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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Bellacosa Mainframe e as viagens pelo Brasil Parte II
Caminhando pelo Brasil
Uma década de fotografias Parte II
Continuando a serie de fotos das viagens pelo Brasil, segue o segundo video com mais paisagens deslumbrantes, porem devido ao tempo q ficou armazenado o acetato perdeu muita qualidade.
🚀 Blogger — A Spindrift que Pousou na Terra de Gigantes
A história do Blogger e do Blogspot sob o comando do Capitão Steve Burton, de Terra de Gigantes
Imagine a cena.
Estamos em 23 de agosto de 1999.
A Internet ainda é um território estranho.
Google mal começara sua jornada. Facebook não existia. YouTube não existia. Twitter não existia. Instagram, TikTok e praticamente tudo aquilo que hoje associamos à publicação de conteúdo simplesmente não existia.
Criar uma página na Internet normalmente significava conhecer HTML, preparar arquivos, conseguir hospedagem e enviar tudo para algum servidor.
Publicar uma ideia não era simplesmente tocar em PUBLICAR.
Era uma pequena operação de informática.
Então surge uma nave.
Pequena.
Experimental.
Talvez até um pouco improvisada.
Na lateral poderíamos escrever:
PYRA LABS — BLOGGER
E no cockpit imaginário está o Capitão Steve Burton.
— Dan, confirme os instrumentos.
— HTML?
— Funcionando.
— FTP?
— Funcionando.
— Servidor?
— Mais ou menos.
— Dinheiro?
Silêncio.
Fitzhugh olha para os outros.
— Bem... talvez seja melhor não falarmos sobre isso.
E assim começa nossa viagem.
Porque a história do Blogger lembra assustadoramente Terra de Gigantes.
🚀 A Spindrift original
Land of the Giants, conhecida no Brasil como Terra de Gigantes, foi uma série de ficção científica criada e produzida por Irwin Allen.
Foi exibida originalmente pela ABC entre 22 de setembro de 1968 e 22 de março de 1970, totalizando duas temporadas e 51 episódios.
Gary Conway interpretava o Capitão Steve Burton, comandante da nave Spindrift.
Na história, a Spindrift fazia uma viagem entre Los Angeles e Londres quando atravessava uma misteriosa perturbação espacial.
Quando finalmente conseguia pousar, seus passageiros descobriam algo assustador.
Estavam em uma espécie de Terra paralela.
Só havia um pequeno problema.
Tudo era gigantesco.
Casas.
Carros.
Animais.
Pessoas.
Uma simples cadeira podia se transformar numa montanha.
Um gato doméstico podia representar praticamente o mesmo perigo que um tigre representa para nós.
A missão inicial de Burton era simples:
sobreviver.
Depois descobrir onde estavam.
E, finalmente, tentar encontrar um caminho de volta para casa.
Agora troque:
Spindrift → Blogger
e
Terra de Gigantes → Internet
Nossa história começa.
🧪 1999 — Pyra Labs prepara a nave
O Blogger não nasceu originalmente dentro do Google.
Isso é importante.
Sua origem está numa pequena empresa chamada Pyra Labs, fundada por Evan Williams e Meg Hourihan.
A Pyra estava trabalhando originalmente em ferramentas de produtividade e gerenciamento de projetos.
Só que uma ferramenta interna utilizada pela própria equipe começou a revelar uma possibilidade muito mais interessante.
Publicar pequenas atualizações na Web poderia ser muito mais simples.
A ideia evoluiu.
E em 23 de agosto de 1999, a Pyra Labs colocou o Blogger à disposição do público.
O próprio Google posteriormente registraria essa data como o aniversário oficial da plataforma.
O impacto da ideia parece banal hoje porque estamos olhando para 1999 com os olhos de 2026.
E os mecanismos de busca começaram a indexar aquela gigantesca quantidade de conteúdo.
Nascia aquilo que ficou conhecido como:
blogosfera.
O Google revelou posteriormente um número impressionante.
Quando adquiriu o Blogger em fevereiro de 2003, aproximadamente 250 mil pessoas visitavam o Blogger por mês.
Em 2009, quando a plataforma comemorou dez anos, o número informado pelo Google havia ultrapassado:
300 MILHÕES.
A Spindrift havia encontrado gigantes.
Só que ela própria havia se tornado gigantesca.
📰 O blogueiro vira editor
Existe um aspecto dessa revolução que frequentemente esquecemos.
Durante grande parte do século XX, publicar para uma audiência significativa exigia acesso a algum intermediário.
Editora.
Jornal.
Revista.
Rádio.
Televisão.
Gráfica.
O blog destruiu parte dessa barreira.
Agora alguém poderia simplesmente escrever:
MINHA OPINIÃO
e apertar:
PUBLICAR
Tecnicamente, aquilo poderia estar disponível para bilhões de pessoas.
Isso é extraordinário.
O Blogger foi uma das ferramentas responsáveis por popularizar essa democratização.
🛸 2006 — mudança para servidores Google
A integração continuou.
Em 2006 surgiu uma nova versão do Blogger, conhecida durante seu desenvolvimento como Invader.
Usuários começaram a ser migrados para a infraestrutura do Google.
Posteriormente a migração seria completada.
Era uma mudança fundamental nos bastidores.
O usuário provavelmente via:
meublog.blogspot.com
Mas por trás daquela URL existia agora uma infraestrutura global.
É uma característica que programadores mainframe conhecem muito bem.
O usuário vê uma tela simples.
Por trás dela:
uma catedral tecnológica.
📡 2009 — dez anos no ar
Quando o Blogger completou dez anos, em 2009, a Internet já era completamente diferente daquela de 1999.
Google era gigante.
YouTube existia.
Facebook crescia violentamente.
Twitter começava a mudar a comunicação em tempo real.
E havia outro competidor importante.
WordPress.
A Spindrift agora estava cercada.
Burton observa pelo vidro:
— Dan, relatório.
— WordPress crescendo.
— Facebook crescendo.
— Twitter crescendo.
— YouTube crescendo.
Fitzhugh pergunta:
— Podemos ir embora?
Burton responde:
— Não.
⚔️ Blogger versus WordPress
Essa comparação marcaria boa parte das décadas seguintes.
WordPress acabou conquistando enorme espaço, principalmente porque oferecia algo extremamente atraente:
controle e extensibilidade.
Plugins.
Temas.
Hospedagem própria.
Ecossistema gigantesco.
Personalização profunda.
Blogger oferecia outra filosofia:
simplicidade.
Você não precisava atualizar PHP.
Não precisava cuidar de banco de dados.
Não precisava corrigir plugin quebrado.
Não precisava atualizar servidor.
Não precisava administrar WordPress.
Google fazia boa parte da infraestrutura.
É quase uma comparação entre:
WORDPRESS
"Esta máquina é sua.
Faça o que quiser."
BLOGGER
"Entre, escreva e publique."
As duas filosofias têm vantagens.
🦖 Então chegaram os gigantes de verdade
O problema seguinte não seria WordPress.
Seriam as redes sociais.
Facebook.
Twitter.
Instagram.
YouTube.
TikTok.
LinkedIn.
A Internet começou lentamente a abandonar a ideia:
"Tenho meu espaço."
para adotar:
"Tenho meu perfil dentro da plataforma de alguém."
Essa diferença parece pequena.
Não é.
É gigantesca.
🏠 Blog é terreno; rede social é apartamento alugado
No blog você organiza seu arquivo.
Você cria páginas.
Você cria links.
Você escreve textos enormes.
Mecanismos de busca encontram conteúdo publicado anos atrás.
Em redes sociais existe outra lógica.
Feed.
Publicou hoje.
Explodiu.
Amanhã desceu.
Semana seguinte praticamente desapareceu.
O blog funciona mais como:
biblioteca.
A rede social funciona mais como:
praça pública.
Uma não necessariamente substitui a outra.
🦕 "Blogger morreu!"
E então começou uma tradição curiosa.
Periodicamente alguém declarava:
BLOGS MORRERAM.
Depois:
BLOGGER MORREU.
Depois:
TEXTOS LONGOS MORRERAM.
Depois:
NINGUÉM MAIS LÊ BLOGS.
Curiosamente...
Blogger continuava funcionando.
Décadas depois.
Essa situação deveria ser extremamente familiar para qualquer pessoa do universo mainframe.
1995 — COBOL vai morrer.
2000 — Mainframe vai morrer.
2005 — Mainframe vai morrer.
2010 — Mainframe vai morrer.
2015 — Mainframe vai morrer.
2020 — Mainframe vai morrer.
2026 — Mainframe vai morrer.
Enquanto isso:
JOB STATUS: EXECUTING
Blogger ganhou exatamente a mesma aura.
☕ Blogger é o COBOL da Internet
Aqui está talvez a melhor definição Bellacosa Mainframe desta história:
Blogger virou o COBOL da publicação na Web.
Não é a tecnologia sobre a qual os influenciadores fazem vídeos empolgados toda semana.
Não aparece constantemente em apresentações de startups.
Não é novidade.
Não é sexy.
Mas você digita:
.blogspot.com
e encontra milhões de pedaços da história da Internet.
Receitas.
Tutoriais.
Fotografias.
Diários.
Fanfiction.
Política.
Computação.
Eletrônica.
Anime.
Viagens.
Programação.
Memórias familiares.
Algumas páginas estão online há vinte anos.
🏺 O verdadeiro valor começou a mudar
Em 2005, o valor de um blog era:
publicar.
Em 2026, existe outro valor que começa a se tornar igualmente importante:
preservar.
Imagine alguém escrevendo regularmente durante quinze ou vinte anos.
Não temos simplesmente um site.
Temos uma série temporal da vida de uma pessoa.
Mudam:
empregos,
computadores,
fotografias,
família,
tecnologias,
viagens,
opiniões,
conhecimentos,
linguagem.
Um blog antigo acaba se transformando involuntariamente em um pequeno arquivo histórico.
🤖 E então chegou outro gigante: IA
Burton olha pela janela da Spindrift.
Algo gigantesco aparece.
Muito maior que Facebook.
Muito maior que Twitter.
Fitzhugh pergunta:
— O que diabos é aquilo?
Mark Wilson observa os instrumentos.
— Inteligência Artificial.
Silêncio.
Burton pergunta:
— Ela come blogs?
Wilson responde:
— Curiosamente... ela lê.
E aqui temos uma nova transformação fascinante.
Durante décadas escrevíamos principalmente pensando em:
leitores humanos + mecanismos de busca.
Agora conteúdo público também pode fazer parte do ecossistema informacional utilizado por:
buscadores semânticos, sistemas de recuperação de informação, agentes e ferramentas de IA, dependendo de acesso, políticas, indexação e permissões.
Conteúdo estruturado, textual e público voltou a ganhar uma importância inesperada.
👨✈️ Capitão Burton olha o horizonte
Nossa viagem começou em 1999.
A pequena Pyra Labs criou uma ferramenta que simplificava publicar na Web.
Sobreviveu a problemas financeiros.
Blogspot ajudou a oferecer hospedagem.
Google comprou a Pyra em 2003.
Blogger ganhou infraestrutura.
Fotografias chegaram.
Comentários chegaram.
Templates evoluíram.
Milhões de pessoas começaram a publicar.
A blogosfera explodiu.
WordPress cresceu.
Facebook apareceu.
Twitter apareceu.
Instagram apareceu.
YouTube apareceu.
TikTok apareceu.
A Web mudou.
E mudou novamente.
E novamente.
Mas existe algo curioso.
Digite hoje:
https://algumacoisa.blogspot.com
Muitas vezes a página ainda responde.
🥚 EASTER EGG — INCIDENTE 03:17
São 03:17 da madrugada.
A Spindrift permanece escondida dentro de uma enorme parede.
Todos dormem.
Exceto Burton.
Uma luz verde pisca no painel.
BLOGGER MONITOR
HTTP...................... 200
DNS....................... OK
HTML...................... OK
ARCHIVE................... OK
POSTS..................... THOUSANDS
AGE....................... ANCIENT
Burton toma um café.
Fitzhugh aparece sonolento.
— Capitão... por que ainda estamos mantendo essa coisa funcionando?
Burton olha para ele.
Depois para o monitor.
E responde:
— Porque ainda funciona.
Em algum lugar distante, um programador COBOL sorri sem saber exatamente por quê.
☕ EPÍLOGO — A Spindrift não voltou para casa
Em Terra de Gigantes, Steve Burton passava seus dias tentando proteger sua pequena tripulação num mundo enorme.
Talvez essa seja uma boa metáfora para os blogs independentes.
Eles também se tornaram pequenos.
Ao redor deles cresceram gigantes:
GOOGLE
FACEBOOK
YOUTUBE
INSTAGRAM
TIKTOK
LINKEDIN
IA
ALGORITMOS
Mas pequenos não significa irrelevantes.
Às vezes significa simplesmente:
independentes.
Um post publicado quinze anos atrás ainda pode aparecer numa pesquisa hoje.
Uma fotografia esquecida pode recuperar uma memória.
Um tutorial antigo pode resolver um problema.
Uma história familiar pode ser encontrada por um descendente décadas depois.
Um artigo técnico pode ensinar alguém que ainda nem havia nascido quando foi escrito.
Talvez esse seja o verdadeiro legado do Blogger.
Ele ajudou milhões de pessoas a descobrir uma ideia extremamente poderosa:
Você também pode publicar.
Não precisava possuir jornal.
Não precisava possuir editora.
Não precisava possuir emissora de televisão.
Nem precisava dominar HTML profundamente.
Precisava ter alguma coisa para contar.
E apertar:
PUBLICAR.
🚀 ÚLTIMO REGISTRO DA SPINDRIFT
MISSÃO: BLOGGER
LANÇAMENTO............... 23/08/1999
CRIADOR.................. PYRA LABS
COMANDANTES.............. EVAN WILLIAMS / MEG HOURIHAN
AQUISIÇÃO GOOGLE......... 2003
DESTINO.................. INTERNET
MISSÃO ORIGINAL.......... FACILITAR PUBLICAÇÃO
STATUS EM 2026............ ONLINE
ERROS.................... MUITOS
CONCORRENTES............. GIGANTES
PREVISÕES DE MORTE....... INCONTÁVEIS
ÚLTIMO TESTE.............. HTTP 200
STATUS FINAL:
STILL RUNNING
Capitão Steve Burton fecha o diário de bordo.
Olha para aquela imensa Terra de Gigantes chamada Internet.
E ordena:
— Mantenham a Spindrift operacional.
A incrível história do Blogger, da Pyra Labs ao Google, contada como uma aventura do Capitão Steve Burton pela gigantesca Internet.
Porque algumas tecnologias não precisam conquistar o futuro.
A trupe Tio B, Tia Z, Mamy estão famintos depois de um belo dia de praia resolvemos abancar em um restaurante para almoçar, este dia ficou marcado para sempre, comemos quilos de camarão fritinho, era delicioso, postas de peixe e muita cervejinha gelada.
A tarde de barriguinha cheia e feliz, fomos navegar em um barco de passeio, passamos perto de uma caravela pirata, andamos de trenzinho pela cidade e ainda ficamos assistindo o pouso de um helicoptero. Assim passou nosso dia de praia no balneario de Camburiu.
Em continuaçao as aventuras de Brusque, em nossas mega ferias de meio de ano, eu e minha trupe composta por Tio B, Tia Z e Mamy estamos nos divertindo a grande.
Hoje o dia foi das meninas fazerem compras, aproveitei para andar e fotografar, palmilhei Brusque de uma ponta a outra em busca de boas imagens.
A mistura dos açoreanos com alemaes produziu um povo unico, sua arquitetura ligeramente diferente do nosso cotidiano, a cortesia e educaçao. Sem contar os sabores que provamos aqui, Me fez amar o estado de Santa Catarina e coloca-lo em minha lista de estados onde gostaria de morar.
Em nossa aventura no sul, estamos em Brusque visitando a cidade, encontramos varios tesouros escondidos nos parques e jardins, vale a pena explorar a cidade. Tanta coisa bacana para ver, sabores para sentir.
O grupo de sempre : Mamy, Tio B, Tia Z estávamos aproveitando de montão estas ferias a meio do ano, para conhecer as terras de Santa Catarina e seu litoral norte, conhecendo cada cantinho e enchendo de fotos os rolos de 35 mm.
Descobrimos parques com teleférico, árvores petrificadas, trenzinhos e aviões em exibição para os turistas.
Chegamos ao emocionante velho oeste, cuidado com mexicanos, foras da lei e índios, tudo pode acontecer aqui, desde um ataque ao trem a vapor, bem como um assalto a diligencia e uma guerra dentro do forte apache. Coisa de louco tem uma cidadezinha americana do Texas selvagem, monte em seu cavalo, limpe sua arma e prepara-se para um emocionante dia.
O cotidiano no oeste selvagem americano encontramos aqui: brigas no Saloon, ataque de indios ao forte Apache, bandoleiros roubando o trem e por fim cowboys duelando na cidade e ladroes de diligencia atacando-a e sendo salva pela cavalaria.
E seguindo adiante vemos um belo exemplar de vapor do Mississippi.
Eu sou o pirata da perna de pau, do olho de vidro e da cara de mau, How how how uma garrafa de rum, eis a Ilha dos Piratas no Beto Carrero World. Uma divertida experiência para os pequenos aventureiros.
Fuja de tubarões, passe por uma ponte pencil em meio ha um ataque pirata, entre em uma taberna e peça um copo de rum, ouça tiros de canhões e veja uma replica do Pérola Negra. Eis os piratas do Beto, podemos ainda sair de la usando perna de pau e tapa olho. hohohoho
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
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Mainframe desde 1988