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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
A mega tromba d'agua ainda não parou de causar danos.
Se pensas que os estragos acabaram, infelizmente ainda não, o rio Atibaia subiu 9 metros acima do seu leito. Cobrindo as pistas da Rodovia Dom Pedro I. E mesmo a noite o rio ainda não havia descido para níveis aceitáveis.
Todos aqueles que cansados de um dia de trabalho e loucos para retornar ao conforto do lar, tiveram mais esta chatice, ficar presos na pista esperando o comboio passar por entre as aguas. Seria tao bom se existe uma linha férrea interligando nossas cidades, sonhando com um dia em que houvesse menos carros nas ruas e todos se locomovessem mais rápidos através de ferrovia.
Tudo parado com tráfego condicionado, devido o temor da pista ceder e ou carros serem arrastados pelo rio. O perigo existe a policia rodoviária esta ali presente para auxiliar.
Nossa esta semana foi o caos na região de Campinas com uma mega tempestade que destruiu muitas propriedades e deixou muitos prejuízos. O Rio Atibaia com uma vazão em que alguns pontos atingiu 9 metros de alturas do leito normal.
Porem depois de tanta confusão a mãe natureza nos brindou com um belíssimo por do sol. O céu com seu jogo de cores, ver a cidade se iluminando progressivamente conforme se acendem as luzes, o sol la no horizonte deixando um rastro vermelho no céu.
Enfim um pouco de conforto após tanto stress. Poder deliciar-me apreciando o sol poente com a cidade das andorinhas como cenário de fundo.
Rio Atibaia e o alagamento e congestionamento na SP 065 Dom Pedro.
Quem pensa que o caos acabou no dia 10-03-2016 esta enganado. Hoje continua o caos e confusão, agora e a rodovia Dom Pedro parada nos kilometros 116 ate 123, devido ao transbordamento do rio Atibaia na saída de Joaquim Egídio.
Gente foi um inferno para rodar 7 kms levamos quase 2 horas, para piorar a situação o tempo começou a fechar e imaginamos que vinha mais chuva. Por sorte não ocorreu.
Aqui esta um trecho da filmagem. Quem tiver paciência existe um video mais longo com todo o percurso e um extra do engarrafamento a noite.
Esta tromba d'agua / tempestade tropical vai ficar nos anais como uma das mais destrutivas desta geração. Perdas humanas, financeiras e patrimoniais ... o negocio foi feio. Vamos esperar o correr do mês para ver as reparações.
🥀 Entre o Desejo e o Estilo: 5 Animes na Fronteira do Fetichismo
Há animes que não são sobre sexo, mas sobre o poder de olhar, o fascínio do detalhe, o jogo entre o que se mostra e o que se esconde.
Fetichismo aqui não é tara — é linguagem, metáfora e identidade.
A seguir, cinco obras que brincam com o limite entre o erótico e o estético, o símbolo e o corpo.
Ryuko Matoi usa um uniforme que só funciona quando ela aceita sua vulnerabilidade.
O corpo exposto é metáfora: quanto mais se aceita, mais forte se torna.
Um anime que satiriza o fanservice enquanto o usa como ferramenta de crítica.
🔎 Curiosidade: A série foi descrita por críticos como “Freud com overdose de cafeína”.
Para o padawan:
Não se prenda à roupa curta — entenda o que ela representa: coragem para ser quem se é.
🕯️ 2. Neon Genesis Evangelion (新世紀エヴァンゲリオン)
Estúdio: Gainax | Ano: 1995 | Criação: Hideaki Anno Tema: Trauma, solidão e o corpo como prisão.
O fetiche aqui é psicológico.
Cada personagem expressa o desejo de conexão e o medo do toque.
Asuka, Rei e Misato representam arquétipos de desejo e negação —
símbolos de uma geração que busca contato, mas teme se despir emocionalmente.
🔎 Curiosidade: Freud e Kierkegaard encontram-se num robô gigante.
Para o padawan:
O verdadeiro fetiche é a vulnerabilidade humana diante da rejeição.
💋 3. Prison School (監獄学園)
Estúdio: J.C.Staff | Ano: 2015 | Criação: Akira Hiramoto Tema: Poder, punição e o prazer do absurdo.
Cinco garotos presos numa escola feminina.
Entre castigos e situações constrangedoras, o anime mistura comédia, crítica e exagero.
Por trás do humor escrachado, uma reflexão sobre controle, repressão e o desejo de transgressão.
🔎 Curiosidade: O criador se inspirou em clássicos de Dostoievski (!) para construir o conflito moral.
Para o padawan:
O fetiche é o disfarce da comédia — olhe o subtexto sobre liberdade e punição.
🕷️ 4. Code Geass (コードギアス)
Estúdio: Sunrise | Ano: 2006 | Criação: Ichirō Ōkouchi & Gorō Taniguchi Tema: Domínio, obediência e sedução pelo poder.
Lelouch não é apenas estrategista — é um maestro da submissão.
Seu poder, o Geass, é o fetiche absoluto: controlar o outro pelo olhar.
Entre uniformes, olhares e simbolismos, há um fascínio sutil pelo poder como forma de sedução.
🔎 Curiosidade: O design de personagens é da CLAMP, famosa pelo traço elegante e andrógino — pura estética de fetiche.
Para o padawan:
O verdadeiro fetiche é o poder — o prazer de dominar o destino (e os outros).
🖤 5. Black Lagoon (ブラック・ラグーン)
Estúdio: Madhouse | Ano: 2006 | Criação: Rei Hiroe Tema: Violência, moral e o erotismo da força.
Revy, a protagonista, é uma das figuras femininas mais fetichizadas dos animes —
não pela roupa, mas pela atitude.
Sua agressividade, sarcasmo e melancolia a tornam um símbolo de poder e destruição.
O anime transforma o fetiche em brutalidade estilizada.
🔎 Curiosidade: O criador já afirmou que Revy representa “a raiva feminina reprimida pelo mundo moderno”.
Para o padawan:
O fetiche aqui é a liberdade: a mulher que não pede desculpas por ser selvagem.
☕ Reflexão de Balcão
O fetichismo, no mundo dos animes, é como o café forte:
se mal dosado, amarga; se bem feito, desperta.
Essas obras mostram que o fetiche não é sobre o corpo — é sobre o olhar.
É o instante em que o desejo encontra a estética,
e o espectador descobre que, às vezes, o que excita não é o corpo…
mas a ideia.
Como um evento prejudica a vida de tanta gente, devido ao alagamento das pistas da Rodovia Dom Pedro em Campinas, houve um grande congestionamento que começou no quilometro 116 e seguiu ate o 122.
A pista estava alagada e a policia rodoviária manteve o local sobre vigilância, auxiliando os motoristas a passarem e verificando a integridade da pista.
Foram quase 2 horas presos sem nenhuma informação nas rádios e outros meios de comunicação, seria interessante que houvessem mais informação na Internet, em radio e outros meios.
Uma coisa que nos faz pensar, realmente apesar de todo progresso tecnológico somos reféns das condições climatéricas: um ribeirão que transborda e destruiu meia cidade, uma das principais artérias de São Paulo não ter uma sistema de contingência para transbordamento de rios, barrancos ruindo e enchendo as pistas de barro, Realmente deveríamos aprender com os erros e tentar remediar estas situações para que no futuro nao voltassem a ocorrer.
Sabe aquela situação em que o copo esta meio cheio?
No dia 10-03-2016 caiu a mãe de todas as tempestades em Itatiba, trouxe alagamentos, destruição, perdas financeiras. A parte baixa da cidade teve correnteza com quase 3 metros de alturas.
Vários prédios foram destruídos, a Biblioteca foi alagada, o Mercadao, o Dia e o DiCicco tiveram perdas total. Existem relatos assustadores sobre a enchente de pequenos comércios que perderam tudo, ate a fabrica da Scavone foi seriamente atingida perdendo varias matérias primas.
Tentando trazer um pouco de alegria e riso neste momento de calamidade, eu também não deixei de registrar o diluvio. Porem com o meu espírito brincalhão, vamos rir um pouco, pois minha casa virou uma piscina.
A Ju sempre quis uma piscina, agora ela ja tem uma, com direito a espelho d'agua e cascata. Foi tanta agua que quase precisamos de guarda chuva dentro de casa. Foi o caos era agua para tudo quanto era lado.
Foram quase 3 horas de chuva sem parar. Literalmente as aguas de março vieram com força total e o alkimino agradece que suas represas vão respirar aliviadas com a recuperação dos reservatórios.
Bellacosa Mainframe e o outro computador z parte iii
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Histórias com Cheiro de Naftalina – Capítulo III
O Z2: Quando os Bits Pararam de Ranger
"Toda grande invenção passa por uma fase em que seu criador percebe que a ideia funciona... mas a tecnologia ainda não está pronta para acompanhá-la."
Depois de construir o Z1, Konrad Zuse tinha motivos para comemorar. Ele havia criado uma máquina binária programável em pleno final da década de 1930, algo que parecia ficção científica para a época.
Mas havia um problema.
Na verdade, milhares deles.
Cada operação do Z1 dependia do movimento sincronizado de pequenas peças metálicas. Barras, hastes, alavancas e engrenagens precisavam deslizar exatamente no momento certo para representar zeros e uns. Bastava uma pequena deformação, poeira, desalinhamento ou atrito para que todo o cálculo falhasse.
Era uma obra-prima da engenharia mecânica.
Também era um pesadelo de manutenção.
Konrad Zuse percebeu que, se quisesse levar sua visão adiante, precisaria abandonar parte da mecânica e buscar uma solução mais confiável.
Foi assim que nasceu o Z2.
Quando o Telefone Ensinou a Construir Computadores
Na década de 1930, as centrais telefônicas já utilizavam milhares de relés eletromecânicos para estabelecer ligações automaticamente.
Um relé era, essencialmente, um interruptor acionado por um eletroímã. Quando recebia corrente elétrica, fechava ou abria um circuito. Simples, robusto e repetitivo.
Para Zuse, aquilo era perfeito.
Em vez de depender apenas de peças mecânicas deslizando umas sobre as outras, ele poderia usar relés para representar estados binários.
Ligado.
Desligado.
Pela primeira vez, eletricidade e lógica começavam a trabalhar juntas.
O Que Era o Z2?
Concluído por volta de 1939, o Z2 foi um computador híbrido.
Ele aproveitava componentes do Z1, mas substituía sua unidade lógica por cerca de 600 relés telefônicos, tornando a execução muito mais estável.
A memória continuava baseada em princípios mecânicos, mas a CPU agora respondia com muito mais precisão.
Era um enorme salto tecnológico.
Embora não fosse tão conhecido quanto o Z3, o Z2 foi o verdadeiro laboratório onde Zuse comprovou que sua arquitetura podia evoluir.
Como Funciona um Relé?
Imagine um interruptor de luz.
Agora imagine que ninguém precisa apertá-lo com a mão.
Uma pequena corrente elétrica aciona uma bobina, que atrai uma peça metálica e fecha o contato automaticamente.
Esse movimento acontece em milissegundos.
Cada relé representa um estado lógico:
Aberto = 0
Fechado = 1
Ao combinar centenas deles, era possível construir portas lógicas como AND, OR e NOT, os mesmos blocos fundamentais que ainda existem nos processadores atuais.
Hoje usamos bilhões de transistores.
Naquela época, centenas de relés já eram uma revolução.
🔧 Oficina do Engenheiro
Relés × Transistores
Os relés tinham vantagens importantes:
Maior confiabilidade que mecanismos puramente mecânicos.
Facilidade de manutenção.
Boa resistência para operações repetitivas.
Mas também apresentavam limitações:
Eram lentos, pois dependiam de movimento físico.
Produziam um característico "clique" a cada operação.
Consumiam mais energia.
Sofriam desgaste mecânico ao longo do tempo.
Os transistores, inventados anos depois, eliminariam praticamente todos esses problemas.
Mesmo assim, os relés foram a ponte indispensável entre a mecânica e a eletrônica.
A Primeira Demonstração Pública
Em 1940, Zuse apresentou o Z2 a representantes da Deutsche Versuchsanstalt für Luftfahrt (DVL), instituto alemão de pesquisas aeronáuticas.
A máquina chamou atenção justamente por demonstrar que cálculos complexos podiam ser automatizados de forma muito mais eficiente do que os métodos manuais.
Esse reconhecimento foi importante porque garantiu apoio para o desenvolvimento do próximo projeto.
Sem o sucesso do Z2, talvez o Z3 jamais tivesse existido.
☕ Café com Naftalina
É curioso imaginar que muitos dos relés usados por Zuse eram semelhantes aos empregados nas redes telefônicas da época.
Enquanto milhões de pessoas utilizavam esses dispositivos apenas para completar chamadas, Zuse enxergou neles algo completamente diferente: os blocos de construção de uma máquina capaz de pensar em termos matemáticos.
Grandes revoluções muitas vezes começam quando alguém olha para uma tecnologia comum e faz uma pergunta simples:
"E se ela pudesse servir para outra coisa?"
O Primeiro Passo Rumo à Computação Confiável
O Z1 havia provado que a ideia era possível.
O Z2 provou que ela poderia funcionar de maneira prática.
Essa diferença parece pequena.
Na verdade, mudou tudo.
A engenharia não vive apenas de invenções brilhantes. Ela depende de confiabilidade, repetibilidade e manutenção.
Esses princípios continuam sendo a base de qualquer sistema crítico, dos computadores embarcados em aviões aos grandes mainframes bancários.
📦 Baú do Sysprog
Há uma lição interessante para quem administra ambientes IBM Z.
Muitas vezes, a inovação não consiste em trocar toda a arquitetura, mas em substituir o componente que mais compromete a confiabilidade.
Foi exatamente isso que Zuse fez.
Ele não descartou seu projeto.
Apenas identificou seu maior gargalo e o resolveu.
Em ambientes z/OS, fazemos algo semelhante ao ajustar parâmetros de WLM, substituir dispositivos antigos, atualizar canais de I/O ou modernizar subsistemas sem alterar toda a aplicação.
A evolução sustentável quase sempre acontece por melhorias graduais.
O Legado do Z2
Hoje o Z2 raramente recebe o mesmo destaque do Z1 ou do Z3.
No entanto, ele ocupa um lugar fundamental na história.
Foi nele que Konrad Zuse comprovou que a lógica binária podia deixar de ser apenas uma experiência mecânica e tornar-se uma arquitetura confiável.
Sem o Z2, dificilmente existiria o Z3.
Sem o Z3, a computação programável talvez tivesse seguido um caminho completamente diferente.
Às vezes, os maiores heróis da engenharia não são as máquinas mais famosas, mas aquelas que servem de ponte entre uma ideia brilhante e sua realização definitiva.
E o Z2 foi exatamente essa ponte.
No próximo capítulo conheceremos o Z3, a máquina que consolidou a visão de Konrad Zuse e entrou definitivamente para a história como um dos maiores marcos da computação mundial.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Histórias com Cheiro de Naftalina
O Guia do Viajante do Tempo
Muito Antes do IBM Z Existia Outro “Z”
Viaje pelas origens da computação, conhecendo Konrad Zuse,
Herman Hollerith, Tommy Flowers, John von Neumann, o Colossus,
o EDVAC, o IBM System/360 e os pioneiros que construíram o
caminho até o IBM Z.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988