4️⃣ Provisionar instância
5️⃣ Subir Docker
6️⃣ Rodar containers


☁️ Cloud Native — Não é “rodar na nuvem”

É ser construído para ambientes dinâmicos.

Características

✔ Microservices
✔ Containers
✔ Automação
✔ DevOps
✔ Escala horizontal
✔ Infraestrutura imutável


🧊 Immutable Infrastructure — Nada de “mexer em produção”

Mudou algo?

👉 Crie nova versão
👉 Implante
👉 Substitua a antiga

Rollback = voltar para versão anterior.

Muito mais seguro que “editar servidor vivo”.


🏗️ Monolito vs Cloud Native

MonolitoCloud Native
Código únicoMicrosserviços
Deploy arriscadoDeploy contínuo
Escala verticalEscala horizontal
Forte acoplamentoBaixo acoplamento
Infra fixaInfra dinâmica

🔁 DevOps — A Mudança Cultural

Não é ferramenta.

É mentalidade.

👉 Dev + Ops trabalhando juntos
👉 Automação do ciclo inteiro
👉 Feedback contínuo

Ferramentas típicas:

  • GitHub / GitLab
  • Jenkins
  • Ansible
  • Selenium
  • Splunk
  • Nagios

🧠 Easter Egg Mainframe

Sabe quem já fazia algo parecido com DevOps?

👉 Operações de mainframe com JCL + automação + scheduling + change management.

Só não tinha camiseta escrita “DevOps”.


🌟 A Verdade Incômoda

Cloud Native não matou o Mainframe.

🔥 Ele absorveu os conceitos.
🔥 E o Mainframe absorveu Cloud Native.

Hoje vemos:

👉 APIs modernas consumindo CICS
👉 Containers próximos ao DB2
👉 Kubernetes integrando sistemas legados
👉 Hybrid Cloud dominando o mercado


🏁 Conclusão do Mestre

Padawan…

O futuro não é:

❌ Mainframe ou Cloud

O futuro é:

🔥 Mainframe + Cloud + Open Source + Automação

Quem entende isso se torna arquiteto.

Quem ignora… vira legado.


☕ Desafio Final

Se você chegou até aqui, responda mentalmente:

Seu sistema está pronto para rodar em qualquer lugar…
ou está preso a um único ambiente?

Se doeu… é porque precisa evoluir. 😉


segunda-feira, 23 de março de 2026

☁️💥 Do JCL ao Kubernetes: Como um Padawan Pode Dominar a Nuvem Sem Virar Vapor

 

Bellacosa Mainframe do JCL ao Kubernetes

☁️💥 Do JCL ao Kubernetes: Como um Padawan Pode Dominar a Nuvem Sem Virar Vapor

“Na galáxia da TI, alguns pilotam X-Wings… outros ainda estão aprendendo a ligar o hyperdrive.”

Se você é um Padawan da Cloud — ou até um Jedi do mainframe explorando novos planetas — este artigo é para você. Vamos atravessar juntos o caminho do zero até arquiteto, com exemplos reais, curiosidades, easter eggs e aquela pitada Bellacosa de conhecimento que não se aprende em slide corporativo. ☕🖥️☁️


🧠 Episódio I — O Despertar da Nuvem

Antes de containers, Kubernetes ou nomes complicados…

👉 Cloud é só alguém rodando computadores para você — em escala absurda.

No mundo on-premises:

  • Você compra hardware 💸
  • Instala tudo 🧱
  • Mantém tudo 🔧
  • Culpa o ar-condicionado quando cai 🧊

Na cloud:

  • Você aluga capacidade
  • Paga pelo uso
  • Escala sob demanda

💡 Curiosidade mainframe:
O modelo pay-per-use da cloud lembra MUITO o velho conceito de capacity on demand dos grandes sistemas.


🏗️ Episódio II — IaaS, PaaS, SaaS… ou “Quem Faz o Trabalho?”

Imagine que você quer comer pizza 🍕

  • 🧱 On-Prem → você planta o trigo, cria a vaca e assa
  • 🏗️ IaaS → você assa
  • ⚙️ PaaS → você só coloca o recheio
  • 🍕 SaaS → entregam pronta

👉 Quanto mais alto na pilha, menos trabalho (e menos controle).


🌍 Episódio III — Onde Mora a Nuvem?

Modelos de deployment:

  • ☁️ Public — infraestrutura compartilhada
  • 🏢 Private — exclusiva
  • 🌗 Hybrid — mistura dos dois
  • 🌍 Multicloud — vários provedores
  • 🤝 Community — organizações com interesses comuns

💡 Exemplo real:
Banco com dados críticos on-prem + analytics na nuvem = Hybrid.


📦 Episódio IV — Storage: O Cofre dos Dados

Três tipos dominam a galáxia:

🧱 Block Storage

Disco bruto — ideal para bancos.

👉 Pense: DASD virtual.


📂 File Storage

Pastas e arquivos hierárquicos.

👉 Tipo um compartilhamento NFS/SMB.


🎬 Object Storage

Para dados não estruturados:

  • Vídeos
  • Fotos
  • Logs
  • Backups

💡 Easter egg:
Object storage não tem “diretórios de verdade”. Aquela pastinha é só uma ilusão… tipo o Millennium Falcon parado no espaço.


🐳 Episódio V — Containers: O Segredo da Cloud Moderna

VMs são como apartamentos completos 🏢
Containers são kitnets minimalistas 🐳

Containers:

✔️ Mais leves
✔️ Iniciam rápido
✔️ Compartilham o kernel
✔️ Escalam fácil


🧾 Dockerfile — A Receita do Container

FROM ubuntu
COPY app /app
CMD ["./app"]

👉 Isso vira uma imagem → que vira container → que roda seu app.

💡 Comentário Bellacosa:
Se JCL descreve job steps… o Dockerfile descreve build steps.


☸️ Episódio VI — Kubernetes: O Maestro dos Containers

Se Docker cria containers, Kubernetes governa exércitos deles.

Principais conceitos:

  • Pod → unidade mínima
  • Node → máquina
  • Cluster → várias máquinas
  • Service → endereço fixo
  • Deployment → controla versões

🗄️ etcd — O Cérebro do Cluster

👉 Banco de dados que guarda TODO o estado.

Sem ele:

Kubernetes vira um amnésico digital.


⚡ Episódio VII — Serverless: Código Sem Servidor?

Sim e não.

Você não vê o servidor.

FaaS roda código:

  • Sob demanda
  • Escala automática
  • Paga só pelo uso

💡 Ideal para eventos, APIs simples e automações.


🔐 Episódio VIII — Segurança e Sensibilidade

Nem tudo deve ir para public cloud.

Private ou hybrid são comuns quando há:

  • Dados financeiros 🏦
  • Dados médicos 🏥
  • Segredos governamentais 🏛️

🤖 Episódio IX — Infraestrutura Imutável

Antigamente:

👉 Atualize o servidor.

Hoje:

👉 Destrua e recrie.

Isso reduz inconsistências e bugs misteriosos.

💡 Analogia:
Trocar a nave inteira em vez de consertar no espaço.


🧬 Episódio X — Cloud-Native vs Monólito

🧱 Monólito

Tudo num bloco só.

Vantagem: simples.
Desvantagem: difícil de escalar.


☁️ Cloud-Native

  • Microservices
  • APIs
  • Containers
  • Automação
  • Observabilidade

👉 Projetado para falhar e continuar funcionando.


🏆 Episódio XI — O Caminho do Arquiteto

Um arquiteto cloud não escolhe tecnologia… escolhe compromissos:

⚖️ Custo × Performance × Segurança × Resiliência

Princípios Jedi:

  • 🛡️ Design for failure
  • 📈 Scale out
  • 🔗 Loose coupling
  • 🤖 Automação
  • 💰 Otimização de custos

☕ Easter Egg Mainframe Edition

Cloud parece nova… mas várias ideias nasceram no mainframe:

  • Time sharing → multi-tenant
  • Capacity on demand → elasticidade
  • Virtualização → VMs
  • Alta disponibilidade → Sysplex

👉 A nuvem não reinventou a roda. Só colocou foguetes nela.


🚀 Missão Final para o Padawan

Se você quer evoluir de dev para arquiteto:

1️⃣ Entenda fundamentos
2️⃣ Aprenda containers
3️⃣ Domine Kubernetes
4️⃣ Explore serverless
5️⃣ Pense em arquitetura, não em código


🌟 Conclusão — Que a Força da Nuvem Esteja com Você

Cloud não é só tecnologia.

É uma nova forma de operar sistemas em escala planetária.

Você não precisa saber tudo.
Precisa saber como as peças se encaixam.

“Um Padawan aprende ferramentas.
Um Jedi entende sistemas.”

 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Do Mainframe a Cloud Computer, la e ca outra vez...

 

Bellacosa Mainframe e os primordios da nuvem


Do Mainframe a Cloud Computer, la e ca outra vez...


Conceitos sobre Nuvem / Cloud Computer

Salve jovem padawan, feliz 2022 e hoje voltamos a ativa, passado as festividades da Epifania dos Reis Magos, iniciamos o ano com um artigo de conceitos gerais, uma ferramenta para elucidar alguns termos usados nos cursos, principalmente nos AWS da Amazon e Azure da Microsoft.

Mas antes de iniciarmos, saiba que a origem desta moda das nuvens, iniciou-se em tempos idos, afinal tudo era nuvem, calma, não entre em pânico, o tiozão não surtou nem bebeu demais nas festas, mas nos primórdios da computação na Era de ouro dos Mainframes, tudo estava armazenado num servidor, longe da sede da empresa, muitas vezes a dezenas, quiçá centenas de quilômetros de distância.

O Centro de Processamento de Dados, era um servidor conectado via linha discada através de modens, que distribuía a informação localmente em terminais 3270 e posteriormente em emuladores de terminal 3270, através de conexões via ponte em CICS, época que os caracteres EBCDIC imperavam, era em que o espaço em disco era caríssimo, memoria idem, as empresas alugavam tempos de processamento com X ciclos de CPU, X espaço de memória e disco.

O armazenamento era feito em tapes e cartridges com a utilização de inúmeros aplicativos em COBOL, PLI e Assembly para gerar copias via JCL, que encareciam o processo e limitava o armazenamento de dados, obrigando que as empresas usassem estratégias locais para solucionar questões estratégicas analisando os dados.

Anos 60 a padronização dos serviços

Com pouco mais de duas décadas, muitos fabricantes e pouca padronização, situação que obrigou ao governo americano a lançar inúmeras Normas ISO/ASA para definir os tipos de serviços prestados em processamento de dados, as linguagens de programação aceitas e outras especificações técnicas que serviram para impulsionar o serviço e democratizar o acesso dos Computadores as Universidades e Empresas civis.

Anos 70 a Mainframe Cloud

Um pouco abstrato, um pouco imaginação do tiozão, porem nos primórdios os Mainframes, capitaneado a pela gigante azul, a IBM dominou o mercado e vendia/alugava serviços : serviços de codificação, processamento de dados, armazenamento e impressão de relatório, basicamente os clientes utilizavam-se de terminais para acessar os serviços e consumirem as informações, poucas empresas tinham capital suficiente para serem donas de 100% do parque informático e os Centro de Processamento situação muito semelhante com os services atuais (IaaS, PaaS, SaaS e DaaS, com uma vantagem adicional a concorrência era baixa e a maior parte das patentes e pessoal qualificado era da empresa.

Anos 80 e a multiplicação dos dados

Com o advento da microinformática e o uso intensivo do Clipper e base de dados XBase, surgiu novos ares no processamento de dados num mundo off-line, as empresas sentiram o poder da análise de dados e acumulação de informações e uso de planilhas de dados Lotus 123 e Supercalc..

Uma era fortemente ligada aos mainframes que geravam dados brutos e transmitiam via arquivos sequenciais em TXT, convertidos de EBCDIC para ASCII via protocolo FTP de alta para baixa plataforma e os pioneiros em ciências de dados, criavam programa estatísticos ou planilhas para explorarem tendências e acúmulos de dados.

Antes de prosseguirmos, recordem que era uma era off-line, onde muita das informações eram transmitidas via disquetes de 5 ¼, 3 ½ de face simples e dupla de acordo com a evolução, era uma era de rede em cabo coaxial, bem difícil de operar e com limitação de largura banda.

Anos 90 e a era da internet

Com a evolução tecnológica dos anos 90, o antigos PC XT rapidamente tornou-se obsoletos, o milagre da miniaturização e a produção em massa, facilitou a evolução, primeiros 286, 386, 486 e Pentiuns.

A linguagem Clipper e o padrão DBase com suas inúmeras versões, facilitaram o processo de processamento de dados, com utilização de fórmulas matemáticas e estatísticas sofisticadas e troca de dados na velocidade da luz, através de linhas discadas com modens rápidos e internet rápida com poderosos servidores.

Nisso foram surgindo novas linguagens e formatos de base de dados com SQL poderoso, pela primeira vez o domínio dos mainframes foi abalado, acuado com os ERPs e descentralização dos CPDs.

Y2K um fantasma na virada do século

Lembra do custo de armazenamento e uso de memória nos Mainframes nos primórdios da computação? Uma solução simples e econômica que atendia a 100% dos problemas na época. Para que século, cortaram 2 bytes do armazenamento e processamento da Data, afinal ninguém usava o 19 para nada, em milhões de registros era moedinhas no cofre, ninguém contava que os programas iriam durar tanto, e o doce cortar de bytes, gerou um bug, o bug do milênio transformou-se num monstro.

A resposta das empresas e consultorias informáticas virou uma enorme bola de neve, sorvedora de recursos e os custos para conversão de antigos programas em linguagens de alta plataforma, quebrou empresas e assustou gestores e investidores que forçou medidas drásticas aos sistemas centrais, deixando atemorizados acionistas e sociedade civil.

O JAVA e o MySQL, o Oracle, o Python, C e seus dialetos, o MS SQL e o pacote MS Office criaram um mundo novo na programação e o conceito de armazenamento de dados, fora do Mainframe e dentro de Servidores Web.

Anos turbulentos devido ao colapso econômico da Bolha da Internet e o atentado suicida as Torres gêmeas do Word Trade Center em Nova Iorque com perda de muita informação armazenada nos servidores locais.

Primeira década do novo milênio

O mundo se recuperava do colapso econômico e tudo parecia que estava bem, porem o mercado especulativo imperava, a formula de Back-Scholes-Merlon transformou o Mercado Financeiro um grande cassino, que gerou a grande bolha especulativa detonada em 2008.

As empresas buscavam soluções entre os servidores locais, servidores backups, mainframes e repentinamente as empresas viram-se numa arapuca, sem dinheiro para investir e com falências em todo o mercado.

A resposta foi cortar custos e com isso voltamos aos primórdios da informática e os servidores transformaram-se em sistemas centrais e empresas ocupam o nicho da IBM, vendendo espaço de armazenamento, serviço de processamento de dados e codificação.

Nuvem / Cloud

Uma metáfora para descrever a rede global de servidores temos inúmeros Centros de Processamento de Dados controlados por poucas empresas Amazon, Google, Microsoft, VMWare, SalesForce, RackSpace, Verizon, Cisco, entre outras. São computadores espalhados por todo o mundo que armazenam dados, executam aplicativos e fornecem serviços aos usuários por meio da internet, ocorrendo um movimento de migração e modernização de softwares.

Computação sem servidor

Foi o modelo de negócios principal da IBM no passado, hoje é um método desenvolvido para fornecer serviços de back-end às empresas, oferecendo tecnologias para escrever e executar códigos, gerir dados e integrar aplicações, tudo isso sem a necessidade de gerenciar servidores.

Uma verdadeira volta as origens, desta vez com a vantagem de existirem mais players no mercado, a concorrência ajuda a melhorar a qualidade e os custos dos serviços.

Redundância de dados

Duplicação de componentes para garantir serviço ininterrupto e evitar perda de dados. Para isso, são feitos backups dos dados em diferentes datacenters para acionar imediatamente quando houver falhas em algum deles.

Eu trabalhei no Banco Real na década de 90 e além, havia 3 grandes maquinas, o SP11, SP51 e o CA81, respectivamente na sede do Banco, na IBM SP e IBM Hortolândia, garantindo a execução dos processamentos batch e rotinas onlines durante 24 horas dias, 7 dias por semana e 365 dias ao ano.

A parte mais importante era a garantia de replicação dos dados e zero downtime. Participei de algumas simulações e os serviços levavam menos de um minutos para restabelecerem, trocava-se o servidor sem percebermos.

Middleware

O software que fica entre um sistema operacional e os aplicativos executados nele que permite a comunicação e o gerenciamento de dados para aplicativos distribuídos, como os aplicativos baseados em nuvem.

No passado era o COBOL, Natural, PL/I, Rexx, Assembly, que operavam em processo batchs via JCL, atualmente o JAVA e o C Sharp levam uma ligeira vantagem, mas existem linguagens e tecnologias para dar e vender, tornando o mercado caótico.

Services

Existem 4 tipos de serviços fortemente ligados a nuvem, mas antes a verdadeira imagem que devemos pensar é a terceirização dos diversos elementos ligado aos serviços informáticos. Pense uma grande empresa, necessita de uma equipe para manutenção de hardware, uma equipe de gestão de servidores, uma equipe de análise de incidentes e ocorrências, uma equipe de sustentação, uma equipe de desenvolvimento, uma equipe de base de dados, uma equipe de análise e organização e métodos, uma equipe de gestão de auditoria e acesso e finalizando uma equipe de comunicação e redes.

Devido a complexidade constantes, a necessidade de treinamentos e os altos custos envolvidos na aquisição de equipamento, locação de espaço, instalação de redes e comunicação e a gestão de pessoal implicou na evolução forçada dos CPDs e os inúmeros serviços que as SLAs, não conseguiam contemplar.

Por isso surgiram os serviços: IaaS, PaaS, SaaS, DaaS entre outros, que veremos nos parágrafos abaixo.

IaaS (Infrastructure as a Service)

é um tipo de serviço de computação em nuvem que oferece recursos fundamentais de computação, armazenamento e rede sob demanda e pagos conforme o uso, ou seja, um modelo de computação em nuvem que fornece recursos de computação na nuvem (como servidores, armazenamento, rede e software operacional) em um ambiente virtualizado. Ex: IBM Cloud.

Qualquer semelhança com os velhos serviços de mainframe é mera coincidência. Será?

PaaS (Plataform as a Service)

é um ambiente de desenvolvimento e implantação completo na nuvem, com recursos que permitem a você fornecer tudo, de aplicativos simples baseados em nuvem a sofisticados aplicativos empresariais habilitados para a nuvem, sem a necessidade de aquisição de licenças e pessoal técnico. .

Uma plataforma de nuvem completa para o desenvolvimento, execução e gestão de aplicações. Ex: AWS (Amazon Web Services), porém esse processo não é linear e simples, em alguns momentos ocorrem situações catastróficas como exemplo o TSB Bank.

SaaS (Software as a Service)

Uma inovação devida aos altos custos de aquisição de software, no passado fomentou muita pirataria e quebras de patentes. Também chamado de aplicativo hospedado, é um tipo de software que não precisa ser adquirido, instalado ou executado em computadores dos usuários. Ex: Adobe Creative Cloud.

DaaS (Desktop as a Service)

Os serviços evoluíram tanto, que atualmente até o Desktop é emulado, a semelhança dos antigos terminais 3270 da IBM, podemos acessar um determinado tipo de equipamento, bem como inúmeros Sistemas Operacionais de acordo com nossa necessidade.

Nuvem pública

Um dos primeiros serviço oferecidos, no passado pessoas e empresas armazenavam imagens, vídeos e arquivos de negócio. São serviços oferecidos por terceiros através da Internet e disponíveis a qualquer pessoa que queira adquirir. Ex: Google Cloud Platform.

Nuvem privada

Semelhante a nuvem publica, mas com melhores ferramentas de segmentação e segurança, pertinente para empresas com dados mais sensíveis. São serviços oferecidos pela Internet ou uma rede interna privada apenas para uso exclusivo de usuários selecionados. Ex: Cisco Cloud Center.

Nuvem híbrida

Como o mercado é dinâmico, e os custos envolvidos acabam criando barreiras, solucionadas através de packages que unem nuvem publica com a privada. Uma nuvem que combina nuvens públicas e privadas com tecnologia que permite que dados e aplicativos sejam compartilhados entre elas. Ex: Azure Stack.

Virtualização

O ato de criar uma versão virtual do ambiente de computação em vez de uma versão física, incluindo hardware, sistema operacional e dispositivos de armazenamento.

Conclusão

Caro padawan, espero não ter me estendido muito, mas tentei apresentar de maneira resumida o universo do Cloud Computer, utilizando como metodologia fazer uma comparação aos antigos sistemas centrais de Mainframe e a evolução com um pouco da historia recente.

Foi um mix de informações, onde aproveitei para tirar algumas duvidas no sites da Azure, AWS, Google e Wikipedia, qualquer duvida ou correção chama aqui ou no Discord.

Espero ter ajudado, lembre-se que é um trabalho continuo, sempre que possível irei atualizar e agregar novas informações.

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Mais momento jabá, para distrair, vamos conhecer um pouco da Revolução Paulista de 1932, que completa 90 anos e em Itatiba a prefeitura fez uma justa homenagem ao transladar os restos mortais de um soldado constitucionalista para o Obelisco Mausoléu do Ibirapuera em SP, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=yqYWSLtsrps


https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


https://github.com/VagnerBellacosa/


Pode me dar uma ajudinha no YouTube?


https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa


hashtagDesafio21DiasNaDIO

publicado originalmente em : https://web.dio.me/articles/do-mainframe-a-cloud-computer-la-e-ca-outra-vez/



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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