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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O Homem que Resolveu a Pensão com Capacity Planning

 

Bellacosa Mainframe e o capacity planning aplicado a pensão alimenticia

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Homem que Resolveu a Pensão com Capacity Planning

Ou: quando o Red Team encontrou uma vulnerabilidade no ambiente familiar, o Blue Team chamou o advogado, o WLM redistribuiu os recursos — e o CAB aprovou uma mudança que exigia urologista


Existem histórias que começam num tribunal.

Outras começam num casamento.

Algumas começam com uma decisão ruim tomada às três da manhã.

Esta começa como quase todas as grandes histórias da civilização ocidental deveriam começar:

num boteco, em Itatiba, com uma Original sobre a mesa.

Não vou dar nomes porque nomes estragam excelentes histórias e enriquecem advogados.

Diremos apenas que nosso protagonista era um sujeito normal.

Trabalhava.

Tinha esposa.

Tinha filhos.

Pagava contas.

Provavelmente reclamava do preço da gasolina.

Talvez discutisse futebol.

Nada que justificasse abertura de incidente no ServiceNow.

Até que um dia o ambiente de produção recebeu uma atualização não prevista no roadmap.

Havia um filho fora do casamento.

E, com ele, chegou uma palavra capaz de transformar qualquer mesa de bar brasileira numa banca examinadora da Faculdade de Direito:

pensão.

Imediatamente aparece o especialista.

Ele sempre aparece.

Pode ser o dono do bar.

Pode ser o sujeito da mesa ao lado.

Pode ser o cunhado do primo do padeiro.

Mas aparecerá.

— Pensão é trinta por cento.

Não.

Respire.

Pegue sua cerveja.

Não existe uma lei brasileira dizendo que pensão alimentícia é obrigatoriamente 30% ou 1/3 da renda.

O Código Civil determina que os alimentos sejam fixados considerando as necessidades de quem os recebe e os recursos de quem deve prestá-los. O valor pode ser percentual, quantia fixa ou adotar outros critérios conforme o caso.

O próprio STJ tem inúmeros casos com percentuais diferentes, e recentemente reiterou que alterações familiares, inclusive nascimento de outros filhos, não provocam automaticamente redução: é necessário demonstrar concretamente mudança na capacidade financeira.

Portanto:

não existe SYS1.PARMLIB(PENSAO30).

Mas experimente explicar isso depois da segunda Original.

Boa sorte.


🍺 1. O workload que ninguém colocou no capacity planning

Nosso protagonista já tinha filhos dentro do casamento.

Essas crianças obviamente consumiam recursos.

Comida.

Escola.

Roupa.

Médico.

Transporte.

Casa.

Conta de luz.

Tênis que inexplicavelmente deixa de servir três semanas depois de comprado.

Material escolar cujo preço sugere que o caderno foi produzido artesanalmente por monges suíços.

Era um workload perfeitamente real.

Só havia uma diferença.

Esses custos estavam dentro da vida doméstica.

Não chegavam todo mês acompanhados de uma ordem judicial dizendo:

EXEC PGM=PENSAO

Então aparece outro filho, de outro relacionamento, e aquela obrigação passa a ter representação jurídica explícita.

Percentual.

Data.

Processo.

Valor.

Prazo.

Comprovante.

Subitamente nosso amigo descobriu uma das grandes verdades dos sistemas complexos:

Aquilo que existe e aquilo que o sistema consegue enxergar não são necessariamente a mesma coisa.

Os filhos do casamento já consumiam CPU.

Mas boa parte dessa CPU estava escondida dentro do enorme address space chamado:

FAMÍLIA.

O novo workload chegou etiquetado.

Mensurado.

Monitorado.

Com SLA.

E execução judicial disponível caso o SLA não fosse cumprido.

O WLM doméstico começou a chiar.


🔴 2. Entra o Red Team

É aqui que nossos chimpanzés sóbrios entram na sala.

🐒 O chimpanzé jurídico abre o Código Civil.

🐒 O chimpanzé financeiro abre uma planilha.

🐒 O chimpanzé COBOL pergunta por que ninguém documentou aquilo antes.

🐒 O chimpanzé do bar tenta abrir outra Original e é imediatamente removido do War Room.

O Red Team recebe uma única missão:

encontre todas as maneiras pelas quais esse ambiente pode cair.

Primeira pergunta:

— O novo pagamento cabe no orçamento?

Talvez.

Segunda:

— E os filhos que já existiam?

Continuam existindo.

Terceira:

— O sistema está enxergando corretamente todas as obrigações?

Aí começa a ficar interessante.

A Constituição brasileira não admite filhos de primeira e segunda classe. Filhos havidos ou não dentro do casamento possuem os mesmos direitos e qualificações.

Portanto, juridicamente, não existe:

FILHO_PROD

e

FILHO_DEV

Todos entraram em produção.

Todos têm SLA.

E ninguém pode simplesmente executar:

CANCEL CHILD

porque a conta ficou inconveniente.

O problema então não era eliminar uma obrigação.

Era fazer o sistema enxergar todas as obrigações adequadamente.


🔵 3. Blue Team chamado às pressas

O Blue Team entrou.

E, como frequentemente ocorre quando o Red Team encontra algo realmente sério, ninguém estava sorrindo.

A solução não seria:

— Não pago.

Isso é equivalente a resolver falta de espaço em DASD desligando o catálogo.

Funciona maravilhosamente até o telefone tocar.

Também não seria:

— Tenho outros filhos, então automaticamente pago menos.

Não funciona assim.

O STJ já deixou claro que constituir outra família ou ter outros filhos não basta, sozinho, para reduzir alimentos anteriormente fixados. É necessária demonstração concreta de alteração financeira.

Além disso, valores diferentes para filhos de relacionamentos diferentes podem existir quando as circunstâncias forem diferentes — por exemplo, necessidades distintas ou capacidades econômicas diferentes dos responsáveis. Igualdade entre filhos não significa obrigatoriamente copiar o mesmo número em todas as linhas da planilha.

Portanto o Blue Team precisava fazer aquilo que todo bom Blue Team faz:

telemetria.

Quanto entra?

Quanto sai?

Quantos dependentes existem?

Quanto custa cada núcleo?

Quais obrigações já estão formalizadas?

Quais despesas estão escondidas dentro da operação cotidiana?

Não era glamour.

Era SMF familiar.


⚖️ 4. Quando o divórcio virou observabilidade

E então chegamos à parte que, contada rapidamente num boteco, parece uma piada jurídica.

Nosso protagonista se divorciou.

Calma.

Não estamos dizendo:

“Divórcio reduz pensão.”

Não reduz automaticamente.

Também não estamos oferecendo:

“Faça um divórcio fictício e economize.”

Isso seria outro tipo de história, provavelmente terminando numa sala com iluminação fluorescente ruim.

O que aconteceu naquele caso concreto, segundo a história que chegou à nossa mesa, foi mais interessante.

Com o divórcio, obrigações que anteriormente estavam diluídas dentro da vida matrimonial passaram a ficar muito mais formalmente identificadas.

Os demais filhos continuavam sendo filhos.

Continuavam precisando de recursos.

Mas agora a arquitetura financeira familiar aparecia de maneira diferente perante o sistema.

Aquilo que antes era:

DESPESAS_GERAIS_DA_CASA

passou a poder ser apresentado de maneira muito mais explícita como:

OBRIGAÇÕES_COM_FILHO_A

OBRIGAÇÕES_COM_FILHO_B

OBRIGAÇÕES_COM_FILHO_C

Eis o momento em que nosso programador imaginário bate na mesa:

— AHÁ!

Não foi criado dinheiro novo.

Não desapareceram necessidades.

Mudou a observabilidade.

A capacidade do alimentante passou a ser analisada diante de um conjunto mais claramente demonstrável de obrigações.

O Código Civil inclusive permite revisão de alimentos quando muda a situação financeira de quem paga ou de quem recebe.

Era quase um caso de performance.

Você olha para o sistema e acredita que determinado address space está consumindo 30%.

Depois ativa a instrumentação correta.

Descobre que existem vários workloads concorrendo pelos mesmos recursos.

O problema não era necessariamente excesso de CPU.

Era capacity planning ruim.


🧮 5. WLM Family Edition

Imagine agora o WLM olhando para aquilo.

Temos recursos finitos.

Temos workloads legítimos.

Temos diferentes necessidades.

Temos prioridades constitucionais.

E temos alguém na mesa gritando:

— MAS É 30%!

O WLM responde:

“Cidadão, saia da sala.”

Não existe matemática mágica capaz de transformar Direito de Família numa divisão de pizza.

Se alguém ganha R$ 10.000, não significa automaticamente:

R$ 3.000 para criança A.

Depois outra aparece:

mais R$ 3.000.

Depois outra:

mais R$ 3.000.

Depois:

— O senhor ainda precisa comer?

Porque necessidades e possibilidades precisam ser examinadas concretamente.

Da mesma maneira, ninguém pode simplesmente dizer:

— Tenho quatro filhos, então cada um recebe exatamente 25% do orçamento infantil.

Um deles pode ter tratamento médico.

Outro pode estudar em circunstâncias diferentes.

Outro pode morar em cidade mais cara.

As condições econômicas dos respectivos pais e mães também importam.

O STJ já aceitou expressamente valores diferentes para filhos de relacionamentos distintos justamente quando as condições concretas justificavam.

O WLM não distribui tudo com ROUND ROBIN.

Ainda bem.


🔴 6. O Red Team não estava satisfeito

Depois de muito trabalho, a arquitetura aparentemente estabilizou.

Orçamento reorganizado.

Obrigações visíveis.

Advogados fazendo aquilo que advogados fazem.

Documentos.

Peticionamentos.

Planilhas.

Audiências.

Prazos.

Nosso protagonista respirou.

Blue Team abriu o dashboard.

Tudo verde.

CPU normal.

Paging controlado.

Sem ABENDs.

O gerente declarou:

INCIDENT RESOLVED.

O Red Team levantou a mão.

Silêncio.

Sempre desconfie quando o Red Team levanta a mão depois de todo mundo dizer que acabou.

— Temos uma vulnerabilidade residual.

Blue Team:

— Qual?

Red Team:

— O sistema ainda aceita novos workloads.

Ninguém disse nada.

O arquiteto conferiu o diagrama.

Era verdade.

Todo aquele esforço havia resolvido o incidente atual.

Mas a classe de incidente permanecia tecnicamente possível.

Novo relacionamento.

Nova gravidez.

Novo filho.

Nova obrigação.

Novo capacity planning.

Novo advogado.

Nova Original.

O Red Team escreveu no quadro:

ROOT CAUSE NOT ELIMINATED

Agora nosso amigo precisava tomar uma decisão.

Plano B?

Plano C?

Plano D?

Até Z?

Ou eliminar a superfície de ataque?


🏥 7. O Blue Team chamou o urologista

É aqui que a história deixa de ser Direito de Família e entra definitivamente para a história da engenharia.

Nosso protagonista analisou o post-mortem.

Leu o RCA.

Verificou o impacto.

Avaliou recorrência.

E decidiu:

vasectomia.

Pausa dramática.

Essa palavra precisa ficar sozinha.

Porque qualquer escritor que enterre uma punchline dessas dentro de um parágrafo merece perder acesso ao editor.

VASECTOMIA.

😂

O homem não aumentou o orçamento jurídico.

Não contratou advogado em regime de plantão.

Não criou um novo fundo de contingência.

Não implementou mais uma camada de observabilidade.

Ele simplesmente decidiu:

“Novos deployments desta categoria não serão mais necessários.”


🛠️ 8. Change Request URO-001

Naturalmente, nenhuma alteração séria entra em produção sem CAB.

Portanto imaginemos a documentação.

CHANGE ID: URO-001
Descrição: alteração da infraestrutura reprodutiva.
Categoria: Preventive Maintenance.
Motivo: redução permanente da superfície de risco.
Impacto esperado: bloqueio de novos provisionamentos biológicos.
Downtime: limitado.
Rollback: não tratar como trivial.
Owner: proprietário da infraestrutura.
Implementador: urologista devidamente habilitado.
Validação: espermograma conforme orientação médica.
Status: CHANGE APPROVED.

Aqui cabe um parêntese sério dentro da palhaçada.

Vasectomia não produz esterilidade imediatamente. Após o procedimento ainda pode haver espermatozoides residuais, razão pela qual deve ser seguido o acompanhamento médico e realizada a confirmação apropriada antes de abandonar outros métodos contraceptivos.

Sim.

Até o nosso CAB de boteco tem ambiente de homologação.


🐒 9. Os chimpanzés fazem o post-mortem

Chimpanzé jurídico:

— Obrigações existentes continuam existindo.

Correto.

Chimpanzé financeiro:

— A mudança não reduz retroativamente nenhuma obrigação.

Correto.

Chimpanzé de segurança:

— Mas reduz determinada classe de risco futuro.

Muito bem.

Chimpanzé COBOL:

— Podemos fechar o ticket?

Ainda não.

Chimpanzé do bar:

— AGORA posso abrir a Original?

Pode.

🍺 PSHHHT.

Começa o post-mortem.

O objetivo do post-mortem não é descobrir culpados.

Essa é uma diferença importante.

Filhos não são incidentes.

Crianças não são despesas indesejadas numa planilha.

E mulheres ou homens não precisam ser transformados em atacantes para que alguém pratique gestão de risco.

O incidente, aqui, é a ausência de planejamento diante das consequências possíveis das próprias decisões.

Essa diferença salva a história de virar chorume de rede social.

Red Team não significa:

“Todas as mulheres tentarão alguma coisa.”

Significa:

“Existe algum cenário possível capaz de causar um impacto que preciso compreender?”

Blue Team não significa:

“Como escapar das responsabilidades?”

Significa:

“Como cumprir responsabilidades sem destruir a estabilidade do restante do ambiente?”

Chaos Engineering não significa desejar o desastre.

Significa perguntar:

“Se acontecer, o sistema continua funcionando?”


🧠 10. O verdadeiro Chaos Engineering

É aqui que nossa história volta àquelas páginas imaginárias guardadas na gaveta.

O sujeito verdadeiramente paranoico pergunta:

— Qual é a probabilidade?

O Chaos Engineer responde:

— Não estou perguntando isso ainda.

Primeiro:

“É possível?”

Depois:

“Qual seria o impacto?”

E então:

“Tenho como absorver?”

Existem acontecimentos raríssimos que não merecem nenhum preparo porque o impacto seria pequeno.

Existem outros raríssimos cujo impacto seria tão gigantesco que algum plano B é absolutamente razoável.

Você não precisa acreditar que o datacenter pegará fogo amanhã para manter extintores.

Você não precisa acreditar que todos os discos falharão para fazer backup.

Você não precisa acreditar que seu relacionamento acabará para manter documentos patrimoniais organizados.

Você não precisa acreditar que terá outro filho para pensar seriamente sobre contracepção.

Planejamento não é previsão.

É humildade diante da possibilidade de que o universo tenha senso de humor.


🔴🔵 11. Red Team versus Blue Team

Vamos colocar os dois lados frente a frente.

RED TEAM: E se surgir uma obrigação financeira inesperada?

BLUE TEAM: Reserva e capacidade financeira.

RED TEAM: E se existirem outras obrigações que o sistema não esteja enxergando adequadamente?

BLUE TEAM: Documentação.

RED TEAM: E se a situação mudar?

BLUE TEAM: Revisão pelos meios legais adequados.

RED TEAM: E se o primeiro advogado estiver errado?

BLUE TEAM: Segunda opinião.

RED TEAM: E se outro filho nascer?

BLUE TEAM: Contracepção.

RED TEAM: E se a contracepção falhar?

Blue Team olha lentamente para o urologista.

Red Team fecha o notebook.

— Sem mais perguntas.

😂


☕ 12. A grande lição que ninguém pediu

Existe uma tendência moderna de chamar qualquer preparação para cenário desagradável de paranoia.

Talvez seja.

Mas existe uma diferença entre paranoia improdutiva e arquitetura resiliente.

A primeira faz você viver esperando o ataque.

A segunda permite viver normalmente porque o ataque não precisa mais ocupar sua cabeça todos os dias.

Esse talvez seja o detalhe mais bonito do bom planejamento.

O plano fica na gaveta.

Você não acorda toda manhã lendo o Disaster Recovery Manual.

Você simplesmente sabe que ele existe.

Relacionamentos continuam sendo relacionamentos.

Filhos continuam sendo filhos.

Amor continua sendo amor.

Mas ninguém precisa entregar acesso SPECIAL ao RACF apenas para provar confiança.

O mundo adulto tem contratos, seguros, backups, testamentos, reservas, redundâncias, procedimentos médicos e advogados justamente porque confiar na vida não significa presumir que ela sempre obedecerá ao roteiro.


🍺 Epílogo — Garçom, outra Original

Voltamos ao boteco.

A história terminou.

Na mesa havia copos vazios, guardanapos rabiscados e provavelmente um diagrama de arquitetura que jamais deveria ser apresentado numa conferência da IBM.

Alguém perguntou:

— Então depois do divórcio, advogado, pensão, revisão e toda aquela confusão... o que ele fez?

Nosso narrador bebeu um gole.

Olhou para a mesa.

E respondeu:

— Vasectomia.

Silêncio.

Um segundo.

Dois.

Alguém começou a rir.

Outro quase cuspiu a cerveja.

Um terceiro bateu na mesa.

E eu percebi que aquele homem havia aplicado à própria vida uma das lições mais antigas da engenharia:

Você pode passar a existência inteira criando planos B, C, D, E até Z.

Ou, em determinados casos, pode eliminar definitivamente uma classe inteira de incidente.

O Red Team encerrou o teste.

O Blue Team atualizou o runbook.

O WLM estabilizou os workloads existentes.

O CAB fechou a mudança.

O urologista recebeu seus honorários.

E ninguém mexeu nos direitos de nenhuma criança.

Olhei para o garçom.

— Amigo...

Ele já sabia.

Pegou outra garrafa.

— Original?

— Original.

Porque algumas histórias terminam com uma sentença judicial.

Outras terminam com uma lição de vida.

Esta terminou com uma cerveja e um Change Request aprovado.

E, convenhamos:

para uma retrospectiva de produção, não foi um resultado ruim.


Nota jurídica: esta é uma crônica inspirada em situação hipotética/anedótica e não constitui orientação jurídica individual. No Brasil, não há percentual legal obrigatório de 30% para pensão alimentícia; valores dependem das circunstâncias concretas, especialmente necessidades do alimentando e capacidade de quem presta os alimentos. Filhos havidos dentro ou fora do casamento possuem igualdade jurídica. Alterações relevantes na situação financeira podem fundamentar pedido judicial de revisão, mas divórcio ou nascimento de outros filhos não produzem redução automática.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Linkin Park Cover em uma noite de rock no Garage Bar Campinas

Uma noite de rock alternativo no Garage Bar


Uma sexta a noite de feriado prolongando, a cidade esta viva com diversas casas noturnas, bares e botecos a espera de seus fieis clientes, você esta pronto para curtir uma noitada de Salada Russa de Rock e ao final da noite curtir uma banda cover?

Com um cover do Linkin Park e mais uma salada russa de rock desdes os primórdios até o rock nacional, este pequeno e humilde vídeo apresenta o Garage Bar na Avenida Brasil em Campinas.
Quem curte uma banda cover espero que divirta-se e aproveite ao máximo este mini show apresento alguns momentos, com alguns cortes para não tornar massante e ao mesmo tempo ficar aquele gostinho de quero mais.
A banda conseguiu passar energia ao publico presente tornando a apresentação bem interativa, onde diversas vezes o publico assumia o papel de vocalista e em alguns momentos a banda fazia self e gravava vídeos. 

Link



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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Boteco Bellacosa Bar - Facebook

Boteco Online




Boteco Bellacosa Bar é uma página cuja missão é divulgar um pouco da cultura etílica, através de apresentação de bebidas, coquetéis, tipos de copos e aperitivos corretos, é uma página sem compromisso sério, apenas destinada a ser lúdica, partilhando o conhecimento e ajudando os amigos bebedores saírem-se bem nas estripulias nos botecos da vida, participe, comente, partilhe e deixe seu like.

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sábado, 21 de maio de 2016

8116 Teatro na estaçao: Boteco no vagao

Bellacosa Mainframe e o boteco no vagão teatro na estação cultura

🎭 Teatro na Estação — Boteco no Vagão

Quando um velho vagão ferroviário virou boteco e a Estação Cultura inteira se transformou em palco

Em 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu experiências teatrais que aproveitaram muito mais do que suas salas. Trilhos, plataformas, instalações ferroviárias e antigos vagões transformaram-se em cenários de uma peça que fazia o público caminhar pela estação acompanhando cada nova cena.

Uma dessas paradas aconteceu dentro de um velho vagão de serviço ferroviário.

Estacionados sobre os trilhos da antiga estação existem diversos vagões utilizados no passado em atividades de apoio e manutenção. Entre eles estava um carro adaptado como espaço de refeição para os funcionários da ferrovia. Um lugar onde trabalhadores podiam sentar, comer, conversar e descansar antes de retornar ao serviço.

Naquela apresentação, porém, o velho vagão ganhou outra vida.

Virou um boteco teatral.



Dentro dele, um personagem bebia enquanto lamentava seus problemas e perdas. Músicos acompanhavam a cena, ajudando a criar aquele ambiente típico de bar onde histórias, tristezas e copos acabam dividindo a mesma mesa.

E o público não ficou apenas observando.

Os espectadores também receberam pequenos copos de cerveja, tornando-se, por alguns instantes, fregueses daquele boteco imaginário.

Era justamente essa a magia da apresentação.

A peça percorria diferentes espaços da Estação Cultura. O público caminhava pelos trilhos, vagões, instalações e salas, descobrindo novas cenas pelo caminho. Não havia necessidade de trocar a cenografia: bastava caminhar até outro pedaço da antiga ferrovia.

Assim, a própria estação tornou-se personagem.

E talvez exista algo poeticamente ferroviário nisso tudo.

Durante décadas, aqueles trilhos transportaram pessoas para outros lugares. Naquela noite, já sem precisar partir da plataforma, continuaram fazendo exatamente isso.

Só que o destino agora era outro.

O teatro.

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Nosso amigo chora suas magoas no boteco


Estamos no boteco com nosso amigo, os músicos fazendo sua parte, bebendo e animando o ambiente com uma deliciosa trilha sonora.



Nosso épico personagem esta bebendo e chorando suas magoas... infeliz com seus problemas, suas perdas para deleite da plateia.

Todos foram servidos com um copito de cerveja, como bons frequezes consolamos e ouvimos as magoas do personagem.



☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🎭 Teatro na Estação — Campinas 2016

Uma viagem pelos registros do Teatro na Estação, na Estação Cultura de Campinas, incluindo a passagem de Ulisses à Deriva em 21 de maio de 2016.

Esta coleção reúne vídeos, relatos e memórias registrados durante o evento Teatro na Estação, preservando diferentes momentos da programação cultural realizada na antiga estação ferroviária de Campinas.

🚂 Uma estação transformada em palco

Em maio de 2016, a Estação Cultura de Campinas recebeu apresentações em que teatro, música, performances e personagens ocuparam plataformas, vagões e antigos espaços ferroviários.

Estes registros formam uma pequena memória digital daquele encontro entre ferrovia, patrimônio histórico, teatro, música e cultura em Campinas.

Entre as apresentações estava Ulisses à Deriva, montagem relacionada ao universo de Ulysses, de James Joyce, transformando a antiga estação em mais uma parada na longa viagem de Leopold Bloom.

📺 Visor — Teatro na Estação Artigo principal carregado
↗ Abrir publicação

📚 Teatro, ferrovia e memória cultural de Campinas

O projeto Teatro na Estação ocupou a histórica Estação Cultura de Campinas com apresentações, música, teatro e performances. Estes registros publicados no Bellacosa Mainframe preservam diferentes fragmentos daquela experiência cultural.

A coleção inclui cenas relacionadas a Ulisses à Deriva, além de músicos, personagens, performances e intervenções realizadas no ambiente ferroviário.

O conjunto conecta temas como Campinas, Estação Cultura, patrimônio ferroviário, teatro brasileiro, James Joyce, Ulysses, Leopold Bloom, Molly Bloom, literatura, música e memória cultural.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

🍶 Izakaya — O “CICS da comida japonesa”

 

Bellacosa Mainframe e o boteco de itatiba versao niponica Izakaya

🍶 Izakaya — O “CICS da comida japonesa”

Onde tudo roda, tudo conversa, tudo dá commit… e sempre tem um rollback emocional no final.

Imagine um bar japonês tradicional… mas não um bar qualquer.
O Izakaya é o TSO onde o japonês desconecta, o SDSF onde as conversas são monitoradas entre goles, o CICS onde tudo é transacional: você pede ➝ eles entregam ➝ você confirma ➝ eles te mandam outra rodada antes de você cancelar.

É o coração noturno do Japão.




🏮 Origem: o bar que nasceu do saquê e virou tradição

A palavra Izakaya (居酒屋) significa literalmente “lugar para sentar e beber”.
Lá atrás, na era Edo (1600~1868), as lojas que vendiam saquê começaram a permitir que clientes provassem a bebida no local. Aconteceu o que sempre acontece quando misturamos "experimentar" com "fique à vontade":

👉 o japonês puxou uma cadeira
👉 sentou
👉 pediu petisco
👉 e nunca mais saiu

Pronto. Nasceu o Izakaya.




🍢 Dicas (no estilo ‘consultor de infraestrutura que chegou cedo demais no happy hour’)

Vá com fome: é petisco atrás de petisco.
Vá com amigos: izakaya é protocolo multiusuário.
Prove o karaage: frango frito japonês — o “JCL bem escrito”: sempre funciona.
Cuidado com o shochu: parece leve… NÃO É.
Aprenda a pedir o otooshi: uma entradinha obrigatória — tipo o JOBLIB do jantar.



🤫 Fofoquices e Bastidores (aquele dump de produção)

  • Muitos empresários japoneses fecham contratos DE VERDADE em izakayas — os escritórios são para negociar, o izakaya é para decidir.

  • Os funcionários muitas vezes vão direto do trabalho para o izakaya, sem passar em casa. Conhecido como “nomikai culture” — a RFC social dos japoneses.

  • Há izakayas de tema, como “izakaya hospital”, “izakaya prisão” ou até o famoso Izakaya de Yokai, onde os garçons se vestem como criaturas folclóricas.

  • Em Tóquio existe um izakaya que serve exclusivamente comidas citadas em animes. O menu tem até yakisoba do Naruto.



🧨 Easter Eggs (aquele abend S0C7 cultural que você nem viu chegando)

  • O izakaya aparece em praticamente TODO anime slice-of-life envolvendo adultos: de Shirobako a Wotakoi.

  • O termo “Toriaezu nama!” significa “uma cerveja, pra começar!”. É tipo o IEFBR14 do japonês — serve só pra iniciar o job.

  • Alguns izakayas tradicionais exibem noren (cortinas na porta) com Kanji antigos. A cor e o desgaste do tecido contam quantas décadas o bar aguentou gente bebendo.


🍺 Izakayas famosos (que valem XP extra no seu mapa otaku)

1. Torikizoku (とりきぞく) — o "SPU baixo custo"

Cadeia gigantesca, tudo custa o mesmo preço.
Ideal para quem está com o orçamento que nem storage cheio.

2. Gonpachi — o “Kill Bill Izakaya”

Sim, aquele onde Tarantino se inspirou para a cena icônica.
Tem em Tóquio. Turístico? Sim. Legal? Também.

3. Omoide Yokocho (Shinjuku) — o BATCH JES2 do Japão

Um becão apertado com dezenas de micro-izakayas.
Cada um parece um job rodando na mesma fila.
Pequeno. Quente. Lotado. Perfeito.

4. Golden Gai — o CICS cluster da madrugada

Barezinhos minúsculos, cada um com tema e donos excêntricos.
Ideal para encontrar músicos, escritores, atores e programadores rodando jobs pessoais em modo CMODE.


👺 Personagens típicos de Izakaya (versão anime/empresa)

  • O Chefe Cabisbaixo: sempre pedindo desculpas e cerveja.

  • O Estagiário que bebe demais: desaparece no slide do próximo dia.

  • O Samurai de Terno: aquele japonês sério até tomar o 3º saquê.

  • A “Onee-san” do balcão: atenciosa, rápida e mais eficiente que qualquer exit do MVS.


Truque do veterano

Se você quer parecer japonês de verdade:

Nunca levante seu copo antes do brinde.
Espere alguém dizer:
“Kanpai!”
Só aí você confirma o commit.


🗾 Se eu, Bellacosa, tivesse que indicar alguns…

📌 Izakaya Shinjuku Kenka-ya — onde a comida é boa e os clientes discutem filosofia às 2h.

📌 Ebisu Yokocho — izakayas multicoloridos que parecem dungeon de JRPG.

📌 Nagoya’s Yakitori Alley — o cheiro te hipnotiza; você esquece até do JES2.

📌 Osaka’s Hozenji Yokocho — tradicional, poético, com lanternas penduradas como se fosse o SPOOL iluminado.


🔚 Fechando a conta…

O Izakaya é onde o Japão tira o paletó da formalidade e vira gente de verdade.
É onde o DBA vira poeta, o PM vira filósofo, o analista ABEND vira contador de histórias…
E você percebe que, como no mainframe, a magia vem da comunidade, não da máquina.

Quando você entrar num izakaya, lembre-se:
Você está entrando no modo IMS conversacional da alma japonesa.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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