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domingo, 25 de novembro de 2018

Uma aventura na historia os Gatos e seu papel no sobrenatural

Bellacosa Mainframe e o gato através dos tempos

Uma aventura na historia os Gatos e seu papel no sobrenatural

🇪🇬 Egito: o gato virou quase um deus

No Egito Antigo, os gatos eram extremamente úteis.

O Nilo permitia enormes colheitas de trigo, mas isso atraía:

  • Ratos

  • Cobras

  • Escorpiões

Os gatos protegiam os estoques de alimento.

Para uma civilização agrícola, isso significava literalmente sobrevivência.

Com o tempo, passaram de animais úteis para animais sagrados.

Bastet

A deusa Bastet era representada como:

  • Mulher com cabeça de gato

  • Ou gato doméstico

Ela simbolizava:

  • Fertilidade

  • Proteção

  • Maternidade

  • Lar

  • Prosperidade

Matar um gato podia ser punido com a morte.

Quando um gato doméstico morria:

  • Algumas famílias raspavam as sobrancelhas em luto.

  • O animal podia ser mumificado.

Milhões de múmias de gatos já foram encontradas por arqueólogos.

Por que isso aconteceu?

Porque os egípcios enxergavam uma conexão direta:

Gato = proteção da comida = sobrevivência da sociedade.


🇯🇵 Japão: respeito, admiração e medo

O caso japonês é diferente.

Os gatos chegaram ao Japão por volta do século VI vindos da China.

Inicialmente protegiam:

  • Manuscritos budistas

  • Pergaminhos

  • Armazéns de arroz

Mas os japoneses desenvolveram uma visão animista do mundo.


O xintoísmo mudou tudo

No xintoísmo existe a ideia de que:

  • Montanhas têm espírito.

  • Árvores têm espírito.

  • Rios têm espírito.

  • Animais têm espírito.

Não existe uma separação rígida entre o natural e o sobrenatural.

Assim, um gato não era apenas um gato.

Ele podia acumular energia espiritual.


O comportamento dos gatos intrigava

Os japoneses observavam que gatos:

  • Enxergam no escuro.

  • Ficam acordados à noite.

  • Parecem olhar para o vazio.

  • Reagem a coisas invisíveis.

Isso gerou perguntas.

"Será que eles veem espíritos?"

Daí surgiram:

  • Bakeneko

  • Nekomata

  • Maneki-neko

O gato tornou-se simultaneamente:

  • Protetor

  • Mensageiro espiritual

  • Criatura sobrenatural

Por isso o Japão mistura admiração e temor.


🇪🇺 Europa: o gato virou suspeito

Aqui a história muda completamente.

Durante a Antiguidade, os romanos gostavam dos gatos.

O problema veio depois.


Cristianização da Europa

Entre os séculos V e XV, muitos símbolos pagãos passaram a ser vistos com desconfiança.

Animais ligados à magia começaram a ser associados ao Diabo.

Entre eles:

  • Corvos

  • Corujas

  • Cabras

  • Gatos pretos


O gato é independente

A Igreja Medieval valorizava:

  • Obediência

  • Hierarquia

  • Submissão

Os gatos não demonstravam essas características.

Comparados aos cães, eles pareciam:

  • Misteriosos

  • Solitários

  • Difíceis de controlar

Isso gerava desconfiança.


Mulheres e gatos

Outro fator importante.

Muitas curandeiras e parteiras mantinham gatos.

Os gatos:

  • Controlavam ratos.

  • Viviam dentro das casas.

  • Acompanhavam mulheres que conheciam ervas medicinais.

Quando começou a caça às bruxas:

A ligação tornou-se:

Mulher + gato = suspeita de bruxaria.


O Papa ajudou a piorar a situação

Em 1233 surgiu a bula papal Vox in Rama.

Ela descrevia rituais demoníacos envolvendo gatos pretos.

Embora não tenha condenado todos os gatos, o documento fortaleceu a associação.

Durante séculos, o gato preto passou a simbolizar:

  • Bruxaria

  • Feitiçaria

  • Pactos demoníacos


A ironia da Peste Negra

Existe uma teoria popular muito famosa.

Quando populações de gatos diminuíram por perseguição:

  • Houve mais ratos.

  • Houve mais pulgas.

  • A peste espalhou-se mais facilmente.

Embora historiadores discutam o tamanho real desse efeito, é verdade que os gatos eram importantes controladores de roedores.

A perseguição aos gatos certamente não ajudou.


A psicologia do gato

Pesquisadores modernos sugerem outra explicação.

Os gatos ocupam uma posição única na mente humana.

Eles são:

  • Domésticos

  • Mas independentes

São:

  • Carinhosos

  • Mas imprevisíveis

São:

  • Familiares

  • Mas misteriosos

Isso faz com que culturas diferentes projetem neles significados diferentes.


O que Carl Jung provavelmente diria?

Jung nunca escreveu especificamente sobre Bakeneko ou Nekomata, mas seus estudos sobre arquétipos ajudam a entender.

O gato frequentemente representa:

  • O mistério

  • A intuição

  • O oculto

  • O feminino

  • O desconhecido

Cada cultura reinterpretou esses símbolos.


Comparação rápida

CivilizaçãoVisão do gato
EgitoAnimal sagrado, ligado à deusa Bastet
JapãoEspírito misterioso, protetor e sobrenatural
ChinaSímbolo de sorte e proteção
Europa MedievalAssociado à bruxaria
Mundo IslâmicoAnimal respeitado e limpo
Ocidente ModernoAnimal de estimação amado

A conclusão mais aceita pelos historiadores

O gato não mudou.

O que mudou foi a forma como cada cultura interpretou seu comportamento.

O mesmo animal que:

  • Protegia grãos no Egito virou sagrado.

  • Parecia enxergar espíritos no Japão e virou yōkai.

  • Convivia com curandeiras na Europa e virou "familiar" de bruxas.

Talvez nenhum outro animal tenha recebido interpretações tão diferentes em civilizações distintas.

E isso acontece porque os gatos têm uma característica rara: eles vivem ao nosso lado há milhares de anos, mas continuam parecendo guardar um segredo que nunca revelaram completamente. 🐈‍⬛🌙

Por isso, em praticamente todas as culturas antigas, quando algo sobrenatural precisava assumir forma animal, o gato quase sempre era um dos primeiros candidatos.


sábado, 24 de novembro de 2018

☕🔥 SQL JOINs NO DB2 MAINFRAME — A ARTE PERIGOSA DE UNIR TABELAS SEM DERRUBAR A PRODUÇÃO

 

Bellacosa Mainframe numa visao dos sql joins em db2

☕🔥 SQL JOINs NO DB2 MAINFRAME — A ARTE PERIGOSA DE UNIR TABELAS SEM DERRUBAR A PRODUÇÃO

Existe um momento em que todo desenvolvedor SQL descobre uma verdade assustadora:

👉 Consultar uma tabela é fácil.

🔥 Difícil é unir múltiplas tabelas em ambiente corporativo REAL sem destruir performance.

E no IBM Mainframe DB2 isso ganha outra dimensão.

Porque JOIN no z/OS não é apenas sintaxe.

É:

  • engenharia de acesso

  • matemática de performance

  • estratégia de índices

  • controle de I/O

  • sobrevivência operacional


☕ O QUE MUITA GENTE NÃO ENTENDE SOBRE JOIN

Nos cursos básicos aparece algo assim:

SELECT *
FROM A
INNER JOIN B
ON A.ID = B.ID

Parece simples.

Mas no DB2 Mainframe essa query pode gerar:

🔥 milhões de GETPAGE
🔥 SORTs monstruosos
🔥 CPU elevada
🔥 lock contention
🔥 access path desastroso


☕ NO MAINFRAME, JOIN É CIRURGIA

Porque estamos falando de tabelas com:

  • bilhões de registros

  • múltiplos índices

  • concorrência extrema

  • milhares de usuários simultâneos


☕🔥 INNER JOIN — O “CASAMENTO OBRIGATÓRIO” DO DB2

O INNER JOIN retorna apenas registros que existem nos dois lados.


☕ Exemplo clássico

Tabela EMPLOYEE

E001  AKHIL
E002  NIKITA
E003  NIL

Tabela JOIN_DATE

E002  2016-04-18
E003  2016-04-19

☕ Query

SELECT
   E.EMP_ID,
   E.FIRST_NAME,
   J.JOINING_DATE
FROM EMPLOYEE E
INNER JOIN JOIN_DATE J
ON E.EMP_ID = J.EMP_ID

☕ Resultado

Somente:

E002
E003

Porque apenas esses possuem correspondência.


☕ Bellacosa Mainframe Analysis™

INNER JOIN é como:

INTERSEÇÃO DE DATASETS CORPORATIVOS

Só sobrevive quem existe nos dois lados.


☕🔥 O ACCESS PATH É O VERDADEIRO REI

O iniciante olha a query.

O DBA Mainframe olha:

🔥 o plano de execução.


☕ O DB2 precisa decidir:

  • qual tabela acessar primeiro

  • qual índice usar

  • qual JOIN METHOD aplicar

  • se haverá SORT

  • se haverá PREFETCH


☕ E aqui nasce a magia (ou o desastre)


☕🔥 NESTED LOOP JOIN — O “LOOP DENTRO DE LOOP”

Estratégia clássica.


☕ Como funciona?

PARA CADA LINHA DA TABELA A
   PROCURE NA TABELA B

☕ Excelente para:

✅ pequenos volumes
✅ índices eficientes
✅ buscas seletivas


☕ Horrível para:

🔥 tabelas gigantes sem índice.


☕ Exemplo mental

É como procurar:

um CPF específico no arquivo do banco.


☕🔥 MERGE SCAN JOIN — O MESTRE DOS GRANDES VOLUMES

Agora entramos no território corporativo pesado.


☕ Funciona melhor quando:

  • dados estão ordenados

  • índices ajudam

  • clustering está correto


☕ O DB2 faz:

TABELA A → ordenada
TABELA B → ordenada

E “caminha” simultaneamente pelas duas.


☕ Isso reduz brutalmente:

  • I/O

  • CPU

  • leitura aleatória


☕ DBA Mainframe AMA Merge Scan.


☕🔥 HYBRID JOIN — O “FRANKENSTEIN” DO OTIMIZADOR

O DB2 mistura estratégias dependendo do cenário.


☕ Porque no z/OS:

🔥 performance é dinâmica.


☕ O que muda?

  • cardinalidade

  • RUNSTATS

  • distribuição

  • volume

  • filtro

  • índice


☕ Mesma query.

☕ Performance completamente diferente.


☕🔥 LEFT JOIN — O “TRAGA TUDO DA ESQUERDA”

Agora chegamos numa armadilha clássica.


☕ Query

SELECT
   E.NAME,
   J.JOIN_DATE
FROM EMPLOYEE E
LEFT JOIN JOIN_DATE J
ON E.ID = J.ID

☕ O que acontece?

Todos os registros da esquerda aparecem.

Mesmo sem correspondência.


☕ Resultado possível

AKHIL   NULL
NIKITA  2016

☕ Isso é MUITO usado em:

  • auditoria

  • relatórios

  • detecção de ausência

  • reconciliação financeira


☕🔥 NULL — O FANTASMA CORPORATIVO

Pouca coisa gera mais bugs que NULL.


☕ NULL não significa:

ZERO
VAZIO
ESPAÇO

☕ NULL significa:

🔥 “valor desconhecido”.


☕ E isso muda toda a lógica SQL.


☕ Exemplo perigoso

WHERE CAMPO = NULL

ERRADO.


☕ Correto:

WHERE CAMPO IS NULL

☕🔥 RIGHT JOIN — O “PRIMO ESQUECIDO”

Tecnicamente útil.

Praticamente raro.


☕ A maioria dos DBAs prefere:

LEFT JOIN

por legibilidade.


☕ Em grandes empresas padronização importa muito.


☕🔥 FULL OUTER JOIN — O “CAOS CONTROLADO”

Agora entramos numa operação pesada.


☕ FULL JOIN retorna:

✅ registros dos dois lados
✅ combinados ou não


☕ Isso é excelente para:

  • reconciliação

  • comparação

  • migração

  • auditoria


☕ Exemplo clássico bancário

SISTEMA A
vs
SISTEMA B

Detectar:

  • faltantes

  • inconsistências

  • divergências


☕🔥 O VERDADEIRO PROBLEMA DOS JOINs

Não é a sintaxe.

É:

🔥 volume.


☕ Uma query inocente pode fazer:

JOIN 5 tabelas gigantes

E gerar:

  • milhões de linhas intermediárias

  • SORTs monstruosos

  • WORKFILES enormes


☕ Resultado?

Batch explode.


☕🔥 WORKFILE — O “INFERNO INVISÍVEL”

Quando DB2 precisa ordenar ou materializar dados:

👉 usa WORKFILE DATABASE.


☕ JOIN ruim pode lotar WORKFILE rapidamente.

E aí começa o sofrimento:

  • slowdown

  • timeout

  • degradação

  • contenção


☕🔥 O SEGREDO DOS DBAs MAINFRAME

O DBA experiente NÃO começa pela query.

Ele começa perguntando:

TEM ÍNDICE?
TEM RUNSTATS?
QUAL A CARDINALIDADE?
QUAL O CLUSTERING?

☕ Porque tuning de JOIN é ciência.


☕🔥 EXPLAIN — O “RAIO-X” DO DB2

Ferramenta absolutamente crítica.


☕ O EXPLAIN mostra:

  • access path

  • join order

  • join method

  • índice usado

  • custo estimado


☕ Sem EXPLAIN…

🔥 você está voando cego no Mainframe.


☕🔥 JOIN + COBOL — O CASAMENTO CORPORATIVO

Grande parte do mundo financeiro funciona assim:

COBOL
 ↓
DB2 JOIN
 ↓
CICS / Batch
 ↓
Transação financeira

☕ O SQL faz o “trabalho pesado”.

O COBOL orquestra.


☕🔥 O QUE O MAINFRAME ENSINA SOBRE SQL

JOIN não é apenas:

ON A.ID = B.ID

JOIN é:

  • arquitetura

  • performance

  • estatística

  • engenharia operacional


☕ Porque em ambientes críticos:

🔥 uma query mal otimizada pode custar milhões.


☕🔥 CONCLUSÃO — SQL JOIN NO DB2 É UMA GUERRA SILENCIOSA

O mundo moderno acha que SQL é apenas linguagem.

O Mainframe sabe que SQL é:

infraestrutura crítica.

E talvez essa seja a maior diferença entre:

  • aprender JOIN
    e

  • sobreviver ao DB2 z/OS em produção.

Porque no fim…

🔥 unir tabelas é fácil.
Difícil é fazer isso sem derrubar o sistema bancário.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

🕊️ Origami Tsuru — A Lenda do Milagre de Papel: Quando um Dobrar Significa Esperança 🕊️

 


🕊️ Origami Tsuru — A Lenda do Milagre de Papel: Quando um Dobrar Significa Esperança 🕊️
Por El Jefe, direto do Bellacosa Mainframe Universe


Se tem uma coisa que o Japão faz como ninguém, é transformar o simples em sagrado.
E nenhum símbolo expressa isso tão bem quanto o origami tsuru (折り鶴) — o famoso grou de papel, dobrado com devoção, esperança e uma pontinha de mágica ancestral.

Não é só um enfeite, nem apenas uma dobradura.
O tsuru é praticamente um Hello World espiritual do Japão: simples, elegante e cheio de significado oculto.


🏮 A Origem: O Voo do Grou Eterno

A palavra origami vem de 折る (oru, dobrar) e 紙 (kami, papel).
Mas o tsuru tem história muito mais antiga.

Na cultura japonesa, o tsuru (grou) é uma ave sagrada, símbolo de longevidade, fidelidade e boa sorte.
Diz a lenda que o grou vive mil anos, e por isso, quem dobrar mil tsurus terá seu desejo realizado pelos deuses.

Essa crença ficou famosa no pós-guerra, com uma menina chamada Sadako Sasaki, vítima da bomba de Hiroshima.
Mesmo doente de leucemia, ela começou a dobrar mil tsurus para pedir a cura — e, mesmo não sobrevivendo, seu gesto virou símbolo mundial da paz e da esperança.
Hoje, há uma estátua de Sadako segurando um tsuru dourado no Parque da Paz de Hiroshima.

📜 “Este é o meu desejo: que todos os povos do mundo vivam em paz.” — Sadako Sasaki




🪶 O Significado: Mais que Papel

O tsuru não é apenas um amuleto de sorte.
Dobrá-lo é um ato meditativo, quase zen: cada vinco representa um pensamento, um pedido, uma oração.
É por isso que no Japão, origamis são usados em casamentos, nascimentos e até no Ano Novo — como votos de prosperidade.

E, sim, dobrar um tsuru “de coração” é bem diferente de seguir um tutorial do YouTube.
(O segredo está no respeito ao processo, não na perfeição da dobra.)


🎐 Curiosidades e Fofoquices Nipônicas

💡 1. Mil tsurus, um desejo:
O conjunto com 1000 dobraduras chama-se Senbazuru (千羽鶴) — e é tradicional pendurá-lo em templos ou enviar a pessoas enfermas como bênção.

💡 2. O desafio dos samurais:
Diz-se que os samurais dobravam tsurus para exercitar paciência e precisão antes de batalhas.

💡 3. Origami hacker:
No Japão moderno, engenheiros usam o conceito do tsuru para desenvolver satélites dobráveis e airbags inteligentes — engenharia inspirada na tradição.

💡 4. Casamento em papel:
Em cerimônias tradicionais, noivos trocam tsurus dourados e prateados — simbolizando fidelidade eterna (já que grous, na natureza, têm apenas um parceiro para toda a vida).

💡 5. Easter Egg Bellacosa:
Nos antigos mainframes da Fujitsu, havia um easter egg escondido num código de teste que imprimia um tsuru em ASCII art. (Sim, os devs japoneses são poetas também.)


📺 Animes que Citaram o Tsuru

🎬 Grave of the Fireflies (Hotaru no Haka) – o tsuru aparece como símbolo da inocência perdida na guerra.
🎬 Naruto – Itachi e Sasuke aparecem dobrando papéis, referência indireta ao tsuru e à tradição de desejos.
🎬 Bleach – em momentos de luto, personagens dobram pássaros de papel como oferendas.
🎬 Your Name (Kimi no Na wa) – a ideia de “destinos conectados por fios invisíveis” é inspirada na filosofia do tsuru.
🎬 One Piece – há uma personagem chamada Tsuru, símbolo da sabedoria e da calma em meio ao caos (nada é coincidência).

E claro, “Sadako and the Thousand Paper Cranes” virou filme e anime educativo — obrigatório nas escolas japonesas.


🪞 Dica Bellacosa: Dobre Seu Tsuru Digital

Quer sentir o espírito do festival?
Pegue uma folha de papel (ou um pedaço de punch card aposentado 🖨️), respire fundo, e siga as dobras.
Enquanto dobra, pense num desejo — de paz, de saúde, de amor, ou daquele abend que você quer resolver sem stress.

Se quiser ir além, há sites e apps que simulam a dobra em 3D — e até tsurus NFT (sim, o Japão também mergulhou nessa).


💭 Bellacosa Reflexão

O tsuru é um lembrete de que a delicadeza é também uma forma de força.

Dobrar mil vezes o mesmo papel é, no fundo, uma aula sobre paciência, fé e repetição com propósito — algo que todo mainframe coder entende muito bem.

Lembranças que guardo com carinho, a imagem da minha amiga Lilian Yumi, que entre uma compilação e outra de programas PLI, ou enquanto esperávamos a fila de compilação no SDSF. Ela costumava fazer origamis e teve uma época que ela começou a missão Tsuru, sua mesa começou a lotar com dezenas destes pequeninos grous.

Porque, convenhamos: compilar um COBOL sem erro também é uma forma de meditação zen. 😌


📜 Easter Egg Final:
No Japão, dizem que se você sonhar com um tsuru voando, um novo ciclo está começando.
Então, se na próxima madrugada de deploy você ver algo voando pelo data center...
Talvez não seja um bug. Pode ser sorte batendo asas. 🕊️


sábado, 17 de novembro de 2018

🎄 A Cidade, o Natal e a Magia Perdida da General Carneiro

 


🎄 “A Cidade, o Natal e a Magia Perdida da General Carneiro” — Um Post ao Estilo Bellacosa Mainframe para o Blog El Jefe 🎄

(Com história, emoção, nostalgia, curiosidades e aquele perfume de São Paulo anos 70 que não volta mais — mas vive dentro da gente.)




🌟 Prefácio: Quando Novembro Cheirava a Magia

Ah, novembro… hoje é só o mês da Black Friday, mas nos anos 1970 ele era o pré-carregamento do firmware natalino: o momento em que a mãe abria o “repositório sagrado” no alto do guarda-roupa para retirar os enfeites de Natal. E aquilo, meu amigo, era quase um processamento MVS STARTUP inicializando a alegria do ano inteiro.

As bolinhas de vidro? Quase sempre metade quebrada.
Os enfeites de papel? Amassados como spool sem compressão.
Mas era exatamente esse inventário prévio que anunciava o verdadeiro evento:
“Vamos ter que ir à CIDADE!”

E quando a mãe dizia “CIDADE” daquele jeito pausado… irmão, aquilo era token de autoridade. Não era Penha, não era Largo do São José, não era Patriarca. Era o centro de São Paulo.

O reino proibido. O cenário cyberpunk antes do cyberpunk existir.




🚌 O Êxodo Natalino: Quatro Aventureiros Rumo ao Centro Velho

Vila Rio Branco → CIDADE.
Uma viagem épica de 20 km que, para nós, equivalia hoje a pegar um voo internacional.

Era pegar ônibus lotado, dividir banco, sentir o cheiro de lona quente e diesel, e observar pela janela como as casas davam lugar aos prédios e os prédios aos gigantes de concreto que seguravam o céu da Praça da Sé.

A transição era tão impactante que parecia uma troca de dataset para fita magnética:
um novo mundo carregado na memória.

E lá íamos nós:

  • mãe com sua bolsa que parecia o TARDIS

  • pai firme como CICS rodando sem TRAP

  • minha irmã pequena encantada

  • eu? O pequeno explorador, já em modo debugging da vida.




🌆 A General Carneiro: O Parque de Diversões dos Pobres

Descer no Parque Dom Pedro e seguir rumo à Rua General Carneiro era atravessar um portal mágico. Aquele corredor comercial vivo, pulsante, barulhento — um verdadeiro mainframe humano processando milhares de vidas ao mesmo tempo.

Ali existia tudo:

  • lojas de brinquedos com aquelas vitrines que prometiam mundos

  • bolas de Natal brilhando como discos IBM 3330 recém-formatados

  • presépios de cerâmica

  • girlandas clássicas de papel alumínio

  • bonecas, carrinhos, trenzinhos

  • e o cheiro…
    o cheiro de caldo de cana, pastel, churrasco grego e esperança.

E nós, claro, aproveitávamos tudo.

🍢 Gastronomia de Rua 70’s (Modo Bellacosa Ativado)

  • Churrasco grego com pão murcho, rodando há horas? Delícia.

  • Caldo de cana extraído na hora? Néctar dos deuses.

  • Churros com doce de leite escorrendo? BIOS atualizada com sucesso.

Era a vida como deve ser: simples, intensa e deliciosa.




🎁 O Presente de Natal: A Tomada de Decisão Mais Séria do Ano

Na General Carneiro, decidir o presente natalino era uma operação de alto risco.
Quase uma transação CICS que não podia dar rollback.

Se escolhesse errado, só no ano seguinte.
Daí o pequeno Vagner analisava:

  • cavalo de madeira?

  • carrinho de lata?

  • revólver de espoleta?

  • jogo de montar?

  • pião colorido?

Mas o meu verdadeiro tesouro era um "FORTE APACHE" , o brinquedo que marcou minha infância e ao longo dos anos foram mais ou menos uns 6 ou mais.... amava os soldadinhos na eterna luta contra os índios, os cavalos, a carroça e o trem a vapor.

Essa escolha definia o destino lúdico de todo o ano.
Era quase um IPL de personalidade.




👣 O Centro Velho: O Grande Labirinto Humano

A vida pulsava.
As pessoas cruzavam esquinas como processos paralelos.
Os camelôs gritavam como mensagens SYSLOG.
O vento entre os prédios era mais frio, mais alto, mais vivo.

E nós éramos quatro andarilhos, quatro protagonistas daquele RPG paulistano dos anos 70, caminhando pelas ruas cheias de histórias, memórias e possibilidades.

✨ Easter-Egg Paulistano

Quem viveu sabe:
A luz do sol batendo nos prédios da Rua Direita refletia nas janelas como se fossem ornamentos gigantes de Natal.
Aquilo era magia pura.
Natural, espontânea, urbana.


👨‍👩‍👧‍👦 A Tradição Continua: A Árvore de Natal Hoje

E agora, décadas depois, lá está você, Bellacosa, repetindo o ritual:

  • montar a árvore

  • separar enfeites

  • ajustar luzes

  • lembrar da mãe pegando a cadeira

  • lembrar da emoção de ir à CIDADE

  • lembrar do brilho das lojas

  • lembrar da alegria simples que morava na rua General Carneiro.

A árvore de hoje carrega chips, LEDs, enfeites modernos…
Mas o espírito que acende tudo é o mesmo daquele menino de 1970 que via o mundo brilhar com pouco — e por isso brilhava muito.


🎄 Conclusão: O Natal Como Sistema Operacional da Memória

O Natal da infância é o MVS da nossa alma:

  • robusto

  • duradouro

  • cheio de jobs

  • repleto de mensagens

  • com logs que revisitamos sempre que precisamos de um reboot emocional.

É a tradição que não falha.
O upgrade que não substitui — apenas aprofunda.
O sistema que nos mantém humanos diante do tempo.

E este final de semana, ao montar sua árvore, lembre-se:
você não está só montando enfeites.
Você está recompilando memórias, reinstalando afetos, inicializando a magia de novo.

E a General Carneiro inteira está ali dentro.


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

🔒💡 DICAS BELLACOSA PARA BLINDAR O SUBCONSCIENTE

 


🔒💡 DICAS BELLACOSA PARA BLINDAR O SUBCONSCIENTE
(Ou como manter o “SPOOL emocional” limpo e sem vazamento de segredos)


🧩 1. SET THINK=ON
Treine a pausa consciente. Antes de responder, respire, conte até três.
Esse pequeno delay é como um WAIT 003, tempo suficiente para o racional assumir o controle e evitar um abend verbal.


💬 2. VERIFY BEFORE EXEC
Antes de soltar uma frase, simule mentalmente o impacto dela.
Pergunte-se: “se eu rodar esse comando agora, o que vai gerar no output?”.
Essa checagem é o syntax check da comunicação humana.


🧠 3. CLEAR TEMP DATASETS
Não guarde raiva, ciúme ou ressentimento em datasets temporários.
Essas emoções esquecidas acabam ocupando espaço no storage emocional e, em algum momento, explodem no pior horário do expediente da alma.


🔐 4. SET RACF=STRICT
Limite o acesso de certas pessoas (ou situações) ao seu emocional.
Nem todo mundo merece READ/WRITE nos seus sentimentos.
Aprenda a dar apenas DISPLAY AUTHORITY.


🪞 5. RUN INTROSPECTION,MONTHLY
Agende revisões de sistema internas — medite, escreva, reflita, converse com alguém de confiança.
Essa rotina de housekeeping mental previne travamentos, mantém o raciocínio limpo e a autoestima bem indexada.


Epílogo Bellacosa:
Blindar o subconsciente não é trancá-lo no cofre.
É fazer tuning entre emoção e razão, deixando o sistema mental rodar redondo, com logs limpos, sem ruído nem abend.

Porque no fim, o segredo do equilíbrio é simples:

“Quando o coração fala, o cérebro deve estar no console.” 💻❤️

 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

🍱 Comidas Japonesas que o Brasil Adotou sem Saber

 

🍱 Comidas Japonesas que o Brasil Adotou sem Saber

Por Vagner Bellacosa ☕ — Midnight Lunch Edition

Se o Japão inventou o kaizen, o Brasil inventou o jeitinho.
E quando os dois se encontraram na cozinha, nasceu uma alquimia culinária que transformou receitas milenares em lanches de esquina, marmitas de fábrica e delícias de feira livre.

Prepare seu hashi ou seu garfo de alumínio, porque hoje é dia de desvendar o menu secreto da colonização gastronômica japonesa — aquele que o Brasil saboreia há décadas sem nem desconfiar da sua origem oriental.




🍤 Tempurá – o ancestral nobre do “tudo que vai no óleo”

Antes de existir o pastel, o bolinho de chuva e o isopor da feira, existia o tempurá.
Trazido pelos imigrantes japoneses no início do século XX, ele nasceu de uma adaptação portuguesa (peixinhos da horta) e foi reinventado no Japão como arte leve e precisa: temperatura certa, óleo puro, textura de nuvem.

Mas o brasileiro olhou e pensou:

“Interessante... e se eu fizer isso com banana, salsicha e mortadela?”

Nascia o tempurá paulistano de feira, fritura democrática e adaptável, que mantém viva a essência nipônica: pegar algo simples e torná-lo sublime — ou pelo menos crocante.




🍢 Churrasquinho de gato – o yakitori com samba no espeto

O yakitori japonês é o pai espiritual do nosso churrasco de rua.
Os japoneses grelhavam pedaços de frango com tare (molho agridoce).
Aqui, o brasileiro substituiu o frango por tudo o que cabia no espeto: carne, coração, queijo coalho, e até linguiça duvidosa das 23h45.

Moral da história:

O yakitori é disciplina. O churrasquinho é resistência.
Ambos alimentam corpos cansados e almas de plantão.




🥟 Pastel de Feira – o ninja disfarçado de chinês

Durante a Segunda Guerra Mundial, os imigrantes japoneses em São Paulo começaram a vender uma versão modificada dos rolinhos chineses (chun kun), trocando bambu por carne e gengibre por queijo.
Era uma tática de sobrevivência — e acabou virando símbolo paulistano.

O pastel é o ninja da feira: veio do Japão, usou nome chinês e conquistou o Brasil.
Hoje é o mainframe da comida de rua — uptime total e sabor legado.




🍞 Pão de leite – o shokupan travestido de padaria de bairro

Sabe aquele pão doce fofinho de padaria que parece abraço de vó?
É herdeiro direto do shokupan, pão japonês feito com o método tangzhong, uma pasta de farinha cozida que mantém a massa úmida e macia.
O brasileiro amou tanto que adaptou para o “pão de leite”, recheou de presunto e o vendeu como lanche de padaria.

No fundo, o shokupan é o COBOL dos pães: antigo, sólido e ainda indispensável no legado da panificação paulistana.




🥢 Yakissoba – o prato que veio de navio e virou prato feito

Criado na China, aprimorado no Japão, adotado no Brás.
O yakissoba virou o prato internacional do almoço de rua.
Os japoneses o trouxeram nas marmitas (bentô) e os brasileiros o transformaram em banquete de shopping e praça de evento.
Hoje, é o prato que une culturas, gera memes e dá sustância até o fim do turno.


Bellacosa comenta:

O Brasil tem essa magia de absorver tudo e devolver com tempero, samba e história.
Enquanto o Japão codificou o kaizen, o brasileiro implementou o kaizinho:

“Melhora um pouquinho cada dia, desde que sobre pro pastel de amanhã.”

E assim seguimos: de hashis a garfos, do bentô ao PF, conectando culturas como terminais 3270 conectam o CICS — com um bom caldo de cana ao lado.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

O brilho que guiava os pequenos Onis – e que hoje me faz falta

 


📜 El Jefe Midnight Lunch – Bellacosa Mainframe Chronicles
O brilho que guiava os pequenos Onis – e que hoje me faz falta

Essa memória, ah… essa aqui não tem CEP, não tem JCL fixo, não tem dataset endereçado em um único volume.
Ela é um PDS espalhado pela vida, com membros gravados em Urupês, Ibitinga, São José do Rio Preto, Catanduva, São Carlos, Sorocaba, Pirassununga e Taubaté.

Se procurar bem, acho até que tem alguns registros perdidos no track daquela estrada de terra onde eu caí de bicicleta pela primeira vez.

Mas em todos esses lugares…
em todas essas noites…
existia um personagem que fazia o coração do pequeno Oni acelerar:

o vagalume.



✨ Os pirilampos – os LEDs da natureza, antes da natureza virar shopping center

Anos 1970 e 1980.
Ruas de terra.
Pouquíssima luz pública.
Mato crescendo livre, como se fosse proprietário do terreno (e era mesmo).
O mundo ainda não tinha sido atacado pelo bug do excesso de iluminação, do excesso de concreto, do excesso de tudo.

E ali, no meio daquela escuridão amiga, uma coreografia mágica acontecia:

pontos de luz flutuantes, piscando devagar…
como pequenos mainframes bioluminescentes rodando seus próprios ciclos de IPL noturnos.

Eu amava vagalumes.
De verdade.
De um jeito profundo, puro, quase reverente.

Era como caminhar numa trilha guiada por estrelas que desceram pra brincar com a gente.


🌿 O patch da Dona Mercedes – olhos brilhando e potes com furinhos

Minha mãe, Dona Mercedes, contava histórias da infância dela no norte do Paraná, onde os vagalumes eram tantos que pareciam iluminar o quintal inteiro.
Ela dizia que pegava alguns em potes de vidro com tampas furadinhas.
Só para curtir o brilho por alguns minutos.

E os pequenos Onis da Dona Mercedes, claro… replicaram o script.

A gente fazia o mesmo:
capturava alguns, via aquela luz mágica correndo no potinho…
e depois soltava.

Porque a verdadeira beleza era ver o bichinho livre.
Livre e brilhando.




🕷️🐞 Uma fauna inteira que dividia a paisagem

Naquela época, tinha inseto pra dar e vender.
A biosfera era quase um sysplex completo:

  • besouros gigantes

  • besouros com chifre que pareciam saídos de um RPG

  • joaninhas simpáticas

  • lacraias medonhas

  • aranhas que te julgavam de longe

  • centopeias com cara de “tenta ver pra ver”

Alguns perigosos, outros camaradas.
Alguns pousavam suavemente na mão.
Outros você olhava de longe e dizia:
“passo”.

Mas todos tinham espaço no mundo.
Porque havia muito mato, muito verde, muito silêncio.
E principalmente: pouca luz artificial pra bagunçar o baile da natureza.




💔 Hoje… o sumiço

Hoje… se eu disser que vejo vagalume no quintal, estou mentindo.
Faz anos que não vejo um sequer.
As ruas claras demais mataram a magia.
O verde virou cimento.
Os bichinhos perderam lar, perderam ritmo, perderam espaço.

E eu?
Eu perdi parte daquela infância.
Aquela sensação de trilha iluminada por pequenas almas luminosas.
Aquele silêncio pontuado por piscadas mágicas.


📌 No fundo, o que eu queria mesmo…

…era abrir a janela de casa agora,
ver um único vagalume,
um só, piscando devagar,
e sentir por um instante o mesmo encanto que senti em 1978, 1981, 1984…

Mas, enquanto ele não aparece,
guardo o brilho na memória —
porque algumas luzes não se apagam nunca.

Bellacosa out. ✨🟢🌙