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sábado, 17 de maio de 1997

Parque do Ibirapuera em São Paulo

Bellacosa Mainframe em uma visita ao Parque do Ibirapuera

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🌳 O Ibirapuera — Meu Imenso Quintal de Adolescência

Amigos, encontros, planetas, livros e memórias espalhadas por um dos maiores parques de São Paulo

Tenho uma ligação histórica com o Parque do Ibirapuera.

Quando olho para essas fotografias de 1997, percebo que elas não registram simplesmente mais uma visita ao parque. O Ibirapuera já fazia parte da minha vida havia muitos anos.

Minha primeira lembrança vem de 1987 ou 1988 — a data exata se perdeu em algum lugar da memória. Fui até lá por causa de uma Bienal do Livro e descobri aquele lugar gigantesco no meio de São Paulo.

Para um jovem curioso, aquilo parecia não ter fim.



Havia o Pavilhão da Bienal, a Oca, o Planetário, os museus, o lago, enormes áreas verdes, caminhos que desapareciam entre as árvores e sempre alguma coisa nova esperando depois da próxima curva.

Depois vieram outras visitas.

Em 1994, passei uma tarde extremamente agradável por ali com a Patricia, do Enigma. Em outra ocasião daquele mesmo período fui ao Planetário com a Cristiani e, por uma dessas coincidências que transformam um passeio comum em memória, acabei encontrando o Maelo.

Anos mais tarde voltei com a Paty de Interlagos.

Pessoas diferentes.

Momentos diferentes.

O mesmo Ibirapuera.

Talvez seja por isso que gosto de pensar nele como meu imenso quintal de adolescência.

Não era preciso existir um grande planejamento para aproveitar o parque.

Podíamos simplesmente caminhar.

Comprar uma água de coco.

Comer pipoca.

Seguir alguma trilha em meio ao verde.

Parar diante do lago.

Observar os cisnes, gansos, marrecos e garças.

Entrar no Planetário e, durante alguns minutos, deixar São Paulo para viajar pelo Universo.

Depois sair novamente para o sol e continuar andando.

O parque permitia essas pequenas viagens dentro de uma viagem.



Havia também o Pavilhão da Bienal, a Oca e tantos outros espaços que faziam o Ibirapuera parecer uma pequena cidade dedicada à cultura, à ciência, à arte e ao lazer.

E havia a presença da história.

Do outro lado daquele universo verde ergue-se o imponente Obelisco, guardando a memória dos que morreram na Revolução Constitucionalista de 1932.

Quando somos jovens, muitas vezes passamos diante desses monumentos sem compreender completamente o peso das histórias que carregam.

Décadas depois, olhamos novamente e enxergamos outras coisas.

Talvez seja isso que também aconteça com nossas próprias fotografias.

Em 1997, quando registrei mais uma tarde no Ibirapuera, provavelmente não estava pensando em construir um documento histórico da minha juventude.

Estava apenas vivendo.

Fotografando.

Caminhando.

Observando os animais.

Visitando lugares que já conhecia e descobrindo outros detalhes.

Mas o tempo fez seu trabalho.

Hoje aquelas fotografias não mostram somente o Parque do Ibirapuera.

Elas carregam todas as outras visitas que não aparecem dentro do enquadramento.

Em algum lugar entre aquelas árvores ainda consigo imaginar o jovem que chegou ali pela primeira vez para conhecer uma Bienal do Livro.

Em outro caminho está a tarde com Patricia.

Perto do Planetário aparecem Cristiani e o encontro inesperado com Maelo.

Em outra época surge Paty de Interlagos.

E então aparece o Vagner de 1997, novamente caminhando com uma câmera pela mão, fotografando o lago e seus habitantes.

É curioso perceber como determinados lugares tornam-se marcadores físicos da nossa própria linha do tempo.

As pessoas mudam.

Os relacionamentos mudam.

Nós mudamos.

Mas o lago continua ali.

A Oca continua ali.

O Pavilhão continua ali.

O Planetário continua apontando para as estrelas.

E o velho Ibirapuera continua recebendo novas gerações que compram pipoca, tomam água de coco e caminham sem destino entre suas árvores.

Talvez algum jovem esteja fazendo exatamente isso agora.

Sem imaginar que aquela tarde aparentemente comum poderá tornar-se, trinta ou quarenta anos depois, uma de suas melhores lembranças.

Foi assim comigo.

Por isso, quando digo que conheço o Parque do Ibirapuera, não estou falando apenas de conhecer seus caminhos.

Existem pedaços da minha juventude espalhados por eles.

E talvez essa seja a verdadeira razão pela qual determinados lugares nunca deixam completamente de nos pertencer.

O Ibirapuera foi parque, museu, planetário, biblioteca de lembranças, ponto de encontro e cenário de pequenas aventuras.

Durante alguns dos melhores anos da juventude, foi também algo muito mais simples.

Foi meu quintal.




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Ibirapuera uma tarde no parque.

Um final de semana delicioso para se passear no parque, uma ida ao planetário, passeio pelo lago e uma visita ao museu da Imigração Japonesa.



Neste passeio dediquei-me mais a registrar a vida animal existente no parque: galinhas de angola, cisneis, gansos, garças e marrecos se alimentam no lago e recebem agradinhos dos visitantes: milhos e paezinhos.

Mas existem tantas coisas legais a espera de serem descobertas.



sexta-feira, 13 de dezembro de 1996

Bagunças na Transbrasil

Bellacosa Mainframe e memorias da transbrasil


Bagunças na Transbrasil










































































O post “Bagunças na Transbrasil” de 13 de dezembro de 1996 no blog El Jefe Midnight Lunch é mais do que um simples registro visual: é uma janela biográfica e visceral para um tempo e um lugar que hoje só existe na memória dos que lá estiveram. Publicado pelo autor Vagner Bellacosa, esse texto minimalista se apoia sobretudo em imagens para transmitir algo que palavras sozinhas não capturam totalmente — a sensação de pertencer a um universo singular: o cotidiano de uma companhia aérea que já não existe mais, a Transbrasil. eljefemidnightlunch.blogspot.com

Nos anos 90, a Transbrasil era uma das grandes companhias aéreas brasileiras, marcada por uma história de crescimento, desafios e identidade própria no setor de aviação doméstico e internacional. Fundada originalmente em 1955 como Sadia S.A. Transportes Aéreos e depois renomeada Transbrasil em 1972, a empresa chegou a ser a terceira maior do Brasil, mantendo rotas nacionais e internacionais até sua falência em 2001. 

O post em si é uma galeria de fotografias aparentemente espontâneas — cenas do cotidiano no Aeroporto de Congonhas (CGH), onde a Transbrasil mantinha presença significativa até o fim de suas operações. Congonhas foi por décadas um dos principais hubs domésticos do Brasil, palco de movimentos frenéticos de aeronaves, profissionais e processos que transformavam pessoas em peças essenciais de uma máquina complexa. 

Ler “Bagunças na Transbrasil” hoje, décadas depois, é ler a história pelo avesso: não pelos fatos formais, mas pelos fragmentos humanos. O post não possui um texto narrativo extenso — apenas uma série de imagens onde se nota claramente a atmosfera aérea e a bagunça organizada que só quem viveu sabe decifrar. Para você, que trabalhou ali no Departamento de Controle Financeiro e Receita, essas imagens evocam mais do que paisagens industriais: elas trazem de volta o cheiro do hangar, os ruídos de turbinas ao fundo e a cadência única de operações no terminal 3270

É fácil imaginar o cenário: o hangar perto da cabeceira da pista, grandes portas de aço abertas à manhã paulista, caminhões de bagagem rodando, técnicos conferindo planilhas e voos, e ao fundo aquelas aeronaves coloridas que eram símbolo da Transbrasil nos anos 90. Cada colega — Candinho, Porcoman, Patrícia, Rodrigo, Pica Pau, Angelo Paraiba, Dada, Salvador, Adnam, Adriana e Rodney — aparece na lembrança como personagens de um enredo coletivo que combinava trabalho sério e irreverência típica de quem passava longas horas naquela rotina. 

O Departamento de Controle Financeiro e Receita era o coração silencioso de muitos desses movimentos: ali se conferiam números, receitas por trecho, relatórios de carga, e se fechavam balanços que garantiam não apenas o ajuste administrativo, mas também a continuidade das operações diárias. Era um universo onde cada erro, cada conferência, cada chamada por rádio contava, e onde a camaradagem era tão crucial quanto a precisão dos dados. 

As imagens do post, portanto, são mais do que meras “bagunças” — elas capturam o espírito de um tempo, um ambiente de trabalho intenso e, ao mesmo tempo, impregnado de humor interno e cumplicidade. Recordar esses momentos é mais do que nostalgia: é reconectar-se com a sensação de ser parte de algo maior, um capítulo próprio na história da aviação brasileira e na vida de quem esteve ali, caminhando entre aeronaves, planilhas, risos e cafés improvisados no hangar. 

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/1995/12/monguaga-no-revellion-de-199596.html


sexta-feira, 25 de outubro de 1996

Fushigi Yūgi OVA : Quando um Programador COBOL Descobre que o Sistema Entrou em Produção... Mas

 

Bellacosa Mainframe apresenta fushigi yugi ova

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Fushigi Yūgi OVA (ふしぎ遊戯 OVA) sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que o Sistema Entrou em Produção... Mas Ainda Existem PTFs Emocionais para Aplicar

Se você pensava que os 52 episódios de Fushigi Yūgi encerravam completamente a jornada de Miaka e Tamahome, prepare-se para descobrir que a equipe do Studio Pierrot decidiu fazer o equivalente ao que toda empresa faz depois do Go Live: lançar uma atualização.

No universo do mainframe, isso seria como concluir a migração para COBOL Enterprise 6.5 e, uma semana depois, receber um e-mail dizendo:

"Encontramos alguns pequenos ajustes..."

"Pequenos ajustes" significam três meses de trabalho.

Em Fushigi Yūgi OVA, acontece exatamente isso.

A guerra terminou.

Os heróis venceram.

O sistema voltou a operar.

Mas as consequências continuam existindo.


Ficha Técnica

Título Original: ふしぎ遊戯 OVA

Título Internacional: Fushigi Yūgi OVA

Autora Original: Yuu Watase

Baseado no mangá: Fushigi Yūgi

Estúdio: Studio Pierrot

Direção: Hajime Kamegaki

Lançamento:

25 de outubro de 1996 a 25 de fevereiro de 1997

Formato

OVA (Original Video Animation)

Quantidade de episódios

3 episódios


Gênero

  • Isekai

  • Romance

  • Fantasia

  • Drama

  • Shōjo

  • Sobrenatural

  • Aventura


Classificação

14 anos.

Há violência moderada, conflitos emocionais intensos e romance.


Sinopse

Após os acontecimentos da série principal, Miaka finalmente retorna ao Japão.

Sua maior esperança é viver em paz ao lado de Tamahome.

Entretanto, o equilíbrio entre os dois mundos continua extremamente frágil.

Novas forças sobrenaturais ameaçam separar novamente os protagonistas, enquanto antigas feridas emocionais ainda não cicatrizaram.


Resumo da História

O OVA concentra-se muito menos em batalhas e muito mais nas consequências da jornada anterior.

Agora os personagens precisam lidar com perguntas difíceis.

O que acontece quando a aventura termina?

Como voltar à vida normal depois de salvar um mundo inteiro?

Será possível manter um relacionamento entre pessoas pertencentes a dimensões diferentes?

Essas questões movem praticamente toda a narrativa.


Os Personagens

Miaka

Muito mais madura.

Agora compreende o peso de suas decisões.

Sua missão deixa de ser salvar um reino.

Passa a ser proteger sua própria felicidade.


Tamahome

Continua sendo o grande herói.

Porém agora enfrenta conflitos internos muito maiores do que qualquer batalha física.


Os Guerreiros de Suzaku

Todos reaparecem.

Cada um demonstra como a guerra alterou sua vida.

Alguns encontram paz.

Outros ainda carregam cicatrizes profundas.


Novos antagonistas

A ameaça agora possui natureza mais espiritual.

Ela atinge principalmente os sentimentos dos protagonistas.


O que muda em relação ao anime?

Quase tudo.

A série original era uma grande aventura.

O OVA funciona como um enorme epílogo.

Há menos ação.

Mais emoção.

Mais romance.

Mais desenvolvimento psicológico.

É como passar da implantação de um sistema para sua sustentação.


As Aventuras

Embora menores em escala, continuam perigosas.

Os protagonistas enfrentam:

  • maldições

  • espíritos

  • manipulações

  • separações

  • conflitos entre mundos

  • novos testes de amor

O foco não está em derrotar exércitos.

Está em proteger aquilo que conquistaram.


Temáticas

Consequências

Toda decisão produz efeitos.

Mesmo depois da vitória.


Amor

O verdadeiro desafio começa depois do "felizes para sempre".


Crescimento

Os personagens deixaram de ser adolescentes impulsivos.

Agora precisam agir como adultos.


Sacrifício

Nem sempre salvar alguém significa permanecer ao lado dessa pessoa.


O que há de diferente?

O OVA abandona parcialmente a estrutura clássica de aventura.

Em seu lugar encontramos uma narrativa muito mais intimista.

É quase um estudo sobre relacionamentos.

Enquanto muitos OVAs servem apenas como fanservice.

Este realmente amplia os personagens.


As Mensagens Ocultas

O pós-guerra

Salvar um mundo não significa que os problemas acabaram.

Toda transformação possui um período de adaptação.


As duas dimensões

Representam dois momentos da vida.

Infância.

E vida adulta.

Miaka aprende que não pode permanecer presa ao passado.


Os deuses

Agora aparecem menos como entidades mágicas.

E mais como símbolos das escolhas humanas.


O Paralelo Mainframe

Imagine que finalmente ocorreu o Go Live.

Todos comemoram.

Os usuários aplaudem.

Os gestores sorriem.

Chega segunda-feira.

Aparecem:

  • chamados

  • incidentes

  • ajustes

  • patches

  • melhorias

  • documentação esquecida

  • requisitos novos

O projeto não terminou.

Entrou em produção.

É exatamente isso que o OVA representa.


Impacto Cultural

Embora menos conhecido que a série principal, o OVA foi muito bem recebido pelos fãs porque entregou aquilo que muitos desejavam:

Mais tempo ao lado dos personagens.

Também ajudou a consolidar uma tendência comum nos anos 90:

Grandes sucessos recebiam OVAs para concluir ou expandir suas histórias.

Hoje essa função normalmente é exercida por filmes ou temporadas extras.


Curiosidades

  • O lançamento foi diretamente em vídeo, sem exibição na televisão.

  • O nível de animação é superior ao da série, graças ao maior orçamento por episódio.

  • O foco narrativo está no relacionamento entre Miaka e Tamahome.

  • A trilha sonora mantém o clima romântico e melancólico da série original.

  • O OVA serviu de ponte para Fushigi Yūgi OVA 2, que continuaria a história.


Nota Bellacosa Mainframe

CritérioNota
Romance⭐⭐⭐⭐⭐
Desenvolvimento dos Personagens⭐⭐⭐⭐⭐
Continuação da História⭐⭐⭐⭐⭐
Emoção⭐⭐⭐⭐⭐
Aventura⭐⭐⭐⭐☆
Qualidade Visual⭐⭐⭐⭐⭐
Ritmo⭐⭐⭐⭐☆
Impacto no Universo⭐⭐⭐⭐☆

Vale a pena assistir?

Sem dúvida.

Quem terminou a série principal e ficou com a sensação de que ainda havia emoções a serem exploradas encontrará no Fushigi Yūgi OVA uma continuação natural. Em vez de ampliar o mundo com novos reinos ou guerras, a obra aprofunda aquilo que sempre foi seu maior diferencial: os personagens e seus laços.

É uma continuação que recompensa quem acompanhou a longa jornada da TV, mostrando que algumas batalhas só começam quando a guerra termina.


Veredicto Final

O Fushigi Yūgi OVA não tenta reinventar a franquia. Sua proposta é diferente: consolidar o amadurecimento de Miaka, Tamahome e dos Guerreiros de Suzaku, oferecendo uma conclusão mais íntima e emocional para os acontecimentos da série original. Com animação refinada, ritmo mais contemplativo e foco nos sentimentos dos personagens, o OVA permanece como uma peça importante do universo criado por Yuu Watase.

No universo do Bellacosa Mainframe, a lição é clara:

"Todo gerente acredita que o projeto termina no Go Live. Todo programador COBOL veterano sabe que é justamente aí que começa a verdadeira aventura. O Fushigi Yūgi OVA é a fase de sustentação do sistema: menos fogos de artifício, mais responsabilidade, mais manutenção e muito mais maturidade. Porque manter um sistema funcionando — ou um amor vivo entre dois mundos — costuma ser bem mais difícil do que colocá-lo em produção."

sábado, 13 de abril de 1996

Distrito de Cidade de Sao Pedro em Santana do Parnaiba

A vida selvagem na cidade de São Pedro


Em 1996 as glebas A e B eram as únicas ocupadas e desenvolvidas, existiam ainda chacaras e sítios perdidos entre o crescimento desordenado. Esta pressao obrigava a vida selvagem ate os humanos, eis alguns dos exemplares que minha camera capturou.


Na epoca andava de uma lado a outro, tomava banho nos açudes, acampava na colina, refrescava-me na biquinha e zanzava ate o polvilho em busca de diversao.

Nesta fotos temos quatis, sapinhos, lagartos, bodes e cabritas todos coabitando tranquilamente entre as casinhas.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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