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quinta-feira, 4 de junho de 2009

🎮 Isekai List 2009

 

Bellacosa Mainframe apresenta a lista de isekai 2009

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

2009 — O Ano em que o Isekai Estava Reinicializando o Gênero

Se 2010 foi o "boot" e 2012 a grande explosão, 2009 foi o último ano da era clássica dos isekais.

Naquele momento, ninguém imaginava que poucos anos depois o gênero dominaria completamente a indústria. Ainda predominavam histórias de fantasia misturadas com ficção científica, universos paralelos, dimensões alternativas e viagens entre mundos. O conceito moderno de "reencarnar após morrer e ganhar uma habilidade absurda" ainda praticamente não existia.

Era uma época em que os roteiristas ainda experimentavam diferentes formas de transportar personagens para outros mundos. Muitos desses animes hoje são considerados "proto-isekais": ajudaram a construir a base narrativa que, anos depois, seria refinada por obras como Sword Art Online, Overlord, Re:Zero e Mushoku Tensei.

Vamos fazer uma viagem até 2009, quando o servidor do gênero ainda rodava em modo de testes.



Os Isekais de 2009

1. Asura Cryin'

Título original: アスラクライン (Asura Cryin')

Episódios: 26 (13 + 13) (Wikipedia)

Resumo

Tomoharu Natsume vive uma vida aparentemente normal, mas é constantemente acompanhado pelo fantasma de sua amiga de infância, Misao. Após receber uma misteriosa mala, ele descobre uma organização secreta, armas sobrenaturais chamadas Asura Machina e diversos mundos coexistindo em diferentes dimensões.

Embora não seja um isekai tradicional, grande parte da trama envolve universos paralelos, mudanças de realidade e linhas temporais alternativas.

Principais personagens

  • Tomoharu Natsume

  • Misao Minakami

  • Kanade Takatsuki

  • Shuri Kurosaki

  • Hiwako Torishima

O que o torna diferente?

Mistura:

  • mechas

  • magia

  • ciência

  • universos paralelos

  • realidades alternativas

É quase um laboratório de ideias que mais tarde seriam reaproveitadas por diversos isekais.

Easter Eggs

☕ O nome Asura Machina lembra a expressão "Deus Ex Machina", mas aqui a máquina literalmente altera o destino.

☕ Existem diversas linhas temporais escondidas que só fazem sentido quando o espectador reassiste ao anime.

☕ A segunda temporada continua exatamente da numeração da primeira (episódio 14), reforçando que a história é única. (Wikipedia)


Menções Honrosas (Isekai Adjacentes)

Embora 2009 tenha sido um ano relativamente fraco em quantidade de isekais puros, algumas obras exploraram conceitos muito próximos do gênero.

Guin Saga

Título original: グイン・サーガ

Episódios: 26

Embora seja uma fantasia épica tradicional, muitos fãs consideram que sua estrutura influenciou diversos autores de isekai posteriores.

Personagens

  • Guin

  • Rinda

  • Remus

Curiosidade

Baseado em uma das maiores séries literárias japonesas de fantasia, com mais de 130 volumes.


Queen's Blade: Gyokuza wo Tsugu Mono

Apesar de não ser um isekai, ajudou a popularizar o estilo medieval fantástico repleto de classes, guerreiros e monstros que depois seria praticamente obrigatório no gênero.


07-Ghost

Misturava religião, fantasia e um universo completamente separado da Terra.

Também não é oficialmente um isekai, mas muitos elementos inspirariam futuras obras.


O que aconteceu em 2009?

Foi um ano curioso.

Enquanto Hollywood apostava em super-heróis, o Japão experimentava novas formas de fantasia.

Os autores ainda não tinham encontrado a "receita perfeita".

As histórias exploravam:

  • dimensões alternativas;

  • mundos paralelos;

  • viagens temporais;

  • magia misturada com tecnologia;

  • realidade virtual.

Ainda não existia:

  • caminhão-kun;

  • reencarnação automática;

  • sistemas de RPG;

  • telas de status;

  • protagonista overpower desde o primeiro episódio;

  • guildas padronizadas.

Esses elementos só seriam consolidados alguns anos depois.


Curiosidades

📀 Em 2009 a maioria dos isekais ainda vinha de light novels experimentais, e não de web novels.

🎮 O sucesso dos JRPGs como Tales, Ys e Final Fantasy ainda influenciava fortemente o visual dos mundos fantásticos.

📚 Os autores escreviam pensando mais em aventuras e mistério do que em progressão de níveis.

⚔️ O conceito de "party de aventureiros" ainda aparecia com pouca frequência.


O que fez 2009 ser importante?

O ano de 2009 foi uma espécie de ambiente de homologação do gênero.

Os programadores do roteiro ainda compilavam diferentes algoritmos narrativos:

Fantasia
      +
Universo Paralelo
      +
Magia
      +
Tecnologia
      +
Mistério

Compilação...

Resultado:

Build concluída.

Aguardando 2010...

Foi justamente essa fase experimental que preparou o terreno para a transformação que aconteceria nos anos seguintes. Sem essas tentativas, dificilmente o gênero teria alcançado a identidade que o tornou um dos maiores fenômenos da animação japonesa.


☕ Conclusão — Um Café no Bellacosa Mainframe

Se 2009 fosse um sistema IBM Mainframe, ele estaria executando um ambiente de desenvolvimento (DEV).

Os programas ainda estavam sendo compilados.

Os módulos eram testados.

Os bugs apareciam.

As ideias eram refinadas.

Ainda não existia o "framework oficial" do isekai moderno, mas as instruções fundamentais já estavam sendo escritas.

Foi nesse ano que muitos conceitos de múltiplos mundos, realidades paralelas e aventuras fantásticas começaram a convergir para aquilo que, pouco tempo depois, se tornaria um dos gêneros mais populares da história dos animes.

Para quem gosta de explorar as origens do isekai, 2009 representa um verdadeiro dump de memória: um registro precioso de quando o gênero ainda estava sendo montado linha por linha, como um programa COBOL aguardando o primeiro SUBMIT no JCL antes de entrar em produção.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Portal Isekai — A Linha do Tempo dos Mundos Paralelos

Atravesse o portal e explore os animes isekai lançados entre 2009 e 2025. Cada grimório anual reúne títulos, personagens, episódios, curiosidades, referências e mundos que mudaram o gênero.

17 anos catalogados
2009–2025 linha do tempo
1 portal dimensional

A grande biblioteca dos animes isekai

Um portal se abriu dentro do Bellacosa Mainframe. Do outro lado, aventureiros reencarnados, heróis convocados, jogadores presos em mundos virtuais, magos, demônios, fazendeiros, cozinheiros e administradores de reinos aguardam sua próxima missão.

Este índice organiza os artigos anuais da série Isekai List, começando em 2009 e avançando até 2025. Use a busca para localizar um ano, escolha a ordem cronológica ou abra cada artigo diretamente em uma nova aba. Também é possível visualizar o conteúdo dentro do próprio portal.

🧭 Console de Navegação Dimensional

17 grimórios encontrados.

Arquivo recuperado do mainframe

Grimórios Isekai por Ano

Sistema online
2025
Nova geração

Isekai List 2025

O ano em que o isekai começou a experimentar novos algoritmos, misturando fórmulas clássicas, continuações e novas variações.

2024
Expansão dimensional

Isekai List 2024

Um ciclo carregado de continuações, novos sistemas mágicos, protagonistas improváveis e múltiplas atualizações de firmware.

2023
Diversificação

Isekai List 2023

Fantasia, culinária, agricultura, aventura e slow life dividem espaço em um dos anos mais variados do gênero.

2022
Firmware atualizado

Isekai List 2022

Novas temporadas, adaptações aguardadas e mundos paralelos operando com sistemas cada vez mais especializados.

2021
Reinos conectados

Isekai List 2021

Heróis, vilões, estrategistas e habitantes de outros mundos disputam espaço em uma temporada de forte produção.

2020
Produção intensiva

Isekai List 2020

O gênero domina o horário de produção e se transforma em uma das principais forças da indústria de anime.

2019
Linha de montagem

Isekai 2019

A indústria amplia o catálogo e transforma mundos paralelos em uma linha constante de lançamentos e adaptações.

2018
Produção em massa

Isekai List 2018

O gênero entra definitivamente em produção em massa, multiplicando mundos, heróis e sistemas de habilidades.

2017
Industrialização

Isekai List 2017

O isekai vira linha de produção, recebe novas fórmulas narrativas e conquista uma audiência cada vez maior.

2016
Reinicialização

Isekai List 2016

Um ano decisivo, marcado por obras que reiniciaram o sistema operacional do gênero e redefiniram suas possibilidades.

2015
Ascensão imperial

Isekai List 2015

O isekai deixa de ser apenas um nicho, amplia seu público e começa a construir um verdadeiro império comercial.

2014
Permanência no outro mundo

Isekai List 2014

Os protagonistas descobrem que voltar para casa nem sempre é o objetivo principal de uma aventura em outro mundo.

2013
Nova identidade

Isekai List 2013

O gênero encontra uma identidade moderna e começa a estabelecer elementos que dominariam a década seguinte.

2012
Grande reinicialização

Isekai List 2012

O ano em que mundos virtuais, light novels e comunidades online ajudaram a reiniciar a indústria dos animes.

2011
Compilando o futuro

Isekai List 2011

Um período de transição em que os elementos do isekai moderno começam a ser compilados dentro da indústria.

2010
Pré-explosão

Isekai List 2010

Antes da grande explosão comercial, o gênero reiniciava silenciosamente seus códigos narrativos fundamentais.

2009
Código ancestral

Isekai List 2009

O começo desta linha do tempo: um gênero ainda em reinicialização, preparando terreno para sua evolução.

Janela dimensional

🌀 Visualizador de Artigos

Escolha “Ver no portal” em qualquer ano para carregar o artigo.

Portal em modo de espera Selecione um ano para iniciar a transferência.

O que você encontra neste índice de animes isekai?

Animes por ano

Uma organização cronológica dos lançamentos e continuações mais relevantes entre 2009 e 2025.

Histórias e personagens

Resumos, protagonistas, companheiros, vilões, sistemas mágicos e elementos marcantes de cada produção.

Curiosidades e easter eggs

Referências escondidas, relações com light novels, mangás, RPGs, jogos e outras obras da cultura japonesa.

Estilo Bellacosa

Uma viagem descontraída pelos mundos paralelos, misturando anime, nostalgia, tecnologia e o bom humor do mainframe.

Um Café no Bellacosa Mainframe
Onde cada anime é um programa e cada mundo paralelo é uma nova LPAR.

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

🥩 Em Anime, qual é o “corte bovino” que sempre aparece?

 

Bellacosa Mainframe apresenta o churrasco no anime

🥩 Em Anime, qual é o “corte bovino” que sempre aparece?

(ou: quando a marmorização vira efeito especial)

ao estilo Bellacosa Mainframe

Se você já assistiu anime suficiente, sabe do que estou falando.
A cena é clássica:

  • A carne chega

  • A câmera faz close

  • Ela brilha ✨

  • Alguém engole seco

  • Outro personagem diz: “Isso é caro…”

E você pensa:

“Que corte bovino é esse que só aparece em anime?!”

Vamos decodificar esse dataset carnívoro.


🐂 Spoiler rápido: não é UM corte só

Em anime, o que aparece não é exatamente um corte, mas uma combinação de três conceitos:

  1. Tipo de boi

  2. Corte específico

  3. Contexto cultural

👉 Anime trabalha com atalhos visuais.
Assim como um dump indica desastre, marmorização extrema indica luxo.


⭐ WAGYU (和牛) – o “hardware premium”

Se a carne:

  • Parece derreter

  • Tem gordura desenhada como mapa astral

  • Brilha mais que opening shōnen

👉 É Wagyu.

📌 Importante (Easter egg nº 1):
Wagyu não é corte, é o tipo do boi.

Nos animes, Wagyu simboliza:

  • Recompensa

  • Status

  • Cena especial

  • “Hoje a conta é minha”

🎌 Animes onde aparece (direto ou indireto):

  • Shokugeki no Soma

  • Yuru Camp

  • Oishinbo

  • Silver Spoon


🔥 KARUBI (カルビ) – o rei do yakiniku

Cena de:

  • Amigos

  • Churrasco japonês

  • Grelha pequena

  • Carne fatiada

👉 Karubi.

O que é:

  • Costela / short rib

  • Gordurosa

  • Cortada fina

  • Assa em segundos

💡 Karubi é o batch job confiável:

  • Sempre aparece

  • Nunca falha

  • Todo mundo gosta


🍖 RIBURO-SU (リブロース) – o ribeye japonês

Quando o anime quer mostrar:

  • Carne “séria”

  • Corte espesso

  • Cozinheiro respeitado

👉 Riburo-su (ribeye).

📌 Marmorização bonita, mas sem exagero visual de Wagyu A5.


👅 GYŪTAN (牛タン) – a língua “de especialista”

Aparece quando:

  • O personagem manja muito

  • A cena é urbana

  • O restaurante é tradicional

Gyūtan é:

  • Técnica

  • Regional (Sendai)

  • Para quem entende

👉 Tipo aquele utilitário que só veterano sabe usar.


🥚 Easter eggs que passam batido

🥚 Quanto mais brilho, menos realista.
🥚 Gordura em anime é status social, não defeito.
🥚 Personagem pobre comendo Wagyu = episódio emocional garantido.
🥚 Anime raramente fala o nome do corte — a imagem resolve.


☕ Tradução para Mainframers

  • Wagyu = hardware topo de linha

  • Karubi = sistema confiável

  • Ribeye = performance equilibrada

  • Gyūtan = feature para iniciados

Anime não quer te ensinar açougue.
Quer te ensinar emoção via comida.


🧠 Comentário Bellacosa Mainframe

Assim como no data center:

  • Você não usa o equipamento mais caro todo dia

  • Mas quando usa… marca o momento

A carne em anime não é só carne.
É narrativa, afeto, recompensa e cultura.

E se depois disso você ficou com fome…
👉 missão cumprida.


JOB FINALIZADO
RC=0
SYSOUT: “Abrir aplicativo de delivery imediatamente.” 🍖🔥

terça-feira, 2 de junho de 2009

📂 FILE MANAGER BASE (FMB) – IBM

 

Bellacosa Mainframe apresenta o IBM Mainframe ISPF File Manager

📂 FILE MANAGER BASE (FMB) – IBM

ao estilo Bellacosa Mainframe

Quem vive o dia a dia do mainframe sabe: entender layout de arquivo não é detalhe, é sobrevivência. E quando a pergunta clássica aparece — “em que posição começa e termina esse campo?” — eu não penso duas vezes: FMB – File Manager Base, da IBM.

Inserido de forma elegante no menu do TSO/ISPF, o FMB é aquele utilitário que não faz barulho, não aparece em buzzwords modernas, mas resolve problemas reais há décadas.


IBM Mainframe menu ISPFfm



🧠 Para que eu uso o FMB no dia a dia

Sempre que preciso consultar o layout de um arquivo sequencial, VSAM ou até datasets mais “exóticos”, recorro ao caminho:

FMB → Utilities → Copybook

Essa opção é ouro.

Ela apresenta, de forma clara e objetiva:

  • Nome dos campos

  • Tipo/formato (CHAR, PACKED, BINARY, etc.)

  • Tamanho do campo

  • Posição inicial

  • Posição final

Ou seja: exatamente o que você precisa quando está conferindo um arquivo gerado por batch, validando uma carga, depurando um problema de produção ou simplesmente desconfiando que “isso aqui não bate”.

📌 Para quem já sofreu lendo copybook manualmente, contando coluna por coluna no papel (ou no Notepad 😅), isso é quase terapêutico.


IBM Mainframe z/OS File Manager 
🗂️ Valor prático real (não é marketing)

O FMB facilita muito:

  • Conferência de conteúdo de arquivos sequenciais

  • Validação de layouts em processos batch

  • Análise rápida sem precisar abrir compilador ou rodar job

  • Redução de erro humano (adeus contagem manual de colunas)

É um utilitário que economiza tempo, evita erro e aumenta confiança.


IBM Mainframe z/os ISPF File Manager Utilities13

🕰️ Data de origem (contexto histórico)

  • 📅 Origem teórica: início dos anos 1990

  • 🏢 Desenvolvido pela IBM como parte do conjunto de ferramentas de produtividade para MVS/TSO

  • Evoluiu junto com:

    • ISPF

    • Ambientes z/OS

    • Necessidade crescente de análise de dados em produção

Ele nasce numa época em que:

“visualizar dados com contexto” era uma dor real e frequente.


IBM Mainframe print layout copy book

🚀 Data de lançamento (referência)

  • 📆 Primeiras versões comerciais: por volta de 1992–1993

  • Integrado posteriormente ao IBM File Manager for z/OS

  • O File Manager Base (FMB) funciona como o “coração” da solução


💡 Dicas de uso (estilo Bellacosa)

  • 🔎 Use o Copybook Viewer antes de qualquer alteração em programa batch

  • 🧪 Compare layout esperado × arquivo real antes de acusar “erro no sistema”

  • 📐 Confirme campos PACKED e BINARY — muitos problemas estão ali

  • 🧘‍♂️ Em produção crítica, olhar o arquivo primeiro salva deploys desnecessários


🥚 Curiosidades & Easter Eggs

  • O FMB mostra posições 1-based, como o COBOL — nada de index zero confuso

  • Ele respeita o copybook original, inclusive REDEFINES

  • Dá para encontrar erros de layout sem executar uma linha de código

  • Muitos profissionais usam há anos e não sabem metade do que ele oferece


🤫 Fofoquices de mainframe

  • Tem muita equipe que tem o FMB instalado e não usa

  • Já vi debug de horas ser resolvido em 5 minutos de FMB

  • Em várias empresas, só “os mais antigos” sabem navegar bem nele

  • É comum ouvir: “ah, isso aí é coisa de velho” — até o dia que salva a madrugada 😄


📌 Exemplo prático

Imagine um arquivo de 300 bytes com um campo VALOR-TOTAL:

  • Esperado: posição 121 a 135 (PACKED)

  • No FMB: aparece como 121–134
    👉 Pronto, achou o erro de 1 byte que estava quebrando tudo.

Sem FMB? Boa sorte contando na unha.


💬 Comentário final (bem Bellacosa)

O File Manager Base não é moderno, não é “cloud native”, não aparece em slide bonito.
Mas é eficiente, confiável e maduro, exatamente como o mainframe gosta de ser.

Ferramenta simples, silenciosa e extremamente poderosa.
Para mim, um utilitário de altíssimo valor.

Quem conhece, usa.
Quem usa, confia.
Quem confia… dorme melhor depois do batch. 😎

SMP/E: Laboratório SMP/E: Workshop prático passo a passo - Parte 5

 

Bellacosa Mainframe apresemta IBM SMP/E

📘 Série SMP/E para Iniciantes

Parte 5 – Laboratório SMP/E: Workshop prático passo a passo

“SMP/E só vira conhecimento quando o JCL roda e você entende o RC.”


🎯 Objetivo do Laboratório

Simular um cenário real de manutenção z/OS, cobrindo:

  • RECEIVE de um PTF

  • APPLY CHECK

  • APPLY real

  • ACCEPT

  • Análise de HOLD e ERROR

  • Dicas de troubleshooting

📌 Cenário típico de produção.


🧪 Pré-requisitos do ambiente

Antes de começar, verifique:

  • CSI configurado e acessível

  • GLOBAL / TARGET / DLIB definidos

  • FMID já instalado (FUNCTION)

  • PTF disponível (Shopz / dataset)

💡 Dica Bellacosa:

“Se o FMID não existe, nada anda.”


📦 Cenário do exercício

  • Produto: JES2

  • FMID: HJES770

  • PTF fictício: UJ12345

  • Ambiente: TESTE (nunca produção)


🧩 Passo 1 – RECEIVE do PTF

JCL (exemplo didático)

SET BDY(GLOBAL). RECEIVE SYSMODS.

O que validar no output:

  • RC=0

  • SYSMOD registrado no CSI

  • Nenhuma mensagem de erro

📌 Se falhar aqui, pare.


🧪 Passo 2 – APPLY CHECK (obrigatório)

SET BDY(TARGET). APPLY CHECK.

Resultado esperado:

  • Lista de pré-requisitos

  • Verificação de ++VER

  • HOLD identificado:

++HOLD(SYSTEM) REQUIRES IPL

💡 Dica Bellacosa:

“CHECK é ensaio geral. Quem ignora paga ingresso caro.”


🛠️ Passo 3 – Análise do HOLD

Perguntas que o sysprog deve fazer:

  • Precisa IPL?

  • Pode ser feito agora?

  • Existe janela?

📌 Decisão:
👉 Prosseguir com APPLY em teste.


🔧 Passo 4 – APPLY real

SET BDY(TARGET). APPLY.

O que observar:

  • RC=0 ou RC=4 (com HOLD)

  • Módulos copiados para TARGET

  • Mensagens de sucesso

📌 Aqui o sistema muda.


🚨 Situação alternativa – ++ERROR encontrado

Se aparecer:

++ERROR

Ação correta:

  • Ler APAR

  • Avaliar impacto

  • Decidir: aplicar ou aguardar superseding PTF

👉 Nunca aplique no automático.


📦 Passo 5 – Testes funcionais

Antes do ACCEPT:

  • Subir JES2

  • Validar spool

  • Ver logs

  • Monitorar comportamento

💡 Dica Bellacosa:

“Teste em TARGET antes de casar com o DLIB.”


🧱 Passo 6 – ACCEPT (baseline)

SET BDY(DLIB). ACCEPT.

Resultado:

  • DLIB atualizado

  • Histórico registrado

  • Sistema preparado para futuras manutenções

📌 Agora virou padrão.


🔄 E se der problema? (RESTORE)

SET BDY(TARGET). RESTORE.

⚠️ Atenção:

  • RESTORE não é trivial

  • Nem sempre volta tudo

  • Documentação é vital


🧠 Erros comuns (vida real)

❌ ACCEPT sem teste
❌ APPLY direto em produção
❌ Ignorar HOLD
❌ Não ler APAR
❌ CSI compartilhado sem controle

👉 Todos já caíram nisso. Os bons aprendem rápido.


🎓 Checklist Bellacosa de Produção

✔ APPLY CHECK sempre
✔ Leia HOLDS e ERRORS
✔ Teste antes de ACCEPT
✔ Documente SYSMODs
✔ Nunca confie cegamente


🧠 Curiosidades finais

  • APPLY é técnico

  • ACCEPT é político

  • CSI é sagrado

  • SMP/E não esquece nada


🧾 Encerramento da Série

Quem domina SMP/E domina o z/OS.
Quem ignora SMP/E trabalha sob risco.

Esta série te leva:

  • De iniciante

  • A consciente

  • A profissional de SMP/E

💾🔥


🦇 🎧 PLAYLIST GÓTICA CRONOLÓGICA (RAIZ → MODERNO)

 

Bellacosa Mainframe relembra o movimento gotico da juventude

🦇 🎧 PLAYLIST GÓTICA CRONOLÓGICA (RAIZ → MODERNO)


🧱 FASE 1 — PRÉ-GÓTICO / PÓS-PUNK (1977–1980)

🎵 Faixas essenciais:

  • Joy Division — Disorder (1979)
  • Siouxsie and the Banshees — Hong Kong Garden (1978)
  • Bauhaus — Bela Lugosi’s Dead (1979) 🧠 (marco zero!)

💡 Insight Bellacosa:

Aqui é o IPL do sistema gótico — ainda não é “goth”, mas já carregando o kernel 😄


🕸️ FASE 2 — NASCIMENTO DO GOTHIC ROCK (1980–1985)


🎵 Faixas essenciais:

  • The Cure — A Forest (1980)
  • The Sisters of Mercy — Temple of Love (1983)
  • Fields of the Nephilim — Moonchild (1988*)
  • Bauhaus — She’s in Parties (1983)

💡

Aqui o sistema entra em produção: identidade visual + som definidos.


⚙️ FASE 3 — EXPANSÃO (DARKWAVE / ETHERAL / INDUSTRIAL) (1985–1995)

🎵 Faixas essenciais:

  • Clan of Xymox — A Day (1985)
  • Dead Can Dance — The Host of Seraphim (1988)
  • Cocteau Twins — Heaven or Las Vegas (1990)
  • Nine Inch Nails — Head Like a Hole (1989)

💡

Aqui vira “multiplataforma”: várias vertentes rodando em paralelo.


🇧🇷 FASE 4 — CENA BRASILEIRA (1985–2000)


🎵 Faixas essenciais:

  • Violeta de Outono — Dia Eterno
  • Cabine C — Fissura
  • Arte no Escuro — Sombra

💡

Brasil rodando versão customizada do sistema — com DNA próprio.


🔥 FASE 5 — ANOS 2000 (ELECTRO / INDUSTRIAL / FUTUREPOP)


🎵 Faixas essenciais:

  • Hocico — Tiempos de Furia
  • VNV Nation — Beloved
  • Combichrist — This Shit Will Fuck You Up

💡

Aqui entra automação pesada — batida eletrônica dominando.


🌑 FASE 6 — MODERNO / REVIVAL (2010–HOJE)

  • She Past Away — Kasvetli Kutlama
  • Molchat Doma — Sudno
  • Plastique Noir — Creep Show

💡

Revival total — como rodar sistema legado em cloud 😄


🧠 RESUMO (VISÃO SYSOP)

1979 → BOOT (Bauhaus)
1980s → CONSOLIDAÇÃO (The Cure, Sisters)
1990s → EXPANSÃO (darkwave, industrial)
BR → LOCALIZAÇÃO (SP underground)
2000s → ELETRONIFICAÇÃO
2010+ → REVIVAL GLOBAL

🔥 BÔNUS — COMO OUVIR (MODO PROFISSIONAL)

👉 Escute nessa ordem (não aleatório!)
👉 Perceba:

  • evolução da bateria
  • mudança de timbre vocal
  • uso de sintetizadores
  • densidade sonora

💡

É tipo analisar SMF + RMF da música 😄

 

segunda-feira, 1 de junho de 2009

🍙 Oniguiri — O “JCL da Comida Japonesa”

 

Bellacosa Mainframe e a delicia do oniguiri

🍙 Oniguiri — O “JCL da Comida Japonesa” que Todo Anime Usa (Post Bellacosa Mainframe Para Otakus)

(um relato épico, técnico-sentimental e cheio de curiosidades estilo Bellacosa Mainframe, direto do cluster gourmet do z/OS otaku)


🍙 O QUE É UM ONIGUIRI?

Padawans otakus, preparem-se:
O oniguiri é basicamente o snack oficial do Japão desde antes do Japão existir.
Definição técnica? Arroz prensado, geralmente com um recheio no meio, embrulhado com alga (norimaki).
Definição estilo Bellacosa?

👉 É o sanduíche do samurai, o marmitex do ninja, o XP boost do protagonista shonen.

Nos animes, ele aparece em absolutamente tudo:

  • Naruto usa para repor chakra (mentalmente).

  • Dragon Ball usa para repor calorias (1 oniguiri = 0,0003% da fome do Goku).

  • Sailor Moon usa pela fofura.

  • Your Name usa pela estética de derreter o coração.

  • Jujutsu Kaisen tem o Panda comendo, porque… porque é o Panda.




🏯 ORIGEM — O ALIMENTO MAINFRAME DO JAPÃO

Se você acha que oniguiri começou por causa de bentô kawaii moderno, engano total, jovem padawan.
Na verdade:

📜 Existem registros de oniguiri desde o século XI, antes mesmo da palavra “sushi” existir.
Os guerreiros carregavam triângulos de arroz porque era:

  • portátil

  • barato

  • prático

  • e o melhor: não estragava fácil graças ao sal.

Ou seja, era o JCL da comida: simples, robusto, confiável, funciona em qualquer ambiente.


🧂 SIGNIFICADO DO FORMATO TRIANGULAR

Aqui tem a parte easter egg de templo xintoísta:
O formato triângulo simboliza uma montanha.
E na cultura japonesa, montanhas = lugar dos deuses (kami).

Então teoricamente, cada oniguiri é uma oferenda miniatura, um abraço dos ancestrais no seu estômago.


🍘 CURIOSIDADES QUE O SEU SENSEI NÃO TE CONTOU

🕵️ “Oniguiri” era comida de espionagem

Samurais escreviam mensagens secretas dentro do recheio.
Tipo: “Encontramos o inimigo“ → recheio de salmão.
“Tragam reforços” → umeboshi.
Um primitivo steganography food mode.

🎭 No início dos anos 2000, oniguiri era censurado nos animes no ocidente

Sim!
Na versão americana de Pokémon, eles trocaram o oniguiri por:

👉 um “jelly donut”.
É sério.
Eles olharam para um triângulo branco com alga e pensaram: “parece um donut”.
E a gente achando que bug de produção só existia em mainframe…

🍙 O recheio mais clássico é umeboshi

Aquela bolinha vermelha azeda que aparece em Himouto! Umaru-chan, Shokugeki no Souma e milhões de outros.

Ele serve como conservante natural — tipo um RACF da comida, protegendo o arroz contra abend microbiológico.


🔧 DICAS ESTILO BELLOCOSA — COMO IDENTIFICAR ONIGUIRI EM ANIME

✔ Triângulo branco + faixa preta de alga = oniguiri clássico
(Shokugeki no Souma, Komi-san, Doraemon)

✔ Oniguiri sem alga = estilo antigo
Muito visto em animes históricos.

✔ Oniguiri com formato redondo = estilo da região de Kansai
Aparece em Inuyasha, quando a Kagome faz para o grupo.

✔ Oniguiri como símbolo de amor
Sempre que uma personagem prepara onigiri para o crush, pode saber:
é o ‘Coração-Doce-Do-Episódio’™.
(Toradora, Clannad, K-On!)


🥷 ONIGUIRI NOS ANIMES — OS MOMENTOS MAIS ICÔNICOS

🍙 Naruto — a Hinata oferece oniguiri ao Naruto (subtexto nível -12, mas sabemos…)
🍙 One Piece — a menina Ryōga tenta fazer oniguiri para Zoro… e falha lindamente
🍙 Demon Slayer — Tanjiro come oniguiri durante treinamento (boost de moral)
🍙 Fruits Basket — Tohru é comparada a um oniguiri que não sabe que tem uma ameixa nas costas (metáfora linda!)
🍙 Jujutsu Kaisen — Panda comendo oniguiri é o pico da sofisticação da animação moderna


🧠 RESUMO NO MODO DUMP (Bellacosa TL;DR):

  • Oniguiri = avô do sushi.

  • É prático, portátil e robusto – igual um utilitário mainframe UNIX System Services.

  • Era comida de samurai e de deus.

  • Tem simbolismo xintoísta.

  • Tem mensagens escondidas no recheio (literalmente).

  • É meme, é nostalgia, é estética, é carinho em forma de triângulo.

  • Em anime, sempre significa aconchego, amizade, pausa na batalha ou amor silencioso.


🏁 E FECHO O TURNO:

Da próxima vez que aparecer um oniguiri no anime que você estiver vendo, lembre-se:

👉 Aquilo não é só comida.
É cultura, história, carinho — é o SYS1.PROCLIB das refeições japonesas.

E, sinceramente?
Eu comeria um agora.

🍙✨

quarta-feira, 6 de maio de 2009

🏛️ CATÁLOGO DO CPD DO SÉCULO PASSADO — O FERRO QUE MANTINHA A EMPRESA FUNCIONANDO

 

Bellacosa Mainframe e a configuração de um CPD no século passado

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🏛️ CATÁLOGO DO CPD DO SÉCULO PASSADO — O FERRO QUE MANTINHA A EMPRESA FUNCIONANDO

Mainframes, canais, DASD, fitas, controladoras, 3270, telecomunicações, gateways, RISC/UNIX, Pentium, impressoras e redes — uma autópsia técnica de um CPD corporativo da primeira metade dos anos 1990.



🎬 PRÓLOGO — NÃO ERA UM COMPUTADOR. ERA UMA CIDADE

Quando encontramos uma configuração antiga dizendo:

128 MB de memória.

É fácil pensar:

"Meu telefone tem milhares de vezes isso!"

Mas seu telefone não estava processando uma organização inteira enquanto atendia terminais, movimentava dezenas de discos, executava batch, controlava telecomunicações e alimentava impressoras industriais.

O CPD era uma arquitetura composta.

Nosso exemplar arqueológico possui dois mainframes, aproximadamente 105 GB de DASD, dezenas de unidades de fita, dezenas de canais, controladoras especializadas, gateways, servidores RISC/UNIX, servidores de LAN, centenas de PCs e impressão industrial.

Vamos abrir o catálogo.



🧠 1 — FUJITSU FACOM M-380

Fabricante: Fujitsu
Modelo: FACOM M-380
Tipo: Mainframe
Capacidade instalada informada: 15 MIPS
Memória: 32 MB
Canais: 16
Uso: processamento corporativo, batch e I/O.

FACOM M-380
│
├── 15 MIPS
├── 32 MB RAM
└── 16 canais

MIPS significa Millions of Instructions Per Second, mas não é MHz e tampouco permite comparar diretamente arquiteturas diferentes.

MSU: não determinado. Não existe uma fórmula universal MIPS → MSU aplicável honestamente a qualquer equipamento.



🦖 2 — IBM 3090-300S

O monstro central

Fabricante: IBM
Modelo provável: 3090-300S
Tipo: Mainframe
CPUs: 3
Capacidade do inventário: ≈60 MIPS
Memória central: 128 MB
Expanded Storage: 256 MB
Canais: 64
Uso: processamento corporativo central, batch e on-line.

3090-300S
│
├── 3 CPUs
├── ≈ 60 MIPS
├── 128 MB central
├── 256 MB expanded
└── 64 canais

Os 64 canais talvez sejam mais reveladores que os 60 MIPS. A máquina foi projetada para movimentar enormes volumes de I/O sem transformar a CPU em carregadora de dados.

MSU: não é possível determinar com segurança apenas desses dados.



⚠️ MIPS, MSU, MHz, TPS E MB/s NÃO SÃO A MESMA COISA

MétricaMede principalmente
MHzfrequência
MIPSinstruções por segundo
MSUcapacidade/service units
TPStransações por segundo
MB/stransferência de dados
IOPSoperações de armazenamento

Disco não tem MIPS. Impressora não tem MSU. E um servidor RISC não deve ser comparado ao 3090 usando benchmarks incompatíveis.



💾 3 — IBM 3990-2

Fabricante: IBM
Modelo: 3990 Model 2
Tipo: Storage Control Unit
Adaptadores de canal: 8
Uso: intermediar mainframe e DASD.

MAINFRAME
    │
  CANAIS
    │
   3990
    │
 ┌──┼──┐
DASD DASD DASD

É por isso que dizer que um mainframe simplesmente "tinha HD" empobrece completamente a arquitetura.


💽 4 — IBM 3380-K

Fabricante: IBM
Modelo: 3380-K
Tipo: DASD
Quantidade: 24
Capacidade total: ≈45 GB
Média resultante: ≈1,875 GB por dispositivo
Uso: arquivos, datasets, bancos de dados e produção.

45 GB ÷ 24 ≈ 1,875 GB

Hoje parece pouco. Naquele período representava infraestrutura corporativa capaz de guardar milhões de registros.


🗄️ 5 — AMDAHL 6100

Fabricante: Amdahl
Modelo: 6100
Tipo: controladora de armazenamento
Cache: 64 MB
NVS: 4 MB
Uso: gerenciamento e aceleração do DASD.

Aqui encontramos conceitos absolutamente atuais:

HOST
 ↓
CACHE
 ↓
CONTROLADORA
 ↓
DISCO

O NVS — Non-Volatile Storage — ajudava a proteger operações de escrita. Cache, write-back, persistência e latência não nasceram com NVMe.


💽 6 — AMDAHL 6390

Fabricante: Amdahl
Modelo: 6390
Tipo: DASD
Quantidade: 32
Capacidade total: ≈60 GB
Média: ≈1,875 GB/unidade.

Somando os dois subsistemas:

45 GB + 60 GB ≈ 105 GB

Na primeira metade dos anos 1990, 105 GB de DASD eram patrimônio tecnológico.


📼 7 — IBM 3480 A22/B22

Fabricante: IBM
Modelo: 3480 A22/B22
Quantidade: 32 dispositivos
Tipo: cartucho magnético de 1/2"
Capacidade: 200 MB/cartucho
Densidade: ≈38.000 bpi
Transferência: ≈3 MB/s
Uso: backup, batch, transporte e arquivamento.

O 3480 trabalhava com cartuchos de 200 MB e aproximadamente 3 MB/s. A fita não era simplesmente backup esquecido numa gaveta: participava ativamente da produção.


🎞️ 8 — IBM 3803-002 + IBM 3420

Fabricante: IBM
Controladora: 3803 Model 2
Drives: 2 × 3420
Tipo: fita magnética de carretel
Uso: batch, arquivos sequenciais e intercâmbio.

O inventário não identifica o modelo específico dos 3420. Portanto, não podemos atribuir uma velocidade única. A família teve modelos e densidades diferentes, inclusive 1.600 e 6.250 bpi.

Quando a plaqueta arqueológica não existe, escrevemos:

desconhecido.

Não inventamos.


📡 9 — NCR COMTEN 5690

Fabricante: NCR/Comten
Modelo: 5690
Tipo: Communications Processor
Linhas: 160
Memória: 4 MB
Uso: processamento de telecomunicações.

Isso era praticamente um computador dedicado a retirar trabalho de comunicação do host.

HOST
 ↓
COMTEN
 ↓
160 linhas

Offload não é exatamente uma invenção moderna.


📡 10 — IBM 3745

O senhor da rede SNA

Fabricante: IBM
Modelo: 3745 Communication Controller
Linhas instaladas: 256
CPUs: 2
Memória: 8 MB/CPU
Uso: SNA, NCP, X.25 e telecomunicações.

MAINFRAME
    │
   VTAM
    │
  CHANNEL
    │
   3745
    │
   NCP
    │
SNA / X.25

Era efetivamente um computador de comunicação. A arquitetura suportava DMA e diferentes interfaces e velocidades; documentação histórica mostra linhas chegando a centenas de Kbps e configurações de maior velocidade.


🖥️ 11 — IBM 3274

Fabricante: IBM
Modelo: 3274
Tipo: Terminal Control Unit
Quantidade: 2
Capacidade: 32 terminais/unidade
Total: até 64 terminais nessa configuração.

HOST
 │
3274
 ├── 3270
 ├── 3270
 └── 3270...

A documentação confirma que modelos do 3274 podiam controlar até 32 displays/impressoras, coerente com o inventário.


🌐 12 — IBM 3172

A ponte entre duas eras

Fabricante: IBM
Modelo: 3172 Interconnect Controller
Tipo: gateway LAN-host
Memória registrada: 1 MB
Interfaces: Token Ring + Ethernet + canal de mainframe
Uso: SNA/TCP-IP e integração LAN-mainframe.

        MAINFRAME
            │
         CHANNEL
            │
           3172
          /    \
 Token Ring   Ethernet

É praticamente a fotografia da Internet chegando ao castelo.


🔀 13 — IBM 2914-4X8

Fabricante: IBM
Modelo: 2914-4X8
Tipo: Channel Switching Unit
Uso: chaveamento de caminhos de canal.

Não executava COBOL nem armazenava cadastro. Era o cruzamento rodoviário do reino.


🌐 14 — ROTEADORES CISCO

Quantidade: 3
Modelo: não informado
Uso: conexão com a Internet.

Sem modelo não podemos atribuir CPU, RAM ou throughput.

Mas sua presença significa que naquele CPD já conviviam:

SNA + X.25 + Token Ring + Ethernet + TCP/IP + Internet.


🖨️ 15 A 19 — A GRÁFICA DO CPD

EquipamentoQuantidadeVelocidadeInterface/uso
Xerox 4090190 ppmprodução
Xerox 3010-12510 ppm cadacoaxial
Xerox 3010-15310 ppm cadaRS-232C
Xerox 97901120 ppmprodução industrial
IBM 32031120 lpmimpacto/listagens

A 9790 teoricamente podia produzir:

120 × 60 = 7.200 páginas/hora

ou 57.600 páginas em oito horas contínuas.

Impressão era infraestrutura de produção.


🐧 20 — IBM RISC SYSTEM/6000 MODEL 580

UNIX entra pela porta da frente

Fabricante: IBM
Modelo: RISC System/6000 580
Quantidade: 4
Arquitetura: RISC
Sistema: AIX
Memória: 384 MB cada
Discos: ≈8, 12, 12 e provavelmente 18 GB
Storage externo: 12 GB
Mídia: DAT 4 mm e CD-ROM
Rede: Ethernet, Token Ring e X.25 conforme máquina
Uso: Internet, correio, laboratório, cliente/servidor e bancos de dados.

Não converta isso para MSU.

O inventário traz algo corrompido como:

15 7,2 TPS

provavelmente um benchmark apresentado como 157,2, mas sem identificar o benchmark não devemos transformá-lo em "157,2 transações de negócio por segundo".


🖥️ 21 A 23 — OS SERVIDORES PC

Pentium 90 / NetWare

CPU: 90 MHz
RAM: 32 MB
Discos: 2 × 2 GB
Total: 4 GB
DAT: 4 mm
CD-ROM: sim.

Pentium 60 / NetWare

CPU: 60 MHz
RAM: 24 MB
Discos: 2 × 2 GB
Total: 4 GB.

Pentium 60 / Windows NT

CPU: 60 MHz
RAM: 24 MB
Disco: 1,6 GB.

No mesmo prédio conviviam:

MVS
AIX
NetWare
Windows NT
DOS
OS/2

Era praticamente uma conferência diplomática de sistemas operacionais.


💻 24 A 26 — 486SX, 486DX E 486DX2

O 486SX atendia perfeitamente muitas tarefas administrativas, terminais e emulação 3270.

O 486DX acrescentava FPU integrada.

O DX2 popularizou a duplicação interna do clock em relação ao barramento.

A grande transformação, porém, não era MHz.

Era cultural:

poder computacional estava deixando o CPD e chegando à mesa do usuário.


🌐 27 A 30 — A INFRAESTRUTURA DE LAN

O inventário possuía 12 concentradores/hubs.

Somando as portas informadas:

9 × 16 = 144
+ 32
+ 60
+ 32
------
≈ 268 portas

Havia ainda 1 EtherSwitch para segmentação.

Um enlace de 700 metros de fibra óptica possuía meio físico preparado para 100 Mbps, embora a Ethernet utilizada então trafegasse a 10 Mbps.

Excelente lição ainda válida:

capacidade do meio físico ≠ throughput da aplicação.

Os servidores menores também utilizavam DAT 4 mm para backup, enquanto o universo mainframe empregava 3480/3420.


🏰 CATÁLOGO RESUMIDO DO REINO

EquipamentoTipoQtde.Especificação principal
FACOM M-380Mainframe115 MIPS, 32 MB, 16 canais
3090-300SMainframe1≈60 MIPS, 128 MB + 256 MB, 64 canais
3990-2Storage controller18 adaptadores de canal
3380-KDASD24≈45 GB total
6100Storage controller164 MB cache + 4 MB NVS
6390DASD32≈60 GB total
3480Cartucho32200 MB, ≈3 MB/s
3803-002Tape controller1controla 3420
3420Reel tape2modelo não especificado
COMTEN 5690Comunicações1160 linhas, 4 MB
3745Comunicações1256 linhas, 2 CPUs, 8 MB/CPU
3274Terminal controller232 terminais/unidade
3172Gateway1canal + Ethernet + Token Ring
RoteadoresRede3Internet
2914-4X8Channel switch1chaveamento
4090Laser190 ppm
3010-12Laser510 ppm
3010-15Laser310 ppm
9790Produção1120 ppm
3203Impacto1120 lpm
RS/6000 580RISC/UNIX4384 MB cada
Pentium 90LAN server190 MHz, 32 MB, 4 GB
Pentium 60LAN server160 MHz, 24 MB, 4 GB
Pentium 60NT server160 MHz, 24 MB, 1,6 GB
486/PentiumWorkstations≈180desktops
HubsLAN12≈268 portas brutas
EtherSwitchLAN1segmentação
FibraBackbone700 mmeio 100 Mbps; uso 10 Mbps

⚠️ QUANTOS MIPS TINHA O CPD?

O inventário permite dizer aproximadamente:

FACOM M-380    ≈ 15 MIPS
3090           ≈ 60 MIPS
------------------------
TOTAL NOMINAL  ≈ 75 MIPS

Mesmo essa soma deve ser tratada como aproximação, pois envolve implementações distintas.

Não some artificialmente RS/6000, Pentium, controladoras e outros dispositivos a esses 75 MIPS.

E jamais faça:

60 MIPS × constante mágica = MSU

Isso seria numerologia de datacenter.


🧬 TRÊS ERAS NO MESMO PRÉDIO

O catálogo revela algo maior que especificações.

Era centralizada

Mainframe
Canais
DASD
3270
SNA
Batch

Era dos sistemas abertos

RISC
UNIX
TCP/IP
Ethernet

Era cliente/servidor

486
Pentium
Windows
NetWare
LAN

E uma quarta revolução já batia à porta:

Internet.


☕ EPÍLOGO — 75 MIPS QUE CARREGAVAM UM MUNDO

Olhando de 2026, podemos rir de 32 MB, 128 MB, 1,9 GB, 10 Mbps e cartuchos de 200 MB.

Seria como olhar para uma locomotiva a vapor e dizer:

"Meu carro anda mais rápido."

Você perdeu o ponto.

A pergunta correta é:

O que aquela infraestrutura mantinha funcionando?

Milhões de registros, aplicações corporativas, processamento batch, transações on-line, bancos de dados, redes, impressão industrial, backups, terminais remotos, SNA, X.25, TCP/IP e finalmente Internet.

Quando alguma coisa quebrava às 03:17 da madrugada, não existia:

REDEPLOY CONTAINER

Existiam operador, analista, programador, especialista de rede, especialista de storage, console, telefone, manuais e provavelmente uma xícara de café.

Aqueles gabinetes não eram simplesmente computadores.

Eram a infraestrutura física do negócio.

O hardware envelhece; a responsabilidade de manter o mundo funcionando não.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Onde 128 MB podiam governar um reino, 105 GB eram uma fortuna e 60 MIPS carregavam uma organização inteira nas costas.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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