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terça-feira, 23 de agosto de 2022

Tensei Shitara Ken Deshita — Quando o Sistema Operacional Empunha o Usuário: A Arquitetura IBM Mainframe Escondida no Melhor Isekai de Parceria dos Últimos Anos

 

Bellacosa Mainframe apresenta tensei shitara ken deshita

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

⚔️ 転生したら剣でした (Tensei Shitara Ken Deshita) — Quando o Sistema Operacional Empunha o Usuário: A Arquitetura IBM Mainframe Escondida no Melhor Isekai de Parceria dos Últimos Anos

"Na engenharia de sistemas existe uma verdade absoluta: infraestrutura sozinha não gera valor. Aplicações sem infraestrutura também não. O sucesso acontece quando ambas trabalham em perfeita sintonia. Reincarnated as a Sword transforma esse princípio em uma das metáforas mais inteligentes do gênero isekai."


Informações Gerais

Título original: 転生したら剣でした

Romanização: Tensei Shitara Ken Deshita

Título internacional: Reincarnated as a Sword

Autor: Yuu Tanaka

Ilustrador (Light Novel): Llo

Mangá: Tomowo Maruyama

Estúdio: C2C

Diretor: Shinji Ishihira

Composição da série: Takahiro Nagano

Música: Yasuharu Takanashi

Lançamento da Light Novel: 2015 (Web Novel)

Light Novel impressa: 2016

Anime: Outubro de 2022

Episódios: 12

Status: Segunda temporada oficialmente anunciada.


Classificação

  • Fantasia

  • Isekai

  • Aventura

  • RPG

  • Ação

  • Drama

  • Slice of Adventure

  • Progressão de Personagem

Classificação indicativa: aproximadamente 14 anos.

Embora possua violência, o anime evita excessos gráficos e praticamente não utiliza fanservice gratuito.


O diferencial que muda tudo

O gênero Isekai normalmente segue uma fórmula conhecida.

O protagonista:

  • renasce extremamente poderoso;

  • monta um harém;

  • derrota reis demônios;

  • resolve tudo sozinho.

Aqui acontece exatamente o contrário.

O protagonista não possui corpo.

Ele virou...

uma espada.

E isso muda completamente toda a dinâmica narrativa.


Sinopse

Após morrer em nosso mundo, um homem desperta como uma espada mágica em um universo de fantasia.

Sem braços.

Sem pernas.

Sem voz para conversar com humanos.

Sem possibilidade de empunhar a si mesmo.

Depois de passar anos derrotando monstros sozinho e absorvendo habilidades, ele encontra uma jovem escrava chamada Fran.

Ao libertá-la, nasce uma parceria que redefine completamente o conceito de protagonista.


A verdadeira história

Na superfície, parece apenas mais um anime de aventura.

Mas por baixo existe uma história sobre identidade.

Teacher perdeu seu corpo.

Fran perdeu sua liberdade.

Ambos são incompletos.

Separados possuem limitações.

Juntos tornam-se praticamente imparáveis.

Essa construção é muito mais sofisticada do que parece.


Os protagonistas

⚔️ Teacher

Jamais descobrimos seu nome humano.

Ele passa a ser conhecido apenas como:

Teacher (Shishou).

Sua função não é vencer batalhas.

Sua função é fazer outra pessoa crescer.

Isso já o diferencia de praticamente todos os protagonistas do gênero.

Ele é:

  • mentor;

  • estrategista;

  • biblioteca viva;

  • suporte;

  • administrador de recursos.


🐈 Fran

Fran talvez seja uma das protagonistas femininas mais interessantes dos últimos anos.

Ela não fala muito.

Não faz discursos.

Não busca atenção.

Ela simplesmente evolui.

Seu sonho é provar que sua raça pode evoluir além das limitações impostas pelo mundo.

Ela representa disciplina.

Não talento.


O mundo

O universo funciona como um enorme MMORPG.

Existem:

  • Guildas

  • Classes

  • Skills

  • Evoluções

  • Níveis

  • Magias

  • Rank de aventureiros

  • Cristais mágicos

  • Dungeons

Mas curiosamente...

O anime quase nunca deixa esses números dominarem a narrativa.

Eles servem apenas como ferramenta.

Nunca como objetivo.


O verdadeiro protagonista é a parceria

A maioria dos isekais vende poder.

Este vende confiança.

Teacher nunca tenta controlar Fran.

Fran nunca depende totalmente de Teacher.

Cada um possui responsabilidades.

Isso lembra muito uma arquitetura corporativa.


Bellacosa Mainframe — A metáfora escondida

Aqui começa a parte interessante.

Teacher é praticamente um IBM z/OS.

Ele possui:

  • gerenciamento de memória;

  • gerenciamento de recursos;

  • segurança;

  • catálogo de serviços;

  • APIs;

  • monitoramento;

  • inteligência operacional.

Mas sozinho...

Não produz valor.

Fran representa os programas COBOL.

Ela executa:

  • regras de negócio;

  • decisões;

  • processamento;

  • interação com clientes;

  • operações críticas.

Sem z/OS:

o COBOL não roda.

Sem COBOL:

o z/OS não gera negócio.

É exatamente essa relação.


Teacher como um Sysprog

Observe suas funções.

Ele:

analisa logs.

Monitora ameaças.

Otimiza desempenho.

Escolhe skills.

Gerencia recursos.

Protege usuários.

Controla consumo de energia.

Isso lembra muito um Sysprog administrando um ambiente de produção.

Enquanto Fran...

faz as transações.


A arquitetura distribuída da dupla

Imagine:

Teacher = Middleware

Fran = Aplicação

Guilda = Scheduler

Skills = APIs

Mana = CPU

Cristais = Banco de Dados

Monstros = Eventos de Produção

Tudo conversa entre si.

Nada funciona isoladamente.


A evolução como engenharia de software

Outro ponto brilhante.

Teacher nunca fica forte apenas aumentando atributos.

Ele aprende.

Analisa.

Experimenta.

Combina habilidades.

É praticamente um processo de melhoria contínua.

Como fazemos em:

  • DevOps

  • SRE

  • Engenharia de Performance

  • Capacity Planning


Fran representa o usuário ideal

Ela:

ouve.

aprende.

testa.

repete.

evolui.

Não existe evolução instantânea.

Existe treinamento.


O estúdio C2C

O estúdio C2C não é conhecido por superproduções milionárias.

Mesmo assim entregou um excelente trabalho.

Os destaques:

  • animação consistente;

  • ótima direção de ação;

  • excelente uso de partículas mágicas;

  • fotografia bonita;

  • trilha sonora emocionante;

  • CGI discreto.

A qualidade é surpreendentemente estável.

Não há episódios claramente "quebrados".


A direção

Shinji Ishihira entende uma regra importante.

Nem toda luta precisa durar vinte minutos.

As batalhas possuem ritmo.

Movimento.

Peso.

E principalmente...

Objetivo narrativo.


As mensagens escondidas

O anime fala sobre muito mais do que fantasia.

Liberdade

Fran começa escrava.

Mas o anime mostra que liberdade verdadeira exige capacidade.

Não basta retirar as correntes.

É preciso aprender a viver sem elas.


Conhecimento

Teacher não resolve problemas.

Ele ensina.

Essa diferença muda tudo.

É o velho princípio:

"Dar o peixe versus ensinar a pescar."


Cooperação

Ninguém cresce sozinho.

Nem mesmo uma espada lendária.


Confiança

Teacher nunca usa Fran.

Fran nunca usa Teacher.

Eles trabalham juntos.

É uma relação extremamente saudável.


O simbolismo da espada

Historicamente, espadas representam poder.

Aqui representam conhecimento.

Teacher é literalmente uma ferramenta.

Ferramentas não existem para aparecer.

Existem para ampliar capacidades humanas.

Essa é uma metáfora poderosa para tecnologia: seu valor está em potencializar pessoas, não em substituí-las.


O que existe de diferente?

Muita coisa.

Não há harém.

Não existe protagonista narcisista.

Não existe comédia apelativa.

Não há excesso de fanservice.

As relações são maduras.

A protagonista feminina realmente cresce.

As batalhas têm consequência.


Houve censura?

Não houve registros relevantes de censura que tenham alterado a história, personagens ou direção artística da obra. A adaptação para TV manteve a essência da light novel e do mangá. Algumas cenas violentas foram naturalmente enquadradas dentro do padrão de exibição televisiva japonesa, mas não houve controvérsias significativas envolvendo cortes ou proibições.


Impacto cultural

Talvez não tenha sido o maior sucesso comercial da década.

Mas tornou-se um dos isekais mais respeitados pelos fãs.

Hoje costuma aparecer entre as listas de:

  • melhores isekais sem harém;

  • melhores protagonistas femininas;

  • melhores relações mentor-aluno;

  • melhores adaptações de light novel.

Fran tornou-se uma personagem extremamente popular.

Teacher também virou um dos protagonistas mais originais do gênero.


Vale a pena assistir?

Sem dúvida.

Especialmente para quem está cansado da fórmula repetitiva dos isekais modernos.

Reincarnated as a Sword prova que ainda é possível inovar em um gênero saturado, substituindo o protagonismo individual por uma parceria construída com confiança, aprendizado e respeito mútuo.


Conclusão Bellacosa Mainframe

Nos grandes ambientes IBM Z, ninguém elogia o sistema operacional porque ele "apareceu". O sucesso acontece justamente quando ele permanece invisível, garantindo disponibilidade, segurança e desempenho para que as aplicações façam seu trabalho. Teacher representa essa infraestrutura silenciosa: administra recursos, protege, otimiza e orienta. Fran simboliza as aplicações de negócio que transformam toda essa capacidade técnica em valor real para os usuários.

A maior lição do anime é que sistemas verdadeiramente robustos não dependem de um herói solitário. Eles dependem da integração harmoniosa entre plataforma e aplicação, entre mentor e aprendiz, entre tecnologia e propósito. Assim como em um ambiente IBM Mainframe, onde a excelência está na confiabilidade e na cooperação entre componentes, 転生したら剣でした mostra que a força mais duradoura não nasce do poder absoluto, mas da arquitetura bem projetada, da evolução contínua e da confiança construída ao longo da jornada.


segunda-feira, 22 de agosto de 2022

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – ACEE : O Nascimento do Crachá Mágico do Reino IBM Z - Parte III

 

Bellacosa Mainframe apresenta ACEE parte III

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 3

ACEE – O Nascimento do Crachá Mágico do Reino IBM Z

Como o ACEE é criado no TSO, CICS, IMS, USS, Batch, MQ e DB2

"Todo ACEE possui uma história. Ele nasce, trabalha silenciosamente protegendo o reino IBM Z e desaparece sem deixar rastros quando a sessão termina."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Na Parte 1 conhecemos o ACEE.

Na Parte 2 desmontamos sua anatomia.

Agora chegamos à pergunta que todo Sysprog Junior faz:

Quem cria o ACEE?

A resposta curta é:

RACF.

Mas a resposta de Sysprog é:

Depende do ambiente, do tipo de autenticação, do contexto da requisição e dos serviços SAF utilizados.


O ciclo de vida do ACEE

O ACEE possui quatro estágios.

CREATE

↓

USE

↓

UPDATE

↓

DELETE

Estágio 1 — Criação

Criado pelo RACF.

Pode ocorrer durante:

  • TSO Logon

  • Batch

  • Started Task

  • CICS Attach

  • IMS Signon

  • DB2 Connect

  • USS Login

  • SSH

  • FTP

  • MQ Connection


Estágio 2 — Utilização

Usado por:

  • SAF

  • DB2

  • CICS

  • IMS

  • MQ

  • USS

  • SDSF

  • JES2


Estágio 3 — Atualização

Pode sofrer ajustes.

Exemplos:

Mudança de grupo

Token MFA

Security Label

Kerberos

Certificate Mapping


Estágio 4 — Destruição

Logoff

Task End

Address Space End

Timeout

Cancel Job

Terminate Thread


Caso 1 — TSO Logon

O cenário clássico.

Usuário:

LOGON VBELLACO

Passo 1

IKJEFT01 recebe.


Passo 2

SAF intercepta.


Passo 3

RACF VERIFY.


Verifica:

Senha

Passphrase

MFA

Certificate

Revoked

Expired


Passo 4

Monta ACEE.


Passo 5

Associa ao TCB.


Passo 6

Usuário entra no ISPF.


Fluxo

USER
 │
 ▼
TSO
 │
 ▼
SAF
 │
 ▼
RACF VERIFY
 │
 ▼
CREATE ACEE
 │
 ▼
TCB
 │
 ▼
ISPF

RACROUTE VERIFY

Um dos serviços favoritos dos Sysprogs.

Exemplo conceitual

RACROUTE REQUEST=VERIFY

Objetivo

Criar ACEE.

Validar credenciais.


Resultado

RC=0

ACEE pronto


Falha

ICH408I


Caso 2 — Batch

JCL

//JOB001 JOB ...


//STEP1 EXEC PGBM=IEFBR14

JES recebe.


Analisa USER=

Exemplo

USER=VBELLACO

SAF

RACF

ACEE

JOB


Caso 3 — Started Tasks

Muito importante.

Exemplo

MQM1

Ou

CICSPRD

Ou

DB2P

Utilizam

STARTED Class


Mapeamento

STC

Userid

ACEE


Caso 4 — USS

Login SSH.


Usuário

ssh vagner@zos

OpenSSH

SAF

RACF

OMVS Segment

ACEE

Shell


Resultado

$

Prompt liberado.


Caso 5 — CICS

Muito interessante.


Região CICS já possui ACEE.


Usuário conecta.


Pode ser criado outro.


Fluxo

Terminal

↓

CICS

↓

SAF

↓

RACF

↓

ACEE

↓

Transaction

Exemplo

PAY1


CICS pergunta

Pode?


SAF usa ACEE.


Resposta.

SIM.

NÃO.


Caso 6 — IMS

Muito parecido.


MPP


BMP


IMS Connect


OTMA


Criam contexto.


Associam ACEE.


Caso 7 — DB2

Thread.


Thread cria contexto.


DB2 usa ACEE.


Verifica.

Plan

Package

Table

View

SP


Exemplo

SELECT *
FROM CLIENTES

DB2 consulta.

ACEE.


Não precisa perguntar senha novamente.


Caso 8 — MQ

MQCONN

MQOPEN

SAF

ACEE

MQADMIN


FASTAUTH

Outro Easter Egg.


Serviço rápido.


Menos CPU.


Menos I/O.


Mais cache.


Muito usado.


Performance incrível.


ACEE Cloning

Pouca gente conhece.


Pode ser copiado.


Criado.


Passado.


Duplicado.


Entre contextos.


Mas requer autorização.


ACEE Substitution

Tema delicado.


Programas APF.

Podem.


Ferramentas IBM.

Sim.


Aplicações comuns.

Não.


Quem destrói o ACEE?

Normalmente.

Sistema.


Fim da sessão.


Fim do JOB.


Cancel.


Abend.


Timeout.


Thread End.


Problemas comuns

ICH408I

Autorização.


Senha.


Grupo.


Classe.


Perfil.


S047

Contexto inválido.


S106

Problema APF.


RC=8 VERIFY

Falha RACF.


UID Missing

USS.


OMVS.


Como acompanhar?

SMF80


RACF Logging


zSecure


IPCO


IPCS


Security Monitor


Curiosidade Bellacosa ☕

Imagine novamente o castelo.

TSO

é a porta principal.

SSH

é a entrada lateral.

CICS

é a ala administrativa.

DB2

é a biblioteca.

MQ

é o correio.

IMS

é o setor financeiro.

USS

é o bairro tecnológico.

E em todas essas portas existe um pequeno funcionário invisível dizendo:

"Por favor, apresente seu crachá ACEE."

Se estiver válido.

Você entra.

Se não estiver.

O Reino IBM Z simplesmente responde:

ACCESS DENIED

Resumo para guardar

AmbienteCria ACEE
TSOSim
USSSim
BatchSim
Started TaskSim
CICSSim
IMSSim
DB2Utiliza
MQUtiliza
SSHSim
FTPSim

☕💥 Frase Bellacosa Mainframe

"O RACF forja o crachá. O SAF o apresenta aos guardas. O ACEE acompanha o viajante. E o Sysprog garante que nenhuma porta do Reino IBM Z seja aberta para quem não deveria atravessá-la."


☕💥 Continua na Parte 4

ACEE – Performance, CPU, Memória e Escalabilidade

Quanto custa um ACEE? Quantos podem existir? Como FASTAUTH reduz CPU? O que acontece em bancos com centenas de milhares de sessões simultâneas? Como medir, auditar e otimizar?

🇯🇵✨ Guia Otaku de Boas Maneiras no Japão: Evite gafes e vire um convidado lendário!

 


🇯🇵✨ Guia Otaku de Boas Maneiras no Japão: Evite gafes e vire um convidado lendário!

Você finalmente chegou ao Japão, o lar dos animes, do ramen autêntico e das máquinas de venda automática que parecem saídas de um episódio de Steins;Gate. Mas cuidado, jovem padawan — um simples gesto pode te transformar de turista simpático em protagonista de comédia constrangedora!

Este é o Guia Bellacosa de Boas Maneiras no Japão, pra garantir que sua visita seja digna de respeito, bons encontros e nenhuma vergonha alheia. 🍵


🏯 1. Nada de abraços e toques

No Japão, abraçar ou encostar em alguém que você acabou de conhecer é considerado invasivo. Um simples “ojigi” (reverência com a cabeça) já é demonstração de respeito.
👉 Dica: o ângulo da inclinação importa — 15° para um “oi” casual, 45° para respeito, e quase 90° se você quebrou algo valioso na casa do anfitrião! 😅


👟 2. Tirando os sapatos: o ritual sagrado

Antes de entrar numa casa (e até alguns restaurantes), tire os sapatos. Sempre há um espaço chamado genkan para isso.
Coloque-os com a ponta voltada para a porta, e use as pantufas oferecidas.
🚫 Jamais entre no tatame com sapato! Isso é quase como pisar em um altar.


🍚 3. Etiqueta alimentar ninja

  • Não espete os hashis no arroz — isso lembra rituais funerários.

  • Nunca passe comida de um par de hashis para outro — isso também remete a cerimônias de cremação.

  • Faça barulho ao comer ramen: é sinal de que está gostando!

🍱 Dica Bellacosa: se não quiser mais comida, não vire a tigela de cabeça pra baixo. Basta colocar os hashis sobre ela.


🗣️ 4. Silêncio é ouro

Falar alto em público, especialmente em trens, é malvisto. No Japão, os vagões parecem bibliotecas.
💬 Use o modo “otaku discreto”: sussurre, observe e sorria.


💴 5. Dinheiro é coisa séria

Entregue o dinheiro com as duas mãos, de preferência usando uma bandejinha (sashi-zara).
📦 Mesmo notas pequenas são tratadas com respeito — afinal, cada iene é fruto de disciplina quase samurai.


♻️ 6. Lixo? Boa sorte!

O Japão é tão limpo que parece um cenário pós-apocalíptico sem humanos.
Mas não há lixeiras por todo lado! Cada pessoa leva seu lixo até casa.
Separe recicláveis, queimeis e não queimeis (sim, é assim mesmo).


🧘‍♂️ 7. Templos, santuários e respeito espiritual

  • Lave as mãos antes de entrar (na fonte chamada chōzuya).

  • Não fotografe tudo — especialmente orações e cerimônias.

  • Faça silêncio, mesmo que o cosplay esteja incrível demais pra conter a empolgação.


🎌 8. Trens: o dojo da paciência

  • Espere todos saírem antes de entrar.

  • Forme fila e não bloqueie portas.

  • Evite mochilas nas costas (carregue à frente).

🚄 O shinkansen é tão pontual que parece programado em COBOL — então, respeite o horário!


💡 Curiosidades otakus de sobrevivência

  • “Itadakimasu” antes da refeição e “Gochisousama deshita” depois — é etiqueta e gratidão.

  • Evite dar presentes em número de 4: o número é associado à morte (shi).

  • Nunca escreva o nome de alguém em vermelho — é considerado amaldiçoado.


🎯 Dica final Bellacosa:

O segredo é simples — observe antes de agir. Os japoneses valorizam o respeito e o esforço. Mesmo que você erre, se demonstrar humildade, será perdoado com um sorriso sincero.

Seja o visitante que deixa boas lembranças — e não o protagonista do episódio “O Gaijin que Pisou no Tatame Sagrado”. 😆

Boa viagem, otaku-sensei! 🌸
E lembre-se: educação é o verdadeiro poder oculto de qualquer protagonista.


quinta-feira, 18 de agosto de 2022

🖥️ Screensavers que dançavam na madrugada – O Museu dos Micreiros Anos 90

 




🖥️ Screensavers que dançavam na madrugada – O Museu dos Micreiros Anos 90
(Por Vagner Bellacosa ☕ — Bellacosa Mainframe / El Jefe Midnight Lunch Edition)


Ah, as madrugadas dos anos 1990...
O barulho do modem discando, o brilho do monitor CRT iluminando o quarto, e o som suave do cooler misturado ao zumbido do transformador.
Era a era dourada dos micreiros românticos, os guardiões do DOS, os padres do Windows 3.11 e os filósofos do Pentium 100.
E quando o cansaço batia — ou o download do ICQ demorava três horas — o PC começava a sonhar.

Nascia o espetáculo dos screensavers dançarinos, o ballet pixelado que embalava as madrugadas de quem acreditava que tecnologia também podia ser poesia.




🕊️ Flying Toasters – os anjos do ciberespaço

Antes do metaverso, vieram as torradeiras voadoras.
Criadas pela Berkeley Systems, no pacote lendário After Dark, eram ícones flutuando no infinito digital — asas metálicas, pão quentinho e música imaginária.
Não serviam pra nada.
Mas hipnotizavam como um mantra eletrônico.

💡 Curiosidade: o sucesso foi tão absurdo que gerou uma linha de produtos — canecas, camisetas, até adesivos de carro.
Ter o Flying Toasters era sinal de status tecnológico. Era dizer: “Meu monitor é SVGA e meu coração é ASCII.”


🏝️ Johnny Castaway – o náufrago do microchip

O screensaver mais filosófico da história.
Criado pela Sierra On-Line (1992), mostrava Johnny, um solitário náufrago preso em uma ilha minúscula, vivendo pequenas aventuras animadas: pescava, dormia, falava com gaivotas e tentava fugir.
Cada aparição era diferente — um pequeno episódio inédito, um slice of life do mar digital.

💾 Segredo: quem deixava o PC ligado por horas, via novas cenas escondidas — Johnny construindo jangada, recebendo visitas, ou olhando pro horizonte… esperando alguém que nunca vinha.

O Johnny não era só um protetor de tela.
Era uma metáfora da vida do programador dos anos 90.


🐶 Bad Dog – o mascote destruidor

Esse vinha no After Dark e era pura anarquia digital.
Um cachorro de desenho animado invadia o desktop, cavava buracos, mordia ícones e arrastava janelas como se fosse um hacker canino.
Nos escritórios, era o terror dos chefes e o deleite dos estagiários.

🐾 Fofoquice: diziam que o animador se inspirou no cachorro do vizinho — um dálmata chamado “Bingo”, que realmente roía cabos de impressora.
Ironia: o Bad Dog foi acusado de “comportamento destrutivo” por empresas de antivírus, o que o tornou ainda mais amado.


🌌 Starfield Simulation – o salto para o hiperespaço

Vinha de fábrica no Windows 95 e transformava o monitor num túnel de estrelas.
Simples, hipnótico e infinitamente elegante.
Era o screensaver oficial dos sonhadores espaciais e dos micreiros que juravam que um dia seriam astronautas… ou pelo menos comprariam uma Voodoo 3Dfx.

💡 Dica técnica: quanto mais rápido o seu processador, mais rápido o salto estelar.
Nos Pentium 200, parecia que o computador ia decolar de verdade.


🔮 Mystify / Pipes 3D – o balé geométrico

Linhas dançantes, cores mutantes e tubos 3D crescendo como se o Windows tivesse vida própria.
Era o show de luzes particular de quem deixava o PC renderizando sonhos.

Nos laboratórios de informática, o Pipes 3D era o padrão: o símbolo visual do poder — e do tédio — das máquinas modernas.
💾 O ritual era clássico:
“Sai do Word, não mexe, deixa o Pipes rodar...”
E todo mundo hipnotizado vendo aquele labirinto infinito nascer.


🐠 Aquarium & Planetarium – zen digital

Enquanto o caos reinava nas planilhas e nos disquetes, havia os screensavers serenos.
Peixes pixelados nadando suavemente, planetas girando em silêncio cósmico.
Eram o lo-fi beats dos anos 90 — calmaria de bits para quem passou o dia digitando comandos em CAPS LOCK.

💡 Curiosidade: alguns pacotes de Aquarium vinham com trilhas sonoras MIDI e “bolhas” em estéreo — um luxo digno de Sound Blaster 16.


Bellacosa comenta:

Os screensavers dos anos 1990 eram mais do que proteção contra o burn-in.
Eram o espelho da nossa relação com a máquina.
Enquanto os atuais pedem login, nuvem e IA, aqueles precisavam só de uma pausa e um pouco de curiosidade.

Eles dançavam quando você descansava.
Sonhavam quando você dormia.
E, talvez sem querer, ensinaram uma geração que tecnologia pode — e deve — ter alma.


💡 Dica do El Jefe Midnight Lunch:

Quer reviver essa magia?

  • Baixe o After Dark Revival ou o OpenSaver Project.

  • Ligue seu monitor de tubo (ou um emulador CRT).

  • Coloque um MIDI de Enigma ou Jean-Michel Jarre tocando ao fundo.

E quando o Johnny Castaway aparecer na tela, acene pra ele.
Porque ele ainda está lá —
esperando por nós, micreiros da madrugada.

sábado, 13 de agosto de 2022

“Vinte anos depois…”

 






“Vinte anos depois…”

Vinte anos depois, a memória coloriu tudo. Já não sei mais o que foi imaginação e o que foi realidade. Só sei que um dia, cansado e entediado com meu trabalho no Banco Real ABN Amro, entre planilhas, protocolos e o barulho das teclas, eu me perdi de mim mesmo.
As longas viagens de fretado até São Paulo me roubavam o brilho dos olhos e o resto da paciência. Era o tempo que escorria entre o asfalto e os fones de ouvido, enquanto eu sonhava em ser qualquer coisa, menos aquilo.

Meu namoro com a Giovana estava morno — e, ainda assim, eu me embriagava nos olhos dela, azuis como promessa de verão. Havia amor, havia encanto, mas também uma névoa. Um lado meu queria fincar raízes, casar, construir. O outro queria vento na cara, estrada, caos, Europa.
Ela estudava sem parar, obcecada, como quem luta contra o destino. Medicina era o sonho; Biologia, a realidade possível. E eu, perdido entre o amor e a inquietude, decidi chutar o pau da barraca.

Foi assim, sem mapa nem certeza, que nasceu a minha aventura.
Entre malas malfeitas e coragem improvisada, parti — não apenas para a Europa, mas para dentro de mim mesmo.

Deixando as deliciosas tarde de sábado, sentados no banco da praça, comendo algodão-doce, caminhando as margens do rio Camanducaia em Amparo, vendo preguiçosas capivaras, trocando deliciosos beijos e me encantando com lindos olhinhos azuis.

Às vezes lembrar sinto um pesar, aquele nó no estômago, imaginando o é se... mas tantas coisas aconteceram, que criaram toda uma nova narrativa emocionante e alucinante.

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Venha fazer parte da Historia

é nosso dever cívico, lutar pela democracia, participe e assine, faça a diferença. #Dionitos em Ação IBM #analistas #mainframe #cobol #liberdade #democracia #eleiçãoLivre
https://www.estadodedireitosempre.com/adesao/BF773B3C-52DC-4D05-B307-B64474E9D65C?t=li

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

☕💥 IBM BPM: O Reino dos Fluxos, Aprovações e Processos

 

Bellacosa Mainframe apresenta o ibm bpm

☕💥 IBM BPM: O Reino dos Fluxos, Aprovações e Processos

Ou como um Padawan COBOL descobre que existe um CICS para humanos preencherem formulários

"Se CICS conversa com terminais 3270, IBM BPM conversa com pessoas, departamentos inteiros e regras de negócio espalhadas pelo planeta."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Uma das maiores descobertas que um desenvolvedor COBOL faz ao sair do mundo Batch, CICS, VSAM e DB2 é perceber que muitas aplicações corporativas não processam apenas dados.

Elas processam algo muito mais complicado.

Elas processam pessoas.

E pessoas são extremamente difíceis de programar.

Arquivos VSAM obedecem.

DB2 obedece.

MQ obedece.

JCL obedece.

Usuários?

Nunca.

Um gerente pode aprovar em cinco minutos.

Outro pode levar três dias.

Compliance pode devolver.

Jurídico pode rejeitar.

Diretoria pode pedir ajustes.

É justamente para organizar esse caos corporativo que surgiu o BPM.

Business Process Management.

Ou simplesmente:

IBM BPM.


O que é IBM BPM?

IBM BPM significa:

Business Process Manager.

É uma plataforma destinada à modelagem, execução, monitoramento e automação de processos de negócio.

Pense nele como:

Um CICS para departamentos.

Um JES2 para aprovações.

Um Workflow Engine corporativo.

Um coordenador digital.


A origem do BPM

Década de 1980.

Empresas começaram a perceber algo curioso.

Automatizar programas não bastava.

Era preciso automatizar decisões.

Exemplo.

Solicitação de empréstimo.

Analista.

Supervisor.

Compliance.

Diretor.

Liberação.

Antes.

Tudo papel.

Depois.

Email.

Depois.

Workflow.


Década de 1990.

Surge o conceito BPM.

Business Process Management.


Aquisições importantes da IBM

A IBM percebeu o potencial.

Adquiriu duas empresas importantes.

Lombardi Software

Produto:

Teamworks

Especialidade:

Processos humanos


FileNet

Especialidade:

ECM

Documentos

Workflow

Case Management


Da união surgiu.

IBM BPM.


Primeiros releases

IBM BPM 7.5

2011


IBM BPM 8.0

2013


IBM BPM 8.5

2014


IBM BPM 8.6

2016


IBM BPM 8.6 CF

2017-2019


Posteriormente evoluiu para:

IBM Business Automation Workflow

BAW

Atualmente é o sucessor.


Filosofia

IBM BPM trabalha com:

Processos

Pessoas

Regras

Eventos

Integrações


Componentes

Process Designer

Desenha fluxos.


Process Center

Repositório.


Process Server

Executa.


Integration Designer

Integra sistemas.


Process Portal

Interface usuário.


Como funciona

Exemplo.

Solicitar cartão.

Cliente

Abrir pedido

Gerente

Análise crédito

Compliance

Emitir cartão

Fim


Cada etapa.

Pode esperar.

Horas.

Dias.

Semanas.


BPMN

IBM BPM usa.

BPMN 2.0

Business Process Model Notation


Elementos.

Evento

Tarefa

Gateway

Timer

Mensagem


Parece um fluxograma.

Só que muito mais poderoso.


Exemplo BPM

Solicitação de férias.

Start

Funcionário

Preencher formulário

Gestor aprova?

Gateway

Sim

RH

Fim

Não

Retorna funcionário


Gateway

É praticamente.

Nosso velho losango.


COBOL


IF APROVADO='S'

BPM

Gateway.


Como um desenvolvedor COBOL deve enxergar IBM BPM

Pense assim.

COBOL

Processa registros.

IBM BPM

Processa pessoas.


COBOL

PERFORM

IBM BPM

Human Task


COBOL

IF

IBM BPM

Exclusive Gateway


COBOL

JCL

IBM BPM

Scheduler


COBOL

COMMIT

IBM BPM

Milestone


Exemplo integrando Mainframe

Cliente solicita empréstimo.

IBM BPM

API

zOS Connect

CICS

COBOL

DB2

Resposta

BPM

Gerente

Aprovação


Passo a passo

Instalação

Necessário.

Linux

Windows

AIX


WebSphere Application Server


DB2

Oracle

SQL Server


Java


Deployment Manager


Cluster opcional.


Instalação resumida

Instalar WAS

Instalar BPM

Criar Profiles

Criar Deployment Manager

Criar Nodes

Configurar DB

Deploy

Subir ambiente


Técnicas importantes

SLA

Prazo.

Exemplo.

24 horas.


Escalation

Aprovação atrasou.

Enviar email.


Timer

Esperar 2 dias.


Human Task

Atividade humana.


Integration Service

Consumir API.


Coach

Tela Web.


Curiosidades

Easter Egg 1

BPM nasceu para substituir muitos workflows em Lotus Notes.


Easter Egg 2

Muitos bancos usam BPM apenas para aprovações.


Easter Egg 3

Boa parte dos usuários nem sabe que usa BPM.

Só recebem tarefas.


Easter Egg 4

O losango do fluxograma continua vivo.

Só ganhou nome novo.

Gateway.


Easter Egg 5

Muitos arquitetos IBM brincam:

"CICS fala com terminais."

"BPM fala com pessoas."


Vantagens

Excelente visibilidade.

KPIs.

Dashboards.

Auditoria.

SLA.

Escalabilidade.

Integração.

Baixo código.


Desvantagens

Curva aprendizado.

Infraestrutura pesada.

Licenciamento.

Dependência WebSphere.

Pode ser excessivo para processos simples.


Quando usar

Aprovações.

RH.

Compliance.

Jurídico.

Compras.

Contratos.

Onboarding.

KYC.

LGPD.

Fraude.


Quando não usar

Calcular juros.

Ordenar arquivos.

Batch noturno.

DFSORT.

ETL simples.


O futuro

IBM BPM praticamente se transformou.

Hoje falamos.

IBM BAW.

Business Automation Workflow.

Integrado com.

RPA.

IA.

OCR.

Watson.

Decision Server.

Process Mining.


Conclusão

Para um Padawan COBOL, IBM BPM é uma descoberta curiosa.

Passamos décadas modelando fluxos em papel.

Depois desenhamos fluxogramas.

Depois surgiram UML e BPMN.

E então alguém teve uma ideia brilhante:

"Se conseguimos desenhar processos, por que não executá-los?"

IBM BPM nasceu justamente dessa pergunta.

No mundo Bellacosa Mainframe, a analogia é simples:

  • JCL orquestra jobs.

  • CICS orquestra telas.

  • DB2 orquestra dados.

  • MQ orquestra mensagens.

  • IBM BPM orquestra pessoas.

E descobrir isso é perceber que o verdadeiro desafio da computação corporativa nunca foi apenas programar máquinas.

Sempre foi organizar seres humanos.