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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Em 1996 as glebas A e B eram as únicas ocupadas e desenvolvidas, existiam ainda chacaras e sítios perdidos entre o crescimento desordenado. Esta pressao obrigava a vida selvagem ate os humanos, eis alguns dos exemplares que minha camera capturou.
Na epoca andava de uma lado a outro, tomava banho nos açudes, acampava na colina, refrescava-me na biquinha e zanzava ate o polvilho em busca de diversao.
Nesta fotos temos quatis, sapinhos, lagartos, bodes e cabritas todos coabitando tranquilamente entre as casinhas.
Foi um ano estranho com algumas vitorias, derrotas e grandes decisões. Estou indo para o ultimo ano da faculdade, sai da Fundação Cesp e entrei na Transbrasil, terminei relacionamentos e comecei.
Com um grupo de amigos fui passar a virada do ano em Monguaga, casa grande cheia de malucos foi um principio de 96, bem louco.
Curado da ressaca fui conhecer a cidade e fiz estas fotos que apresento, tirando estes detalhes a cidade não me marcou muito para poder formar uma opinião, preciso voltar para rever e tentar capturar melhor a sua essência.
Realmente todo mundo tem problemas, recordo-me que fui conhecer Itapetininga por acidente. Tinha um vizinho o Edson Rambo, que um dia apareceu seu pai e começou a trazer problemas na vizinhança.
Como éramos bons colegas, ele me convidou para acompanha-lo ate esta cidade, para levar seu pai de volta para a casa do avós paternos. Aproveitei que estava de maquina fotográfica e resolvi ir testa-la fazendo novas fotos. Era uma maquina russa Zenith com lentes alemas.
Acabei fazendo algum dinheirinho fotografando retratos e fazendo posteres 20x25, inclusive tendo que retornar 2 vezes mais.
Conheci bastante gente, fui ate sítios da região, bailes na cidade, não posso negar que curti muito conhecer esta cidade, gente de bem, hospitaleira e grande pontos de interesse turístico e com varias fabricas em ruínas para arqueologia industrial.
Minha tia Maria, da Vila Alpina, segundo minha mãe, nasceu em Salto, uma cidade marcada pela forte imigração espanhola e localizada às margens do Rio Tietê, entre Itu e Sorocaba.
Ao passear por suas ruas, descobri que Salto é muito mais do que imaginava. A cidade reúne história, natureza, arqueologia, fé e patrimônio industrial em um único lugar.
Uma das experiências mais marcantes foi visitar o Santuário de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira da cidade. Localizado no alto de uma colina, o santuário oferece uma vista privilegiada da região. Uma trilha em espiral conduz o visitante até um mirante, onde é possível contemplar a paisagem e compreender por que aquele ponto se tornou um símbolo da cidade.
Outro aspecto fascinante são as margens do Rio Tietê. Ali encontram-se importantes vestígios do passado industrial paulista: antigas tecelagens, ruínas arqueológicas, uma elegante ponte pênsil e a famosa Ilha dos Amores, cercada por lendas e histórias populares que atravessam gerações.
Infelizmente, a beleza do lugar contrasta com a realidade do rio. A poluição do Tietê ainda é evidente, acumulando lixo, espuma e um forte odor, lembrando que esse patrimônio natural ainda espera pela recuperação que merece.
Nos arredores da cidade existe ainda o Parque da Rocha Moutonnée, um dos mais importantes sítios geológicos do Brasil. A enorme formação rochosa preserva marcas deixadas pelas geleiras que cobriram o sul do continente durante a Era Glacial, oferecendo uma rara oportunidade de observar evidências de um passado com centenas de milhões de anos.
Salto acabou se revelando uma surpresa extremamente agradável. É uma cidade que reúne história, ciência, religiosidade, arqueologia, geologia e memória em um único roteiro, mostrando que, muitas vezes, os lugares mais interessantes estão muito mais próximos do que imaginamos.
Na minha infância meu pai organizava excursões para Bom Jesus do Pirapora, para irem ate o santuário, naquela época o rio Tiete era menos poluído, lembro-me dos restaurantes a beira rio, o pedalinho em uma das margens.
Anos mais tarde, resolvi fazer uma caminhada leve, fui ate a Lapa, dela peguei o trem da linha de Barueri e com um pouco de esforço cheguei a Pirapora.
Este video contem as fotos que fiz nesse dia, andando por locais que conheci outrora e agora estava revendo, é emocionante rever lugares da infância, ver coisas que sua imaginação coloriu com o tempo.
⛪ Santuário do Bom Jesus de Pirapora
ao estilo Bellacosa Mainframe – fé, batch e processamento contínuo
No interior de São Paulo, às margens do rio Tietê — esse mesmo que na capital sofre com buffer overflow ambiental — existe um lugar onde o tempo roda em modo batch há séculos: o Santuário do Bom Jesus de Pirapora.
A história começa no século XVIII, quando a imagem do Bom Jesus teria sido encontrada boiando no rio. Tentaram removê-la. Não funcionou. Tentaram de novo. Falhou. Só quando aceitaram que aquele era o data center divino correto, a imagem “permitiu” ser levada. Se isso não é sistema legando escolhendo onde quer rodar, eu não sei o que é.
O santuário nasce assim: não por planejamento urbano, mas por evento inesperado, daqueles que mudam o fluxo do processamento humano. Fé, aqui, não é on-line. É processamento assíncrono, acumulado ao longo dos anos, com romarias, promessas, agradecimentos e silêncio.
Todo ano, milhares de romeiros caminham até Pirapora. Cada passo é um commit. Cada vela acesa é um log. Cada promessa paga é um JOB concluído com RC=0. Não há pressa. O Bom Jesus não trabalha com SLA agressivo. Ele opera em alta disponibilidade espiritual.
Curiosidade pouco comentada: o santuário influenciou profundamente a cultura afro-brasileira e popular paulista. Sambistas, congadas e manifestações tradicionais sempre orbitam Pirapora. É fé que dança. É religião com interface humana, não só ritualística.
Arquitetonicamente simples, o santuário segue o princípio máximo do mainframe e da fé antiga: robustez acima de estética. Não precisa brilhar. Precisa permanecer. E permanece.
O maior easter egg? O rio Tietê. Ele passa ali quase puro, quase silencioso, lembrando que até sistemas degradados podem ter pontos de redenção upstream.
Comentário Bellacosa final:
O Santuário do Bom Jesus de Pirapora é como aquele sistema crítico que ninguém ousa desligar. Pode não ser moderno, pode não ser bonito, mas sustenta vidas inteiras há gerações. E isso, meu amigo, é missão crítica.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
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Mainframe desde 1988