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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Homenagem a Incrível Grace

 

Bellacosa Mainframe homenageia Grace Hopper

Homenagem a Incrível Grace

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  • #Desperte o potencial
  • #Marketing Digital

Dia 9 - Homenagem a Incrível Grace

Dia 9 - Pesquise e escreva sobre uma inspiração na área de tecnologia e por que essa pessoa é uma inspiração para você.

Homenagem a Grace Hopper

Bem-vindo jovem padawan, hoje irei falar sobre a mestra das mestras Jedi, aquele que foi a mãe de todos os Analistas de Sistemas e programadores, tudo o que fazemos hoje, devemos fazer um agradecimento a esta mulher. Uma programadora impar, a mais famosa DEV da história e como ela ajudou a criar uma das primeiras linguagem de alto nível. Senta que la vem historia.

Num próximo artigo irei falar dos primeiros computadores criados la longe no século XIX e seu complicados programas em linguagem de máquina e cartões perfurados e se não fosse a Grace ainda estávamos com esses cartões.

Introdução

O primeiro computador ou contador foi criado por Hollerith e usava cartões perfurados para funcionar, sendo muito difícil a sua codificação, com a evolução das indústrias e a necessidade de computação os computadores evoluíram drasticamente. Mas um evento obrigou o mundo a automatizar e aumentar a rapidez.

Este evento foi a Segunda Guerra Mundial, mas por que uma guerra necessita de computadores? Primeiro imagine a logística de enviar suprimentos para milhares de soldados em centenas de campos de batalha? Calcular as baixas e os recrutamentos? Pagar os salários?

Um trabalho hoje extinto, mas num passado não tão distante, existiam os computadores humanos, pessoas com grandes habilidades em cálculo, numa época em que calculadoras mecânicas eram caras.

Então uma das suas funções mais importante era o cálculo das tabelas de balísticas. Sim jovem padawan imagine que antigamente os artilheiros e operadores de canhões e baterias de artilharia precisavam de tabelas ou tabuas com cálculos dos alvos, conforme o local onde estavam tinham as coordenadas tipo potencia, angulo e distância.

Imagine-se no meio de uma batalha, aquele caos ninguém terá tempo de calcular corretamente a posição, por isso existiam tabelas pré-calculadas com essa informação.

Nos quartéis existiam centenas de matemáticos nessa tarefa, os melhores eram envolvidos em projetos de espionagem, criando tabelas de criptografia para esconder as mensagens inimigas.

Mas onde entra a admirável Grace nisto tudo?

No esforço de guerra, todo se voluntariaram para lutar e Grace Hopper queria chutar a bunda dos nazistas, deslocando-se ao centro de alistamento da Marinha como voluntaria, porem foi considerada velha para o combate, mas como era professora de Matemática.

Foi convidada para servir na retaguarda, mais precisamente na NAVY RESERVES, afinal ela PHD em matemática, logo foi envolvida nas equipes de computação. Programando no MARK I e participando do projeto UNIVAC I, criando artigos científicos que auxiliaram muito a evolução dos computadores.

UNIVAC

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UNIVAC I (Universal Automatic Computer I)

Um gigante que revolucionou o mundo, era da dimensão de um armário, pesava 13 toneladas e custava entre 1,25 e 1,5 milhões de dólares. Estes são alguns dos fatos mais interessantes sobre o UNIVAC I, o primeiro computador comercial da história entregue ao Departamento do Censo dos Estados Unidos a 31 de março de 1951,

O UNIVAC usava 5 200 válvulas e consumia 125 kW para fazer 1905 operações por segundo, com um clock de 2,25 MHz. O sistema completo ocupava mais de 35 m² de espaço no piso.

Sua memória de mil palavras era armazenada num dispositivo chamado delay line memory, construído com mercúrio e cristais piezoelétricos.

A entrada e saída de informações eram realizadas por uma fita metálica de 1/2 polegada de largura e 400 m de comprimento. Normalmente acompanhados de um dispositivo impressor chamado Uniprinter, que, sozinho, consumia 14 kW.

Article content

Pré-história da Codificação

Neste ambiente de mudança e evolução constante, cada empresa queria que seu equipamento e método fossem o padrão, onde ninguém se entendia e fica difícil a troca de conhecimento.

Nisso a nossa Admirável Grace entra em ação, trabalhando na padronização e criação de melhores praticas no uso do computador. Com esse desafio em mãos, ela criou o FLOW-MATIC (Business Language version 0, abreviado B-0) é a primeira linguagem de programação em alto nível, ou linguagem natural, assemelhada ao inglês.

A Flow-matic foi criada e especificada a partir de 1955 por Grace Hopper no Remington Rand para ser usada no primeiro computador comercial UNIVAC I.

COBOL

O grande trabalho de Grace foi ter iniciado a longa trilha que culminou na especificação da linguagem de programação COBOL que durante mais de 6 décadas dominou o mercado de mainframes e passou aos mini e micros computadores.

Gerações de programadores no mundo inteiro trabalharam unicamente com esta linguagem e ainda hoje milhares de código legado funcionam nos CPDs pelo mundo afora.

Conclusão

Neste pequeno artigo fiz a minha justa homenagem a essa mulher que foi a primeira HACKER do mundo, criou a sua própria linguagem de computador, fez o unboxing do UNIVAC I, chutou a bunda de nazistas trabalhando arduamente em codificação.

Chegou ao mais alto grau de distinção da US NAVY, chegando a almirante e ainda tem um navio navegando com seu nome. Entrou para a história criando inúmeros artigos sobre programação e foi pioneira na solução de bugs informáticos.

Por isso fica meu muito obrigado admirável Grace, fabulosa, fantástica a mãe de todos os DEVS.

Espero ter ajudado. Bom curso a todos.

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Mais momento jabá, entrevista para a ITV exposição primavera e suas flores, visite meu vídeo e veja para onde fui desta vez: https://www.youtube.com/watch?v=IqmW8rWqmx8

Bom curso a todos.


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https://www.linkedin.com/in/vagnerbellacosa/


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https://github.com/VagnerBellacosa/

#Desafio21DiasNaDIO

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Pode me dar uma ajudinha no YouTube?

https://www.youtube.com/user/vagnerbellacosa


sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Uma aula com a lendaria Grace Hopper

Bellacosa Mainframe e a lendaria Grace Hopper

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Grace Hopper: a mulher que ensinou o computador a falar com humanos

⚓ Este vídeo é uma pequena olhadela na didática de uma mulher lendária que ajudou a criar o mundo da informática em que vivemos hoje

Existe uma coisa curiosa quando assistimos a vídeos antigos de grandes nomes da computação.

Esperamos encontrar dinossauros tecnológicos.

Pessoas falando sobre máquinas que ocupavam salas inteiras, fitas magnéticas, cartões perfurados, memórias medidas em kilobytes e computadores cuja capacidade hoje seria humilhada por uma cafeteira conectada ao Wi-Fi.

Então aparece Grace Hopper.

E alguns minutos depois acontece algo desconcertante:

ela não parece antiga.

A máquina atrás dela pode ser antiga.

O uniforme pode denunciar outra época.

O vocabulário técnico pode carregar o cheiro de válvula, relé e papel contínuo.

Mas a maneira como Grace Hopper explica uma ideia complicada através de alguma coisa que qualquer pessoa consegue visualizar continua absolutamente moderna.

E talvez essa seja uma das partes menos lembradas de seu legado.

Grace Hopper não ajudou apenas a ensinar computadores a compreender linguagens mais próximas das pessoas.

Ela também passou décadas fazendo exatamente o movimento inverso:

ensinando pessoas a compreender computadores.


👩‍✈️ Antes de tudo: quem diabos foi Grace Hopper?

Grace Brewster Murray Hopper nasceu em 9 de dezembro de 1906, em Nova York.

Matemática.

Cientista da computação.

Professora.

Oficial da Marinha dos Estados Unidos.

Programadora.

Pioneira dos compiladores.

Uma das figuras fundamentais na evolução das linguagens de programação.

E, para nós que vivemos naquele maravilhoso pântano corporativo chamado mainframe, existe ainda outra ligação particularmente importante:

COBOL.

Grace Hopper foi uma das grandes defensoras da ideia de que computadores não deveriam ser programados exclusivamente através de códigos quase incompreensíveis para seres humanos.

Isso parece óbvio em 2026.

Em sua época?

Nem um pouco.


🦖 Imagine programar quando programação ainda estava sendo inventada

Hoje alguém abre Python e escreve:

print("Hello World")

Outro sujeito abre seu editor e escreve COBOL:

DISPLAY 'HELLO WORLD'.

E um terceiro abre Java, instala 14 dependências, baixa 800 megabytes e inicia uma discussão no Stack Overflow.

Brincadeiras à parte, existe uma ideia gigantesca escondida nisso:

nós escrevemos instruções usando abstrações compreensíveis para humanos.

O computador não entende realmente aquilo.

Existe uma enorme infraestrutura traduzindo nossas intenções para alguma coisa que a máquina consiga executar.

Essa ponte parece natural porque nascemos depois dela.

Grace Hopper viveu antes da ponte existir.

E ajudou a construí-la.


⚙️ Harvard Mark I: quando computador parecia locomotiva

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hopper entrou para a Reserva Naval dos Estados Unidos e acabou trabalhando com o Harvard Mark I, sob a liderança de Howard Aiken.

O Mark I era uma criatura extraordinária.

Imagine uma mistura de:

  • computador;

  • central telefônica;

  • relógio gigantesco;

  • painel industrial;

  • máquina contábil;

  • e cenário perfeito para um cientista maluco de filme dos anos 1940.

Programar aquilo estava muito distante da experiência moderna.

Não havia VS Code.

Não havia GitHub.

Não havia Stack Overflow.

Não havia:

“Chat, por que meu programa está dando S0C7?”

Você estava praticamente conversando diretamente com a máquina.

E Hopper percebeu uma coisa fundamental.

Aquilo não poderia continuar assim para sempre.


🧠 “Mas computadores só entendem números!”

Essa talvez seja uma das características mais interessantes dos pioneiros.

Eles precisam lutar contra ideias que posteriormente parecem absurdas.

Quando Hopper começou a defender linguagens mais próximas da linguagem humana, existia resistência.

Computadores eram máquinas matemáticas.

Portanto, segundo aquela visão, programadores deveriam falar a língua das máquinas.

Grace Hopper virou a pergunta de cabeça para baixo:

Por que obrigar milhares ou milhões de pessoas a aprender a linguagem da máquina quando podemos ensinar a máquina a compreender melhor nossa linguagem?

Essa inversão filosófica mudou tudo.


🔧 O compilador

No começo dos anos 1950, Hopper trabalhou no que se tornaria um dos primeiros compiladores, associado ao sistema A-0.

Hoje a palavra parece banal.

Compilador.

Para quem trabalha com COBOL:

SOURCE
   ↓
COMPILER
   ↓
OBJECT
   ↓
LINK
   ↓
LOAD MODULE

Segunda-feira.

Mas pense conceitualmente.

Você escreve algo conveniente para um humano.

Outra camada transforma aquilo em algo conveniente para uma máquina.

Isso representa uma transferência gigantesca de complexidade.

Em vez de:

HUMANO → adapta-se completamente à máquina

passamos progressivamente para:

HUMANO → abstração → tradução → máquina

Boa parte da história da computação posterior é uma gigantesca expansão dessa ideia.


🗣️ FLOW-MATIC: fazendo computadores entenderem negócios

Outro passo importantíssimo foi o FLOW-MATIC, desenvolvido na década de 1950.

Hopper percebeu que pessoas trabalhando com negócios pensavam em conceitos como:

CLIENTE
SALDO
FATURA
PAGAMENTO
ESTOQUE
TOTAL
VENCIMENTO

Não em registradores, opcodes e endereços de memória.

Isso parece quase ridiculamente evidente agora.

Mas essa mudança de perspectiva foi revolucionária.

FLOW-MATIC utilizava comandos próximos do inglês e influenciaria profundamente aquilo que viria depois.

E então chegamos ao nosso velho conhecido.


🦕 COBOL entra na sala

Em 1959 surgiu o esforço que levaria ao COBOL — Common Business-Oriented Language.

Grace Hopper não “inventou sozinha o COBOL”, simplificação histórica que frequentemente aparece na internet.

COBOL foi resultado de um esforço coletivo envolvendo o CODASYL e diversos especialistas e organizações.

Mas Hopper e o trabalho desenvolvido anteriormente por sua equipe foram influências fundamentais para a filosofia que tornou COBOL possível.

Especialmente uma ideia:

programas empresariais deveriam ser legíveis por pessoas que compreendessem o negócio.

Por isso encontramos coisas como:

IF CUSTOMER-BALANCE > CREDIT-LIMIT
    DISPLAY 'CREDIT LIMIT EXCEEDED'
END-IF

Você pode odiar COBOL.

Pode chamá-lo de velho.

Pode fazer piadas sobre dinossauros.

Mas leia aquilo novamente.

Um programa escrito décadas atrás pode continuar sendo razoavelmente compreensível por alguém que conhece inglês e lógica.

Isso não aconteceu por acidente.


☕ Bellacosa entra no CPD

Agora imagine Grace Hopper entrando num CPD moderno.

Ela encontra:

z/OS.

LinuxONE.

Containers.

APIs.

Java.

Python.

COBOL 6.x.

Db2.

CICS.

MQ.

z/OS Connect.

Git.

CI/CD.

Inteligência artificial generativa.

Um jovem programador provavelmente tentaria explicar tudo:

“Admiral, agora usamos inteligência artificial generativa integrada a pipelines DevOps orientados a APIs dentro de arquiteturas híbridas cloud-native…”

Hopper provavelmente interromperia:

“Muito bem. O que isso resolve?”

Silêncio na sala.

Porque uma das características mais fascinantes de sua didática era justamente transformar abstrações em coisas concretas.


📏 O famoso nanossegundo

E aqui chegamos ao vídeo e à parte que considero deliciosa.

Grace Hopper tornou-se famosa por utilizar pedaços de fio para demonstrar fisicamente conceitos relacionados ao tempo computacional.

Ela mostrava aproximadamente a distância que a luz percorre em um nanossegundo:

cerca de 30 centímetros.

De repente:

1 nanossegundo

deixava de ser apenas:

0,000000001 segundo

Era uma coisa que você podia segurar na mão.

Isso é didática.

Não é simplificar estupidamente o assunto.

É encontrar uma representação capaz de conectar um conceito abstrato ao modelo mental do aluno.


🧵 “Aqui está seu nanossegundo”

Imagine uma palestra moderna.

Slide 1:

Digital Transformation Journey

Slide 2:

AI-Driven Hybrid Multicloud Cognitive Enterprise

Slide 3:

um diagrama com 87 caixas.

Slide 4:

ninguém sabe mais onde estamos.

Grace Hopper aparece.

Tira um pedaço de fio.

“Isto é aproximadamente um nanossegundo.”

Pronto.

A sala inteira compreendeu.

É quase ofensivamente eficiente.


🧠 Informação não é conhecimento

Existe uma lição enorme nisso para quem ensina tecnologia.

Podemos colocar num PowerPoint:

1 ns = 10⁻⁹ s

Tecnicamente perfeito.

Didaticamente esquecível.

Ou podemos entregar aproximadamente 30 centímetros de fio para alguém e dizer:

“Durante esse intervalo minúsculo, nem mesmo a luz consegue viajar muito mais do que isto.”

Agora existe uma imagem mental.

Daqui a vinte anos aquela pessoa talvez tenha esquecido a apresentação inteira.

Mas provavelmente lembrará:

do maldito pedaço de fio.


🐛 E naturalmente precisamos falar do bug

Nenhum artigo sobre Grace Hopper consegue escapar dessa história.

Em 1947, trabalhando com o Harvard Mark II, a equipe encontrou uma mariposa presa em um relé.

O inseto foi colocado no registro de operações acompanhado da famosa anotação:

“First actual case of bug being found.”

A história frequentemente vira:

“Grace Hopper inventou o termo bug.”

Não.

O termo bug já era utilizado anteriormente para problemas e defeitos técnicos.

A graça do episódio está justamente no trocadilho:

pela primeira vez havia literalmente um inseto dentro do computador.

E poucas histórias representam tão perfeitamente a cultura hacker original quanto abrir uma máquina, encontrar uma mariposa e colá-la no log.


😂 O primeiro ticket de suporte zoológico

Podemos imaginar:

INCIDENT: SYSTEM FAILURE

SEVERITY: HIGH

ROOT CAUSE:
MOTH

CORRECTIVE ACTION:
REMOVE MOTH

STATUS:
RESOLVED

MAXCC=0.

Problema encerrado.


⚓ Amazing Grace

Hopper permaneceu ligada à Marinha durante décadas e alcançou o posto de Rear Admiral.

Quando finalmente se aposentou definitivamente em 1986, tinha 79 anos.

Pense nisso.

Uma mulher nascida em 1906 participou da computação desde máquinas eletromecânicas gigantescas até uma época em que computadores pessoais já estavam entrando nas casas.

Ela atravessou praticamente uma era geológica da informática.

Mark I.

Compiladores.

FLOW-MATIC.

COBOL.

Mainframes.

Minicomputadores.

Computadores pessoais.

Redes.

E continuava ensinando.


👩‍🏫 Talvez este seja o legado escondido de Grace Hopper

Normalmente lembramos dela através de palavras enormes:

pioneira.

compiladores.

COBOL.

Marinha.

Mark I.

FLOW-MATIC.

Tudo correto.

Mas quando vejo aqueles vídeos antigos, outra coisa me chama atenção.

Grace Hopper sabia contar histórias.

Ela compreendia algo que muitos especialistas esquecem:

saber uma coisa não significa saber ensiná-la.

Conhecimento técnico e capacidade didática são habilidades diferentes.

Você pode conhecer profundamente arquitetura de computadores e ser incapaz de explicar memória virtual para um iniciante.

Pode conhecer CICS profundamente e transformar uma apresentação de 40 minutos em um instrumento de tortura reconhecido pela Convenção de Genebra.

Ou pode pegar algo abstrato e dizer:

“Veja este pedaço de fio.”

E mudar para sempre a maneira como alguém compreende computadores.


🤖 De Grace Hopper à inteligência artificial

Existe ainda uma ironia maravilhosa.

Grande parte da evolução da computação pode ser interpretada como uma tentativa contínua de reduzir a distância entre:

INTENÇÃO HUMANA
       ↓
    MÁQUINA

Primeiro:

MACHINE CODE

Depois:

ASSEMBLY

Depois:

LINGUAGENS DE ALTO NÍVEL

Depois:

COBOL
FORTRAN
C
JAVA
PYTHON

E agora chegamos a:

"Crie um programa que leia este arquivo,
valide os clientes e gere um relatório."

E uma IA tenta transformar intenção humana em software.

Não é a mesma tecnologia.

Não é uma linha evolutiva simples.

Mas filosoficamente existe uma conexão fascinante.

Continuamos tentando fazer a máquina caminhar em nossa direção.

Grace Hopper certamente reconheceria essa velha batalha.


🦖 E o COBOL continua respirando

Existe também algo deliciosamente irônico para quem trabalha com mainframe.

Durante décadas anunciaram:

“COBOL vai morrer.”

COBOL:

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. NAO-MORRI.

Ano seguinte:

“Agora definitivamente vai morrer.”

COBOL:

DISPLAY 'CONTINUO AQUI'.

Chegam cloud, APIs, microsserviços, DevOps e IA.

COBOL olha para seus bilhões de linhas processando bancos, seguradoras, governos e grandes corporações e pergunta:

“Terminou?”

Talvez a longevidade tenha alguma relação justamente com aquela obsessão inicial de Hopper e seus contemporâneos:

software deveria representar problemas humanos de maneira compreensível.


☕ O pedaço de fio deveria estar em toda sala de treinamento

Para mim, esta pequena olhadela na didática de Grace Hopper vale mais do que dezenas de apresentações corporativas.

Porque existe ali uma lição para qualquer pessoa que ensine tecnologia.

Quando alguém não entende algo, nossa primeira reação costuma ser adicionar informação.

Mais slides.

Mais palavras.

Mais diagramas.

Mais documentação.

Grace Hopper frequentemente fazia o contrário.

Ela procurava a imagem certa.

O objeto certo.

A analogia certa.

A história certa.

O famoso nanossegundo transformado em fio representa perfeitamente essa filosofia.


🎓 A verdadeira transformação digital

Talvez Grace Hopper tenha participado de uma transformação muito maior do que simplesmente criar ferramentas melhores.

Ela ajudou a mudar nossa concepção sobre quem deveria adaptar-se a quem.

No começo:

HUMANO
  ↓
precisa compreender
  ↓
MÁQUINA

Progressivamente:

HUMANO
   ↕
LINGUAGEM
   ↕
COMPILADOR
   ↕
MÁQUINA

Hoje acrescentamos outra camada:

HUMANO
   ↕
LINGUAGEM NATURAL
   ↕
IA
   ↕
SOFTWARE
   ↕
MÁQUINA

A distância continua diminuindo.

E isso torna aquela mulher segurando um pedaço de fio décadas atrás estranhamente contemporânea.


🌌 Um nanossegundo depois...

Grace Hopper morreu em 1º de janeiro de 1992, aos 85 anos.

Não viu smartphones.

Não viu cloud computing.

Não viu Kubernetes.

Não viu ChatGPT.

Não viu um programador conversando em português com uma inteligência artificial às duas da manhã sobre COBOL.

Talvez seja melhor não explicar Kubernetes logo de cara.

Mas ela viveu tempo suficiente para assistir a uma ideia considerada quase absurda tornar-se normal:

pessoas comuns poderiam dizer aos computadores o que desejavam utilizando linguagens progressivamente mais humanas.

Hoje fazemos isso diariamente.

E raramente pensamos nas pessoas que abriram essa estrada.

Por isso vale assistir ao vídeo.

Não apenas como curiosidade histórica.

Observe como Grace Hopper fala.

Observe as analogias.

Observe os objetos.

Observe o humor.

Observe como ela pega algo invisível — tempo computacional — e coloca aquilo praticamente na mão da plateia.

Porque naquele momento não estamos vendo apenas uma pioneira da computação.

Estamos vendo uma professora.

Uma lendária mulher que ajudou a construir o mundo digital no qual vivemos e que, décadas antes de PowerPoint, YouTube, MOOCs e inteligência artificial, já havia compreendido uma das regras mais importantes da educação tecnológica:

se o aluno não consegue enxergar a ideia, encontre uma maneira de torná-la visível.

E se para isso você precisar entrar numa sala carregando um pedaço de fio...

leve o fio.


☕ Epílogo do Bellacosa Mainframe

Em algum lugar do multiverso mainframe, imagino Grace Hopper entrando numa reunião moderna.

Na tela:

AI-ENABLED
CLOUD-NATIVE
ZERO-TRUST
API-FIRST
DEVSECOPS
HYBRID-CLOUD
AGENTIC-AI

Ela observa durante alguns segundos.

Pega seu pedaço de fio.

Olha para os executivos.

E pergunta:

“Muito interessante. Agora alguém consegue me explicar o problema que estamos tentando resolver?”

Silêncio.

Ao fundo, um mainframe continua processando tranquilamente.

IEF142I JOBHOPPR STEP01 - STEP WAS EXECUTED
IEF285I   MAXCC=0000

Amazing Grace.

Job completed successfully.

☕🦖⚓

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/05/cobol-imortal-ele-esta-rodando-o-mundo.html

Este video é uma pequena olhadela na sua didatica. Uma lendaria mulher que ajudou a criar o mundo da informatica que vivemos hoje.

 

sábado, 20 de março de 2021

🏛 A Jornada Impossível de Bellacosa — Capítulo 2 1/2 : O COBOL

Bellacosa Mainframe e diogenes cobol 

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Diógenes, COBOL e o Barril em Produção

🏛️ A Jornada Impossível de Bellacosa — quando o filósofo encontrou um programa escrito em 1978 e descobriu que ainda estava rodando

O sol queimava as pedras da Acrópole.

Atenas brilhava abaixo de nós, branca, barulhenta e absolutamente convencida de que sua civilização duraria para sempre.

Diógenes caminhava ao meu lado.

Eu ainda carregava na cabeça a estranha sensação de olhar para o Pártenon novo sabendo que, milhares de anos depois, homens atravessariam oceanos para fotografar suas ruínas.

Foi então que Diógenes parou.

— Bellacosa.

— Diga.

— Tu falas constantemente desse tal COBOL.

Pronto.

Eu sabia que isso aconteceria.

Respirei fundo.

Como explicar COBOL para um sujeito que morava num barril, desprezava convenções sociais e provavelmente consideraria um organograma corporativo uma evidência da decadência humana?

— COBOL é uma linguagem criada no meu tempo...

Ele levantou a mão.

— Não.

— Não?

— Já começaste errado.

Diógenes sentou-se numa pedra.

— Não quero saber o que os homens dizem que ele é. Quero saber o que ele faz.

Maldito filósofo.

Tinha acabado de inventar a análise de requisitos.



🏺 IDENTIFICATION DIVISION

Sentei-me ao lado dele.

— Muito bem. COBOL é uma linguagem usada para ensinar máquinas a executar regras de negócios.

Diógenes franziu a testa.

— Negócios?

— Bancos. Seguros. Governos. Folhas de pagamento. Cartões. Contabilidade. Reservas. Transações.

Ele ficou alguns segundos em silêncio.

— Então não é uma linguagem para conversar com máquinas.

— Tecnicamente...

— É uma linguagem para explicar a burocracia humana às máquinas.

Parei.

Olhei para ele.

— Por Zeus, Diógenes.

— Quem é Zeus?

— Esquece.

Ele sorriu.

— Continue.

Expliquei que COBOL havia sido criado em 1959. Que uma das figuras fundamentais da história fora Grace Hopper. Que a ideia era permitir programas próximos da linguagem utilizada nos negócios.

Escrevi na areia:

IF SALDO >= VALOR
    SUBTRACT VALOR FROM SALDO
ELSE
    DISPLAY 'SALDO INSUFICIENTE'
END-IF.

Diógenes observou.

— Consigo entender.

— Exatamente.

— Então por que os homens do teu tempo zombam disso?

Silêncio.

House M.D. teria entrado naquele momento, olhado os exames e dito:

“Idiopatia corporativa.”



🩺 O diagnóstico

Expliquei:

— Dizem que COBOL é velho.

Diógenes apontou para o Pártenon.

— Aquilo também ficará velho?

— Muito.

— Deixarão de admirá-lo?

— Não.

— Então idade não é argumento.

Primeiro abend filosófico.

Tentei novamente.

— Dizem que existem linguagens mais modernas.

— Naturalmente.

— Python, Java, JavaScript, Go, Rust...

— São melhores?

— Depende do problema.

Ele sorriu.

Eu havia caído na armadilha.

— Então "moderno" também não é argumento.

Segundo abend filosófico.

Comecei a desconfiar de que apresentar uma arquitetura corporativa para Diógenes seria extremamente perigoso.


🏛️ O homem que procurava um programa honesto

Diógenes ficou famoso por caminhar durante o dia carregando uma lamparina e dizendo procurar um homem honesto.

No CPD do século XXI, provavelmente faria outra coisa.

Entraria numa instalação bancária carregando a lanterna.

Passaria pelos corredores.

Entraria numa reunião Agile.

Nada.

Passaria pelo departamento de transformação digital.

Nada.

Entraria numa apresentação chamada:

Digital Cloud Native AI Driven Cognitive Hyperautomation Transformation Journey 2030.

O executivo perguntaria:

— O senhor procura alguém?

Diógenes levantaria a lanterna.

— Procuro o programa que realmente movimenta o dinheiro.

Silêncio.

Um arquiteto apontaria discretamente para o andar de baixo.

Diógenes desceria.

Encontraria um IBM Z.

Abriria um source.

       IDENTIFICATION DIVISION.
       PROGRAM-ID. PGMPGTO.

E apagaria a lanterna.

— Encontrei.


🪔 “Mas Bellacosa... por que ainda funciona?”

Essa seria a pergunta inevitável.

E talvez seja uma das melhores perguntas sobre COBOL.

Porque estamos acostumados a interpretar longevidade como defeito.

Um programa tem quarenta anos?

“Legado.”

Uma aplicação nasceu em 2025?

“Moderna.”

Diógenes provavelmente gargalharia.

— Então um programa que sobreviveu durante quarenta anos é suspeito, enquanto aquele que existe há seis meses recebe tua confiança?

— Quando você coloca dessa maneira...

— Estou apenas colocando da maneira como disseste.

Touché.

Software antigo não é automaticamente software bom.

Existem monstruosidades COBOL.

Programas com dez mil linhas.

GO TO arqueológico.

Copybooks que ninguém ousa alterar.

Variáveis chamadas WS-A, WS-AA, WS-AAA.

Comentários de 1989:

*> NAO ALTERAR ESTA ROTINA

Sem explicar por quê.

Naturalmente.

O programador morreu.

O analista aposentou.

A empresa foi comprada duas vezes.

O documento está numa fita magnética localizada provavelmente na Atlântida.

Mas o programa continua funcionando.

E isso muda a investigação.


🩺 House M.D. entra no CPD

House observaria um batch executado diariamente desde 1994.

— Está funcionando?

— Sim.

— Então por que querem reescrever?

— Porque é legado.

House olharia novamente.

— Qual problema apresenta?

— Nenhum.

— Performance?

— Excelente.

— Disponibilidade?

— Excelente.

— Custo por transação?

— Bom.

— Segurança?

— Controlada.

— Então qual é a doença?

O consultor levantaria o PowerPoint.

— COBOL.

House pegaria a bengala.

“COBOL não é diagnóstico.”

E iria embora.

Diógenes aplaudiria.


⚙️ O barril de Diógenes e o mainframe

Existe algo profundamente divertido na combinação entre Diógenes e mainframe.

O filósofo defendia uma vida extremamente simples.

Retirava tudo aquilo que considerava desnecessário.

Segundo a tradição, teria abandonado até sua tigela ao observar um menino bebendo água com as mãos.

Agora imagine apresentar uma arquitetura distribuída moderna para ele.

Cliente
   ↓
API Gateway
   ↓
Load Balancer
   ↓
Service Mesh
   ↓
Microservice A
   ↓
Kafka
   ↓
Microservice B
   ↓
Redis
   ↓
Kubernetes
   ↓
Banco

Diógenes observa.

— Tudo isso para quê?

— Transferir cem dracmas de uma conta para outra.

Ele olha novamente.

— E antes?

Mostro:

CICS
 ↓
COBOL
 ↓
Db2

Silêncio.

— Bellacosa.

— Sim?

— Traga-me meu barril.


🧠 COBOL não é o problema

Aqui Diógenes provavelmente chegaria ao ponto que muita discussão tecnológica evita.

O problema raramente é simplesmente:

COBOL.

O problema pode ser:

COBOL sem documentação.

COBOL sem testes.

COBOL sem conhecimento organizacional.

COBOL acoplado a regras desconhecidas.

COBOL mantido por equipes insuficientes.

COBOL cercado por processos ruins.

COBOL cuja regra de negócio ninguém consegue explicar.

Mas isso é muito diferente de dizer:

“COBOL é velho, portanto precisa morrer.”

Diógenes perguntaria:

— Se substituíres o COBOL sem compreender as regras, o que acontecerá?

— Podemos reproduzir os erros.

— Apenas os erros?

Penso um pouco.

— Podemos criar erros novos.

Ele sorri.

— Finalmente estás aprendendo filosofia.


🏺 O verdadeiro legado não está no código

Aqui nossa conversa ficaria séria.

Eu mostraria um programa hipotético de financiamento.

IF IDADE-CLIENTE > 60
   AND TIPO-CONTRATO = 'A'
   AND DATA-ADESAO < 20100101
       MOVE 1 TO REGRA-ESPECIAL
END-IF

Diógenes perguntaria:

— Por quê?

— Não sei.

— Quem sabe?

— Talvez ninguém.

Ele apontaria para a condição.

— Então isso não é código.

— Como assim?

— Isso é história petrificada.

E estaria certo.

Dentro de sistemas COBOL existem decisões comerciais tomadas décadas atrás.

Mudanças tributárias.

Fusões bancárias.

Produtos extintos.

Acordos sindicais.

Exigências regulatórias.

Exceções criadas para clientes.

Crises econômicas.

Planos monetários.

Decisões judiciais.

Migrações.

Aquisições.

Cada IF estranho pode ser uma camada arqueológica.

O programador iniciante vê:

IF X = 1

O programador experiente pergunta:

“Quem decidiu que X=1 e o que acontece se eu mudar isso?”

Essa pergunta separa manutenção de arqueologia.


🔦 A lanterna de Diógenes

Eu então entregaria ao filósofo algumas ferramentas modernas.

Debugger.

Code coverage.

Git.

Static analysis.

Observabilidade.

Testes automatizados.

IBM Debug for z/OS.

Application Discovery.

Zowe.

IDz.

VS Code.

IA generativa.

Ele examinaria tudo.

— São lanternas.

— Como?

— Tu criaste ferramentas sofisticadas para fazer aquilo que faço caminhando por Atenas.

— Procurar homens honestos?

— Procurar verdades escondidas.

E talvez essa seja uma bela definição de manutenção de sistemas legados.

Você não começa alterando.

Começa procurando.

Quem chama este programa?

Quais datasets utiliza?

Qual copybook?

Qual transação CICS?

Qual tabela Db2?

Qual job?

Qual PROC?

Qual scheduler?

Qual programa chamou antes?

Quem recebe depois?

Existe MQ?

Existe API?

Existe arquivo VSAM?

Existe rotina assembler escondida desde o Paleolítico Superior?

Antes de tocar:

observe.

Diógenes já havia ensinado isso na Acrópole.


☕ A lição do programador COBOL iniciante

Quando o sol começasse a desaparecer atrás de Atenas, eu perguntaria:

— Então, Diógenes, que conselho daria a alguém começando COBOL?

Ele provavelmente responderia:

— Não adore a linguagem.

Estranho.

— Também não a despreze.

Melhor.

— Aprende-a.

Ele continuaria:

— Quando encontrares algo estranho, pergunta por quê. Quando alguém disser "sempre foi assim", pergunta desde quando. Quando disserem "não mexe nisso", pergunta o que acontece se mexer. Quando disserem "vamos modernizar", pergunta qual problema será resolvido.

Eu sorriria.

— Isso parece mais filosofia do que programação.

Diógenes daria de ombros.

— Existe diferença?


🏛️ E então ele olharia novamente para o Pártenon

O templo ainda estava perfeito.

Nenhuma coluna quebrada.

Nenhuma explosão.

Nenhuma ruína.

Diógenes não sabia o que aconteceria.

Eu sabia.

E finalmente entenderia alguma coisa sobre COBOL.

O Pártenon que eu conhecia no século XXI não havia sobrevivido apesar de ser antigo.

Era extraordinário justamente porque havia atravessado o tempo.

COBOL também não merece respeito simplesmente por ser velho.

Mas tampouco merece desprezo por isso.

Um sistema que processou bilhões de transações durante décadas carrega algo que nenhum framework lançado na terça-feira consegue instalar pelo npm.

História operacional.

Ele enfrentou fechamento mensal.

Virada de ano.

Mudança de moeda.

Fusão.

Auditoria.

Black Friday.

Pandemia.

Crise.

Milhões de clientes.

Programadores brilhantes.

Programadores terríveis.

Gerentes.

Consultorias.

Terceirizações.

Reestruturações.

E provavelmente alguma alteração emergencial feita às 03:47 da madrugada por um sujeito cujo nome ninguém mais conhece.

Ainda assim:

IEF142I JOBXPTO STEP01 - STEP WAS EXECUTED - COND CODE 0000

Diógenes olharia para aquela mensagem.

— Bellacosa?

— Sim?

— Isso significa que funcionou?

— Significa.

Ele pegaria sua lanterna, caminharia em direção ao barril e responderia:

— Então não me interessa quantos anos possui.

Alguns metros depois, pararia.

Viraria para mim.

— Mas descobre quem escreveu aquele GO TO.

— Por quê?

Aquilo é crime até na Grécia Antiga.

E desapareceria pelas ruas de Atenas.

Eu ficaria olhando a Acrópole.

Pensando que talvez a primeira regra da manutenção de sistemas nunca tenha sido escrita por Grace Hopper, IBM, ANSI ou qualquer manual de COBOL.

Talvez um velho filósofo grego já tivesse resumido tudo:

Questione aquilo que todos aceitaram sem perguntar por quê.

No século IV antes de Cristo, isso era filosofia.

No século XXI...

...chamamos de manutenção de legado.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/08/quanto-custa-um-programador-salario.html

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2022/05/da-compilacao-execucao-de-um-programa.html


HISTORIA • PHILOSOPHIA • TEMPUS • IMPERIUM

🏛 A Jornada Impossível de Bellacosa

De Diógenes à Acrópole. Do Pártenon ao COBOL. De Atenas ao Fórum Romano. E finalmente... César.

“O viajante atravessa o tempo. As perguntas viajam com ele.”

A Jornada Impossível de Bellacosa é uma aventura literária através da Antiguidade, combinando história, filosofia, viagem no tempo, cultura clássica e até tecnologia de mainframe. A narrativa começa na Grécia de Diógenes, atravessa a Atenas clássica, sobe à Acrópole e ao Pártenon e, numa improvável ruptura temporal, encontra COBOL antes de seguir para Roma em 50 a.C.

No Fórum Romano, Bellacosa observa cidadãos, soldados, senadores, comerciantes e personagens históricos enquanto tenta compreender poder, liberdade, humanidade e aquilo que realmente permanece depois que impérios, programas e homens desaparecem.

I

ΑΘΗΝΑΙ • ATENAS • SÉCULO IV a.C.

🌿 Capítulo 1 — Sob o Sol de Diógenes

Bellacosa atravessa o impossível e encontra Diógenes, o filósofo cínico que transformou pobreza voluntária, liberdade e provocação numa filosofia vivida.

Diógenes Atenas Filosofia Cinismo Viagem no Tempo
II

ΑΘΗΝΑΙ • DIOGENES • LIBERTAS

🍷 Capítulo 1 — O Riso e o Silêncio

Entre pão, vinho, cães e provocações filosóficas, Diógenes confronta Bellacosa com uma pergunta muito mais perigosa que qualquer viagem temporal: o que significa ser livre?

Liberdade Filosofia Diógenes Existência
III

ATHENAE • AMICITIA • LIBERTAS

🍂 Capítulo 1 — Reconhecimento

Diógenes reconhece no viajante algo que não esperava: alguém vindo de um futuro absurdamente complexo que ainda consegue compreender a simplicidade de sua filosofia.

Reconhecimento Amizade Antiguidade Reflexão
IV

ACROPOLIS • ATHENA • PARTHENON

🏛 Capítulo 2 — O Auge da Acrópole

A Acrópole deixa de ser ruína e volta a viver. Mármore branco, sacerdotisas, incenso, oferendas e o Pártenon aparecem diante do viajante como eram no mundo antigo.

Acrópole Atenas Antiga Pártenon Grécia
V

TEMPORALIS ERROR • COBOL INVOCATUS

💻 Capítulo 2½ — O COBOL

Porque toda viagem temporal respeitável eventualmente precisa explicar por que um programa escrito décadas atrás ainda está em produção.

COBOL Mainframe Anacronismo Humor
VI

PARTHENON • FIGUS • PHILOSOPHIA

🏛 Capítulo 2 — No Cume do Pártenon

Bellacosa e Diógenes observam Atenas do alto, dividem figos e descobrem que distância talvez seja a ferramenta mais simples para separar aquilo que importa daquilo que apenas parece importante.

Pártenon Diógenes Atenas Figos Liberdade
VII

INTERLUDIUM • ITER IMPOSSIBILIS

📜 A Jornada Impossível de Bellacosa

Um dos registros centrais da série que conecta a experiência do viajante aos diferentes capítulos da Jornada Impossível.

Jornada Impossível Bellacosa História Viagem
VIII

ALTER TEMPUS • COBOL • MAINFRAME

💾 Capítulo 2½ — O COBOL — Registro Alternativo

Outro endereço preservado no corpus da Jornada, igualmente associado ao encontro improvável entre mundo clássico, programação COBOL e viagem temporal.

COBOL Legacy Mainframe Tempo

SPQR

🦅 ROMA • L ANTE CHRISTUM NATUM

O viajante deixa Atenas para trás. O Mediterrâneo gira. O mundo muda. Roma aparece.
IX

ROMA • L a.C. • FORUM ROMANUM

🏛 Capítulo 3 — Roma, 50 a.C. — O Fórum em Pleno Esplendor

O Fórum Romano deixa de ser ruína. Templos, senadores, legionários, comerciantes e cidadãos cercam Bellacosa no coração político de uma República que ainda não sabe que está prestes a mudar para sempre.

Roma Antiga Fórum Romano 50 a.C. República Romana
X

FORUM ROMANUM • VIATOR TEMPORIS

🏛 Capítulo 3 — Andarilho do Tempo no Fórum

Perdido entre colunas, multidões e séculos, o viajante observa Roma não como turista, mas como testemunha de um mundo vivo.

Roma Andarilho Fórum História Viva
XI

CAIVS IVLIVS CAESAR • ROMA

🏛 Capítulo 3 — Próximo de César

Bellacosa aproxima-se de Júlio César e observa estratégia, ambição, carisma e humanidade enquanto decisões aparentemente pequenas começam a moldar o destino de Roma.

“Cada decisão molda vidas, cidades e impérios futuros.”
Júlio César Roma Política Poder História

🏺 O mapa da Jornada

ATENAS Filosofia
DIÓGENES Liberdade
ACRÓPOLE Civilização
PÁRTENON Perspectiva
COBOL Anomalia temporal
ROMA Poder
CÉSAR Destino

TEMPORA MUTANTUR, NOS ET MUTAMUR IN ILLIS

Os tempos mudam — e nós mudamos com eles.

A Jornada Impossível de Bellacosa mistura história antiga, filosofia, Roma, Grécia, Diógenes, Júlio César, viagem no tempo, tecnologia e COBOL em uma narrativa onde cada época funciona como espelho para perguntas que continuam modernas.

☕ Bellacosa Mainframe — história, tecnologia, viagens e algumas anomalias temporais.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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