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sábado, 16 de fevereiro de 2019

☕💀 “OVERLORD III” — QUANDO O REI UNDEAD PAROU DE SER UMA LENDA… E SE TORNOU UMA AMEAÇA GLOBAL IRREVERSÍVEL

 

Bellacosa Mainframe e o bicho pegando em Overlord

☕💀 “OVERLORD III” — QUANDO O REI UNDEAD PAROU DE SER UMA LENDA… E SE TORNOU UMA AMEAÇA GLOBAL IRREVERSÍVEL



☕🖥️ A TERCEIRA TEMPORADA É O MOMENTO EM QUE OVERLORD SE TRANSFORMA EM UMA HISTÓRIA SOBRE DOMINAÇÃO SISTÊMICA

A primeira temporada apresentou Nazarick.
A segunda mostrou sua expansão silenciosa.

Mas a terceira temporada faz algo muito maior:

☠️ ela revela o nascimento oficial de um império inevitável.

Aqui, Overlord abandona de vez a estrutura tradicional de “aventura isekai”.

Não existe mais exploração inocente.

Agora tudo gira em torno de:

  • conquista;

  • geopolítica;

  • terror estratégico;

  • propaganda;

  • supremacia militar;

  • administração de poder absoluto.

É quase como assistir:

um supercomputador militar necromântico sendo conectado diretamente à infraestrutura mundial.

E o mais assustador:

☕💀 ninguém naquele mundo possui capacidade real de impedir isso.


📜 DADOS DA OBRA

ItemInformação
Título Originalオーバーロード III (Ōbārōdo III)
Título InternacionalOverlord III
Autor OriginalKugane Maruyama
Ilustraçõesso-bin
StudioMadhouse
DireçãoNaoyuki Itou
EstreiaJulho de 2018
Episódios13
GêneroDark Fantasy, Isekai, Guerra, Estratégia, Horror Psicológico
Classificação+17
OrigemLight Novel

☕🔥 SINOPSE DA TERCEIRA TEMPORADA

Após expandir sua influência nos bastidores, Ainz Ooal Gown decide institucionalizar seu domínio.

Enquanto Nazarick cresce em poder militar e político, reinos humanos entram em paranoia absoluta diante da ascensão do chamado:

☠️ Reino Feiticeiro

Ao mesmo tempo:

  • aventureiros desaparecem;

  • impérios entram em colapso;

  • guerras começam;

  • exércitos inteiros são exterminados;

  • e Ainz percebe que o medo pode ser uma arma mais eficiente do que qualquer magia.

A terceira temporada marca oficialmente:

o nascimento do maior poder geopolítico daquele mundo.


☕🧠 RESUMO DA HISTÓRIA


A temporada é dividida em arcos que ampliam enormemente a escala da narrativa.


👑 O ARCO DO IMPÉRIO

O Imperador Jircniv percebe rapidamente algo assustador:

Nazarick não pode ser enfrentada militarmente.

Então começa uma guerra política e psicológica.

Esse arco é brilhante porque mostra:

  • diplomacia;

  • paranoia;

  • espionagem;

  • manipulação estratégica.

Jircniv funciona como:

☕⚙️ um administrador tentando impedir que um sistema impossível monopolize toda a infraestrutura.

Mas cada movimento dele apenas confirma o domínio de Ainz.


🏴‍☠️ O ARCO DOS WORKERS

Esse é um dos momentos mais controversos e importantes da série.

Grupos de aventureiros invadem Nazarick acreditando estarem entrando numa dungeon comum.

O problema?

☠️ Nazarick não é uma dungeon.

É uma máquina viva de extermínio.

Esse arco muda completamente o tom da obra.

Até então, muitos espectadores ainda viam Ainz como “anti-herói”.

Mas Overlord III deixa claro:

Nazarick é aterrorizante.

As mortes deixam de ser “fantasia divertida” e passam a parecer horror psicológico.


⚔️ A BATALHA DAS PLANÍCIES DE KATZE


Esse é o momento em que Overlord redefine completamente escala de poder em anime isekai.

Ainz utiliza magia super tier diante de milhares de soldados.

Resultado?

☕💀 um massacre apocalíptico.

A cena não parece uma batalha.

Parece:

  • colapso sistêmico;

  • evento nuclear mágico;

  • falha irreversível de infraestrutura civilizacional.

Ali o mundo inteiro entende:

Nazarick não é apenas poderosa.

Ela é inevitável.


☕🖥️ AINZ FINALMENTE VIRA UM “CHEFE DE ESTADO”

Nas temporadas anteriores ele ainda agia como explorador cauteloso.

Agora não.

Ainz oficialmente cria:

☠️ O REINO FEITICEIRO

Isso muda completamente a natureza do anime.

A série deixa de ser apenas fantasia e vira:

  • administração imperial;

  • expansão econômica;

  • propaganda política;

  • controle populacional;

  • supremacia militar.

É quase um anime sobre gestão de um império impossível.


👑 PRINCIPAIS PERSONAGENS DA TEMPORADA

PersonagemPapel Temático
AinzPoder absoluto e isolamento
JircnivMedo racional
AlbedoAdministração fanática
DemiurgeEstratégia desumana
EnriCrescimento inesperado
Aura e MareDestruição silenciosa
WorkersArrogância humana

☕⚙️ TEMÁTICAS MAIS PROFUNDAS

☕ O medo como ferramenta de governo

Ainz percebe que destruir um exército diante de testemunhas gera mais controle do que conquistar lentamente.

A terceira temporada mostra:

terror também é infraestrutura política.


☕ O colapso da escala humana

Os humanos daquele mundo simplesmente não conseguem compreender Nazarick.

Isso cria uma sensação quase lovecraftiana.

Como enfrentar algo além da lógica da sua civilização?


☕ A burocracia do poder absoluto

Curiosamente, quanto mais poderoso Ainz fica…

mais tarefas administrativas aparecem.

Ele precisa lidar com:

  • diplomacia;

  • economia;

  • reputação;

  • logística;

  • gestão de subordinados.

Todo profissional enterprise reconhece isso:

☕🖥️ manter sistemas gigantescos funcionando é mais difícil do que conquistá-los.


☕💀 O QUE OVERLORD III TEM DE DIFERENTE?

✅ O protagonista já transcendeu o conceito de “herói”

Ainz agora opera como entidade geopolítica.


✅ A escala é absurda

As batalhas parecem guerras de civilizações.


✅ O anime mostra consequências reais

Quando Nazarick age:

  • economias quebram;

  • países entram em pânico;

  • religiões colapsam;

  • sociedades mudam.


✅ O horror psicológico aumenta

A terceira temporada é muito mais pesada emocionalmente.

Ela frequentemente pergunta:

“o que acontece quando um mundo medieval encontra uma força impossível de deter?”


🧠 MENSAGENS OCULTAS

☕ “Grandes sistemas se expandem naturalmente”

Nazarick cresce porque foi construída para crescer.

É quase uma crítica a:

  • impérios;

  • megacorporações;

  • sistemas burocráticos;

  • estruturas tecnológicas gigantescas.


☕ “Poder absoluto elimina diálogo”

Ninguém conversa com Ainz como igual.

Só resta:

  • medo;

  • adoração;

  • submissão.


☕ “Humanos subestimam sistemas complexos”

Os Workers acreditavam estar explorando ruínas comuns.

Na prática:

☕💀 entraram dentro de um supercomputador militar consciente.


🌍 IMPACTO CULTURAL

Overlord III consolidou definitivamente a franquia como um dos maiores dark isekais modernos.

A temporada ficou famosa por:

  • escala absurda das batalhas;

  • violência psicológica;

  • construção política;

  • cenas de massacre;

  • protagonismo monstruoso.

A batalha das Planícies de Katze virou uma das cenas mais icônicas do gênero.


🎼 ATMOSFERA E DIREÇÃO

A Madhouse intensifica:

  • iluminação sombria;

  • arquitetura colossal;

  • magia apocalíptica;

  • clima de inevitabilidade.

A trilha sonora constantemente transmite:

☕⚙️ “o mundo já perdeu… só ainda não percebeu.”


☕🚀 CONCLUSÃO

“Overlord III” é o momento em que a série abandona definitivamente qualquer ilusão de aventura tradicional.

Agora:

  • Nazarick domina;

  • reinos colapsam;

  • o medo governa;

  • e Ainz se torna algo maior do que um simples jogador.

Ele vira:

☕💀 uma entidade sistêmica.

Um administrador absoluto operando um império necromântico como se fosse um gigantesco ambiente enterprise sem concorrência possível.

E talvez o aspecto mais brilhante da temporada seja este:

quanto mais poderoso Ainz se torna… menos humano ele parece.


☕🔥 FRASE QUE DEFINE OVERLORD III

“Quando o sistema descobre que ninguém consegue desligá-lo… ele começa a dominar toda a infraestrutura ao redor.”

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

☕🔥 DB2 z/OS — COMO IDENTIFICAR THREADS PRESOS, PROBLEMAS DE POOL, CPU, MEMÓRIA, LOG E PERFORMANCE


 

Bellacosa Mainframe analisando o DB2 em busca de problemas

☕🔥 DB2 z/OS — COMO IDENTIFICAR THREADS PRESOS, PROBLEMAS DE POOL, CPU, MEMÓRIA, LOG E PERFORMANCE

No Db2 Mainframe, praticamente tudo gira em torno de:

  • Threads

  • Buffer Pools

  • EDM Pool

  • Logging

  • Tablespaces

  • I/O

  • CPU

  • Storage

  • Rede (DDF/DRDA)

  • Tempo de resposta

O segredo do Sysprog/DBA é saber:

“QUAL COMANDO MOSTRA O QUE ESTÁ SOFRENDO?”


🔥 1 — IDENTIFICANDO THREADS PRESOS (HANG / LOCK / DEADLOCK)


✅ COMANDO MAIS IMPORTANTE

-DISPLAY THREAD(*)

ou resumido:

-DIS THD(*)

📌 O que ele mostra

  • Threads ativos

  • Usuário

  • Plano

  • CPU consumida

  • Tempo ativo

  • WAITs

  • Locks

  • Corrrelation ID

  • Workstation

  • DDF

  • CICS

  • Batch


✅ EXEMPLO PRÁTICO

-DIS THD(*) TYPE(ACTIVE)

Saída típica:

STATUS=WAIT
PLAN=DSNESPCS
AUTHID=APPUSER
CORRID=CICS001
ELAPSED=00:12:55

📌 Interpretação

CampoSignificado
WAITThread parada esperando
ELAPSED altoPossível travamento
CICS001Região CICS origem
PLANAplicação responsável

🔥 Identificando lock

-DIS DATABASE(DBPAGTO) LOCKS

Exemplo

RESOURCE TYPE = PAGESET
LOCK STATE = CLAIM

📌 Isso indica

  • Objeto preso

  • Thread segurando lock

  • Possível contention


🔥 DEADLOCKS

-DIS THREAD(*) SERVICE(WAIT)

Procure:

STATUS=WAIT

🔥 CANCELANDO THREAD PROBLEMÁTICA

-CANCEL THREAD(token)

ou:

-CANCEL DDF THREAD(*)

Cuidado:

  • Pode causar rollback gigante

  • Pode explodir log

  • Pode gerar timeout em cascata


☕ 2 — PROBLEMAS EM BUFFER POOL

Bufferpool = cache de páginas do Db2.

Quando sofre:

  • CPU sobe

  • I/O explode

  • Tempo resposta piora


✅ COMANDO

-DISPLAY BUFFERPOOL(BP0)

ou:

-DIS BPOOL(BP0)

📌 O QUE ANALISAR

CampoProblema
VPSEQTMuito alto → sequential flooding
HIT RATIOBaixo → excesso de I/O
PREFETCHIneficiente
WRITE ENGINEGargalo disco

✅ EXEMPLO

-DIS BPOOL(BP1)

Saída:

HIT RATIO = 72%

📌 Interpretação

Muito ruim.

Ideal:

TipoIdeal
OLTP> 95%
Batch> 85%

🔥 ALTERANDO BUFFERPOOL

-ALTER BUFFERPOOL(BP1) VPSIZE(200000)

📌 O que isso faz

Aumenta memória do pool.

Menos I/O.
Menos CPU.
Mais cache.


☕ 3 — PROBLEMAS EM TABLESPACE


✅ STATUS DO TABLESPACE

-DIS DATABASE(DBFIN) SPACENAM(TSPAGTO)

📌 O QUE PROCURAR

StatusSignificado
STOPPparado
AREO*advisory reorg
RECPrecovery pending
COPYprecisa COPY
GRECPgroup recovery pending

✅ EXEMPLO

STATUS=AREO*

📌 Interpretação

Tablespace precisa REORG.

Impactos:

  • Performance ruim

  • Overflow

  • Mais GETPAGE

  • Mais CPU


🔥 RESOLVENDO

REORG TABLESPACE DBFIN.TSPAGTO

☕ 4 — ALTO CONSUMO DE CPU


✅ THREADS CONSUMINDO CPU

-DIS THREAD(*) DETAIL

Procure:

CPU=

📌 Exemplo

CPU=000123.456

Possíveis causas

ProblemaEfeito
SQL ruimCPU explode
Tablespace fragmentadoMais GETPAGE
Índice erradoTable scan
RUNSTATS antigoAccess path ruim
Lock contentionReprocessamento

🔥 COMANDO IMPORTANTE

-DIS STATS

📌 Mostra

  • EDM pool

  • Dynamic SQL cache

  • RID pool

  • Sort

  • Storage


☕ 5 — ALTO CONSUMO DE MEMÓRIA (STORAGE)


✅ COMANDO

-DIS STORAGE

📌 Mostra

  • Above the bar

  • Below the bar

  • 31-bit

  • 64-bit

  • Agentes Db2


EXEMPLO

DBM1
MSTR
DIST

📌 Interpretação

Address SpaceFunção
DBM1Buffer pools
MSTRControle
DISTDDF/network

🔥 STORAGE LEAK

Sinais:

  • DIST crescendo sem parar

  • Threads DDF não encerram

  • EDM saturado


☕ 6 — PROBLEMAS COM LOG DATASET

O log é o coração do recovery.

Quando sofre:

  • Commit lento

  • Rollback lento

  • Batch trava

  • CICS congela


✅ COMANDO

-DIS LOG

📌 Mostra

  • Active logs

  • Archive logs

  • Checkpoints

  • Utilização


EXEMPLO

ACTIVE LOG COPY 1
ACTIVE LOG COPY 2

📌 O QUE PROCURAR

ProblemaSinal
Log fullarchive atrasado
Checkpoint lentocommit lento
Dual logging falhandorisco recovery

🔥 LOG SATURADO

Mensagem clássica:

DSNJ110I

ou:

ARCHIVE LOG REQUIRED

🔥 SOLUÇÃO

  • Mais active logs

  • Logs maiores

  • Melhor disco

  • Archive mais rápido


☕ 7 — TEMPO DE RESPOSTA LENTO


✅ COMANDO

-DIS THREAD(*) DETAIL

Compare:

CampoInterpretação
ELAPSEDtempo total
CPUCPU real
SUSPENDespera

📌 EXEMPLO

ELAPSED=00:10:00
CPU=00:00:03

Interpretação

O problema NÃO é CPU.

É:

  • WAIT

  • I/O

  • Lock

  • Rede

  • Commit

  • Syncpoint


☕ 8 — PROBLEMAS DE REDE / DDF / DRDA

Muito comum hoje com:

  • Java

  • APIs

  • Microservices

  • JDBC

  • REST


✅ COMANDO

-DIS DDF

📌 Mostra

  • Threads distribuídas

  • TCP/IP

  • Localização

  • Status


EXEMPLO

STATUS=STARTD

🔥 THREADS DDF

-DIS THREAD(*) TYPE(SYSTEM)

📌 Procure

DIST

🔥 MUITAS CONEXÕES

Problemas:

  • Java pool ruim

  • Connection leak

  • Firewall timeout

  • Keepalive errado


☕ 9 — IDENTIFICANDO I/O EXCESSIVO


✅ COMANDO

-DIS BUFFERPOOL(BP0) DETAIL

Procure

CampoSignificado
SYNCH READleitura síncrona
PREFETCHleitura antecipada
WRITE I/Oescrita

📌 Se SYNCH READ sobe

Significa:

  • Cache ruim

  • Índice ruim

  • SQL ruim

  • Pool pequeno


☕ 10 — COMANDOS MAIS IMPORTANTES DO DBA/SYSPROG DB2

ObjetivoComando
Ver threads-DIS THREAD(*)
Ver locks-DIS DB(...) LOCKS
Ver bufferpool-DIS BPOOL
Ver log-DIS LOG
Ver storage-DIS STORAGE
Ver DDF-DIS DDF
Ver tablespace-DIS DB(...) SPACENAM
Ver utilities-DIS UTILITY(*)
Ver claims/drains-DIS DB(...) CLAIMERS
Ver status geral-DIS GROUP

☕🔥 FLUXO MENTAL DE TROUBLESHOOTING NO Db2


🚨 Usuário reclamou de lentidão

PASSO 1

-DIS THREAD(*) DETAIL

Ver:

  • CPU

  • WAIT

  • ELAPSED


PASSO 2

-DIS BPOOL(BP0) DETAIL

Ver:

  • Hit ratio

  • Sync I/O


PASSO 3

-DIS LOG

Ver:

  • Saturação

  • Checkpoint


PASSO 4

-DIS DB(...) LOCKS

Ver lock contention.


PASSO 5

-DIS STORAGE

Ver memory pressure.


☕🔥 SINTOMAS CLÁSSICOS E CAUSAS

SintomaPossível causa
CPU altaSQL ruim
ELAPSED altoWAIT/I/O
Commit lentoLog
DIST giganteJDBC leak
Lock timeoutThread presa
GETPAGE altoREORG necessário
Sync read altoPool pequeno
RID failureRID pool
EDM cheioDynamic SQL excessivo

☕🔥 O QUE OS GRANDES DBAs FAZEM

Eles sempre correlacionam:

  • THREAD

  • LOCK

  • BUFFERPOOL

  • SQL

  • LOG

  • STORAGE

  • DDF

Nunca analisam apenas um comando isolado.

Porque no Db2:

“O sintoma aparece em um lugar…
mas a causa real geralmente está em outro.”

 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

🔥💣 MIPS, MSU E 4HRA: O “RELÓGIO NUCLEAR” DO MAINFRAME — COMO A IBM TRANSFORMOU PODER DE PROCESSAMENTO EM MOEDA CORPORATIVA 💣🔥

 

Bellacosa Mainframe cobrança de uso do mainframe mips msu e 4hra

🔥💣 MIPS, MSU E 4HRA: O “RELÓGIO NUCLEAR” DO MAINFRAME — COMO A IBM TRANSFORMOU PODER DE PROCESSAMENTO EM MOEDA CORPORATIVA 💣🔥

“No mundo distribuído você compra servidor.
No Mainframe… você compra TEMPO DE CPU.”

Existe um momento na carreira de todo programador COBOL sênior em que ele percebe uma verdade brutal:

O código não roda sozinho.

Ele gera CUSTO.

E no universo IBM Z, custo tem nome, sobrenome e décadas de engenharia financeira:

  • MIPS
  • MSU
  • R4HA / 4HRA
  • SCRT
  • Sub-Capacity Billing
  • Capacity Planning

Sim…
o batch que você escreveu.
o SORT gigantesco.
o LOOP mal otimizado.
o SQL sem índice.
o programa COBOL que explode CPU em fim de mês…

Tudo isso pode literalmente alterar a fatura milionária de um datacenter.

Bem-vindo ao lado invisível do Mainframe:

A ECONOMIA DA CPU.


☕ Antes de Tudo: O Que São MIPS?

MIPS

“Million Instructions Per Second”

O termo nasceu nos anos 1970/1980 como tentativa de medir poder computacional.

A ideia parecia simples:

“Quantas milhões de instruções a máquina executa por segundo?”

Mas havia um problema gigantesco:

Nem toda instrução custa igual.

Uma instrução pode:

  • mover bytes
  • fazer I/O
  • executar decimal arithmetic
  • chamar microcode
  • acessar cache
  • disparar canal

Resultado:

MIPS virou referência comercial… não técnica.

Mesmo assim o mercado adotou o termo como linguagem universal de capacidade computacional.


🚀 O NASCIMENTO DO MSU

A IBM percebeu rapidamente que “MIPS” era impreciso demais para cobrança.

Então criou o:

MSU

Million Service Units

A partir dos anos 1980/1990, o MSU virou o padrão comercial IBM para:

  • licensing
  • software pricing
  • capacidade
  • contratos
  • cobrança de software
  • sub-capacity billing

🧠 Quem Criou o Conceito?

Não existe um “inventor único” formal do MSU como há em linguagens de programação.

O conceito surgiu internamente na IBM como evolução dos modelos de medição de capacidade do System/370 e ESA/390.

A consolidação comercial aconteceu fortemente na década de 1990.


📅 Linha do Tempo Histórica

AnoEvento
1964IBM System/360 nasce
1970sMercado começa a usar MIPS
1980sIBM cria modelos de Service Units
1990sMSU vira padrão de licensing
1999IBM introduz Sub-Capacity Pricing
2000sSCRT automatiza relatórios
2000sR4HA vira base de cobrança
HojeTudo continua girando em MSU

💣 O QUE É 4HRA / R4HA?

Aqui começa a parte que faz gerente de infraestrutura perder o sono.

R4HA

Rolling 4-Hour Average

ou popularmente:

4HRA

A IBM percebeu que cobrar pico instantâneo seria injusto.

Então criou um modelo mais “suave”:


☕ Como Funciona?

O sistema mede uso de CPU continuamente.

Depois calcula:

A média móvel das últimas 4 horas.

O maior valor encontrado no mês:

vira referência de cobrança.

Sim…
UM pico monstruoso pode impactar o mês inteiro.


🔥 Exemplo Realista

Imagine:

HorárioUso
08h400 MSU
09h500 MSU
10h650 MSU
11h900 MSU
12h850 MSU

O R4HA pode disparar absurdamente.

Resultado:

aumento de licensing.


💣 O DIA EM QUE O COBOL VIROU FINANCEIRO

Muitos programadores COBOL descobrem tarde demais:

CPU = dinheiro.

Exemplos clássicos:

  • SORT desnecessário
  • READ sequencial gigante
  • PERFORM UNTIL infinito
  • SQL sem índice
  • tabelas carregadas em memória
  • loops com string manipulation
  • COMP-3 mal utilizado
  • decimal arithmetic excessiva

Um único batch pode:

  • aumentar R4HA
  • elevar custo mensal
  • gerar war room operacional

🚀 O MAINFRAME NÃO COBRA HARDWARE…

ELE COBRA PICO

Essa é a genialidade — e crueldade — do modelo IBM.

O cliente não paga apenas:

  • máquina
  • memória
  • storage

Ele paga:

capacidade consumida.


☕ SURGE O SUB-CAPACITY BILLING

Nos anos 1990/2000 surgiu uma revolução:

Sub-Capacity Pricing

Antes:
software era cobrado pela capacidade TOTAL da máquina.

Depois:
passou a cobrar apenas LPARs usadas.

Isso salvou bilhões para clientes IBM Z.


🧠 SCRT — O “LEÃO DA RECEITA FEDERAL” DO z/OS

SCRT

Sub-Capacity Reporting Tool

Ferramenta IBM usada para:

  • gerar relatórios
  • medir consumo
  • validar licensing
  • produzir auditoria

Ela virou peça obrigatória no ecossistema IBM Z.


💣 CURIOSIDADE ABSURDA

Muitos bancos possuem:

  • equipes de performance
  • capacity planners
  • especialistas WLM
  • analistas RMF

cuja função principal é:

evitar aumento de R4HA.

Sim…
existem profissionais dedicados exclusivamente a impedir picos de CPU.


🔥 WLM: O “CONTROLADOR DE TRÁFEGO” DA CPU

O:

Workload Manager (WLM)

decide:

  • prioridades
  • classes de serviço
  • distribuição de CPU
  • importância de workloads

Ele é essencial para:

  • evitar estouro de MSU
  • controlar picos
  • proteger SLAs

🚀 EXEMPLO COBOL QUE PODE VIRAR DESASTRE

PERFORM UNTIL EOF
READ ARQ
AT END
MOVE 'S' TO EOF
NOT AT END
PERFORM PROCURA-TABELA
END-PERFORM

Agora imagine:

  • tabela sem SEARCH ALL
  • milhões de registros
  • batch concorrente
  • fechamento mensal

BOOM:

CPU explode.


☕ OTIMIZAÇÃO COBOL = ECONOMIA REAL

No Mainframe:

performance não é vaidade.

É orçamento corporativo.

Por isso surgiram:

  • tuning specialists
  • CPU optimization
  • DB2 access path analysis
  • zIIP offloading
  • assembler tuning

🔥 zIIP: O “PARAÍSO FISCAL” DO MAINFRAME

zIIP

IBM Z Integrated Information Processor

CPU especial criada para:

  • reduzir custo de licensing
  • descarregar workload

Workloads elegíveis:

  • DB2
  • XML
  • Java
  • IPSec
  • z/OS Connect
  • 일부 sort
  • analytics

Quando workload vai para zIIP:

muitas vezes não entra na conta principal de MSU.

Sim…
é quase uma engenharia tributária computacional.


💣 EASTER EGG DO MUNDO IBM Z

Existe uma piada clássica entre sysprogs:

“O usuário acha que CPU nasce na parede.”

Outra:

“Batch ruim não derruba sistema. Derruba orçamento.”


☕ VANTAGENS DO MODELO IBM

✅ Justiça proporcional

Quem usa mais, paga mais.

✅ Escalabilidade gigantesca

Permite crescer sem trocar arquitetura.

✅ Controle refinado

WLM + RMF + SCRT oferecem precisão absurda.

✅ Confiabilidade

Modelo maduro há décadas.

✅ Incentiva otimização

Empresas investem em engenharia de performance.


💣 DESVANTAGENS

❌ Complexidade extrema

Pouca gente realmente entende R4HA.

❌ Licenciamento caro

Especialmente software third-party.

❌ Pico pode custar fortuna

Um batch mal planejado pode impactar o mês.

❌ Dependência de especialistas

Capacity planning é quase uma ciência.


🚀 O PARADOXO DO MAINFRAME

Quanto mais eficiente o sistema:

menos ele custa.

Por isso COBOL sênior ainda é tão valorizado.

Porque um veterano:

  • entende I/O
  • entende CPU
  • entende paging
  • entende VSAM
  • entende DB2
  • entende JCL
  • entende SORT
  • entende batch window

E principalmente:

entende impacto financeiro invisível.


☕ O QUE O PROGRAMADOR MODERNO NÃO PERCEBE

No mundo cloud:

  • desperdiça CPU
  • sobe container
  • cria pod
  • escala horizontalmente

No Mainframe:

eficiência é cultura ancestral.

Cada instrução conta.

Cada I/O importa.

Cada SQL pode custar dinheiro REAL.


🔥 O MAINFRAME TRANSFORMOU PERFORMANCE EM ECONOMIA

E talvez essa seja uma das maiores genialidades da IBM.

Ela criou um ecossistema onde:

  • arquitetura
  • software
  • performance
  • negócio
  • finanças

viraram uma coisa só.

O COBOL deixou de ser apenas linguagem.

Virou ferramenta de gestão financeira operacional.

E no fim…
o verdadeiro poder do programador sênior não é fazer o programa funcionar.

É fazê-lo funcionar consumindo MENOS CPU.

Porque no IBM Z:

eficiência vale ouro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

💣🔥 ELE NÃO SEGUE REGRA DE NEGÓCIO… ELE REESCREVE O SISTEMA EM TEMPO DE EXECUÇÃO 🔥💣

 

Bellacosa Mainframe o isekai non sense CID Kagenon

💣🔥 ELE NÃO SEGUE REGRA DE NEGÓCIO… ELE REESCREVE O SISTEMA EM TEMPO DE EXECUÇÃO 🔥💣

Kage no Jitsuryokusha ni Naritakute! — CID, O NONSENSE QUE VIROU ARQUITETURA


🧠 INTRODUÇÃO — O PROCESSO QUE NÃO DEVIA EXISTIR (MAS DOMINA TUDO)

No mundo dos isekais, você espera heróis, vilões, arcos emocionais…
Aqui não.

Aqui você tem Cid Kagenou.

Um cara que:

  • não quer salvar ninguém
  • não quer reconhecimento
  • não quer coerência

👉 Ele quer encenar poder nas sombras.

💣 Só que o sistema inteiro decide levar isso a sério.


⚙️ CID — O “NONSENSE” QUE FUNCIONA COMO JOB CRÍTICO

Cid não é irracional… ele é desalinhado da realidade padrão.

🔹 COMO ELE OPERA

  • Cria teorias aleatórias → viram fatos reais
  • Improvisa decisões → geram resultados perfeitos
  • Age como ator → é interpretado como entidade suprema

💡 Em linguagem de mainframe:

ElementoTradução
CidProcesso batch invisível
AçõesScripts não documentados
ResultadoExecução bem-sucedida
LógicaInexistente (para humanos)

👉 Ele é o tipo de coisa que você encontra no z/OS e pensa:

“quem escreveu isso… e por que funciona há 20 anos?”


🎭 O NONSENSE COMO ARQUITETURA

O que parece “idiota” é, na verdade, o coração da obra:

👉 Cid vive em um roleplay constante
👉 O mundo responde como se fosse verdade absoluta

💣 Isso cria um fenômeno raro:

A fantasia individual dele vira realidade sistêmica


🕶️ SHADOW GARDEN — O SISTEMA DISTRIBUÍDO QUE NASCEU DE UMA PIADA

A organização criada por Cid… deveria ser fake.

Mas não é.

👉 Shadow Garden funciona como:

  • Cluster distribuído
  • Operação sigilosa
  • Inteligência tática real
  • Execução de alto nível

💡 Tradução Bellacosa:

Ele criou um “mock”… e virou produção.


👑 AS MENINAS DO BACKGROUND — AS THREADS QUE MANTÊM O SISTEMA VIVO

Aqui entra uma das partes mais brilhantes do anime:

👉 As garotas da Shadow Garden não são figurantes
👉 Elas são o verdadeiro motor operacional

🔥 PRINCIPAIS “PROCESSOS” DO SISTEMA

  • Alpha → liderança estratégica (tipo um JES2 coordenando tudo)
  • Beta → documentação e interpretação (quase um parser de logs do Cid)
  • Gamma → financeiro e estrutura (DB2 + controle de recursos)
  • Delta → execução bruta (CPU em full load sem throttle)

💡 E todas elas acreditam 100% que:

Cid é um gênio incompreensível.


🤯 O PARADOXO CENTRAL — QUEM ENTENDE O SISTEMA?

QuemVisão
Cid“Estou brincando”
Shadow Garden“Ele é um mastermind absoluto”
Mundo“Algo gigantesco está acontecendo”
Espectador“Isso não deveria funcionar… mas funciona”

👉 Esse desalinhamento é o coração da obra


🧩 EASTER EGG E CAMADA OCULTA

A obra inteira é uma sátira de:

  • Overlord → poder absoluto levado a sério
  • Code Geass → gênio estratégico teatral
  • Death Note → intelecto acima do mundo

💣 Só que aqui acontece o inverso:

Ele não é um gênio tentando parecer normal…
Ele é um “normal” fingindo ser gênio — e o mundo acredita.


⚠️ ANÁLISE CRÍTICA — ISSO NÃO É PRA TODO MUNDO

Esse estilo causa divisão:

  • ❌ Quem quer narrativa tradicional → acha absurdo demais
  • ✅ Quem entende o meta → vê genialidade

👉 Porque isso não é história linear
👉 É uma simulação de caos controlado


🔥 VISÃO MAINFRAME — O VERDADEIRO SEGREDO

Se você olhar tecnicamente:

  • Cid não controla diretamente
  • Ele não gerencia processos
  • Ele não valida nada

👉 Mas tudo converge para ele.

💡 Isso é o quê?

Arquitetura emergente baseada em comportamento caótico


💬 CONCLUSÃO — O SISTEMA QUE SE AUTO-ORGANIZA

Kage no Jitsuryokusha ni Naritakute! entrega algo raro:

💣 Um protagonista que não entende o próprio sistema
💣 Um sistema que funciona melhor por causa disso
💣 Personagens secundários que viram infraestrutura crítica


🚨 FRASE FINAL ESTILO BELLOSA

“Enquanto você tenta documentar o sistema…
o Cid já colocou tudo em produção sem nem saber que fez deploy.” 😄🔥

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

🟦 Exemplo de Programa COBOL – Tratamento de Mensagem IBM MQ

 


🟦 Exemplo de Programa COBOL – Tratamento de Mensagem IBM MQ


🎯 O que este programa faz

  1. Conecta ao Queue Manager

  2. Abre uma fila de entrada

  3. Lê uma mensagem (MQGET)

  4. Trata o conteúdo

  5. Atualiza dados (simulado)

  6. Faz COMMIT

  7. Fecha fila e desconecta


🧱 Premissas do exemplo

  • Execução:

    • Batch ou CICS (a lógica é a mesma)

  • Fila:

    • QUEUE.IN

  • Queue Manager:

    • QMGR01

  • Mensagem:

    • Texto simples

  • Modelo:

    • MQI síncrono

    • Commit explícito


📦 COPYBOOKS NECESSÁRIOS

COPY CMQC. COPY CMQX.

📌 Esses copybooks vêm do IBM MQ for z/OS
Normalmente ficam em SCSQCOBC.


🧠 Estrutura do Programa


🔹 IDENTIFICATION DIVISION

IDENTIFICATION DIVISION. PROGRAM-ID. MQCONSUM.

🔹 DATA DIVISION

DATA DIVISION. WORKING-STORAGE SECTION. 01 WS-QMGR-NAME PIC X(48) VALUE 'QMGR01'. 01 WS-QUEUE-NAME PIC X(48) VALUE 'QUEUE.IN'. 01 WS-HCONN PIC S9(9) COMP. 01 WS-HOBJ PIC S9(9) COMP. 01 WS-COMPCODE PIC S9(9) COMP. 01 WS-REASON PIC S9(9) COMP. 01 WS-MSG-LEN PIC S9(9) COMP. 01 WS-BUFFER. 05 WS-MSG PIC X(1024). 01 WS-MD LIKE MQMD. 01 WS-GMO LIKE MQGMO. 01 WS-OD LIKE MQOD.

🔹 PROCEDURE DIVISION


1️⃣ Conectar ao Queue Manager

CALL 'MQCONN' USING WS-QMGR-NAME WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQCONN - REASON: ' WS-REASON GO TO FIM-PROGRAMA END-IF.

📌 Easter egg:
Se falhar aqui, o problema não é a fila, é ambiente.


2️⃣ Abrir a fila

MOVE MQOD-DEFAULT TO WS-OD. MOVE WS-QUEUE-NAME TO WS-OD-OBJECTNAME. MOVE MQOO-INPUT-AS-Q-DEF TO WS-OD-OPTIONS. CALL 'MQOPEN' USING WS-HCONN WS-OD WS-HOBJ WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQOPEN - REASON: ' WS-REASON GO TO DESCONECTA END-IF.

3️⃣ Ler a mensagem (MQGET)

MOVE MQMD-DEFAULT TO WS-MD. MOVE MQGMO-DEFAULT TO WS-GMO. MOVE MQGMO-WAIT TO WS-GMO-OPTIONS. MOVE 5000 TO WS-GMO-WAITINTERVAL. CALL 'MQGET' USING WS-HCONN WS-HOBJ WS-MD WS-GMO LENGTH OF WS-BUFFER WS-BUFFER WS-MSG-LEN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE = MQCC-FAILED IF WS-REASON = MQRC-NO-MSG-AVAILABLE DISPLAY 'SEM MENSAGEM NA FILA' GO TO FECHA-FILA ELSE DISPLAY 'ERRO MQGET - REASON: ' WS-REASON GO TO ROLLBACK END-IF END-IF.

📌 Regra de ouro:

MQRC 2033 não é erro. É silêncio.


4️⃣ Tratar a mensagem

DISPLAY 'MENSAGEM RECEBIDA: ' WS-MSG(1:WS-MSG-LEN). *> Aqui você trataria o conteúdo: *> Parse, valida, chama DB2, CICS, etc.

5️⃣ Commit da transação

CALL 'MQCMIT' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQCMIT - REASON: ' WS-REASON GO TO ROLLBACK END-IF.

📌 Easter egg clássico:

90% dos “problemas de MQ” são COMMIT esquecido.


6️⃣ Fechar fila e desconectar

FECHA-FILA. CALL 'MQCLOSE' USING WS-HCONN WS-HOBJ MQCO-NONE WS-COMPCODE WS-REASON. DESCONECTA. CALL 'MQDISC' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON.

7️⃣ Rollback (se algo der errado)

ROLLBACK. CALL 'MQBACK' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. DISPLAY 'ROLLBACK EXECUTADO'. GO TO FECHA-FILA.

🔚 Fim do programa

FIM-PROGRAMA. STOP RUN.

🧠 O que este exemplo ensina (de verdade)

✔ Fluxo correto do MQ
✔ Tratamento de erros
✔ Uso de COMMIT / ROLLBACK
✔ Código legível para mainframer
✔ Pronto para:

  • Batch

  • CICS

  • IMS

  • DB2


📌 Dicas Bellacosa Mainframe

  • Sempre trate:

    • 2033 (no message)

    • 2009 (connection broken)

  • Nunca:

    • Esqueça COMMIT

    • Assuma que mensagem foi consumida

  • Pense em MQ como:

    DB2 sem SQL

     

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

⏳💭 O Relógio Mental e a Ilusão do Tempo — Quando a Vida Vira um Loop de Execução Infinita

 


⏳💭 O Relógio Mental e a Ilusão do Tempo — Quando a Vida Vira um Loop de Execução Infinita
por Bellacosa Mainframe – edição El Jefe Midnight


Tem dias em que o corpo está novo, mas a alma parece rodar num hardware vintage.
O relogio mental marca outro tempo — mais lento, mais cansado, mais cheio de logs pendentes.
É o descompasso entre a idade física e a idade emocional, o timing que o sistema operacional da vida nunca sincroniza direito.

Nos ensinaram a medir o tempo por produtividade.
E a cada ciclo, a meta sobe, o descanso encurta, o foco se dispersa.
Vivemos um loop job eterno, onde a rotina é o JCL e o relógio é o scheduler invisível que dita o ritmo da existência.


🕰️ 1. O BUG DO SISTEMA: CORRER SEM SABER PRA ONDE

Desde cedo, somos programados para executar sem questionar.
“Estude pra trabalhar, trabalhe pra pagar, pague pra viver.”
Mas ninguém explica que esse ciclo batch não tem ponto de parada — e que, se você não fizer um STOP RUN consciente, o sistema entra em loop infinito.

O resultado?
Corpo exausto, mente ansiosa, e a sensação de que o tempo está sempre um passo à frente.

“A vida moderna é o único sistema que processa mais rápido quanto mais você se sente atrasado.”


⚙️ 2. O DESCOMPASSO INTERNO

A idade física é cronológica.
A mental é emocional e contextual — depende do peso que você carrega e da leveza que permite.
Há jovens de 25 com alma de 70, e idosos de 70 com brilho de 25.
O relógio interno não conta anos — ele mede histórias, pressões e pausas negadas.

Cada vez que você abre mão de si mesmo pra caber em mais uma planilha, o ponteiro interno adianta.
E quando tenta desacelerar, vem a culpa — como se descansar fosse downtime improdutivo.


🌿 3. COMO REPROGRAMAR O RELÓGIO MENTAL

🧘‍♂️ SYNC CLOCK — pare de comparar o seu tempo com o dos outros.
Cada mente roda num firmware diferente.
Alguns processam rápido, outros precisam de sleep mode.
E tudo bem — não existe SLA pra alma.

🌅 ADJUST PRIORITY — coloque o essencial em HIGH.
Dormir bem, comer com calma, conversar com quem te entende.
Esses são os core jobs da saúde mental.

💬 RUN REFLECTION — ao invés de medir o dia pelo que entregou, meça pelo que sentiu.
Quantas risadas? Quantos respiros? Quantas pausas sem culpa?

🔁 AUTOTUNE MODE — revise sua rotina como quem ajusta performance:
se está sempre cansado, algo no batch diário está mal dimensionado.

“Equilíbrio não é fazer tudo. É fazer o suficiente para ainda se reconhecer no espelho.”


🧩 4. POR QUE O SISTEMA NOS MANTÉM CORRENDO

Porque um ser exausto não questiona.
O mundo moderno se alimenta da pressa — ela movimenta consumo, status, ansiedade e dependência.
O sistema te quer online, mas nunca pleno.
Quer que você execute comandos, não que reflita sobre eles.

Mas existe uma rebeldia silenciosa em viver devagar.
Em responder com calma.
Em aceitar que o relógio pode girar, mas você não precisa girar com ele.


☕ Epílogo Bellacosa

No fim, talvez não sejamos lentos nem atrasados.
Talvez só estejamos em outro fuso emocional.
E tudo bem.
O tempo da alma não obedece a relógios digitais.

“Viver é aprender a sincronizar o coração com o relógio da consciência — e não com o cronômetro do mundo.”

💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

 


💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

Acordava cedo, o sol mal nascido sobre os telhados de Guaianazes, extremo leste de São Paulo.
Marmita na sacola, mochila com cadernos e livros, gravata meio torta, e um coração cheio de sonhos. Sempre atrasado e sempre correndo. Num contra-relogio que pequenos atrasados eram questão de vida e de morte.

🚆 O destino? Avenida Paulista.

Pegava os trens cacarecos da CBTU, que somente um milagre divino, fazia funcionar, pessoas penduradas, portas abertas, alguns maconheiros e evangélicos disputavam centímetro a centímetros o espaço interior dos vagões. Ao chagar no Brás, outra epopeia, agora os ônibus hiper lotados do Largo da Concórdia, atravessava o centro velho e subia a cidade como quem sobe uma montanha.
No caminho, via o Brasil real — gente simples, batalhadora, movendo a engrenagem da metrópole.

Eu era office-boy, entre documentos, carimbos e filas de banco.
Mas o que me fascinava mesmo eram os terminais 3270.
Aquelas telas verdes piscando códigos… pareciam janelas para outro mundo.

Um dia, uma caixa misteriosa chegou ao escritório.
Dentro dela, um microcomputador XT, monitor VGA novinho.
Zero quilômetro. Zero medo. Só ninguém sabia montar. 😅

Tomei coragem e fui até a sala do gerente geral, o Dr. Vicente Kazuhiro Okazaki.
Pedi permissão para instalar. Ele me olhou, surpreso — um garoto cheio de espinhas, solicitando pra mexer em um computador.

Depois de um silêncio que pareceu uma eternidade, ele sorriu, pegou o telefone e ligou para a secretaria Elizabeth:

“Deixa o rapaz montar esta maquina. Vamos ver no que dá.”

E ali, entre uma entrega e outra, entre um 3270 e uma marmita aquecida no vapor, na sala de reunião improvisada como refeitorio: eu comecei a minha grande aventura: pilotar o pc,  digitar, conectar, aprender e entrei num portal do outro mundo.



💻 Aquele PC virou meu laboratório.
A Avenida Paulista, meu primeiro datacenter.
E o office-boy da Zona Leste, o aprendiz que descobria a magia dos sistemas.

Hoje, quando vejo uma API REST conversando com um mainframe, lembro daquele XT.
Daquela tela VGA monocromático verde, o barulhinho do leitor de disquetes 5 1/4 carregando o sistema MS-DOS, a maquina inicializando naquele prompt, piscando o futuro.
E do dia em que liguei, ao mesmo tempo, um computador e o meu destino.

Naquele momento nunca imaginei, que iria chegar tão longe, tinha sonhos, tinha esperanças, mas a realidade era muido dura,  os desafios e perigos enormes. Obrigado Dr. Vicente por ter acredito em mim.


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