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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Engenharia Militar : Capítulo XIII — Os Sentinelas da Madrugada

Bellacosa Mainframe e a engenharia militar parte xiii

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL

Capítulo XIII — Os Sentinelas da Madrugada

Quando um Programador COBOL Descobre que os Verdadeiros Heróis Quase Nunca Aparecem nas Manchetes

A chuva havia terminado.

A fortaleza dormia.

Nenhuma tocha iluminava as muralhas.

Nenhum mercador cruzava os portões.

Nenhuma criança brincava na praça.

Apenas o som do vento.

E passos.

Lentos.

Constantes.

Um velho sentinela caminhava sobre a muralha.

Toda hora.

Toda noite.

Todo inverno.

Todo verão.

O jovem comandante perguntou:

— Há quanto tempo ele faz isso?

O velho engenheiro respondeu:

— Há tanto tempo...

que ninguém mais percebe sua presença.

O rapaz ficou em silêncio.

O mestre continuou.

— Esse é o destino de quase todos os guardiões.

Quando fazem seu trabalho perfeitamente...

as pessoas deixam de notar que eles existem.

Séculos depois...

02h43.

A cidade inteira dormia.

Hospitais continuavam funcionando.

Caixas eletrônicos permaneciam disponíveis.

Aviões cruzavam o céu.

Cartões aprovavam compras.

Bolsas internacionais processavam ordens.

Serviços públicos executavam milhares de operações.

Em uma sala iluminada apenas por monitores verdes...

quatro operadores acompanhavam dezenas de consoles.

Nenhum deles apareceria no jornal do dia seguinte.

E justamente por isso...

o mundo continuaria funcionando.

Sirva mais um café.

Hoje prestaremos homenagem aos profissionais que trabalham quando todos os outros descansam.


1. A Engenharia do Silêncio

Existe uma curiosidade fascinante.

Os maiores sucessos da engenharia raramente são celebrados.

Ninguém interrompe o jantar para anunciar:

"O Data Center funcionou perfeitamente hoje."

Nenhum telejornal abre dizendo:

"O processamento bancário terminou sem incidentes."

Nenhuma manchete comemora:

"Mais um dia sem perda de dados."

O sucesso da engenharia é silencioso.

O fracasso é barulhento.


2. A Noite Pertence aos Guardiões

Enquanto milhões dormem...

alguém observa.

Operadores acompanham filas.

DBAs verificam desempenho.

Sysprogs monitoram recursos.

Analistas acompanham jobs.

Especialistas em segurança analisam alertas.

Equipes de redes observam enlaces.

A madrugada possui seus próprios habitantes.

Quase invisíveis.

Mas indispensáveis.


3. O Programador Nunca Trabalha Sozinho

Existe um mito.

"O desenvolvedor construiu o sistema."

Na realidade...

o sistema pertence a dezenas de profissões.

Analistas de negócio.

Arquitetos.

Operadores.

Testadores.

Auditores.

Especialistas em armazenamento.

Segurança.

Redes.

Banco de dados.

Gestores.

Usuários.

O software nasce coletivo.


4. O Valor da Rotina

Para quem observa de fora...

executar o mesmo procedimento diariamente parece repetitivo.

Mas a rotina salva sistemas.

Checklist.

Backup.

Monitoramento.

Validação.

Revisão.

Toda repetição consciente reduz risco.

Na engenharia, disciplina frequentemente vale mais que genialidade.


5. O Relógio Nunca Para

Os antigos castelos possuíam vigias trocando de turno continuamente.

A fortaleza nunca ficava sem proteção.

Hoje acontece exatamente igual.

Existe alguém iniciando seu expediente quando outro está encerrando.

A missão muda de mãos.

Nunca é interrompida.


6. O Peso da Confiança

Imagine um operador pressionando ENTER para liberar um processamento nacional.

Milhões de registros serão movimentados.

A decisão parece simples.

Mas atrás daquele ENTER existe:

treinamento.

procedimentos.

auditorias.

experiência.

confiança.

Tecnologia apenas executa.

Pessoas assumem responsabilidade.


7. A Beleza do Trabalho Invisível

Existe algo profundamente bonito em profissões cujo sucesso consiste em não chamar atenção.

Quando tudo funciona...

ninguém percebe.

Quando uma ponte permanece firme durante cinquenta anos...

ninguém a fotografa diariamente.

Quando um programa COBOL executa bilhões de vezes corretamente...

ninguém o aplaude.

Mas ele continua ali.

Cumprindo sua missão.


8. O Orgulho Silencioso

O jovem perguntou ao mestre.

— O senhor nunca desejou reconhecimento?

O velho sorriu.

— Já o recebo todos os dias.

— Como?

— Quando acordo e descubro que a cidade continua funcionando.


9. Goblin Slayer Nunca Buscou Glória

Goblin Slayer raramente recebe homenagens.

Enquanto outros aventureiros derrotam dragões e tornam-se lendas...

ele elimina pequenas ameaças invisíveis.

Seu trabalho impede tragédias que jamais acontecerão.

Ninguém celebra batalhas que foram evitadas.

Essa é exatamente a lógica da boa engenharia.


10. Shogun e os Homens Sem Nome

Em Shogun, a História costuma destacar grandes líderes.

Mas nenhuma campanha existiria sem:

mensageiros.

cozinheiros.

ferreiros.

carpinteiros.

barqueiros.

médicos.

escribas.

A História é construída também pelos nomes que nunca aparecem nos livros.

Nos Data Centers acontece exatamente o mesmo.


11. O Operador e o Samurai

Ambos compartilham algo curioso.

Precisam permanecer atentos durante longos períodos.

Tomam poucas decisões.

Mas cada decisão pode alterar completamente o resultado da missão.

A paciência torna-se uma habilidade técnica.


12. O Café das Três da Manhã

Existe um momento conhecido por praticamente todo profissional de operações.

03h00.

A fadiga aumenta.

O silêncio domina a sala.

O café torna-se companheiro inseparável.

Curiosamente...

é exatamente nesse horário que muitos incidentes exigem máxima concentração.

Talvez por isso tantas histórias de Data Centers comecem com uma xícara de café.


13. Curiosidade Histórica

Nas fortalezas medievais e nos castelos japoneses, a troca de guarda era tratada como um procedimento rigoroso. O sentinela que encerrava seu turno não simplesmente ia embora: transmitia informações sobre movimentações observadas, condições das muralhas, mudanças climáticas e qualquer detalhe incomum ao próximo vigia. Essa continuidade evitava que conhecimento importante fosse perdido entre um turno e outro.

Nos ambientes IBM Z, a passagem de turno segue o mesmo princípio. Registros de ocorrências, status dos processamentos, incidentes em andamento, mudanças planejadas e alertas de monitoramento garantem que a operação permaneça contínua, independentemente de quem esteja diante do console.


14. Easter Egg — O Nome no Rodapé

Conta uma antiga história que, durante a reforma de um velho castelo, encontraram uma pedra escondida atrás de outra.

Nela existia apenas uma inscrição.

Esta muralha foi reparada por Kenji.
Ano 1478.

Nenhum livro mencionava Kenji.

Nenhuma crônica registrava sua existência.

Mas quinhentos anos depois...

a muralha continuava de pé.

No Data Center existe um equivalente.

Em um programa COBOL muito antigo alguém encontrou um comentário discreto.

* Correção temporária para fechamento mensal.
* Bellacosa - 1996.

O comentário permanecia ali.

A correção temporária havia protegido milhares de processamentos durante décadas.

Talvez ninguém lembrasse do autor.

Mas milhões de pessoas continuavam sendo beneficiadas por aquela pequena decisão.


15. O Manifesto dos Sentinelas

Nunca despreze um operador.

Nunca ignore um DBA.

Nunca subestime um sysprog.

Nunca esqueça quem documentou um procedimento.

Nunca ridicularize um programa antigo sem compreender sua história.

Nunca considere invisível quem trabalha na madrugada.

Porque são justamente essas pessoas que sustentam silenciosamente o funcionamento do mundo.


16. Checklist do Guardião Anônimo

Antes de encerrar seu turno, pergunte:

✔ O próximo profissional entenderá o que aconteceu?

✔ Os registros estão completos?

✔ Existe alguma pendência não comunicada?

✔ O monitoramento permanece ativo?

✔ O backup foi validado?

✔ A documentação foi atualizada?

✔ O conhecimento foi compartilhado?

✔ O ambiente está mais seguro?

✔ O risco diminuiu?

✔ O usuário continuará protegido?

✔ A equipe pode confiar nas minhas informações?

✔ Deixei o sistema melhor do que o encontrei?


Conclusão — A Última Troca de Turno

O amanhecer finalmente chegou.

O velho sentinela encontrou o jovem que assumiria a muralha.

Entregou-lhe a lança.

Mostrou o livro de ocorrências.

Apontou discretamente para uma pequena rachadura próxima ao portão norte.

Depois sorriu.

Sem discursos.

Sem solenidade.

Apenas disse:

— Agora a fortaleza é sua.

Na sala de operações, o relógio marcava 07h00.

A equipe da madrugada encerrava o expediente.

A equipe da manhã assumia os consoles.

Os monitores continuavam verdes.

Os clientes começavam suas atividades.

Nenhum deles imaginava que centenas de decisões importantes haviam sido tomadas enquanto dormiam.

O jovem analista desligou seu terminal.

Olhou pela janela.

O sol iluminava lentamente a cidade.

Naquele instante compreendeu algo que jamais esqueceria.

Os maiores heróis da engenharia quase nunca aparecem nas fotografias inaugurais.

Não recebem medalhas.

Não têm estátuas.

Não protagonizam documentários.

Mas são eles que permanecem acordados quando todos dormem.

São eles que revisam procedimentos.

São eles que executam backups.

São eles que respondem aos alertas.

São eles que corrigem pequenos defeitos antes que se transformem em grandes tragédias.

E talvez...

essa seja a forma mais nobre de heroísmo.

Fazer o extraordinário.

Sem esperar reconhecimento.

Apenas porque alguém precisa cuidar da fortaleza.

E, enquanto existir ao menos um sentinela caminhando silenciosamente pelas muralhas do conhecimento...

a missão continuará.

Porque sistemas podem ser substituídos.

Equipamentos podem ser renovados.

Tecnologias podem evoluir.

Mas o compromisso silencioso de proteger pessoas...

esse atravessa séculos.

E continuará iluminando a madrugada muito depois que todos nós tivermos passado nossas chaves para a próxima geração de guardiões.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL

Uma campanha completa sobre estratégia, logística, inteligência, segurança, liderança, continuidade, sistemas críticos, IBM Z e COBOL.

Consultar arquivo
25 documentos
2014–2016 linha histórica
IBM Z fortaleza digital
COBOL linguagem da missão
Arquivo estratégico

Um Data Center analisado como uma fortaleza em guerra

A série Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL compara castelos, exércitos, muralhas, cadeias de comando, logística, inteligência e operações militares com os ambientes IBM Z responsáveis por bancos, governos, seguros, transportes e serviços essenciais.

Cada artigo apresenta uma parte dessa arquitetura: aplicações COBOL, Jobs JCL, transações CICS, bancos Db2, filas MQ, segurança RACF, monitoramento, contingência, liderança, documentação e continuidade operacional.

Sala de operações

Índice da campanha

25 documentos localizados
Índice permanente

Links completos da série Engenharia Militar

Esta relação permanece disponível no HTML da página para mecanismos de busca, leitores de tela, navegadores sem JavaScript e ferramentas de arquivamento.

  1. Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL
  2. Prólogo — O Chamado do Guardião
  3. Capítulo I — O Castelo, a Ponte e o Job que Não Podia Falhar
  4. Capítulo II — Estratégia, Operação e Tática
  5. Capítulo III — A Cadeia de Comando
  6. Capítulo IV — Logística
  7. Capítulo V — As Muralhas Invisíveis
  8. Capítulo VI — Inteligência, Reconhecimento e Espionagem
  9. Capítulo VII — A Arte da Guerra Aplicada ao Mainframe
  10. Capítulo VIII — Liderança, Moral e Disciplina
  11. Capítulo IX — Inovação, Evolução e o Futuro
  12. Capítulo X — O Legado do Engenheiro
  13. Capítulo XI — O Guardião Invisível
  14. Capítulo XII — A Fortaleza Invisível
  15. Capítulo XIII — Os Sentinelas da Madrugada
  16. Capítulo XIV — A Civilização Invisível
  17. Capítulo XV — Engenharia de Cerco
  18. Glossário IBM Z + Engenharia Militar
  19. Apêndice A — Correspondências Históricas e Técnicas
  20. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Engenharia Militar
  21. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Logística Militar
  22. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Tática Militar
  23. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Estratégia Militar
  24. Especial — Guerrilha Urbana
  25. Especial — Guerrilha no Campo e na Floresta
Bellacosa Mainframe — Arquivo de Engenharia Militar

Estratégia, disciplina, conhecimento, resiliência e continuidade aplicados aos sistemas que não podem parar.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Barco de controle remoto na lagoa do Parque da Juventude

Speedy a lancha amarela navegando na lagoa.

Os brinquedos de controle remoto são uma tentação, feito para crianças mas usada para adultos se divertirem. :)

Eu e o formiguinha costumamos brincar na lagoa do parque, ligamos a lancha e vamos la... é uma diversão ver o barquinho vencendo a agua, principalmente por q o espaço é controlado, então qualquer problemas entramos no rasinho e pegamos o barco.


O lado curioso é que normalmente escolhemos um lado vazio da lagoa, porem após algum tempo brincando surge aquela garotada toda, uns mais afoitos, outros mais calmos e é sempre aquela confusão.

O formiguinha se irrita e logo começa , vamos embora, ou as vezes ele grita Vaguinhooooo, sei que deve ter algum menino importunando.

Momentos de vida selvagem no parque da Juventude

A garça maluquinha.


Estamos no parque Luis Latorre, vulgarmente conhecido como parque da Juventude. Em volta da lagoa tem uma pocinha cercada utilizada para a garotada se refrescar e fazerem brincadeiras.

Eu e o formiguinha as vezes vamos pilotar a lancha Speedy, onde aproveitamos para passar bons bocados e dia desses estávamos ali, quando surgiu uma garça, o animal esta tão domesticado que não tem medo dos humanos e fica por ali de boa, a espera de algum alimento.


E eu aproveito para capturar estes momentos, filmando e fotografando a maluquinha da garça.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Passeando as margens do rio Tamanduatei

Avenida do Estado e o mercado municipal


No ultimo dia do ano, uma volta pelo centro velho de Sao Paulo vendo o Rio Tamanduatei, o mercado municipal e os velhos prédios que fizeram a historia do centro velho de Sao Paulo.

Aproveitando para contar ao formiga velhas historias de outros tempos.


Foram bons anos que passei no centro, andando por estas ruas e aproveitei esta passagem para relembrar velhas historias, Vendo as evoluções, novas construções, demolições das antigas. O antigo quartel abandonado... o palácio das industrial uma vez abandonado, depois reformado , outra vez abandonado e agora um museu.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Shinmai Maou no Testament BURST

 

Bellacosa Mainframe apresenta shinmai maou no testament burst

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Shinmai Maou no Testament BURST (新妹魔王の契約者 BURST)

Quando um Programador COBOL Descobre que Proteger um Sistema em Produção é Muito Mais Difícil do que Implantá-lo

Se a primeira temporada apresentou os personagens e estabeleceu o universo, Shinmai Maou no Testament BURST amplia significativamente a escala da história. O foco deixa de ser apenas a convivência entre Basara, Mio e Maria para explorar conspirações, disputas pelo trono demoníaco e uma guerra que ameaça todo o equilíbrio entre humanos, heróis e demônios. (AnimeList)

Para um profissional IBM Z, esta temporada lembra exatamente a diferença entre colocar uma aplicação em produção e mantê-la funcionando sob alta carga, onde novas integrações, dependências e riscos surgem continuamente.


Ficha Técnica

Título original: 新妹魔王の契約者 BURST

Título internacional: The Testament of Sister New Devil BURST

Autor da obra original: Tetsuto Uesu

Ilustrações: Nekosuke Ōkuma

Diretor: Hisashi Saitō

Roteiro: Sumio Uetake

Trilha sonora: Yasuharu Takanashi

Estúdio: Production IMS

Estreia: 9 de outubro de 2015

Encerramento: 11 de dezembro de 2015

Episódios: 10

Origem: Light Novel

 


O Studio

A Production IMS manteve praticamente toda a equipe da primeira temporada.

O estúdio buscou:

  • melhorar as cenas de batalha;

  • ampliar os efeitos mágicos;

  • aprofundar o universo político;

  • preservar a identidade visual da série.

Apesar do orçamento limitado em comparação com grandes estúdios, entregou uma sequência consistente antes de encerrar suas atividades alguns anos depois. 


Sinopse

Após derrotar Zolgia, Basara acredita que finalmente poderá viver em paz.

Entretanto, uma convocação leva Mio ao Mundo dos Demônios, onde diferentes facções disputam o controle do reino. Basara decide acompanhá-la, iniciando uma jornada muito mais perigosa do que qualquer conflito anterior.

Agora, não basta proteger Mio: será preciso impedir uma guerra civil demoníaca.  


Resumo da História

A segunda temporada muda o foco da narrativa.

Enquanto a primeira era centrada na adaptação da nova família, BURST expande o universo:

  • conflitos diplomáticos;

  • guerras entre clãs;

  • alianças frágeis;

  • traições;

  • estratégias militares;

  • novos reis demônios;

  • crescimento do poder de Basara.

A escala aumenta e o mundo parece muito mais vivo.


Personagens Principais

Basara Toujou

Continua sendo o protetor de Mio.

Nesta temporada aprende que força sozinha não resolve crises políticas.


Mio Naruse

Agora assume cada vez mais seu papel como sucessora legítima do antigo Rei Demônio.

Passa a demonstrar maior maturidade.


Maria Naruse

Mantém o humor característico, mas também revela aspectos importantes sobre sua família e sua origem.


Yuki Nonaka

Continua sendo uma das maiores aliadas de Basara.

Sua magia ganha importância nas batalhas.


Zest

Recebe excelente desenvolvimento.

Sua lealdade, honra e capacidade militar tornam-se fundamentais para o grupo.


Leohart

Talvez o personagem político mais interessante da série.

Não governa pelo medo.

Busca estabilidade.


Lukia

Nova personagem.

Irmã mais velha de Maria.

Sua chegada altera completamente a dinâmica da história. 


O que muda em BURST?

Comparando com a primeira temporada:

✅ muito mais ação;

✅ maior foco em política;

✅ menos episódios cotidianos;

✅ universo expandido;

✅ novos personagens;

✅ batalhas maiores;

✅ maior desenvolvimento de Basara.

O fanservice continua presente — e em alguns momentos é até mais intenso —, mas a narrativa dedica mais espaço às consequências políticas das decisões dos protagonistas.  


Temática

A segunda temporada aborda:

  • liderança;

  • responsabilidade;

  • confiança;

  • honra;

  • alianças;

  • diplomacia;

  • guerra;

  • sacrifício;

  • amadurecimento.


Gêneros

  • Fantasia

  • Ação

  • Sobrenatural

  • Ecchi

  • Harém

  • Romance

  • Demônios

  • Escolar


Classificação

Indicada para maiores de 18 anos em diversos mercados devido ao forte conteúdo sexual, nudez parcial, violência e linguagem adulta.  


As Aventuras

Durante BURST encontramos:

  • guerras entre nobres demônios;

  • confrontos mágicos;

  • invasões de fortalezas;

  • duelos entre guerreiros lendários;

  • viagens ao Reino Demoníaco;

  • alianças improváveis;

  • conflitos familiares;

  • conspirações internas.

Cada arco aumenta a complexidade política da franquia.


Mensagens Ocultas

1. Produção é diferente de desenvolvimento

Na primeira temporada tudo era descoberta.

Agora surgem:

  • usuários;

  • clientes;

  • regras;

  • governança.

Exatamente como acontece após um sistema COBOL entrar em produção.


2. Liderança exige negociação

Basara percebe que derrotar inimigos não basta.

É preciso convencer aliados.

Todo arquiteto de sistemas aprende isso cedo.


3. Confiança é um ativo

Os contratos mágicos continuam sendo fundamentais.

Mas nesta temporada fica evidente que:

contratos sem confiança valem muito pouco.


4. Poder sem autocontrole destrói

Vários personagens mostram que força absoluta não significa capacidade de liderar.


5. O inimigo nem sempre é externo

Grande parte dos problemas nasce dentro do próprio Reino Demoníaco.

Assim como em TI:

nem sempre o maior problema vem do cliente.

Às vezes vem da arquitetura.


Bellacosa Mainframe

Imagine que a primeira temporada representava a implantação de um sistema bancário.

BURST representa o primeiro grande pico de produção.

Agora aparecem:

  • milhares de usuários;

  • novas integrações;

  • auditorias;

  • mudanças regulatórias;

  • pressão política;

  • incidentes;

  • disponibilidade 24x7.

Basara deixa de ser apenas um excelente programador.

Ele passa a agir como um System Programmer, um arquiteto ou um líder técnico que precisa equilibrar desempenho, segurança, continuidade do serviço e interesses de diferentes áreas.

O Reino Demoníaco torna-se um enorme ambiente corporativo distribuído, onde cada decisão afeta toda a infraestrutura.


Impacto Cultural

Embora não tenha alcançado o mesmo nível de popularidade de franquias como High School DxD, BURST consolidou a identidade da série ao expandir seu universo e aprofundar os conflitos políticos. Entre os fãs, é frequentemente considerada superior à primeira temporada pela evolução dos personagens e pelo foco maior na narrativa, ainda que continue sendo lembrada pelo elevado nível de fanservice.  


Conclusão

Para um Programador COBOL Padawan, Shinmai Maou no Testament BURST ensina uma lição clássica da engenharia de software:

Criar um sistema é apenas o começo. O verdadeiro desafio é mantê-lo estável quando o ambiente cresce, surgem novas integrações e cada mudança passa a impactar milhares de usuários.

Basara amadurece exatamente como um profissional IBM Z: deixa de pensar apenas em resolver problemas imediatos e passa a enxergar o ambiente como um ecossistema completo, onde contratos, confiança, arquitetura e governança são tão importantes quanto poder e conhecimento técnico.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

 

Bellacosa Mainframe e a retrospectiva Brasil 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Meu segundo ano de volta ao Brasil foi 2015. Se 2013 tinha sido o alerta e 2014 a entrada em produção sem homologação, 2015 foi o momento em que alguém tentou desesperadamente dar rollback — só para descobrir que o backup estava corrompido. Para quem passou doze anos na Europa, acostumado a ambientes onde crise vem com manual, plano e cronograma, 2015 foi o choque definitivo: o Brasil não estava em crise econômica apenas. Estava em crise de confiança no sistema.

Economia: quando o desempenho cai de uma vez só

Em 2015, a economia deixou de fingir. O consumo travou, o crédito sumiu, o desemprego começou a aparecer de verdade. Foi como ver um sistema que rodava no limite finalmente estourar o SLA. Quem tinha reserva se encolheu, quem não tinha entrou em modo sobrevivência.

Na Europa, recessão costuma ser previsível: gráficos, avisos, pacotes de ajuste. No Brasil, ela chegou como crash. Empresas fecharam do dia para a noite, projetos foram congelados sem explicação, e a sensação geral era de chão sumindo sob os pés.

Como ex-imigrante, foi impossível não comparar: lá fora, quando o sistema falha, assume-se a falha. Aqui, cada operador culpava o outro enquanto o usuário final via o salário encolher e o futuro evaporar.

Sociedade: o país em deadlock

Socialmente, 2015 foi um ano de deadlock. Ninguém cedia, ninguém confiava, ninguém escutava. O clima era de confronto permanente — nas ruas, na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar. Para quem voltou esperando reconstruir laços, foi um ano duro.

Na Europa, divergência política raramente rompe relações pessoais. No Brasil de 2015, rompeu. Vi amizades de décadas sendo suspensas, famílias evitando certos assuntos para não travar a convivência. Era como um sistema em que dois processos se bloqueiam mutuamente, esperando que o outro libere o recurso que nunca vem.

Cultura: o fim da ilusão de estabilidade

Culturalmente, 2015 marcou o fim de uma fantasia: a de que o Brasil tinha encontrado um caminho estável. O discurso otimista virou ruído. O humor ficou mais ácido, o entretenimento mais escapista, a arte mais política — ou mais desesperada.

Para quem viveu na Europa, ficou claro: quando a confiança institucional cai, a cultura vira espaço de catarse. Séries, músicas, textos e piadas começaram a refletir um país cansado de promessas. O improviso, antes celebrado, passou a ser visto como sintoma de abandono.

O brasileiro percebeu algo doloroso: criatividade não substitui estrutura.

População: medo, adaptação e fadiga

O povo em 2015 não estava mais apenas irritado. Estava com medo. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar contas, de descer alguns degraus na escada social. Para quem voltou de fora, foi chocante perceber como a insegurança se espalhou rápido.

Mas, como sempre, houve adaptação. Gente voltando a morar com a família, fazendo bicos, criando negócios improvisados, reinventando-se na marra. Vi uma resiliência que impressiona qualquer europeu — mas também uma exaustão que não aparece nas estatísticas.

O brasileiro aguenta muito. E isso, paradoxalmente, é parte do problema.

Segundo ano pós-retorno: o ajuste interno

No meu segundo ano de volta, entendi que retornar não era apenas geográfico. Era emocional e cultural. Em 2015, parei de comparar o Brasil com a Europa como quem espera equivalência. Passei a enxergar o Brasil como um sistema próprio, com lógica interna, cheia de exceções, patches improvisados e regras não documentadas.

Aprendi que aqui, sobreviver exige leitura de ambiente, não só competência técnica. Que seguir o manual nem sempre garante estabilidade. E que o custo psicológico de viver em um sistema instável é alto, mesmo para quem já viveu fora.

Epílogo: lição de mainframe

2015 ensinou uma lição clássica de ambientes críticos:
não existe rollback sem backup confiável.

O Brasil tentou voltar atrás, corrigir rotas, ajustar parâmetros — mas descobriu tarde demais que tinha ignorado alertas por anos. O sistema continuou rodando, porque sempre roda. Mas agora com perda de dados, falhas intermitentes e operadores exaustos.

No fim daquele ano, como ex-imigrante definitivamente reabsorvido pelo ambiente, eu já sabia:
o Brasil não estava mais em fase de ajuste fino.
Estava em modo recovery
sem certeza se o sistema voltaria exatamente como antes.

E todo operador veterano sabe: depois de um crash desses, nada volta igual.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Formiguinha nadador...

Os benefícios de colocar uma criança na natação.

O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.


O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.

Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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