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sexta-feira, 7 de maio de 2021

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – SAF : Troubleshooting, IPCS, ICH408I, RC=8, Dumps, SMF80 - Parte V

 

Bellacosa Mainframe apresenta o SAF Parte V

☕💥 A Jornada do Sysprog Padawan – Parte 5

SAF – Troubleshooting, IPCS, ICH408I, RC=8, Dumps, SMF80 e Como Encontrar o Verdadeiro Culpado às 3h da Manhã

O Guia de Sobrevivência do Guardião do Reino IBM Z

"No Reino IBM Z existem dois tipos de problemas de segurança: os que parecem ser do RACF e os que realmente são do RACF."

Bellacosa Mainframe


Introdução

Nas partes anteriores aprendemos:

✓ O que é SAF

✓ Anatomia interna

✓ VERIFY

✓ AUTH

✓ FASTAUTH

✓ Performance

✓ ACEE

✓ Escalabilidade

Agora chegamos ao momento que todo Sysprog eventualmente enfrenta.

Produção caiu.

Telefone toca.

03:17.

Alguém grita:

O RACF está quebrado!

O Sysprog experiente faz uma pergunta simples.

Tem certeza?


O princípio Bellacosa

Antes de culpar o RACF.

Pergunte.

Quem chamou?


Quem respondeu?


Quem registrou?


Quem criou o ACEE?


Quem negou?


Quem fez VERIFY?


Quem fez FASTAUTH?


Normalmente.

A resposta.

Está.

No SAF.


Sintomas clássicos

RC=8

Mais famoso.


Acesso.

Negado.


ICH408I

Mensagem clássica.


RC=12

Erro.


RC=16

Falha.

Severa.


MQRC 2035

MQ.


SQLCODE -551

DB2.


NOT AUTHORIZED

CICS.


Permission denied

USS.


Ferramentas do Sysprog Jedi

IPCS

Sabre de luz.


SMF80

Livro de ocorrências.


zSecure

Radar.


SDSF

Central.

Operacional.


RACF Commands

Cartório.


Caso 1

ICH408I

A rainha.

Das mensagens.


Exemplo.

ICH408I USER(VBELLACO)

GROUP(SYS1)

NAME(VAGNER)

DATASET PROD.DB2.MASTER

CL(DATASET)

ACCESS INTENT(READ)

ACCESS ALLOWED(NONE)

Tradução.

Usuário.

Tentou.

Ler.


RACF.

Negou.


Perguntas Bellacosa

Classe ativa?


Perfil existe?


Grupo correto?


ACEE atualizado?


FASTAUTH.

Cache velho?


Comandos úteis

RLIST DATASET PROD.DB2.MASTER ALL

SEARCH CLASS(DATASET)

SETROPTS LIST

Caso 2

RC=8

Não autorizado.


Exemplo.

MQOPEN.


Fluxo.

MQ

↓

FASTAUTH

↓

SAF

↓

MQADMIN

↓

RC=8

Possíveis causas.

Perfil.

Ausente.


Permissão.

Removida.


Grupo.

Errado.


Caso 3

DB2

SQLCODE.

-551

Usuário.

Não autorizado.


Tabela.


Plano.


Package.


Classe.

DSNR.


Diagnóstico

RLIST DSNR

Caso 4

CICS

Usuário.

Executa.

PAY1.


Resposta.

NOT AUTHORIZED

Perfil.

TCICSTRN.


Classe.

Ativa?


Permissão?

Existe?


Caso 5

USS

SSH.

Falha.


Mensagem.

Permission denied

Pode ser.

UID.


HOME.


Shell.


OMVS.


Certificado.


MFA.


Diagnóstico

LU USERID

Verificar.

OMVS.


UID.


HOME.


PROGRAM.


Caso 6

Started Tasks

DB2P.

Não sobe.


MQM1.

Não sobe.


CICSPRD.

Falha.


Verificar.

STARTED.

Classe.


Exemplo.

RLIST STARTED MQM1 ALL

Caso 7

FASTAUTH

Curioso.


Às vezes.

O problema.

Não está.

No RACF.


Está.

No contexto.


ACEE.

Desatualizado.


Token.

Expirado.


Sessão.

Antiga.


Como investigar?

SMF80

Nosso.

Melhor.

Amigo.


Registra.

VERIFY.


AUTH.


Falhas.


Revogações.


Certificados.


MFA.


O que procurar?

RC.


RSN.


Timestamp.


Classe.


Perfil.


Userid.


LPAR.


Jobname.


zSecure

Facilita.

Muito.


Relatórios.


Compliance.


Diferenças.


Pesquisa.


IPCS

O sabre.

Do Jedi.


Dump.

TCB.

ASCB.

ACEE.

Flags.

UID.

Groups.


O segredo do dump

Dump.

Nunca.

Mente.


Pessoas.

Mentem.


Aplicações.

Mentem.


Logs.

Confundem.


Dump.

Conta.

A verdade.


O caso das 3h17

Banco.

Parado.


PIX.

Parado.


Equipe.

DB2.

Culpa.

RACF.


Equipe.

Segurança.

Culpa.

MQ.


Equipe.

MQ.

Culpa.

USS.


Sysprog.

Abre.

IPCS.


Verifica.

ACEE.


Descobre.

Grupo.

Removido.


03:29.

Sistema.

Volta.


Café.

Frio.


Produção.

Salva.


Checklist Bellacosa

Verificar

SMF80


ICH408I


RLIST


SEARCH


STARTED


TCICSTRN


DSNR


MQADMIN


OPERCMDS


SURROGAT


UNIXPRIV


ACEE


FASTAUTH


IPCS


Easter Egg Bellacosa ☕

Existe.

Um momento.

Na carreira.

Em que.

Você abre.

Um dump.


Segue.

PSA

↓

TCB

↓

ASCB

↓

ASXB

↓

ACEE

E pensa.

Acho que finalmente comecei a conversar com o Reino IBM Z.


Como impressionar um Security Architect

Diga.

RC=8 raramente é a causa raiz.

É apenas.

O sintoma.

Precisamos entender.

Quem chamou.

Quem respondeu.

Qual classe.

Qual perfil.

Qual ACEE.

Qual FASTAUTH.

Qual SMF.

E qual contexto.

Foi utilizado.


Provavelmente.

A conversa.

Mudará.

De nível.


Frase Bellacosa Mainframe

"O desenvolvedor procura mensagens. O administrador procura permissões. O Security Analyst procura auditoria. Mas o Sysprog Jedi conversa com o SAF até que ele conte exatamente por que decidiu abrir ou fechar uma porta do Reino IBM Z."


☕💥 Continua na Parte 6

SAF – Easter Eggs, Curiosidades Históricas, Segredos de Sysprog, Perguntas de Entrevista, Checklist Definitivo e Como Impressionar um IBM Distinguished Engineer em Cinco Minutos.


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Por que o heroi do anime quase nunca tem mais de 40? O Etarismo nos animes.

 

Bellacosa Mainframe e o etarismo nos animes

Por que o heroi do anime quase nunca tem mais de 40? O Etarismo nos animes.


Uma das situações mais comuns dos animes é ver o protagonista passar episódios, temporadas ou até anos tentando conquistar alguém e, no final, não ficar com a garota que ama. Embora isso possa frustrar parte do público, existe uma razão narrativa interessante por trás desse recurso.

Muitos animes utilizam o romance não como objetivo final, mas como ferramenta para desenvolver o personagem. Em obras como Mob Psycho 100, por exemplo, a rejeição amorosa se transforma em um passo importante para o amadurecimento emocional do protagonista.

Outro motivo está relacionado ao realismo. Diferentemente dos contos de fadas, várias histórias japonesas procuram mostrar que sentimentos não garantem reciprocidade. O crescimento pessoal, a amizade e a aceitação muitas vezes se tornam mais importantes do que o romance em si.

Também existe uma questão comercial. Diversos animes evitam definir um casal para manter discussões entre fãs, alimentar teorias e prolongar o interesse pela obra. Esse tipo de construção se tornou comum em gêneros como harem, romance escolar e algumas light novels.

Além disso, a cultura japonesa frequentemente valoriza jornadas internas, autoconhecimento e sacrifício pessoal acima da recompensa romântica imediata.

No final, quando o herói não fica com a garota, a mensagem muitas vezes é simples: crescer como pessoa pode ser mais importante do que conquistar alguém. 


🏯 1. O peso da juventude na cultura japonesa

O Japão valoriza juventude, energia e pureza — traços associados à ideia de “kawaii” (fofura) e “ganbaru” (esforço, vitalidade).
Na cultura japonesa, ser jovem é símbolo de potencial e esperança, enquanto envelhecer é muitas vezes associado à perda de utilidade social.

💬 Isso não é só nos animes — aparece em publicidade, na música (J-pop, idols), e até no mercado de trabalho, onde a idade define status e valor.


🎨 2. Como o etarismo aparece nos animes

Nos animes, o etarismo surge em várias formas sutis (e às vezes gritantes):

  • Idosos retratados como cômicos ou inúteis, tipo o Mestre Kame (Dragon Ball), que é sábio mas serve de piada sexual.

  • Mulheres maduras vistas como “passadas” (Christmas Cake, termo pejorativo japonês para mulheres acima dos 25).

  • Homens de meia-idade frequentemente retratados como fracassados, amargos ou vilões (Salaryman cansado).

  • Adolescentes dominam as narrativas, como se a vida adulta fosse o “fim do arco do herói”.

💡 Exemplo: Em Naruto, Tsunade é poderosa, mas o anime insiste em brincar com sua idade e aparência — reforçando o estigma da mulher que “envelheceu demais para ser sexy”.


🧠 3. Raízes culturais do etarismo

O Japão moderno mistura valores tradicionais confucionistas (respeito aos anciãos) com uma sociedade hipercompetitiva e obcecada por produtividade.
O resultado é paradoxal:

o idoso deve ser respeitado, mas não atrapalhar o progresso.

Essa mentalidade alimenta um medo da velhice, não como sabedoria, mas como peso social.
Em animes distópicos (Akira, Psycho-Pass, Ergo Proxy), isso vira metáfora: os jovens mudam o mundo, os velhos são a estrutura opressora.


💋 4. A idealização da adolescência

O mercado de anime vive da nostalgia da juventude.
Personagens entre 14 e 18 anos são vistos como o ápice da emoção, da beleza e da transformação — fase onde tudo é possível.

Por isso, obras que retratam adultos costumam ser mais sombrias e cínicas (Monster, Paranoia Agent, Tokyo Godfathers).
É como se o anime dissesse:

“A vida adulta é o epílogo — o que importa já aconteceu.”


🏙️ 5. A economia por trás da estética

As produtoras sabem que o público principal é jovem (ou adulto nostálgico da juventude).
Então o mercado vende a fantasia da idade dourada eterna:

  • Idols que não envelhecem.

  • Protagonistas adolescentes com responsabilidades de adultos.

  • Histórias que terminam antes do casamento, filhos, rugas ou boletos.

Envelhecer, na lógica comercial, significa sair da tela — e isso é o cerne do etarismo midiático.


🧓 6. Exceções e resistências

Nem tudo é superficial. Há animes que desafiam essa lógica:

  • Tokyo Godfathers (2003) — mostra adultos marginalizados com humanidade.

  • In This Corner of the World (2016) — retrata a vida adulta com doçura e dor.

  • Vinland Saga (2019) — amadurecimento como jornada moral.

  • Ojisan to Marshmallow — romance maduro e gentil.

Esses títulos tratam o envelhecer como processo de aprendizado, não de decadência.


⚖️ 7. O paradoxo japonês

O Japão é um dos países mais envelhecidos do mundo — mas sua cultura pop é eternamente adolescente.

Essa contradição é profunda: enquanto o país real precisa lidar com idosos ativos, dependentes e invisibilizados, o anime finge viver num mundo onde ninguém passa dos 25.

É uma forma de escapismo coletivo — uma negação estética do próprio tempo.


Conclusão Bellacosa

O etarismo nos animes é o espelho de um país que idolatra o novo e teme o velho.
Não por maldade, mas por uma mistura de estética, comércio e medo da perda de relevância.

Mas, como toda arte, o anime está mudando — lentamente, mas mudando.
Cada vez mais surgem histórias onde a maturidade é força, não fraqueza.

E talvez um dia, o herói mais poderoso dos animes seja alguém com rugas, cabelos brancos e muita história para contar. 👴✨

quarta-feira, 5 de maio de 2021

🎏 Koinobori — As Carpas que Voam no Céu do Japão (e na Alma de Quem Sonha Alto) 🎏

 


🎏 Koinobori — As Carpas que Voam no Céu do Japão (e na Alma de Quem Sonha Alto) 🎏
Por El Jefe, direto do Bellacosa Mainframe Universe


É maio no Japão. O vento sopra suave, o céu fica limpo como tela de ukiyo-e, e de repente — lá estão elas: carpas gigantes coloridas flutuando sobre casas, templos e rios.
São os Koinobori (鯉のぼり) — as lendárias bandeiras em forma de carpa que dançam com o vento no Dia das Crianças, celebrado em 5 de maio, durante a Golden Week.

Mas atenção, padawans do Sol Nascente: essas carpas não são apenas decoração.
Elas carregam história, filosofia e um bom punhado de fofoquices mitológicas que fazem o Japão inteiro olhar pro céu com orgulho e saudade de infância.




🐟 A Origem: Da Lenda do Rio Amarelo ao Céu Japonês

A inspiração vem de uma antiga lenda chinesa:
um grupo de carpas nadava contra a correnteza do poderoso Rio Amarelo.
Apenas uma conseguiu subir até o topo da cachoeira celestial, chamada “Porta do Dragão” (龍門).
Ao ultrapassá-la, ela se transformou em dragão — símbolo supremo de força e superação.

O Japão, que adora boas histórias com moral e estética, adotou a lenda e reinterpretou:
no Dia dos Meninos (antigo Tango no Sekku), as famílias passaram a erguer carpas no ar representando seus filhos, desejando que crescessem fortes, persistentes e capazes de “nadar contra a corrente”.

Com o tempo, o feriado se tornou o Dia das Crianças (Kodomo no Hi), celebrando todas as crianças e suas esperanças, mas o símbolo das carpas permaneceu — voando orgulhosamente nos céus de maio.


🎏 O Significado das Cores e da Hierarquia das Carpas

As Koinobori são penduradas em mastros com uma sequência simbólica:

  • 🖤 Preta (Magoi) – representa o pai, a força e o espírito protetor.

  • ❤️ Vermelha (Higoi) – representa a mãe, o amor e a doçura.

  • 💙💚🧡 Azuis, verdes, laranjas, rosas – representam os filhos, cada cor para uma criança.

No topo do mastro, há um molinete ou ventoinha em espiral, simbolizando o sopro da vida e o início de uma nova jornada.

Dica Bellacosa: famílias modernas adicionam carpas até para os pets e para o avô mais teimoso — porque, no fim, todo mundo luta contra alguma correnteza. 😄


🌸 Curiosidades e Fofoquices Kawaii

1. Cada cidade tem seu estilo.
Em Kazo (Saitama), há koinoboris gigantes de 100 metros!
Em Tsuetate Onsen (Kumamoto), elas flutuam sobre o rio, formando um mar de cores no ar.

2. A carpa é o “samurai dos peixes”.
Porque nada contra a maré, não teme a força da corrente, e nunca recua.
Por isso, virou símbolo de coragem e persistência — especialmente entre meninos (e programadores COBOL em dia de abend).

3. Koinobori virou emoji 🎏
Sim, aquele emoji com duas bandeiras coloridas no mastro é oficialmente a Koinobori japonesa!

4. A arte da paciência.
Fazer uma koinobori tradicional exige tinta artesanal e 3 dias de secagem ao vento.
Os artesãos dizem que o som do vento “batendo” na carpa é como o peixe respirando — uma metáfora viva de liberdade.

5. Easter Egg Bellacosa:
Em 1986, um programador da NEC escondeu um easter egg no firmware de um terminal: quando o sistema completava 100 horas uptime sem erro, aparecia uma carpa ASCII nadando no log!
(Um verdadeiro sys-fish da persistência japonesa 🐟💻).


🎬 Animes Que Citam ou Mostram Koinobori

🎥 Doraemon – Nobita tenta criar uma koinobori gigante que acaba levando a turma pelos ares.
🎥 Clannad – o festival de carpas é usado como metáfora para o crescimento e superação dos personagens.
🎥 My Neighbor Totoro – as koinobori aparecem flutuando enquanto as meninas esperam o pai — um dos momentos mais poéticos do estúdio Ghibli.
🎥 Anohana – o pano de fundo com koinobori lembra a infância perdida dos protagonistas.
🎥 Your Name (Kimi no Na wa) – durante a Golden Week, as carpas balançam nos vilarejos, prenúncio das mudanças que vêm com o destino.

E claro, Crayon Shin-chan e Sazae-san — onde o humor cotidiano mostra as famílias brigando pra decidir quem pendura a carpa mais alta. 😆


💡 Dicas Bellacosa

🎏 Pendure sua koinobori num lugar onde o vento passa livre — varandas e quintais são ideais.
🎨 Cores vivas atraem energia positiva, dizem os japoneses.
📜 Escreva um desejo no mastro — pode ser força, paz, aprovação no vestibular ou um “abend-free life”.
📸 Se visitar o Japão em maio, vá a Tsuetate Onsen (Kumamoto) ou Tokyo Tower, onde centenas de carpas dançam no ar — é pura poesia em movimento.


💭 Bellacosa Reflexão

A koinobori é mais do que um enfeite.
É um lembrete flutuante de que nadar contra a corrente é parte da jornada — e que cada vento contrário pode, na verdade, te fazer voar.

O Japão nos ensina, através dessas carpas voadoras, que a força não está em resistir ao vento, mas em seguir firme enquanto ele muda de direção.
Um pouco como na vida — e como nos sistemas legados: o código antigo, se bem cuidado, continua firme, nadando contra as marés do tempo. 🖥️🐉


📜 Easter Egg Final:
No Japão, dizem que se uma koinobori parar de balançar mesmo com vento, é sinal de que o peixe virou dragão — missão cumprida.
Então, se algum projeto seu “parar” depois de muito esforço… talvez não seja bug.
Talvez só tenha alcançado o céu. 🐟➡️🐉



terça-feira, 4 de maio de 2021

🌿🌿🌿 Dia do Verde (みどりの日) 🌿🌿🌿

 


🌿 El Jefe | Bellacosa Mainframe apresenta:

「みどりの日」– O Dia do Verde no Japão

☕ Uma pausa zen entre bits, bytes e brotos de bambu


Imagine um feriado inteiro dedicado à contemplação das plantas, ao som do vento nas folhas e à cor esmeralda da vida. No Japão, ele existe — e se chama Midori no Hi (みどりの日), ou Dia do Verde 🌱.

É celebrado em 4 de maio, durante a famosa Golden Week, e é um dos dias mais poéticos (e discretamente filosóficos) do calendário japonês.

Mas como tudo no Japão, por trás da simplicidade há camadas de história, tradição e até... fofoquices políticas.


🌸 Origem: um imperador botânico

A história começa com o lendário Imperador Shōwa (Hirohito) — o mesmo que liderou o Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Apesar de ser uma figura complexa e controversa, ele era fascinado por biologia, jardinagem e o estudo de plantas marinhas. Após sua morte em 1989, o povo japonês quis homenagear essa faceta mais pacífica do imperador, e assim nasceu o "Dia do Verde" em 29 de abril (antigo aniversário dele).

Porém...
Em 2007, o governo japonês reorganizou os feriados da Golden Week (sim, até os japoneses precisam de um “refactor” de calendário 😅).
👉 O 29 de abril virou o Showa no Hi (Dia de Shōwa),
👉 e o Midori no Hi foi movido para 4 de maio — um jeito diplomático de manter o verde sem mencionar o imperador.


🍃 Significado e espírito

O “Dia do Verde” é uma celebração da natureza, da gratidão pela terra e do reconhecimento da harmonia entre humanos e meio ambiente.
É o dia perfeito para:

  • 🌾 Visitar parques e jardins botânicos;

  • 🌳 Plantar árvores (as escolas adoram isso);

  • 🐦 Fazer piqueniques sob o céu azul;

  • 🍵 Tomar chá verde e recarregar a alma.

Parece até um feriado mindfulness, não é?
Bellacosa diria: “é o dia em que o Japão executa o programa SYNC WITH NATURE.


🌿 Curiosidades que o El Jefe adoraria saber

  • 🍀 Antes de 2007, o feriado era uma forma de “homenagem indireta” ao imperador, sem citar seu nome — uma solução política bem japonesa, cheia de tatemae (fachada elegante).

  • 🌱 O Japão inteiro fica mais calmo — é um dos poucos dias do ano em que o trânsito de Tóquio parece uma tela de login sem usuários.

  • 🌸 O Ueno Park e o Shinjuku Gyoen viram palco de festivais de natureza e exibições florais.

  • 🌏 Fora do Japão, algumas comunidades nikkeis também celebram o Midori no Hi como símbolo de renovação e sustentabilidade.


🫶 Fofoquices verdes

Dizem que, nos bastidores do governo, houve um “empurra-empurra” político para decidir onde colocar o feriado — ninguém queria apagar o passado imperial, mas também ninguém queria exaltá-lo demais.
No fim, criaram o “Dia do Verde” como uma homenagem silenciosa — o tipo de patch cultural que só o Japão saberia aplicar.


🌸 Midori no Hi nos animes

Claro que o anime não deixaria o verde de fora.
Veja onde o espírito do feriado aparece — às vezes literalmente, às vezes como atmosfera:

🎬 “My Neighbor Totoro” (となりのトトロ) — o filme inteiro é uma ode à natureza, e parece acontecer num eterno Midori no Hi.
🌾 “Mushishi” — Ginko é praticamente o espírito do feriado em forma humana.
🌿 “Natsume Yūjinchō” — os espíritos da floresta e o respeito pela natureza dialogam diretamente com o significado do dia.
🌸 “Arrietty” (借りぐらしのアリエッティ) — um lembrete do equilíbrio frágil entre humanos e o mundo natural.


💡 Dica Bellacosa

Se algum dia estiver no Japão durante a Golden Week, vá ao parque, tire os sapatos e toque a grama.
Leve um chá verde, um bentô e desligue o celular.
Nesse dia, o país inteiro executa o comando “STOP JOBS, START LIFE.”

E quem sabe...
se olhar bem de perto, você vai ouvir o som de um tsuru digital voando entre as folhas, dizendo:
DISPLAY "HELLO, MIDORI."


🌱 Bellacosa Mainframe – onde até o COBOL tem raízes verdes.
Post do blog El Jefe, edição especial da Golden Week.


Um visão sobre corpos e estetica

 


🧠 1. O padrão estético japonês

O Japão é uma sociedade que valoriza a disciplina, o controle e a aparência de “equilíbrio”.
Desde cedo, a magreza é associada à boa saúde, elegância e autocontrole — enquanto o excesso de peso é visto como falta de esforço ou descuido.
Isso vem de séculos de cultura confucionista e da estética wabi-sabi (beleza da simplicidade e moderação).

💡 Curiosidade: Em japonês, palavras como 「デブ」(debu, “gordo”) são usadas com conotação abertamente pejorativa, mesmo em contextos cotidianos.


📺 2. A tradução disso no anime

Nos animes, pessoas gordas costumam aparecer:

  • Como alívio cômico (ex: tropeçando, comendo demais, sendo “bobas”).

  • Como vilões, que simbolizam “excesso”, “preguiça” ou “corrupção”.

  • Raramente como protagonistas sérios, bonitos ou românticos.

Exemplos clássicos:

  • Majin Buu (Dragon Ball Z): infantil, cômico e destrutivo — tudo em contraste com os heróis magros e definidos.

  • Choji Akimichi (Naruto): é ridicularizado por comer muito, mesmo sendo corajoso e leal.

  • Takeo Gouda (Ore Monogatari!!) — uma rara exceção positiva, tratado com dignidade e ternura.


🎨 3. O peso da indústria idol e da cultura “kawaii”

A cultura japonesa moderna está muito ligada ao ideal de “fofura” (kawaii), magreza e juventude.
Estúdios de anime refletem esse padrão — desenham corpos esguios, olhos grandes, pernas longas.
Isso é reforçado pela indústria idol, onde artistas são pressionados a manter peso extremamente baixo.

💬 Resultado:
Corpos fora do padrão “magro e fofo” são quase sempre tratados como piada, ameaça ou obstáculo.


📉 4. O impacto da TV e das normas sociais

No Japão, obesidade é tratada quase como um problema social.
Há leis que incentivam empresas a controlar o índice de massa corporal dos funcionários — a famosa “Lei Metabo” (2008), que exige medições anuais de circunferência abdominal em adultos.

Esse contexto faz com que a gordura seja vista como algo a corrigir, não a aceitar, e isso se infiltra nas narrativas de anime.


🌈 5. Mas há mudanças chegando

Nos últimos anos, surgem exceções que tratam corpos diversos com respeito e empatia.

  • “My Love Story!!” (2015) — um protagonista corpulento e gentil.

  • “Aggretsuko” — critica os padrões de aparência e o machismo no trabalho.

  • “Watashi ga Motete Dousunda” (Kiss Him, Not Me) — aborda a pressão estética de forma irônica.

Fandoms também estão reagindo: muitos artistas e fãs criam releituras com “body diversity”, especialmente fora do Japão.


🪞 6. O espelho cultural

O anime não é gordofóbico por si só — ele apenas espelha uma sociedade que ainda é.

O Japão preza pela harmonia e evita confrontos diretos, então mudanças de mentalidade vêm devagar.
Mas conforme o público internacional cresce e discute temas como autoaceitação e diversidade corporal, os criadores começam a repensar suas representações.


Conclusão Bellacosa

A gordofobia nos animes é o reflexo de uma cultura que valoriza o controle e teme o “excesso” — seja de peso, emoção ou diferença.
Mas assim como os personagens evoluem, a arte japonesa também pode mudar.

E quem sabe, no futuro, vejamos mais protagonistas que comem ramen sem culpa e ainda salvam o mundo com um sorriso sincero. 🍜💪

segunda-feira, 3 de maio de 2021

☕ OPERADOR, COMO UMA LENDA SOBREVIVE SEM DETALHES?

 

Bellacosa Mainframe e algo faltando em Another

☕ OPERADOR, COMO UMA LENDA SOBREVIVE SEM DETALHES?

A origem da maldição remonta ao famoso aluno da Classe 3-3 que morreu décadas antes.

Mas quando tentamos reconstruir os fatos encontramos algo estranho.

As informações são nebulosas.

Mudam conforme a fonte.

Faltam detalhes.

Existem contradições.

É quase como se estivéssemos lendo um arquivo parcialmente apagado.


O QUE ACONTECE NO MUNDO REAL?

Você trouxe um exemplo perfeito.

A "Loira do Banheiro".

😂

Toda escola brasileira possui uma versão própria.

E o mais curioso é que:

Mesmo sendo uma lenda urbana...

Todo mundo conhece os detalhes.


Na minha escola havia histórias semelhantes.

E normalmente os relatos eram absurdamente específicos.


Sempre existe alguém dizendo:

"Foi em 1982."

Outro responde:

"Não, foi em 1979."


Mas todos sabem:

  • onde aconteceu

  • quem viu

  • qual banheiro era

  • qual horário

  • quem desmaiou


O FENÔMENO DA MEMÓRIA COLETIVA

A psicologia social chama isso de:

Memória Compartilhada

Quando uma comunidade vive um evento marcante, ela cria uma narrativa coletiva.


Com o tempo surgem:

  • exageros

  • distorções

  • lendas

Mas o núcleo da história permanece.


O PROBLEMA DE ANOTHER

Na Classe 3-3 ocorreu algo muito maior.


Um estudante morreu.


A turma inteira passou a agir como se ele ainda estivesse vivo.


Depois surgiram fenômenos sobrenaturais.


Décadas de mortes.


E mesmo assim ninguém consegue contar exatamente a história?


É estranho.

Muito estranho.


Bellacosa Mainframe

Imagine uma empresa.


Em 1972 ocorre:

INCIDENTE CRÍTICO

O incidente gera problemas durante:

40 ANOS

E quando alguém pergunta:

"Como começou?"

A resposta é:

NÃO SABEMOS

😂


Impossível.


O QUE EU ESPERAVA?

Exatamente o que você esperava.


Um verdadeiro folclore escolar.


Algo do tipo:


"Ele sentava na carteira perto da janela."


"Gostava de beisebol."


"Foi atropelado voltando para casa."


"Os colegas continuaram guardando seu lugar."


"Uma foto antiga ainda existe."


"Uma professora aposentada lembra dele."


ISSO TERIA DEIXADO TUDO MAIS FORTE

Porque transformaria a maldição em algo humano.


Hoje ela parece quase abstrata.


Mas imagine se existisse:

  • um nome

  • uma história

  • uma personalidade


O peso emocional seria enorme.


A EXPLICAÇÃO MAIS PROVÁVEL

Minha interpretação é que Ayatsuji fez isso de propósito.


Porque ele queria que a origem fosse:

MITO

e não

DOCUMENTO HISTÓRICO

Quanto menos sabemos...

Mais universal o fenômeno se torna.


MAS EXISTE UM PREÇO

E o preço é exatamente a sensação que você teve.


Você termina pensando:

"Espera aí... ninguém investigou isso direito?"


COMPARANDO COM HIGURASHI

Em Higurashi.


A vila conhece suas histórias.


Conhece suas tragédias.


Conhece seus mortos.


Tudo possui contexto.


COMPARANDO COM SHIKI

Em Shiki.


A comunidade inteira reage.


Discute.


Investiga.


Lembra.


EM ANOTHER

Às vezes parece que a cidade sofre de amnésia institucional.


UMA TEORIA CURIOSA

Pensando em tudo que conversamos:

  • Reiko te marcou.

  • Yukari te marcou.

  • O silêncio após as mortes te marcou.

  • A ausência de exorcistas te marcou.

  • As bonecas te marcaram.


Percebe um padrão?


O que mais te incomoda não são os elementos sobrenaturais.


É a falta de comportamento humano realista ao redor deles.


Você parece menos interessado em:

FANTASMAS

e mais interessado em:

COMO AS PESSOAS REAGIRIAM A FANTASMAS

Essa é uma diferença enorme.


A VERSÃO BELLACOSA MAINFRAME

Se o Bellacosa fosse diretor da Escola Yomiyama, existiria:

DATASET:
ORIGEM.MALDICAO.HISTORICO

Com:

  • nome completo

  • foto

  • boletim escolar

  • causa da morte

  • depoimentos

  • linha do tempo

  • relatório de incidentes

😂


E uma senhora aposentada apareceria no episódio 7 dizendo:

"Eu estudei com ele..."

Pronto.

Eu teria chorado mais nessa cena do que em metade das mortes do anime.


VEREDITO FINAL DO OPERADOR

Sua observação é extremamente válida.

Porque em comunidades reais:

  • escolas

  • cidades pequenas

  • bairros

  • empresas

eventos traumáticos geram memória.

Muita memória.

Às vezes até memória demais.

A lenda da Loira do Banheiro sobrevive justamente porque cada geração acrescenta novos detalhes.

Já em Another acontece o oposto.

A origem da maior tragédia da cidade permanece surpreendentemente vaga.

Isso ajuda a construir o mistério.

Mas também contribui para aquele sentimento que você vem descrevendo desde o final do anime:

"Faltam peças nesse quebra-cabeça."

☕💣👁️

E talvez seja por isso que, dias depois, você continua investigando Another como um operador analisando logs antigos:

JOB: MALDICAO33

STATUS:
ENCERRADO

LOGS DISPONÍVEIS:
PARCIAIS

DOCUMENTAÇÃO:
INCOMPLETA

OPERADOR:
AINDA INVESTIGANDO

Porque a maior anomalia da série talvez não seja a maldição.

Talvez seja a quantidade de informações que deveriam existir... mas desapareceram junto com ela. 👁️📂☂️💀


domingo, 2 de maio de 2021

☕💣🚀 PADAWAN, O ZUNIT É O MOMENTO EM QUE O MAINFRAME APRENDEU A DESCONFIAR DOS PROGRAMADORES!

 

Bellacosa Mainframe e o zunit testes unitarios em ibm mainframe 

☕💣🚀 PADAWAN, O ZUNIT É O MOMENTO EM QUE O MAINFRAME APRENDEU A DESCONFIAR DOS PROGRAMADORES!

Durante décadas, o desenvolvedor COBOL vivia numa realidade curiosa.

Ele alterava um programa de 30.000 linhas.

Compilava.

Executava.

Rezava.

Se nada explodisse em produção, considerava um sucesso.

Foi assim em milhares de empresas durante mais de 50 anos.

Então surgiu uma pergunta perigosa:

"E se o COBOL pudesse ser testado automaticamente antes de chegar à produção?"

Foi dessa necessidade que nasceu o IBM ZUnit.

Uma das tecnologias mais subestimadas do ecossistema z/OS moderno.


O QUE É O ZUNIT?

O IBM ZUnit é um framework de testes unitários para aplicações desenvolvidas no ambiente IBM Z.

Seu objetivo é simples:

  • testar programas COBOL

  • testar programas PL/I

  • validar regras de negócio

  • automatizar regressões

  • integrar testes ao DevOps

Antes do ZUnit:

Alteração
↓
Compilação
↓
Execução Manual
↓
Análise de Resultado
↓
Torcer para funcionar

Com ZUnit:

Alteração
↓
Compilação
↓
Execução Automática
↓
Validação Automática
↓
Relatório
↓
Deploy

É a filosofia do:

"Confiar é bom. Testar é melhor."


HISTÓRIA

Até meados dos anos 2000, o conceito de testes automatizados era dominado pelo mundo Java.

Existiam:

  • JUnit

  • NUnit

  • xUnit

Enquanto isso, no mainframe:

TESTE = EXECUTAR O JOB

A IBM percebeu que isso não era sustentável.

O crescimento de:

  • DevOps

  • Agile

  • CI/CD

exigia automação.

Então nasceu o projeto que mais tarde se tornaria:

IBM ZUnit Test Framework

integrado ao ambiente de desenvolvimento IBM.


DATA DE LANÇAMENTO

O ZUnit apareceu inicialmente integrado ao:

IBM Rational Developer for System z (RDz)

por volta de:

2014–2015

Posteriormente evoluiu para:

IBM Developer for z/OS (IDz)

onde continua sendo desenvolvido.

Atualmente faz parte do ecossistema:

  • IBM Developer for z/OS

  • IBM Dependency Based Build

  • IBM Wazi

  • IBM DevOps for Z


A GRANDE IDEIA

Imagine um programa COBOL:

CALCULA-DESCONTO.

Entrada:

VALOR = 1000

Saída esperada:

DESCONTO = 100

O ZUnit permite registrar:

Entrada
↓
Execução
↓
Saída Esperada

e repetir esse teste automaticamente milhares de vezes.


FILOSOFIA DO TESTE UNITÁRIO

Padawan...

O teste unitário não verifica o sistema inteiro.

Ele verifica uma unidade.

Normalmente:

Programa COBOL
ou
Subprograma COBOL

Exemplo:

CALCJUROS

Recebe:

VALOR
TAXA
PRAZO

Retorna:

JUROS

O ZUnit verifica apenas essa lógica.


COMO FUNCIONA

O framework captura:

INPUT

Parâmetros
Arquivos
Áreas de memória

PROCESSAMENTO

Executa o programa.

OUTPUT

Compara com resultado esperado.


ARQUITETURA

IDz
 │
 │
 ▼
 Test Case
 │
 ▼
 Test Runner
 │
 ▼
 Programa COBOL
 │
 ▼
 Resultado
 │
 ▼
 Relatório

COMPONENTES PRINCIPAIS

Test Case

Define:

Dados de Entrada

Test Scenario

Conjunto de testes.

Exemplo:

Cliente VIP
Cliente Normal
Cliente Inadimplente

Test Runner

Executa automaticamente.


Assertions

Comparam resultados.

Exemplo:

Esperado = 100
Obtido = 100

PASSOU.


INSTALAÇÃO

Normalmente o ZUnit não é instalado isoladamente.

Ele vem integrado ao:

IBM Developer for z/OS

IBM Developer for z/OS

Componentes comuns:

z/OS
IDz
JES
ISPF
COBOL Compiler
ZUnit Runtime

PRÉ-REQUISITOS

Geralmente:

  • Enterprise COBOL

  • z/OS

  • IDz

  • USS configurado

  • JES ativo

Em ambientes corporativos:

LPAR DEV
LPAR QA

normalmente já possuem tudo configurado.


EXEMPLO PRÁTICO

Programa

IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. SOMA.

WORKING-STORAGE SECTION.

01 NUM1 PIC 9(4).
01 NUM2 PIC 9(4).
01 RESULTADO PIC 9(5).

PROCEDURE DIVISION.

ADD NUM1 TO NUM2
GIVING RESULTADO.

GOBACK.

CRIANDO O TESTE

No IDz:

File
 ↓
 New
 ↓
 ZUnit Test Case

Selecionar:

Programa SOMA

Definir:

NUM1 = 10
NUM2 = 20

Resultado esperado:

30

EXECUÇÃO

Runner executa:

SOMA

Obtém:

30

Compara:

Esperado = 30
Obtido = 30

Resultado:

PASS

EXEMPLO DE FALHA

Esperado:

30

Obtido:

31

Relatório:

FAIL

com indicação do campo divergente.


TESTANDO CENTENAS DE CENÁRIOS

Padawan...

Aqui está o verdadeiro poder.

Você cria:

0 + 0
10 + 20
9999 + 1
5000 + 5000

Tudo executado automaticamente.

Em segundos.


TESTANDO PROGRAMAS CICS

O ZUnit consegue testar componentes que normalmente seriam executados sob CICS.

Exemplo:

EXEC CICS LINK

Através de stubs e ambientes controlados.

Isso reduz enormemente o tempo de validação.


TESTANDO DB2

Também é possível criar cenários envolvendo:

SELECT
INSERT
UPDATE
DELETE

utilizando ambientes isolados.


MOCKS E STUBS

Conceito muito usado no mundo distribuído.

Exemplo:

Programa chama:

CONSULTA-CLIENTE

Mas o programa real não existe no ambiente.

Criamos um:

Stub

que responde:

CLIENTE VÁLIDO

Assim o teste continua funcionando.


INTEGRAÇÃO COM DEVOPS

O ZUnit tornou-se peça importante do pipeline moderno.

Fluxo:

Git
 ↓
Build
 ↓
Compilação COBOL
 ↓
ZUnit
 ↓
Deploy

Se um teste falhar:

Deploy Bloqueado

BENEFÍCIOS REAIS

Menos regressões

Alterou um cálculo?

Execute 500 testes.


Mais confiança

Mudanças menores tornam-se seguras.


Documentação viva

Os testes mostram como o programa deveria funcionar.


Onboarding

Novo desenvolvedor entende rapidamente a lógica.


CURIOSIDADES

Curiosidade 1

Muitos sistemas COBOL possuem mais de:

20 milhões de linhas

Sem testes automatizados.


Curiosidade 2

Alguns bancos executam milhares de testes ZUnit por dia.

Antes mesmo do primeiro usuário acessar o sistema.


Curiosidade 3

Em muitos projetos, o maior esforço não é criar o teste.

É descobrir qual deveria ser o resultado correto.


Curiosidade 4

A adoção do ZUnit foi impulsionada pelo movimento:

Shift Left Testing

Testar mais cedo.

Corrigir mais barato.


DICAS DE MESTRE JEDI MAINFRAME

Não teste programas gigantes primeiro

Comece pelos módulos menores.


Teste regras de negócio

Prioridade:

Cálculos
Tarifas
Juros
Impostos
Limites

Automatize regressões

Todo defeito corrigido deve virar um teste.


Integre com Git

Cada commit deve executar testes.


Pense como um auditor

Pergunta:

"Como provo que este cálculo continua correto após a alteração?"

Se o ZUnit responde essa pergunta, você está usando a ferramenta corretamente.


O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO ZUNIT

Padawan...

O ZUnit não foi criado para testar COBOL.

Ele foi criado para proteger conhecimento corporativo acumulado durante décadas.

Quando um banco possui um programa escrito em 1987, alterado por 200 pessoas diferentes ao longo de 40 anos, o risco não está na compilação.

O risco está em quebrar silenciosamente uma regra de negócio que movimenta milhões de reais por dia.

O ZUnit é a resposta moderna para um problema antigo:

"Como mudar um sistema legado sem destruir aquilo que o tornou valioso?"

E é justamente por isso que muitos arquitetos consideram o ZUnit uma das tecnologias mais importantes da modernização do IBM Z: não porque ele substitui o COBOL, mas porque permite evoluí-lo com segurança. ☕💣🚀


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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