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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

🖥️ Screensavers que dançavam na madrugada – O Museu dos Micreiros Anos 90

 

Bellacosa Mainframe e os monitores crt problemas e solucoes screensavers



🖥️ Screensavers que dançavam na madrugada – O Museu dos Micreiros Anos 90
(Por Vagner Bellacosa ☕ — Bellacosa Mainframe / El Jefe Midnight Lunch Edition)


Ah, as madrugadas dos anos 1990...
O barulho do modem discando, o brilho do monitor CRT iluminando o quarto, e o som suave do cooler misturado ao zumbido do transformador.
Era a era dourada dos micreiros românticos, os guardiões do DOS, os padres do Windows 3.11 e os filósofos do Pentium 100.
E quando o cansaço batia — ou o download do ICQ demorava três horas — o PC começava a sonhar.

Nascia o espetáculo dos screensavers dançarinos, o ballet pixelado que embalava as madrugadas de quem acreditava que tecnologia também podia ser poesia.




🕊️ Flying Toasters – os anjos do ciberespaço

Antes do metaverso, vieram as torradeiras voadoras.
Criadas pela Berkeley Systems, no pacote lendário After Dark, eram ícones flutuando no infinito digital — asas metálicas, pão quentinho e música imaginária.
Não serviam pra nada.
Mas hipnotizavam como um mantra eletrônico.

💡 Curiosidade: o sucesso foi tão absurdo que gerou uma linha de produtos — canecas, camisetas, até adesivos de carro.
Ter o Flying Toasters era sinal de status tecnológico. Era dizer: “Meu monitor é SVGA e meu coração é ASCII.”



🏝️ Johnny Castaway – o náufrago do microchip

O screensaver mais filosófico da história.
Criado pela Sierra On-Line (1992), mostrava Johnny, um solitário náufrago preso em uma ilha minúscula, vivendo pequenas aventuras animadas: pescava, dormia, falava com gaivotas e tentava fugir.
Cada aparição era diferente — um pequeno episódio inédito, um slice of life do mar digital.

💾 Segredo: quem deixava o PC ligado por horas, via novas cenas escondidas — Johnny construindo jangada, recebendo visitas, ou olhando pro horizonte… esperando alguém que nunca vinha.

O Johnny não era só um protetor de tela.
Era uma metáfora da vida do programador dos anos 90.


🐶 Bad Dog – o mascote destruidor

Esse vinha no After Dark e era pura anarquia digital.
Um cachorro de desenho animado invadia o desktop, cavava buracos, mordia ícones e arrastava janelas como se fosse um hacker canino.
Nos escritórios, era o terror dos chefes e o deleite dos estagiários.

🐾 Fofoquice: diziam que o animador se inspirou no cachorro do vizinho — um dálmata chamado “Bingo”, que realmente roía cabos de impressora.
Ironia: o Bad Dog foi acusado de “comportamento destrutivo” por empresas de antivírus, o que o tornou ainda mais amado.


🌌 Starfield Simulation – o salto para o hiperespaço

Vinha de fábrica no Windows 95 e transformava o monitor num túnel de estrelas.
Simples, hipnótico e infinitamente elegante.
Era o screensaver oficial dos sonhadores espaciais e dos micreiros que juravam que um dia seriam astronautas… ou pelo menos comprariam uma Voodoo 3Dfx.

💡 Dica técnica: quanto mais rápido o seu processador, mais rápido o salto estelar.
Nos Pentium 200, parecia que o computador ia decolar de verdade.


🔮 Mystify / Pipes 3D – o balé geométrico

Linhas dançantes, cores mutantes e tubos 3D crescendo como se o Windows tivesse vida própria.
Era o show de luzes particular de quem deixava o PC renderizando sonhos.

Nos laboratórios de informática, o Pipes 3D era o padrão: o símbolo visual do poder — e do tédio — das máquinas modernas.
💾 O ritual era clássico:
“Sai do Word, não mexe, deixa o Pipes rodar...”
E todo mundo hipnotizado vendo aquele labirinto infinito nascer.


🐠 Aquarium & Planetarium – zen digital

Enquanto o caos reinava nas planilhas e nos disquetes, havia os screensavers serenos.
Peixes pixelados nadando suavemente, planetas girando em silêncio cósmico.
Eram o lo-fi beats dos anos 90 — calmaria de bits para quem passou o dia digitando comandos em CAPS LOCK.

💡 Curiosidade: alguns pacotes de Aquarium vinham com trilhas sonoras MIDI e “bolhas” em estéreo — um luxo digno de Sound Blaster 16.


Bellacosa comenta:

Os screensavers dos anos 1990 eram mais do que proteção contra o burn-in.
Eram o espelho da nossa relação com a máquina.
Enquanto os atuais pedem login, nuvem e IA, aqueles precisavam só de uma pausa e um pouco de curiosidade.

Eles dançavam quando você descansava.
Sonhavam quando você dormia.
E, talvez sem querer, ensinaram uma geração que tecnologia pode — e deve — ter alma.


💡 Dica do El Jefe Midnight Lunch:

Quer reviver essa magia?

  • Baixe o After Dark Revival ou o OpenSaver Project.

  • Ligue seu monitor de tubo (ou um emulador CRT).

  • Coloque um MIDI de Enigma ou Jean-Michel Jarre tocando ao fundo.

E quando o Johnny Castaway aparecer na tela, acene pra ele.
Porque ele ainda está lá —
esperando por nós, micreiros da madrugada.

Simuilador javascript Johnny Castaway

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/1991/01/johnny-castaway-uma-homenagem-ao.html

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

🎤 MÁRCIA PASTEL & FREDDIE MERCURY — O CROSSOVER IMPROVÁVEL

 

Bellacosa Mainframe perdido em pensamentos e literalmente sem rumo

🎤 MÁRCIA PASTEL & FREDDIE MERCURY — O CROSSOVER IMPROVÁVEL

Naqueles tempos em que paquera acontecia no metrô, olhares eram offline, e anotar telefone era ato de coragem logística, conhecei a Márcia.

Entre passeio no shopping, sorvetes no mac donalds, visitas a cohab José Bonifacio, namorico de sofá no apartamento da avó umas escadas acima — romance urbano clássico do suburbio de São Paulo numa era pré-internet.

E como todo romance paulista raiz…
tinha detalhe gastronômico:
a mãe dela era pasteleira.

E surge então um dos apelidos mais simetricamente paulistanos que já existiu:
Márcia Pastel.
Romântico? Talvez não.
Inevitável? Com certeza.

Durou pouco, mas deixou marca.

E aí veio o dia fatídico.

Na mesma tarde em que o mundo perdia Freddie Mercury, perdi Márcia.
Duas batidas fortes no peito na mesma frequência.
Dois lutos distintos, mas que o cérebro conectou no mesmo dataset.

Freddie virou trilha sonora.
Márcia virou capítulo.
E o dia virou marco.




🌑 A NOITE EM QUE ME PERDI NO MEU PRÓPRIO TERRITÓRIO

Coração partido tem um poder estranho:
ele desorienta.
Desfaz o GPS emocional.
Zera o mapa interno.

Eu — um andarilho experiente, navegador de cidades, o homem que nunca se perde, nem com idioma estranho, nem com clima hostil — resolveu ir andando de Itaquera até Guaianases.

Andar pra esquecer.
Caminhar pra curar.
Pisando no asfalto como quem tenta reiniciar a alma.

Mas naquele novembro…
Me perdi, virei pro lado errado e quase cheguei em São Mateus.

Não numa cidade desconhecida.
Não num país distante.
Não num labirinto europeu.

Me perdi no seu bairro. Teatro conhecido de inumeras voltas de bicicleta e mesmo a pé.

E isso é a definição poética perfeita do luto amoroso:
quando até as ruas que eu conheço deixam de me reconhecer.



🕍 A IGREJINHA PROTESTANTE — O CHECKPOINT DIVINO

Caminhando sem norte, atravessando vielas que pareciam cena de Cidade de Deus, rostos fechados, becos suspeitos…
o perigo era real.

E então surge a NPC salvadora da quest:
uma senhora protestante.
Saião longo, cabelo comprido, Bíblia apertada embaixo do braço — o uniforme oficial das anciãs sagradas do subúrbio.

Você pergunta o caminho.
Ela arregala os olhos, já imaginando o tamanho da encrenca.

E como toda boa crente-raiz,
te deu instruções como quem narra uma missão da Arca de Noé:

— “Filho… é longe. Mas você vai fazer assim…”

E te entregou instruções detalhadas para o meu mapa mental.
O único mapa da noite.



🚶 A JORNADA DE 5 HORAS ATÉ O VIADUTO SAGRADO

Seguindo as instruções, passos rápidos, cabeça baixa, coração pesado…
assustado,

preocupado,

andei.
E andei.
E andei.

Até que no horizonte surgiu o farol urbano, o checkpoint final, o save point da minha adolescência:
o viaduto de Guaianases cruzando os trilhos da velha CBTU, a antiga Ferrovia Central do Brasil.

Era como ver o USS Enterprise saindo da dobra espacial depois de horas na escuridão.
Já sabia:
estava salvo.

Cheguei em casa quase à meia-noite, exausto, mas inteiro.

E, principalmente, reencontrado.



🌟 CONCLUSÃO — O QUE FICA QUANDO A GENTE SE PERDE

Algumas histórias entram na nossa vida como música do Queen:
intensas, trágicas, grandiosas, cheias de eco.

Aquela noite não foi só o fim de um namoro.
Foi um rito de passagem.
Foi o momento em que descobri que até quem nunca se perde…
pode se perder quando o coração falha.

Mas também descobri que sempre existe:

  • uma senhora de saião para guiar,

  • uma rua correta para virar,

  • um viaduto iluminado esperando como um Farol de Alexandria,

  • um lar ao fim da jornada.

E que, no fim,
como diria Freddie…
The show must go on.

E eu continuei.

Fui ainda mais longe.
E contei a história.
E hoje ela vive —
ao estilo Bellacosa Mainframe —
preservada como um snapshot imortal em meu diário estelar.




quarta-feira, 18 de novembro de 2020

🧠☕ Bellacosa Mainframe apresenta: El Jefe e o mito do Johnny Castaway — o náufrago digital que vive em nossos corações CRT

 

Bellacosa Mainframe apresenta o mitologico Johnny Castaway

🧠☕ Bellacosa Mainframe apresenta: El Jefe e o mito do Johnny Castaway — o náufrago digital que vive em nossos corações CRT



Nos idos dos anos 1990, quando o som de um modem 56k ainda fazia o coração bater mais rápido e o Windows 95 era sinônimo de modernidade, surgiu uma figura solitária que povoou milhões de telas e imaginários: Johnny Castaway, o homem preso numa ilha pixelada, sobrevivendo ao tédio... e ao screensaver.

Sim, padawan — antes do TikTok, do YouTube e até do MSN Messenger, nós tínhamos salvadores de tela com alma. E nenhum foi mais emblemático do que o “Johnny Castaway”, o protetor de tela lançado pela Sierra On-Line em 1992, dentro da linha Screen Antics.




🌴 A História

John Castaway era um náufrago de camisa rasgada, barba por fazer e o eterno olhar de quem já tinha aceitado o caos da vida.
Preso numa minúscula ilha com um coqueiro e uma gaivota, ele fazia de tudo para não enlouquecer: pescava, construía, sonhava, e — às vezes — enviava mensagens dentro de garrafas.
O detalhe genial: suas animações mudavam conforme o tempo. Havia dezenas de pequenas cenas, algumas raríssimas, que apareciam de forma aleatória, como um easter egg para quem deixava o computador ocioso por horas.




🧩 Origem e bastidores

Criado pela Dynamix, subsidiária da Sierra, o screensaver era quase um experimento artístico. Ele rodava sobre o sistema Windows 3.1, e sua lógica interna funcionava como um mini game engine — cada animação era um “evento” programado.
O design lembrava os jogos King’s Quest e Leisure Suit Larry, com aquele mesmo humor sarcástico e a estética VGA 256 cores que era pura poesia em 640x480.

Reza a lenda (e aqui entra o lado fofoquinha da Bellacosa Mainframe 🕵️‍♂️):
um dos animadores, ex-programador de Space Quest, teria usado o próprio rosto como referência para o John. E o nome “Castaway”? Veio de uma piada interna no estúdio sobre um funcionário que “sumia” da baía de Monterey nos fins de semana para surfar e não voltava na segunda.




💾 Impacto cultural

Johnny Castaway foi o primeiro protetor de tela com narrativa, um pequeno storytelling que rodava escondido enquanto você tomava café.

Ele virou ícone de nostalgia digital, símbolo de uma época em que o computador era quase um companheiro de jornada.
E se você perguntar a qualquer veterano da era 486DX2, ele vai sorrir e dizer: “Ah, o náufrago! Aquele que nunca foi resgatado…”



John foi o primeiro “personagem digital persistente” de muita gente. Num tempo em que não existia The Sims nem Animal Crossing, o Castaway era a nossa janela pra um mundinho animado, com humor, rotina e um toque melancólico. Ele virou assunto em fóruns, revistas de tecnologia e até em lan houses — o pessoal deixava o PC ocioso só pra ver o que ele ia aprontar.


Nos fóruns e subreddits de retrocomputing, até hoje há pedidos de remakes ou versões em HTML5. Alguns heróis anônimos já recriaram o Johnny em emuladores, outros até o portaram para Android. É o espírito da ilha sobrevivendo no tempo.




🔍 Curiosidades dignas de café forte:

  • Ele tinha mais de 35 animações diferentes — uma mini-série escondida no seu PC.

  • O programa usava o relógio do sistema, então ele vivia em “tempo real” — o pôr do sol acontecia quando era pôr do sol de verdade.

  • O arquivo original tinha menos de 1 MB. Hoje, um sticker de WhatsApp ocupa mais espaço.

  • Nos bastidores da Sierra, o projeto era chamado de The Deserted Developer.

  • Em 2020, fãs recriaram a experiência em HTML5, batizando o site de “Johnny Recastaway”.




💡 Dica de El Jefe

Quer reviver a ilha? Há versões rodando via emulador de Windows 3.1 online. Procure “Johnny Castaway em DOSBox” — é pura arqueologia digital, mas vale cada frame.
E, claro, cuidado: assistir por muito tempo pode causar um súbito desejo de jogar Leisure Suit Larry e ouvir MIDI Jazz.


    

☕ Conclusão Bellacosa

Johnny Castaway não era apenas um protetor de tela. Era um espelho da alma do programador dos anos 90: isolado, criativo, meio perdido e sempre tentando mandar uma mensagem dentro de uma garrafa digital.

Ele é o primeiro filósofo do idle time, o estoico dos CRTs, o Sêneca da areia pixelada.
E, no fundo, cada um de nós, entre commits, deadlines e janelas travadas, é um pequeno Johnny olhando o horizonte, esperando o resgate… ou o próximo frame de animação.


🪶 Assinado: El Jefe do Bellacosa Mainframe – porque até um screensaver pode ensinar mais sobre a solidão humana do que muita reunião de sprint.

Simuilador javascript Johnny Castaway

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/1991/01/johnny-castaway-uma-homenagem-ao.html

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

🎞️ Hey Macaroni! — Quando o Windows dançava com a Madonna do disquete

 

Bellacosa Mainframe e o mitico screensaver hey macaroni

🎞️ Hey Macaroni! — Quando o Windows dançava com a Madonna do disquete
(Por Vagner Bellacosa ☕ – Bellacosa Mainframe / El Jefe Midnight Lunch Edition)




Ah… o Windows 95, o som metálico do HD acordando, a tela azul “It’s now safe to turn off your computer”, e aquele tempo mágico em que até o protetor de tela tinha alma e ritmo.
Hoje, vamos falar de um clássico obscuro e hilário do folclore digital dos anos 1990: o Hey Macaroni!, o screensaver que parecia nascido de um sonho febril entre o CD-ROM da Encarta e o VHS do “Cassino do Chacrinha”.


🌀 A origem: quando o PC decidiu virar dançarino

O “Hey Macaroni!” fazia parte da coleção After Dark, uma série lendária de screensavers criados pela Berkeley Systems (sim, os mesmos do Flying Toasters).
Lançado entre 1993 e 1995, o pacote trazia protetores de tela que eram verdadeiros mini desenhos animados — humor, surrealismo e uma pitada de nonsense à la MTV Liquid Television.

O Hey Macaroni! em si mostrava um personagem cartunesco de bigodinho e roupa estilo mafioso siciliano, dançando como um louco ao som de uma paródia pseudo-italiana que repetia o mantra:
🎵 “Hey Macaroni!” 🎵



Era uma explosão de cor, ritmo e bizarrice — e, para muitos, a primeira forma de animação “musical” que viram num computador.
Num tempo em que a placa de som era opcional, ouvir aquele beat digitalizado era o equivalente a ter Dolby Surround no escritório.


🍝 Curiosidades que só um Bellacosa lembraria

  • 💾 O Hey Macaroni! vinha em disquete, depois em CD-ROM. Instalava junto com o After Dark 3.0 — e roubava a cena de todos os outros protetores, incluindo o clássico Flying Toasters.

  • 🎨 O personagem foi desenhado por Jack Eastman, animador que trabalhava com o software Director, precursor do Flash.

  • 🕺 Alguns diziam que era uma sátira à música “Macarena”, mas na verdade ele é anterior à febre do grupo Los del Río. Ou seja: o Hey Macaroni dançava antes da Macarena existir.

  • 🎬 Em fóruns antigos, fãs descobriram um easter egg: se você deixasse o screensaver por mais de 20 minutos, o Macaroni começava a improvisar passos novos e girar o prato de espaguete em loop infinito.


💾 O impacto cultural

Nos escritórios e lan houses da época, o Hey Macaroni era sinal de status:
se o seu computador tinha placa de som Sound Blaster e conseguia rodar o Hey Macaroni! com áudio sincronizado, você era o sysadmin do pedaço.

Ele virou meme antes do termo existir — o tipo de animação que colegas chamavam pra ver:
“Olha aqui, o cara dançando dentro do PC! Esse é o futuro!”

Era a época em que os protetores de tela eram a alma da máquina — os screensavers eram como os papéis de parede da geração Y2K: uma forma de mostrar personalidade digital.


🧠 Fofoquices de bastidor

  • 👀 Reza a lenda que o criador se inspirou num tio italiano que servia num restaurante em San Francisco e dançava com pratos de macarrão para entreter clientes.

  • 📼 O som “Hey Macaroni!” foi gravado por um estagiário da Berkeley Systems que, segundo entrevistas, nunca mais quis ouvir essa frase na vida.

  • 💡 O código do protetor era tão “artesanal” que travava em certas versões do Windows NT — e alguns o consideram o primeiro crash divertido da história.


☕ Bellacosa comenta:

O “Hey Macaroni!” é a prova de que a informática dos anos 1990 era lúdica, ingênua e viva.
Os PCs não eram apenas ferramentas — eram brinquedos caros que faziam barulho, piscavam e dançavam com você.

Hoje o protetor de tela é só um recurso para economizar energia; antes, era uma galeria digital de humor surreal.
E enquanto os toasters voavam e o Macaroni dançava, nós aprendíamos — sem perceber — que o computador podia ser divertido.


💡 Dica do El Jefe Midnight Lunch:

Quer reviver esse momento?

  • Baixe o After Dark Screensaver Collection (Windows 3.1/95) e rode num emulador.

  • Coloque um MIDI italiano de fundo, abra um copo de Yakult gelado e sinta o espírito do ciberespaço 1994.

  • E lembre-se: se o computador começar a dançar sozinho…
    não é vírus.
    É só o Macaroni te chamando pra festa.


Para ir mais longe




terça-feira, 5 de julho de 2011

🥤 Gini – O Refri do “Yes!” que Virou Lenda

 

Bellacosa Mainframe e o lendario refrigerante gini

🥤 Gini – O Refri do “Yes!” que Virou Lenda

Uma crônica Bellacosa Mainframe para o El Jefe Midnight Lunch

Existem sabores que não são apenas bebidas — são checkpoints de memória, como se o cérebro desse um $HASP373 e liberasse um job de infância direto no spool do coração. Entre esses sabores, um nome brilha como uma mensagem WTOR chamando atenção: Gini.

Sim, Gini, o refrigerante francês de limão que chegou ao Brasil com a ousadia de quem sabia que ia virar clássico. Um refri tão icônico que parecia ter sido montado em assembler gustativo: rápido, direto, ácido na medida e com um aftertaste que dizia “pede mais um”.




🟢 Origem – Da França para o Mundo (e para o seu boteco preferido)

Gini nasceu na França, fabricado originalmente pela Perrier, a mesma gigante dos refrigerantes gaseificados. Foi lançado nos anos 1950, com o slogan ousado para época:

La plus chaude des boissons froides
(“A mais quente das bebidas frias” — olha o charme europeu.)

O nome Gini vem de uma brincadeira com “Genie”, o gênio da garrafa — aquela entidade mística que concede desejos. E, convenhamos, uma garrafinha gelada em tarde de verão era praticamente um desejo realizado.




🟡 História – Do frescor europeu à febre brasileira

Gini aportou no Brasil entre os anos 60 e 70, num mercado em ebulição. Aqui, virou rapidamente sinônimo de:

  • bebida leve,

  • sabor forte de limão,

  • e um charme gringo que poucos refrigerantes tinham.

Nas lanchonetes, nos bares de bairro, e nas prateleiras com poeira estratégica dos mercadinhos, Gini reinou bonito entre o Guaraná Taí, o Quatro Estações, o Bravo, o Sukita raiz e tantos outros bravos guerreiros carbonatados.

Tinha aquele azedinho distinto, diferente do Sprite e do Soda Limonada. Um sabor que não era para amadores — era para quem curtia uma vibe meio punk, meio disco, meio “vamos descer a rua de chinelo, vento no rosto e Gini na mão”.




🏭 Fabricante – Do império Perrier ao destino atual

Depois de mudanças e fusões no setor (como tudo no mundo corporativo, inclusive no mainframe), a marca Gini acabou ficando sob o guarda-chuva da Nestlé Waters.

No Brasil, a produção e distribuição mudaram bastante ao longo do tempo — até desaparecer do mercado nacional, deixando saudade, controvérsia e debates eternos sobre seu verdadeiro sabor.


🧃 Comentários – Gini era para os fortes

Tomar Gini era uma experiência:
Era ácido, era seco, quase um SORT com opção SUM não documentada.
Ou você amava, ou ele te ensinava a amar.

Gelado, ficava perfeito.
Natural, parecia te bater com uma toalha molhada.
Mas era justamente isso que fazia a personalidade da bebida.

Era o refrigerante que te dava um tapa e depois um abraço.


🥚 Easter-Egg – O Slogan Proibidão

Na França, Gini ficou famoso (e polêmico) por campanhas de marketing extremamente ousadas — bem mais quentes do que o público brasileiro jamais viu.

Em 2006, rolou até uma campanha com um “Gini imoral, mas irresistível” que foi banida em vários países.

No Brasil, pouca gente sabe:
📌 Gini já tentou se reposicionar como bebida “sexy”.
Só não vingou porque aqui, sexy mesmo era o sanduíche de mortadela gigante e uma garrafa de Gini geladíssima na mesa de mármore da padaria.


📉 Situação Atual – Onde está o Gini?

Hoje, Gini ainda existe na Europa, principalmente na França, mas com presença muito menor do que nos seus anos dourados.

No Brasil…
virou lenda urbana gastronômica.

Vez ou outra aparece alguém dizendo:

“Ouvi dizer que voltou!”
“Venderam uma garrafa no Mercado Livre por 200 reais!”
“Meu tio jura que ainda toma no interior!”

Mas oficialmente, Gini não é mais produzido no Brasil.
Só vive nas memórias, nos papos de bar e no coração dos nostálgicos — como um dataset migrado para FIT que ninguém mais acha o backup.


🔍 Curiosidades – Gini no modo Bellacosa

  • 🔹 Foi um dos primeiros refrigerantes no Brasil com “pegada jovem”.
    Antes mesmo do marketing moderno falar em lifestyle.

  • 🔹 Seu sabor limão era mais “adulto” do que o dos concorrentes — próximo de soda italiana.

  • 🔹 No Japão, o nome “Gini” lembra foneticamente “銀” (gin), que significa prata — coincidência curiosa para uma bebida que parecia brilhar.

  • 🔹 Existem colecionadores de garrafas Gini que tratam o objeto como se fosse uma sysres rara.

  • 🔹 Em algumas regiões da França, Gini virou base para drinks com vodka ou rum.

  • 🔹 O mascote original lembrava um “gênio” estilizado — reforçando o trocadilho Genie → Gini.


🥤✨ Conclusão – Gini: o refresco que virou mito

Gini não foi só um refrigerante.
Foi um checkpoint emocional, um arquivo de memória comprimido em vidro verde, um “restore taste” da infância de muita gente.

Era o tipo de bebida que transformava um simples lanche num episódio de vida, com gosto de rua, de verão, de risada e de simplicidade.

E como tudo que marcou época, saiu de linha, mas nunca saiu da história.

Gini existe — na França, nos arquivos da Perrier, e principalmente no spool nostálgico de quem viveu seu sabor.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Coral dos Esquilinhos Malucos

Bellacosa Mainframe e os esquilinhos do Natal do Luigi

Coral dos Esquilinhos Malucos

O Natal dos Esquilinhos

🐿️🎄 Coral dos Esquilinhos Malucos

Existe alguma coisa especialmente divertida em ouvir músicas de Natal cantadas por vozes impossivelmente agudas. É como se alguém tivesse colocado o espírito natalino dentro de um computador, aumentado a velocidade do áudio e entregado o resultado para três esquilos completamente malucos.

O Coral dos Esquilinhos Malucos pertence àquela categoria de coisas que não precisam fazer muito sentido para funcionar. Basta começar a música e, poucos segundos depois, estamos novamente diante daquela atmosfera de dezembro: árvores iluminadas, presentes, crianças esperando o Natal e adultos tentando sobreviver à maratona de compras, festas e confraternizações.

A grande brincadeira está justamente nas vozes aceleradas.

A técnica lembra os famosos esquilos cantores que marcaram gerações: grava-se a voz em determinada velocidade e altera-se a reprodução, criando aquele timbre agudo, rápido e imediatamente reconhecível. Hoje poderíamos fazer algo parecido em segundos usando programas de edição digital. Décadas atrás, porém, essas experiências dependiam de truques com gravação, fita e velocidade de reprodução.

Talvez seja justamente isso que torne esses pequenos esquilos tão interessantes.

Por trás de uma música aparentemente boba existe um pedacinho da história da tecnologia do áudio.

E existe também nostalgia.



Dez anos depois da publicação original deste post, reencontrar esses esquilinhos é quase abrir uma velha caixa guardada no sótão do El Jefe Midnight Lunch.

Algumas coisas envelhecem.

Outras simplesmente ficam mais malucas.

E quando chega dezembro, os esquilos apertam novamente o PLAY.

🐿️🐿️🐿️

Que comece o coral!


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Foi uma diversao quando comprei os Esquilinhos Cantores e ainda nao tinha ideia que o Luigi voce adorar a brincadeira. Imagine ele do alto dos seus quase 2 anos... iria abraçar, agarrar e brincar com eles.

E aproveitando o espirito natalino, aproveitamos para deixar mensagens de carinho para a familha.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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