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segunda-feira, 7 de abril de 2014

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 5.2 — Evolução e Transformação

 

Bellacosa Mainframe apresenta o CICS 5.2

🔥 CICS Transaction Server for z/OS 5.2 — Evolução e Transformação

 


☕ Midnight Lunch em 2014 — o momento em que o CICS começou a falar JSON

Imagine um green screen tradicional, movimentando milhões de transações por dia… De repente, chegam dispositivos móveis, APIs modernas e JSON por todo lado.
O CICS TS 5.2 foi o release que realmente intensificou a integração com o mundo Web e móvel, mantendo a robustez que só o mainframe entrega.


📅 Datas importantes

📌 Data de Lançamento (General Availability): 7 de abril de 2014
📌 Fim de Vida / End of Service: Versão já está fora de suporte oficial há alguns anos, substituída por releases posteriores (5.3, 5.4, 5.5, etc.).


🆕 O que há de novo — trilha de evolução

O CICS TS 5.2 não reinventa a roda. Em vez disso, refina e amplia os temas iniciados em 5.1 — especialmente a integração com a Internet e a service agility.


CICS 5.2

🌐 1) JSON e REST nativos

Uma das mudanças mais marcantes foi o suporte ao JSON (JavaScript Object Notation) e a capacidade de se expor serviços RESTful diretamente no CICS, sem depender apenas de SOAP ou tecnologia legada.
Isso veio da incorporação de recursos que antes estavam apenas no Feature Pack for Mobile Extensions. ◆

📌 Bellacosa comenta:

“Aqui o CICS começou a falar a língua da web moderna — JSON já não era só buzzword, era prática em produção.”


📡 2) Flexibilidade de data mapping para Web Services

O CICS TS 5.2 ampliou o mapeamento de dados para:

  • JSON e XML com mais tipos de dados

  • UTF-16 e estruturas mais complexas

  • TRANSFORM API para conversão automática
    Isso facilita a interoperabilidade com aplicações Web e móveis.


🔗 3) Alto suporte a high availability com IPIC

A conectividade IPIC foi estendida para suportar cenários avançados de alta disponibilidade, permitindo que grupos de regiões CICS trabalhem como um cluster com um ponto de entrada compartilhado.
Assim, se uma região cair, outra assume sem impacto visível para o cliente.

💬 Bellacosa ri:

“Cluster de CICS nos anos 2010? Era coisa de mestre Jedi do mainframe.”


🛠️ 4) Instalação mais flexível e opções de edição

Agora era possível escolher entre:
✔ CICS TS for z/OS — produção completa
✔ Developer Trial — ambiente try-before-you-buy
✔ VUE (Value Unit Edition) — modelo de licenciamento alternativo
Essa modularização facilitou experimentação e adoção.


📊 5) Gestão por policies ampliada

O modelo de policy-based management foi expandido para cobrir mais tipos de limiares (thresholds) — como filas temporárias, tempo de execução, syncpoints, TASKs e muito mais. Isso permite automação real na operação diária.


🔐 6) Segurança fortalecida

CICS 5.2 trouxe suporte mais profundo a padrões como SAML e Kerberos para Web Services, além de capacidades de TLS 1.2 e conformidade com padrões de segurança modernos. Isso consolidou o CICS como uma plataforma segura para serviços corporativos.


🧠 Melhorias “por baixo dos panos”

✔ APIs e SPI threadsafe foram ampliadas, melhorando concorrência e performance para grandes workloads.
✔ Parâmetros de initialization foram ajustados para melhorar desempenho geral.
✔ Mais estatísticas e campos de monitoramento foram expostos nas métricas SMF e instrumentos de performance.


🧪 Curiosidades e Eastereggs Particulares

🍺 JSON vindo para ficar:
Antes do 5.2, JSON ainda era “mobile add-on”. Aqui ele se torna funcionalidade central, pavimentando o caminho para APIs modernas.

🍺 Clusters nativos CICS com IPIC:
A possibilidade de agrupar regiões sob um único ponto de entrada foi um passo silencioso, mas enorme, para resiliência corporativa.

🍺 Edição VUE — precinho esperto:
Nem todo cliente queria full enterprise. O modelo VUE abriu portas para novos workloads com custo mais previsível.


🤓 Exemplo de impacto real

Imagine uma operadora de pagamentos em 2015:

✳ Antes:
Aplicações CICS atendiam telas e SOAP para integração back-office.

➡ Com CICS TS 5.2:

  • O app mobile passa a chamar endpoints REST com JSON

  • O backend CICS responde diretamente sem middleware extra

  • Métricas mais ricas permitem operações em tempo real

  • Clusters CICS garantem resiliência 24×7

💬 Bellacosa resume:

“De um lado a transação, do outro JSON — e no meio o CICS gerenciando tudo com a mesma disciplina de sempre.”


💡 Dicas Bellacosa para quem encara 5.2

✅ Aproveite JSON e TRANSFORM APIs para integração com microsserviços.
✅ Use policy thresholds para automatizar alertas e ações.
✅ Explore IPIC para alta disponibilidade.
✅ Teste as edições Developer Trial antes de ir à produção.


📌 Conclusão — Bellacosa Mainframe

O CICS TS 5.2 é a iteração que consolidou a modernização do CICS:

🔥 JSON e REST se tornam primeiros cidadãos
🔥 Alta disponibilidade com clusters nativos
🔥 Políticas automáticas para gestão
🔥 Segurança moderna integrada
🔥 Flexibilidade de instalação e uso

📌 5.2 não foi apenas incremental — foi um passo estratégico para integrar CICS com o novo mundo de serviços e aplicações móveis.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

🧔‍♂️ Caricaturas, Pastelões e o Doce Zigue-Zague da Saudade

 


📝 El Jefe Midnight Lunch — Crônica Bellacosa Mainframe
Caricaturas, Pastelões e o Doce Zigue-Zague da Saudade


Às vezes, meus caros Oni-Readers, a saudade dá aquele estouro de SVC no peito — uma interrupção emocional tão forte que trava o sistema, obriga o coração a rodar um pequeno abend S013 de lembranças, antes de voltar para o fluxo normal. E é nesses momentos que o Bellacosa aqui mergulha fundo nos arquivos do SMF da infância, lá no final dos anos 1970 e início dos anos 1980 — quando o mundo era simples, compacto, leve, como um JCL bem escrito.

Era um tempo em que as pessoas conviviam de verdade. A vizinhança era um CICS de portas abertas: todo mundo falando, todo mundo se vendo, todo mundo participando. Nada de DM no WhatsApp, nada de notificação push — era bater na porta, gritar no portão ou chegar de chinelo arrastando pelo corredor.

Tínhamos quatro canais de televisão. Quatro. E ainda assim parecia mais que suficiente. Aos sábados, depois de cumprir a “rotina batch doméstica” (leia-se: arrumar cama, guardar brinquedos, levar lixo), chegava a hora mágica dos pastelões americanos. O Gordo e o Magro, Os Três Patetas, os Irmãos Marx, Jerry Lewis rodando suas rotinas em preto e branco, com um humor tão puro e eficiente quanto um COBOL bem indentado. Imagine horas de riso facil, com torta na cara, lutas hilariantes, música de primeira e confusão sem igual, clássico dos clássicos, cenário de papelão meia boca, figurino modesto e orçamento menor ainda, mas riso garantido. O mais gostoso de tudo era estar na companhia dos meus avôs Pedro e Anna, sempre tinha um bolo delicioso, uma nova receita experimental e aquele carinho maravilhoso, que deixa lagriminhas nos olhos.



Era pastelão, era trapalhada, era perseguição no estilo GO TO sem PERFORM. E eu ria — oh, como ria! Até hoje, quando encontro um desses clássicos perdidos num super canal da vida, sinto o coraçãozinho dar aquele upgradinho gostoso, como se estivesse aplicando um PTF de alegria.



E aí, nesse batch job de memórias, minha fita magnética me leva direto para a casa do bisavô Francisco — o espanhol. Um homem durão, cara fechada, pose de Security Officer de RACF, mas com um coração mole escondido sob aquela casca rígida. Ele adorava minhas artes, meus rabiscos, meus desenhos, que ele chamava carinhosamente de “caricaturas”. E olha que naquela época eu rabiscava em qualquer superfície que não estivesse correndo, respirando ou gritando.



Mas o maior carinho era o ritual:
Sempre que o bisavô ia ao banco pegar a aposentadoria, pedia ao gerente listagens de formulário contínuo já usadas — aquelas enormes, brancas, com o contorno verde zebrado. E levava pra mim. Um pacotão. Um mainframe delivery de pura felicidade.



Engraçado pensar que dez anos depois eu estaria exatamente ali, adulto, vivendo profissionalmente entre listagens contínuas, formulários carbonados, 80, 130 e 255 colunas… Era como se o bisavô tivesse enviado um pequeno JOB para o futuro, preparando meu DESTINY. Ou pelo menos meu DDN.

E falando em doçuras do passado — como não lembrar da bisavó Isabel? Ah, a rotina dela guardando a nata que subia no leite fervido para fazer manteiga… aquilo era alquimia culinária. Um assembler culinário, instrução por instrução, mexendo devagarinho, apertando o tempo certo, virando uma manteiga artesanal que parecia carregar um pedacinho de céu.



E os bolinhos de chuva da tia-avó Maria? Aquilo não era receita. Era magia. Você via a chuvinha fina batendo no quintal, o cheiro invadindo a casa, açúcar caindo devagar como spool sendo liberado pelo JES2, e pronto: os Onis já estavam todos reunidos no entorno da panela, como programadores à espera de um dump para examinar.

Tudo era doce. Tudo era alegre. Tudo era travessura. Eu estava sempre em alguma casa de parente, rodando meus “programas infantis”, criando caos, sorrindo, vivendo. Nada de logs, nada de monitoramento — era pura execução em tempo real.



Hoje, quando a saudade aperta aquele botão interno e chama essas memórias para a memória central, percebo como esses pequenos instantes construíram o backup emocional do que sou.

E fico feliz…
Porque, no fundo, ainda sou aquele pequeno Oni rabiscador, que ria dos pastelões, que pedia lista contínua do banco e que acreditava que a vida sempre teria cheiro de bolinho de chuva.



E, com licença… acho que preciso ir ali fazer café.

Esse dump emocional mereceu.

sábado, 29 de março de 2014

☕🔥 ABEND S913 — O “MURO DE SEGURANÇA” DO z/OS

 

Bellacosa Mainframe e o abend s913

☕🔥 ABEND S913 — O “MURO DE SEGURANÇA” DO z/OS

Quando o Mainframe Diz:

“VOCÊ NÃO TEM AUTORIZAÇÃO PARA FAZER ISSO.”

Se existe um ABEND que faz TODO Junior Padawan descobrir que:

segurança no mainframe é levada MUITO a sério…

é o lendário:

🚨 S913

E normalmente ele aparece assim:

IEF450I JOBNAME STEP01 - ABEND=S913

ou:

ICH408I USER NOT AUTHORIZED

ou ainda:

IEC150I 913-38

E então começa o pânico:

“Mas o dataset existe!”
“O JCL está certo!”
“Funcionava ontem!”
“O RACF me odeia?”
“O z/OS acabou de me expulsar do castelo?”

☕ Respira.

Porque o S913 é um dos ABENDs MAIS IMPORTANTES para entender:

RACF

segurança z/OS

autorização

datasets protegidos

acesso batch

permissões

auditoria corporativa


🔥 O QUE É O S913?

O S913 é um:

🚨 SECURITY / AUTHORIZATION FAILURE

Traduzindo:

O z/OS NEGOU ACESSO A UM RECURSO.


☕ A FILOSOFIA DO S913

No mundo mainframe:

NADA É ACESSADO SEM AUTORIZAÇÃO.

Nem:

  • dataset

  • transação

  • programa

  • loadlib

  • tape

  • recurso CICS

  • DB2

  • spool


🔥 O GRANDE SEGREDO

O S913 normalmente NÃO é erro de COBOL.

É:

erro de segurança.


☕ ANALOGIA BELLACOSA MAINFRAME

Imagine um cofre bancário.

Você possui:

✅ crachá
✅ login
✅ senha

Mas tenta entrar numa área:

❌ sem autorização.

O segurança aparece imediatamente.

Isso é o:

☠️ S913


🔥 O VERDADEIRO VILÃO

🚨 RACF

Ou equivalentes:

  • ACF2

  • Top Secret


☕ O QUE É RACF?

Resource Access Control Facility

O guardião do z/OS.

Controla:

  • quem acessa

  • o quê

  • quando

  • como

  • com qual permissão


🔥 O MOMENTO EXATO DO S913

Fluxo:

Programa/JCL tenta acessar recurso
 ↓
SAF/RACF intercepta
 ↓
Valida permissão
 ↓
Acesso negado
 ↓
S913

☕ O CASO MAIS CLÁSSICO

DATASET SEM AUTORIZAÇÃO


🔥 EXEMPLO

//CLIENTE DD DSN=EMPRESA.FINANCEIRO.MASTER,
// DISP=SHR

Mas o usuário NÃO possui acesso.

Resultado:

💥 S913


☕ O MAINFRAME OLHA E DIZ

“VOCÊ NÃO TEM PERMISSÃO PARA VER ISSO.”


🔥 O IEC150I 913-38

Lenda clássica do z/OS.


☕ O QUE SIGNIFICA?

Frequentemente:

dataset authorization failure.


🔥 O ICH408I — A MENSAGEM SAGRADA

Essa é ouro puro.

Exemplo:

ICH408I USER(USER01) GROUP(GRP1)
NAME(USER TESTE)
EMPRESA.FINANCEIRO CL(DATASET)
INSUFFICIENT ACCESS AUTHORITY

Isso revela:

  • usuário

  • grupo

  • recurso

  • classe

  • nível negado


☕ O MAIOR ERRO DO PADAWAN

Ver:

S913

e recompilar COBOL.

Não.

O problema geralmente NÃO está no código.


🔥 O S913 E O DISP=OLD

Outro clássico.


☕ EXEMPLO

//ARQ DD DISP=OLD

Mas usuário só possui:

READ

Não possui:

UPDATE

Resultado:

☠️ S913


🔥 O S913 E O LOADLIB

Até executáveis possuem proteção.


☕ EXEMPLO

//STEPLIB DD DSN=EMPRESA.PROD.LOAD

Sem permissão de EXECUTE/READ:

💥 S913


🔥 O S913 E O CICS

No CICS isso aparece MUITO como:

NOTAUTH

AEY9

RACF violation


☕ O S913 E O DB2

Outro território sombrio.

Usuário tenta:

SELECT * FROM CLIENTES

Sem permissão.

DB2 chama RACF/segurança.

Resultado:

☠️ acesso negado.


🔥 O S913 E O JES2

Até o spool pode ser protegido.

Você tenta:

  • cancelar job

  • ver output

  • acessar SYSOUT

Sem autorização:

💥 S913


☕ O S913 E O FTP

Clássico enterprise.

Usuário tenta transferir:

dataset protegido

FTP recebe:

permission denied.

Origem real:

RACF.


🔥 COMO INVESTIGAR O S913 PASSO A PASSO


✅ PASSO 1 — PROCURE ICH408I

Essa mensagem é a Bíblia do S913.


✅ PASSO 2 — IDENTIFIQUE O RECURSO

Exemplo:

EMPRESA.ARQ.CLIENTE

✅ PASSO 3 — IDENTIFIQUE O TIPO DE ACESSO

Pergunte:

Tentou:

  • READ?

  • UPDATE?

  • ALTER?

  • EXECUTE?


✅ PASSO 4 — VERIFIQUE DISP


☕ DISP=SHR

Normalmente leitura.


☕ DISP=OLD

Controle exclusivo/update.


☕ DISP=MOD

Alteração.


🔥 PASSO 5 — FALE COM SEGURANÇA/RACF

Sim.

Mainframe é trabalho em equipe.


☕ O DUMP DO S913

Muitas vezes:

dump quase irrelevante.

Porque o erro é de autorização.

O ouro está nas mensagens:

  • ICH408I

  • IEC150I

  • IEFxxxx


🔥 O S913 E O “FUNCIONAVA ONTEM”

O clássico absoluto.


☕ O QUE ACONTECEU?

Talvez:

  • RACF mudou

  • grupo mudou

  • perfil mudou

  • dataset foi recatalogado

  • ACL alterada

  • migração ocorreu


🔥 O S913 FANTASMA

Outro terror real.

Job A cria dataset.

Job B tenta acessar.

Mas:

owner/permissão mudou.

Resultado:

💥 S913


☕ O S913 E O PROTECTED DATASETS

Datasets críticos costumam ser blindados:

  • folha salarial

  • financeiro

  • cartões

  • PIX

  • banking core

  • produção

O RACF leva isso MUITO a sério.


🔥 O S913 E O AUDITOR

Toda violação geralmente fica registrada.

Mainframe possui auditoria fortíssima.


☕ O S913 E O OPERADOR

Até operadores podem ter limites.

No z/OS:

privilégio é granular.


🔥 O S913 E O SURROGAT

Modo arquimago ativado.

Jobs submetidos em nome de outros usuários podem falhar por:

surrogate authorization.


☕ O S913 E O APF

Bibliotecas APF também possuem proteção pesada.


🔥 O SEGREDO DOS VETERANOS

Veteranos sempre perguntam:

“QUAL RECURSO FOI NEGADO?”

Porque o S913 é:

sintoma.

O alvo verdadeiro está na mensagem RACF.


☕ COMO EVITAR S913


✅ Validar permissões antes


✅ Revisar DISP


✅ Entender READ vs UPDATE


✅ Validar grupos RACF


✅ Revisar mudanças de segurança


✅ Evitar hardcode de datasets protegidos


✅ Trabalhar junto com equipe RACF


🔥 CURIOSIDADE HISTÓRICA

O S913 nasceu na era em que:

bancos começaram a depender totalmente do mainframe.

IBM percebeu cedo que segurança corporativa precisava ser:

rígida

auditável

centralizada

RACF virou um dos sistemas de segurança mais respeitados do mundo.


☕ EASTER EGG MAINFRAME

Veteranos brincam:

“S913 significa:

Você Tentou Entrar Onde Não Devia.”


🔥 O MAIOR ENSINAMENTO DO S913

Ele ensina algo profundo:

no z/OS, SEGURANÇA vem antes da conveniência.

Não importa:

  • se o programa funciona

  • se o JCL está perfeito

  • se o COBOL compilou

Sem autorização:

nada acontece.


☕ A VERDADE FINAL

O S0C7 pune dados inválidos.
O S0C4 pune memória inválida.
O S806 pune programas inexistentes.
O S878 pune fragmentação de storage.

Mas…

☕ O S913 É O MOMENTO EM QUE O z/OS OLHA PARA VOCÊ… E DECIDE QUE VOCÊ NÃO TEM PERMISSÃO PARA PASSAR PELO PORTÃO.


sexta-feira, 28 de março de 2014

🔥☕ AS TSUNDERES MAIS LENDÁRIAS DOS ANIMES — QUANDO O “BAKA!” VIROU UMA ARTE ☕🔥

 

Bellacosa Mainframe as tsunderes mais lendarias dos animes

🔥☕ AS TSUNDERES MAIS LENDÁRIAS DOS ANIMES — QUANDO O “BAKA!” VIROU UMA ARTE ☕🔥

Existe um fenômeno nos animes que atravessou gerações, destruiu corações, criou guerras de waifus e ensinou ao planeta inteiro que amor e agressividade podem coexistir no mesmo diálogo.

Esse fenômeno se chama:

🌪️ TSUNDERE

A fórmula clássica:

“EU NÃO FIZ ISSO POR VOCÊ, SEU IDIOTA!!! 😡”

…seguido de:

“m-mas… você está bem? 🥺”

E pronto.
Milhões de fãs caíram nessa armadilha emocional desde os anos 90.

O termo “tsundere” vem da combinação de:

  • Tsun-tsun → pessoa fria, irritada, agressiva
  • Dere-dere → apaixonada, carinhosa, derretida

Ou seja:
uma personagem que começa parecendo um firewall RACF em modo paranoia… e depois vira um terminal 3270 cheio de amor reprimido.

Prepare o café.
Hoje vamos entrar no laboratório emocional das tsunderes mais famosas da história dos animes.


🔥 1. TAIGA AISAKA — A “TIGRESA DE BOLSO”

(Toradora! — 2008)

📺 Anime

Toradora!
Studio: J.C.Staff
Ano: 2008

👤 Quem é?

Taiga é pequena.
Muito pequena.

Mas emocionalmente?
Ela é um míssil balístico intercontinental.

Recebeu o apelido de:

🐯 “Palmtop Tiger”

(A Tigresa de Bolso)

Ela mistura:

  • explosões de raiva
  • insegurança emocional
  • dificuldade em demonstrar carinho
  • dependência afetiva escondida

Tudo isso num pacote portátil destruidor de protagonistas.


🧠 Personalidade

Taiga é o modelo clássico da tsundere moderna:

  • agressiva por defesa emocional
  • incapaz de expressar vulnerabilidade
  • ciumenta sem admitir
  • romântica escondida atrás de violência cartoon

Ela praticamente definiu o padrão das tsunderes dos anos 2000.


☕ Curiosidades

🎯 O anime ajudou a popularizar o termo “tsundere” no Ocidente

Muita gente conheceu o arquétipo por causa dela.

🎯 O nome “Toradora”

vem da combinação:

  • “Tora” = tigre
  • “Dora” = dragão

Representando Taiga e Ryuuji.

🎯 Easter Egg emocional

A abertura parece comédia romântica…
mas o anime trata:

  • abandono emocional
  • solidão
  • carência afetiva
  • medo de rejeição

De forma surpreendentemente madura.


🔥 2. ASUKA LANGLEY SORYU — A TSUNDERE QUE TRAUMATIZOU UMA GERAÇÃO

(Neon Genesis Evangelion — 1995)

📺 Anime

Neon Genesis Evangelion
Studio: Gainax
Ano: 1995


👤 Quem é?

Asuka não é apenas uma tsundere.

Ela é praticamente:

💥 “A mãe das tsunderes modernas”

Antes dela existiam personagens agressivas.
Depois dela…
o arquétipo virou ciência.


🧠 Personalidade

Asuka é:

  • arrogante
  • competitiva
  • emocionalmente quebrada
  • desesperada por validação

Ela usa superioridade como mecanismo de defesa.

Quanto mais insegura fica…
mais agressiva se torna.

Hideaki Anno criou nela um retrato brutal de:

  • ego
  • depressão
  • trauma infantil
  • necessidade de aprovação

☕ Curiosidades

🎯 A cor vermelha

Tudo nela remete a agressividade:

  • EVA vermelho
  • cabelo ruivo
  • personalidade explosiva

🎯 A dublagem original

As falas da Asuka misturam japonês com alemão.
Ela foi criada como descendente alemã.

🎯 Easter Egg psicológico

A frase:

“Anta baka?!”

Virou patrimônio histórico otaku.


💀 Impacto cultural

Muitas tsunderes posteriores:

  • copiaram Asuka
  • foram inspiradas nela
  • tentaram reproduzir sua dinâmica emocional

Ela virou blueprint da indústria.


🔥 3. RIN TOHSAKA — A TSUNDERE ELEGANTE

(Fate/stay night — 2006)

📺 Anime

Fate/stay night
Studio DEEN (2006)
Ufotable (Unlimited Blade Works — 2014)


👤 Quem é?

Rin é o oposto da tsundere caótica.

Ela é:

  • inteligente
  • refinada
  • estratégica
  • sarcástica

Uma tsundere “high class”.


🧠 Personalidade

Ela alterna entre:

  • frieza calculista
  • preocupação genuína
  • arrogância elegante
  • vergonha afetiva

Rin é extremamente competente…
mas emocionalmente desorganizada quando o assunto é romance.


☕ Curiosidades

🎯 Ela quase virou protagonista principal da franquia Fate

Muitos fãs consideram Rin mais carismática que Shirou.

🎯 O visual dela influenciou centenas de personagens

Principalmente:

  • meia preta
  • cabelo preto longo
  • roupa vermelha

Virou estética padrão dos anos 2000.

🎯 Easter Egg

As joias mágicas dela representam literalmente dinheiro queimando.
Ser maga em Fate é CARÍSSIMO.


🔥 4. KAGAMI HIIRAGI — A TSUNDERE META

(Lucky Star — 2007)

📺 Anime

Lucky Star
Kyoto Animation
Ano: 2007


👤 Quem é?

Kagami é praticamente:

😂 uma PARÓDIA das tsunderes

Ela sabe que parece tsundere.
Os personagens sabem.
O anime sabe.
O público sabe.

E o anime brinca com isso o tempo todo.


🧠 Personalidade

Ela é:

  • séria
  • responsável
  • irritadiça
  • secretamente fofa

Mas diferente das tsunderes clássicas…
ela parece mais humana e cotidiana.


☕ Curiosidades

🎯 Lucky Star é cheio de referências otaku

Evangelion.
Haruhi.
Visual novels.
Games.
Tudo aparece escondido.

🎯 Kagami virou meme cultural

Principalmente pelos:

  • “não é como se…”
  • surtos de vergonha
  • reações exageradas

🔥 5. MAKISE KURISU — A TSUNDERE CIENTISTA

(Steins;Gate — 2011)

📺 Anime

Steins;Gate
White Fox
Ano: 2011


👤 Quem é?

Kurisu é uma das tsunderes mais inteligentes já criadas.

Literalmente.

Ela é neurocientista prodígio.


🧠 Personalidade

Diferente das tsunderes explosivas:
Kurisu usa:

  • sarcasmo
  • ironia
  • racionalidade extrema

Ela vive tentando esconder:

  • carinho
  • preocupação
  • afeto verdadeiro

atrás de lógica científica.


☕ Curiosidades

🎯 O apelido “Christina”

Okabe chama ela assim só para irritá-la.

E funciona perfeitamente.

🎯 Easter Egg científico

O anime usa conceitos reais:

  • CERN
  • buracos negros microscópicos
  • teoria temporal
  • John Titor

Misturando ciência e ficção de forma brilhante.

🎯 Ela é considerada uma das tsunderes mais “adultas”

Porque age mais como uma pessoa real do que caricatura.


🔥 6. MISAKA MIKOTO — A TSUNDERE ELÉTRICA

(A Certain Scientific Railgun — 2009)

📺 Anime

Toaru Kagaku no Railgun
Ano: 2009


👤 Quem é?

Uma adolescente capaz de disparar moedas em velocidade absurda usando eletricidade.

Basicamente:

⚡ uma usina hidrelétrica emocional.


🧠 Personalidade

Misaka:

  • tenta parecer madura
  • perde a compostura facilmente
  • fica extremamente envergonhada
  • desconta emoções nos outros

Principalmente no Touma.


☕ Curiosidades

🎯 O golpe “Railgun”

é baseado em arma eletromagnética real.

🎯 Ela é uma das personagens femininas mais populares do Japão

Durante anos dominou rankings da revista Newtype.

🎯 Easter Egg

As moedas usadas por ela viraram item icônico da franquia.


☕ POR QUE TSUNDERES FIZERAM TANTO SUCESSO?

Porque elas representam:

  • vulnerabilidade escondida
  • dificuldade emocional
  • orgulho afetivo
  • medo de rejeição

Em termos psicológicos…
a tsundere é alguém tentando proteger o próprio coração.

O problema é que no anime isso geralmente vem acompanhado de:

  • tapas
  • socos
  • gritaria
  • explosões nucleares emocionais

🔥 A EVOLUÇÃO DAS TSUNDERES

📼 Anos 90

Tsunderes mais agressivas e traumáticas.
Exemplo:

  • Asuka

💿 Anos 2000

Era da comédia romântica explosiva.
Exemplo:

  • Taiga
  • Kagami
  • Louise

📡 Anos 2010

Tsunderes mais humanas e sofisticadas.
Exemplo:

  • Kurisu
  • Rin
  • Misaka

📱 Hoje

O arquétipo ficou mais suave.
Muitos animes evitam violência exagerada e focam em:

  • insegurança emocional
  • sarcasmo
  • relações mais naturais

☕ CURIOSIDADE FINAL — O “TSUN” VIROU LINGUAGEM GLOBAL

Hoje o termo:

“tsundere”

é conhecido no mundo inteiro.

Virou:

  • meme
  • tipo de personalidade
  • categoria de personagem
  • linguagem de internet

Até quem nunca viu anime já reconhece:

“a pessoa que finge não gostar… mas claramente gosta.”


🔥☕ CONCLUSÃO

As tsunderes sobreviveram décadas porque misturam:

  • caos emocional
  • humor
  • romance
  • vulnerabilidade humana

Elas gritam.
Negam sentimentos.
Explodem.
Entram em pane emocional.

Mas no fundo…
são personagens tentando aprender algo extremamente difícil:

💔 demonstrar afeto sem medo.

E talvez seja exatamente por isso que tanta gente se identifica com elas.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Changeman - View Changes


Um Café no Bellacosa Mainframe

Changeman – View Changes

O “git log / git diff” raiz do z/OS, muito antes de virar moda 😉

Se você já trabalhou com CA Changeman em ambiente IBM Mainframe, sabe: ele não é apenas uma ferramenta de controle de mudanças. Ele é praticamente um guardião da sanidade do programador, do analista e do auditor.
E dentro desse universo, existe um recurso simples, poderoso e muitas vezes subestimado: View Changes.

Vamos destrinchar isso ao melhor estilo Bellacosa Mainframe: com história, passo a passo, dicas práticas, curiosidades, comandos e até alguns easter eggs que só quem já sofreu em produção entende 😄


1️⃣ O que é o Changeman?

O CA Changeman ZMF (Zero Migration Facility) é uma ferramenta de Change Management usada no z/OS para:

  • Controlar versões de programas (COBOL, PL/I, ASM, JCL, PROC, COPY, etc.)

  • Garantir rastreabilidade (quem mudou, quando, por quê)

  • Organizar ambientes (DEV → QA → HML → PRD)

  • Atender auditorias (SOX, PCI, ISO, BACEN feelings 😅)

👉 Antes do GitHub existir, o Changeman já fazia controle de versão sério no mainframe.


2️⃣ O que é o View Changes?

O View Changes permite visualizar as diferenças entre versões de um componente antes, durante ou depois de uma migração.

Em outras palavras:

“O que exatamente mudou nesse programa?”

Ele compara:

  • Baseline × Working

  • Package × Baseline

  • Versão antiga × versão nova

  • Antes da promoção × depois da promoção

📌 É o diff do mainframe, só que com gravata e crachá corporativo.


3️⃣ Um pouco de história 📜

Antes do Changeman:

  • Alterações eram feitas direto em PDS

  • Versionamento? → “Salva uma cópia com outro nome”

  • Auditoria? → “Confia em mim”

  • Rastreabilidade? → JES2 $HASP050 de nervoso

O Changeman surgiu para organizar o caos, trazendo:

  • Processos formais

  • Packages

  • Approvals

  • Promote / Demote

  • E claro… comparação de mudanças

O View Changes nasce exatamente dessa necessidade:
👉 Mostrar claramente o impacto de cada alteração.


4️⃣ Onde o View Changes aparece no dia a dia?

Você vai encontrar o View Changes principalmente em:

  • Component List

  • Package List

  • Baseline Browse

  • Staging / Promotion Review

Normalmente acessado via ISPF menus do Changeman.


5️⃣ Passo a passo – View Changes na prática 🧭

🔹 1. Acesse o Changeman

Via ISPF:

=CM

(ou a opção configurada no seu shop)


🔹 2. Entre em um Package ou Application

  • Selecione a Application

  • Escolha o Package

  • Liste os Components


🔹 3. Selecione o componente desejado

Exemplo:

  • Programa COBOL

  • JCL

  • Copybook

Normalmente usando:

S (Select)

ou

V (View)

🔹 4. Escolha View Changes

Dependendo do menu, pode aparecer como:

  • View Changes

  • Compare

  • Diff

  • Browse Changes

O Changeman então:
✔ Compara a versão atual com a versão anterior
✔ Abre uma tela de comparação lado a lado ou inline


🔹 5. Analise as diferenças

Você verá:

  • Linhas adicionadas

  • Linhas removidas

  • Linhas alteradas

  • Numeração original do source

🎯 Aqui está a verdade nua e crua da mudança.


6️⃣ Como a comparação aparece? 👀

Geralmente:

  • Linhas alteradas marcadas com símbolos

  • Prefixos como:

    • + inclusão

    • - remoção

    • ! modificação

  • Numeração antiga × nova

📌 Dica Bellacosa:

Leia o diff antes de promover. Depois não adianta chorar no console.


7️⃣ Comandos úteis durante o View Changes ⌨️

Dentro da tela de visualização:

  • FIND 'STRING'
    🔎 Localiza mudanças específicas

  • LOCATE nnnnnn
    📍 Vai direto para uma linha

  • UP / DOWN
    📜 Navegação

  • RFIND
    🔁 Repetir busca

  • LEFT / RIGHT
    ↔ Em comparações lado a lado


8️⃣ Dicas práticas (experiência de trincheira) 🧠

Sempre use View Changes antes do Promote
Evita aquele clássico: “Não era isso que eu tinha mudado”.

Use em JCL também!
Um DISP=SHR que virou OLD já derrubou muita madrugada.

Compare COPYBOOKs com carinho
Uma mudança pequena pode quebrar 20 programas.

Leia o diff como auditor
Se você não consegue explicar a mudança, o auditor vai adorar perguntar 😄


9️⃣ Curiosidades ☕

  • Changeman faz diff linha a linha, não lógico

  • Espaços contam (sim, COBOL feelings)

  • Comentários alterados aparecem como mudança

  • Alguns shops limitam o View Changes por perfil RACF


🔟 Easter Eggs Bellacosa 🥚

🥚 Mudança fantasma
Você jura que não mudou nada… mas o View Changes mostra diferenças.
👉 Normalmente:

  • Espaço a mais

  • Tab invisível

  • Fim de linha diferente

🥚 Comentário que salva auditoria
Um simples comentário bem escrito no source pode justificar toda a alteração no diff.

🥚 O “View Changes do susto”
Quando você percebe que alguém alterou algo que não estava no request
e o Changeman virou sua testemunha oficial 😎


1️⃣1️⃣ Changeman vs Git (comparação inevitável)

ConceitoChangemanGit
DiffView Changesgit diff
HistóricoPackagescommits
AprovaçãoApprovalspull request
ProduçãoPromotemerge/main

👉 Moral da história:
Mainframe sempre esteve anos à frente – só não tinha hype.


1️⃣2️⃣ Comentário final Bellacosa Mainframe ☕

O View Changes é simples, mas poderoso.
Ele:

  • Evita erros

  • Salva horas de debug

  • Ajuda auditorias

  • Protege produção

  • E ensina disciplina técnica

Se você trabalha com Changeman e não usa View Changes, está pilotando um z/OS de olhos fechados.

Mainframe não perdoa achismo. Ele exige evidência.

E o View Changes é uma das melhores evidências que você pode ter. 

Z.CH

5 – List Package

S2 – View objects in Package

VC – View Changes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 26 de março de 2014

💾 TK-85 — O 8 bits que roubava a televisão da novela

 



💾 TK-85 — O 8 bits que roubava a televisão da novela

Por Bellacosa Mainframe

Antes da IA, antes do chat, antes do Wi-Fi, existia um tempo em que o computador ligava na televisão da sala.
E essa televisão era a única da casa.
Era um Brasil analógico, dividido entre o chiado da fita cassete e o som do tema de abertura da novela das oito.
E foi nesse cenário que chegou o TK-85 — meu primeiro microcomputador pessoal, e talvez o primeiro portal que me levou ao universo digital.



🧩 O nascimento de um herói de 8 bits

O TK-85 foi lançado em 1983 pela Microdigital Eletrônica, em São Paulo.
Era o sucessor direto do TK-82C, e um clone brasileiro do ZX Spectrum, da inglesa Sinclair Research.
Mas, como tudo no Brasil, o TK-85 tinha sotaque próprio: tropicalizado, adaptado, cheio de improviso e paixão.

Ele vinha com um processador Zilog Z80A rodando a 3,25 MHz, entre 16K e 48K de RAM, e um interpretador BASIC gravado na ROM.
O armazenamento? Fita cassete comum — o mesmo gravador usado pra ouvir Roberto Carlos no domingo.
Era o computador de mesa… sem mesa. O monitor era a TV da família, e o “boot” acontecia quando ninguém estava assistindo novela.



📺 Drama doméstico: a TV ou o futuro?

Ligar o TK-85 era um ritual doméstico e diplomático.
Eu esperava pacientemente a hora certa — quando o jornal acabava e a novela ainda não tinha começado.
Conectava o cabo de RF na traseira da televisão, girava o seletor até aparecer aquela imagem mística:

MICRODIGITAL TK-85 OK

Era um milagre tecnológico piscando na tela da Philco.
Mas bastava minha mãe gritar da cozinha — “Menino, desliga isso que vai começar Roque Santeiro!” — e o futuro precisava esperar mais um capítulo.
Hoje penso que, de alguma forma, era poético: enquanto o Brasil inteiro sonhava com a ficção das novelas, eu sonhava com as ficções da lógica, com universos feitos de números e comandos.

🧠 Um professor silencioso

O TK-85 foi meu primeiro professor digital.
Com ele aprendi o poder da lógica, a paciência da depuração, a beleza de ver uma linha de código funcionar.
Era simples, direto — e absolutamente mágico:

10 PRINT "HELLO, WORLD" 20 GOTO 10

A tela da TV se enchia de palavras infinitas, e eu sentia que tinha descoberto uma nova linguagem — uma conversa secreta com a máquina.
Enquanto o mundo via apenas letras piscando, eu via mundos inteiros surgindo de um “OK”.

🕹️ Cultura, curiosidades e nostalgia

  • O nome “TK” vinha de Tadao Kogyo, fundador da Microdigital.

  • Jogos clássicos como Manic Miner e Jetpac eram carregados de fita cassete, e o ruído do carregamento era o hino não-oficial da programação doméstica.

  • O TK-85 tinha teclas firmes, de verdade — um luxo frente ao teclado de membrana dos modelos anteriores.

  • O BASIC era o idioma universal de quem acreditava que a imaginação podia caber em 48K.

  • E cada travamento no meio do LOAD era uma lição precoce sobre resiliência.

💾 Do 8 bits à nuvem

O TK-85 me ensinou muito antes de eu entrar no mundo do mainframe e, décadas depois, ver nascer a inteligência artificial.
Naquela tela de TV disputada pela família, eu aprendi o que significava falar com a máquina — não como servo, mas como cúmplice.

Hoje, quando vejo algoritmos escrevendo textos, interpretando imagens e criando mundos, lembro do meu TK-85.
Ele não tinha voz, não tinha rede, não tinha nada além de 48K de sonho.
Mas foi ali que o futuro começou a carregar — um LOAD longo, com chiado, mas inevitável.

☕ Epílogo

O TK-85 não era apenas um computador: era um rito de passagem.
Foi ele que me ensinou que o digital podia ser humano, e que cada linha de código era uma forma de poesia.
Ele roubava a televisão da novela, sim — mas devolvia algo muito maior: a sensação de que o impossível podia ser aprendido, tecla por tecla.

E talvez, no fundo, essa tenha sido a primeira forma de inteligência artificial que conheci:
a capacidade do ser humano de sonhar com a máquina e, ao sonhar, reinventar o próprio mundo.


Bellacosa Mainframe
☕ Porque toda máquina tem alma — e toda infância tem um terminal piscando em “OK”.


domingo, 23 de março de 2014

Frango grelhado no carvao

Frango assado como churrasco


Outra especialidade portuguesa que trouxe comigo. O frango no carvão.

Um frango bem temperadinho com alho, cebola, salsa, cebolinha, oregano, pimenta, vinagre e sal.

Carvão em brasa bem quente.



Colocamos o frango na brasa e deixamos assar sem muito enrolação, molhando de tempos em tempos o frango com o caldo em que ele ficou de molho.

Acompanha bem com batatas fritas e arroz, batatas cozidas no proprio caldo do frango e salada

Bom apetite