sábado, 3 de outubro de 2009

🗼 AKIHABARA – O MAINFRAME OTAKU DO JAPÃO

 

Bellacosa Mainframe visita Akihabara

🗼 AKIHABARA – O MAINFRAME OTAKU DO JAPÃO


Se Tóquio fosse um datacenter, Akihabara seria aquele andar barulhento, cheio de LEDs piscando, cabos aparentes, cheiro de eletrônico quente… e personagens de anime te oferecendo panfleto na porta. Bem-vindo a Akihabara (秋葉原), ou simplesmente Akiba, o bairro que começou como loja de rádio e virou o hub definitivo da cultura otaku mundial.


🏯 ORIGEM – DO RÁDIO AO WAIFU

No pós-guerra, anos 1940–50, Akihabara nasceu como um mercado informal de eletrônicos.
Peças usadas, rádios, válvulas, fios — era o camelódromo high-tech da época.

📻 Décadas depois:

  • anos 70–80 → eletrônicos e computadores

  • anos 90 → videogames, PCs, doujinshi

  • anos 2000 → anime, mangá, idols, maid cafés

Ou seja: Akihabara evoluiu como software legado bem mantido.


👀 O QUE VER (DEBUG VISUAL)

🔹 Lojas de eletrônicos (Yodobashi Camera – um monstro)
🔹 Prédios de 6 a 10 andares, cada piso um universo
🔹 Arcades gigantes (SEGA, Taito, GIGO)
🔹 Vitrines absurdas com figures raríssimas
🔹 Placas neon disputando atenção como batch concorrente


🎮 O QUE FAZER (INTERACTIVE MODE)

✔ Caçar figures (novas e usadas)
✔ Jogar claw machines até perder a dignidade
✔ Entrar em lojas de doujin (mangas independentes)
✔ Explorar andares escondidos (EASTER EGGS reais)
✔ Fotografar cosplayers (com respeito!)

💡 Dica Bellacosa: sempre olhe os andares de cima. O tesouro nunca está no térreo.


🍜 O QUE COMER (BUFFER DE ENERGIA)

🍛 Curry japonês
🍜 Ramen temático
🍙 Onigiri raiz
🍺 Bares minúsculos escondidos
Maid cafés (experiência cultural — não é só zoeira)

👉 Maid café é tipo CICS: quem não conhece acha estranho, quem entende respeita.


🧠 CURIOSIDADES & EASTER EGGS

🟡 Algumas lojas vendem hardware obsoleto funcional
🟡 Tem prédios inteiros só de um único jogo
🟡 Muitas lojas mudam layout semanalmente
🟡 Mangás pornôs ficam separados (com censura pixelada 😏)
🟡 Você pode comprar um parafuso raro ou uma waifu em escala 1/4


🧩 AKIHABARA EM ANIMES

📺 Aparece em:

  • Steins;Gate (literalmente o coração da história)

  • Love Live

  • Durarara!!

  • Oreimo

  • Genshiken

Em anime, Akiba é sempre:
➡️ lugar de encontros
➡️ caos criativo
➡️ refúgio dos “estranhos”
➡️ palco de revelações


🧠 COMENTÁRIO BELLACOSA

Akihabara não é só consumo.
É pertencimento.

Ali ninguém te julga por:

  • gostar de coisa velha

  • colecionar obsessivamente

  • se apaixonar por pixels

  • viver em universos paralelos

Akihabara entende legado, respeita versão antiga e celebra customização extrema.


🏁 CONCLUSÃO

Akihabara é:

  • um Sysplex cultural

  • um cluster de paixões

  • um mainframe humano

Não é bairro.
É estado de espírito.

E como todo bom sistema antigo:
faz barulho, esquenta…
mas nunca cai.

🗼💾


🔷 Relational Algebra no Mainframe

 

Bellacosa Mainframe apresenta o motor do DB2 a algebra relacional


🔷 Relational Algebra no Mainframe

Uma viagem raiz pelo coração do DB2 (IBM Mainframe Edition)

Se você trabalha — ou sonha em trabalhar — com IBM Mainframe, cedo ou tarde vai ouvir um termo que parece saído de um livro de matemática dos anos 70:

👉 Relational Algebra

Calma. Respira.
Não é um bicho de sete cabeças.
É, na verdade, a Força por trás do SQL.

Antes de existir SELECT * FROM SYSIBM.SYSDUMMY1, alguém precisou pensar como os dados se relacionam. Esse alguém foi Edgar F. Codd, lá na IBM, em 1970. Sim, tudo isso nasceu dentro da IBM — respeita o mainframe. 🖥️


🕰️ Um pouco de história (porque mainframe sem história não é mainframe)

Nos anos 60 e 70:

  • Arquivos eram sequenciais

  • Relatórios demoravam horas

  • Qualquer mudança era dor e sofrimento

Então a IBM apresentou o Modelo Relacional:

  • Dados em tabelas

  • Relações matemáticas

  • Independência entre dados e programas

E para manipular essas tabelas, surgiu a Relational Algebra — uma linguagem conceitual, não escrita diretamente no sistema, mas usada pelo otimizador do DB2 por baixo dos panos.

💡 Easter Egg:
Quando você escreve SQL no DB2, o que o banco realmente executa internamente é Relational Algebra otimizada.


⚙️ Os 5 operadores essenciais (o sabre de luz do DBA)

Vamos aos clássicos:


1️⃣ Projection (π) — “Me mostra só o que eu preciso”

📌 O que faz
Seleciona colunas específicas de uma tabela.

📘 Conceito:

π (COLUNA1, COLUNA2)

🧠 Tradução DB2:

SELECT COLUNA1, COLUNA2 FROM TABELA;

🖥️ Exemplo Mainframe:

SELECT EMPNO, LASTNAME FROM EMP;

💡 Dica Bellacosa:

Projection reduz I/O.
Menos coluna = menos leitura = batch mais rápido = operador feliz.


2️⃣ Selection (σ) — “Filtra isso aí”

📌 O que faz
Seleciona linhas com base em uma condição.

📘 Conceito:

σ (SALARY > 50000)

🧠 Tradução DB2:

SELECT * FROM EMP WHERE SALARY > 50000;

💡 Easter Egg:

WHERE é Selection.
Sempre foi. Sempre será.


3️⃣ Union (∪) — “Junta tudo, mas sem duplicar”

📌 O que faz
Concatena duas relações compatíveis (mesmas colunas).

📘 Conceito:

R ∪ S

🧠 Tradução DB2:

SELECT EMPNO FROM EMP_2023 UNION SELECT EMPNO FROM EMP_2024;

⚠️ Alerta Mainframe:

  • UNION remove duplicados

  • UNION ALL é mais rápido (menos CPU)

💡 Dica de ouro:

Em batch pesado, pense duas vezes antes de usar UNION sem ALL.


4️⃣ Product (×) — “Multiplicação que dá dor de cabeça”

📌 O que faz
Combina todas as linhas de uma tabela com todas as linhas da outra.

📘 Conceito:

R × S

🧠 Tradução SQL (implícita):

SELECT * FROM EMP, DEPT;

😱 Resultado:

  • 100 funcionários × 10 departamentos = 1000 linhas

💡 Bellacosa comenta:

Cartesian Product é tipo JCL sem COND.
Pode até rodar… mas você vai se arrepender.


5️⃣ Natural Join (⨝) — “O casamento perfeito”

📌 O que faz
Relaciona tabelas usando colunas comuns automaticamente.

📘 Conceito:

EMP ⨝ DEPT

🧠 Tradução DB2:

SELECT * FROM EMP JOIN DEPT ON EMP.DEPTNO = DEPT.DEPTNO;

💡 Easter Egg Mainframe:

Todo JOIN começa como um Product + Selection.
O DB2 só faz isso de forma inteligente pra você.


🧪 Exemplo prático estilo chão de fábrica

🎯 Objetivo:
Listar nome do funcionário e nome do departamento para quem ganha mais de 60k.

🧠 Relational Algebra:

  1. Selection (salário)

  2. Join (EMP + DEPT)

  3. Projection (nome + depto)

🖥️ DB2 SQL:

SELECT E.LASTNAME, D.DEPTNAME FROM EMP E JOIN DEPT D ON E.DEPTNO = D.DEPTNO WHERE E.SALARY > 60000;

💡 O DB2 otimiza isso usando Relational Algebra internamente.


🧙 Primeiros passos para Padawans do Mainframe

Se você está começando:

✅ Entenda Selection vs Projection
✅ Saiba quando usar JOIN vs UNION
✅ Evite Cartesian Product sem intenção
✅ Pense sempre em I/O e CPU
✅ Lembre-se: SQL é declarativo, mas o DB2 pensa em álgebra

📚 Estude:

  • DB2 Explain Plan

  • Access Path

  • Index usage


🏁 Conclusão Bellacosa Style

Relational Algebra não é coisa velha.
É fundação.

Enquanto linguagens vêm e vão,
o DB2 continua rodando batch crítico,
pagando salários,
processando bancos,
e sustentando o mundo corporativo.

E por baixo de tudo isso?

👉 Projection, Selection, Union, Product e Natural Join.

Que a Força (e o z/OS) esteja com você. 🖥️✨


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

📋 Checklist de Auditoria SMP/E

 

Bellacosa Mainframe apresenta Auditoria no IBM SMP/E


📋 Checklist de Auditoria SMP/E

O que o auditor pergunta (e o que você precisa provar)

“Auditor não quer opinião.
Quer evidência.”


🧠 Objetivo do checklist

Garantir que:

  • O z/OS está íntegro

  • A manutenção é controlada

  • As mudanças são rastreáveis

  • O ambiente é auditável

👉 SMP/E é prova técnica, não discurso.


🔐 1. Controle de Acesso (RACF / ACF2 / TSS)

✔ CSI protegido (UACC=NONE)
✔ ALTER restrito a sysprogs autorizados
✔ READ para auditoria
✔ Logging ativo
✔ Revisão periódica de acessos

📌 Evidência:

  • LISTDSD

  • Relatórios RACF

  • Perfis ativos


📦 2. Proteção das bibliotecas SMP/E

✔ TARGET libraries protegidas
✔ DLIB libraries protegidas
✔ SMPTLIB, SMPMTS, SMPPTS controlados
✔ Separação TEST / PROD

📌 Evidência:

  • RACF profiles

  • Dataset attributes


🔁 3. Processo RECEIVE / APPLY / ACCEPT

✔ RECEIVE documentado
✔ APPLY CHECK executado
✔ APPLY validado em teste
✔ ACCEPT autorizado formalmente

📌 Evidência:

  • Outputs SMP/E

  • JCL versionado

  • Change records


🚨 4. Gestão de ++HOLD e ++ERROR

✔ HOLDS analisados
✔ Decisão documentada
✔ ERROR tratados com cautela
✔ Mitigações registradas

📌 Evidência:

  • PTF cover letters

  • APARs

  • Decisões de risco


🧩 5. Gestão de USERMOD

✔ USERMOD documentado
✔ Justificativa formal
✔ Controle de APPLY/ACCEPT
✔ Revisão periódica

📌 Evidência:

  • SYSMOD history

  • Documentação técnica


🧪 6. APPLY CHECK (obrigatório)

✔ APPLY CHECK sempre executado
✔ Resultados arquivados
✔ Conflitos analisados

📌 Evidência:

  • Output APPLY CHECK

  • Aprovação formal


🧱 7. Controle de DLIB (baseline)

✔ DLIB atualizado
✔ ACCEPT consciente
✔ Baseline consistente
✔ DLIB protegido

📌 Evidência:

  • CSI

  • Relatórios SMP/E


🔄 8. Capacidade de RESTORE

✔ Processo definido
✔ Histórico preservado
✔ Testes de rollback
✔ Documentação clara

📌 Evidência:

  • JCL RESTORE

  • Registros históricos


🧠 9. Atualização e Segurança

✔ PTFs de segurança aplicados
✔ CVEs avaliados
✔ Backlog controlado
✔ Plano de atualização

📌 Evidência:

  • Relatórios IBM

  • Histórico SMP/E


🧾 10. Evidências e documentação

✔ Outputs armazenados
✔ Logs disponíveis
✔ Histórico preservado
✔ Responsáveis identificados

📌 Evidência:

  • CSI

  • JCL

  • Relatórios


🚨 Red flags para auditor

❌ ALTER irrestrito
❌ ACCEPT sem teste
❌ USERMOD esquecido
❌ CSI sem proteção
❌ Falta de APPLY CHECK

👉 Tudo isso gera não conformidade.


🧠 Curiosidades Bellacosa

  • Auditor confia mais no CSI do que em planilha

  • SMP/E é trilha de auditoria nativa

  • Segurança começa no controle de mudança


🧾 Comentário final – Checklist SMP/E

Quem tem SMP/E bem cuidado
não teme auditoria.

📋 Checklist de Auditoria SMP/E, no estilo Bellacosa Mainframe, pensado para auditoria interna, externa, SOX, PCI, ISO, ou simplesmente para dormir tranquilo

📋💾🛡️

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe — z/OS 1.11: o sistema operacional que trouxe o mainframe para a era da automação e integração inteligente







Um Café no Bellacosa Mainframe — z/OS 1.11: o sistema operacional que trouxe o mainframe para a era da automação e integração inteligente


🕰️ Ano de lançamento

O IBM z/OS 1.11 foi lançado em setembro de 2009, acompanhando o System z10 e já projetado para explorar os novos recursos do futuro zEnterprise z196.
Essa versão marcou o início de uma nova filosofia da IBM: transformar o mainframe em uma plataforma de nuvem corporativa, com automação, padronização e serviços integrados.

Se o z/OS 1.9 foi o cérebro que aprendeu a se ajustar, o 1.11 foi o que começou a conversar com o mundo — do batch ao web service, do COBOL ao Java.


⚙️ Introdução técnica

O z/OS 1.11 foi uma das versões mais importantes na linha evolutiva do sistema operacional da IBM.
Seu foco foi automação, integração e modernização de workloads, incluindo:

  • Melhorias em Parallel Sysplex, WLM e Sysplex Distributor;

  • Suporte estendido para Java 6 e J2EE workloads;

  • Inovação com o z/OS Management Facility (z/OSMF) — a primeira interface web administrativa nativa;

  • Preparação do sistema para ambientes de nuvem privada com gerenciamento centralizado.

Foi o primeiro passo concreto rumo ao conceito de z/OS como um serviço, uma base sólida para DevOps e administração simplificada.


🧠 Avanços na memória e arquitetura

O z/OS 1.11 consolidou o uso inteligente da memória com diversas melhorias:

  • Suporte ampliado ao 64-bit Real Memory (memória física acima de 2 TB nos novos mainframes);

  • Introdução de Large Memory Workload Management, otimizando o balanceamento entre LPARs e processadores zIIP/zAAP;

  • Novo modelo de páginas grandes (1MB e 2GB) — reduzindo TLB misses e melhorando performance para Java, DB2 e IMS;

  • HiperDispatch aprimorado, permitindo que o sistema entenda afinidade entre processadores e cache L3 — essencial no z10.

Esses avanços permitiram que o z/OS 1.11 alcançasse níveis inéditos de throughput e paralelismo, mantendo latência mínima mesmo sob carga mista (CICS, batch e WebSphere simultaneamente).


🧩 Aplicativos internos e softwares embarcados

O ecossistema do z/OS 1.11 foi um verdadeiro salto de modernização.
Alguns destaques:

  • z/OS Management Facility (z/OSMF):
    Primeira interface web oficial para administração do sistema, com painéis para automação, diagnóstico, configuração e gerenciamento de políticas WLM.
    Simplificou tarefas antes realizadas apenas via TSO/ISPF.

  • RACF (Security Server):
    Suporte a Kerberos, LDAPv3 aprimorado, autenticação forte e integração com certificados X.509 e tokens digitais.
    Introduziu segurança contextual (baseada em aplicação e identidade).

  • DFSMS:
    Recursos de automated data tiering e policy management que ajustam classes de armazenamento automaticamente conforme o uso.
    O sistema agora entende se um dataset é “quente” (muito acessado) ou “frio”.

  • JES2/JES3:
    Novas funções de checkpoint automático, otimização de spool e integração direta com WLM.
    Suporte a batch pipes aprimorado — essencial em grandes ambientes financeiros.

  • RMF (Resource Measurement Facility):
    Painéis gráficos via z/OSMF e suporte a monitoramento em tempo real.
    Agora o RMF conversa com o WLM, ajudando a ajustar prioridades de forma preditiva.

  • UNIX System Services (USS):
    Suporte a NFSv4, POSIX Threads 2008, 64-bit shared libraries e novas APIs para Java e CICS TS 4.1.
    O USS finalmente se torna um “Unix de verdade” dentro do z/OS.


🔬 Instruções de máquina e PR/SM

Com o System z10, o z/OS 1.11 pôde explorar um conjunto poderoso de novas instruções:

  • Decimal Floating Point (DFP) — um divisor de águas para cargas financeiras e científicas, agora executadas nativamente em hardware.

  • Improved Branch Prediction e Pipeline Control, otimizando ciclos por instrução.

  • Criptografia CPACF v3 com suporte a SHA-2 e AES-256 de alta velocidade.

  • Hardware-based time synchronization (STCKE) — precisão de microssegundos entre LPARs.

No firmware, o PR/SM ganhou refinamentos que transformaram a administração:

  • Dynamic Logical Processor Management, permitindo ligar/desligar CPUs sem IPL;

  • Group Capacity Capping Inteligente, ajustando limites conforme a carga;

  • HiperDispatch Awareness — o PR/SM entende quais threads se beneficiam de caches próximos, reduzindo cross-LPAR latency.

Essas mudanças deram ao z/OS 1.11 o status de sistema operacional consciente de hardware, capaz de usar cada ciclo de CPU de forma estratégica.


🧮 Créditos de CPU e virtualização

O z/OS 1.11 trouxe um dos avanços mais finos em gerenciamento de CPU:

  • O WLM (Workload Manager) foi redesenhado para funcionar com HiperDispatch e PR/SM inteligente.

  • Créditos de CPU dinâmicos agora são realocados em tempo real com base em service classes e goals.

  • Integração mais profunda com zAAPs e zIIPs, permitindo que workloads Java e DB2 usem processadores especializados sem penalizar o uso geral.

  • Introdução do Soft Capping Dinâmico 2.0 — controle fino de MIPS por LPAR com base em carga real, não apenas limite estático.

Esse conjunto de recursos transformou o z/OS 1.11 em um ambiente de computação previsível, otimizado e autocorretivo.


🧭 Curiosidades e bastidores

  • O projeto interno da IBM foi apelidado de “Aurora”, simbolizando o nascer de uma nova era de gerenciamento visual e automação.

  • O z/OS 1.11 foi o primeiro sistema operacional IBM com interface web embarcada (z/OSMF) — um marco histórico.

  • Também foi a primeira versão compatível nativamente com Java 6, o que revolucionou o uso do WebSphere Application Server no mainframe.

  • O RMF começou a gerar dados exportáveis via XML e HTTP, prenúncio da integração com ferramentas de monitoramento modernas.


Dica Bellacosa Mainframe

Quer ver o z/OS conversar com o operador?
O z/OSMF é o ponto de virada. Se você nunca testou, vale rodar em um zPDT ou zD&T.
Além disso, o z/OS 1.11 é excelente para quem quer entender a transição do mainframe clássico (verde e 3270) para o mundo Web, API e automação.


📜 Resumo técnico rápido

ItemDescrição
Versãoz/OS 1.11
Ano de lançamento2009
Hardware principalIBM System z10 / início do z196
Arquiteturaz/Architecture (64-bit total)
PR/SMDynamic LPAR, HiperDispatch, Soft Capping 2.0
Instruções novasDecimal Floating Point, SHA-2, AES-256
WLMHiperDispatch-aware, credit realocation em tempo real
SegurançaRACF com Kerberos e autenticação forte
RedeNFSv4, IPv6, IPsec e QoS avançado
CuriosidadePrimeira versão com z/OSMF (interface web nativa)

💬 “O z/OS 1.11 não apenas gerenciava o mainframe — ele aprendeu a mostrá-lo ao mundo.”

domingo, 6 de setembro de 2009

🌍 Tricksters do Mundo

Bellacosa Mainframe revisa e encontra os Tricksters 

🌍 Tricksters do Mundo

Explicados para Mainframers (com logs, falhas e bypass autorizados pelo caos)

Se o mundo fosse um mainframe cósmico, os tricksters seriam aqueles programas que:

  • Não seguem o fluxo esperado

  • Exploram regras mal definidas

  • Nunca causam ABEND técnico, só ABEND moral

  • E sempre deixam o operador confuso olhando o SYSOUT

Eles não são heróis clássicos.
Não são vilões tradicionais.
São testes de stress ambulantes do sistema social, divino e humano.


🧠 O que é um Trickster? (definição estilo manual IBM)

Trickster é um arquétipo universal que aparece em praticamente todas as culturas humanas.

Características comuns:

  • Inteligência acima da média

  • Moral flexível (ISO = UR total)

  • Uso de ironia, mentira e ambiguidade

  • Capacidade de virar o jogo sem força

  • Exposição das falhas do sistema

📌 Em linguagem mainframe:

Tricksters existem para provar que a regra estava errada, não o código.


⚙️ Trickster ≠ Hacker (mas quase)

Comparação rápida:

HackerTrickster
Explora falha técnicaExplora falha humana
Precisa de acessoPrecisa de arrogância alheia
Pode ser barradoSempre passa
Age ocultoAge à vista de todos

O trickster não invade.
Ele recebe permissão sem que o sistema perceba.


🌎 Tricksters pelo mundo (versão “data center global”)

🇧🇷 Pedro Malazarte – Brasil

Função: Auditor informal da desigualdade
Falha explorada: Ganância, ignorância, abuso de poder

Pedro segue ordens literalmente.
Resultado:

  • Quem mandou se arrepende

  • Ele sobrevive

  • O sistema continua errado

➡️ Literal execution bug.


🇯🇵 Kitsune – Japão

Raposas mágicas que:

  • Mudam de forma

  • Enganam humanos

  • Testam caráter

No Japão, o trickster é:

  • Elegante

  • Espiritual

  • Ambíguo

Kitsune pune:

  • Arrogância

  • Falta de respeito

  • Desejo excessivo

➡️ Security test espiritual.


🇳🇴 Loki – Mitologia Nórdica

O mais mainframe de todos.

Loki:

  • Ajuda os deuses

  • Quebra tudo

  • Conserta depois

  • Ou piora

Ele é:

  • O desenvolvedor brilhante sem documentação

  • O cara que resolve hoje e explode amanhã

➡️ Change sem CAB approval.


🇩🇪 Till Eulenspiegel – Alemanha

Especialista em:

  • Interpretar ordens literalmente

  • Humilhar autoridades com lógica pura

Exemplo clássico:

“Ensine as pessoas a ver.”

Ele pinta óculos nos muros.

➡️ Manual mal escrito, execução perfeita.


🇳🇬 Anansi – África Ocidental

Aranha-trickster.

Anansi:

  • Usa histórias como arma

  • Ensina lições morais

  • Vence deuses maiores

É o DBA da narrativa:

  • Controla quem sabe o quê

  • Quando sabe

  • E como usa

➡️ Gestão de conhecimento como poder.


🇨🇳 Sun Wukong – China (Rei Macaco)

Sim, o avô espiritual de Goku.

Sun Wukong:

  • Engana o Céu

  • Enfrenta burocracia divina

  • Ri das regras cósmicas

Ele literalmente:

  • Se recusa a aceitar hierarquia

  • Burla imortalidade

  • Sobrevive a punições absurdas

➡️ Usuário root no universo.


🇺🇸 Coyote – Povos indígenas norte-americanos

Coyote:

  • Cria o mundo… errando

  • Ensina falhando

  • Aprende quebrando

Ele não é sábio.
Ele vira sábio depois do erro.

➡️ Ambiente de testes permanente.


🎌 Tricksters e Anime: não é coincidência

Todo fã de anime já conhece tricksters, mesmo sem chamar assim:

  • Goku (início) → Sun Wukong

  • Luffy → Trickster caótico

  • Hisoka → Trickster sombrio

  • Gojo → Quebra regras conscientemente

Anime ama tricksters porque:

  • Eles desafiam hierarquia

  • Crescem fora do sistema

  • Revelam hipocrisia

➡️ Shōnen inteiro é um grande test case contra autoridade absoluta.


🧩 Easter eggs culturais

🥚 Tricksters quase sempre:

  • Fingem ser burros

  • Caem em armadilhas que eles mesmos criam

  • Morrem… e voltam

  • Nunca aprendem totalmente

🥚 Eles não querem destruir o sistema
👉 Querem mostrar que ele não funciona como promete


🧠 O Trickster no ambiente corporativo (cuidado!)

Existe o trickster moderno:

  • O cara que responde e-mail literalmente

  • O analista que segue processo ruim até quebrar

  • O dev que pergunta “é isso mesmo?”

⚠️ Atenção:
Nem todo ambiente aceita tricksters.
Alguns preferem sistemas injustos funcionando do que sistemas questionados.


💬 Comentário Bellacosa Mainframe

Mainframers entendem tricksters porque vivem em ambientes onde:

  • Regras antigas ainda mandam

  • Documentação nem sempre reflete a realidade

  • Quem entende o sistema sobrevive melhor que quem manda

O trickster é o COBOL humano:

  • Velho

  • Subestimado

  • Mas essencial


🏁 Encerramento – JOB STATUS

Tricksters existem porque:

  • Sistemas são feitos por humanos

  • Humanos erram

  • E alguém precisa provar isso sem derrubar tudo

Eles são:

  • O riso no meio da opressão

  • A inteligência do fraco

  • O teste de integridade cultural

JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Sistema exposto, mas ainda rodando.”

sábado, 5 de setembro de 2009

📉 Por que o MS Project caiu em desuso nas equipes modernas?

Bellacosa Mainframe apresenta o fim do Ms Project


Ao estilo Bellacosa Mainframe — direto, pragmático e sem romantizar ferramenta legada:


📉 Por que o MS Project caiu em desuso nas equipes modernas?

O MS Project nasceu em um mundo onde planejar era mais importante do que aprender.
Projetos eram previsíveis, lineares e comandados por um Project Manager centralizador.
Esse mundo acabou.

Hoje, projetos mudam toda semana.
E o MS Project não lida bem com mudança constante.


⚙️ O que mudou no jogo

1️⃣ Do Plano Fixo para o Fluxo Contínuo

  • MS Project → cronograma fechado, dependências rígidas

  • Mundo atual → backlog vivo, prioridades dinâmicas

Atualizar um Gantt a cada mudança:

  • consome tempo

  • não gera valor

  • cria falsa sensação de controle


2️⃣ Do Comando e Controle para Times Autônomos

  • MS Project pressupõe:

    • um dono do plano

    • tarefas atribuídas de cima para baixo

  • Agile / DevOps exigem:

    • auto-organização

    • visibilidade compartilhada

    • decisão no nível do time

O MS Project não conversa com times auto-geridos.


3️⃣ Planejamento por Datas vs Planejamento por Valor

  • MS Project pergunta: “quando termina?”

  • Agile pergunta: “qual valor entregamos agora?”

Hoje, valor entregue > cronograma perfeito.


🔁 Quem ocupou o lugar do MS Project?

O MS Project não teve um substituto direto.
Ele foi desmontado em partes.

🔹 Planejamento e Backlog

  • Jira

  • Azure DevOps

  • Rally

👉 substituíram o planejamento detalhado por backlog priorizado


🔹 Fluxo de Trabalho

  • Kanban Boards

  • Trello

  • Jira Boards

👉 substituíram o Gantt por fluxo visual em tempo real


🔹 Roadmap e Visão

  • Product Roadmap

  • Product Vision

  • OKRs

👉 substituíram o cronograma mestre por direção estratégica flexível


🔹 Execução e Métricas

  • Velocity

  • Lead Time

  • Cycle Time

  • Burnup / Burndown

👉 substituíram o % completo do MS Project, que nunca refletiu a realidade


🧠 O verdadeiro motivo do desuso

O MS Project não é ruim.
Ele só resolve um problema que quase não existe mais.

Projetos previsíveis, estáveis, com escopo fechado.

Hoje temos:

  • produto em evolução

  • requisitos emergentes

  • integração contínua

  • entrega contínua

MS Project não acompanha ritmo de pipeline.


🧾 Onde o MS Project ainda sobrevive

Ele não morreu.
Virou ferramenta de exceção:

  • Engenharia pesada

  • Construção civil

  • Infraestrutura tradicional

  • Projetos regulatórios com escopo fechado

👉 Onde mudança é inimiga, não aliada.


🔚 Conclusão Bellacosa

MS Project planeja projetos.
Agile gerencia incerteza.

Quando a incerteza virou regra,
o MS Project virou peça de museu corporativo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

🍔💾 Before Git Was Cool

Bellacosa Mainframe apresenta o primeiro controle de versão IEBUPDATE



🍔💾 Before Git Was Cool

O primeiro controle de versão no mainframe (e por que você já usou sem saber)

Midnight Lunch Edition – para ler entre um batch e outro

Hoje todo mundo fala de Git como se controle de versão tivesse surgido junto com startup, hoodie e café cold brew.
Mas quem viveu (ou herdou) ambiente mainframe sabe: o problema é antigo — e a solução também.

Antes de existir “version control”, já existia controle de mudanças.
E spoiler: o mainframe resolveu isso décadas antes do Git.


🏛️ Quando “controle de versão” ainda não tinha nome

Nos anos 60, a pergunta já era a mesma que ecoa hoje nos times DevOps:

  • Quem mexeu nesse source?

  • Qual versão está em produção?

  • Por que ontem funcionava e hoje abenda?

A diferença é que:

  • Não existia terminal bonito

  • Não existia branch

  • Não existia merge

  • Existia batch, cartão perfurado e PDS


🥇 O verdadeiro pioneiro: IEBUPDTE

📅 Ano de lançamento: 1964
🏭 Fabricante: IBM
🖥️ Ambiente: OS/360

O IEBUPDTE não era vendido como “controle de versão”, mas na prática ele fazia exatamente isso:

👉 Controle estruturado de alterações em código-fonte


🧠 O que o IEBUPDTE fazia (na raça)

  • Aplicava deltas (ADD / DEL / CHANGE)

  • Atualizava membros em PDS

  • Permitida reconstrução de versões

  • Mantinha histórico dentro do próprio source

  • Funcionava 100% batch-first

Exemplo clássico:

./ ADD NAME=PROG1
000100 IDENTIFICATION DIVISION.
000200 PROGRAM-ID. PROG1.
./ ENDUP

Ou removendo código:

./ DEL 000300-000500

📌 Diff e patch antes do diff existir.


✅ O que ele fazia bem

✔️ Controle linha a linha
✔️ Reprodutibilidade
✔️ Integração total com o SO
✔️ Auditoria via JCL
✔️ Simplicidade brutal

❌ O que ele não fazia

✖️ Branch
✖️ Merge
✖️ Concorrência elegante
✖️ UX amigável
✖️ Marketing 😅


🟠 O primeiro “controle de versão moderno”: SCCS

📅 1972
🏭 Bell Labs (AT&T)

O SCCS (Source Code Control System) não nasceu no mainframe, mas trouxe os conceitos que moldaram tudo depois:

  • Check-in / check-out

  • Histórico separado do código

  • Identificação automática de versão

  • Deltas reversíveis

@(#)program.c 1.3

Se você usa Git hoje, agradeça silenciosamente ao SCCS.


⚔️ Outros nomes da época (não proprietários)

🟤 CMS UPDATE (VM/CMS)

Um IEBUPDTE interativo.
Simples, direto e extremamente eficiente em ambientes VM.

🟣 RCS (1982)

Evolução do SCCS, mais simples, mais elegante — ainda sem branches decentes.


🚫 E os famosos “controladores de biblioteca”

(menção honrosa, sem aprofundar)

  • PANVALET

  • LIBRARIAN

Eles dominaram o mercado, mas não inventaram o conceito.
Só empacotaram, venderam e deram manual grosso.


🥚 Easter Eggs de CPD

🥚 Easter Egg #1
IEBUPDTE é mais parecido com git apply do que com git commit.

🥚 Easter Egg #2
Comentário no COBOL tipo:

* ALTERADO POR CARLOS EM 12/08/1989

➡️ Isso é controle de versão manual.
Herança direta da era pré-ferramenta.

🥚 Easter Egg #3
Controle de versão nasceu batch-first.
CI/CD moderno só está reaprendendo isso.

🥚 Easter Egg #4
Se o histórico está no source, é porque um dia não existia repositório.


🧓 Filosofia Bellacosa Mainframe

“O Git não inventou controle de versão.
Ele só colocou uma interface moderna numa ideia que o mainframe já resolvia quando computador ocupava uma sala inteira.”


📌 Resumo para guardar no bolso

FerramentaAnoTipoOrigem
IEBUPDTE1964Controle de mudançasIBM
CMS UPDATE~1969Controle de mudançasIBM
SCCS1972Version control formalBell Labs
RCS1982Version controlUnix

🍔 Midnight Lunch Final Thought

Enquanto o mundo discute GitOps, trunk-based e feature flags, o mainframe segue ali, quieto, lembrando:

“Nada disso é novo. Só mudou o hype.”