segunda-feira, 30 de setembro de 2024

🔥 JCL no z/OS 3.2 — o silêncio que sustenta tudo

 

Bellacosa Maiframe apresenta JCL V3.2 Job Control Language

🔥 JCL no z/OS 3.2 — o silêncio que sustenta tudo



📅 Datas importantes

  • Release (GA): setembro de 2024

  • Final de suporte IBM (EoS): 30 de setembro de 2029 (ciclo padrão de suporte)

O z/OS 3.2 não veio para “mudar o jogo”.
Ele veio para confirmar quem sempre mandou no jogo.


🧬 Contexto histórico

O z/OS 3.2 nasce num mundo onde:

  • Cloud híbrida já é chão de fábrica

  • Observabilidade virou obrigação

  • Segurança é contínua

  • Automação é regra

  • APIs e eventos disparam tudo

E mesmo assim…

👉 o JCL continua sendo o último elo confiável entre intenção e execução.

Bellacosa resumiria assim:

“O mundo ficou barulhento.
O JCL continua em silêncio… funcionando.”


JCL V3.2 Job Control Language

✨ O que há de novo no JCL no z/OS 3.2

A resposta curta (e honesta):

❌ Nada mudou na linguagem
✅ Tudo mudou no peso estratégico do JCL

🆕 1. JCL como fundação do core digital

No z/OS 3.2:

  • O batch é oficialmente serviço corporativo

  • JCL é disparado por:

    • APIs

    • eventos

    • pipelines

    • schedulers cognitivos

  • O JCL vira o contrato final de execução

👉 Se passou pelo JCL, aconteceu de verdade.


🆕 2. JES2 no ponto máximo de previsibilidade

  • Escala massiva de jobs concorrentes

  • Spool estável como rocha

  • Restart e recovery totalmente previsíveis

  • Integração total com automação e monitoramento

O operador agora governa fluxo,
não apaga incêndio.


🆕 3. DFSMS completamente orientado a políticas

  • Storage cada vez mais autônomo

  • Menos parâmetros manuais

  • Menos erro humano

  • Mais inteligência sistêmica

O resultado?
👉 JCL mais limpo, mais legível e mais durável.


🔧 Melhorias percebidas no dia a dia

✔ Batch 24x7 sem drama
✔ Menos “gambiarras históricas”
✔ Mais padronização
✔ JCL tratado como código crítico
✔ Auditoria e rastreabilidade nativas

Nada mudou no //STEP EXEC.
Tudo mudou na responsabilidade do job.


🥚 Easter Eggs (para mainframer raiz)

  • 🥚 JCL escrito no OS/360 ainda roda no z/OS 3.2

  • 🥚 IEFBR14 segue vivo e respeitado

  • 🥚 Comentários em JCL mais antigos que DevOps 😅

  • 🥚 O erro mais comum continua sendo:

    • RC ignorado

    • DISP mal planejado

    • dataset em uso em produção

👉 Tecnologia evolui. Erro humano é backward compatible.


💡 Dicas Bellacosa para JCL no z/OS 3.2

🔹 Trate JCL como ativo estratégico corporativo
🔹 Pense no job como serviço crítico, não script
🔹 Versione JCL como código
🔹 Padronize nomes, comentários e RC
🔹 Documente decisões, não só comandos

🔹 Sempre use:

  • IF / THEN / ELSE

  • RC explícito

  • SYSOUT claro

  • comentários pensando em décadas

Esse JCL vai rodar quando você não estiver mais aqui.


📈 Evolução do JCL até o z/OS 3.2

EraPapel do JCL
OS/360Controle batch
MVSAutomação
OS/390Base corporativa
z/OS V1.xOrquestração
z/OS V2.xMundo híbrido
z/OS 3.1Core digital
z/OS 3.2Alicerce definitivo

👉 No z/OS 3.2, o JCL não é discutido.
Ele é assumido.


📜 Exemplo de JCL “cara de z/OS 3.2”

//BELL32 JOB (ACCT),'JCL z/OS 3.2', // CLASS=A,MSGCLASS=X,NOTIFY=&SYSUID //* //* JOB EXPOSTO COMO SERVIÇO CORPORATIVO //* DISPARADO POR API / EVENTO / PIPELINE //* //STEP01 EXEC PGM=COREPROC //STEPLIB DD DSN=BELLACOSA.LOADLIB,DISP=SHR //SYSOUT DD SYSOUT=* //* //IF (STEP01.RC = 0) THEN //STEP02 EXEC PGM=IDCAMS //SYSPRINT DD SYSOUT=* //SYSIN DD * DELETE BELLACOSA.WORK.DATA SET MAXCC = 0 /* //ENDIF

💬 Comentário Bellacosa:

“Esse job não sabe quem o chamou.
E isso é exatamente o motivo pelo qual ele é confiável.”


🧠 Comentário final

O JCL no z/OS 3.2 é a confirmação definitiva de uma verdade antiga:

🔥 Confiabilidade não se reinventa.
Ela se preserva.

Enquanto novas plataformas prometem estabilidade,
o JCL segue entregando há mais de 60 anos.

JCL não é passado.
JCL é o chão onde o futuro pisa.

sábado, 28 de setembro de 2024

🔥 ZOWE: O Mainframe Falando a Língua do Mundo Moderno

 

Bellacosa Mainframe apresenta o Zowe 3.0

🔥 ZOWE: O Mainframe Falando a Língua do Mundo Moderno

Um guia definitivo para quem vive entre COBOL, APIs e DevOps

Se você ainda acha que mainframe é só tela verde, ISPF e 3270, chegou a hora de atualizar o firmware mental.
O nome disso é Zowe — e ele não veio para substituir o z/OS, mas para traduzir o mainframe para o século XXI.

Neste artigo, vamos direto ao ponto, sem marketing vazio, no melhor estilo Bellacosa Mainframe:
o que é Zowe, para que serve, onde brilha, onde NÃO entra e por que ele é essencial hoje.


Zowe 3.0

🧠 O que é o Zowe, afinal?

Zowe é um framework open source criado para permitir que aplicações modernas, desenvolvedores não-mainframe e ferramentas DevOps trabalhem com e sobre o z/OS.

Ele nasce para resolver um problema clássico:

“Como integrar o mainframe ao ecossistema web, cloud e DevOps sem quebrar tudo o que funciona há 40 anos?”

A resposta foi: abstração, APIs, CLI e Web — sem mexer no core.


🧩 Os 3 Pilares do Zowe

1️⃣ Zowe CLI – O mainframe na linha de comando

O Zowe Command Line Interface permite executar operações no z/OS a partir de:

  • Windows

  • Linux

  • macOS

Usando shell local, scripts e pipelines.

Com ele você pode:

  • Submeter batch jobs

  • Emitir comandos TSO e z/OS

  • Manipular datasets MVS e USS

  • Automatizar tarefas em Jenkins, GitHub Actions, Bamboo etc.

⚠️ Importante (pegadinha de prova):
👉 Zowe CLI NÃO emula 3270
👉 Zowe CLI NÃO executa transações CICS interativas

CLI é comando, automação e integração — não tela verde.


2️⃣ Zowe Application Framework – Web no coração do z/OS

Aqui mora o Zowe Desktop, a interface web desktop-like, acessível via browser.

Ele oferece:

  • Navegação e edição de datasets

  • Visualização de jobs e spool

  • Integração com TN3270

  • Aplicações web plugáveis

E o mais importante:

  • Suporte a Angular, React e IFrame

  • Desenvolvimento em JavaScript, Java e tecnologias mainstream

  • Ambiente amigável para devs que nunca ouviram falar de ISPF

📌 Zowe não substitui ISPF, CICS ou IMS
Ele complementa — e muito bem.


3️⃣ Zowe API Mediation Layer – O gateway do mainframe

O API Mediation Layer (API ML) é o tradutor oficial entre o z/OS e o mundo REST.

Ele fornece:

  • Ponto único de acesso a múltiplos serviços REST

  • Catálogo de APIs com Swagger/OpenAPI

  • Segurança centralizada

  • Roteamento e balanceamento de carga

⚠️ Atenção:

  • Zowe não cria APIs automaticamente

  • Zowe não melhora performance das APIs

Ele organiza, protege e expõe o que já existe.


🔐 Segurança: nada de gambiarra

Zowe usa a segurança nativa do z/OS:

  • RACF

  • ACF2

  • Top Secret

Autenticação é feita com:

  • User ID e password válidos

  • Permissões reais do sistema

Nada de “security by JavaScript”.


🟢 Onde o Zowe BRILHA (e muito)

  • Integração do mainframe com DevOps e CI/CD

  • Abertura do z/OS para desenvolvedores não-mainframe

  • Automação moderna sem mexer no core

  • Criação de dashboards web com dados do z/OS

  • Padronização e governança de APIs

  • Open source de verdade, com comunidade ativa


🔴 Onde o Zowe NÃO entra

Vamos ser claros:

Zowe NÃO é:

  • Emulador 3270

  • Substituto do ISPF

  • Substituto do z/OSMF

  • Ferramenta de automação interna (WTOR, exits, SMF)

  • Ambiente J2EE/WebSphere

  • Solução mágica de performance

👉 Se envolve tela verde interativa, exits, automação interna, SDSF raiz
👉 não é Zowe


📊 Regra de ouro Bellacosa Mainframe

Web, API, CLI, DevOps, automação externa → ZOWE
3270, ISPF, CICS interativo, automação interna → NÃO ZOWE

Simples assim.


🚀 Por que o Zowe é estratégico hoje?

Porque ele resolve um problema real:

  • O mainframe continua crítico

  • O mercado exige integração, velocidade e automação

  • Novos desenvolvedores não querem aprender ISPF antes de produzir

Zowe não mata o mainframe.
Ele garante que o mainframe continue vivo, integrado e relevante.


☕ Conclusão – estilo Bellacosa

Zowe não é moda.
Zowe é sobrevivência arquitetural.
Quem entende Zowe hoje, lidera a modernização amanhã — sem quebrar o legado que paga as contas.

Se você trabalha com IBM Z e ainda ignora o Zowe, o problema não é o mainframe.
É a sua estratégia.


quarta-feira, 25 de setembro de 2024

🌌 Trilogia Gesto – Toque – Ausência

 


🕯️ El Jefe Midnight Lunch apresenta

🌌 Trilogia Gesto – Toque – Ausência

Por Bellacosa Mainframe


Há ideias que não nascem — acontecem.
E há trilogias que não são planejadas — fluem, como se o próprio universo tivesse decidido escrevê-las por nossas mãos.

Foi assim com esta série, nascida nas madrugadas insones do El Jefe Midnight Lunch, quando o café já esfriou, o cursor pisca em silêncio e a mente vibra entre o código e a contemplação.

Hoje, apresento oficialmente a Trilogia Gesto – Toque – Ausência:
um mergulho no que não se diz, no que se sente, e no que permanece.


🫱 Capítulo I — As Mãos no Japão

“O gesto é a primeira linguagem — anterior à fala, anterior ao medo.”

Neste primeiro capítulo, exploramos a mística das mãos japonesas — o toque que cura, o gesto que comunica sem palavras, o símbolo que atravessa eras.
Das mudras budistas às mãos que dobram origamis, das que empunham katanas às que servem chá com precisão milenar.

Falamos de respeito, de energia, de ki — e de como cada movimento é uma oração discreta, uma linha de código entre corpo e alma.

💡 Curiosidades:

  • A palavra japonesa “te” (手) aparece em dezenas de expressões idiomáticas — cada uma revelando uma emoção humana.

  • Nos animes, o gesto da mão estendida (como o de Tanjiro ou o toque de Naruto e Sasuke) é metáfora pura: redenção, laço, promessa.

🔗 Leitura recomendada: “As Mãos no Japão — entre gestos, símbolos e alma digital.”

Parte I


✋ Capítulo II — As Mãos nos Animes

“Cada toque é uma variável entre o destino e o acaso.”

Aqui o gesto se transforma em emoção animada.
Revisitamos os toques mais icônicos dos animes — do aperto de mãos entre Luffy e Shanks, à despedida muda entre Edward e Alphonse, à palma de Tanjiro se erguendo contra o vento.

A mão é o elo entre mundos: carne e alma, amizade e perda, criação e destruição.
Em frames e trilhas, o toque se torna poesia visual — e o silêncio que o segue, confissão.

🎬 Cenas eternas:

  • Fullmetal Alchemist — o toque que separa irmãos e reescreve o mundo.

  • Naruto — a mão que rompe o ciclo do ódio.

  • One Piece — a mão que sela o sonho e o adeus.

🔗 Leitura recomendada: “As Mãos nos Animes — o toque que move o coração.”

Parte II


🕯️ Capítulo III — As Palavras Não Ditam: o Silêncio nos Animes

“O vazio é o código-fonte da emoção.”

Fechando o ciclo, chegamos à ausência.
Depois do gesto (intenção) e do toque (ação), resta o silêncio — o espaço entre as notas, o instante que ressoa depois da música.

No Japão, esse espaço tem nome: 間 (Ma) — o tempo suspenso entre o que é e o que será.
Nos animes, o “Ma” é aquele momento em que o som para e o coração escuta: o último olhar, o vento antes da batalha, a respiração antes da confissão.

É o não-dito que diz tudo.
O silêncio que fala — e, por isso, comove.

🎧 Animes que o eternizaram:

  • Grave of the Fireflies — o luto que não grita.

  • Your Name — o amor que não precisa de palavras.

  • Attack on Titan — o peso do vazio após o sacrifício.

🔗 Leitura recomendada: “As Palavras Não Ditam — o silêncio nos animes.”

Parte III


🌙 A Trilogia em Harmonia

🫱 Gesto — a intenção.
Toque — a conexão.
🕯️ Ausência — a eternidade.

Três capítulos, três camadas da mesma emoção:
o humano, o espiritual e o etéreo.
Assim como o som precisa do silêncio, e a luz precisa da sombra, cada parte desta trilogia se apoia na outra para existir.


💬 Pós-créditos de uma mente insone

Essa trilogia nasceu como tudo no El Jefe:
sem planejamento, sem briefing, sem algoritmo — apenas um lampejo às 2h47 da madrugada, quando a mente e o mainframe vibram no mesmo clock.

Talvez seja o início de algo maior: um ciclo sobre emoções codificadas, espiritualidade digital, filosofia otaku — e tudo o mais que habita esse espaço entre o raciocínio e a poesia.


📜 “O gesto abre o ciclo, o toque o revela, e o silêncio o encerra.”
Bellacosa Mainframe,
em alguma madrugada entre o café frio e o logoff.


terça-feira, 24 de setembro de 2024

COBOL razões por dominar o CPD.

Por que o COBOL continua a dominar o Processamento de Dados no Mundo dos Negócios? Uma linguagem orientada a negócios precisa declarar, gerenciar e manipular dados heterogêneos. Programas de negócios misturam strings de comprimento fixo e variável, dados de ponto flutuante, inteiros e decimais com abandono selvagem em estruturas de registro complicadas, geralmente com partes variáveis. Os programadores de banco de dados estão familiarizados com alguns desses problemas, e ferramentas de mapeamento objeto-relacional tropeçam nessas complexidades regularmente.

Cobol o Rei dos CPDs

Por que o COBOL continua a dominar o processamento de dados no mundo dos negócios? Os dados comerciais e financeiros precisam ser gerenciados usando tipos de dados decimais verdadeiros. Os sistemas de contabilidade devem estar corretos até o último dígito decimal e precisam reproduzir exatamente os resultados do cálculo manual; números convencionais de ponto flutuante levam a complexidades e erros.

Fluxo de Compilação de um programa COBOL com DB2

Infografico demonstrando o fluxo de compilação de um programa mainframe COBOL com acesso ao Banco de Dados DB2.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Conheça a Stack Mainframe

Bem-vindo a Stack Mainframe, aprenda COBOL #ibm #mainframe #cobol #cics #db2 #sdsf #jes2 #job #jcl #rexx #qsam #vsam

Uma aula com a lendaria Grace Hopper

Este video é uma pequena olhadela na sua didatica. Uma lendaria mulher que ajudou a criar o mundo da informatica que vivemos hoje.

Pergunte ao Bat Computer

Batman 1966 foi alem do seu tempo. A divertida aventura non sense do homem morcego nos introduziu inumeros conceitos... Imagine acesso remoto ao computador. Fazendo pesquisa no Banco de Dados por voz e obtendo realtime a resposta a pergunta e geolocalização. Coisas que para nos hoje é banal, a 60 anos atrás era o high tech

Mainframe Computer

Uma divertida montagem com Mainframe computer

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Mainframe na cultura popular : TV Shows e Filmes

Uma coleção de filmes e seriados onde o computador mainframe era uma ator coadjuvante

Bunch e os sete anoes

Bunch e os sete anões



A analogia “BUNCH e os Sete Anões” é uma das mais saborosas — e irônicas — da história do mercado de mainframes nas décadas de 1960 e 1970. Ela mistura rivalidade tecnológica, marketing agressivo e uma boa dose de folclore corporativo, exatamente no espírito old school do mundo mainframe.


Quem cunhou o termo

O termo BUNCH surgiu dentro da própria indústria e da imprensa técnica norte-americana no final dos anos 1960. Ele não foi “oficialmente registrado” por uma única pessoa, mas é amplamente atribuído a analistas de mercado e jornalistas especializados, que buscavam uma forma rápida de classificar os concorrentes da IBM.

Já a contraparte “os Sete Anões” foi uma alfinetada informal, quase uma fofoca de corredor corporativo, atribuída a executivos e engenheiros da IBM, usada de forma meio jocosa (e meio arrogante) para se referir aos concorrentes menores.

A metáfora vinha diretamente do conto da Branca de Neve:
a IBM era a “Branca de Neve” dominante, e os outros… bem, os anões.


O que era o BUNCH

BUNCH é um acrônimo formado pelas iniciais dos principais concorrentes da IBM no mercado de mainframes:

  • Burroughs

  • Univac

  • NCR

  • Control Data Corporation (CDC)

  • Honeywell

Essas empresas disputavam grandes contratos governamentais, bancários, militares e científicos.


Quem eram “os Sete Anões”

Além das empresas do BUNCH, o rótulo “Sete Anões” incluía também:

  • RCA

  • GE (General Electric)

Por isso, dependendo da época e da fonte, você verá variações na lista. Mas a ideia central era sempre a mesma:
👉 todos juntos ainda não alcançavam o domínio da IBM.


O papel da IBM: a “Branca de Neve”

Nos anos 1960–70, a IBM dominava entre 65% e 75% do mercado mundial de mainframes. O lançamento do IBM System/360 (1964) foi um divisor de águas:

  • Arquitetura compatível entre modelos

  • Forte ecossistema de software

  • Suporte técnico agressivo

  • Contratos “casados” (hardware + software + serviços)

Isso deixou os concorrentes em desvantagem brutal.


Curiosidades e fofocas corporativas 🧾

  • 💬 Diz-se que engenheiros da IBM usavam o termo “anões” em reuniões internas, nunca publicamente.

  • 🧠 A CDC, com Seymour Cray, chegou a superar a IBM em computação científica, mas não em volume de vendas.

  • 🏦 Burroughs dominava bancos porque sua arquitetura era orientada a transações e segurança.

  • 🧾 Univac carregava o prestígio de ter feito o primeiro computador comercial da história.

  • 💣 Honeywell era forte em contratos militares e aeroespaciais.

  • 😬 A GE saiu do mercado de mainframes em 1970, vendendo sua divisão para a Honeywell.

  • 🔥 A RCA fez o mesmo, abandonando o setor por prejuízos enormes.


Easter eggs técnicos

  • Muitos sistemas do BUNCH tinham arquiteturas mais elegantes que as da IBM, mas perdiam no ecossistema.

  • Algumas linguagens e conceitos de segurança bancária nasceram nos mainframes da Burroughs.

  • A obsessão da IBM por compatibilidade nasceu do medo real de perder espaço para o BUNCH.


Dicas para quem estuda mainframe hoje

  • Entender o BUNCH ajuda a compreender por que a IBM virou sinônimo de mainframe.

  • Muitas ideias modernas de virtualização, segurança e transações nasceram nesses “anões”.

  • A arrogância da IBM quase virou fraqueza — e foi isso que levou aos processos antitruste nos anos 1970.


Conclusão ao estilo Bellacosa Mainframe 😎

O BUNCH e os Sete Anões não eram fracos — eram fragmentados.
A IBM venceu menos pela tecnologia pura e mais pela estratégia, padronização e controle do ecossistema.

No fim das contas, a história dos mainframes prova uma velha verdade do mundo corporativo:

Não basta ser o mais inteligente da sala — é preciso ser o mais organizado.

Em memória dos diversos fabricantes de Mainframe do seculo passado. 

 

domingo, 8 de setembro de 2024

🌸 Linguagem da rua japonesa — o “slang” do cotidiano

 


🌸 Linguagem da rua japonesa — o “slang” do cotidiano

Enquanto o japonês formal é cheio de camadas de respeito (keigo, sonkeigo, kenjougo…), o japonês informal é puro improviso e emoção.
Essas palavras que você escuta em animes, dramas, ou no karaokê depois do saquê, nascem nas ruas de Shibuya, nas salas de aula, e até nos fóruns online tipo 2channel.
São expressões flexíveis, vivas e mutantes — um reflexo da cultura japonesa urbana e digital.


💥 1. Maji (マジ)

Significado: “Sério”, “de verdade”, “realmente”.
Origem: vem de majime (真面目), que significa “sério, honesto, aplicado”. Com o tempo, os jovens encurtaram pra “maji” — mais leve e expressivo.

Uso:

  • 「マジで?」 (Maji de?) → “Sério mesmo?”

  • 「マジかよ!」 (Maji kayo!) → “Tá brincando!?”

  • 「マジで疲れた。」 (Maji de tsukareta.) → “Tô cansado pra caramba.”

🧠 Curiosidade Bellacosa: é o equivalente japonês do nosso “sério mesmo?” ou “na moral?”. Hoje é quase universal entre jovens e aparece em quase todo anime escolar.


😩 2. Darui (だるい)

Significado: “Preguiça”, “moleza”, “sem energia”.
Origem: deriva de “darui” (怠い ou だるい) — uma palavra antiga que descrevia o corpo cansado ou sem ânimo.

Uso:

  • 「今日だるいなぁ。」 (Kyō darui naa.) → “Tô mole hoje.”

  • 「授業だるい。」 (Jugyō darui.) → “A aula tá chata/pesada.”

🧘 Bellacosa Note: É a palavra do adolescente de segunda-feira. É o “aff” japonês, o “que preguiça” dos tempos modernos.


⚡ 3. Yabai (ヤバい)

Significado: originalmente “perigoso”, mas hoje pode ser “incrível”, “tenso”, “lascou”, “da hora”, dependendo do contexto.
Origem: vem do dialeto de criminosos no Japão do século XX — yabai descrevia uma situação arriscada (tipo “a polícia tá vindo”).
Com o tempo, virou um gíria universal que expressa tanto perigo quanto admiração.

Uso:

  • 「このラーメンやばい!」 (Kono rāmen yabai!) → “Esse ramen tá incrível!”

  • 「テストやばい…」 (Tesuto yabai…) → “Tô ferrado na prova…”

🔥 Bellacosa Insight: É o “mano do céu!” japonês. Pode ser bom ou ruim — depende do tom e do contexto. É o camaleão das gírias nipônicas.


🤝 4. Sorena (それな)

Significado: “Verdade!”, “Exatamente isso!”, “Concordo total.”
Origem: junção de sore (isso) + na (partícula de concordância ou ênfase). Literalmente “isso aí, né”.

Uso:

  • 「あの先生うるさいよね。」→「それな!」 (Aquele professor é chato, né?Pois é!)

Bellacosa Reflexão: é o “totalmente”, “é isso aí”, o “fala tudo” japonês — usado em bate-papo entre amigos pra demonstrar sintonia.


🫡 5. Otsu (おつ)

Significado: abreviação de otsukaresama (お疲れ様) — algo como “bom trabalho”, “valeu pelo esforço”.
Origem: vem da etiqueta do trabalho japonês. É dito ao final de um expediente, ou ao terminar uma tarefa.

Uso:

  • 「おつかれ!」 (Otsukare!) → “Valeu, bom trabalho!”

  • 「おつ!」 (Otsu!) → “Falou!”, “Tamo junto!”

💼 Bellacosa Contexto: no mundo corporativo japonês, é quase um ritual: você diz “otsukaresama deshita” ao sair, mesmo que o colega ainda vá ficar.
No digital (LINE, Discord, games), virou o “flw”, “vlw”, “gg” japonês.


🎌 Epílogo Bellacosa Mainframe

Essas cinco palavras — maji, darui, yabai, sorena, otsu — são o código-fonte da alma jovem japonesa.
Misturam respeito e rebeldia, tradição e modernidade, como o COBOL e o JSON da língua falada.
O Japão pode ser milenar e hierárquico, mas na esquina de Akihabara, no Discord gamer, ou no barzinho de Shinjuku, o japonês vivo respira, ri e cria novas versões de si mesmo — sempre com um toque de yabai energia.