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terça-feira, 30 de junho de 2026

Agentic Data Intelligence no IBM watsonx.data intelligence: Quando a Inteligência Artificial Descobre que Dados Sem Contexto São Apenas Bits Perdidos

 

Bellacosa Mainframe introduz o agentic data intelligence no ibm watsonx

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Agentic Data Intelligence no IBM watsonx.data intelligence: Quando a Inteligência Artificial Descobre que Dados Sem Contexto São Apenas Bits Perdidos

Como um Programador COBOL Padawan Pode Entender a Próxima Grande Revolução da Inteligência Artificial Corporativa

Durante muito tempo, ouvimos que a Inteligência Artificial iria substituir programadores.

Depois disseram que bastava conectar um LLM (Large Language Model) ao banco de dados da empresa e todos os problemas estariam resolvidos.

Hoje sabemos que nenhuma dessas ideias estava completamente correta.

O verdadeiro desafio nunca foi fazer a IA "ler" dados.

O desafio sempre foi fazer a IA entender o significado daqueles dados.

Essa diferença parece pequena.

Na prática, ela separa uma IA que apenas gera respostas bonitas de uma IA capaz de trabalhar como um verdadeiro analista de negócios.

É exatamente esse o objetivo do novo Agentic Data Intelligence, incorporado ao IBM watsonx.data intelligence.

Para quem trabalha com IBM Z, COBOL, CICS, DB2, VSAM ou IMS, esse assunto é muito mais importante do que parece. Na realidade, ele conversa diretamente com um problema que todo programador experiente já enfrentou: como descobrir o impacto de uma mudança em um sistema gigantesco criado ao longo de décadas?

Pegue sua caneca de café.

Hoje vamos conversar sobre uma das tecnologias que provavelmente fará parte do futuro do desenvolvimento em Mainframe.


O maior problema da IA nunca foi inteligência

Imagine que amanhã você seja contratado por um grande banco.

No primeiro dia, entregam seu usuário RACF.

Você recebe acesso ao:

  • TSO/ISPF

  • SDSF

  • DB2

  • CICS

  • JCL

  • dezenas de bibliotecas PDS

  • milhares de programas COBOL

Você consegue abrir qualquer programa.

Consegue consultar tabelas.

Consegue executar jobs.

Mas consegue entender o sistema?

Claro que não.

Você não sabe:

  • qual tabela é oficial;

  • qual copybook está obsoleto;

  • qual campo representa uma regra de negócio;

  • quem é o responsável por determinado cadastro;

  • quais programas utilizam aquele arquivo VSAM;

  • quais APIs dependem daquele campo.

Agora imagine uma Inteligência Artificial.

Ela sofre exatamente do mesmo problema.

Ela consegue acessar dados.

Mas não conhece a empresa.


Dados não são conhecimento

Essa talvez seja a primeira grande lição deste artigo.

Existe uma enorme diferença entre:

Dados

e

Conhecimento Corporativo.

Por exemplo:

CLIENTE.STATUS = "A"

Para você isso significa o quê?

Nada.

Agora imagine que o glossário da empresa define:

"A = Cliente Ativo"

Já faz sentido.

Mas e se outra empresa definir:

"A = Cliente Aposentado"

Ou ainda:

"A = Cliente de Alto Valor"

Percebe?

O dado é exatamente igual.

O significado muda completamente.

É isso que chamamos de contexto.


O que é o IBM watsonx.data intelligence?

Pense nele como um enorme cérebro corporativo.

Ele não guarda apenas tabelas.

Ele guarda conhecimento sobre essas tabelas.

Ele sabe:

  • quem criou;

  • quem mantém;

  • quem utiliza;

  • quais sistemas dependem;

  • de onde vieram os dados;

  • quais regras foram aplicadas;

  • qual o nível de qualidade;

  • quais políticas de segurança existem.

Em outras palavras...

Ele transforma metadados em conhecimento utilizável.


Fazendo uma analogia com o Mainframe

Todo ambiente z/OS possui diversos "cérebros invisíveis".

Por exemplo:

  • ICF Catalog

  • RACF

  • SYS1.PARMLIB

  • PROCLIB

  • SMS

  • JES2

Nenhum deles processa transações bancárias.

Mesmo assim...

sem eles o banco simplesmente para.

O watsonx.data intelligence exerce um papel semelhante.

Ele não substitui o DB2.

Nem o VSAM.

Nem o IMS.

Ele explica para a IA como interpretar tudo isso.


Como funciona o Agentic Data Intelligence?

Vamos imaginar um fluxo simples.

Um usuário pergunta:

"Quais clientes Premium tiveram queda no faturamento este mês?"

Uma IA tradicional faria algo parecido com isto:

Pergunta

↓

Procura tabelas

↓

Executa SQL

↓

Entrega resposta

Parece bom.

Mas há vários riscos.

Ela pode consultar:

  • tabela errada;

  • coluna desatualizada;

  • dados duplicados;

  • informações sem governança.

Agora veja o novo fluxo.

Pergunta

↓

Consulta o catálogo corporativo

↓

Verifica definições de negócio

↓

Consulta Data Lineage

↓

Verifica políticas

↓

Avalia qualidade

↓

Gera resposta

É um processo muito mais inteligente.


O que significa "Trusted Context"?

Esse é provavelmente o conceito mais importante do watsonx.data intelligence.

Traduzindo livremente:

Contexto Confiável.

A IA deixa de confiar apenas nos dados.

Ela passa a confiar também nas regras que explicam aqueles dados.

Isso muda completamente a qualidade das respostas.


O papel do Business Glossary

Imagine um banco.

A palavra "Saldo" pode significar:

Saldo Contábil

Saldo Disponível

Saldo Projetado

Saldo Bloqueado

Saldo Médio

Todos são "Saldo".

Mas representam conceitos diferentes.

O Business Glossary resolve exatamente esse problema.

Ele funciona como um dicionário oficial da empresa.

Quando a IA encontra um termo, ela consulta o glossário antes de responder.

É como perguntar ao analista de negócios:

"Quando vocês dizem saldo, qual saldo exatamente?"


Data Lineage: seguindo o caminho dos dados

Agora imagine um campo chamado:

LIMITE_DISPONIVEL

De onde ele veio?

A IA consegue descobrir algo como:

PIX

↓

Movimentações

↓

Conta Corrente

↓

Motor Financeiro

↓

Tabela DB2

↓

Dashboard

Ela enxerga toda a cadeia de transformação.

Isso é chamado de Lineage.


Pensando como um Programador COBOL

Imagine alterar um copybook.

01 CLIENTE.
   05 LIMITE        PIC S9(9)V99 COMP-3.

Antes de alterar esse campo, você gostaria de saber:

  • Quantos programas usam esse copybook?

  • Quais transações CICS dependem dele?

  • Existe algum Job Batch?

  • Alguma API REST utiliza esse campo?

  • Existe integração com sistemas externos?

Hoje isso normalmente exige:

SDSF.

Pesquisa no Endevor.

Ferramentas de Impact Analysis.

Consulta a analistas.

Reuniões.

Com Agentic Data Intelligence, boa parte dessa investigação pode ser automatizada.


O poder do Data Quality

Imagine perguntar:

"Qual o faturamento do último trimestre?"

Uma IA comum responde.

Uma IA inteligente responde:

"O conjunto de dados possui 97,8% de qualidade, porém existem registros duplicados na origem."

Essa pequena diferença aumenta enormemente a confiança na resposta.


Governança não é burocracia

Muitos iniciantes acham que Governança serve apenas para gerar documentação.

Na verdade...

Governança protege a empresa.

Por exemplo:

CPF.

A IA sabe que:

  • deve mascarar;

  • exige autorização;

  • está protegido pela LGPD;

  • possui classificação confidencial.

Ela aprende regras.

Não apenas dados.


Ownership: quem é o dono da informação?

Imagine encontrar uma tabela chamada:

CLIENT_MASTER

Quem responde por ela?

Financeiro?

CRM?

Marketing?

TI?

A IA consulta o catálogo.

Descobre o proprietário.

E informa.

Isso reduz muito o tempo gasto procurando especialistas.


O que é o MCP?

MCP significa:

Model Context Protocol.

Você pode imaginar o MCP como um "idioma universal" entre agentes de IA e sistemas corporativos.

Assim como:

ODBC

JDBC

ODBC permitiu acessar bancos de dados diferentes.

O MCP pretende permitir que qualquer IA consulte conhecimento corporativo da mesma maneira.

Isso significa integração com:

  • IBM Bob

  • Claude

  • GitHub Copilot

  • watsonx Orchestrate

  • aplicações internas


Agent Skills: ensinando experiência para a IA

Aqui está uma das partes mais interessantes.

Imagine ensinar um estagiário.

Você não diz apenas:

"Cadastre um novo Data Product."

Você entrega um procedimento.

Receber dados

↓

Classificar

↓

Enriquecer metadados

↓

Aplicar LGPD

↓

Publicar

↓

Validar

Esse fluxo recebe o nome de Agent Skill.

São habilidades reutilizáveis.

É como um PROC em JCL.

Você encapsula conhecimento.

Depois reutiliza quantas vezes quiser.


Um exemplo para quem conhece JCL

Veja este comando:

//STEP01 EXEC PROC=BACKUP

Você não precisa lembrar:

  • IDCAMS

  • SORT

  • DELETE

  • DEFINE

  • REPRO

Tudo já está preparado.

Agent Skills funcionam exatamente assim.


Um exemplo de uso no mundo real

Imagine um auditor perguntando:

"De onde veio o valor mostrado neste Dashboard?"

A IA pode responder:

Dashboard

↓

Data Product

↓

Tabela Curada

↓

Pipeline ETL

↓

DB2

↓

Programa COBOL

↓

Arquivo VSAM

↓

Sistema de Origem

Tudo automaticamente.

Sem abrir dez ferramentas diferentes.


Outro exemplo para o Padawan

Você altera um Copybook.

Antes do Deploy, pergunta:

"Qual será o impacto?"

O agente responde:

  • 218 programas COBOL afetados;

  • 12 aplicações Java;

  • 31 APIs REST;

  • 4 sistemas parceiros;

  • 6 dashboards;

  • 2 modelos de IA.

Isso é muito mais poderoso do que uma simples pesquisa textual.


Como isso muda a vida do Programador COBOL?

Muito.

Hoje gastamos boa parte do tempo tentando descobrir:

"Quem usa isso?"

No futuro a pergunta será:

"IA, mostre todo o impacto desta alteração."

A IA não apenas responderá.

Ela mostrará:

  • dependências;

  • riscos;

  • qualidade;

  • governança;

  • responsáveis.


Como começar a estudar?

Se você é um COBOL Padawan, siga esta ordem.

Etapa 1 — Domine o Mainframe

Antes de IA, conheça bem:

  • JCL

  • TSO

  • SDSF

  • VSAM

  • DB2

  • CICS

  • IMS

Sem isso, você não entenderá de onde vêm os dados.


Etapa 2 — Aprenda Modelagem de Dados

Estude:

  • Chaves primárias

  • Chaves estrangeiras

  • Normalização

  • Data Warehouse

  • Data Lake

  • Data Products


Etapa 3 — Aprenda Governança

Entenda conceitos como:

  • Metadata

  • Business Glossary

  • Data Steward

  • Lineage

  • Data Quality

  • Data Catalog

  • Ownership

Esses termos aparecerão cada vez mais no mercado.


Etapa 4 — Estude IA Corporativa

Depois avance para:

  • LLM

  • RAG (Retrieval-Augmented Generation)

  • Agentes de IA

  • MCP (Model Context Protocol)

  • IBM watsonx

  • IBM Bob

  • watsonx Orchestrate

Você perceberá que IA corporativa é muito diferente de simplesmente conversar com um chatbot.


Dicas práticas para evoluir

✔ Aprenda SQL profundamente. A IA depende de dados bem estruturados.

✔ Leia documentação de arquitetura dos sistemas onde trabalha. O contexto de negócio é tão importante quanto o código.

✔ Familiarize-se com ferramentas de análise de impacto, catálogos de dados e governança. Muitas das capacidades do Agentic Data Intelligence automatizam tarefas que hoje são feitas manualmente.

✔ Estude conceitos de segurança, LGPD e classificação de dados. Um bom profissional de Mainframe entende que proteger a informação é tão importante quanto processá-la.

✔ Experimente copilotos e agentes de IA, mas sempre valide as respostas. A confiança em IA corporativa nasce da combinação entre automação e governança.


Curiosidades

  • A maior parte do conhecimento de uma empresa não está no código COBOL, mas nas regras de negócio documentadas — ou, muitas vezes, apenas na cabeça dos especialistas.

  • Grandes bancos mantêm aplicações com mais de 40 anos de evolução contínua. Compreender suas dependências é um desafio monumental.

  • O conceito de lineage existe há anos em ferramentas de integração de dados, mas agora passa a fazer parte das respostas produzidas por agentes de IA.

  • O Model Context Protocol (MCP) está se consolidando como um padrão importante para conectar modelos de IA a ferramentas e fontes de conhecimento corporativo.

  • O futuro da IA empresarial dependerá menos de modelos gigantes e mais da capacidade de utilizar dados confiáveis, governados e contextualizados.


Conclusão: o futuro pertence a quem entende contexto

Durante décadas, o diferencial de um excelente programador COBOL nunca foi decorar comandos do compilador ou conhecer todas as instruções da linguagem. O que realmente fazia diferença era compreender profundamente as regras de negócio, as dependências entre sistemas e a história por trás de cada aplicação.

O Agentic Data Intelligence leva essa mesma filosofia para a Inteligência Artificial.

Em vez de responder apenas com base em dados brutos, os agentes passam a consultar glossários de negócio, políticas de governança, linhagem dos dados, métricas de qualidade e informações sobre responsabilidade dos ativos. Em outras palavras, eles começam a agir como faria um analista experiente que conhece o ambiente da empresa.

Para o COBOL Padawan, isso representa uma oportunidade extraordinária. Dominar apenas a linguagem COBOL continuará sendo importante, mas já não será suficiente. O profissional que se destacar será aquele capaz de unir programação, arquitetura de dados, governança, inteligência artificial e conhecimento do negócio.

Assim como o Mainframe evoluiu de cartões perfurados para APIs REST, microsserviços e integração com nuvem, a próxima evolução será impulsionada por agentes inteligentes capazes de compreender o contexto completo da organização.

E talvez essa seja a maior lição deste café no Bellacosa Mainframe:

O código continua sendo essencial, mas o verdadeiro poder está em compreender o significado dos dados. Quem dominar esse conhecimento ajudará a construir a próxima geração de sistemas inteligentes sobre a plataforma mais confiável do mundo: o IBM Z.

 

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Como um Programador COBOL Júnior Pode Evoluir de um Simples Consumidor de ChatGPT para um Engenheiro de Agentes de IA

 

Bellacosa Mainframe e a evolucao para engenheiro de agentes ia

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Holocron da Inteligência Artificial

Como um Programador COBOL Júnior Pode Evoluir de um Simples Consumidor de ChatGPT para um Engenheiro de Agentes de IA

"Padawan, a IA de hoje está exatamente onde a Internet estava em 1995. Alguns enxergam apenas páginas HTML piscando. Outros estão construindo a Amazon, o Google e o Netflix do futuro."


O choque cultural de um Programador COBOL diante da IA

Tenho observado uma situação curiosa.

Muitos programadores COBOL juniores olham para ChatGPT, Claude, Gemini, Copilot e DeepSeek da mesma forma que um usuário de microcomputador dos anos 1980 olhava para um IBM 3090.

Eles pensam:

"É uma máquina mágica."

Não é.

É apenas software.

Software extremamente sofisticado.

Mas ainda software.

E, como todo software, possui arquitetura.

Possui componentes.

Possui limitações.

Possui padrões.

Possui boas práticas.

E possui uma curva evolutiva.

Podemos pensar em quatro degraus.

LLM
↓

RAG

↓

AI Agent

↓

Agentic AI

Curiosamente, essa evolução lembra muito a própria história do Mainframe.


Primeira Era

O LLM é o COBOL Batch da IA

Imagine que estamos em 1978.

Você recebe um programa COBOL.

IDENTIFICATION DIVISION.

PROGRAM-ID. CHATBOT.

PROCEDURE DIVISION.

DISPLAY "Bom dia".

STOP RUN.

Fim.

Nada mais.

Sem DB2.

Sem VSAM.

Sem MQ.

Sem CICS.

Somente lógica.

O LLM é exatamente isso.

Um processador gigantesco de linguagem.


O que realmente acontece?

Quando você pergunta:

Explique VSAM

O modelo não consulta Wikipedia.

Não acessa IBM Docs.

Não faz SELECT.

Não executa API.

Ele simplesmente tenta prever:

Qual é a próxima palavra mais provável?

Matematicamente:

P(Token n+1 | contexto)

Exemplo:

Pergunta:

Explique JCL.

Internamente:

JCL

↓

Job Control Language

↓

IBM

↓

Batch

↓

JES2

↓

Execution

↓

Datasets

Milhões de probabilidades.


O problema

LLM não sabe.

LLM acredita.

Existe uma grande diferença.

Ele produz a sequência estatisticamente mais plausível.

Pode acertar.

Pode errar.

Pode inventar.

Chamamos isso de:

Hallucination.


Exemplo

Pergunta:

Como reiniciar RACF?

Resposta inventada:

RESTART RACF NOW

Parece bonito.

Parece técnico.

Parece IBM.

Mas não existe.


O que aprender nesta fase?

Objetivo:

Ser usuário competente.

Aprender:

Prompt Engineering

Chain of Thought

Few Shot

Temperature

Tokens

Context Window

Fine Tuning


Ferramentas

ChatGPT

Claude

Gemini

Copilot

DeepSeek


Projeto sugerido

ChatGPT Tutor COBOL.

Perguntar:

Explique COMP-3

Criar quiz.

Criar exercícios.

Gerar JCL.


Segunda Era

O RAG é COBOL + DB2

Agora começa algo que um programador corporativo entende muito bem.

Imagine um COBOL.

Antes.

DISPLAY "CLIENTE".

Pouco útil.

Agora.

EXEC SQL

SELECT NOME

FROM CLIENTE

END-EXEC.

Mudou tudo.

O programa agora possui memória externa.


Isso é RAG

Retrieval Augmented Generation.

O cérebro continua sendo o LLM.

Mas ele ganha uma biblioteca.


Funcionamento

Etapa 1

Documentos.

PDF.

Wiki.

Confluence.

Sharepoint.

IBM Docs.

Github.

SMF.

JCL.

PDS.


Etapa 2

Transformação.

Embeddings.

Texto.

Vetores.

Exemplo:

COBOL

[0.82,0.12,0.33]

DB2

[0.79,0.19,0.31]

Etapa 3

Banco vetorial.

FAISS

Milvus

Pinecone

Chroma

Qdrant

Weaviate


Etapa 4

Busca semântica.

Pergunta:

Como funciona DFHCOMMAREA?

Sistema pesquisa.

Retorna.

Manual IBM.

Apostilas.

PDF.

Código.


Etapa 5

LLM responde.

Mas agora com consulta.


Analogia Mainframe

É um COBOL fazendo:

EXEC SQL.


Projeto para o Padawan

Criar:

Bellacosa RAG.

Alimentar.

PDF COBOL.

PDF CICS.

PDF DB2.

Redbooks.

Perguntar:

Como funciona REORG?

Sistema responde.


Competências

Python

LangChain

LlamaIndex

FAISS

Sentence Transformers

APIs


Terceira Era

AI Agent é um Sysprog Digital

Aqui acontece a verdadeira revolução.

IA deixa de responder.

Começa a agir.


Exemplo

Usuário:

Faça análise dos jobs abendados.


Agente pensa.

Planeja.

Executa.

Corrige.

Entrega.


Processo

Planejamento.

Ferramentas.

Memória.

Feedback.

Execução.


Exemplo Mainframe

Sysprog.

Com café.

TSO.

SDSF.

REXX.


Agente executa:

SDSF

Consulta JES

Filtra ABEND

Cria relatório

Envia Teams


Frameworks

CrewAI

LangGraph

AutoGen

Semantic Kernel

OpenAI Agents SDK


Projeto

Agente COBOL.

Entrada:

Programa COBOL.

Saída:

Detecta.

GOTO.

PERFORM.

COPY.

Dead code.

Complexidade.


Habilidades

Python

REST

JSON

Docker

Git

Prompt Design


Quarta Era

Agentic AI é um Parallel Sysplex Cognitivo

Este é o estágio mais fascinante.

Não existe um agente.

Existe um departamento inteiro.

Digital.


Cenário

Pergunta:

Modernize meu banco.


Agente 1

COBOL.


Agente 2

DB2.


Agente 3

Segurança.


Agente 4

Cloud.


Agente 5

Custos.


Agente 6

DevOps.


Supervisor.

Consolida tudo.


Analogia

Parallel Sysplex.

LPARs.

CF.

WLM.

XCF.

Tudo cooperando.


O Roadmap Bellacosa para Aprender IA

Fase 1 — Consumidor Inteligente (30 dias)

Aprender:

  • Prompt Engineering

  • ChatGPT

  • Claude

  • Gemini

  • Copilot

  • Tokens

  • Embeddings

Meta:

Produzir conteúdo técnico.


Fase 2 — Desenvolvedor RAG (60 dias)

Aprender:

Python

FastAPI

LangChain

FAISS

Chroma

SQLite

Projeto:

Bellacosa Mainframe Knowledge Assistant.


Fase 3 — Construtor de Agentes (90 dias)

Aprender:

CrewAI

LangGraph

Docker

GitHub Actions

APIs

MCP

Projeto:

Agente Sysprog.


Fase 4 — Arquiteto Agentic AI (120 dias)

Aprender:

Multi-Agent Systems

AutoGen

Semantic Kernel

Observabilidade

OpenTelemetry

Memória Persistente

Projeto:

Bellacosa Mainframe Digital Operations Center.

Agentes especializados em:

  • JES2

  • SDSF

  • RACF

  • SMF

  • RMF

  • Db2

  • CICS

  • MQ

  • z/OS Connect

  • COBOL Modernization


O conselho de um velho operador de datacenter

O erro de muitos profissionais é acreditar que IA substituirá programadores.

Provavelmente veremos algo diferente.

Os profissionais mais valorizados serão aqueles que entenderem o negócio, a plataforma legada, a engenharia de software e a orquestração de agentes inteligentes.

Um programador COBOL júnior que hoje aprende JCL, DB2, APIs, Python, RAG e Agentes de IA pode se tornar, em poucos anos, uma espécie de Sysprog Cognitivo do século XXI: alguém capaz de conversar com sistemas de cinquenta anos de idade, extrair seu conhecimento, encapsulá-lo em agentes especializados e construir uma nova geração de ferramentas sobre o legado corporativo.

E talvez essa seja a grande ironia da história da computação: enquanto muitos imaginavam que o Mainframe desapareceria, ele pode acabar fornecendo justamente o tipo de conhecimento estruturado, processos críticos e disciplina operacional que os futuros ecossistemas de Agentic AI precisarão para funcionar em ambientes bancários, seguradoras, governo e indústrias de missão crítica. O velho IBM Z pode não ser apenas um sobrevivente da história; pode ser um dos melhores professores para ensinar como construir inteligências artificiais realmente confiáveis.