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quarta-feira, 2 de junho de 2021

HTML Tricks: Como navegar em diretorios?


HTML Tricks: Como navegar em diretorios?

  • #JavaScript
  • #HTML
  • #CSS

image Estrutura da Pagina WEB


Como codificar usando subdiretorios em HMTL, JS e CSS


Muitas vezes paramos para perguntar como seguir o caminho das Indias, digo, das pastas em um pagina HTML, fica uma grande barafunda de pontos e barras para la e ca.


Antes de avançarmos lembre-se que em HTML  usamos a barra inclinada : /


Uma duvida a menos, agora vamos a proxima parte como diria Jack, o Estripador, piadas ruins a parte, quando inserimos arquivos externos tais como  Imagens, Videos, Audios, CSS e JS e etc, precisamos acessar os diretórios do sistema, nessa hora começa a confusao:  “..” ou “./”


image Afinal o que significam estes símbolos?


Em linhas gerais, podemos falar que é uma forma que o servidor usa para acessar arquivos e pastas que não estão no próprio arquivo do projeto. Esta definição foi herdada do Sistema UNIX, que eram as maquinas dominantes nos primórdios da Internet, la no século passado, e que se mantem até nossos dias, lembre-se é diferente da maneira usada no Sistema Windows (MS-DOS)


Pois bem, então precisamos mudar de diretório por via destes símbolos:  ..   ./ ../ etc


Descrevo cada um deles:


1. ../ Com este símbolo podemos voltar um diretório, ou seja, se você está em um diretório x dentro de y, com os .. você voltaria para o y, podendo acessar os arquivos que estão a partir de lá;


2. *./* 

Acessando arquivos desta forma você está querendo acessar os arquivos que estão no diretório atual, ou seja, você tem acesso a todos os arquivos que estão na pasta deste arquivo;


3. */*  

Utilizando o símbolo de barra você está indo até a raiz do projeto, ou seja, onde você terá acesso a todas as pastas/diretórios e arquivos do mesmo;


4. ../diretorio1

Com esta instrução, você está voltando um diretório e acessando o diretorio1 na raiz do projeto;


5. /css/index.css 

Com esta instrução você está acessando a raiz do projeto, depois a pasta de arquivos CSS e o arquivo de CSS chamado index.css;


6. /diretorio1/diretorio2

 A partir da raiz do projeto, você está acessando a pasta1 e depois a pasta2;


7. ../../  Com esta sequência você está voltando duas pastas/diretórios;


Importante estes sao apenas alguns exemplos.


Infelizmente em nosso dia a dia poderemos encontrar inúmeras outras combinações, tudo a depender da imaginação do criador, nos exemplos listei as mais comuns de sequências/comandos para acessarem arquivos e diretórios do projeto.


Bonus, mais exemplos


Ficou meio nebuloso né? Que tal vermos mais detalhes, com exemplos práticos:


<link rel="stylesheet" type="text/css" href="../CSS/styles.css">


Neste exemplo, voltamos uma diretório e acessamos a diretório CSS e por fim o arquivo que queremos linkar no projeto


<link rel="stylesheet" type="text/css" href="../styles.css">


No código acessamos o arquivo CSS que está um diretório acima deste arquivo que estamos editando


<img class="user-photo" src="img/avatar4.png">


No código o diretório de imagens está no mesmo diretório do arquivo que editamos, assim só é necessário acessar ela normalmente sem símbolos, e acessar a imagem


<script type="text/javascript" src="../js/scripts.js"></script>


Neste codigo voltamos um diretório, para acessar o diretório JS e seu arquivo scripts.js


Conclusão


Neste artigo espero ter ajudado a clarificar como utilizar o caminho para acesso de diretórios e arquivos numa pagina HTML de um projeto WEB.


Tivemos uma noção do UNIX e seu sistema de navegação em diretórios, que foi legado a WEB e as paginas HTML (JS CSS) e gera algumas confusões nos codificadores de origem MS Windows.


Saiba mais




https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2021/06/html-tricks-como-navegar-em-diretorios.html

https://dio.me/articles/html-tricks-como-navegar-em-diretorios

image Faça um deploy da sua página no GITHub com domínio e servidor gratuito:  


https://web.digitalinnovation.one/articles/netflix-clone-como-fazer-um-deploy-do-seu-website



image Saiba como usar o arquivo robots.txt e otimizar o acesso ao seu site, ajudando os bots spider a navegaçao, catalogarem, indexarem e ranquearem sua pagina.


https://web.digitalinnovation.one/articles/saiba-como-indexar-seu-website-com-uso-de-robotstxt-tutorial


Fundo do Baú


🚀 Os mistérios do CLI, computação no século XXI


https://web.dio.me/articles/os-misterios-da-cli-computacao-no-seculo-xxi


🚀 Aprenda a fazer processos batch em MS-DOS


https://web.dio.me/articles/aprenda-a-fazer-processos-batch-em-ms-dos


🚀 Aprenda MS-DOS e seus scripts bat no Windows


https://web.dio.me/articles/aprenda-ms-dos-e-seus-scripts-bat-no-windows


Duvidas deixe nos comentários.


Espero ter ajudado ate o próximo artigo.


image Referência Bibliográfica


WIKIPEDIA - A Enciclopédia Livre, faça parte, ajude atualizando ou criando verbetes http://www.wikipedia.org


Google Books um repositório com milhões de livros digitalizados https://books.google.com/


Internet Archive, tudo aquilo que um dia foi publicado veio parar aqui. https://archive.org/


Biblioteca de ícones https://www.flaticon.com/


image


imageMomento Jabá, divirta-se com as aventuras do tiozão. Elvis Presley apareceu na casa de Portugal num show do balaco baco. Quem mora em Campinas adora as Festas dos Santos Populares que ocorrem em Junho, comida típica portuguesa, show de variedades, danças folclóricas e divulgação das belezas lusitanas. Momentos únicos numa época pré pandemia.


https://www.youtube.com/watch?v=x4mLvgRHIMs


Bom curso a todos.


image https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


image https://github.com/VagnerBellacosa/


Pode me dar uma ajudinha no YouTube?


image https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa

☕ OPERADOR, E SE TUDO ISSO FOR UM JOB DE TESTE?

 

Bellacosa Mainframe e a teoria do sonhador de um homem em coma

☕ OPERADOR, E SE TUDO ISSO FOR UM JOB DE TESTE?

A síndrome do homem em coma é uma versão moderna de uma questão muito mais antiga.

Ela aparece em diferentes culturas.


O Sonho da Borboleta (Zhuangzi)

Há mais de 2.000 anos um filósofo chinês escreveu:

Sonhei que era uma borboleta.

Ao acordar, não sabia se era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta sonhando ser um homem.

💣


Descartes

Século XVII.

Pergunta:

Como posso provar que não estou sonhando agora?


Matrix

Pergunta:

Como você sabe que o mundo é real?


Coma Dream

Pergunta:

E se sua vida inteira estiver ocorrendo dentro de uma mente inconsciente?


O QUE ASSUSTA NÃO É O COMA

O assustador não é estar em coma.


O assustador é imaginar que:

  • sua infância

  • seus amigos

  • seus amores

  • suas viagens

  • suas vitórias

tenham sido construídos por uma mente isolada.


O CÉREBRO É UM GERADOR DE MUNDOS

Aqui a neurociência fica assustadora.

Durante um sonho, seu cérebro produz:

  • pessoas

  • cidades

  • diálogos

  • memórias

  • histórias

em tempo real.


E enquanto você sonha, tudo parece coerente.


Só quando acorda percebe as falhas.


AS PEQUENAS FALHAS

Você mencionou algo interessante.

"algumas pequenas falhas na narrativa"

Exatamente.


Nos relatos famosos de sonhos longos aparecem:

  • relógios estranhos

  • datas inconsistentes

  • ruas que mudam

  • pessoas que trocam de identidade


Pequenos erros.


Como um programa rodando fora da especificação.


Bellacosa Mainframe:

REALIDADE.EXE

STATUS:
EXECUTANDO

WARNING:
INCONSISTÊNCIA DE DADOS DETECTADA

😂


A HISTÓRIA DA LÂMPADA

Existe um relato muito famoso na internet.

Não sabemos se é verdadeiro.

Mas é perturbador.


Um homem sofre um acidente.


Vive anos.


Constrói família.


Tem filhos.


Uma vida inteira.


Até que começa a observar uma lâmpada.


Algo na lâmpada parece errado.


Quanto mais olha, mais a realidade inteira começa a se desfazer.


Então desperta.


Ainda no momento do acidente.


Muitos anos jamais aconteceram.


Verdade ou lenda?

Não sabemos.


Mas a ideia ficou famosa porque toca exatamente nesse medo.


DEVACHAN

Achei interessante você citar Devachan.

No esoterismo teosófico, Devachan é frequentemente descrito como:

Um estado intermediário onde a consciência vive experiências moldadas pelos próprios desejos, memórias e tendências.


Não é exatamente um sonho.


Nem exatamente o mundo físico.


É uma realidade subjetiva.


Por isso sua comparação é muito pertinente.


O QUE MAIS ME CHAMA ATENÇÃO

Sabe o que percebi ao longo de toda nossa conversa?

Você raramente se interessa pelo monstro.


O que te fascina é:

  • identidade

  • memória

  • realidade

  • continuidade


Não é:

QUEM MATOU?

É:

QUEM SOU EU?

💣


ANOTHER SOB UMA NOVA LUZ

Pensando agora...

Talvez seja por isso que Reiko mexeu tanto com você.


Porque ela representa uma quebra de continuidade.


A existência dela obriga o espectador a perguntar:

O que faz uma pessoa ser uma pessoa?


Memória?


Corpo?


Consciência?


Reconhecimento social?


O PESADELO SUPREMO

Para muita gente o maior medo é morrer.


Para outros, o maior medo é sofrer.


Mas existe um terceiro medo.

Talvez mais raro.


O medo de descobrir que:

A HISTÓRIA QUE CONTA QUEM VOCÊ É
NÃO É VERDADEIRA

☕💣👁️ VEREDITO BELLACOSA MAINFRAME

A hipótese do homem em coma é tão poderosa porque mistura duas coisas que o cérebro odeia:

PERDA DE CONTROLE
+
PERDA DE CONTINUIDADE

Você continua vivendo.


Continua amando.


Continua descobrindo.


Continua envelhecendo.


Mas tudo ocorre dentro de uma realidade construída.


E então surge a pergunta final.

A mesma pergunta que aparece em Another, em Dead & Buried, em The Wicker Man e em tantas histórias que parecem ter marcado você:

SE A EXPERIÊNCIA É REAL PARA MIM,
IMPORTA SE O MUNDO NÃO É?

☕👁️📂

Porque essa é a parte verdadeiramente assustadora.

Não acordar e descobrir que foi um sonho.

Mas perceber que, mesmo que tenha sido um sonho...

Você viveu tudo aquilo de verdade dentro de si.


terça-feira, 1 de junho de 2021

YAKUSOKU NO NEVERLAND 2ª TEMPORADA — O DEPLOY MAIS CONTROVERSO DOS ANIMES

 

Bellacosa Mainframe e a segunda temporada de Yakusoku no Neverland

☕💣🚨 OPERADOR, O PLANO DE FUGA FOI EXECUTADO COM SUCESSO... MAS O CHANGE REQUEST DA SEGUNDA TEMPORADA REMOVEU METADE DOS MÓDULOS CRÍTICOS DO SISTEMA!

YAKUSOKU NO NEVERLAND 2ª TEMPORADA — O DEPLOY MAIS CONTROVERSO DOS ANIMES MODERNOS: QUANDO O AMBIENTE ESCAPOU DA FAZENDA, MAS O CÓDIGO-FONTE FOI APAGADO NO CAMINHO


📋 Informações Técnicas

Título Original: 約束のネバーランド Season 2

Título Internacional: The Promised Neverland Season 2

Obra Original: Kaiu Shirai

Ilustrações do Mangá: Posuka Demizu

Estúdio: CloverWorks

Diretor: Mamoru Kanbe

Roteiro: Toshiya Ono (com supervisão parcial de Kaiu Shirai)

Exibição Original:

  • Janeiro de 2021 a março de 2021

Episódios:

  • 11 episódios

Gêneros:

  • Suspense Psicológico

  • Fantasia Sombria

  • Mistério

  • Aventura

  • Ficção Científica

  • Sobrevivência

Classificação Indicativa:

  • 14 a 16 anos


☕ O Grande Problema: O Que Acontece Depois da Fuga?

A primeira temporada termina com uma pergunta gigantesca:

O que existe além dos muros?

Era exatamente essa resposta que os fãs aguardavam.

A segunda temporada tinha uma missão extremamente difícil.

Ela precisava expandir um dos universos mais intrigantes dos animes modernos.

Mas o que aconteceu entrou para a história como um dos casos mais controversos de adaptação da indústria.


📖 Sinopse

Após escaparem de Grace Field House, Emma e as demais crianças finalmente entram no mundo exterior.

Entretanto, a liberdade traz novos problemas.

O ambiente fora da fazenda é hostil.

Existem criaturas desconhecidas.

Novos inimigos.

Novos aliados.

E uma verdade muito maior sobre a relação entre humanos e demônios.

Agora a luta não é apenas sobreviver.

É encontrar um lugar onde todos possam viver sem serem caçados.


🧠 O Que Mudou na Narrativa?

Se a primeira temporada era um thriller psicológico semelhante a uma auditoria secreta dentro de um datacenter fechado, a segunda temporada transforma a história em uma jornada de exploração.

O foco muda para:

  • Descoberta do mundo exterior

  • Sobrevivência

  • Política entre espécies

  • História do universo

  • Busca por liberdade

O problema é que boa parte desse conteúdo foi comprimida.

E essa decisão afetou profundamente a narrativa.


🌎 O Mundo Além do Firewall

Uma das maiores curiosidades da segunda temporada é finalmente mostrar o ambiente externo.

Durante anos os fãs imaginavam:

  • Como funcionava a sociedade dos demônios?

  • Quantas fazendas existiam?

  • Como era o restante do planeta?

  • Existiam humanos livres?

A temporada responde parte dessas questões.

Mas muitas respostas chegam rapidamente demais.


👧 Emma: O Sistema de Recuperação Universal

Emma continua sendo o coração da série.

Seu desenvolvimento gira em torno de uma pergunta:

É possível salvar todos?

Enquanto muitos personagens defendem soluções pragmáticas e violentas, Emma insiste em procurar uma alternativa.

Ela se torna uma espécie de sistema de recuperação global.

Não deseja apenas salvar sua equipe.

Deseja corrigir toda a arquitetura defeituosa.


👦 Ray: O Analista Estratégico

Ray assume papel de apoio mais forte.

Continua sendo uma das mentes mais inteligentes da equipe.

Porém recebe menos destaque individual do que muitos fãs esperavam.


👦 Norman: O Arquiteto Que Voltou Diferente

Um dos acontecimentos mais importantes da temporada envolve Norman.

Seu retorno apresenta um personagem transformado pelos eventos que viveu.

A série cria um conflito interessante:

  • Emma deseja coexistência.

  • Norman deseja eliminação da ameaça.

Esse confronto filosófico é um dos pontos mais fortes da temporada.


👹 Os Demônios: Muito Mais Complexos do Que Pareciam

Um dos aspectos mais interessantes é a expansão da sociedade demoníaca.

Na primeira temporada eles pareciam apenas monstros.

Na segunda descobrimos:

  • Cultura

  • Religião

  • Hierarquia

  • Política

  • Tradições

A obra mostra que até mesmo os "vilões" vivem presos dentro de sistemas maiores.


💣 O Maior Problema da Segunda Temporada

Aqui ocorreu algo raríssimo.

A adaptação começou a abandonar grandes partes do mangá.

Arcos inteiros desapareceram.

Personagens importantes nunca apareceram.

Eventos gigantescos foram resumidos.

Mistérios complexos receberam respostas rápidas.

Para quem leu o mangá foi como observar:

IDCAMS DELETE ARCO_IMPORTANTE PURGE

executado diretamente em produção.


🚨 O Caso Goldy Pond

Entre os leitores do mangá existe um nome que surge constantemente:

Goldy Pond.

Esse arco é considerado por muitos o melhor de toda a obra.

Ele expandia:

  • O universo

  • Os personagens

  • O conflito principal

Mas acabou completamente removido da adaptação.

Para muitos fãs esse foi o momento em que a segunda temporada perdeu sua maior oportunidade.


🎭 Temáticas Profundas

Liberdade Tem Custo

A primeira temporada mostrava a prisão.

A segunda mostra o preço da liberdade.

Escapar não resolve todos os problemas.

Às vezes é apenas o começo deles.


Ódio e Vingança

Norman representa uma reação compreensível ao sofrimento.

A série pergunta:

Uma vítima tem o direito de se tornar carrasco?

Essa discussão domina boa parte dos conflitos centrais.


Sistemas Que Aprisionam Todos

Uma das mensagens mais interessantes da temporada é que até os demônios são vítimas.

Eles também vivem dentro de regras biológicas e sociais.

O anime sugere que sistemas injustos prejudicam todos os envolvidos.


Esperança Radical

Emma representa a crença quase impossível de que existe uma solução melhor.

Ela desafia a lógica do conflito.

Sua visão parece ingênua.

Mas é justamente isso que torna a personagem tão importante.


🔍 Mensagens Ocultas

A segunda temporada possui várias interpretações simbólicas.

A Fazenda

Representa estruturas opressivas que transformam indivíduos em recursos.


O Mundo Exterior

Representa a realidade adulta.

Complexa.

Confusa.

Cheia de escolhas difíceis.


Norman

Representa a lógica extrema.

A eficiência sem compaixão.


Emma

Representa o idealismo.

A crença de que ética e sobrevivência podem coexistir.


🎨 Aspectos Técnicos

Visualmente a temporada continua forte.

O CloverWorks manteve:

✅ Boa animação

✅ Design de personagens

✅ Trilha sonora de qualidade

✅ Direção competente

O problema nunca foi técnico.

O problema foi narrativo.


🚫 Houve Censura?

Não houve uma censura formal significativa.

O principal problema foi adaptação.

Entretanto:

  • Algumas cenas violentas foram suavizadas.

  • Certos temas receberam tratamento menos explícito.

  • Diversos conflitos foram simplificados.

Os fãs normalmente não usam a palavra "censura".

Usam a palavra:

"corte".

E muitos cortes foram enormes.


🌍 Impacto Cultural

A segunda temporada produziu um fenômeno raro.

Ela se tornou tão controversa quanto famosa.

Durante meses a comunidade discutiu:

  • O que foi removido?

  • Por que mudaram o roteiro?

  • O que aconteceu nos bastidores?

Enquanto a primeira temporada é frequentemente citada entre os melhores suspenses dos animes modernos, a segunda virou estudo de caso sobre riscos de adaptações aceleradas.

Hoje ela é frequentemente utilizada como exemplo em debates sobre fidelidade ao material original.


☕ Análise Bellacosa Mainframe

Se a primeira temporada foi uma auditoria que descobriu uma fazenda humana oculta...

A segunda temporada é o projeto de migração para um novo ambiente.

O problema?

Durante a migração alguém executou:

DELETE GOLDY.POND
DELETE PERSONAGENS.CRITICOS
DELETE SUBTRAMAS.ESTRATEGICAS
COMPRESS UNIVERSO TOTAL

O sistema continuou funcionando.

Mas diversos módulos fundamentais desapareceram.

O resultado final ainda entrega momentos emocionantes.

Ainda possui personagens excelentes.

Ainda conclui várias linhas narrativas.

Mas também deixa a sensação de que faltavam milhares de linhas de código.


🏆 Veredito Final

A segunda temporada de Yakusoku no Neverland não é um anime ruim.

Seu maior problema foi existir após uma primeira temporada praticamente perfeita.

Quando analisada isoladamente:

✅ Possui bons personagens

✅ Expande o universo

✅ Mantém a qualidade visual

✅ Trabalha temas interessantes

Porém:

❌ Remove arcos fundamentais

❌ Acelera excessivamente a narrativa

❌ Reduz o desenvolvimento de personagens

❌ Simplifica conflitos complexos

❌ Perde parte do suspense estratégico que tornou a obra famosa


Nota Bellacosa Mainframe

🖥️ História Original do Mangá: 9,5/10

🖥️ Adaptação da Segunda Temporada: 6,5/10

🖥️ Polêmica Gerada: 10/10

Status Final do Sistema:

💣 A PRIMEIRA TEMPORADA FOI UM DOS MELHORES THRILLERS DA HISTÓRIA DOS ANIMES. A SEGUNDA FOI UMA MIGRAÇÃO APRESSADA QUE FUNCIONOU, MAS DEIXOU DIVERSOS DATASETS CRÍTICOS PARA TRÁS.

☕🚨👶 JOB FINALIZADO COM WARNINGS. RECOMENDA-SE CONSULTAR O MANGÁ PARA ACESSAR TODOS OS MÓDULOS REMOVIDOS DO AMBIENTE DE PRODUÇÃO.


quinta-feira, 27 de maio de 2021

Dotcom : Capítulo XVII — O Legado da Bolha da Internet: As 50 Lições que Todo Programador COBOL Padawan Deve Levar para o Futuro Uma última conversa antes de embarcar na próxima revolução tecnológica

 

Bellacosa Mainframe e o estouro da bolha dotcom capitulo xvii

Capítulo XVII — O Legado da Bolha da Internet: As 50 Lições que Todo Programador COBOL Padawan Deve Levar para o Futuro

Uma última conversa antes de embarcar na próxima revolução tecnológica

"A experiência é uma biblioteca escrita com erros, sucessos, noites sem dormir e sistemas que sobreviveram ao teste mais difícil de todos: o tempo."

Se você chegou até aqui...

Parabéns.

Você acabou de percorrer uma viagem de mais de quatrocentos anos.

Começamos observando comerciantes holandeses comprando tulipas.

Vimos investidores acreditarem que qualquer empresa com ".com" no nome ficaria bilionária.

Acompanhamos o nascimento da Internet comercial.

Assistimos ao colapso de Wall Street.

Observamos empresas desaparecerem.

Conhecemos os sobreviventes.

Descobrimos como nasceram o Agile, o Lean Startup, a computação em nuvem, os smartphones e, finalmente, a Inteligência Artificial.

Mas este livro nunca foi apenas sobre computadores.

Foi sobre pessoas.

Sobre escolhas.

Sobre engenharia.

Sobre bom senso.

E sobre algo que nenhuma tecnologia consegue substituir.

A capacidade de aprender.

Antes de encerrarmos esta jornada, gostaria de deixar cinquenta pequenas lições.

Não são regras absolutas.

São princípios.

Daqueles que atravessam gerações.

Assim como um bom programa COBOL.


As 50 Lições da Bolha da Internet

1. Tecnologia não é negócio.

Uma excelente tecnologia pode fracassar comercialmente.

Um negócio sólido utiliza tecnologia para resolver problemas.

Nunca o contrário.


2. Resolver problemas sempre vale mais do que seguir modismos.

As empresas que sobreviveram resolveram dores reais.

As que desapareceram frequentemente resolveram problemas imaginários.


3. Receita importa.

Lucro importa.

Mas fluxo de caixa continua sendo rei.

Sem caixa não existe inovação.


4. Crescimento sem sustentabilidade é apenas velocidade rumo ao precipício.


5. Nem todo hype representa uma revolução.

Mas quase toda revolução vem acompanhada por hype.

Aprenda a separar os dois.


6. Marketing chama atenção.

Engenharia mantém clientes.


7. Um produto bonito não substitui uma arquitetura sólida.


8. Escalar um erro apenas produz um erro maior.


9. Disponibilidade é uma funcionalidade.

Se o sistema está fora do ar...

Nenhuma outra característica importa.


10. Segurança nunca deve ser instalada depois.

Ela deve nascer junto com o sistema.


11. Dados são patrimônio.

Proteja-os como protegeria dinheiro.

Porque, em muitos casos, eles valem ainda mais.


12. A melhor documentação continua sendo código bem escrito.


13. Nenhuma Inteligência Artificial substitui pensamento crítico.


14. O cliente raramente compra tecnologia.

Ele compra soluções.


15. Um sistema simples costuma sobreviver mais do que um sistema "genial".


16. Toda arquitetura precisa admitir que falhas acontecerão.


17. Backup que nunca foi restaurado é apenas uma esperança.


18. Monitorar é importante.

Entender o monitoramento é ainda mais importante.


19. Toda decisão técnica também é uma decisão financeira.


20. A infraestrutura invisível costuma ser a mais importante.


21. Grandes sistemas raramente nascem grandes.

Eles evoluem.


22. Refatorar não significa reescrever tudo.

Significa melhorar continuamente.


23. A experiência reduz riscos.

Nunca elimina todos eles.


24. O primeiro projeto dificilmente será o melhor.

Mas será aquele que ensinará mais.


25. Nunca aposte toda sua carreira em apenas uma tecnologia.

Aposte em princípios.


26. Frameworks mudam.

Algoritmos mudam.

Fundamentos permanecem.


27. Quem compreende arquitetura aprende novas linguagens rapidamente.


28. Bons profissionais fazem perguntas antes de oferecer respostas.


29. Métricas de vaidade impressionam investidores.

Indicadores operacionais salvam empresas.


30. Confiabilidade demora anos para ser construída.

E minutos para ser destruída.


31. Automatize tudo aquilo que você não gostaria de fazer pela centésima vez.


32. O maior custo de um software costuma ser sua manutenção.

Não seu desenvolvimento.


33. Nenhum sistema é melhor do que os dados que ele recebe.

Garbage In.

Garbage Out.

Essa regra continua absolutamente atual.


34. IA amplifica processos.

Ela não corrige processos ruins.


35. O futuro pertence à integração.

Não ao isolamento.


36. APIs aproximam sistemas.

Pessoas aproximam empresas.

Nunca esqueça da parte humana.


37. Aprender uma nova linguagem é fácil.

Mudar a forma de pensar leva anos.


38. O melhor momento para estudar uma tecnologia é antes que ela vire moda.


39. Nunca ridicularize tecnologias antigas.

Algumas delas sustentam o mundo moderno.


40. Nunca idolatre tecnologias novas.

Elas também envelhecerão.


41. Todo sistema legado já foi inovação um dia.


42. O verdadeiro legado não é o código.

É o conhecimento transmitido.


43. Grandes engenheiros constroem pontes entre gerações tecnológicas.

Não muros.


44. Curiosidade é mais importante do que idade.


45. Humildade acelera aprendizado.

Arrogância acelera obsolescência.


46. O maior diferencial profissional continuará sendo aprender continuamente.


47. Nenhuma certificação substitui experiência prática.

Mas ambas juntas tornam-se extremamente poderosas.


48. A tecnologia evolui.

A responsabilidade também deve evoluir.

Principalmente na era da Inteligência Artificial.


49. Nunca deixe que uma ferramenta pense por você.

Utilize-a para pensar melhor.


50. A maior lição da bolha da Internet

A Internet venceu.

O mainframe venceu.

A computação em nuvem venceu.

A Inteligência Artificial provavelmente também vencerá.

O que perde, repetidamente, não é a tecnologia.

É a ilusão de que qualquer revolução elimina a necessidade de boa engenharia.


A Jornada Continua

Se existe algo que a história da computação ensina, é que nenhuma geração presencia o "capítulo final" da tecnologia.

Quem viveu a era dos cartões perfurados acreditava estar vendo o auge da informática.

Depois vieram os terminais.

Depois os computadores pessoais.

Depois a Internet.

Depois os smartphones.

Depois a nuvem.

Agora a Inteligência Artificial.

E daqui a vinte anos?

Talvez estejamos discutindo computação quântica distribuída.

Interfaces neurais.

Biocomputação.

Computadores fotônicos.

Ou tecnologias que ainda nem receberam um nome.

Mas uma coisa permanecerá.

Sempre haverá um jovem Padawan entrando pela primeira vez em um Centro de Processamento de Dados.

Sempre haverá alguém olhando para um código COBOL escrito décadas antes e perguntando:

Como isso ainda funciona tão bem?

E sempre haverá um velho engenheiro respondendo com um sorriso discreto:

Porque alguém, muitos anos atrás, decidiu fazer o trabalho da maneira correta.


A Última Mensagem do Bellacosa Mainframe

Meu jovem Padawan...

Nunca permita que a velocidade do mercado faça você esquecer a beleza da engenharia.

Aprenda todas as linguagens que puder.

Experimente toda nova tecnologia.

Construa agentes de IA.

Automatize processos.

Desenvolva APIs.

Implemente microsserviços.

Trabalhe com Kubernetes.

Explore computação em nuvem.

Mas reserve sempre um espaço na sua mochila para carregar algo que nenhuma revolução tecnológica conseguiu substituir.

Bom senso.

Porque, no final das contas, o verdadeiro diferencial nunca foi dominar COBOL, Java, Python ou Inteligência Artificial.

O verdadeiro diferencial sempre foi compreender que computadores existem para servir pessoas.

E sistemas existem para resolver problemas.

Todo o restante...

São apenas versões diferentes da mesma jornada.


Encerrando o Diário de Bordo

A USS Enterprise está pronta para partir.

Os motores de dobra estão estabilizados.

Os sistemas principais respondem normalmente.

Os bancos de dados permanecem íntegros.

As rotinas batch terminaram com RC=0000.

Os logs não registram erros.

O operador sorri.

O Programador COBOL Padawan observa o painel principal pela última vez.

O veterano aproxima-se e entrega um pequeno holocron de dados.

Na capa existe apenas uma inscrição:

"Nunca tenha medo do futuro. Tenha medo apenas de parar de aprender."

A nave acelera.

As estrelas transformam-se em longos feixes de luz.

E uma nova aventura tecnológica começa.

Fim... ou melhor... EXEC CICS RETURN. 🚀☕


quarta-feira, 26 de maio de 2021

ABEND sem Mistérios — Parte III

 

Bellacosa Mainframe em abend sem misterio parte III

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

ABEND sem Mistérios — Parte III

Como Pensam os Especialistas em Mainframe: Engenharia de Diagnóstico, Dumps, IPCS e a Arte de Encontrar a Causa Raiz

"Um bom programador corrige um ABEND. Um grande engenheiro descobre por que ele nunca deveria ter acontecido."


Introdução

Até aqui, aprendemos duas grandes lições.

Na Parte 1 entendemos:

  • o que é um ABEND;

  • como ele nasce;

  • quais são os principais códigos encontrados no dia a dia.

Na Parte 2 aprendemos:

  • como investigar;

  • quais mensagens analisar;

  • como utilizar JESMSGLG, JESYSMSG, CEEDUMP e SYSOUT.

Agora chegamos ao terceiro nível.

Aqui deixamos de ser apenas programadores COBOL.

Passamos a pensar como verdadeiros engenheiros de software para IBM Z.

É exatamente essa mudança de mentalidade que diferencia um desenvolvedor comum de um profissional extremamente valorizado pelos grandes bancos.


O maior erro durante uma investigação

Imagine que um programa termina com:

S0C7

O iniciante pensa:

"Preciso corrigir este S0C7."

O profissional pensa diferente.

"O S0C7 é apenas consequência.
O que gerou os dados inválidos?"

Essa diferença muda completamente a investigação.


O conceito de Causa Raiz

Todo problema possui duas causas.

Sintoma

É aquilo que aparece.

S0C4

S0C7

ASRA

U4038

Causa

É o verdadeiro problema.

Exemplo:

Arquivo recebido com dados inválidos

↓

Campo não validado

↓

ADD

↓

S0C7

O ABEND não começou no ADD.

Começou quando alguém permitiu que dados incorretos chegassem até ali.


O pensamento em camadas

Especialistas enxergam uma aplicação como diversas camadas.

Usuário

↓

Tela

↓

CICS

↓

Programa COBOL

↓

COPYBOOK

↓

Db2

↓

VSAM

↓

MQ

↓

JCL

↓

z/OS

O erro pode nascer em qualquer uma delas.


O princípio dos "Cinco Porquês"

Uma técnica extremamente utilizada em engenharia é o 5 Whys, criado dentro do Sistema Toyota de Produção.

Exemplo.

Programa terminou em S0C7.

Por quê?

Porque tentou somar caracteres.

Por quê?

Porque recebeu "ABCDE".

Por quê?

Porque o arquivo veio corrompido.

Por quê?

Porque o sistema fornecedor alterou o layout.

Por quê?

Porque não existia contrato de interface.

Agora encontramos a verdadeira causa.


O ABC da investigação

Todo incidente pode ser dividido em três perguntas.

A

O que aconteceu?

ABEND S0C4

B

Onde aconteceu?

Programa

Parágrafo

Offset

C

Por que aconteceu?

Essa é a parte difícil.


O conceito de Timeline

Um erro nunca aparece instantaneamente.

Existe uma sequência.

08:00

Arquivo recebido

↓

08:03

Programa inicia

↓

08:05

Registro inválido

↓

08:05

Campo carregado

↓

08:06

Cálculo

↓

08:06

S0C7

Perceba que o problema nasceu seis minutos antes do ABEND.


O poder do CEEDUMP

O CEEDUMP é praticamente uma fotografia.

Mas imagine que você possui uma fotografia de um acidente.

Ela mostra:

  • onde ocorreu;

  • quem estava presente;

  • posição dos veículos.

Mas ela não mostra o momento da colisão.

Por isso precisamos combinar várias evidências.


Entrando no mundo do IPCS

Poucos iniciantes conhecem esta ferramenta.

IPCS significa:

Interactive Problem Control System

É uma das ferramentas mais importantes do z/OS.

Ela permite analisar:

  • dumps completos;

  • memória;

  • registradores;

  • módulos carregados;

  • PSW;

  • TCB;

  • ASCB;

  • cadeias de controle do sistema.

Na prática,

é o laboratório forense do IBM Z.


O que um Dump realmente contém?

Muitos imaginam um dump como um arquivo de texto.

Na realidade ele contém praticamente toda a memória capturada.

Por exemplo:

Endereços

Buffers

Variáveis

Registradores

Storage

TCBs

RBs

LSQA

CSA

ECSA

PSA

Núcleo

É literalmente uma fotografia da memória.


O famoso PSW

O Program Status Word é uma das primeiras informações analisadas.

Ele responde:

  • onde a CPU estava;

  • em qual instrução;

  • qual modo de execução;

  • qual estado do processador.

Por isso um SysProg costuma perguntar:

"Qual é o PSW?"


Registradores: a mochila do processador

O IBM Z possui registradores gerais.

Imagine um pedreiro.

Antes de subir uma escada,

ele coloca ferramentas na mochila.

A CPU faz exatamente isso.

Antes de executar instruções,

ela guarda informações temporárias nos registradores.

Quando ocorre um ABEND,

essa mochila continua exatamente como estava.

É por isso que os registradores são tão importantes.


O papel da Language Environment (LE)

Praticamente todo programa COBOL moderno executa sobre o Language Environment.

Ele fornece:

  • gerenciamento de memória;

  • tratamento de exceções;

  • traceback;

  • serviços comuns;

  • interoperabilidade entre COBOL, C, C++ e PL/I.

Sem o LE, muitos diagnósticos seriam muito mais difíceis.


Quando um U4038 esconde outro erro

Muitos iniciantes acreditam que:

U4038

↓

Erro encontrado

Na realidade,

muitas vezes acontece isto.

S0C7

↓

Language Environment

↓

U4038

Ou seja,

o U4038 pode ser apenas uma "embalagem" para outro problema.

Sempre investigue além do código retornado.


O papel do Fault Analyzer

Hoje muitos bancos utilizam o IBM Fault Analyzer.

Ele transforma um dump complexo em algo muito mais amigável.

Por exemplo.

Em vez de mostrar:

Offset

00003A8F

Ele mostra:

Programa

CLIENTES

Linha

538

Campo

WS-SALDO

Economiza horas de investigação.


Abend-AID

Outra ferramenta extremamente popular.

Ela apresenta:

  • variáveis;

  • CALL Stack;

  • conteúdo dos registros;

  • SQLCA;

  • áreas de memória;

  • File Status;

  • tabelas.

É praticamente um "Google Maps" do dump.


O valor de um bom Log

Imagine um programa sem nenhum DISPLAY.

Agora imagine outro com mensagens como:

Iniciando cálculo...

Cliente 12345

Saldo encontrado

Calculando juros

Atualizando Db2

Commit realizado

Qual será mais fácil de investigar?

A resposta é óbvia.

Logs bem escritos reduzem drasticamente o tempo de diagnóstico.


Engenharia defensiva

Programadores experientes evitam ABENDs antes mesmo que eles aconteçam.

Como?

Validando tudo.

IF NUMERIC

IF FILE STATUS

IF SQLCODE

IF RESP

IF RESP2

IF LENGTH

IF EOF

IF RETURN-CODE

Quem valida dados produz programas muito mais robustos.


Os três níveis da depuração

Nível 1

Corrigir o erro.

Nível 2

Descobrir a causa.

Nível 3

Modificar o sistema para impedir que volte a acontecer.

Esse terceiro nível é onde nasce a excelência técnica.


O pensamento dos grandes bancos

Em ambientes críticos,

a pergunta raramente é:

"Quem escreveu o programa?"

A pergunta costuma ser:

"Por que nossos processos permitiram que isso chegasse à produção?"

Perceba a diferença.

Sai o culpado.

Entra a melhoria contínua.


O custo de um ABEND

Um único ABEND pode provocar:

  • atraso em milhares de transações;

  • indisponibilidade de canais digitais;

  • bloqueio de filas MQ;

  • rollback de atualizações no Db2;

  • atraso em processamentos batch;

  • impacto financeiro;

  • horas de investigação.

Por isso bancos investem tanto em observabilidade, monitoramento e prevenção.


Checklist profissional antes de corrigir um ABEND

Nunca altere o código antes de responder:

  • Qual foi o primeiro erro registrado?

  • O ABEND é causa ou consequência?

  • Houve mudança recente de layout, JCL ou copybook?

  • O problema é reproduzível?

  • Existe CEEDUMP ou SYSMDUMP?

  • O SQLCODE, FILE STATUS ou RESP indicavam falha antes do ABEND?

  • A correção elimina apenas o sintoma ou resolve a origem?


A evolução de um Programador Padawan

Todo profissional passa por estágios.

1

Tenho medo do ABEND.

↓

2

Consigo identificar o código.

↓

3

Aprendo a usar o SDSF.

↓

4

Entendo CEEDUMP.

↓

5

Interpreto mensagens do z/OS.

↓

6

Analiso offsets.

↓

7

Leio dumps.

↓

8

Descubro causas raiz.

↓

9

Evito novos ABENDs.

↓

10

Ensino outras pessoas.

É exatamente assim que surgem os especialistas.


Conclusão

A verdadeira maturidade técnica não está em decorar centenas de códigos de ABEND, mas em desenvolver uma forma estruturada de investigar problemas.

No IBM Z, praticamente nada acontece por acaso. Cada mensagem do JES2, cada registro do SDSF, cada CEEDUMP, cada offset e cada registrador contam parte da história. O papel do engenheiro é reunir essas peças até reconstruir a sequência completa dos acontecimentos.

Quando você deixa de perguntar "qual foi o ABEND?" e passa a perguntar "qual decisão, dado ou processo tornou esse ABEND inevitável?", seu modo de pensar muda para sempre.

É nesse momento que você deixa de ser apenas um programador COBOL e passa a enxergar o IBM Z como ele realmente é: um dos sistemas computacionais mais sofisticados, observáveis e resilientes já construídos. E essa é a habilidade que transforma um simples solucionador de erros em um verdadeiro especialista em Mainframe.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Feliz dia da Toalha 2021 - Um tributo ao escritor Douglas Adams

Mais um dia da Toalha chegou. Mais um dia que tiramos para rememorar, divertir-se com as loucas situaçoes do Mochileiro da Galaxia
#diadatoalha #douglasadams #towelsday

terça-feira, 11 de maio de 2021

💋 AS MULHERES CARNÍVORAS — A CONTRARREVOLUÇÃO DO DESEJO NO JAPÃO MODERNO

 

Bellacosa Mainframe e as mulheres carnivoras japonesas 


💋 AS MULHERES CARNÍVORAS — A CONTRARREVOLUÇÃO DO DESEJO NO JAPÃO MODERNO
por Bellacosa Mainframe – Edição El Jefe Midnight, um byte de filosofia e outro de provocação


Se os “homens herbívoros” são o silêncio que observa, as “mulheres carnívoras” são o rugido que desperta.
Enquanto eles recuam do jogo da conquista, elas — as nikushoku joshi — tomam o controle do teclado, do script e do destino.

A sociedade japonesa, acostumada ao papel feminino dócil, submisso e discreto, de repente assistiu a uma atualização inesperada do seu sistema social:
as mulheres começaram a flertar, liderar e escolher.

E isso, em um país onde o “equilíbrio” é quase uma religião, foi um verdadeiro abend emocional.


🔥 O SURGIMENTO DAS “CARNÍVORAS” — QUANDO O AMOR MUDOU DE LADO

O termo nikushoku joshi (“mulher carnívora”) apareceu logo após a popularização dos sōshoku danshi (“homens herbívoros”), ali por volta de 2009, na mesma revista AERA que lançou a bomba conceitual.

As jornalistas e sociólogas japonesas notaram algo curioso:
enquanto os rapazes hesitavam em se declarar, as mulheres passaram a dar o primeiro passo — no amor, no trabalho e na vida.

  • Elas abordavam homens.

  • Escolhiam quando e com quem sair.

  • Tomavam iniciativa sexual.

  • E, o mais chocante para os padrões nipônicos, não se sentiam culpadas por isso.

“Quando os caçadores descansaram, as presas aprenderam a usar o arco.”


💄 O PERFIL DA MULHER CARNÍVORA — INDEPENDÊNCIA COMO ESTILO DE VIDA

As nikushoku joshi são o oposto do arquétipo da “moça tímida de anime”.
Elas têm metas, voz e curiosidade.
São urbanas, conectadas e não esperam ser salvas.

  • Trabalham e se sustentam.

  • Viajam sozinhas.

  • Escolhem o parceiro — ou nenhum.

  • Estudam, lideram e opinam.

  • E, principalmente, não veem o amor como objetivo final da existência.

Curiosidade: muitas dessas mulheres preferem relacionamentos temporários ou “sem rótulos”.
No Japão, isso foi visto quase como um soft reboot cultural — uma quebra de código de gênero.

“Ela não espera o príncipe. Ela atualiza o firmware do castelo.”


👠 A REAÇÃO MASCULINA — QUANDO A CAÇA TROCA DE LADO

Enquanto o Ocidente aplaudiu o empoderamento feminino, o Japão… travou.
Os homens herbívoros ficaram ainda mais introspectivos, inseguros diante de mulheres assertivas.
Alguns as admiravam. Outros se sentiam intimidados.

A ironia?
Essa inversão de papéis criou um novo loop:
as mulheres querem homens maduros e presentes, mas muitos estão emocionalmente offline.

Resultado: crescimento no número de solteiros, relações virtuais e consumo de afeto digital (sim, o Japão é o país dos namoros com personagens 2D).

“Quando o desejo muda de direção, o sistema entra em deadlock.”


💋 HISTÓRIA E CULTURA — DO GEISHA À EXECUTIVA

O Japão sempre teve figuras femininas poderosas — só que camufladas sob o véu da etiqueta.
A geisha, por exemplo, não era apenas uma artista: era uma mestre social, uma estrategista do afeto.
Mas a sociedade moderna abafou esse poder sob a armadura da docilidade.

As nikushoku joshi são a atualização desse arquétipo ancestral — a mulher que recupera o controle do próprio desejo.

Curiosidade histórica: o boom das “mulheres carnívoras” coincidiu com a ascensão da geração Heisei (anos 1990-2019), marcada por maior escolaridade feminina, liberdade econômica e exposição à mídia ocidental.


🧠 COMPORTAMENTO — AS NOVAS REGRAS DO JOGO

As “carnívoras” não querem dominar — querem paridade emocional.
Mas enquanto isso não acontece, elas aprenderam a jogar com as ferramentas disponíveis.

  • App de namoro? Dominam.

  • Sexo casual? Sem tabus.

  • Casamento? Só se for escolha, não obrigação.

  • Carreira? Prioridade.

Easter-egg: séries como “Nigeru wa Haji da ga Yaku ni Tatsu” e “Tokyo Tarareba Musume” brincam com o dilema da mulher moderna japonesa — entre o desejo de liberdade e o peso do olhar social.

“Ela caça, mas com elegância. E não desperdiça energia com presas lentas.”


💬 FOFOQUICES E TENDÊNCIAS — QUANDO A CULTURA POP REVELA O INCONSCIENTE

Nos cafés temáticos de Tóquio, é comum ver grupos de mulheres debatendo boys de anime como se fossem horóscopos vivos.
Nos doramas, o perfil da protagonista “forte mas vulnerável” é o novo padrão.
E nas redes sociais japonesas, surgem expressões como “Renai Datsuryoku” (fadiga amorosa) e “Otona Joshi” (mulher adulta autossuficiente).

Tradução sociológica:
elas não desistiram do amor, apenas deixaram de mendigá-lo.

“No Japão moderno, o verdadeiro romance é com a própria liberdade.”


🪞 REFLEXÃO BELLACOSA — QUANDO O AMOR MUDA DE SISTEMA OPERACIONAL

Homens herbívoros e mulheres carnívoras não são inimigos — são espelhos de uma sociedade em transição.
Um lado cansou da pressão de performar, o outro se libertou do dever de agradar.

O resultado parece caos, mas é só o novo equilíbrio em formação.
É o amor em fase beta, testando novos protocolos emocionais.

“Talvez o erro do século XX tenha sido ensinar os homens a conquistar e as mulheres a esperar.
O século XXI está reescrevendo esse código — em silêncio, mas com propósito.”


☕ EPÍLOGO – AMOR, VERSÃO 2.0

O Japão, sem perceber, está nos mostrando o futuro das relações humanas:
menos dominação, mais escolha.
Menos papel social, mais autodefinição.
Menos carne, mais consciência.

E enquanto o Ocidente ainda briga por definições de gênero, o Oriente está ensinando — discretamente — que o amor não precisa de caçadores nem de presas.

Só de gente disposta a compartilhar o mesmo silêncio sem precisar traduzi-lo.

“Entre o samurai e a carnívora, o amor virou um update de sistema — e talvez, pela primeira vez, esteja rodando sem erros.” 💋

 

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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