✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨
Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Bellacosa Mainframe e o grande bestiario da fantasia parte iii
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
Volume III
O Universo Conan
A Engenharia da Era Hiboriana — O Primeiro Grande World Building da Fantasia Moderna
"Muito antes de existir a expressão 'World Building', Robert E. Howard já estava construindo continentes, povos, idiomas, religiões e guerras inteiras. Conan não era apenas um personagem. Era um visitante dentro de um universo que parecia existir milhares de anos antes do primeiro conto ser escrito."
☕ Bellacosa Time Machine
Destino: Cross Plains, Texas
Ano: 1934
Sobre uma pequena mesa de madeira existe uma máquina de escrever.
Nenhum computador.
Nenhum Google Maps.
Nenhum ChatGPT.
Nenhuma IA.
Nenhum software para desenhar mapas.
Apenas folhas de papel.
Lápis.
Livros de História.
E uma imaginação gigantesca.
Enquanto Hollywood ainda produzia filmes de capa e espada...
Robert E. Howard fazia algo muito maior.
Criava um mundo inteiro.
Hoje chamamos isso de World Building.
Na época...
Era apenas um escritor tentando fazer suas histórias parecerem reais.
O Maior Segredo de Conan
Existe uma pergunta curiosa.
Por que Conan parece tão verdadeiro?
A resposta surpreende.
Porque Howard nunca escreveu pensando em um herói.
Ele escrevia pensando...
no mundo.
Conan apenas caminhava dentro dele.
Isso muda completamente a narrativa.
O Primeiro Data Center da Fantasia
Imagine um Data Center IBM.
Antes de instalar uma aplicação...
Existe:
hardware
energia
rede
armazenamento
segurança
backup
monitoramento
Só depois entra o programa.
Howard fez exatamente isso.
Primeiro construiu a infraestrutura.
Depois colocou Conan para rodar.
O Que é World Building?
Muitos iniciantes imaginam que World Building significa desenhar um mapa.
Não.
Mapa é apenas o começo.
Um mundo precisa responder perguntas.
Quem governa?
Quem planta?
Quem comercia?
Quem faz guerra?
Quem fabrica armas?
Quem controla os portos?
Quais religiões existem?
Quais povos são inimigos?
Como funciona o dinheiro?
O clima influencia a economia?
Existem rotas comerciais?
Tudo isso aparece, direta ou indiretamente, na Era Hiboriana.
A Era Hiboriana
Howard inventou uma solução brilhante.
Ele não queria ficar preso à História real.
Também não queria criar um futuro distante.
Então imaginou uma época esquecida.
Entre:
Atlântida
e
as primeiras civilizações conhecidas.
Assim nasceu:
The Hyborian Age
Uma espécie de "pré-história imaginária".
Isso permitia misturar culturas reais sem ficar preso à cronologia.
Foi uma decisão genial.
Um Mundo Familiar...
...mas Não Igual
Você percebe algo curioso.
Aquilônia lembra a Europa medieval.
Stygia lembra o Egito.
Cimmeria lembra Escócia e Irlanda antigas.
Turan lembra o Império Persa.
Vendhya lembra a Índia.
Khitai lembra a China.
Zingara lembra Espanha e Portugal.
Nemedia lembra o Sacro Império Romano.
Howard nunca copiou.
Ele reinterpretou.
Conan Não Viajava por Cenários
Ele atravessava civilizações.
Cada reino possui:
arquitetura própria
armaduras diferentes
religiões diferentes
idiomas diferentes
costumes diferentes
comércio diferente
Isso faz o leitor acreditar naquele universo.
Aquilônia
O maior reino.
Organizado.
Militarmente poderoso.
Rico.
Mas...
Também extremamente corrupto.
Howard adorava mostrar que prosperidade gera decadência.
Mais tarde...
Conan torna-se rei.
Mas nunca deixa de pensar como um bárbaro.
Cimmeria
A terra natal de Conan.
Montanhas.
Névoa.
Frio.
Pobreza.
Clãs.
Pouca agricultura.
Pouca riqueza.
Muito combate.
Muito trabalho.
Howard dizia:
"Cimmeria é sombria."
E basta essa frase para imaginarmos tudo.
Stygia
Talvez o lugar mais fascinante.
Inspirada claramente no Egito.
Mas muito mais assustadora.
Sacerdotes.
Pirâmides.
Templos.
Serpentes.
Necromancia.
Cultos antigos.
Magia proibida.
É daqui que vem boa parte do horror de Conan.
Zamora
A cidade dos ladrões.
Mercados.
Becos.
Assassinos.
Mercenários.
Espiões.
Lembra muito RPG.
Boa parte dos cenários urbanos de Dungeons & Dragons nasceu de lugares como Zamora.
Michael Moorcock herdaria exatamente esse conceito.
Os Monstros
Howard raramente usa criaturas clássicas.
Em vez disso...
Cria horrores próprios.
Seres reptilianos.
Homens-macaco.
Demônios antigos.
Criaturas subterrâneas.
Entidades cósmicas.
Múmias.
Deuses esquecidos.
Quanto menos explicação...
Maior o medo.
Lovecraft adorava isso.
O Clima Também Conta Histórias
Repare.
Quando Conan entra em Cimmeria...
Você sente frio.
Quando chega em Stygia...
Você sente calor.
Quando atravessa desertos...
Você sente sede.
Howard usa o ambiente como personagem.
Hoje isso é comum.
Na época...
Era revolucionário.
Conan Envelhece
Outro detalhe brilhante.
Conan não fica eternamente com vinte anos.
Nós o vemos como:
ladrão
mercenário
pirata
capitão
general
rei
Cada fase muda sua visão de mundo.
É quase uma biografia.
Não Existe Missão Principal
Este talvez seja o aspecto mais moderno.
Conan não tenta salvar o mundo.
Nem destruir o mal absoluto.
Ele simplesmente...
vive.
Às vezes procura dinheiro.
Às vezes vingança.
Às vezes aventura.
Às vezes uma boa refeição.
Parece muito mais uma campanha de RPG do que uma narrativa linear.
A Engenharia Social da Era Hiboriana
Howard também cria:
tribos
mercenários
escravos
nobres
mercadores
piratas
assassinos
monges
camponeses
Cada grupo possui interesses próprios.
Não existem NPCs esperando Conan aparecer.
O mundo continua funcionando sem ele.
Isso faz toda diferença.
Easter Egg do Bellacosa Mainframe
Imagine um arquiteto de software chegando para Howard.
— Robert...
Cadê a documentação da Era Hiboriana?
Howard responde:
— Está espalhada em trinta contos.
Boa sorte.
Enquanto isso...
Um arquiteto IBM olha para um sistema COBOL de cinquenta anos.
Sorri.
E responde:
"Conheço esse padrão..."
Curiosidades que Pouca Gente Conhece
🗺 Howard desenhava mapas particulares
Nem todos foram publicados durante sua vida, mas ele mantinha referências geográficas para preservar a coerência entre os contos.
📜 Existe um ensaio inteiro sobre a Era Hiboriana
Howard escreveu "The Hyborian Age", um texto explicando a história daquele mundo como se fosse um historiador relatando fatos reais. Esse documento é considerado um dos primeiros grandes exemplos de lore estruturado da fantasia moderna.
⚔ Conan quase nunca usa a mesma arma
Espadas, machados, adagas, lanças e até objetos improvisados aparecem ao longo das histórias. Ele utiliza o que está disponível, algo muito distante da ideia moderna do "herói com a espada lendária".
👑 Conan conquista o trono
Ele não nasce rei nem recebe uma profecia. Torna-se rei porque sobrevive, aprende, lidera exércitos e conquista respeito. Seu poder é construído ao longo de décadas de aventuras.
🌍 Howard escreveu uma "história alternativa" da humanidade
A Era Hiboriana foi pensada como um elo imaginário entre civilizações míticas e as culturas históricas conhecidas, permitindo que o fantástico coexistisse com referências reconhecíveis pelo leitor.
O Verdadeiro Protagonista
Quando fechamos um conto de Conan, percebemos algo curioso.
O personagem continua fascinante.
Mas quem realmente permanece em nossa memória é o mundo.
As cidades.
Os desertos.
Os templos.
As florestas.
Os povos.
As ruínas.
Howard compreendeu uma verdade que ainda hoje separa universos inesquecíveis de cenários descartáveis: um herói pode conduzir a história, mas é o mundo que convence o leitor de que ela realmente aconteceu.
A Era Hiboriana não foi apenas um palco para aventuras. Ela se tornou o modelo invisível sobre o qual incontáveis universos seriam construídos. Dungeons & Dragons herdaria essa lógica. Warhammer a tornaria ainda mais sombria. Berserk acrescentaria horror psicológico. Dark Souls transformaria as ruínas em narrativa. Goblin Slayer devolveria o peso da sobrevivência cotidiana.
No próximo volume, viajaremos para as décadas de 1940 e 1950 para conhecer um homem que, usando apenas pincéis e tinta, definiu a aparência visual da fantasia para sempre. Suas pinturas fizeram leitores acreditarem que bárbaros, dragões e feiticeiros realmente existiam.
Seu nome era Frank Frazetta. E, se Robert E. Howard escreveu o código-fonte da Sword and Sorcery, foi Frazetta quem desenhou sua interface gráfica.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp,
Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus,
Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.
A fantasia contemporânea não nasceu pronta. Ela foi compilada durante
séculos: primeiro nas lendas antigas, depois nas revistas pulp, nas
histórias de espada e feitiçaria, nos RPGs de mesa, nos quadrinhos
europeus, nos videogames e finalmente nos animes e mundos virtuais.
Este índice reúne todos os capítulos de
O Grande Bestiário da Fantasia, formando uma rota de leitura
contínua entre Robert E. Howard, Conan, Dungeons & Dragons, Berserk,
Record of Lodoss War, Slayers, Log Horizon e Sword Art Online.
🔎
17 capítulos disponíveis.
I
As origens
Volume I — Antes de Conan
Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas,
mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.
Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que
publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura
popular para sempre.
O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando
como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem
parte da mesma árvore genealógica.
Os links abaixo permanecem visíveis em HTML convencional para facilitar
a navegação, a acessibilidade e a descoberta das páginas por mecanismos
de busca.
Um bom programa COBOL pode ser entendido apenas lendo os nomes dos parágrafos.
🚫 GO TO: herança do passado
GO TO existe.
Mas seu uso moderno é fortemente desencorajado.
Por quê?
Porque ele quebra:
Legibilidade
Rastreabilidade
Estrutura lógica
Facilidade de manutenção
PERFORM estruturado é a abordagem segura:
PERFORM UNTIL FL-FIM-ARQUIVO = 'S' PERFORM LER-REGISTRO PERFORM PROCESSAR-REGISTRO END-PERFORM
🧠 Condition Names (nível 88): elegância esquecida
Um dos recursos mais elegantes do COBOL.
Transforma flags cruas em lógica semântica:
01 FL-EOF PIC X VALUE 'N'. 88 FIM-ARQUIVO VALUE 'S'. 88 NAO-FIM VALUE 'N'.
Uso:
PERFORM UNTIL FIM-ARQUIVO
Legível. Seguro. Profissional.
📝 Comentários: explicar o que o código não mostra
Comentários não servem para descrever sintaxe.
Servem para explicar:
Regras de negócio
Dependências externas
Exceções
Decisões históricas
Interfaces com outros sistemas
Em ambientes regulados, isso é essencial para auditorias.
📏 O legado das colunas COBOL
Mesmo com IDEs modernas, a estrutura clássica ainda aparece:
Colunas 1–6 → numeração
Coluna 7 → indicador (* comentário)
Área A → divisões e níveis principais
Área B → instruções
Isso remonta à era dos cartões perfurados — e ainda influencia padrões atuais.
🏦 Por que empresas são tão rigorosas?
Porque o risco é real.
Um programa COBOL pode:
Movimentar bilhões por dia
Atualizar bases críticas
Rodar sem supervisão humana
Integrar dezenas de sistemas
O custo de um erro pode ser gigantesco.
Por isso, padrões incluem:
✔ Tratamento formal de erros
✔ Mensagens padronizadas
✔ Uso extensivo de COPYBOOKs
✔ Performance previsível
✔ Compatibilidade com CICS, DB2 e JCL
✔ Conformidade com auditorias
☕ A filosofia Bellacosa Mainframe
Código COBOL não é um exercício acadêmico.
É um ativo corporativo.
“Se amanhã outro profissional assumir seu programa, ele deve entender tudo sem ligar para você.”
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988