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sexta-feira, 10 de abril de 2020

🕯️ Os Santos Populares da Ressaca: Engov, Epocler e Sonrisal — o trio que salvou o proletariado da segunda-feira

 

Bellacosa Mainframe e os santos populares da ressaca    


🔥🩵 Post Bellacosa Mainframe / El Jefe Midnight Lunch Edition

🕯️ Os Santos Populares da Ressaca: Engov, Epocler e Sonrisal — o trio que salvou o proletariado da segunda-feira


Há santos que protegem os motoristas, os pescadores e até os programadores. Mas, em São Paulo, especialmente entre as esquinas da Sé e da Augusta, entre o boteco do Zé e o balcão do Estadão, o povo criou seus próprios santos de devoção alcoólica:
São Engov, São Epocler e São Sonrisal.
Os três juntos formam a Santíssima Trindade da Ressaca — padroeiros da sexta-feira sem juízo e do domingo de arrependimento.




🟡 São Engov – O Santo da Prevenção

O primeiro da procissão.
Reza a lenda que o Engov nasceu nos anos 60, criado por um farmacêutico inspirado entre um gole e outro de vinho do padre. A bula nunca prometeu cura pra ressaca, mas o povo decretou por conta própria: “Se faz bem antes e depois, é milagre!”.

O comprimido amarelo virou ritual. Tinha quem tomasse um antes da pinga, outro depois da batida, e guardasse um terceiro “pra garantir”.
E quando veio o Engov líquido, pequeno, de bolso, com ares de amuleto de feira… pronto: virou o Rosário do Boêmio.

“Quem tem Engov, tem fé.
Quem não tem, reza pra acordar vivo.”


🟢 São Epocler – O Protetor do Fígado

Ah, o Epocler. O mais amargo dos santos, o que desce rasgando mas renova a alma.
Nos botecos dos anos 80 e 90, era comum ver o sujeito pedindo o combo clássico:

“Uma dose de 51 e um Epocler de chaser.”

Essa era a penitência do guerreiro. Um gole pro pecado, outro pra absolvição.
O Epocler nunca julgou ninguém. Feito de arginina e vitamina B6, ele é o santo que entende o fígado cansado, aquele que trabalha em regime CLT e plantão noturno.
Dizem que, nos anos 2000, ele quase ganhou beatificação popular — tamanha era sua devoção nas madrugadas da Augusta e nas segundas do Brás.


São Sonrisal – O Anjo Efervescente

O mais pop dos três.
Enquanto Engov e Epocler eram austeros, Sonrisal é pura festa, espuma e esperança.
Basta jogar na água e assistir o milagre efervescente: em segundos, o mundo volta a girar no eixo.
É o santo do estômago, do azedume e do arrependimento.
Foi companheiro fiel de muitos que, depois da cerveja quente, da coxinha duvidosa e da batida de amendoim, só queriam um recomeço.

“O mundo pode acabar, mas se tiver Sonrisal, ainda há bolhas de fé.”


🍸 O Dogma do Boteco

Os antigos diziam:

“Engov antes, Epocler depois e Sonrisal no fim — e a ressaca vai embora amém.”

Mas há quem inverta a ordem, como se fosse alquimia, buscando a fórmula perfeita da ressuscitação.
Na real, o segredo não está no princípio ativo, mas na esperança que cada dose carrega.
O brasileiro, mesmo de ressaca, acorda e vai pra luta — e se o fígado reclamar, toma outro Epocler e segue o baile.


💬 Comentário de balcão

Na boca da madrugada, entre uma última dose e o primeiro pão na chapa, o garçom filosofa:

“Santo que não cura ressaca não entra no altar do boteco.”

E assim, de bar em bar, o povo canonizou seus próprios milagreiros — os que não estão no Vaticano, mas sim na farmácia 24 horas da esquina, ao lado da coxinha, da mortadela e da fé etílica.


🔸 Dica do El Jefe:
Não existe milagre que cure a culpa. Mas entre um Engov e um Sonrisal, dá pra disfarçar a ressaca da alma.
E se o dia amanhecer pesado, tome um Epocler, olhe pro horizonte e lembre-se:

“Enquanto houver boteco, haverá redenção.”

 

terça-feira, 5 de julho de 2011

🥤 Gini – O Refri do “Yes!” que Virou Lenda

 

Bellacosa Mainframe e o lendario refrigerante gini

🥤 Gini – O Refri do “Yes!” que Virou Lenda

Uma crônica Bellacosa Mainframe para o El Jefe Midnight Lunch

Existem sabores que não são apenas bebidas — são checkpoints de memória, como se o cérebro desse um $HASP373 e liberasse um job de infância direto no spool do coração. Entre esses sabores, um nome brilha como uma mensagem WTOR chamando atenção: Gini.

Sim, Gini, o refrigerante francês de limão que chegou ao Brasil com a ousadia de quem sabia que ia virar clássico. Um refri tão icônico que parecia ter sido montado em assembler gustativo: rápido, direto, ácido na medida e com um aftertaste que dizia “pede mais um”.




🟢 Origem – Da França para o Mundo (e para o seu boteco preferido)

Gini nasceu na França, fabricado originalmente pela Perrier, a mesma gigante dos refrigerantes gaseificados. Foi lançado nos anos 1950, com o slogan ousado para época:

La plus chaude des boissons froides
(“A mais quente das bebidas frias” — olha o charme europeu.)

O nome Gini vem de uma brincadeira com “Genie”, o gênio da garrafa — aquela entidade mística que concede desejos. E, convenhamos, uma garrafinha gelada em tarde de verão era praticamente um desejo realizado.




🟡 História – Do frescor europeu à febre brasileira

Gini aportou no Brasil entre os anos 60 e 70, num mercado em ebulição. Aqui, virou rapidamente sinônimo de:

  • bebida leve,

  • sabor forte de limão,

  • e um charme gringo que poucos refrigerantes tinham.

Nas lanchonetes, nos bares de bairro, e nas prateleiras com poeira estratégica dos mercadinhos, Gini reinou bonito entre o Guaraná Taí, o Quatro Estações, o Bravo, o Sukita raiz e tantos outros bravos guerreiros carbonatados.

Tinha aquele azedinho distinto, diferente do Sprite e do Soda Limonada. Um sabor que não era para amadores — era para quem curtia uma vibe meio punk, meio disco, meio “vamos descer a rua de chinelo, vento no rosto e Gini na mão”.




🏭 Fabricante – Do império Perrier ao destino atual

Depois de mudanças e fusões no setor (como tudo no mundo corporativo, inclusive no mainframe), a marca Gini acabou ficando sob o guarda-chuva da Nestlé Waters.

No Brasil, a produção e distribuição mudaram bastante ao longo do tempo — até desaparecer do mercado nacional, deixando saudade, controvérsia e debates eternos sobre seu verdadeiro sabor.


🧃 Comentários – Gini era para os fortes

Tomar Gini era uma experiência:
Era ácido, era seco, quase um SORT com opção SUM não documentada.
Ou você amava, ou ele te ensinava a amar.

Gelado, ficava perfeito.
Natural, parecia te bater com uma toalha molhada.
Mas era justamente isso que fazia a personalidade da bebida.

Era o refrigerante que te dava um tapa e depois um abraço.


🥚 Easter-Egg – O Slogan Proibidão

Na França, Gini ficou famoso (e polêmico) por campanhas de marketing extremamente ousadas — bem mais quentes do que o público brasileiro jamais viu.

Em 2006, rolou até uma campanha com um “Gini imoral, mas irresistível” que foi banida em vários países.

No Brasil, pouca gente sabe:
📌 Gini já tentou se reposicionar como bebida “sexy”.
Só não vingou porque aqui, sexy mesmo era o sanduíche de mortadela gigante e uma garrafa de Gini geladíssima na mesa de mármore da padaria.


📉 Situação Atual – Onde está o Gini?

Hoje, Gini ainda existe na Europa, principalmente na França, mas com presença muito menor do que nos seus anos dourados.

No Brasil…
virou lenda urbana gastronômica.

Vez ou outra aparece alguém dizendo:

“Ouvi dizer que voltou!”
“Venderam uma garrafa no Mercado Livre por 200 reais!”
“Meu tio jura que ainda toma no interior!”

Mas oficialmente, Gini não é mais produzido no Brasil.
Só vive nas memórias, nos papos de bar e no coração dos nostálgicos — como um dataset migrado para FIT que ninguém mais acha o backup.


🔍 Curiosidades – Gini no modo Bellacosa

  • 🔹 Foi um dos primeiros refrigerantes no Brasil com “pegada jovem”.
    Antes mesmo do marketing moderno falar em lifestyle.

  • 🔹 Seu sabor limão era mais “adulto” do que o dos concorrentes — próximo de soda italiana.

  • 🔹 No Japão, o nome “Gini” lembra foneticamente “銀” (gin), que significa prata — coincidência curiosa para uma bebida que parecia brilhar.

  • 🔹 Existem colecionadores de garrafas Gini que tratam o objeto como se fosse uma sysres rara.

  • 🔹 Em algumas regiões da França, Gini virou base para drinks com vodka ou rum.

  • 🔹 O mascote original lembrava um “gênio” estilizado — reforçando o trocadilho Genie → Gini.


🥤✨ Conclusão – Gini: o refresco que virou mito

Gini não foi só um refrigerante.
Foi um checkpoint emocional, um arquivo de memória comprimido em vidro verde, um “restore taste” da infância de muita gente.

Era o tipo de bebida que transformava um simples lanche num episódio de vida, com gosto de rua, de verão, de risada e de simplicidade.

E como tudo que marcou época, saiu de linha, mas nunca saiu da história.

Gini existe — na França, nos arquivos da Perrier, e principalmente no spool nostálgico de quem viveu seu sabor.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

🥤 A Origem da Tubaína — O “Refrigerante do Povo” que Virou Ícone Nacional

 

Bellacosa Mainframe e a origem da tubaina

🥤 A Origem da Tubaína — O “Refrigerante do Povo” que Virou Ícone Nacional

Se existe um refrigerante que pode ser chamado de “SPOOL da infância brasileira”, esse refrigerante é a Tubaína. Ela não é apenas uma bebida: é um dataset cultural distribuído em milhares de versões, cada uma com seu label caseiro, sua micro-história e seus segredos de sabor guardados como PDS protegido no RACF.

Mas afinal… de onde veio essa lenda?


🌱 A Origem – Muito Antes da Fanta e da Coca Pensarem em Chegar Aqui

A Tubaína surgiu no interior do estado de São Paulo, entre o fim dos anos 1930 e início dos anos 1940. Não existe um único inventor, nem uma fábrica original certificada como “a primeira”.
E é justamente isso que faz parte do charme.

Tubaína nasceu como:

  • bebida artesanal,

  • produzida em pequenas fábricas e engarrafadoras familiares,

  • que usavam xaropes de frutas, açúcar e gás carbônico para criar um refrigerante barato e acessível.

O nome “Tubaína” teria duas origens possíveis:

🅰️ Versão 1 — Do Tupi “tubaina” = bebida fermentada / bebida de raiz

Registros linguísticos apontam que “tubaina” aparece como variação de palavras indígenas relacionadas a bebida local ou fruta macerada.

🅱️ Versão 2 — Marca que virou nome genérico

Outra versão, muito forte entre historiadores de indústria, diz que Tubaína era originalmente o nome de um xarope-base distribuído para fábricas pequenas, que passaram a engarrafar refrigerantes com essa marca — e com o tempo, “virou sinônimo de qualquer refrigerante barato do interior”.
Um clássico caso Aspirina / Gilete / Maizena / Xerox.



🏭 As Primeiras Fábricas – O Brasil Raiz Engarrafado

Entre as primeiras e mais conhecidas estão:

  • Tubaína Zarco – Piracicaba/SP

  • Tubaína Bacharel – São João da Boa Vista/SP

  • Turbaína Ferraspari – Jundiai/SP

  • Tubaína Joaninha – Taubaté/SP

  • Tubaína Arco Íris – Mococa/SP

  • Tubaína Vivi – diversas cidades do interior

  • Sanbra/J. Macedo, que vendia xaropes Tubaína para engarrafadores

Essas pequenas fábricas se espalharam como jobs submitting in batch, cada uma com sua receita própria — mais doce, mais artificial, mais frutada ou mais “doce de bar”.



🎨 O Sabor – Uma Mistura Única (E Bagunçada) de Identidade Brasileira

O sabor da Tubaína era, e é, uma alquimia:

  • ramalhete de frutas artificiais,

  • base de guaraná ou tutti-frutti,

  • açúcar para adoçar a vida,

  • e cor âmbar ou avermelhada, levemente translúcida.

Era um sabor que gritava: “sou simples, sou barata, sou boa!”

Em muitos lugares, Tubaína era bebida em garrafa de 600 ml, com tampa de metal que você abria na quina da mesa, e com aquele som clássico que parecia um IEFC001I anunciando início do serviço.


🧃 Por que a Tubaína virou febre?

Simples:

  • Era barata (metade do preço dos grandes refrigerantes).

  • Era local (tradição regional fortíssima).

  • Era familiar (produzida por fábricas do bairro).

  • Era democrática (vendida no bar, no campinho, no mercadinho).

  • Era saborosa de um jeito despretensioso.

E claro:
Toda cidade tinha “a melhor Tubaína do mundo”.
Cada uma com seu fã-clube.


🥚 Easter-Egg — Tubaína era a bebida “clandestina” dos anos 60/70

Acredite:
Algumas versões de Tubaína tinham teor alcoólico leve, por causa da fermentação natural dos xaropes artesanais.

Era tão discreto que ninguém falava disso… mas todo mundo sabia.
Tipo um dataset uncataloged que só o operador raiz conhecia.


📜 A Situação Atual – A Sobrevivente do Brasil Raiz

Hoje, a Tubaína:

  • segue viva em centenas de microfábricas pelo Brasil,

  • tem festivais próprios (como o Tubaína Fest, em São Paulo),

  • virou produto gourmet em algumas versões,

  • e ganhou um renascimento nostálgico nas redes sociais.

Marcas atuais de destaque:

  • Tubaína São João

  • Dore

  • Frevo

  • Itubaína Retrô (da Schin) – a versão industrial mais famosa

  • Tubaína Xereta


🔍 Curiosidades — Pacote Bellacosa

  • 🔸 “Tubaína” é praticamente um open-source beverage — cada região fez sua fork.

  • 🔸 Garrafas retornáveis de Tubaína foram ícones dos anos 50 a 90.

  • 🔸 Em muitos lugares, “Tubaína” virou sinônimo de qualquer refri de garrafa marrom, mesmo que o rótulo dissesse outro nome.

  • 🔸 Tubaína é considerada por alguns historiadores como o primeiro refrigerante realmente popular do Brasil, antes da Coca dominar tudo.

  • 🔸 Existe um museu informal da Tubaína, com rótulos de mais de 700 marcas coletadas pelo interior paulista.


🥤✨ Conclusão – Tubaína: A Bebida Mais Brasileira Que Já Houve

Tubaína é memória líquida.
É o refrigerante da infância, do boteco, do campinho, da padaria com balcão de mármore, do mercadinho com cheiro de madeira e sabão em pedra.

Ela não veio de corporações gigantes.
Ela nasceu como obra de milhares de pequenos criadores, todos querendo fazer uma bebida gostosa, barata e acessível — um verdadeiro cluster de boa vontade e criatividade.

A origem exata pode ser múltipla.
Mas a essência é uma só:

Tubaína é o sabor do Brasil raiz.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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