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domingo, 28 de setembro de 2025

A Escravidão do WhatsApp : Quando um Programador Descobre que o Expediente Terminou às 18h... Mas o Grupo da Empresa Continua Executando em LOOP Até a Morte Térmica do Universo

Bellacosa Mainframe e a escravidão secreta do whatsapps

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A Escravidão do WhatsApp sem Mistérios para Programadores COBOL

Quando um Programador Descobre que o Expediente Terminou às 18h... Mas o Grupo da Empresa Continua Executando em LOOP Até a Morte Térmica do Universo

Houve uma época, jovem padawan do COBOL, em que o telefone tocava e isso significava alguma coisa.

Talvez alguém tivesse morrido.

Talvez sua tia estivesse chegando de Campinas.

Talvez o banco estivesse oferecendo um empréstimo que você não pediu.

Ou talvez um amigo quisesse conversar durante quinze minutos, preferencialmente depois das oito da noite, quando o impulso telefônico custava menos e a humanidade ainda possuía algo chamado paciência.

Sim, o impulso telefônico.

Uma unidade econômica ancestral que ensinava disciplina, objetividade e respeito ao orçamento doméstico.

Você não ligava para alguém para dizer:

— Oi.

Esperar cinco minutos.

— Tudo bem?

Esperar mais três.

— Então...

Não.

Você ligava com um plano.

O telefonema tinha início, meio, fim e, em casos mais sofisticados, despedida.

— Está certo, então. Um abraço para todos. Até mais.

E desligava.

O evento terminava.

Nenhuma bolinha permanecia vermelha.

Nenhum ícone continuava pulsando.

Nenhuma pessoa interpretava seu silêncio como uma declaração diplomática de guerra.

A vida seguia.

O cidadão saía de casa, trabalhava, tomava café, respondia alguns e-mails, voltava para casa, assistia televisão e, em algum momento da noite, usava o telefone para falar com uma ou duas pessoas.

Essa era a arquitetura.

Simples.

Estável.

Monolítica.

Talvez não fosse elegante, mas funcionava.

Era como um programa COBOL de 1978 processando a folha de pagamento de um país inteiro: ninguém sabia exatamente por que ainda estava funcionando, mas todos tinham medo suficiente para não mexer.

Então vieram os comunicadores instantâneos.

E a humanidade, demonstrando mais uma vez sua notável capacidade de transformar qualquer ferramenta útil em um instrumento de sofrimento coletivo, decidiu que “instantâneo” não significava apenas que a mensagem poderia chegar imediatamente.

Passou a significar que a resposta também deveria chegar imediatamente.

E assim nasceu o maior sistema de tempo real já implantado sem documentação, governança, SLA, planejamento de capacidade ou autorização do usuário:

o WhatsApp.


1. O telefone antigo era batch

Para um programador COBOL iniciante, a comparação mais fácil é esta:

o telefone antigo funcionava como processamento batch.

Você acumulava assuntos durante o dia.

À noite, executava o job.

O processamento começava.

As informações eram trocadas.

O job terminava.

Você verificava o retorno.

Se tudo desse certo:

MAXCC = 0000

Se a conversa fosse com um parente complicado:

MAXCC = 0004

Se envolvesse dinheiro, herança ou política:

ABEND S0C7

Mesmo assim, o sistema possuía janela operacional.

Ninguém esperava que o batch executasse a cada sete segundos.

Ninguém enviava uma nova fita magnética enquanto a anterior ainda estava sendo lida.

Ninguém ligava novamente três minutos depois perguntando:

— Você viu minha ligação?

Hoje, o WhatsApp opera como um CICS enlouquecido, recebendo transações sem limite de MXT, sem fila de prioridade e sem qualquer respeito pelo fato de que o operador foi embora.

A transação chega.

Depois outra.

Depois um áudio de quatro minutos.

Depois uma figurinha.

Depois alguém escreve:

— Bom dia, pessoal.

E quarenta e três pessoas respondem:

— Bom dia.

Nesse momento, um data center inteiro poderia ter sido desligado sem causar tanto tráfego inútil.


2. O silêncio deixou de ser neutro

Antigamente, o silêncio era apenas silêncio.

Você não ligou para alguém durante dois dias?

Normal.

A pessoa estava vivendo.

Talvez trabalhando.

Talvez dormindo.

Talvez simplesmente sem assunto.

Hoje, o silêncio foi reclassificado como incidente.

A mensagem foi enviada.

Entregue.

Visualizada.

Nenhuma resposta.

Imediatamente, o sistema emocional abre um chamado de alta prioridade:

INCIDENTE: USUÁRIO NÃO RESPONDEU
SEVERIDADE: CRÍTICA
IMPACTO: EGO DO REMETENTE
CAUSA PROVÁVEL: DESPREZO

Não importa que o destinatário esteja dirigindo, cozinhando, cuidando de alguém, descansando, lendo, trabalhando ou contemplando o vazio existencial.

Ele visualizou.

Logo, na lógica contemporânea, ele assumiu um compromisso contratual com o remetente.

É como se o simples recebimento de uma mensagem criasse uma tarefa.

Essa é uma mudança profunda.

Receber não deveria significar estar disponível.

Visualizar não deveria significar aceitar.

E demorar para responder não deveria ser interpretado como hostilidade.

Mas o aplicativo introduziu indicadores comportamentais que transformaram a comunicação em vigilância social.

“Online.”

“Visto por último.”

“Digitando.”

“Gravando áudio.”

Pouco a pouco, deixamos de conversar e começamos a monitorar estados de sessão.

É quase um SDSF das relações humanas.

Você não fala mais com a pessoa.

Você consulta o status do job.

USER123  ACTIVE
USER123  TYPING
USER123  LAST SEEN 22:47
USER123  DID NOT REPLY

O próximo passo lógico será exibir consumo de CPU, nível de paciência e percentual de vontade de fugir para as montanhas.


3. O grupo corporativo que nunca termina

Agora chegamos ao coração sombrio do problema.

O grupo do trabalho.

Essa entidade digital que começa inocentemente.

— Vamos criar um grupo apenas para assuntos importantes.

Essa frase deveria ser gravada em pedra ao lado de outras grandes mentiras da humanidade:

— O cheque está no correio.

— Será uma reunião rápida.

— O sistema estará pronto até sexta-feira.

— Não haverá impacto em produção.

O grupo “apenas para assuntos importantes” rapidamente se transforma em um ecossistema completo.

Avisos.

Pedidos.

Cobranças.

Fotos.

Planilhas.

Áudios.

Reflexões estratégicas às 22h13.

Mensagens de “boa noite” que contêm trabalho disfarçado.

— Boa noite, pessoal. Amanhã precisamos pensar melhor naquele problema do relatório.

Observe a engenharia.

A mensagem parece inocente.

Não exige resposta.

Mas implanta um processo residente na memória do trabalhador.

Agora ele vai tomar banho pensando no relatório.

Vai jantar pensando no relatório.

Vai deitar pensando no relatório.

A empresa não pediu oficialmente uma atividade.

Apenas instalou um job em background na mente do funcionário.

Sem remuneração.

Sem log.

Sem contabilização.

Sem janela de manutenção.

É a terceirização perfeita do processamento cognitivo.

A empresa economiza CPU.

Usa a sua.


4. Bater o ponto não encerra mais a sessão

No passado, bater o ponto era uma instrução objetiva.

END-OF-JOB.
    STOP RUN.

Você saía.

O trabalho ficava no prédio.

Naturalmente, cargos de confiança, plantões e funções específicas podiam exigir disponibilidade.

Mas isso era tratado como exceção.

A empresa fornecia meios.

Celular corporativo.

Pager.

Rádio.

Nextel.

Chip.

Fatura.

Escala.

Adicional.

Compensação.

Algum tipo de reconhecimento de que estar disponível fora do horário era uma condição especial.

Hoje, essa condição foi silenciosamente empurrada para todos.

Seu telefone virou extensão da empresa.

Seu chip virou ativo corporativo informal.

Sua internet residencial virou link redundante.

Sua bateria virou fonte de energia de emergência.

Seu plano de dados virou despesa operacional não reembolsada.

Seu número pessoal foi incorporado à infraestrutura sem assinatura de contrato, inventário patrimonial ou aprovação do setor de segurança.

Se isso acontecesse com um servidor, alguém abriria auditoria.

Mas como acontece com o trabalhador, chamam de “colaboração”.


5. O expediente invisível

Há uma ideia equivocada de que você só trabalha quando está digitando.

Isso é falso.

Ler uma mensagem profissional pode iniciar uma sequência de processamento mental.

Você recebe:

— Amanhã vamos precisar rever o fluxo do fechamento mensal.

Pronto.

O cérebro começa.

Quem participa?

Qual é o problema?

Será que houve erro?

Tenho que preparar alguma coisa?

Aquilo que fiz ontem estava correto?

Será que vão mudar o processo?

Existe risco de cobrança?

Em segundos, você está trabalhando.

Não está sendo produtivo para si mesmo.

Não está descansando.

Não está livre.

Está executando uma análise não remunerada.

Esse fenômeno pode ser entendido como resíduo cognitivo.

Parte da atenção permanece presa à tarefa mesmo quando você tenta fazer outra coisa.

No universo mainframe, seria como um job que encerrou formalmente, mas deixou recursos alocados.

DATASET IN USE
RESOURCE STILL HELD
UNABLE TO RELEASE

Você está em casa, mas uma parte da mente continua no escritório.

A televisão está ligada.

A comida está na mesa.

A família está falando.

E dentro da cabeça existe um pequeno gerente segurando uma prancheta:

— Precisamos refletir sobre aquela mensagem.

Esse gerente nunca dorme.

Não recebe salário.

E, aparentemente, mora no seu córtex pré-frontal sem pagar aluguel.


6. A obrigação não escrita

O aspecto mais perverso é que muitas vezes ninguém diz explicitamente:

— Você deve responder fora do horário.

A obrigação funciona de modo indireto.

Alguns respondem.

Então outros sentem que também devem responder.

Um coordenador manda algo às 21h.

Um funcionário responde às 21h02.

Outro às 21h04.

Em dez minutos, foi criado um novo padrão organizacional.

Não houve reunião.

Não houve votação.

Não houve comunicado oficial.

Mas agora todos sabem que o grupo continua “vivo”.

Quem não responde teme parecer descomprometido.

Quem responde reforça o sistema.

É um loop social.

PERFORM UNTIL EXAUSTAO = 'SIM'
    READ WHATSAPP
    RESPOND WHATSAPP
    FEEL RESENTMENT
    PRETEND ENTHUSIASM
END-PERFORM

O problema é que a condição de saída raramente é atingida.

Porque até quando a pessoa está exausta, continua escrevendo:

— Perfeito! Vamos alinhar amanhã!

Em linguagem corporativa, o ponto de exclamação é frequentemente usado para esconder sofrimento.


7. A empresa economizou e chamou isso de modernização

Existe uma ironia extraordinária.

Quando a empresa fornecia o aparelho, o chip e a fatura, reconhecia-se que havia uma fronteira.

Este aparelho é corporativo.

Este canal é corporativo.

Este custo é corporativo.

Hoje, muitas organizações usam o dispositivo pessoal do funcionário sem cerimônia.

Não pedem formalmente.

Apenas criam o grupo.

Depois, pouco a pouco, o grupo vira parte essencial da operação.

Convocações.

Escalas.

Mudanças.

Informações urgentes.

Orientações.

Documentos.

Até dados potencialmente sensíveis.

O trabalhador passa a ser responsável por manter aquele canal funcionando.

Se troca de número, precisa avisar.

Se perde o aparelho, preocupa-se com o grupo.

Se fica sem internet, sente culpa.

Se silencia as notificações, teme perder algo importante.

A empresa conseguiu implantar BYOD — Bring Your Own Device — sem política, sem suporte, sem governança e sem talvez sequer saber o significado da sigla.

É uma arquitetura admirável.

Do ponto de vista financeiro.

Do ponto de vista humano, assemelha-se a pedir que cada funcionário leve sua própria cadeira, lâmpada e extintor de incêndio.


8. Família e amigos também abriram chamados

O problema não fica restrito ao trabalho.

A família adotou o mesmo modelo.

A pessoa envia uma mensagem.

Você não responde.

Logo chega outra:

— Está tudo bem?

Depois:

— Você está bravo?

Depois:

— Sumiu.

Em alguns casos, surge um telefonema para confirmar por que a mensagem não foi respondida.

Estamos diante de uma inversão curiosa.

Antes, o telefone era usado quando algo precisava de atenção.

Agora, ele é usado para cobrar atenção sobre outra comunicação.

É o equivalente digital de abrir um chamado para perguntar por que outro chamado ainda não foi atendido.

Os amigos também participam.

Você pode passar dez anos sem encontrar alguém pessoalmente, mas se demorar três horas para responder um meme, a amizade entra em crise.

A disponibilidade virou prova de afeto.

Responder rápido significa gostar.

Demorar significa desprezar.

Isso é injusto porque mistura carinho com prontidão operacional.

Uma pessoa pode amar profundamente seus amigos e ainda assim não querer monitorar o telefone a cada cinco minutos.

Aliás, talvez justamente por gostar deles, prefira conversar quando estiver realmente presente, e não respondendo com uma mão enquanto limpa a cozinha com a outra.


9. O cérebro não foi projetado para tantas interrupções

O cérebro humano consegue alternar tarefas, mas paga um preço.

Cada interrupção exige reconstruir contexto.

Você está concentrado em uma planilha.

Chega mensagem.

Você lê.

Volta para a planilha.

Precisa lembrar onde estava.

Chega outra.

Você responde.

Volta.

Esquece qual era a lógica.

Esse custo parece pequeno.

Mas repetido dezenas de vezes, destrói a qualidade do trabalho.

Para um programador COBOL, isso é particularmente perigoso.

Imagine analisar um programa com:

  • sete níveis de PERFORM;

  • arquivos VSAM;

  • CALL dinâmico;

  • indicadores;

  • copybooks;

  • SQL embutido;

  • tratamento de erro criado em 1989;

  • comentários escritos por alguém identificado apenas como “JMS”.

Você finalmente entende que a rotina CALCULA-TAXA-PROMOCIONAL chama VALIDAR-CLIENTE, que altera um indicador usado mais tarde no fechamento.

Nesse exato instante:

PLIM!

Mensagem no grupo:

— Alguém sabe quem ficou com a caneca da sala 3?

O contexto mental desaparece.

O programador olha para o código.

O código olha para o programador.

Nenhum dos dois sabe mais o que está acontecendo.

Em algum lugar distante, um arquivo é atualizado incorretamente.


10. O FOMO corporativo

FOMO significa medo de ficar de fora.

No ambiente pessoal, é o medo de perder uma novidade, uma conversa ou um evento.

No trabalho, surge uma versão ainda mais irritante:

o medo de perder uma decisão tomada informalmente às 22h37.

Você silencia o grupo.

Na manhã seguinte, descobre que vinte pessoas discutiram um assunto.

A decisão foi tomada.

Não houve ata.

Não houve e-mail.

Não houve reunião.

Apenas uma sequência de mensagens, áudios e reações.

Então alguém diz:

— Mas isso foi falado no grupo.

Essa frase é o novo “estava no manual”.

Só que o manual possui 18 mil mensagens, 400 figurinhas, 90 imagens, 12 áudios inaudíveis e um vídeo de aniversário.

Encontrar a decisão é como pesquisar um registro específico em uma fita sem índice.

O FOMO mantém as pessoas conectadas porque sabem que informações importantes podem aparecer no meio do lixo.

É um sistema perverso.

O canal é desorganizado.

Por isso, todos precisam monitorá-lo.

Como todos monitoram, ele continua sendo usado.

Como continua sendo usado, permanece desorganizado.

É um PERFORM VARYING baseado em sofrimento.


11. Urgente ou apenas barulhento?

Um dos grandes problemas da comunicação instantânea é que tudo parece urgente.

A notificação é igual.

A vibração é igual.

A bolinha vermelha é igual.

Pode ser:

  • um incidente crítico em produção;

  • uma foto de cachorro;

  • uma mudança de escala;

  • uma piada;

  • uma cobrança;

  • um “ok”;

  • um áudio de seis minutos;

  • alguém perguntando algo que poderia procurar sozinho.

O dispositivo não diferencia importância.

Quem deveria fazer isso é a organização.

Mas muitas empresas não possuem regras claras.

Assim, a urgência vira uma interpretação emocional.

Quem envia acredita que é urgente.

Quem recebe precisa decidir.

E, para evitar risco, acaba verificando tudo.

Em arquitetura de sistemas, isso seria considerado péssimo desenho de mensageria.

Não existe classificação.

Não existe prioridade.

Não existe roteamento.

Não existe timeout.

Não existe política de retenção.

Não existe escalonamento.

Só existe o grupo chamado:

EQUIPE OFICIAL 2026 NOVO DEFINITIVO 2

E, naturalmente, outro grupo chamado:

EQUIPE SEM A GERENCIA

Esse segundo costuma ter mais atividade e menos governança.


12. Passo a passo para recuperar sua liberdade digital

Não é necessário jogar o aparelho em um rio.

Embora, em determinados dias, a ideia pareça tecnicamente sólida.

É possível estabelecer limites graduais.

Passo 1 — Desative o que transforma comunicação em vigilância

Considere desativar:

  • confirmação de leitura;

  • visto por último;

  • status online, quando possível;

  • notificações de grupos não essenciais;

  • pré-visualização na tela bloqueada.

Isso reduz a pressão social.

Você deixa de ser uma transação monitorada em tempo real.

Passo 2 — Silencie grupos profissionais fora do expediente

Silenciar não é abandonar.

É definir janela de processamento.

Você pode verificar no início do expediente.

O grupo continuará existindo.

A civilização provavelmente também.

Caso o planeta esteja realmente em risco, espera-se que alguém utilize um canal mais adequado do que uma figurinha seguida de “urgente”.

Passo 3 — Diferencie emergência de conveniência

Uma emergência precisa de critérios.

Por exemplo:

  • incidente crítico;

  • indisponibilidade real;

  • risco imediato;

  • plantão acordado;

  • situação previamente definida.

“Lembrei agora” não é emergência.

“Quero adiantar” não é emergência.

“Estou trabalhando e gostaria que todos também estivessem” certamente não é emergência.

Passo 4 — Responda dentro do seu horário

Uma mensagem pode ser recebida às 22h e respondida às 8h30.

Isso não é grosseria.

É processamento assíncrono.

O remetente envia quando pode.

O destinatário responde quando pode.

Essa é a beleza da mensageria.

Se a resposta fosse obrigatoriamente imediata, o nome da ferramenta deveria ser “convocação”.

Passo 5 — Evite justificar demais

Você não precisa apresentar relatório técnico por não ter respondido.

Uma frase simples basta:

— Vi agora pela manhã.

Ou:

— Fora do expediente, deixo as notificações profissionais silenciadas.

Clara.

Educada.

Sem culpa.

Passo 6 — Proponha canais corretos

Assuntos formais deveriam estar em canais rastreáveis.

E-mail.

Sistema de chamados.

Ferramenta corporativa.

Ata.

Documento.

O WhatsApp pode apoiar, mas não deveria ser o único repositório de decisões importantes.

Se algo impacta processo, prazo, responsabilidade ou produção, deve existir registro adequado.

Passo 7 — Não alimente o monstro

Se você responde sempre imediatamente, mesmo quando não precisa, ajuda a criar a expectativa.

Isso não significa ignorar pessoas de propósito.

Significa não ensinar ao sistema que você está disponível em tempo integral.

O comportamento coletivo nasce da repetição individual.


13. Como explicar isso sem parecer um eremita hostil

Você pode dizer:

— Durante o expediente acompanho normalmente. Fora dele, deixo o grupo silenciado e vejo as mensagens no dia seguinte, salvo plantão ou urgência combinada.

Essa frase é profissional.

Não acusa.

Não agride.

Não precisa de discurso revolucionário.

Naturalmente, dentro da sua cabeça você pode imaginar uma marcha militar, a queda do Império das Notificações e um batalhão de programadores COBOL libertando seus chips pessoais.

Mas verbalmente, mantenha a simplicidade.


14. Curiosidades da arqueologia comunicacional

Antes do WhatsApp, outras tecnologias também geraram ansiedade.

O pager permitia localizar alguém.

O Nextel criou comunicação instantânea por rádio.

O BlackBerry tornou o e-mail portátil.

Aliás, o BlackBerry recebeu o apelido de “CrackBerry”, uma referência ao comportamento compulsivo de verificar mensagens.

Ou seja, a humanidade já estava avisada.

Mas decidiu prosseguir.

Outra curiosidade é que os indicadores de leitura parecem inofensivos, mas mudam o contrato social.

Antes, o remetente sabia apenas que enviou.

Agora, acredita saber que o outro recebeu, leu, compreendeu, avaliou e decidiu não responder.

Na verdade, “visualizado” prova apenas que a mensagem apareceu na tela.

Nada mais.

Talvez a pessoa tenha aberto por acidente.

Talvez tenha sido interrompida.

Talvez tenha lido sem condições de formular resposta.

Talvez tenha concluído, com sabedoria, que a mensagem não exigia resposta.

Ou talvez tenha visto o áudio de nove minutos e decidido emigrar.


15. O áudio: a fita magnética do caos moderno

O áudio de WhatsApp merece capítulo próprio.

Quem envia economiza tempo.

Quem recebe paga a conta.

Uma pessoa grava sete minutos de pensamento não estruturado.

Você precisa ouvir tudo para descobrir, no minuto seis e quarenta, que a pergunta era:

— Você tem o arquivo?

Isso é transferência assimétrica de esforço.

É como alguém entregar uma fita magnética inteira e dizer:

— O registro importante está em algum lugar aí.

Áudios podem ser úteis.

Mas devem ter contexto.

— Vou mandar um áudio de um minuto explicando o erro.

Perfeito.

Já o áudio que começa com:

— Então... deixa eu lembrar...

deveria disparar automaticamente uma rotina de compressão, transcrição ou intervenção da ONU.


16. O easter egg escondido no grupo

Todo grupo corporativo possui personagens.

O Bom-Dia Recursivo

Envia “bom dia” diariamente.

Mesmo em feriados.

Mesmo quando ninguém responde.

Provavelmente é um job agendado no Control-M.

O Urgente Permanente

Tudo é urgente.

Se tudo é urgente, nada é urgente.

Mas ninguém teve coragem de contar.

O Filósofo das 23h

Envia reflexões estratégicas tarde da noite.

Normalmente começa com:

— Pessoal, estive pensando...

Essa frase é o prenúncio de sofrimento.

O Respondedor Instantâneo

Responde em oito segundos.

Não importa o horário.

Pode estar em casamento, funeral ou mergulho submarino.

Ele responderá:

— Ok.

É ele quem, sem intenção, estabelece o SLA informal de disponibilidade.

O Fantasma

Nunca fala.

Mas lê tudo.

Um dia, depois de três anos, envia:

— Concordo.

Ninguém sabe com o quê.

O Encaminhador Supremo

Encaminha mensagens de outros grupos.

Sem contexto.

Sem explicação.

Sem misericórdia.

O Arqueólogo

Responde hoje a uma mensagem de onze dias atrás.

Todos já haviam esquecido o assunto.

Ele desenterra.

O incidente retorna à vida.


17. A verdadeira modernidade seria respeitar limites

Existe uma ideia equivocada de que estar sempre disponível é sinal de modernidade.

Não é.

Modernidade real exige organização.

Prioridade.

Processos.

Responsabilidade.

Respeito ao descanso.

Uma empresa madura não depende de trabalhadores monitorando grupos pessoais durante toda a noite.

Uma equipe madura sabe distinguir urgência de conveniência.

Uma liderança madura não mede comprometimento por velocidade de resposta fora do expediente.

E uma relação pessoal madura entende que afeto não é SLA.

Você não ama menos alguém porque respondeu quatro horas depois.

Você não é menos profissional porque não lê mensagens no jantar.

Você não é irresponsável por proteger a própria atenção.

O direito de estar indisponível não é preguiça.

É manutenção preventiva.

Todo sistema precisa de janela de descanso.

Até o mainframe possui manutenção.

Até banco de dados faz checkpoint.

Até fila tem limite.

Mas o trabalhador moderno é tratado como se fosse um serviço crítico ativo-ativo, distribuído em múltiplas regiões e incapaz de falhar.


Conclusão — STOP RUN ainda existe

Você não está errado por se incomodar.

O incômodo é um sinal de que uma fronteira foi ultrapassada.

A tecnologia deveria servir à vida.

Não transformar cada pessoa em central de atendimento 24x7.

O WhatsApp não é maligno.

Ele é apenas uma ferramenta extremamente eficiente operando dentro de uma cultura que perdeu a noção de limite.

O problema não é a mensagem chegar.

O problema é a expectativa de que você suspenda o que está fazendo, mude de contexto, pense, responda e permaneça emocionalmente disponível para qualquer pessoa, a qualquer hora, usando um aparelho que você comprou, um chip que você paga e uma atenção que ninguém devolve.

Talvez devêssemos recuperar uma antiga sabedoria da era do telefone fixo:

nem toda comunicação precisa ser imediata.

Nem todo silêncio é desprezo.

Nem toda mensagem merece resposta instantânea.

Nem todo assunto profissional precisa invadir a noite.

E bater o ponto deveria significar exatamente isto:

o job terminou.

Os arquivos foram fechados.

Os recursos foram liberados.

A sessão foi encerrada.

       9000-FIM.
           DISPLAY 'EXPEDIENTE ENCERRADO'.
           DISPLAY 'MENSAGENS SERAO PROCESSADAS AMANHA'.
           STOP RUN.

Em algum grupo corporativo, alguém certamente responderá:

— Só complementando...

Mas você já terá silenciado as notificações.

E pela primeira vez em muitos anos, o programa terminará com:

MAXCC = 0000


terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Dev descubra sobre PNL - Programaçao Neurolinguistica

 

Dev descubra sobre PNL - Programaçao Neurolinguistica

Bellacosa Mainframe  e uma visao sobre neurolinguistica

Um bate papo sobre Programação Neurolinguística.

Salve jovem padawan, 2022 chegou ao seu segundo mês e a DIO nos surpreendendo sempre, começamos acelerados, contabilizando 5 acelerações e 4 novos bootcamps, noticias boas demais, unidos e ajudando-nos mutuamente vamos muito mais longe.

O artigo de hoje, vamos explorar um tema curioso, ao mesmo tempo perigoso se usado de maneiras menos ética, mas que nos ajudam a irmos mais longe e progredirmos em nossa vida pessoal e profissional, impulsionando nossa maneira de lidar com soft e hard skills.

Alguma vez ouviu falar sobre PNL? Programação Neurolinguística?

Uma técnica que surgiu em 1971 através dos trabalhos de Richard Bandler e Frank Pucelik na Universidade de Santa Cruz, baseados em diversos trabalhos anteriores, estudando padrões e com isso criaram um modelo para usarem em suas terapias.

Vamos clarificar alguns termos para apresentar mais sobre como hackear nosso cérebro. Aprenda os primeiros passos sobre psicologia comportamental, técnicas para aprimorar nosso conhecimento e otimizarmos nossas carreiras.

Comportamentos condicionados.

No início do século XX o russo Ivan Pavlov criou o experimento clássico do condicionamento mental, quantas vezes citado na cultura popular, quem nunca ouviu falar sobre os cães de Pavlov? Uma técnica que estuda o comportamento, um experimento clássico sobre causa e efeito, analisando sua manipulação na mente.

Relembrando o experimento, ele consistia no momento de servir refeições aos cachorros do laboratório, conjuntamente era tocada uma sineta, repetido tantas vezes quanto foi necessário, até o ponto em que os cães ao ouvirem a sineta, começavam a salivar, pois associaram o som da sineta com a hora da refeição.

Nas religiões ocorre um processo semelhante com palmas, hinos e coros servindo para conduzirem os fiéis a momentos de êxtase e catarse. Militares costumam utilizar nas marchas unidas e uso de instrumentos de percussão, inclusive no Carnaval e desfiles de escola de samba e blocos carnavalescos.

Um passo além no comportamento.

Os teóricos da administração Ford, Fayol, Taylor entre outros estudaram o comportamento e a maneira de manipular os operários de fabricas para produzirem o máximo com as mínimas condições, descobrindo a quantidade de iluminação, calor e conforto visual, técnica aplicada no estado da arte nas granjas suínas e avícolas.

Os nazistas e seus trabalhos na motivação de massas

Os politicos alemães no pré-guerra chegaram em um conhecimento único da manipulação de massas, com palavras de ordem e doutrinação sem ética que culminou com o s exageros e crimes contra a humanidade. Didaticamente os Comícios de Nuremberg, foram o ápice das manipulações de massa com símbolos, gritos, canções, gestos e trajes. Milhões de pessoas foram guiadas para um caminho sem volta rumo a destruição. Sua missão é treinar-se a proteger de programação mental.

Terminada a guerra

Estes estudos foram recuperados e descobertos inúmeros programas secretos com uso de drogas para estimular e manipular a mente dos sujeitos, segundo alguns o LSD e as anfetaminas surgiram destes experimentos, para dar “superpoderes” ao homem comum, mas que culminaram com grandes problemas para a sociedade.

A Teoria dos Jogos e as ciências comportamentais.

Com uma longa base de estudos iniciados pelos trabalhos de Freud e Jung, Von Neumann criou a teoria dos jogos, baseado no comportamento humano em situações de negociação, utilizada durante a guerra fria, evitando que o mundo evaporasse num colapso nuclear, posteriormente John Nash, agregou mais valor com sua aplicação na estratégia, onde evoluiu ainda mais a teoria dos jogos, que auxiliou enormemente o avanço da tecnologia informática.

A psicologia comportamental.

Com os alicerces dos comportamentos de onde o conhecimento fluiu de inúmeras aéreas de conhecimento, servindo para criar um campo fértil na psicologia comportamental que teve seu ápice nos anos 70 do século passado, com inúmeros pesquisadores trabalhando para estudar a mente humana e seu funcionamento, culminando com o premio Nobel atribuído a Daniel Kahneman em 2002.

O que é PNL?

Partindo das ciências comportamentais, chegou-se a conclusão que o ser humano desde o nascimento até o fim dos seus dias, é estimulado com pequenos programas mentais, alguns acidentais outros orquestrados para fins específicos.

Estes estímulos ou programas, são conhecidos como programação neurolinguisticas, transmitido pela sociedade através da cultura popular: contos, lendas, canções, livros, programas de TV, imagens e outras coisas.

A função é criar ou destruir crenças limitantes que bloqueiam o pleno desenvolvimento das nossas capacidades cognitivas, segundos os especialistas se bem aplicada teremos a criação de super-humanos, com memorias incríveis e facilidade de aprendizado sem igual.

Técnicas de PNL

Através de experimentos e muitos testes práticos, foram criadas algumas técnicas para auxiliar a evoluir e melhorar as capacidades medias do comum dos cidadãos a saber : Rapport, Escolhas, Calibração, Escolhas Individuais, Sistemas, Todos Funcionam e Ação. Existem inúmeros livros na web onde são ensinadas em detalhes o funcionamento de cada técnica e a melhor maneira de utilizarem.

Rapport

Uma das técnicas mais difundidas e famosas, utilizada nos mais diversos setores e predileta dos iniciantes em PNL, funciona através da tentativa de espelhamento no interlocutor, afinal copiado gestos, ideias e certezas, faz a pessoa acreditar estar com um igual, invocando temas tribais ancestrais e passando confiança, fazendo-o aceitar mais facilmente suas ideias.

Escolhas

Uma técnica mais complexa, necessitando de treino e habilidade, funciona através da falsa sensação de controle do interlocutor, parte da premissa que poucas opções impedem o prosseguimento do diálogo, por isso quanto mais escolhas e opções e mais fácil controlá-las, dando uma segurança que elas controlam o rumo, um labirinto que segue sempre para a mesma saída. Muito utilizada por vendedor de carros usados para empurrar ximbicas.

Calibração

Técnica usada para leitura do interlocutor, o ser humano criatura social por natureza, ao longo de sua evolução desenvolveu várias maneiras de comunicar-se além da fala, por isso olho no olho funciona bem, aprender a identificar as mensagens ocultas, através de pequenos gestos, linguagem corporal, postura, expressões do rosto e técnicas de condução de conversas para identificar e descobrir o que a pessoa realmente quer dizer. Os mestres desta técnica alegam poder ler as mentes.

Cada um faz suas escolhas

Muito semelhante à técnica da Escolha, lembre-se sempre que cada pessoa acredita, que a sua escolha é melhor do que as outras, por mais que insistimos no tema, não conseguimos eliminar esse raciocínio, por isso a melhor técnica é encaminhar o interlocutor, para as possíveis possibilidades e miríades de caminhos, sem impor, apenas sugerindo de forma leve e sutil, martelando a ideia, plantando a sementinha de modo a força-lo a seguir o caminho previamente escolhido por você, mas de maneira que ele acredite ter sido uma decisão única dele.

Sistemas

Conheça a pessoa, descubra o que ela aspira, segue e acredita, o ser humano é único dentro de um sistema de processamento, tendo programas que melhor se adaptam, para uns é visual, outros auditivos e por fim outros cinestesicos, sendo que as vezes são uma mistura dos três. Enfim, devemos entregar aquilo, que o sujeito espera receber, quanto mais próximos desta entrega, mais fácil será plantar nossa ideia.

Todos funcionam

Parece papo de maluco, mas todos os sistemas funcionam, certos ou errados, funcionais ou quebrados, as crenças foram colocadas e reforçadas a cada dia de nossa vida, portanto devemos aceitar a possibilidade de conhecermos pessoas quebradas e mal projetadas, mas felizes. Devemos oferecer possibilidades das pessoas mudarem seus próprios mapas, mas não obriga-las, afinal o sistema funciona.

Rumo a Ação

Um pequeno grupo de pessoas gostam da ação, agir e não parar. Por isso não adianta muito bla bla bla e papo cabeça, o negócio e passar atividade, coloca-los a fazer, reagindo sem tempo para pensamento dispersivos, ensine e coloque-o na ação. Veras que elas aceitam e agem de acordo com suas instruções.

A Netflix e a programação neurolinguística

Padawan se es um assinante da Netflix, ira perceber que os algoritmos de sugestão de filmes/series são uma espécie de programa, algumas vezes subliminar outras escancaradamente diretos.

Somos programados a aceitar mudanças de paradigmas, crer em novas realidades, martelados vezes sem contas com pequenas ideias, que devemos aceitar como nossas.

Os grupos de whatsapps e os memes de Facebook

Cumprem a mesma função criando um novo normal, que muitas vezes não nos apercebemos, muitas pessoas não leem, aceitam a realidade impostas por outras pessoas, caindo nos programas de falsos profetas, pastores que guiam seus rebanhos para o abismo, pessoas que funcionam como robots, presos numa matrix ou numa rede de consumo.

Matrix e Clube da Luta

Foram dois filmes lançados no apagar das luzes do século XX, filmes que retratavam a dor da existência, pessoas presas num simulacro de realidade, um mundo de faz de conta, até que um escolhido surgiu para abrir os olhos. No Clube da Luta as pessoas vivem presas na matrix do consumismo, vivendo vidas vazias comprando coisas em catálogos e enchendo a casa de trastes.

Vivemos dias estranhos vítimas do financiamento de imóvel, leasing do veículo, cartão de credito estourado e cheque especial no limite, mas somos infelizes, nunca se consumiu tanto álcool, drogas ou mesmo psicanalistas/psicólogos/psiquiatras num vazio sem fim.

A publicidade guiando-nos como zoombies de algum filme distópico, vivendo vidas tristes, ouvindo musica que nos mandam, assistindo aquilo que querem que vemos e escravos de redes sócias.

Socrates e somente sabemos que nada sabemos.

Aprenda a questionar, nao aceite respostas prontas e suspeite dos sabichões. Pergunte, nao tenha vergonha de perguntar. Nao nascemos sabendo tudo, a cada dia descobrimos coisas novas, construindo e desconstruindo paradigmas. Lembre-se que Jesus menino desbancou os sábios do Templo, querendo aprender mais e desconfiando de respostas prontas.

O poder dos DEV

Padawan toda essa conversa do tiozão serviu para abrir seus olhos, tu tens o poder de mudar, seja ético, trabalhe para o bem, quando produzir código saiba o que esta fazendo, use a arma do PNL para brindar sua mente e proteger-te da queda.

Quanto melhor estiver preparado melhor escapara do consumismo infreavel, não será guiado por cabeças insanas que envenenam os jovens, colocando uns contra os outros, enquanto uma minoria silenciosa enriquece.

Guie nao seja guiado. Aprenda a questionar.

Conclusão

A programação neurolinguistica é uma ferramenta em franca expansão, possibilita-nos a aprender mais com maior velocidade, protege nossa mente contra programação inescrupulosa, tenha ética ao utiliza-la e cuidado com coachs e gurus do lado negro. Seja um Jedi, ajude nossa sociedade evoluir para um mundo igualitário e justo.

Espero não ter sido maçante e chato, mas teorias comportamentais foi minha especialização no mestrado, mudando minha mente e mostrando uma abertura da Matrix. Qualquer duvida chame aqui ou no discord.

Espero ter ajudado, lembre-se que é um trabalho continuo.

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Mais momento jabá, para distrair, JE VIVROIE LIEMENT uma musica de outros tempos, com o dueto Olam Ein Sof na Feira Medieval em Valinhos, uma feira da Idade Media recriada nos tempos modernos, com um campo viking, cavaleiros e suas armaduras e muita diversão, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=Y7HkQIR7U8g


https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/

https://github.com/VagnerBellacosa/

Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

Artigo original: https://web.dio.me/articles/dev-descubra-sobre-pnl-programacao-neurolinguistica

https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa

#DIO #PNL #Neurolinguistica #SoftSkill

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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