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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Toca do LEÂO e o sol poente em São Tomé das Letras.

No lado leste da cidade de São Tomé existe um pico encantado.


Formado por  pequenos labirintos de pedras, vegetação rasteira e muitos cactos este tesouro parcialmente escondido brinda seus visitantes com uma vista fabulosa.

Imagine apreciar o por do sol ao cimo de uma pedra, ver diversos pequenos animalzinhos, lagartos, aves e muito mais, passeando pelas ruas de pedra. O Parque Antonio Rosa conserva a melhor vista da cidade, uma monte de surpresas te aguarda.

Podemos ver uma estatua em homenagem aos extratores de pedra, vários caminhos levam de volta a cidade, trilhas seguem ao cruzeiro, a piramide e a pedra da Bruxa.

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Igreja Matriz de São Tome das Letras visão geral e a tempestade

Uma igreja do século XVIII no sul de Minas Gerais.


Situada no centro da localidade na praça Barão de Alfenas sua construção teve inicio em 1785, a partir de uma capela existente desde meados de 1770.

Com o afluxo dos imigrantes, o crescimento da região e a chegada da ferrovia, São Tomé cresceu, principalmente pela produção do café e tardiamente na extração de pedras.

Em estilo colonial como muitas igrejas do nosso país, com seu acabamento interior em Barroco e Rococó e pinturas do mestre Joaquim José da Natividade.

Vale a visita, não podendo perder o coreto, a gruta de São Tomé, a estatua do escravo Antão e os prédios históricos e tombados do centro da cidade.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

A cachoeira da Lua e o caminho a Sobradinho em São Tomé das Letras

Uma estrada de terra com muita poeira.


Estamos em busca de novas cachoeiras, rumando sem rumo pela estrada de Sobradinho, perdidos no interior de São Tomé. Vendo a bela paisagem, sítios e chácaras.


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☕🔥 20 ANOS APÓS O BUG DO MILÊNIO (Y2K) — O QUE O MUNDO MAINFRAME REALMENTE APRENDEU

 

Bellacosa Mainframe e os 20 anos pós bug do milenio y2k

☕🔥 20 ANOS APÓS O BUG DO MILÊNIO (Y2K) — O QUE O MUNDO MAINFRAME REALMENTE APRENDEU

O Bug do Milênio talvez tenha sido o maior evento de engenharia preventiva da história da computação.

E também…

um dos maiores casos de histeria tecnológica amplificada pela mídia.

Passadas mais de duas décadas, dá para analisar o Y2K sem emoção, sem manchetes apocalípticas e sem marketing de consultoria.

E a conclusão é muito mais interessante do que “não aconteceu nada”.

Porque aconteceu.

E MUITA coisa.


🌎 O QUE ERA O Y2K DE VERDADE?

O problema técnico era simples:

Durante décadas, sistemas armazenavam anos com apenas 2 dígitos:

1978 = 78
1989 = 89
1999 = 99
2000 = 00

Na virada para 2000:

00

poderia ser interpretado como:

1900

Isso afetava:

  • cálculos financeiros

  • juros

  • seguros

  • aposentadorias

  • vencimentos

  • ordenação de arquivos

  • controle industrial

  • logística

  • aviação

  • energia

  • bancos

  • governo

E o problema era REAL.

Principalmente em Mainframes COBOL.

Porque eram justamente os sistemas:

  • mais antigos

  • mais críticos

  • mais integrados

  • mais difíceis de alterar


💥 O QUE A MÍDIA VENDEU

A mídia da época transformou um problema técnico em:

“o fim da civilização digital”

Havia previsões absurdas como:

  • aviões caindo do céu

  • usinas nucleares explodindo

  • mísseis sendo disparados

  • bancos evaporando

  • caos mundial

  • apagão global

  • colapso da economia

O sensacionalismo foi colossal.

Livros vendiam:

  • sobrevivência ao Y2K

  • estocagem de comida

  • fuga para montanhas

  • kits de emergência

Algumas igrejas chamavam de:

  • “sinal do fim”

  • “juízo tecnológico”

Empresas vendiam:

  • geradores

  • bunkers

  • rádios

  • ouro

  • combustível

Foi quase uma mistura de:

  • paranoia tecnológica

  • marketing

  • apocalipse pop

  • medo coletivo


🏢 AS CONSULTORIAS E O “OURO DO Y2K”

O Y2K gerou uma das maiores ondas de faturamento da história da TI.

Consultorias cresceram violentamente:

  • IBM Global Services

  • EDS

  • Andersen Consulting

  • Cap Gemini

  • CSC

  • PwC

  • Deloitte

Milhares de profissionais COBOL foram:

  • recontratados

  • aposentadorias canceladas

  • salários inflados

  • freelancers disputados

Havia empresas cobrando fortunas para:

  • localizar campos de data

  • converter YY para YYYY

  • revisar JCL

  • validar batch

  • testar interfaces

  • corrigir VSAM

  • revisar sort cards

  • ajustar DB2

E aqui existe uma ironia histórica fantástica:

O “mainframe velho” salvou o mundo.

Enquanto muitos pregavam:

  • cliente-servidor

  • UNIX

  • downsizing

  • “fim do COBOL”

…quem segurou a economia global foi justamente o ecossistema IBM Z.


☠️ O TERRORISMO TECNOLÓGICO

O Y2K virou um modelo clássico de:

“fear-based consulting”

Ou seja:

  • vender medo

  • amplificar risco

  • exagerar consequências

  • transformar incerteza em pânico

E isso continua acontecendo até hoje.

Mudam apenas os nomes:

OntemHoje
Y2KIA destruir empregos
Fim do Mainframe“Cloud matou datacenter”
Linux substituir tudo“Blockchain revolucionará tudo”
ERP salvar empresas“No-code eliminará programadores”
Microservices resolvem tudo“LLM substituirá engenheiros”

O padrão psicológico é o mesmo.


🧠 A GRANDE VERDADE QUE POUCOS ENTENDEM

O Y2K NÃO foi um “alarme falso”.

Isso é importante.

As pessoas dizem:

“Nada aconteceu.”

Mas nada aconteceu porque:

  • bilhões foram investidos

  • milhões de linhas foram corrigidas

  • milhares de equipes trabalharam anos

  • houve testes massivos

É como dizer:

“O bombeiro exagerou porque o prédio não queimou.”

Não queimou…
porque os bombeiros trabalharam.


🏦 O MAINFRAME SAIU MAIS FORTE

Uma das maiores ironias da história da TI:

O Y2K fortaleceu o Mainframe.

Porque mostrou que:

  • sistemas legados eram vitais

  • COBOL movia o planeta

  • estabilidade importava

  • confiabilidade valia ouro

  • modernização irresponsável era perigosa

Executivos perceberam:

“Talvez aquele sistema antigo seja importante…”

E isso ecoa até hoje.


😂 OS ABSURDOS OLHANDO EM RETROSPECTIVA

Hoje algumas previsões parecem comédia involuntária:

“Elevadores prenderão milhões de pessoas”

“Semáforos entrarão em colapso global”

“Satélites cairão”

“Mísseis nucleares dispararão automaticamente”

“A civilização retornará à idade média”

Muitos “especialistas” misturavam:

  • software corporativo

  • sistemas embarcados

  • firmware

  • relógios CMOS

  • sistemas militares

…sem qualquer rigor técnico.


📉 O CASO ALSOP E “A MORTE DO MAINFRAME”

Steve Lohr, Stewart Alsop e vários colunistas famosos dos anos 90 ajudaram a popularizar a narrativa:

“Mainframe está morto.”

A famosa previsão atribuída a Stewart Alsop dizia que:

  • o último mainframe seria desligado em 1996.

Spoiler histórico:

Não aconteceu.

Na verdade:

  • bancos cresceram em IBM Z

  • processamento aumentou

  • Linux entrou no mainframe

  • z/OS evoluiu

  • Db2 evoluiu

  • CICS evoluiu

  • ZIIP nasceu

  • Z16 apareceu

  • OpenShift chegou ao Z

  • APIs REST chegaram ao CICS

Enquanto isso:

  • várias arquiteturas “revolucionárias” morreram.


🤔 O QUE O Y2K ENSINOU SOBRE “ESPECIALISTAS”

Talvez essa seja a maior lição.

Existe enorme diferença entre:

  • especialista técnico real
    e

  • comentarista tecnológico

Muita gente:

  • não entendia COBOL

  • nunca viu JCL

  • nunca operou batch

  • nunca mexeu em CICS

  • nunca viu JES2

  • nunca analisou dump

…mas fazia previsões globais.

Isso continua até hoje.

Especialmente em:

  • IA

  • segurança

  • cloud

  • blockchain

  • quantum

  • “fim das linguagens antigas”


🧠 A REGRA DE OURO DA TECNOLOGIA

Quanto mais alguém diz:

“ESSA TECNOLOGIA MORREU”

…maior a chance dela continuar faturando bilhões silenciosamente.

Mainframe é o exemplo perfeito.

Porque tecnologia corporativa NÃO vence por hype.

Vence por:

  • estabilidade

  • compatibilidade

  • previsibilidade

  • throughput

  • segurança

  • custo operacional real

  • décadas de maturidade


🔥 SITUAÇÕES SEMELHANTES AO Y2K

O mundo já repetiu o mesmo padrão várias vezes:

EventoResultado
Bug do MilênioProblema real + histeria
Bolha Dot-comPromessas irreais
“Fim do COBOL”Nunca aconteceu
“Cloud matará datacenter”Convivem
“Blockchain mudará tudo”nichos específicos
“NoSQL substituirá SQL”coexistência
“IA substituirá programadores”exagero atual

A indústria de TI adora ciclos de:

  1. hype

  2. medo

  3. promessa absoluta

  4. decepção

  5. estabilização real


🏛️ O VERDADEIRO LEGADO DO Y2K

O Y2K deixou legados importantes:

✅ Governança de TI

Empresas passaram a:

  • documentar mais

  • inventariar sistemas

  • criar processos de change

✅ Testes massivos

O conceito moderno de:

  • homologação

  • disaster recovery

  • rollback

  • contingência

cresceu muito após o Y2K.

✅ Valorização do legado

O mundo descobriu que:

  • sistemas antigos sustentavam países inteiros.

✅ Respeito pelo COBOL

Muitos executivos perceberam:

  • “isso ainda move dinheiro de verdade.”


☕ A MAIOR LIÇÃO DE TODAS

O Y2K ensinou algo fundamental:

Tecnologia séria é invisível.

Quando funciona:
ninguém percebe.

O Mainframe passou no maior teste coletivo da história digital.

E ironicamente…

o sucesso foi tão grande…

que muita gente passou a acreditar que o problema nunca existiu.

Esse talvez seja o destino de toda engenharia bem feita.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Um castelo meio assombrado em São Tomé das Letras

Estamos em 31 de Dezembro na cidade de São Tomé das Letras.


Estamos nos preparando para um jantar de Ano Novo bem diferente, estamos num castelo meio assombrado nesta mistica e louca cidade no alto das montanhas.

Esta cidade tem tantas surpresas, inclusive um castelo restaurante com salas secretas, vista fabulosa da cidade e assombrações para os mais impressionáveis

Desejo a você amigo que visita este humilde canal, um feliz 2020. Que este ano bissexto traga sorte, saúde e prosperidade, bem como muita paz, afinal com tantos governantes loucos ninguém aguenta.

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Aventureiros em São Tomé das Letras

Uma cidade fantástica.


Imagine uma cidade construída em lages de pedra, com ruas estreitas e cheia de lendas e mistérios, Com igrejas mal assombradas e coisas bem curiosas.

Um cruzeiro e uma visão panorâmica com as serra e muito verde para animar os aventureiros, trilhas, estatuas e criaturas saídas dos contos de fadas.

Magos, duendes, gnomos e fadas para uns... Ets, ovnis e discos voadores para os mais modernos, neste vídeo iremos apresentar a igreja de Nossa Senhora do Rosario, a Igreja Matriz, a Toca do Leão, a Gruta de São Tomé, a Piramide e muitos outras coisas.

Imagine uma pista de skate escondidinha num pequeno plato,, belas aves e muitas plantas de serrado, aventure-se em nosso canal e descubra estes e muitos mais tesouros.

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domingo, 29 de dezembro de 2019

Brasil 2019: quando o sistema parecia estável — e o operador experiente sentiu o frio na espinha

 


Brasil 2019: quando o sistema parecia estável — e o operador experiente sentiu o frio na espinha

Meu sexto ano de volta ao Brasil foi 2019. E todo veterano de mainframe conhece essa sensação: o sistema para de cair, os gráficos estabilizam, o barulho diminui — e exatamente por isso algo parece errado. Calmo demais. Silêncio demais. Em ambientes críticos, o perigo raramente anuncia chegada com sirene. Ele vem quando todos relaxam.

Depois de doze anos na Europa, eu já tinha aprendido a desconfiar da estabilidade sem explicação.

Economia: a promessa de retomada

Em 2019, a economia começou a falar em retomada. Reformas aprovadas, mercado animado, manchetes otimistas. Era como ver um sistema que finalmente responde aos pings. Mas quem estava no chão sentia outra coisa: pouco emprego de qualidade, renda ainda pressionada, desigualdade mais visível.

A engrenagem girava, mas rangia. Para quem viveu fora, o padrão era claro: ajuste fiscal sem rede de proteção cobra um preço invisível. O sistema melhora nos indicadores, piora na experiência do usuário.

A tal mudança de rumos existia — mas não apontava necessariamente para um lugar seguro.

Sociedade: normalizando o anormal

Socialmente, 2019 foi o ano da normalização do estranho. Discursos agressivos viraram rotina. Conflitos institucionais passaram a ser tratados como entretenimento. A política deixou de chocar e passou a cansar.

Para quem veio da Europa, isso acende alerta vermelho. Quando a sociedade se acostuma ao ruído, perde a capacidade de reagir ao sinal. O absurdo vira paisagem. O inaceitável vira opinião.

Era como operar um sistema com alertas desativados porque “sempre apita mesmo”.

Cultura: entre o escapismo e a negação

Culturalmente, 2019 foi dividido entre dois impulsos: fugir ou negar. Parte do país buscou escapismo — séries, memes, distração constante. Outra parte escolheu negar a complexidade, apostando em narrativas simples, quase infantis.

A arte ficou mais defensiva. O humor, mais ácido. O diálogo, mais raro. A cultura já não elaborava o trauma — apenas o empurrava para baixo do tapete.

Quem viveu fora reconhece esse momento: quando a sociedade está ocupada demais tentando manter a normalidade para perceber que algo grande se aproxima.

População: vivendo no automático

O brasileiro de 2019 estava no automático. Trabalhava, pagava contas, reclamava menos por cansaço, não por concordância. A indignação tinha virado gasto energético alto demais.

Resiliência virou rotina. E rotina, quando envolve sofrimento, é perigosa — porque anestesia.

Vi gente dizendo “pior que isso não fica”. Todo operador experiente sabe: essa frase precede incidentes graves.

Sexto ano pós-retorno: sensação de transição

No meu sexto ano de volta, senti algo diferente. Não era crise aberta, nem euforia. Era transição. Um sistema mudando de estado, silenciosamente. Algo novo no horizonte, mas não no sentido positivo ou negativo imediato — apenas desconhecido.

Na Europa, mudanças grandes costumam ser precedidas de relatórios. No Brasil, elas chegam como interrupt inesperado.

E havia algo no ar. Difícil de explicar racionalmente, fácil de sentir. Uma tensão baixa, constante, como servidor aquecendo além do normal sem disparar alarme.

O mais sinistro de todos: o que ninguém espera

O mais assustador de 2019 não foi o que aconteceu — foi o que não aconteceu. Nada explodiu. Nada caiu. Nada parou. O sistema seguiu rodando.

E é exatamente isso que assusta.

Porque os eventos mais terríveis em sistemas complexos não começam com falha total. Começam com pequenas exceções ignoradas, dependências mal mapeadas, confiança excessiva na estabilidade recente.

O perigo real de 2019 era invisível. Global. Silencioso. Não ideológico. Não nacional. Algo que não respeita fronteiras, discursos ou narrativas políticas. Algo que não pergunta em quem você votou.

Algo que ninguém esperava — justamente porque todos estavam ocupados demais discutindo o sistema antigo.

Epílogo: intuição de operador veterano

2019 terminou como começou: aparentemente normal. Mas para quem passou anos operando sistemas críticos — e vivendo em sociedades diferentes — a sensação era clara:
o sistema estava prestes a ser testado de um jeito que nenhum ajuste político ou econômico conseguiria resolver sozinho.

E todo veterano de mainframe sabe:
os incidentes mais graves
são aqueles que não aparecem nos relatórios,
não respeitam hierarquia
e não dão tempo de preparar discurso.

O Brasil de 2019 estava de pé.
Mas algo vinha aí.
Algo grande.
Algo assustador.

E ninguém, absolutamente ninguém,
estava pronto para o impact.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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