☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Gostou do conteúdo? Ajude a manter o café quente, o COBOL compilando e o mainframe acordado. 😄
☕ Pague um café ao Bellacosa

Translate

sábado, 16 de abril de 2016

Teatro amador em Campinas SP

Bellacosa Mainframe e o teatro amador na estação cultura de campinas

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🎭 Teatro Amador em Campinas — Memórias revisitadas dez anos depois

Esta postagem de abril de 2016 parece simples. Algumas fotografias, pequenos vídeos, uma aula de teatro amador e a velha Estação Central de Campinas como cenário.

Mas, dez anos depois, consigo enxergar muito mais coisas escondidas dentro dessas imagens.

Naquela época eu vivia um breve romance com Ana Paula. Nossa história ainda teria muitas páginas pela frente: nós nos reencontraríamos em 2018 e viveríamos juntos, mantendo nosso relacionamento até 2025. Mas nada disso era conhecido naquele sábado de 2016.

Naquele momento existiam apenas duas pessoas vivendo suas próprias descobertas.

Ana Paula havia se separado em 2014 e estava atravessando uma fase de redescoberta da vida. Era uma linda mulher na casa dos quarenta anos querendo experimentar aquilo que durante muito tempo havia ficado para depois.

Era quase como observar um pássaro que acabara de descobrir que a porta da gaiola estava aberta.

E ela queria voar.

Eventos, passeios, atividades, lugares diferentes — havia um mundo inteiro esperando do lado de fora. Como sempre gostou de teatro, encontrou um curso de teatro amador realizado aos sábados na Estação Cultura de Campinas e resolveu participar.

E foi assim que, em alguns daqueles sábados, eu também apareci por lá.

Não como aluno.

Eu ia assistir às aulas, acompanhar um pouco daquele universo e, naturalmente, fazer aquilo que sempre gostei de fazer:

explorar.



🚂 Enquanto havia teatro no palco, havia história nos corredores

A Estação Cultura era particularmente fascinante para mim.

Não era simplesmente um prédio onde estava acontecendo uma aula de teatro. Aquela era a antiga estação ferroviária de Campinas, um lugar carregado de memória, arquitetura e vestígios de uma cidade construída ao redor dos trilhos.

E havia uma vantagem maravilhosa naqueles sábados.

Portas estavam abertas.

Salas e espaços que normalmente eu encontraria fechados estavam sendo utilizados pelas atividades culturais. Enquanto Ana Paula participava dos exercícios, eu tinha a oportunidade de observar detalhes do edifício, caminhar por seus espaços e descobrir pedaços daquela velha estação.

Fotografava.

Filmava.

Olhava portas, corredores, estruturas, plataformas e pequenos detalhes que provavelmente passariam despercebidos para quem estivesse ali apenas esperando alguém terminar uma aula.

Para mim aquilo era uma expedição.

Era possível sair de Itatiba em uma manhã de sábado simplesmente para acompanhar uma aula de teatro e terminar o dia tendo descoberto mais um pedaço da história de Campinas.



📷 Eu ainda não sabia que estava construindo um arquivo

Talvez esta seja a parte mais curiosa quando revejo essas postagens tantos anos depois.

Na época eu não pensava:

“Preciso documentar este momento para que em 2026 possa reconstruir minha história.”

Eu simplesmente fotografava.

Gravava.

Escrevia algumas linhas.

Publicava.

Pareciam acontecimentos banais do cotidiano.

Mas o cotidiano envelhece.

E quando envelhece suficientemente, transforma-se em memória.

Uma fotografia que em 2016 mostrava simplesmente uma aula de teatro passa a registrar roupas, pessoas, objetos, arquitetura e uma Campinas que já começou a mudar.

Um pequeno vídeo deixa de ser apenas um vídeo.

Torna-se uma janela.

E aquela postagem curtíssima que escrevi naquela época funciona hoje como uma etiqueta presa a uma caixa:



Campinas. Abril de 2016. Ana Paula. Teatro. Estação Cultura.

Quando abro a caixa, aparecem novamente os corredores, os sábados, as viagens saindo de Itatiba e aquela vontade permanente de descobrir o que existia depois da próxima porta.

🗺️ Itatiba ficava cada vez maior

Tecnicamente eu continuava morando em Itatiba.

Mas meu território pessoal já ultrapassava havia muito tempo os limites da cidade.

Campinas fazia parte desse mapa.

Cada compromisso podia se transformar em desculpa para conhecer outra rua, outro prédio, outra estação, outro parque ou alguma história escondida.

Se Ana Paula tinha teatro durante algumas horas, eu não enxergava aquilo como tempo de espera.

Era tempo de exploração.

Talvez por isso tantas dessas pequenas postagens tenham sobrevivido.

Enquanto muita gente esperaria sentada olhando o relógio, eu desaparecia com uma câmera.

E voltava carregando fotografias.

🎭 O palco era maior do que imaginávamos

Há ainda outra coisa interessante quando olho para tudo isso dez anos depois.

Ana Paula estava fazendo teatro.

Mas, de certa maneira, todos nós estávamos entrando em atos de uma peça cujo roteiro ainda não conhecíamos.

Em 2016 tivemos aquele breve romance.

A vida seguiu.

Em 2018 nossos caminhos voltariam a se encontrar.

Depois viveríamos juntos e construiríamos uma história que chegaria até 2025.

Por isso aquelas imagens da Estação Cultura adquiriram outra dimensão.

Elas pertencem ao primeiro ato.

Não havia como o Vagner segurando a câmera em 2016 saber o que aconteceria dois anos depois, muito menos imaginar onde aquela história estaria quase uma década mais tarde.

Talvez seja justamente isso que torne fotografias antigas tão poderosas.

Elas sabem apenas o passado.

Nós é que conhecemos o futuro delas.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Hoje olho para aquela postagem e percebo que não estava documentando apenas uma aula de teatro amador.

Eu estava registrando uma mulher redescobrindo possibilidades.

Estava registrando o começo de uma história que ainda teria outros atos.

Estava registrando uma velha estação ferroviária transformada em espaço de cultura.

Estava registrando Campinas.

Estava registrando minhas pequenas viagens saindo de Itatiba.

E, sem perceber, estava registrando a mim mesmo.

Talvez seja por isso que eu não goste de apagar os registros antigos apenas porque são pequenos, imperfeitos ou possuem poucas palavras.

O texto antigo permanece.

As fotografias permanecem.

Os vídeos permanecem.

E acrescento aquilo que a memória ainda consegue recuperar.

Porque dez anos depois descobrimos uma coisa curiosa:

às vezes uma postagem de cinco linhas carregava uma história que precisava de dez anos para conseguir ser contada.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Aula de teatro na estação cultural.


Tarde bem animada na antiga estação da Fepasa em Campinas, onde todo o espaço foi devolvido ao publico como área de cultura.



Aulas de dança, sapateado, teatro e artes circenses... para todas as idades, tudo gratuito e incentivado para atrair todas as classes.

Então ja sabe se esta em casa sem fazer nada, vista uma roupa de ginástica e um ténis confortável e corra para cá. Diversão garantida.
☕ Gostou deste café?
Siga o Bellacosa Mainframe e acompanhe os próximos artigos.
SEGUIR O BLOG

Sem comentários:

Enviar um comentário

De Fã para Fã. Conteúdo não oficial produzido como homenagem, comentário, análise ou paródia. Personagens, marcas e obras eventualmente mencionados pertencem aos seus respectivos titulares.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...