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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Semana de ferias na escola tem que ter imaginação para entreter o formiga.
Estamos em Dezembro sem aulas no Catatau, como isso devemos inventar coisas para entreter o formiguinha, filmes e desenhos estão em baixa. Por isso mexendo nos brinquedos encontramos estes peões.
Após estudar um pouco o funcionamento, montamos a arena e começamos as batalhas, foram algumas horas de diversão, com o jiga joga dos peões.
Estamos na SP 360 no trecho urbano de Itatiba indo em direcção a Dom Pedro, final de dia, como de costume estou filmando a estrada. Ouvindo musica e conversando quando de repente.
Passa o carro do papai Noel, claro que em Itatiba isto é uma tradição existindo mais de 10 grupos que se fantasiam de papai Noel e saem pela cidade distribuindo balas e rebuçados para as crianças.
Mas você topar com um deles de repente na estrada é meio surreal, insólito, tornou nossa viagem mais divertida, pois arrumamos nova conversa.
O trenzinho do papai Noel fazendo a alegria das crianças.
O shopping Iguatemi como sempre investe pesado em suas programações culturais, dessa vez criaram uma vila natalina com direito a ferrovia do Noel, caminhão, árvore de natal e ajudantes do bom velhinho.
Bonecos de neve, ursos polares e muitos pacotes/embrulhos de brinquedo estavam espalhados pelo cenário. Tornando a viagem do trenzinho muito mais divertida.
As crianças adoram isto e o formiguinha por sorte, pegou uma hora de pouco movimento e deu umas duas voltas no trenzinho, com direito a escolher o lugar na cabine da locomotiva.
Bellacosa Mainframe e a era de ouro dos screen savers
Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela
Ahhh, padawan… se teve uma coisa que os anos 1990 sabiam fazer bem, era transformar ociosidade em espetáculo digital.
Os protetores de tela (screen savers) eram o cinema do PC — uma pausa poética entre o trabalho no Word e o download no Napster.
E sim, o John Castaway era o superstar, mas ele não reinava sozinho naquele panteão de pixels.
Aqui vai a tríade sagrada dos protetores de tela noventistas, direto do templo Bellacosa da Nostalgia Digital:
🌀 1️⃣ Flying Toasters (After Dark, 1989)
O pioneiro dos ícones do nonsense digital.
Antes de John Castaway, antes até do Windows 95, já existiam as Flying Toasters — torradeiras voadoras com asas batendo em formação, cruzando o céu negro da sua tela.
Parte do lendário pacote After Dark da Berkeley Systems, esse protetor era pura ironia geek: totalmente inútil, absolutamente hipnótico.
✨ Curiosidade Bellacosa:
As Flying Toasters foram tão populares que viraram camiseta, caneca e até capa de CD.
A Apple tentou proibir cópias porque dizia ter tido “a ideia” antes — mas perdeu a briga.
Hoje, são ícones de uma era em que software ainda tinha humor.
🌌 2️⃣ Mystify Your Mind (Windows 3.1 / 95 / 98)
O clássico oficial do Windows.
Linhas coloridas, em movimento suave, formando fractais psicodélicos que pareciam saídos de uma rave cósmica.
Era o “modo Zen” dos técnicos de informática: você deixava o PC parado e ficava hipnotizado pelas curvas dançando no CRT.
✨ Curiosidade Bellacosa:
O “Mystify” foi criado por engenheiros da Microsoft em 1992, e tinha um bug curioso — quanto mais tempo o PC ficava ligado, mais lentas ficavam as curvas.
Era literalmente o screensaver envelhecendo com o computador. 🫠
🪟 3️⃣ Pipes 3D (Windows 95 Plus!)
Ah, o Pipes…
Nada mais satisfatório do que ver aquelas tubulações infinitas sendo construídas em 3D, bloco por bloco, como se o Windows tivesse uma fábrica secreta de encanamento espacial.
Parecia inútil — e era — mas a sensação de ver o cano não se chocar consigo mesmo era quase catártica.
✨ Curiosidade Bellacosa:
O “Pipes” usava um dos primeiros renderizadores 3D nativos do Windows, e sua aleatoriedade era tão pura que nunca repetia o mesmo desenho.
Pra muitos, foi o primeiro contato com geometria procedural — antes mesmo de jogos 3D populares.
🌠 Menções honrosas da galáxia screensaveriana:
Starfield Simulation (ou “viagem no espaço”) — o protetor que fazia você sentir que estava na Enterprise, viajando em dobra espacial.
Aquarium — peixinhos nadando, bolhas subindo, paz e nostalgia garantidas.
3D Maze — o labirinto psicodélico que dava medo e fascínio em igual medida (e transformava o PC num pesadelo de xadrez vermelho).
Clock / Flying Windows / Logo Bouncing — simples, mas com aquele charme de sistema rodando a 60Hz e zumbindo como um modem feliz.
💭 Reflexão estilo Bellacosa Mainframe:
Os protetores de tela eram mais do que ferramentas contra o burn-in do monitor.
Eram janelas para a imaginação, pequenas obras de arte em movimento.
Em uma época sem redes sociais, sem YouTube, eles eram o screensaver da alma.
A gente deixava o PC sozinho, mas o PC nunca deixava a gente sem espetáculo.
✨ No fim, padawan, todo protetor de tela era uma metáfora da própria vida digital dos anos 90:
Bellacosa Mainframe e o grande bestiario da fantasia parte xii
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
Volume XII
Sorcerous Stabber Orphen
Quando os Magos Deixaram de Ser Sábios... e Passaram a Ser Humanos
"Até meados da década de 1990, o mago da fantasia era quase sempre um velho de barba longa, dono de respostas para tudo. Então surgiu Orphen. Ele não queria salvar o mundo. Queria apenas resolver os próprios problemas. E isso mudou completamente a fantasia japonesa."
☕ Bellacosa Time Machine
Destino: Tóquio
Ano: 1994
A fantasia japonesa vive uma transformação.
Lodoss mostrou o RPG clássico.
Slayers provou que humor funcionava.
Final Fantasy VI impressiona o mundo.
Os JRPGs amadurecem.
Mas existe uma sensação estranha.
Os heróis parecem perfeitos demais.
Os magos...
sábios demais.
Os vilões...
previsíveis demais.
Então um escritor resolve mudar tudo.
Seu nome era:
Yoshinobu Akita.
A Fantasia Está Crescendo
Observe a evolução.
Conan era sobrevivência.
Lodoss era aventura.
Slayers era humor.
Agora...
a fantasia começa a falar sobre...
responsabilidade.
culpa.
fracasso.
amadurecimento.
Quem é Orphen?
Seu verdadeiro nome é:
Krylancelo Finrandi.
Órfão.
Treinado em uma das maiores escolas de magia.
Talentoso.
Brilhante.
Impulsivo.
Mas...
muito distante do arquétipo clássico do mago.
Um Mago Que Odeia Ser Herói
Essa talvez seja a maior inovação.
Orphen não acorda pensando:
"Vou salvar o mundo."
Na verdade...
Ele preferiria que o mundo o deixasse em paz.
Seu objetivo inicial é extremamente pessoal.
Salvar Azalie.
Nada mais.
Azalie
Uma das personagens mais importantes da obra.
Brilhante.
Talentosa.
Admirada.
Até que um experimento mágico dá terrivelmente errado.
Ela se transforma.
Não em uma vilã.
Mas em uma tragédia viva.
Bloody August
O dragão monstruoso.
Símbolo da culpa.
Do erro.
Da obsessão.
A criatura não existe apenas para ser derrotada.
Ela representa as consequências da arrogância humana.
A Magia Como Ciência
Aqui encontramos uma mudança fundamental.
Em muitas fantasias.
Magia é quase um milagre.
Em Orphen.
Ela parece...
engenharia.
Existem:
teoria.
aprendizado.
pesquisa.
treinamento.
disciplina.
Erros possuem consequências.
A Torre dos Dentes
A escola de magia.
Não é apenas uma academia.
É praticamente uma universidade.
Pesquisadores.
Mestres.
Disputas internas.
Política.
Burocracia.
Ciência.
A magia deixa de ser mística.
Passa a ser uma profissão.
O Mundo Não É Medieval...
É Pós-Medieval
Existe comércio.
Guildas.
Tecnologia limitada.
Organizações.
Instituições.
Cidades grandes.
A fantasia começa lentamente a abandonar o feudalismo clássico.
Majic
O aprendiz.
Curioso.
Determinado.
Inexperiente.
Ele funciona como nossos olhos.
Aprende junto com o leitor.
Cleao
Talvez uma das personagens mais subestimadas.
Impulsiva.
Corajosa.
Persistente.
Não aceita ficar apenas observando.
Ela participa da aventura.
Humor Diferente
Ao contrário de Slayers.
O humor aqui é mais seco.
Mais irônico.
Mais próximo do cotidiano.
Os personagens discutem dinheiro.
Hospedagem.
Comida.
Despesas.
Pequenos problemas.
Tudo parece mais humano.
O Poder Tem Preço
Outro detalhe importante.
Orphen é extremamente poderoso.
Mesmo assim...
não resolve tudo.
Existem limites.
Cansaço.
Falhas.
Decisões ruins.
Conhecimento incompleto.
Quanto mais aprende.
Mais percebe o quanto ainda ignora.
O Mundo Continua Funcionando
Howard fazia isso.
Miura também.
Orphen herda essa característica.
As cidades vivem.
Os comerciantes negociam.
As escolas ensinam.
Os governos discutem.
A aventura não gira ao redor do protagonista.
A Influência dos JRPGs
Durante os anos 1990.
Os videogames evoluem rapidamente.
Em Orphen percebemos elementos familiares.
Lojas.
Viagens.
Companheiros.
Feitiços.
Equipamentos.
Missões.
Mas tudo tratado de maneira mais natural.
A Fantasia Fica Mais Madura
Orphen faz perguntas interessantes.
Vale qualquer sacrifício para salvar alguém?
O conhecimento possui limites?
Quem controla os pesquisadores?
Quando um erro científico deixa de ser acidente?
Questões surpreendentemente atuais.
O Anti-Herói Moderno
Antes.
Os protagonistas buscavam glória.
Orphen busca...
resolver um erro.
Ele não quer fama.
Quer redenção.
Isso aproxima muito o leitor.
A Ponte Para Fullmetal Alchemist
Anos depois.
Outra obra faria perguntas parecidas.
O que acontece quando o conhecimento ultrapassa os limites éticos?
A busca pela verdade justifica qualquer experimento?
Embora cada série siga caminhos próprios, ambas exploram a responsabilidade ligada ao poder e ao saber.
A Ponte Para Goblin Slayer
Parece distante.
Mas existe ligação.
Goblin Slayer também trata o trabalho quase como uma profissão.
Planejamento.
Conhecimento.
Experiência.
Especialização.
Menos heroísmo.
Mais competência.
A Ponte Para Frieren
Outro elo curioso.
Frieren também mostra magia como estudo.
Pesquisa.
Experiência acumulada.
Aprendizado constante.
O mago deixa de ser apenas alguém que lança feitiços.
Passa a ser um pesquisador.
Easter Egg do Bellacosa Mainframe
Imagine Orphen entrando em um banco.
O gerente pergunta:
— Qual sua profissão?
Orphen responde:
— Consultor especializado em resolver consequências de decisões técnicas mal documentadas.
O gerente sorri.
— Ah...
Então o senhor trabalha com sistemas legados.
Curiosidades Que Pouca Gente Conhece
📚 Nasceu como Light Novel
Sorcerous Stabber Orphen começou como uma série de romances escritos por Yoshinobu Akita antes de ganhar adaptações para mangá e anime.
🧙 A magia possui regras claras
Os feitiços seguem uma lógica interna, reforçando a ideia de que conhecimento e treinamento são mais importantes do que talento puro.
📺 Existem diferentes adaptações em anime
Além da série clássica dos anos 1990, Orphen recebeu novas adaptações que reapresentaram a história para outra geração.
⚔ O protagonista foge do herói tradicional
Orphen não busca glória ou reconhecimento. Seu objetivo nasce de uma dívida emocional e de um sentimento profundo de responsabilidade.
🌍 Influenciou a fantasia das Light Novels
A combinação de aventura, humor, drama e sistemas mágicos estruturados ajudou a consolidar um modelo seguido por diversas obras posteriores.
Quando a Magia Virou Profissão
Robert E. Howard mostrou que sobreviver era mais importante do que ser escolhido.
Frank Frazetta ensinou como a fantasia deveria parecer.
Dungeons & Dragons transformou leitores em aventureiros.
Lodoss levou o RPG para os animes.
Slayers mostrou que a fantasia podia rir de si mesma.
Então surgiu Sorcerous Stabber Orphen.
Ele mudou o foco da fantasia japonesa. Em vez de reis e profecias, apresentou instituições, pesquisa, responsabilidade e personagens que precisavam conviver com as consequências de seus próprios erros. A magia deixou de ser um mistério absoluto para se tornar um campo de estudo, quase uma ciência, aproximando o fantástico do cotidiano.
Esse passo foi decisivo. A partir dali, a fantasia japonesa começaria a abandonar definitivamente os arquétipos rígidos dos anos 1980 para abraçar protagonistas mais imperfeitos, sistemas mágicos mais consistentes e conflitos mais humanos.
No próximo volume, nossa máquina do tempo avançará até o final da década de 1990 para acompanhar outra transformação histórica. A fantasia medieval deixará de viver apenas em livros e animes para ocupar um novo território: os MMORPGs.
Chegou o momento de conhecer Ragnarok Online, Ultima Online, EverQuest e o nascimento dos mundos persistentes que, anos depois, inspirariam diretamente Sword Art Online, inúmeros isekais e toda uma geração que passou a imaginar a fantasia não apenas como uma história... mas como um lugar onde seria possível viver.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
📚 O Grande Bestiário da Fantasia
Das Revistas Pulp aos Animes Modernos
Uma viagem pelas raízes da fantasia moderna: mitologia, revistas pulp,
Robert E. Howard, Conan, Frank Frazetta, RPG, quadrinhos europeus,
Dark Fantasy, MMORPGs e a chegada dos grandes animes de fantasia.
A fantasia contemporânea não nasceu pronta. Ela foi compilada durante
séculos: primeiro nas lendas antigas, depois nas revistas pulp, nas
histórias de espada e feitiçaria, nos RPGs de mesa, nos quadrinhos
europeus, nos videogames e finalmente nos animes e mundos virtuais.
Este índice reúne todos os capítulos de
O Grande Bestiário da Fantasia, formando uma rota de leitura
contínua entre Robert E. Howard, Conan, Dungeons & Dragons, Berserk,
Record of Lodoss War, Slayers, Log Horizon e Sword Art Online.
🔎
17 capítulos disponíveis.
I
As origens
Volume I — Antes de Conan
Uma viagem às raízes da fantasia: Gilgamesh, Beowulf, sagas nórdicas,
mitologias antigas, Lord Dunsany, William Morris e Edgar Rice Burroughs.
Weird Tales, Amazing Stories, Argosy, Black Mask e outras revistas que
publicaram heróis, monstros, detetives e mundos que mudariam a cultura
popular para sempre.
O índice final da série, conectando todos os capítulos e revelando
como mitologia, pulp, Conan, RPG, quadrinhos, games e animes fazem
parte da mesma árvore genealógica.
Os links abaixo permanecem visíveis em HTML convencional para facilitar
a navegação, a acessibilidade e a descoberta das páginas por mecanismos
de busca.
Este enfeite caseiro de gosto duvido tem uma forte atraçao, realmente adoro ficar vendo a agua jorrado em uma fonte.
Estávamos passeando por Jundiai e nos deliciando com a Feirinha Natalina que ocorria na praça da Catedral, quando ao visitarmos o presépio, me deparei com a fonte, pessoal foi mais forte que eu, a Juliana saiu e voltou para me buscar, pois eu estava entretido com barulhinho delicioso da fonte.
Nos divertimos bastante nesta voltinha, sem contar que menção de honra foram os sabores que provamos na feirinha. Muito bem organizada com contentores convertidos em cozinha, cada um fornecendo um tipo diferente, e como estava muito quente uma tenda provia sombra e um lugar fresquinho para poder saborear tamanhas iguarias.
Eu sei, é bem piegas um post deste género, mas quem não curte para e ouvir um coral natalino, quantas lembranças evoca.
Tínhamos ido ao Shopping Galeria em Campinas, a Juliana estava em busca de autógrafos da blogueira Danielle Noce - (http://www.daniellenoce.com.br/
Alcançado nosso objectivo fomos dar uma voltinha pelo shopping para comer gulodices (churros) e enquanto andávamos ouvi la longe um som de vozes. E foi assim, liguei a camera e fiquei alguns minutinhos gravando.
Um pouco de musica e assim terminamos nossa noite.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988