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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

💣🔥 ELE NÃO SEGUE REGRA DE NEGÓCIO… ELE REESCREVE O SISTEMA EM TEMPO DE EXECUÇÃO 🔥💣

 

Bellacosa Mainframe o isekai non sense CID Kagenon

💣🔥 ELE NÃO SEGUE REGRA DE NEGÓCIO… ELE REESCREVE O SISTEMA EM TEMPO DE EXECUÇÃO 🔥💣

Kage no Jitsuryokusha ni Naritakute! — CID, O NONSENSE QUE VIROU ARQUITETURA


🧠 INTRODUÇÃO — O PROCESSO QUE NÃO DEVIA EXISTIR (MAS DOMINA TUDO)

No mundo dos isekais, você espera heróis, vilões, arcos emocionais…
Aqui não.

Aqui você tem Cid Kagenou.

Um cara que:

  • não quer salvar ninguém
  • não quer reconhecimento
  • não quer coerência

👉 Ele quer encenar poder nas sombras.

💣 Só que o sistema inteiro decide levar isso a sério.


⚙️ CID — O “NONSENSE” QUE FUNCIONA COMO JOB CRÍTICO

Cid não é irracional… ele é desalinhado da realidade padrão.

🔹 COMO ELE OPERA

  • Cria teorias aleatórias → viram fatos reais
  • Improvisa decisões → geram resultados perfeitos
  • Age como ator → é interpretado como entidade suprema

💡 Em linguagem de mainframe:

ElementoTradução
CidProcesso batch invisível
AçõesScripts não documentados
ResultadoExecução bem-sucedida
LógicaInexistente (para humanos)

👉 Ele é o tipo de coisa que você encontra no z/OS e pensa:

“quem escreveu isso… e por que funciona há 20 anos?”


🎭 O NONSENSE COMO ARQUITETURA

O que parece “idiota” é, na verdade, o coração da obra:

👉 Cid vive em um roleplay constante
👉 O mundo responde como se fosse verdade absoluta

💣 Isso cria um fenômeno raro:

A fantasia individual dele vira realidade sistêmica


🕶️ SHADOW GARDEN — O SISTEMA DISTRIBUÍDO QUE NASCEU DE UMA PIADA

A organização criada por Cid… deveria ser fake.

Mas não é.

👉 Shadow Garden funciona como:

  • Cluster distribuído
  • Operação sigilosa
  • Inteligência tática real
  • Execução de alto nível

💡 Tradução Bellacosa:

Ele criou um “mock”… e virou produção.


👑 AS MENINAS DO BACKGROUND — AS THREADS QUE MANTÊM O SISTEMA VIVO

Aqui entra uma das partes mais brilhantes do anime:

👉 As garotas da Shadow Garden não são figurantes
👉 Elas são o verdadeiro motor operacional

🔥 PRINCIPAIS “PROCESSOS” DO SISTEMA

  • Alpha → liderança estratégica (tipo um JES2 coordenando tudo)
  • Beta → documentação e interpretação (quase um parser de logs do Cid)
  • Gamma → financeiro e estrutura (DB2 + controle de recursos)
  • Delta → execução bruta (CPU em full load sem throttle)

💡 E todas elas acreditam 100% que:

Cid é um gênio incompreensível.


🤯 O PARADOXO CENTRAL — QUEM ENTENDE O SISTEMA?

QuemVisão
Cid“Estou brincando”
Shadow Garden“Ele é um mastermind absoluto”
Mundo“Algo gigantesco está acontecendo”
Espectador“Isso não deveria funcionar… mas funciona”

👉 Esse desalinhamento é o coração da obra


🧩 EASTER EGG E CAMADA OCULTA

A obra inteira é uma sátira de:

  • Overlord → poder absoluto levado a sério
  • Code Geass → gênio estratégico teatral
  • Death Note → intelecto acima do mundo

💣 Só que aqui acontece o inverso:

Ele não é um gênio tentando parecer normal…
Ele é um “normal” fingindo ser gênio — e o mundo acredita.


⚠️ ANÁLISE CRÍTICA — ISSO NÃO É PRA TODO MUNDO

Esse estilo causa divisão:

  • ❌ Quem quer narrativa tradicional → acha absurdo demais
  • ✅ Quem entende o meta → vê genialidade

👉 Porque isso não é história linear
👉 É uma simulação de caos controlado


🔥 VISÃO MAINFRAME — O VERDADEIRO SEGREDO

Se você olhar tecnicamente:

  • Cid não controla diretamente
  • Ele não gerencia processos
  • Ele não valida nada

👉 Mas tudo converge para ele.

💡 Isso é o quê?

Arquitetura emergente baseada em comportamento caótico


💬 CONCLUSÃO — O SISTEMA QUE SE AUTO-ORGANIZA

Kage no Jitsuryokusha ni Naritakute! entrega algo raro:

💣 Um protagonista que não entende o próprio sistema
💣 Um sistema que funciona melhor por causa disso
💣 Personagens secundários que viram infraestrutura crítica


🚨 FRASE FINAL ESTILO BELLOSA

“Enquanto você tenta documentar o sistema…
o Cid já colocou tudo em produção sem nem saber que fez deploy.” 😄🔥

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

🟦 Exemplo de Programa COBOL – Tratamento de Mensagem IBM MQ

 


🟦 Exemplo de Programa COBOL – Tratamento de Mensagem IBM MQ


🎯 O que este programa faz

  1. Conecta ao Queue Manager

  2. Abre uma fila de entrada

  3. Lê uma mensagem (MQGET)

  4. Trata o conteúdo

  5. Atualiza dados (simulado)

  6. Faz COMMIT

  7. Fecha fila e desconecta


🧱 Premissas do exemplo

  • Execução:

    • Batch ou CICS (a lógica é a mesma)

  • Fila:

    • QUEUE.IN

  • Queue Manager:

    • QMGR01

  • Mensagem:

    • Texto simples

  • Modelo:

    • MQI síncrono

    • Commit explícito


📦 COPYBOOKS NECESSÁRIOS

COPY CMQC. COPY CMQX.

📌 Esses copybooks vêm do IBM MQ for z/OS
Normalmente ficam em SCSQCOBC.


🧠 Estrutura do Programa


🔹 IDENTIFICATION DIVISION

IDENTIFICATION DIVISION. PROGRAM-ID. MQCONSUM.

🔹 DATA DIVISION

DATA DIVISION. WORKING-STORAGE SECTION. 01 WS-QMGR-NAME PIC X(48) VALUE 'QMGR01'. 01 WS-QUEUE-NAME PIC X(48) VALUE 'QUEUE.IN'. 01 WS-HCONN PIC S9(9) COMP. 01 WS-HOBJ PIC S9(9) COMP. 01 WS-COMPCODE PIC S9(9) COMP. 01 WS-REASON PIC S9(9) COMP. 01 WS-MSG-LEN PIC S9(9) COMP. 01 WS-BUFFER. 05 WS-MSG PIC X(1024). 01 WS-MD LIKE MQMD. 01 WS-GMO LIKE MQGMO. 01 WS-OD LIKE MQOD.

🔹 PROCEDURE DIVISION


1️⃣ Conectar ao Queue Manager

CALL 'MQCONN' USING WS-QMGR-NAME WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQCONN - REASON: ' WS-REASON GO TO FIM-PROGRAMA END-IF.

📌 Easter egg:
Se falhar aqui, o problema não é a fila, é ambiente.


2️⃣ Abrir a fila

MOVE MQOD-DEFAULT TO WS-OD. MOVE WS-QUEUE-NAME TO WS-OD-OBJECTNAME. MOVE MQOO-INPUT-AS-Q-DEF TO WS-OD-OPTIONS. CALL 'MQOPEN' USING WS-HCONN WS-OD WS-HOBJ WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQOPEN - REASON: ' WS-REASON GO TO DESCONECTA END-IF.

3️⃣ Ler a mensagem (MQGET)

MOVE MQMD-DEFAULT TO WS-MD. MOVE MQGMO-DEFAULT TO WS-GMO. MOVE MQGMO-WAIT TO WS-GMO-OPTIONS. MOVE 5000 TO WS-GMO-WAITINTERVAL. CALL 'MQGET' USING WS-HCONN WS-HOBJ WS-MD WS-GMO LENGTH OF WS-BUFFER WS-BUFFER WS-MSG-LEN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE = MQCC-FAILED IF WS-REASON = MQRC-NO-MSG-AVAILABLE DISPLAY 'SEM MENSAGEM NA FILA' GO TO FECHA-FILA ELSE DISPLAY 'ERRO MQGET - REASON: ' WS-REASON GO TO ROLLBACK END-IF END-IF.

📌 Regra de ouro:

MQRC 2033 não é erro. É silêncio.


4️⃣ Tratar a mensagem

DISPLAY 'MENSAGEM RECEBIDA: ' WS-MSG(1:WS-MSG-LEN). *> Aqui você trataria o conteúdo: *> Parse, valida, chama DB2, CICS, etc.

5️⃣ Commit da transação

CALL 'MQCMIT' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. IF WS-COMPCODE NOT = MQCC-OK DISPLAY 'ERRO MQCMIT - REASON: ' WS-REASON GO TO ROLLBACK END-IF.

📌 Easter egg clássico:

90% dos “problemas de MQ” são COMMIT esquecido.


6️⃣ Fechar fila e desconectar

FECHA-FILA. CALL 'MQCLOSE' USING WS-HCONN WS-HOBJ MQCO-NONE WS-COMPCODE WS-REASON. DESCONECTA. CALL 'MQDISC' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON.

7️⃣ Rollback (se algo der errado)

ROLLBACK. CALL 'MQBACK' USING WS-HCONN WS-COMPCODE WS-REASON. DISPLAY 'ROLLBACK EXECUTADO'. GO TO FECHA-FILA.

🔚 Fim do programa

FIM-PROGRAMA. STOP RUN.

🧠 O que este exemplo ensina (de verdade)

✔ Fluxo correto do MQ
✔ Tratamento de erros
✔ Uso de COMMIT / ROLLBACK
✔ Código legível para mainframer
✔ Pronto para:

  • Batch

  • CICS

  • IMS

  • DB2


📌 Dicas Bellacosa Mainframe

  • Sempre trate:

    • 2033 (no message)

    • 2009 (connection broken)

  • Nunca:

    • Esqueça COMMIT

    • Assuma que mensagem foi consumida

  • Pense em MQ como:

    DB2 sem SQL

     

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

⏳💭 O Relógio Mental e a Ilusão do Tempo — Quando a Vida Vira um Loop de Execução Infinita

 


⏳💭 O Relógio Mental e a Ilusão do Tempo — Quando a Vida Vira um Loop de Execução Infinita
por Bellacosa Mainframe – edição El Jefe Midnight


Tem dias em que o corpo está novo, mas a alma parece rodar num hardware vintage.
O relogio mental marca outro tempo — mais lento, mais cansado, mais cheio de logs pendentes.
É o descompasso entre a idade física e a idade emocional, o timing que o sistema operacional da vida nunca sincroniza direito.

Nos ensinaram a medir o tempo por produtividade.
E a cada ciclo, a meta sobe, o descanso encurta, o foco se dispersa.
Vivemos um loop job eterno, onde a rotina é o JCL e o relógio é o scheduler invisível que dita o ritmo da existência.


🕰️ 1. O BUG DO SISTEMA: CORRER SEM SABER PRA ONDE

Desde cedo, somos programados para executar sem questionar.
“Estude pra trabalhar, trabalhe pra pagar, pague pra viver.”
Mas ninguém explica que esse ciclo batch não tem ponto de parada — e que, se você não fizer um STOP RUN consciente, o sistema entra em loop infinito.

O resultado?
Corpo exausto, mente ansiosa, e a sensação de que o tempo está sempre um passo à frente.

“A vida moderna é o único sistema que processa mais rápido quanto mais você se sente atrasado.”


⚙️ 2. O DESCOMPASSO INTERNO

A idade física é cronológica.
A mental é emocional e contextual — depende do peso que você carrega e da leveza que permite.
Há jovens de 25 com alma de 70, e idosos de 70 com brilho de 25.
O relógio interno não conta anos — ele mede histórias, pressões e pausas negadas.

Cada vez que você abre mão de si mesmo pra caber em mais uma planilha, o ponteiro interno adianta.
E quando tenta desacelerar, vem a culpa — como se descansar fosse downtime improdutivo.


🌿 3. COMO REPROGRAMAR O RELÓGIO MENTAL

🧘‍♂️ SYNC CLOCK — pare de comparar o seu tempo com o dos outros.
Cada mente roda num firmware diferente.
Alguns processam rápido, outros precisam de sleep mode.
E tudo bem — não existe SLA pra alma.

🌅 ADJUST PRIORITY — coloque o essencial em HIGH.
Dormir bem, comer com calma, conversar com quem te entende.
Esses são os core jobs da saúde mental.

💬 RUN REFLECTION — ao invés de medir o dia pelo que entregou, meça pelo que sentiu.
Quantas risadas? Quantos respiros? Quantas pausas sem culpa?

🔁 AUTOTUNE MODE — revise sua rotina como quem ajusta performance:
se está sempre cansado, algo no batch diário está mal dimensionado.

“Equilíbrio não é fazer tudo. É fazer o suficiente para ainda se reconhecer no espelho.”


🧩 4. POR QUE O SISTEMA NOS MANTÉM CORRENDO

Porque um ser exausto não questiona.
O mundo moderno se alimenta da pressa — ela movimenta consumo, status, ansiedade e dependência.
O sistema te quer online, mas nunca pleno.
Quer que você execute comandos, não que reflita sobre eles.

Mas existe uma rebeldia silenciosa em viver devagar.
Em responder com calma.
Em aceitar que o relógio pode girar, mas você não precisa girar com ele.


☕ Epílogo Bellacosa

No fim, talvez não sejamos lentos nem atrasados.
Talvez só estejamos em outro fuso emocional.
E tudo bem.
O tempo da alma não obedece a relógios digitais.

“Viver é aprender a sincronizar o coração com o relógio da consciência — e não com o cronômetro do mundo.”

💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

 


💼 Da Zona Leste à Avenida Paulista

Acordava cedo, o sol mal nascido sobre os telhados de Guaianazes, extremo leste de São Paulo.
Marmita na sacola, mochila com cadernos e livros, gravata meio torta, e um coração cheio de sonhos. Sempre atrasado e sempre correndo. Num contra-relogio que pequenos atrasados eram questão de vida e de morte.

🚆 O destino? Avenida Paulista.

Pegava os trens cacarecos da CBTU, que somente um milagre divino, fazia funcionar, pessoas penduradas, portas abertas, alguns maconheiros e evangélicos disputavam centímetro a centímetros o espaço interior dos vagões. Ao chagar no Brás, outra epopeia, agora os ônibus hiper lotados do Largo da Concórdia, atravessava o centro velho e subia a cidade como quem sobe uma montanha.
No caminho, via o Brasil real — gente simples, batalhadora, movendo a engrenagem da metrópole.

Eu era office-boy, entre documentos, carimbos e filas de banco.
Mas o que me fascinava mesmo eram os terminais 3270.
Aquelas telas verdes piscando códigos… pareciam janelas para outro mundo.

Um dia, uma caixa misteriosa chegou ao escritório.
Dentro dela, um microcomputador XT, monitor VGA novinho.
Zero quilômetro. Zero medo. Só ninguém sabia montar. 😅

Tomei coragem e fui até a sala do gerente geral, o Dr. Vicente Kazuhiro Okazaki.
Pedi permissão para instalar. Ele me olhou, surpreso — um garoto cheio de espinhas, solicitando pra mexer em um computador.

Depois de um silêncio que pareceu uma eternidade, ele sorriu, pegou o telefone e ligou para a secretaria Elizabeth:

“Deixa o rapaz montar esta maquina. Vamos ver no que dá.”

E ali, entre uma entrega e outra, entre um 3270 e uma marmita aquecida no vapor, na sala de reunião improvisada como refeitorio: eu comecei a minha grande aventura: pilotar o pc,  digitar, conectar, aprender e entrei num portal do outro mundo.



💻 Aquele PC virou meu laboratório.
A Avenida Paulista, meu primeiro datacenter.
E o office-boy da Zona Leste, o aprendiz que descobria a magia dos sistemas.

Hoje, quando vejo uma API REST conversando com um mainframe, lembro daquele XT.
Daquela tela VGA monocromático verde, o barulhinho do leitor de disquetes 5 1/4 carregando o sistema MS-DOS, a maquina inicializando naquele prompt, piscando o futuro.
E do dia em que liguei, ao mesmo tempo, um computador e o meu destino.

Naquele momento nunca imaginei, que iria chegar tão longe, tinha sonhos, tinha esperanças, mas a realidade era muido dura,  os desafios e perigos enormes. Obrigado Dr. Vicente por ter acredito em mim.


#Mainframe #COBOL #HistóriasDeTI #MemóriasDeUmOfficeBoy #Tecnologia #Anos80 #AvenidaPaulista #ZL #Inspiração #BellacosaMainframe


domingo, 10 de fevereiro de 2019

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 2 Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe Parte II

 

Bellacosa Mainframe explora o comando CALL no COBOLparte II

☕💥 A Jornada do Padawan COBOL – Parte 2

Desvendando o Universo dos CALLs no Mainframe

Os Segredos de BY REFERENCE, BY CONTENT, BY VALUE, Ponteiros, Work-Storage e Local-Storage

Ou como descobrir que um simples CALL pode criar um S0C4 capaz de assombrar um desenvolvedor por semanas

Por Vagner Bellacosa – Bellacosa Mainframe


A Hora em que o Padawan descobre que CALL não é magia

Na Parte 1 descobrimos que existem dois grandes reinos:

  • Static CALL

  • Dynamic CALL

Mas ainda falta compreender algo muito mais importante.

O que realmente acontece quando passamos dados para outro programa?

Porque é aqui que nascem aproximadamente 70% dos S0C4 que já vi em produção.

E quase todos começam com uma frase inocente:

"Só acrescentei um campo..."


O Grande Segredo do COBOL

Muitos desenvolvedores vindos de Java imaginam algo parecido com:

funcao(cliente);

Criou cópia.

Passou objeto.

Garbage Collector resolve.

No Mainframe não existe fada madrinha.

Existe endereço de memória.

E apenas endereço.


O padrão COBOL

O padrão do COBOL é:

BY REFERENCE

Mesmo quando você não escreve.

CALL 'SUBPGM'
USING WS-CLIENTE.

É equivalente a:

CALL 'SUBPGM'
USING BY REFERENCE WS-CLIENTE.

Como funciona na memória

Programa principal

MAIN

00010000


WS-NOME

JOAO

CALL

Passa:

00010000

Subprograma

LINKAGE


LK-NOME

Recebe

00010000

Mesmo local.


Diagrama


MAIN


WS-NOME
+---------+
| JOAO    |
+---------+

      |
      |
      V


SUBPGM


LK-NOME


+---------+
| JOAO    |
+---------+



A magia acontece

Subrotina

MOVE 'MARIA' TO LK-NOME

Retorno

Main

MARIA

Mudou.

Porque é o mesmo endereço.


Vantagens

Muito rápido

Pouca memória

Zero cópia

Ideal tabelas grandes

VSAM

DB2

Buffers


Desvantagens

Subprograma pode destruir dados.

Sem querer.

Ou querendo.


O pesadelo do suporte

Programa A

passa saldo

Programa B

zera saldo

Programa A

grava no DB2

Cliente perde dinheiro.


O truque Jedi

Criar cópia antes.

MOVE WS-AREA TO WS-BACKUP

Quando usar

Grandes estruturas

100 mil registros

buffers VSAM

SQLDA

COMMAREA


CALL BY CONTENT

Agora o Padawan ganha maturidade.

Quer proteger dados.


Exemplo

CALL 'VALIDA'

USING
BY CONTENT WS-DATA

O compilador cria

uma área temporária.


Na memória

Original

WS-DATA


20250623

Cópia

TEMP


20250623

Subprograma recebe

TEMP


Alterações desaparecem

Subprograma

MOVE ZEROS TO LK-DATA

Volta

Main

Continua

20250623


Vantagens

Segurança

Proteção

Imutabilidade


Desvantagens

Consome memória.

Faz cópia.

CPU extra.


Benchmark imaginário

Estrutura

2 MB

1000 chamadas

By Reference

2 MB

By Content

2000 MB movimentados


O Mestre Mainframe pensa

Preciso alterar?

Não.

By Content.

Preciso compartilhar?

Reference.


CALL BY VALUE

Pouco conhecido.

Muito poderoso.


Surge com LE.

Language Environment.


Exemplo

CALL 'MINHAROT'

USING
BY VALUE WS-ID

Subrotina recebe

valor.

Não endereço.


É muito usado com

C

Assembler

LE APIs


Exemplo famoso

CALL 'CEE3ABD'

USING
BY VALUE 4095

O universo dos Ponteiros

Padawan vê isso.

USAGE POINTER

E fica com medo.

Com razão.


Exemplo

01 PTR USAGE POINTER.

Setar endereço

SET PTR TO ADDRESS OF WS-CLIENTE

PTR

00001000

Pode passar

CALL 'ROTINA'

USING PTR

Subprograma

recebe

endereço bruto.


É perigoso?

Muito.


Erro clássico

PTR inválido.

Resultado

S0C4


S0C4 explicado

CPU tenta acessar

endereço inexistente.


Exemplo

00000000

Crash.


LINKAGE SECTION

O portal interdimensional do COBOL.


Exemplo

LINKAGE SECTION.


01 LK-CLIENTE.


05 LK-NOME.


05 LK-ID.

Procedure Division

PROCEDURE DIVISION USING LK-CLIENTE.

Não aloca memória.

Nunca.


Apenas mapeia.


Work-Storage

Existe durante toda execução.


Carregado

uma vez.


Ideal

cache

tabelas

constantes


Exemplo

WORKING-STORAGE SECTION.


01 WS-CONTADOR PIC 9(9).

Local-Storage

Poucos usam.

Deveriam usar mais.


É recriado.

Toda chamada.


Exemplo

LOCAL-STORAGE SECTION.


01 LS-AREA.


05 LS-TEMP.

Diferença

WS

Persiste.

LS

Nasce.

Morre.


Exemplo

Chamada 1

contador=1

Chamada 2

contador=0


Excelente para

subrotinas reentrantes.

CICS.

LE.

Threads.


Reentrant

IBM adora isso.


Programa

não compartilha estado.


Evita corrupção.


Compilar

RENT

Erros clássicos

S0C4

Parâmetro errado


S0C7

Campo inválido


U4038

LE erro


S806

Programa não encontrado


Como validar

Antes do CALL

IF WS-PGM = SPACES

DISPLAY 'ERRO'

STOP RUN

END-IF

Conferir quantidade de parâmetros

IBM fornece

CEE3PRM

Easter Egg IBM

Muitos bancos possuem

CALL 'GENERICA'

Dentro.

EVALUATE WS-CODIGO

Mais de 300 WHEN.

Documentação

nenhuma.

Autor

aposentado em 2003.

Programa

continua funcionando.

Ninguém toca.

É conhecido como:

O Dragão Adormecido do Mainframe™


Dicas Bellacosa Mainframe

Dica 1

By Reference

90% dos casos.


Dica 2

By Content

Dados protegidos.


Dica 3

By Value

LE.

C.

Assembler.


Dica 4

Local-Storage

Muito subestimado.


Dica 5

Nunca assumir layout.

Validar tamanho.


Dica 6

Documente interfaces.

Algo parecido com:

************************************************
* ENTRADA
* CLIENTE
* DATA
*
* SAIDA
* RC
************************************************

A Filosofia Jedi do CALL – Parte 2

O Padawan iniciante pensa:

"Passar parâmetro é fácil."

O desenvolvedor intermediário pensa:

"By Reference é mais rápido."

O Mestre Mainframe entende:

"Passagem de parâmetros é um contrato binário entre programas."

E sabe que uma única alteração aparentemente inocente, como adicionar um campo em uma estrutura passada por referência, pode fazer um sistema bancário inteiro produzir S0C4, S0C7, dados corrompidos, abends misteriosos e algumas noites muito longas acompanhadas por café requentado e dumps de 500 MB.

Na próxima parte da jornada, o Padawan descobrirá os segredos de RETURN-CODE, GOBACK, STOP RUN, CEE3DMP, IPCS, CEEDUMP, rastreamento de CALLs, técnicas avançadas de troubleshooting, otimização de performance, análise de dumps e as ferramentas secretas usadas pelos Mestres Jedi do z/OS para domar os dragões da produção.


sábado, 9 de fevereiro de 2019

Sempre um Isekai : O Isekai e o Contrato Social Quebrado – Parte I

 

Bellacosa Mainframe e  a quebra do contrato social

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Isekai e o Contrato Social Quebrado – Parte I

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez o Verdadeiro Bug Nunca Tenha Estado no Código... Mas na Promessa Feita ao Trabalhador

Existe uma pergunta que comecei a fazer depois de assistir dezenas de isekais.

Não é sobre magia.

Não é sobre espadas.

Nem sobre dragões.

É uma pergunta muito mais simples.

Por que tanta gente acha tão maravilhoso abandonar completamente o próprio mundo?

Pense por um instante.

Imagine que, hoje, um círculo mágico aparecesse debaixo dos seus pés.

Você fosse invocado para outro universo.

Sem celular.

Sem internet.

Sem eletricidade.

Sem supermercado.

Sem chuveiro quente.

Sem café expresso.

Sem pizza no sábado.

Sem streaming.

Sem GPS.

Sem ar-condicionado.

Sem hospital moderno.

Mesmo assim...

Milhões de fãs responderiam imediatamente:

"Estou dentro."

Isso é curioso.

Porque essa resposta diz muito mais sobre o nosso mundo do que sobre o mundo da fantasia.


O Contrato Invisível

Quando comecei minha vida profissional, ainda existia uma promessa que parecia sólida.

Era quase um contrato moral entre a sociedade e o trabalhador.

O acordo era simples.

Você estudaria.

Conseguiria um emprego.

Trabalharia honestamente.

Pagaria seus impostos.

Contribuiria para a previdência.

Criaria sua família.

Compraria sua casa.

E, depois de décadas ajudando a construir o país, teria uma aposentadoria para finalmente respirar.

Não era riqueza.

Era dignidade.

Era uma promessa compreensível.

Era o famoso:

"Faça sua parte que o sistema fará a dele."


O Programa Foi Alterado em Produção

Todo programador COBOL conhece uma regra sagrada.

Nunca mude as regras do negócio sem analisar o impacto.

Porque existe gente usando aquele sistema.

Existe processamento acontecendo.

Existe produção.

Agora imagine um banco.

Você escreveu um programa.

Ele roda perfeitamente há trinta anos.

De repente alguém entra na sala e diz:

— A partir de hoje todas as regras mudaram.

Os cálculos mudaram.

Os prazos mudaram.

Os critérios mudaram.

Boa sorte.

Foi exatamente essa sensação que muitas pessoas tiveram ao longo das últimas décadas.

Não importa se as mudanças tinham justificativas econômicas ou demográficas.

A sensação psicológica foi outra.

O programa mudou enquanto ainda estávamos executando o JOB.


O Tempo Nunca Foi Nosso

Existe outra mudança silenciosa.

Nossos avós trabalhavam muito.

Ninguém discute isso.

Mas quando encerravam o expediente...

O trabalho normalmente ficava na empresa.

Hoje...

O escritório mora dentro do bolso.

O WhatsApp toca.

O Teams notifica.

O e-mail chega às dez da noite.

O celular vibra no domingo.

A reunião invade o almoço.

O expediente termina.

Mas o trabalho continua conectado.

A tecnologia prometeu devolver tempo.

Em muitos casos...

Apenas aumentou a disponibilidade.


Trabalhamos Mais...

Compramos Menos

Existe uma sensação que aparece em praticamente todas as conversas entre trabalhadores.

"Meu pai conseguiu comprar uma casa."

"Meu avô sustentava uma família inteira."

"Hoje preciso fazer contas para trocar de carro."

Cada geração possui desafios diferentes.

Mas é inegável que, para muitas famílias, moradia, educação e custo de vida passaram a consumir uma parcela cada vez maior da renda.

O resultado aparece rapidamente.

Mesmo trabalhando muito...

A percepção de progresso diminui.


O Holerite Conta uma História

Chega o pagamento.

Primeiro aparece o salário bruto.

Por alguns segundos...

Você imagina possibilidades.

Depois vem o salário líquido.

INSS.

Imposto de Renda.

Plano de saúde.

Vale-transporte.

Descontos diversos.

Você respira.

Vai abastecer o carro.

Combustível.

Pedágio.

IPVA.

Seguro.

Depois faz compras.

ICMS embutido.

Conta de luz.

Água.

Internet.

IPTU.

Taxas.

Boletos.

É importante lembrar que impostos financiam serviços públicos essenciais e são parte do funcionamento de qualquer Estado moderno. Ao mesmo tempo, muitos trabalhadores têm a percepção de que a carga tributária, somada ao custo de vida, reduz significativamente o resultado prático de anos de esforço.

No fim do mês...

A pergunta aparece.

"Quanto da minha energia realmente ficou comigo?"


O Burnout Não Nasceu do Nada

Não é coincidência que palavras como:

Burnout.

Ansiedade.

Exaustão.

Depressão.

Síndrome do impostor.

Tenham se tornado tão comuns.

Durante muito tempo acreditamos que trabalhar mais resolveria tudo.

Depois descobrimos que existem problemas que não desaparecem apenas aumentando a carga de trabalho.

Porque ninguém consegue executar um JOB infinito sem consumir recursos.

Até o z/OS sabe disso.

Existe WLM.

Existe gerenciamento de prioridades.

Existe balanceamento de carga.

Existe proteção contra sobrecarga.

Curiosamente...

Às vezes tratamos computadores com mais cuidado do que seres humanos.


Então Surge o Isekai

É exatamente nesse momento que entra o gênero mais popular da última década.

O protagonista está cansado.

Desmotivado.

Sem perspectivas.

Muitas vezes sozinho.

Então...

Truck-kun aparece.

Ou uma magia de invocação.

Ou uma reencarnação.

Poucos minutos depois...

Ele ganha uma nova oportunidade.

Repare.

O sonho nunca foi apenas lançar Fireball.

O sonho era apertar RESET.


Bellacosa Mainframe

Quanto mais penso sobre isso...

Mais acredito que o isekai não nasceu apenas da criatividade japonesa.

Ele nasceu de uma pergunta silenciosa que milhões de trabalhadores fazem todos os dias enquanto voltam para casa em um ônibus lotado.

"Será que era para a vida ser apenas isso?"

Talvez o círculo mágico nunca tenha sido um portal.

Talvez fosse apenas a representação gráfica de um pedido de HELP enviado por milhões de pessoas ao longo de décadas.

Um HELP que nunca recebeu resposta.

E quando o mundo real demora demais para responder...

A fantasia acaba respondendo primeiro.

Continua na Parte II — "Por que o Isekai Explodiu Depois dos Anos 1990? A Década em que o Mundo Parou de Prometer um Futuro Melhor".

☕ UM CAFÉ NO BELLACOSA MAINFRAME

O Isekai e o Contrato Social Quebrado

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez Nunca Tenhamos Querido Fugir para Outro Mundo... Apenas Entender Este.

PRIMEIRA REGRA DO PORÃO NENHUM ARTIGO DEVE FICAR ESCONDIDO DOS LEITORES

Entre nesta série sobre trabalho, impostos, burnout, sociedade, salarymen, guildas, promessas quebradas e o verdadeiro significado da fuga para mundos paralelos. Escolha um capítulo, abra a prévia ou leia diretamente no Bellacosa Mainframe.

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SYSTEM DIAGNOSIS

O Verdadeiro Rei Demônio Talvez Seja o Holerite

Quando um Programador COBOL Descobre que o Isekai Não Vende Magia... Vende um Mundo Onde o Esforço Ainda Vale Alguma Coisa.

Uma introdução à relação entre o sucesso do gênero isekai, a exaustão do trabalhador moderno, os descontos no salário, a perda de propósito e o desejo de recomeçar em outro mundo.

HOLERITE TRABALHO ISEKAI CONTRATO SOCIAL
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CONTRACT ABEND

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte I

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez o Verdadeiro Bug Nunca Tenha Estado no Código... Mas na Promessa Feita ao Trabalhador.

A promessa de trabalhar, contribuir, construir uma carreira e receber segurança no futuro começa a apresentar falhas de processamento.

CONTRATO SOCIAL APOSENTADORIA DIGNIDADE
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ECONOMY IPL

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte II

Quando um Programador COBOL Descobre que os Anos 1990 Talvez Tenham Sido o Grande IPL da Economia Mundial... e Nem Todos os JOBs Voltaram a Executar.

Globalização, tecnologia, automação, terceirização e produtividade reinicializaram a economia mundial, mas muitos trabalhadores ficaram aguardando uma resposta do sistema.

ANOS 1990 GLOBALIZAÇÃO AUTOMAÇÃO
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MISSION ACCEPTED

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte III

Quando um Programador COBOL Descobre que a Guilda dos Aventureiros Talvez Tenha um RH Muito Melhor que o Nosso.

Na guilda existem missões claras, riscos conhecidos, recompensas publicadas e liberdade para escolher o próximo trabalho. No escritório moderno, nem sempre.

GUILDA RH RECOMPENSA
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CANCEL JOB

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte IV

Quando um Programador COBOL Descobre que o Truck-kun Nunca Foi um Caminhão... Mas um Botão de CANCEL JOB para uma Geração Inteira.

Truck-kun representa a interrupção brutal de uma vida repetitiva, exausta e sem perspectiva. Um símbolo sombrio do desejo de cancelar a rotina e recomeçar.

TRUCK-KUN BURNOUT CANCEL JOB
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SALARYMAN MODE

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte V

Quando um Programador COBOL Descobre que Quase Todo Protagonista de Isekai é um Salaryman... e Isso Está Muito Longe de Ser Coincidência.

Programadores, funcionários de escritório e trabalhadores invisíveis protagonizam histórias de recomeço porque representam milhões de pessoas presas em rotinas semelhantes.

SALARYMAN ESCRITÓRIO PROPÓSITO
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TIME AVAILABLE

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte VI

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez o Verdadeiro Feitiço do Isekai Não Seja a Magia... Mas o Tempo para Viver.

O maior luxo de um mundo fantástico talvez não seja lançar feitiços, mas ter tempo para conversar, descansar, conviver, caminhar e participar de uma comunidade.

TEMPO COMUNIDADE QUALIDADE DE VIDA
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RETURN CODE 00

O Isekai e o Contrato Social Quebrado — Parte VII

Quando um Programador COBOL Descobre que Talvez Nunca Tenhamos Querido Fugir para Outro Mundo... Apenas Recuperar Este.

A conclusão da série propõe que talvez o verdadeiro sonho nunca tenha sido abandonar o mundo real, mas recuperar dignidade, propósito, tempo, comunidade e esperança.

ESPERANÇA RECONSTRUÇÃO FUTURO
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

🍹 Bebidas Brasileiras de Origem Japonesa (ou com DNA Nipônico disfarçado)

 


🍹 Bebidas Brasileiras de Origem Japonesa (ou com DNA Nipônico disfarçado)

Por Vagner Bellacosa ☕ — El Jefe Midnight Lunch Edition


🍶 1. Saquê brasileiro — o destilado que pegou sotaque tropical

Quando os imigrantes japoneses chegaram ao Brasil em 1908, uma das primeiras saudades foi do saquê.
Mas o clima quente, o arroz diferente e a falta de koji japonês obrigaram os pioneiros a improvisar.
Em 1934, surgia em Registro (SP) a primeira produção artesanal de saquê brasileiro, adaptada ao arroz tropical.

O sabor? Menos seco, mais frutado — uma mutação que combinou com o paladar brasileiro.
Nos anos 70, o saquê local já era vendido em bares, misturado com limão, frutas e gelo.
Nascia o “saquerinha”, o primo cosmopolita da caipirinha — o drink que transformou o saquê em festa de boteco.

💡 Curiosidade: hoje o Brasil é o maior produtor de saquê fora do Japão, e o rótulo paulista Azuma Kirin domina 70% do mercado nacional.




🧊 2. Saquerinha — o filho mestiço do Japão com o Brasil

O nome é híbrido e o espírito idem:
mistura do saquê japonês com o ritual da caipirinha brasileira.
Inventada provavelmente em São Paulo nos anos 1980, em bares da Liberdade, a saquerinha virou o drink oficial de quem queria ser chique sem perder o jeitinho tropical.

As versões de morango, kiwi e maracujá substituíram o clássico limão, e a receita rodou o país.
É a prova líquida de que o Brasil nunca copia — adapta, samba e serve gelado.




🧋 3. Bubble Tea Brasil (ou “chá com bolinha” made in Liberdade)

Chegou nos anos 2000 direto de Taiwan e Japão, mas só explodiu em São Paulo depois de ser tropicalizado:
menos chá verde, mais leite, mais açúcar e pérolas de tapioca maiores.
Hoje, há versões com açaí, cupuaçu, cajá e até guaraná, todas criadas aqui.

Na prática, o bubble tea brasileiro é um híbrido nipônico-tupi — a fusão entre tecnologia asiática e calor de padoca paulistana.




🍵 4. Matchá Latte Brasileiro — o zen da cafeteria de shopping

O matchá (pó de chá verde moído) chegou com os imigrantes, mas era raro fora das colônias.
Nos anos 2010, os baristas brasileiros o transformaram em matchá latte, com leite vaporizado e mel — versão mais doce, instagramável e tropical.
É o yakult da geração fitness: oriental na teoria, paulistano na prática.


Bellacosa comenta:

Essas bebidas são o retrato do Brasil que o Japão ajudou a misturar:
disciplinado no preparo, criativo no improviso e sentimental no resultado.

Enquanto o Japão busca a perfeição, o Brasil busca o sabor —
e juntos criaram um portfólio de líquidos que rodariam até no mainframe da nostalgia.


💡 Dica do El Jefe Midnight Lunch:

  • Experimente saquerinha com cachaça branca — modo híbrido, 200% fusão cultural.

  • No calor, um yakult com gelo e vodka vira “saquê da geração Y”.

  • E lembre-se: cada gole dessas fusões é um handshake cultural entre Tóquio e Tatuapé.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988