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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

☕🛏️ DAKIMAKURA — O “STORAGE EMOCIONAL” DA CULTURA OTAKU JAPONESA 💾🔥

 

Bellacosa Mainframe e o dakimakura mais que um travesseiro

☕🛏️ DAKIMAKURA — O “STORAGE EMOCIONAL” DA CULTURA OTAKU JAPONESA 💾🔥

Poucos objetos representam tanto a cultura otaku japonesa quanto:

🛏️ Dakimakura (抱き枕)

E não…
não é apenas:

“travesseiro de anime”.

Isso é simplificar DEMAIS uma peça que virou:

  • símbolo cultural
  • item afetivo
  • objeto colecionável
  • fenômeno psicológico
  • mercado bilionário

A dakimakura é praticamente:

uma interface física entre fandom e apego emocional.


☕ O QUE SIGNIFICA “DAKIMAKURA”?

A palavra vem de:

  • Daki (抱き) = abraçar
  • Makura (枕) = travesseiro

Ou seja:

🛏️ “travesseiro de abraçar”.

No Japão isso originalmente era algo comum:

  • travesseiros longos
  • usados para conforto ao dormir

Mas a cultura otaku transformou isso em:

um fenômeno completamente novo.


💾 O NASCIMENTO OTAKU

Nos anos:

  • 1990
  • início dos 2000

a indústria anime percebeu algo:

fãs criavam forte apego emocional a personagens.

Especialmente:

  • bishoujos
  • waifus
  • heroínas de visual novels

E então surgiu a ideia:

“E se o fã pudesse literalmente abraçar a personagem?”


🔥 O BOOM DAS DAKIMAKURAS

Akihabara virou o epicentro.

Começaram a aparecer:

  • capas de travesseiro
  • personagens tamanho real
  • ilustrações exclusivas
  • artes colecionáveis

Virou:

merchandising premium otaku.


☕ O TAMANHO IMPORTA

Dakimakuras normalmente possuem:

  • tamanho grande
  • formato corporal
  • impressão vertical

O objetivo é:

  • abraçar
  • apoiar o corpo
  • criar sensação de presença

💀 A “WAIFU FÍSICA”

Aqui entra a parte psicológica.

Dakimakuras funcionam como:

extensão física do apego emocional otaku.

Especialmente para fãs que:

  • acompanham personagens há anos
  • desenvolvem conexão afetiva
  • consomem visual novels/animes intensamente

☕ A CULTURA “WAIFU”

O conceito de:

“waifu”

explodiu junto com:

  • visual novels
  • galges
  • bishoujo games

Dakimakuras viraram:

a materialização dessa relação emocional fictícia.


💾 A ENGENHARIA VISUAL

As ilustrações são feitas cuidadosamente para:

  • parecer acolhedoras
  • transmitir intimidade
  • criar conforto emocional

Poses comuns:

  • personagem olhando para o usuário
  • sorriso suave
  • postura relaxada
  • expressão moe

É praticamente:

UX emocional aplicada ao tecido.


🔥 O MERCADO É ABSURDO

Hoje existem:

  • dakimakuras oficiais
  • edições limitadas
  • versões premium
  • colecionáveis raríssimos

Muitas custam:

  • centenas
  • até milhares de dólares

☕ OS MATERIAIS SÃO LEVADOS MUITO A SÉRIO

A comunidade otaku é OBCECADA por:

  • textura
  • qualidade de impressão
  • toque do tecido

Materiais famosos:

  • 2way tricot
  • tecidos ultra macios
  • impressão HD

É quase:

engenharia têxtil de missão crítica emocional.


💀 O LADO CONTROVERSO

Aqui entra a parte mais debatida.

Muita gente vê dakimakuras como:

  • escapismo extremo
  • isolamento social
  • substituição afetiva

Especialmente associadas a:

  • hikikomori
  • cultura NEET
  • solidão urbana japonesa

☕ MAS A REALIDADE É MAIS COMPLEXA

Para muitos fãs:
dakimakuras são:

  • colecionáveis
  • itens decorativos
  • memorabilia
  • expressão de fandom

Nem todo dono:

  • dorme com elas
  • trata como relacionamento real

Existe MUITA caricatura ocidental nisso.


📺 O IMPACTO NOS ANIMES

Dakimakuras aparecem frequentemente em:

  • comédias otaku
  • sátiras
  • animes sobre fandom

Especialmente:

  • Welcome to the N.H.K.
  • Oreimo
  • Genshiken
  • Lucky Star

Viraram:

símbolo máximo do “otaku hardcore”.


💾 A CONEXÃO COM GALGES

As dakimakuras cresceram junto com:

  • visual novels
  • bishoujo games
  • galges

Porque esses jogos criavam:

  • apego profundo às heroínas
  • investimento emocional gigantesco

🔥 O PAPEL DAS EMPRESAS

Studios perceberam cedo:
fãs comprariam QUALQUER coisa ligada à personagem favorita.

Resultado:

  • eventos exclusivos
  • capas raras
  • versões limitadas
  • brindes especiais

Dakimakuras viraram:

infraestrutura financeira da indústria otaku.


☕ O LADO MOE

A estética:

  • moe
  • kawaii
  • acolhedora

foi fundamental.

Dakimakuras não tentam parecer “reais”.

Elas tentam parecer:

emocionalmente reconfortantes.


💀 A CULTURA DA SOLIDÃO NO JAPÃO

Aqui entra um ponto sério.

O Japão moderno enfrenta:

  • isolamento social
  • baixa natalidade
  • hipertrabalho
  • solidão urbana

Objetos afetivos como:

  • dakimakuras
  • waifus
  • mascotes moe

acabaram ganhando espaço cultural enorme.


☕ A INTERNET PIOROU E AMPLIFICOU TUDO

Hoje:

  • VTubers
  • gachas
  • personagens IA
  • fandom digital

expandiram ainda mais o apego emocional virtual.

A dakimakura virou:

um símbolo físico desse fenômeno.


💾 EXISTEM DAKIMAKURAS MASCULINAS?

Sim.

Existe mercado para:

  • husbandos
  • personagens masculinos
  • idols
  • bishounen

Embora o mercado feminino seja menor comparado ao bishoujo.


🔥 O CASO DAS “ITASHA”

Muitos fãs combinam:

  • dakimakura
  • figures
  • posters
  • carros itasha

criando ambientes inteiros dedicados à personagem favorita.

É praticamente:

virtualização total do fandom.


☕ O LADO ARTÍSTICO

Muitos ilustradores famosos trabalham em:

  • artes exclusivas
  • dakimakuras premium
  • designs oficiais

Algumas ilustrações viram:

peças de colecionador.


💀 RESUMINDO NO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME

Dakimakura é:

um dispositivo físico de conforto emocional baseado em personagens da cultura otaku japonesa.

Ou:

um periférico afetivo de alta integração entre fandom, moe e escapismo emocional.

Ela mistura:

  • merchandising
  • psicologia
  • cultura waifu
  • visual novel
  • design emocional
  • identidade otaku

E sinceramente?

A indústria japonesa percebeu cedo que:

🛏️ transformar apego emocional em hardware colecionável era um modelo de negócio absurdamente eficiente.

domingo, 16 de novembro de 2014

🐉💣 Tarasque — O Boss que Ignora Seu Build e Continua em Produção

 

Bellacosa Mainframe o ataque de um tarasque e sua super armadura

🐉💣 Tarasque — O Boss que Ignora Seu Build e Continua em Produção

Se dragões são sistemas poderosos…
a Tarasque é outra categoria:

👉 é o processo indestrutível que não respeita regra, balanceamento ou lógica de combate.

Você não derrota.
Você sobrevive — se tiver sorte.


🧠 Conceito — Entidade Fora do Escopo de Balanceamento

A Tarasque é uma criatura lendária do sul da França:

  • Gigante
  • Blindada
  • Violenta
  • Praticamente invulnerável

📌 Bellacosa traduz:

Tarasque = job crítico rodando com privilégios que você não tem acesso


📜 Origem — O Monstro que Nem o Sistema Explica

A lenda vem de:

👉 Tarascon

Descrição clássica:

  • Corpo de dragão
  • Casco de tartaruga
  • Cauda destrutiva
  • Aparência híbrida e grotesca

Segundo a tradição:

👉 foi domada por Saint Martha
— não com força, mas com fé.

📌 Tradução Bellacosa:

Nem todo problema se resolve com brute force.


👁 Aparência — Um Erro de Design que Virou Feature

  • Casco pesado (quase impenetrável)
  • Corpo monstruoso
  • Garras e cauda agressivas
  • Visual “anti-balanceado”

📌 Regra:

Não foi feito pra ser justo.


⚙️ No RPG — O “Endgame que Chegou Antes da Hora”

No mundo de RPG (especialmente D&D):

  • HP absurdo
  • Resistência extrema
  • Regeneração
  • Imune a várias mecânicas

👉 Resultado:

luta contra Tarasque = teste de limite do sistema

📌 Bellacosa:

É o boss que revela se o seu sistema aguenta carga real.


⚔️ Poderes

  • 🛡️ Armadura quase absoluta
  • 💥 Ataques devastadores
  • 🔁 Regeneração
  • 🚫 Resistência a magia

💀 Fraquezas

Aqui fica interessante:

  • Poucas ou quase nenhuma fraqueza física
  • Estratégia > força
  • Em mitos: fé / controle simbólico

📌 Insight:

Às vezes não é sobre vencer… é sobre conter.


🎮 Easter Eggs em Jogos e Cultura Pop

  • RPGs medievais usam Tarasque como boss final
  • Em D&D é praticamente um “evento catastrófico”
  • Representa o ápice da ameaça física

👉 Mesmo quando não aparece com nome:

o “monstro impossível” quase sempre é inspirado nela


🧠 Interpretação (Modo Bellacosa ON)

A Tarasque representa:

  • problema fora de escala
  • sistema sem controle
  • força que não pode ser enfrentada diretamente
  • limite da capacidade humana

📌 Comparação (Mainframe Mode)

ConceitoEquivalente
Inimigo comumJob simples
BossProcesso pesado
TarasqueSistema fora de controle
VitóriaSobrevivência

📌 Comentário Final — Nem Todo Problema Foi Feito pra Ser Resolvido

Você pode:

  • otimizar
  • melhorar
  • escalar

Mas existem entidades que:

não foram feitas pra serem vencidas
apenas enfrentadas com inteligência


💣 Conclusão — O Teste Final do Sistema

A Tarasque não mede força.

Ela mede:

  • limite
  • preparo
  • estratégia

🔥 Versão Bellacosa Final

Tarasque não é um inimigo…
é o momento em que o sistema pergunta se você realmente sabe o que está fazendo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

💣🔥 MAINFRAME QUICK TIPS — O OPERADOR LENTO NÃO ABENDA… ELE ATRASA O UNIVERSO 🔥💣

 

Bellacosa Mainframe uma rapida olhada em comandos TSO ISPF

💣🔥 MAINFRAME QUICK TIPS — O OPERADOR LENTO NÃO ABENDA… ELE ATRASA O UNIVERSO 🔥💣

Você pode ter 30 anos de COBOL…

Pode dominar CICS, DB2, tuning de JCL…

Mas se você ainda navega no ISPF como um turista perdido

👉 você está desperdiçando o ativo mais caro do mainframe: tempo de CPU humano.


🧠 A VERDADE QUE NINGUÉM TE CONTA

No mundo do z/OS:

  • milissegundos de máquina são otimizados
  • mas minutos de operador… são ignorados

👉 E é aí que mora o gargalo invisível.


⌨️ ISPF — O TERMINAL É SUA ESPADA

Esses atalhos parecem simples… mas são atalhos cognitivos:

🔹 =3.4 — Dataset List

Não é só navegação.

👉 É acesso direto ao filesystem lógico do mainframe

Profissionais experientes:

  • não “procuram”
  • saltam direto no alvo

🔹 =2 — Edit

Aqui nasce o caos… ou a precisão.

  • editar membro rápido = produtividade
  • editar sem padrão = desastre em produção

🔹 =6 — Command Shell

Isso aqui é o “root shell” do operador.

👉 Quem domina isso, controla o ambiente.


🔹 PF KEYS — A ARMA SECRETA

  • F3 → voltar sem quebrar contexto
  • F7/F8 → navegar sem pensar
  • F12 → cancelar antes do erro virar incidente

💡 Operador bom não usa mouse.
💡 Operador excelente não “pensa” nos comandos.


🛠️ TSO — NÃO É COMANDO… É EXTENSÃO DO CÉREBRO

🔹 LISTDS

Mais que listar:

👉 É inspeção forense de dataset

Use para:

  • entender alocação
  • verificar organização
  • evitar erro antes de acontecer

🔹 ALLOC

Aqui você cria infraestrutura.

  • espaço mal definido → performance ruim
  • DCB errado → job falha

👉 Isso é design em miniatura.


🔹 DELETE

Simples… e perigoso.

👉 No mainframe:

deletar errado não dá “lixeira”
dá incidente


🔹 HELP

Subestimado.

👉 É documentação viva dentro do sistema.


📑 JCL — O DNA DA EXECUÇÃO

Se COBOL é o cérebro…

👉 JCL é o sistema nervoso.


🔹 JOB

Define identidade

  • prioridade
  • classe
  • accounting

🔹 EXEC

Define ação

  • qual programa
  • qual etapa

🔹 DD

Define realidade

  • onde está o dado
  • como será acessado

👉 Erro em DD = erro estrutural


⚠️ BOAS PRÁTICAS — ONDE NASCE A ESTABILIDADE

🔹 RC (RETURN CODE)

Ignorar RC é como ignorar check engine aceso.

  • RC=0 → sucesso
  • RC>0 → alerta
  • RC alto → desastre iminente

🔹 JESMSGLG — O LOG QUE CONTA A VERDADE

👉 Não confie no “rodou”.

Leia:

  • mensagens
  • warnings
  • alocação

🔹 PADRONIZAÇÃO

Dataset bem nomeado:

  • facilita automação
  • reduz erro humano
  • acelera troubleshooting

🔹 DOCUMENTAÇÃO

Mainframe não perdoa amnésia organizacional.

👉 Conhecimento não documentado = risco operacional


🧪 EXEMPLO REAL (CENÁRIO DE GUERRA)

Dois operadores:

🐢 Operador A

  • navega clicando
  • procura dataset
  • lê tudo manualmente

Tempo: 15 minutos


⚡ Operador B

  • usa =3.4 direto
  • filtra com padrão
  • usa PF keys automaticamente

Tempo: 2 minutos


👉 Multiplique isso por 50 operações/dia.

Agora você entendeu o impacto?


🧬 EASTER EGG (NÍVEL HARDCORE)

Esses atalhos foram pensados numa época sem mouse.

👉 Resultado:

  • interfaces ultra eficientes
  • fluxo contínuo
  • zero distração

Hoje chamam isso de:

  • UX otimizada
  • produtividade extrema

👉 O mainframe já fazia isso nos anos 80.


🚀 COMO EVOLUIR (CAMINHO BELLACOSA)

🔹 Fase 1 — Automação mental

  • memorize atalhos
  • elimine hesitação

🔹 Fase 2 — Padrão operacional

  • crie rotinas
  • reduza variabilidade

🔹 Fase 3 — Visão sistêmica

  • entenda impacto de cada ação
  • pense em cadeia

💣 FRASE FINAL

“No mainframe, você não é pago para digitar comandos…
você é pago para não desperdiçar ciclos — nem da máquina, nem da sua mente.”

 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

🐈‍⬛ Saco de Gatos — Um Manifesto de Papelão, Bits e Memórias

 


🐈‍⬛ Saco de Gatos — Um Manifesto de Papelão, Bits e Memórias

Meu saco de gatos é um amontoado de coisas díspares, mas interligadas por um mesmo coração — o de um homem nascido em 1974, pisciano, boa praça, um tanto impaciente e, confesso, às vezes antissocial.


Prefiro o silêncio cúmplice de um bom livro a qualquer multidão barulhenta.

Desde moleque, tive fome de saber.
Desmontava brinquedos quebrados e rádios sem som só pra descobrir o que se escondia por dentro — aquele mistério mecânico das engrenagens, o segredo invisível da criação.

Nas bibliotecas de bairro, deixei minhas pegadas miúdas entre estantes e gibis.

Nos livro fã de história, amando navegar rumo ao passado, me deslumbrando em ficção científica, fantasia, mistério, biografias e tantos gêneros que ficaria maçante listar, mas sou do tipo que le tudo aquilo onde coloco as mãos. Carinho grande por Monteiro Lobato e a nostálgica Taubaté.




Fui devorador de Turma da Mônica, Tio Patinhas, Mickey, e tudo o que caísse nas minhas mãos.
Crescendo, minhas leituras evoluíram junto: mergulhei nas HQs adultas, apaixonado pelo traço elegante e pelo ritmo melancólico do estilo europeu.



Mas foi quando descobri os mangás que o coração explodiu num plot twist digno de roteiro japonês.
Do mangá para o anime foi um salto — ou talvez o contrário, porque a lembrança é enevoada, mas o encanto é eterno.



Minha iniciação nesse universo veio com Spectreman, o herói de papelão que salvava o planeta em cenários reciclados e com efeitos especiais dignos de um teatro de escola.
Pra nós, moleques dos anos 70, aquilo era o ápice da ficção científica.



No Japão, chamava-se Supekutoruman, parte do glorioso gênero tokusatsu, que depois nos traria Ultraman, Ultraseven, Robô Gigante e tantos outros titãs metálicos que habitaram nossas TVs de tubo e sonhos de criança.



Hoje, no século XXI, tudo é CGI, IA e estúdios milionários.
Mas, dentro de mim, ainda vive aquele menino que acreditava que o monstro de papelão podia destruir o mundo — e um improvavel heroi vindo de outra galaxia poderia salvar o dia — movido apenas pela força da imaginação.



Este saco de gatos é isso:
Um punhado de memórias, fios e bits, amarrados com fita adesiva e nostalgia.
Mensagens em garrafas lançadas ao mar digital, ao estilo náufrago de John Castaway, navegando entre tecnologia, saudade e curiosidade.



Entre um byte e outro, sigo compartilhando viagens — e alimentando este universo de lembranças e aprendizado, um post de cada vez.







quinta-feira, 6 de novembro de 2014

📜 Amores no Quiririm — Bellacosa Mainframe, El Jefe Midnight Lunch

 


📜 Amores no Quiririm — Bellacosa Mainframe, El Jefe Midnight Lunch
(Cheirando a naftalina, como quem abre um diário esquecido no fundo de um armário frio)


Amores no Quiririm…
só de escrever já sinto o cheiro da terra vermelha levantando com o vento da tarde, as ruas meio tortas, os muros descascados, e eu ali — remendado por dentro depois do inverno de 83. Aquele ano que rachou minha infância no meio. O bairro não foi apenas endereço… foi reconstrução. Foi reboot de sistema depois de pane geral.



No Quiririm eu aprendi na marra que crescer é aceitar patch no coração e seguir em frente. Com o primo Celo, a vida rodava overclockada. As bagunças eram release semanal, as brigas eram hotfix na rua, e as travessuras… ah, essas eram deployment constante. Tudo ganhou volume, força, coragem. Tava mais velho, mais malicioso e ao mesmo tempo — graças aos ferimentos — mais frio, mais calculista. Sobrevivência tem seu preço, e eu paguei em cicatrizes.

Mas você veio aqui pelos amores, não pelos tombos…

Então vem comigo.



Tinha eu uma queda épica por Angelica, loirinha de olhos verdes, carinha de princesinha de final de fase, após o Boss furioso. A professora Ligia sempre vigilante, uma colega de classe, sorriso tímido, curiosidade no olhar. A gente fazia lição junto, partilhava caderno e risadas. Ela olhava pra mim como quem descobre defeito novo em máquina antiga — com encanto e risco. Eu, vindo da capital, era novidade no sistema. Mas entre Quiririm e Cecap rolava firewall emocional, diferenças socioeconômicas, rixas bobas de juventude. E por mais que o coração pedisse commit, nada compilou.


Foi aí que entrou em cena Marcia, minha vizinha da Quadra B. Ah, Marcia…

Mais velha, mais divertida, com aquele charme que só quem já viveu uns patchs sentimentais sabe usar. Ela era bug desejável no meu código. O perigo fazia parte do pacote — principalmente porque o irmão Reinaldo, o auditor moral do bairro, monitorava cada tentativa minha de deploy romântico. E dava pau. Dava briga. Dava cascudo.

Reinaldo sempre vencendo? Não.
Apenas com vantagem apertada.
Porque além de pequeno Don Juan, eu era galinho de briga — não fugia do conflito, ajustava estratégia, tentava de novo. E mesmo tomando uns abend, garanti minhas pequenas vitórias no log da memória.

Mas essa ainda não é a história.
Essa é só a fase beta.



A melhor, deixo para outro post: Rosemeire, quadra G.
Outra área de domínio. Outras regras. E uma confusão que me fez entender que mulher cheia de energia pode virar tempestade em copo, rua e coração. Ela merece capítulo próprio — com direito a trilha sonora e risada fora de hora. Obviamente meu parça e companheiro de confusões estava junto, meu primo Marcelo.

Hoje, ao fechar essa memória, volto pra Marcia.
Da quadra B.
Do sorriso que desarmava firewall.
Dos 13 anos que carregavam o magnetismo de uma supernova adolescente.

Minha primeira musa na Quadra B.
Minha lembrança preferida do Quiririm.

Bellacosa Mainframe ☕🔥 – El Jefe Midnight Lunch
Onde memórias não morrem. Apenas fazem checkpoint.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

🔍 Tomboy no Japão: garotas masculinas rodando fora do script padrão

El Jefe Midnight Lunch apresenta



Tomboy no Japão: garotas masculinas rodando fora do script padrão

No Ocidente, tomboy costuma ser tratado como fase.
No Japão, é arquitetura de comportamento — discreta, funcional e socialmente compreendida. Ao melhor estilo Bellacosa Mainframe, vamos abrir esse sistema cultural, analisar o legado, os desafios em produção e os easter eggs que só quem lê o log percebe.



🧠 O que é “Tomboy” no Japão (modo definição)

Tomboy refere-se a garotas com comportamento, postura e interesses tradicionalmente associados ao masculino, sem necessariamente se vestir como homem (diferente do dansō).

Pense assim:

  • Core: personalidade prática, direta, assertiva

  • Interface: feminina, neutra ou mista

  • Identidade: intacta
    Nada de recompilar gênero — só trocar parâmetros.




🕰️ História (processamento em batch)

  • Período Edo: mulheres fortes em zonas rurais e famílias mercantes já quebravam o padrão silenciosamente.

  • Pós-guerra (Shōwa): mangás começam a retratar garotas ativas, esportivas, líderes.

  • Anos 80–90: arquétipo boyish girl se consolida no shōnen e shōjo.

  • Hoje: tomboy é parte do cotidiano — escola, esporte, trabalho criativo.

Legacy aceito. Poucas falhas críticas.




☕ Aceitação social (status: estável)

No Japão, a tomboy:

  • É vista como confiável

  • Tem liberdade de circulação maior

  • Sofre menos policiamento estético

  • Costuma ser respeitada em grupos mistos

Não é militância. É pragmática.




⚠️ Desafios (alertas no console)

  • Pressão para “feminilizar” na vida adulta

  • Expectativa social em ambientes corporativos tradicionais

  • Confusão externa com orientação sexual (erro comum)

  • Invisibilidade em debates mais barulhentos

Nada que derrube o sistema, mas gera warnings.


📺 Animes e mangás (tabela de referência)

Algumas tomboys clássicas e/ou com interface dansō ocasional:

  • Tomo-chan Is a Girl! – Tomo Aizawa

  • Attack on Titan – Mikasa Ackerman

  • Jujutsu Kaisen – Maki Zenin

  • Fullmetal Alchemist – Winry Rockbell

  • Revolutionary Girl Utena – Utena Tenjou (tomboy + simbolismo dansō)

Easter egg: quase sempre, são elas que resolvem quando o protagonista trava.


🔍 Curiosidades (comentários no código)

  • Tomboys japonesas raramente são caricatas.

  • A linguagem corporal importa mais que a roupa.

  • Muitas transitam entre modos conforme o contexto.

  • O arquétipo é comum em esportes, clubes escolares e liderança informal.


🧪 Comentário Bellacosa Mainframe

A tomboy japonesa é como um batch job crítico:
não chama atenção, não faz barulho, mas se falhar, todo mundo sente.

Enquanto o debate cultural tenta rotular, o Japão executa.


🥚 Easter Egg final

Repare nos animes:
Quando a emoção sobe demais e o caos ameaça,
é a tomboy que assume o controle — sem discurso, sem pose, só uptime.


El Jefe Midnight Lunch
— cultura pop analisada como sistema legado que continua rodando em produção.


Saiba mais:

Otokonoko


https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2015/01/otokonoko-teki-garotas-masculinas.html


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ossobuco a Milanesa

Ossubuco é excelente para fortalecer os ossos


As vezes queremos justificar uma gulodice arrumando explicação de que faz bem para a saúde.

Agora falando do ossobuco, este não tem para ninguém, junta o útil ao agradável, uma delicia de prato e altamente nutritivo para o corpo.

Para aqueles que não conhecem, ossobuco e a canela do boi, uma carne extremamente dura com um ossinho no meio cheia de tutano. Para prepara-lo é super simples, basta paciência e uma boa panela de pressão.



Ingredientes

ossobuco
cebola
alho
salsa
pimenta do reino
oregano
batata
cenoura
sal a gosto
açafrão
arroz tipo risoto italiano

Preparo

Cozinhe na panela de pressão o ossobuco e as especiarias todas com 2 litros de agua
Desligue a panela quando a carne estiver bem macia, soltando-se do osso e separe a carne do caldo.
Refogue o arroz com tempero a seu gosto, acrescente o açafrão e utilize o caldo do ossobuco para fazer o arroz.

Bom apetite