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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Quadrilha com sapateado no tablado

Bellacosa Mainframe e o sapateado na festa do colegio Sao Jose em Campinas

👢🌽 Quadrilha com Sapateado no Tablado

Quando a Festa Junina encontrou o ritmo country e os pequenos caipiras fizeram o tablado virar instrumento

Mais uma tarde de Festa Junina no Colégio São José, em Campinas, e a quadrilha continua!

Entre bandeirinhas, roupas caipiras, música e muita animação, os pequenos dançarinos tomaram conta do tablado para apresentar uma coreografia um pouco diferente da tradicional quadrilha de São João.

Desta vez, havia sapateado.

Os pés batiam ritmadamente sobre a madeira e o próprio tablado parecia fazer parte da música. A cada movimento vinha aquele característico toc, toc, toc, acompanhando os passos da criançada.

Era uma mistura curiosa e divertida.

De um lado, a nossa tradicional Festa Junina brasileira, com toda aquela herança das festas de São João: os caipiras, a quadrilha, a música, as bandeirinhas e as famílias reunidas.

Do outro, alguns movimentos lembravam o country americano, com passos marcados e sapateados que transformavam a coreografia em algo diferente.

E funcionava!

O tablado não servia apenas como palco. Por alguns minutos, virou também um enorme instrumento de percussão.

Quem estava assistindo acompanhava a dança enquanto os pequenos caipirinhas tentavam manter os passos, a formação e o ritmo. E, como acontece em toda boa apresentação infantil, a graça não estava na perfeição.

Estava justamente na espontaneidade.

Alguns passos saíam certinhos, outros nem tanto, alguém olhava para o colega tentando lembrar qual seria o próximo movimento — e a festa continuava.



Hoje, olhando novamente para essas imagens de 2017, percebemos algo que talvez passasse despercebido naquele momento.

Não estávamos simplesmente filmando uma quadrilha.

Estávamos guardando um pequeno pedaço da infância.

Porque as festas terminam, as bandeirinhas são retiradas, o tablado é desmontado e as crianças crescem.

Mas, felizmente, algumas tardes continuam dançando dentro das nossas memórias.

Toc, toc, toc...


E a quadril


ha continua!


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Sapateado na Festa Junina

|Os caipirinhas estão com tudo, desta vez temos uma apresentação de dança sobre um tablado, onde nos mostram as suas habilidades no sapateado, aproveitem a energia deles.

Inovando na Festa Junina temos uma nova apresentação e desta vez buscaram na tradição do country americano e adaptaram para nossa terra tupiniquim para fazer esta variação de sapateado.

O que você acha deste vídeo? Deixe seu comentário.



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Uma pescaria dos miúdos na quermesse

Bellacosa Mainframe e a pescaria na quermesse


Um Café no Bellacosa Mainframe

🎣 Uma Pescaria dos Miúdos na Quermesse — Quando o Formiga Recarregou a Bateria

No Colégio São José de Campinas havia quadrilha, sanfona, comes e bebes — mas nenhuma boa festa junina estaria completa sem aquele pequeno universo de pescarias, argolas, latas, bingo, cadeia e brincadeiras onde o prêmio importava muito menos que a aventura.

Há pequenos vídeos que parecem registrar quase nada.

Algumas crianças brincando.

Uma barraca.

Uma vara de pescaria.

Adultos observando.

Barulho de festa ao fundo.

Talvez alguns segundos.

Mas quase dez anos depois, quando voltamos a assistir, descobrimos que a câmera estava gravando muito mais.

Ela estava fazendo backup de uma tarde inteira.

E voltamos novamente àquele nosso dia mágico no Colégio São José, em Campinas.

🌽 Muito além da quadrilha

Já contei em outros pequenos fragmentos dessa festa sobre as apresentações, as quadrilhas, o forró, o sanfoneiro, as crianças fantasiadas e aquele pequeno personagem que naquele dia parecia possuir energia suficiente para alimentar metade de Campinas:

o Formiga.

Mas uma festa junina brasileira não vive apenas de dança.

Também não vive apenas de comida — embora seja bastante difícil explicar isso diante de uma mesa contendo pastel, cachorro-quente, pipoca, bolo, paçoca, milho, doces e outras maravilhas capazes de transformar qualquer tentativa de dieta em ficção científica.

Existe outro elemento fundamental da velha quermesse:

as barracas de jogos.

E talvez seja justamente nelas que sobreviva uma das partes mais antigas e bonitas dessas festas.

Não precisamos de videogame.

Não precisamos de realidade virtual.

Não precisamos de uma GPU monstruosa.

Precisamos apenas de algumas latas, uma bola feita de meia, argolas, garrafas, varinhas improvisadas, papel, barbante e...

imaginação.

O resto as crianças fazem.



🎣 A pescaria que não precisa de rio

Uma das barracas mais tradicionais é a pescaria.

Pequenos peixes ficam escondidos ou espalhados em uma área decorada, normalmente com números que correspondem aos prêmios.

A criança recebe uma pequena vara.

Na ponta, algum mecanismo simples permite “pescar” o peixe.

E começa a operação.

Olhos atentos.

Mão tentando ficar firme.

A vara balançando.

— Aquele!

Não.

— O outro!

Quase.

— Vai, Formiga!

Até que finalmente...

PESCAMOS!

Para um adulto é apenas uma brincadeira.

Para uma criança, naquele instante, provavelmente estamos diante de uma operação de pesca comercial no Atlântico Norte.

O peixinho é levantado como se tivesse quinze quilos.

Descobre-se o número.

Procura-se o prêmio correspondente.

E nasce aquele sorriso.

O objeto recebido pode ser simples.

Mas existe uma diferença gigantesca entre ganhar alguma coisa e conquistar alguma coisa.

O brinquedinho agora possui uma história.

Eu pesquei.

E isso muda tudo.



🔋 Formiga.exe voltou com CPU em 100%

Antes dessa etapa da festa, naturalmente existiu uma operação extremamente importante:

abastecimento.

O Formiga havia passado pelos comes e bebes.

Comeu.

Bebeu.

Recuperou energia.

E retornou para a festa aparentemente com a bateria novamente em:

100%.

Se existisse SDSF para crianças, provavelmente veríamos algo semelhante:

JOBNAME   CPU%   STATUS
FORMIGA   99.9   RUNNING
VAGUINHO  47.2   FOLLOWING
JULIANA   63.8   FOLLOWING

E lá fomos nós.

Eu e Juliana acompanhando o pequeno em sua peregrinação pelas barracas.

Para ele, cada uma representava uma aventura diferente.

Para nós, existia outro espetáculo acontecendo simultaneamente:

ver a alegria dele.




🎯 O parque de diversões construído pela comunidade

Essas barracas possuem algo que sempre achei fascinante.

Elas são simples.

Muito simples.

A famosa brincadeira de derrubar latas, por exemplo, pode utilizar literalmente:

latas vazias + bola de meia.

Hardware praticamente gratuito.

Mas o software?

Esse está instalado na imaginação.

De repente aquelas latas tornam-se um grande desafio de precisão.

O jogo de argolas transforma algumas garrafas em alvos disputadíssimos.

A pescaria transforma papelão e plástico em um lago cheio de tesouros.

O bingo transforma números sorteados em suspense coletivo.

E cada escola, igreja, bairro ou comunidade acaba inventando suas próprias variações.

Essa talvez seja uma das grandes características da quermesse:

ela é hackeável.

Cada geração modifica alguma coisa.

Alguém inventa uma brincadeira.

Outro professor acrescenta uma regra.

Um grupo de pais constrói uma barraca.

Os alunos ajudam.

E no ano seguinte alguém copia a ideia.

É quase um software open source cultural.


💌 Correio elegante

Existe ainda aquele clássico absolutamente maravilhoso:

o correio elegante.

Alguém escreve um bilhetinho.

Um mensageiro atravessa a festa.

Procura o destinatário.

Entrega.

Às vezes existe assinatura.

Às vezes não.

Às vezes é declaração.

Às vezes brincadeira.

Às vezes alguém passa os próximos vinte minutos tentando descobrir:

QUEM MANDOU ISSO?!

Muito antes de WhatsApp, Instagram, mensagens instantâneas e notificações, a quermesse já possuía sua própria rede social.

Só que o protocolo de transporte era um aluno correndo pelo pátio.


🚔 Você está preso!

Outra brincadeira clássica, hoje menos comum em algumas festas, era a famosa cadeia.

A lógica era maravilhosamente absurda.

Você pagava ao “delegado” para prender alguém.

Dois voluntários apareciam.

A vítima era conduzida para a cadeia da festa.

E precisava cumprir alguma condição da brincadeira para sair.

Era inevitável.

Amigos prendiam amigos.

Namorados prendiam namoradas.

Crianças queriam prender os pais.

Pais conspiravam contra outros pais.

Durante algumas horas surgia no meio da quermesse um sistema jurídico paralelo administrado provavelmente por alguém usando um chapéu de xerife comprado numa loja de fantasias.

E funcionava perfeitamente.

Ou quase.



🎁 De onde vinham os prêmios?

Existe ainda uma história escondida atrás das barracas.

Os prêmios não apareciam magicamente.

Durante os preparativos da festa, alunos e famílias ajudavam a arrecadar brindes.

Havia doações.

Pequenos presentes.

Objetos oferecidos por comerciantes.

Colaborações de pais.

Doações de verdadeiros mecenas da quermesse.

Depois tudo aquilo era organizado e distribuído pelas diferentes brincadeiras.

Um pequeno ecossistema comunitário começava a funcionar semanas antes de a primeira música tocar.

É fácil chegar à festa pronta e enxergar somente bandeirinhas.

Mas existe muito trabalho escondido ali.

Professores.

Funcionários.

Pais.

Alunos.

Voluntários.

Gente carregando mesa.

Gente montando barraca.

Gente separando prêmio.

Gente preparando comida.

Gente testando brincadeira.

Quando finalmente os portões abrem, toda aquela infraestrutura desaparece atrás da festa.

Como deve acontecer com uma boa infraestrutura.



🇧🇷🇯🇵 Espera... eu já vi isso em algum anime

Anos depois comecei a perceber uma coisa curiosa assistindo aos meus animes.

Especialmente os slice of life.

Chega determinado episódio e os personagens vão para algum festival.

Barracas.

Comida.

Jogos.

Prêmios.

Amigos caminhando juntos.

Crianças tentando ganhar alguma coisa.

Casais tímidos.

Luzes.

Música.

Gente circulando.

E inevitavelmente pensei:

peraí... isso é uma quermesse!

Naturalmente existem diferenças culturais enormes entre uma festa junina brasileira e os diversos festivais tradicionais japoneses.

Mas a lógica social por trás de muitos desses momentos é surpreendentemente familiar.

A comunidade se reúne.

Existem comidas características.

Existem brincadeiras.

Existem barracas.

Existem pequenos prêmios.

Existe o prazer de caminhar sem muita pressa.

E existe principalmente aquela sensação de que, durante algumas horas, aquele lugar pertence às pessoas que estão ali juntas.

Talvez seja por isso que essas cenas de anime pareçam tão familiares mesmo acontecendo do outro lado do planeta.

Troque algumas lanternas por bandeirinhas.

Troque determinadas comidas por pastel, milho e paçoca.

Coloque uma sanfona tocando ao fundo.

E talvez algum brasileiro olhe para aquilo e pense:

— Rapaz... conheço esse ambiente.


🧠 A brincadeira é maior que o prêmio

Talvez esteja aí uma coisa que os adultos frequentemente esquecem.

Nós avaliamos o prêmio pelo valor.

Uma criança avalia pela história.

Um brinquedinho barato comprado numa loja pode ser apenas um brinquedinho.

Mas aquele mesmo objeto conquistado depois de três tentativas para derrubar uma pilha de latas torna-se:

O PRÊMIO QUE EU GANHEI.

Existe esforço.

Existe expectativa.

Existe ritual.

Existe testemunha.

— Olha, Juju!

— Olha, Vaguinho!

E então o pequeno prêmio entra no inventário afetivo daquela criança.

Alguns desaparecem dias depois.

Outros quebram.

Outros ficam esquecidos numa gaveta.

Mas curiosamente a lembrança pode sobreviver ao próprio objeto.


🐜 E o Formiga?

O Formiga estava exatamente onde uma criança deveria estar naquela tarde.

Correndo.

Brincando.

Experimentando.

Gastando toda a energia recém-adquirida nos comes e bebes.

Descobrindo cada barraca.

Provavelmente pensando muito pouco sobre memória, tradição, cultura brasileira ou antropologia das festas populares.

Ainda bem.

Essa parte ficou conosco.

Ele tinha uma tarefa muito mais importante:

divertir-se.

Eu e Juliana simplesmente acompanhávamos a farra.

Naquele momento talvez não percebêssemos que estávamos armazenando algo.

Hoje percebo.


🥚 Easter egg — o prêmio verdadeiro estava fora da barraca

Existe um pequeno easter egg escondido nesse vídeo.

Durante toda a pescaria, naturalmente olhamos para a criança tentando pegar o peixe.

Depois olhamos para o prêmio.

Qual número saiu?

O que ele ganhou?

Mas quase uma década depois o objeto já não importa muito.

Talvez nem consigamos lembrar qual foi.

O verdadeiro prêmio estava fora da barraca.

Era aquela tarde.

Era Juliana.

Era o Formiga.

Era eu.

Era a música ao fundo.

Eram dezenas de famílias circulando.

Era aquele pequeno mundo do Colégio São José funcionando durante algumas horas como se nada mais existisse.

A pescaria era apenas a interface.

O prêmio era estar lá.


💾 Um backup chamado vídeo

Talvez seja por isso que gosto tanto desses pequenos vídeos aparentemente banais.

Não são grandes acontecimentos.

Não existe monumento.

Não existe viagem internacional.

Não existe acontecimento histórico.

Existe uma criança brincando numa quermesse.

Mas são justamente essas coisas que o tempo destrói primeiro.

O jeito de falar.

A altura da criança.

A voz.

A roupa.

O movimento.

As pessoas passando ao fundo.

Uma decoração que nunca mais será montada exatamente daquela maneira.

Até aquele pequeno brinquedo desaparecido.

Então apertamos REC sem imaginar muito.

Anos depois apertamos PLAY.

E acontece uma coisa extraordinária.

Por alguns segundos...

o Formiga volta a estar com a bateria em 100%.

Juliana está ali.

Eu estou acompanhando.

A pescaria continua funcionando.

A quadrilha ainda não terminou.

O sanfoneiro continua tocando em algum outro fragmento daquele dia.

As barracas continuam cheias.

E a festa junina do Colégio São José ainda não acabou.

Talvez essa seja uma das funções mais bonitas desses velhos vídeos.

Eles não registram simplesmente o passado.

São pequenos RESTORE POINTS da nossa vida.

E enquanto conseguirmos apertar PLAY...

aquele JOB ainda pode rodar novamente.

//FORMIGA JOB (SAOJOSE),'FESTA JUNINA'
//STEP01 EXEC PGM=MEMORIA
//SYSIN DD *
PESCAR
BRINCAR
RIR
GUARDAR
/*

MAXCC = 0000

Bellacosa Mainframe — porque algumas das rotinas mais importantes da nossa vida nunca foram documentadas. Apenas vividas.

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Aspectos lúdicos da Festa Junina


Uma festa junina digna desse nome não pode deixar de ter as famosas barraquinhas que fazem a alegria da criançada, jogos sociais típicos das Festas Populares tais como pescaria, roleta, tiro ao alvo com bolas, bingo e outras barracas.

Na quermesse do São José teve barraca de pescaria, da cadeia, de acertar o alvo, chutar bolo no gol....

O formiga adorou a pescaria e ficou ali um bom tempo lutando para conseguir apanhar seus peixinhos.


Formiga e o Sanfoneiro na Quadrilha

Bellacosa Mainframe e o sanfoneiro da festa junina do colégio são Jose

Um Café no Bellacosa Mainframe

🪗 Formiga e o Sanfoneiro na Quadrilha — Quando o Vaguinho Saiu das Histórias

Uma festa junina no Colégio São José, um sanfoneiro tocando, dezenas de pequenos caipiras correndo pelo pátio e um analista de sistemas descobrindo que, para os amigos do Formiga, ele não era exatamente um adulto: era um personagem das histórias.

Existem vídeos que registram acontecimentos importantes.

Casamentos.

Formaturas.

Viagens.

Aniversários.

E existem aqueles pequenos vídeos que aparentemente não registram absolutamente nada de extraordinário.

São justamente esses que, anos depois, tornam-se extraordinários.

Este é um deles.

Estamos novamente na Festa Junina do Colégio São José, em Campinas.

O pátio está tomado por crianças vestidas de caipirinhas, famílias observando as apresentações, professores tentando manter alguma organização no meio daquela maravilhosa confusão e, nos bastidores de tudo isso, a festa continua acontecendo.

Barracas.

Comes e bebes.

Conversas.

Risadas.

Crianças correndo.

Pais fotografando.

E música.

Muita música.

No meio daquele pequeno universo junino havia um personagem fundamental:

o sanfoneiro.

🪗

Sentado com seu instrumento, ele fazia aquilo que gerações de músicos fizeram antes dele nas festas populares brasileiras.

Abriu a sanfona.

Fechou a sanfona.

E deixou o ar atravessar os foles transformando movimento em música.

Ao redor dele, a festa acontecia.

Mas havia outro personagem naquela história.



🐜 O Formiga estava impossível

Nosso pequeno Formiga encontrava-se em estado de absoluta euforia.

E quem conhece criança em festa escolar sabe exatamente o que isso significa.

Ele queria correr.

Brincar.

Conversar.

Encontrar os amigos.

Mostrar alguma coisa.

Sumir durante alguns segundos.

Aparecer do outro lado.

Voltar correndo.

Contar uma história começando pelo final.

E imediatamente desaparecer novamente porque alguma coisa muito mais importante acabara de acontecer a cinco metros dali.

Era o processamento paralelo infantil funcionando em sua capacidade máxima.

Se colocássemos aquilo num monitor de performance, provavelmente encontraríamos:

CPU: 100%

Threads: incontáveis

Prioridade: todas

Tempo de resposta: imediato

Controle de mudanças: inexistente

😂

Mas naquele dia aconteceu uma coisa particularmente divertida.

O Formiga resolveu apresentar o Vaguinho aos amigos.


👨‍💻 "Esse é o Vaguinho!"

E aqui a história fica interessante.

Porque existe o Vagner que eu conheço.

Analista de sistemas.

Programador.

Homem dos bits.

Um sujeito que já havia atravessado aeroportos, cidades, países e continentes.

Um sujeito que trabalhou com computadores enormes, sistemas corporativos e aquelas maravilhosas geringonças tecnológicas que fazem bancos, empresas e governos continuarem funcionando enquanto praticamente ninguém percebe.

Um brasileiro que já havia percorrido uma boa parte deste planeta.

Mas nada disso tinha muita importância naquele pátio.

Para aquelas crianças eu possuía uma credencial muito mais importante:

eu era o Vaguinho.

😂

O personagem das histórias do Formiga.

De repente aqueles pequenos seres humanos vestidos de caipirinhas estavam conhecendo em carne e osso aquele adulto meio amalucado que aparecia nas histórias contadas por ele.

Provavelmente alguma coisa como:

— Esse é o Vaguinho!

E pronto.

Currículo apresentado.

Não precisava de LinkedIn.

Não precisava de crachá.

Não precisava explicar profissão.

Muito menos mostrar certificados.

Para aquela turma, minha reputação profissional era construída sobre qualificações muito mais importantes.

🎮 Um adulto suspeitamente incompatível com o cargo

Eu era o adulto que jogava videogame.

Montava LEGO.

Assistia desenhos animados.

Inventava brincadeiras.

Fazia zoeira.

Contava histórias.

E, principalmente, não parecia considerar que brincar fosse uma atividade exclusiva das crianças.

Isso provavelmente causava certa incompatibilidade lógica.

Adultos deveriam fazer coisas de adultos.

Conversar sobre assuntos incompreensíveis.

Mandar crianças não correrem.

Perguntar sobre notas.

Dizer:

— Cuidado para não sujar a roupa!

O Vaguinho aparentemente tinha recebido outro manual de operação.

Se havia LEGO:

vamos montar.

Se havia videogame:

liga isso aí.

Se havia desenho animado:

qual episódio?

E entre os desenhos que faziam parte daquele nosso pequeno universo estava uma criatura que se tornaria praticamente patrimônio cultural da casa:



🐑 Shaun the Sheep

Ou, como ficou eternamente registrada em nosso vocabulário:

a famosa Ovelha Xone.

😂

A maravilhosa Shaun the Sheep.

Aquela ovelha extremamente inteligente, cercada por outras ovelhas nem sempre tão inteligentes, vivendo aventuras absurdas enquanto o pobre cachorro Bitzer tenta desesperadamente impedir que a fazenda entre em colapso.

Pensando bem...

Talvez fosse um treinamento precoce para trabalhar com sistemas corporativos.

Shaun cria o incidente.

As outras ovelhas ampliam o incidente.

Bitzer tenta administrar o incidente.

O fazendeiro não sabe que existe um incidente.

E no final todos trabalham desesperadamente para que o ambiente volte ao normal antes que o responsável descubra.

Isso é praticamente um War Room rural.

🐑💻

Talvez por isso eu gostasse tanto.



🪗 Enquanto isso, a sanfona continuava tocando

No fundo daquele pequeno caos perfeitamente organizado, estava o sanfoneiro.

E isso hoje chama minha atenção muito mais do que provavelmente chamou naquele momento.

Porque ele não era simplesmente alguém fornecendo música ambiente.

Era parte essencial daquela experiência.

A festa poderia ter caixas de som.

Poderia ter músicas gravadas.

Poderia simplesmente apertar PLAY.

Mas havia ali um músico.

Uma pessoa.

Um instrumento.

Um fole respirando.

Dedos percorrendo teclas e botões.

A música sendo criada naquele instante.

Cada execução era ligeiramente diferente da anterior.

Nenhum algoritmo.

Nenhum MP3.

Nenhum streaming.

Nenhum buffer.

Apenas músico e instrumento.

Uma tecnologia maravilhosamente analógica.

E ao som daquela sanfona, as crianças realizavam suas coreografias.

🌽 Os pequenos caipiras entram em produção

Cada turma havia preparado sua apresentação.

Durante semanas professores provavelmente organizaram passos, músicas, posições e entradas.

Crianças ensaiaram.

Erraram.

Riram.

Esqueceram.

Tentaram novamente.

Até chegar o grande momento.

Os pequenos entravam vestidos de caipirinhas.

Camisas xadrez.

Vestidos coloridos.

Chapéus de palha.

Pintinhas no rosto.

Bigodes desenhados.

Trancinhas.

Remendos propositalmente costurados nas roupas.

Então começava a música.

E do outro lado estava uma plateia completamente parcial.

Os genitores maravilhados.

😂

Não importava se uma criança virasse para o lado errado.

Se outra esquecesse a coreografia.

Se duas começassem a conversar durante a apresentação.

Se alguém simplesmente parasse no meio da dança procurando a mãe na plateia.

Para os pais aquilo era Broadway.

Era o Scala de Milão.

Era uma apresentação histórica.

Celulares e câmeras eram levantados.

Fotografias eram tiradas.

Vídeos eram gravados.

E aplausos surgiam ao final.

📹 E eu também estava fazendo meu pequeno backup

Naquele momento eu apenas registrava cenas.

Um pequeno vídeo aqui.

Outro ali.

Sem qualquer grande pretensão documental.

Era simplesmente:

REC.

Alguns minutos.

STOP.

Próxima cena.

O que eu não percebia era que estava executando um backup.

Não de arquivos.

Não de programas.

Não de bancos de dados.

Estava fazendo backup de uma época.

Da voz das crianças.

Das roupas.

Das brincadeiras.

Do sanfoneiro.

Do pátio.

Daquele Formiga pequeno e eufórico.

E até daquele Vagner que existia naquele momento.

Porque ele também mudou.

💾 O backup contém versões antigas de nós mesmos

Existe uma coisa curiosa nos vídeos antigos.

Quando assistimos novamente, normalmente prestamos atenção nas pessoas que filmamos.

Mas existe alguém invisível dentro de todo vídeo:

a pessoa que segurava a câmera.

Ela também ficou gravada ali.

Não aparece necessariamente na imagem.

Mas está presente.

Na escolha do enquadramento.

Naquilo que chamou sua atenção.

Na risada atrás da câmera.

Na voz.

Na maneira como observava o mundo.

Por isso, quando revejo um fragmento como este, não estou apenas vendo o Formiga criança.

Estou encontrando uma versão anterior de mim mesmo.

O Vagner daquele dia.

O Vaguinho.

🐜 O personagem aparece em carne e osso

Talvez este seja meu detalhe favorito dessa lembrança.

Para mim, eu simplesmente estava acompanhando o Formiga numa festa escolar.

Para ele, entretanto, havia outra coisa acontecendo.

Ele estava apresentando um pedaço do mundo dele aos amigos.

As crianças provavelmente já tinham ouvido histórias.

O Vaguinho que jogava.

O Vaguinho que brincava.

O Vaguinho que montava LEGO.

O Vaguinho das zoeiras.

O adulto que assistia Ovelha Xone.

Então, subitamente:

lá estava o sujeito.

Materializado no pátio.

😂

É quase como encontrar pessoalmente um personagem sobre o qual alguém vive contando histórias.

E existe algo muito bonito nisso.

Porque significa que, naquele pequeno universo infantil, eu havia conquistado uma categoria diferente de adulto.

Não era simplesmente:

"um adulto".

Era:

"o Vaguinho".



🥚 Easter egg — quem estava apresentando quem?

Durante muitos anos pensei naquela cena como:

o Formiga apresentando o Vaguinho aos amigos.

Hoje não tenho tanta certeza.

Talvez estivesse acontecendo exatamente o contrário.

Talvez o Formiga estivesse me apresentando ao mundo dele.

Aqueles eram os amigos dele.

A escola dele.

As brincadeiras dele.

Os códigos sociais dele.

As histórias dele.

Eu era o visitante.

Por alguns minutos recebi uma credencial temporária para entrar naquele universo.

E o responsável pelo meu acesso era um pequeno administrador chamado Formiga.

USERID: VAGUINHO

ACCESS: FRIENDS

RESOURCE: FESTA.JUNINA.SAOJOSE

PERMISSION: READ / PLAY / ZOEIRA

RACF emocional: ACCESS GRANTED

😂

🕰️ E então o tempo executou seu JOB

A festa terminou.

As barracas foram desmontadas.

O sanfoneiro guardou sua sanfona.

As roupas caipiras voltaram para armários e caixas.

Professores foram para casa.

Pais descarregaram centenas de fotografias.

As crianças cresceram.

Aquelas pequenas figuras que aparecem correndo pelo vídeo hoje são adolescentes ou jovens adultos.

Algumas talvez ainda sejam amigas.

Outras provavelmente nunca mais se encontraram.

Talvez algumas nem se lembrem daquele dia.

Mas existe um pequeno arquivo perdido num canto do universo digital.

E quando apertamos PLAY...

a sanfona toca novamente.

As crianças voltam a dançar.

Os pais voltam a olhar maravilhados.

O Formiga volta a ficar eufórico.

E durante alguns minutos aquele pátio do Colégio São José volta a existir exatamente como era.

Até o Vaguinho retorna.

Um pouco mais jovem.

Provavelmente fazendo alguma zoeira.

🐜🪗

E talvez seja exatamente para isso que servem esses pequenos vídeos aparentemente sem importância.

Eles não impedem que o tempo passe.

Mas deixam alguns checkpoints pelo caminho.

Lugares onde podemos voltar ocasionalmente e dizer:

"Caramba... nós estivemos aqui."

E estivemos mesmo.

O Formiga.

Seus amigos.

Os pequenos caipirinhas.

Os pais orgulhosos.

O sanfoneiro.

E aquele estranho analista de sistemas que percorreu meio mundo para descobrir que, naquele pequeno pátio de Campinas, sua credencial mais importante era simplesmente:

Vaguinho.

☕🐜🪗

Bellacosa Mainframe

Porque algumas memórias não precisam de milhões de bytes.

Precisam apenas sobreviver ao próximo backup.

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Sanfoneiro começou a festa.

O sanfoneiro iniciou a festa, o acordeão dá suas iniciais, afinando o instrumento e  chamando os dançarinos para o centro da quadra e as crianças obedecem preparando-se para a dança.

As crianças do primeiro ano dançando ao ritmo do sanfoneiro e fazendo a maior festa quando o sanfoneiro da roça só tocava isso.... batendo palmas, batendo o pé e fazendo o balanceeeee.

A diversão  esta correndo solta e dançam para la e dançam para cá...



terça-feira, 4 de julho de 2017

Pula a Fogueira na Quadrilha

Festa Junina: Pula a fogueira


A quadrilha dançando musicas tradicionais das nossas festas juninas, atemporal estas musica que remetem a infância.

Relembrando momentos de pura nostalgia na festa junina do São José vendo este monte de caipirinhas fazendo a festa, dançando musicas antigas que fazem parte do nosso legado.

Quem nunca cantou cai cai balão ou pula a fogueira que pule este vídeo.



Cai-cai balão


Cai-cai balão
Aqui na minha mão
Não cai não, não cai não, não cai não
Cai cai balão, cai cai balão

Cai-cai balão
Na rua do sabão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Pula a fogueira Iaiá,



PULA A FOGUEIRA


pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.
Nesta noite de festança
todos caem na dança alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João. 
Nesta noite de folguedo todos brincam sem medo a soltar seu pistolão. 
Morena flor do sertão, quero saber se tu és dona do meu coração.
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.
Nesta noite de festança
todos caem na dança
alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.
Nesta noite de folguedo
todos brincam sem medo
a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és
dona do meu coração.




domingo, 2 de julho de 2017

Uma quadrilha como era uma vez

Festa Junina no Colégio São José

Uma tradição paulista que se espalhou pelo país todo, em Junho aproveitando o final do 1º Semestre escolar as escolas fazem a festa Junina, homenageando os Santos Populares: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Algumas coreografias são tradicionais que todo mundo conhece, tais como "ponte caiu", "olha a cobra" e as roupas com remendos, chapéus de palha e bigodes feitos com rolha queimada.

Para aqueles que apreciam uma boa quadrilha nada como passar o sábado no São José, foram varias turmas desde o primeiro ano ate as classes mais avançadas.



sábado, 1 de julho de 2017

A Ferrari do Cameron Não Tinha MFA

 

Bellacosa Maifnra e a razao do uso do mfa

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe — Especial Red Team

A Ferrari do Cameron Não Tinha MFA

🚗 Privilégio, acesso físico e o perigo de acreditar que “ninguém jamais faria isso”

Existe um tipo de segurança muito comum.

Não está documentado.

Não possui política formal.

Não tem controle técnico.

Não aparece no RACF.

Não gera log.

Não possui ticket.

Não precisa de auditoria.

É aquela segurança maravilhosa baseada em uma frase:

“Ninguém vai fazer isso.”

O pai de Cameron conhecia esse modelo.

Ele tinha uma Ferrari.

Não uma Ferrari qualquer.

Uma joia.

Um objeto quase religioso.

Uma peça de coleção tratada como altar.

O carro era intocável.

Sagrado.

Proibido.

E justamente por isso parecia seguro.

Não porque existia controle.

Mas porque existia medo.

Medo do pai.

Medo da consequência.

Medo de tocar.

Medo de errar.

Durante anos, funcionou.

Até Ferris aparecer.

Bem-vindo ao sétimo episódio de:

SAVE FERRIS — Red Team para Quem Aprendeu que o Sistema Também Mata Aula

Hoje a Ferrari do Cameron não é apenas um carro.

Ela é nosso sistema crítico.

Nosso ambiente de produção.

Nosso banco de dados.

Nossa conta privilegiada.

Nosso SYS1.

Nosso usuário com SPECIAL.

Nosso segredo corporativo.

Nosso objeto mais protegido.

Ou, pelo menos, aquilo que acreditamos estar protegido.


🚨 Segurança por medo é segurança sem controle

Vamos começar pelo pai de Cameron.

Ele não precisava instalar:

MFA.

PAM.

Biometria.

Geofencing.

Dual control.

Segregação de funções.

O modelo era mais simples:

FERRARI
  ↓
NÃO TOQUE
  ↓
SE TOCAR, VOCÊ ESTÁ MORTO

Muito eficiente.

Até o momento em que alguém decide tocar.

Esse é o problema de controles baseados em comportamento esperado.

Eles funcionam enquanto todos obedecem.

Red Team existe justamente para perguntar:

“E se alguém não obedecer?”


🧠 O perigo da frase “ninguém jamais faria isso”

Essa frase aparece em tecnologia o tempo todo.

— Ninguém vai usar essa conta.

— Ninguém vai rodar esse job manualmente.

— Ninguém vai alterar esse dataset.

— Ninguém vai copiar esse arquivo.

— Ninguém vai entrar nesse servidor.

— Ninguém vai usar essa senha fora do horário.

— Ninguém vai modificar produção direto.

Maravilhoso.

E se fizer?

Silêncio.

A segurança madura começa exatamente onde termina a suposição.


🔴 Red Team odeia controles imaginários

Um controle real impede.

Um controle imaginário depende de cultura.

Exemplo:

“Não compartilhar senha.”

Isso é política.

Mas se tecnicamente duas pessoas conseguem usar a mesma credencial, o risco existe.

“Não acessar produção.”

Isso é orientação.

Mas se o usuário possui permissão, o acesso existe.

“Não alterar esse dataset.”

Isso é pedido.

Mas se RACF autoriza UPDATE, então o sistema não sabe que aquilo era apenas uma sugestão.

Ferris ama sugestões.


🚗 A Ferrari vira produção

Vamos transportar a metáfora.

Imagine a Ferrari como:

PROD

O pai de Cameron é o administrador.

Cameron possui acesso físico.

Ferris não possui autorização formal.

Mas conhece Cameron.

Agora temos:

Ferris
  ↓
Cameron
  ↓
Garagem
  ↓
Ferrari

O atacante não precisou quebrar a Ferrari.

Precisou chegar perto de quem tinha acesso.

Essa diferença é tudo.


🔐 Privilégio é poder, não título

Em segurança, privilégio é simples:

capacidade de fazer algo sensível.

Quem pode:

parar serviço;

alterar configuração;

ler dados críticos;

modificar contas;

conceder acesso;

executar comandos administrativos;

tem privilégio.

Não importa se a pessoa usa esse poder todos os dias.

O poder existe.

E Ferris procura exatamente isso.


🪜 Least Privilege: Cameron não deveria ter acesso amplo só porque mora ali

O princípio de menor privilégio diz:

cada pessoa deve possuir apenas o acesso necessário.

Cameron mora na casa.

Isso não significa que deveria poder pegar a Ferrari.

Mas fisicamente pode.

Em empresas acontece algo parecido.

Funcionário pertence à organização.

Isso não significa que deveria acessar tudo.

Administrador trabalha em infraestrutura.

Isso não significa que deveria ter acesso irrestrito a produção.

Desenvolvedor conhece a aplicação.

Isso não significa que deveria alterar dados diretamente.

Least privilege separa proximidade de necessidade.


☕ “Mas ele é confiável”

Outra frase perigosa.

Confiança não elimina necessidade de controle.

Pessoas confiáveis:

cometem erros;

podem ser coagidas;

podem ter credenciais comprometidas;

podem mudar de função;

podem sofrer engenharia social;

podem agir fora do padrão.

Segurança não deve depender de caráter.

Deve depender de arquitetura.


🧠 Confiança é contexto, não autorização infinita

Uma pessoa pode ser confiável para uma tarefa.

Isso não significa confiar em tudo.

Por isso sistemas maduros modelam privilégio.

O usuário recebe:

o que precisa;

pelo tempo necessário;

para o objetivo autorizado.

Depois, o acesso sai.

Isso é muito diferente de:

“Ele é do time, deixa.”


🔐 MFA: a Ferrari precisava perguntar “você realmente é você?”

MFA existe para reduzir risco de uma única credencial comprometida.

Algo que você sabe.

Algo que você tem.

Algo que você é.

A Ferrari tinha praticamente:

FACTOR 1:
estar na garagem

Nada mais.

Se você chegasse ao carro com acesso físico suficiente, o modelo de segurança já estava quase vencido.

Em sistemas modernos, isso seria equivalente a:

usuário e senha apenas.


📲 MFA não é bala de prata

Claro.

MFA não resolve tudo.

Pode ser atacado.

Pode ser mal configurado.

Pode sofrer engenharia social.

Pode haver fatigue attack.

Pode existir aprovação indevida.

Mas aumenta custo do atacante.

O objetivo não é perfeição.

É criar camadas.


🧱 Controle bom cria fricção adversarial

Segurança madura faz o atacante gastar.

Tempo.

Esforço.

Conhecimento.

Risco.

Cada controle adiciona custo.

Ferris quer caminho barato.

Se a Ferrari exigisse:

chave física;

PIN;

aprovação;

registro;

talvez o passeio acabasse antes de começar.


🧨 PAM: pare de deixar o volante administrativo em cima da mesa

Privileged Access Management existe para controlar acessos poderosos.

Contas privilegiadas não deveriam funcionar como chaves de casa penduradas perto da porta.

PAM pode ajudar com:

vault de credenciais;

checkout;

rotação;

gravação de sessão;

aprovação;

tempo limitado;

auditoria.

O objetivo é simples:

ninguém deveria andar com uma credencial administrativa permanente no bolso como se fosse chave da Ferrari.


🪪 Standing Privilege é Ferrari com chave na ignição

Esse é o problema.

Privilégio permanente significa:

a capacidade existe o tempo inteiro.

Mesmo quando não é necessária.

Isso amplia risco.

Modelo melhor:

Just-In-Time.

Acesso sob demanda.

Tempo limitado.

Expira.

Isso é muito mais saudável.


🕐 JIT: use a Ferrari só durante a janela autorizada

Imagine:

Cameron precisa usar o carro para uma tarefa.

Então ganha acesso das 14h às 15h.

Depois:

revogado.

Em tecnologia:

ACCESS GRANTED
14:00

ACCESS EXPIRES
15:00

Isso reduz janela de ataque.


🔵 JEA: Just Enough Administration

Outra ideia importante.

Não basta limitar tempo.

Limite capacidade.

Se o administrador precisa reiniciar serviço, não precisa necessariamente poder:

alterar usuários;

deletar logs;

modificar banco;

exportar dados.

Privilégio deve ser granular.

Ferrari não precisa entregar a chave do hangar inteiro.


🧠 Segregação de funções: Cameron não deveria ser dono, motorista e auditor

Segregation of Duties existe para impedir concentração excessiva.

Quem solicita não aprova.

Quem executa não audita.

Quem administra não revisa sozinho.

Se uma pessoa controla tudo, fraude e erro ficam mais fáceis.

Cameron possuía acesso físico.

Ferris influenciava.

Não existia terceira validação.

Resultado:

o sistema de proteção era emocional.


🚦 Dual Control

Em ambientes críticos, duas pessoas podem precisar aprovar.

Isso é dual control.

Exemplo:

ADMIN 1 requests
ADMIN 2 approves
SYSTEM executes

Agora um atacante precisa comprometer mais de uma camada.

Swiss Cheese novamente.


☕ O pai do Cameron apostou tudo num único controle

Qual era o controle?

Medo.

Um único controle.

Sem redundância.

Se o medo falha, tudo falha.

Defense in Depth existe justamente porque controles falham.


🧀 Ferrari Swiss Cheese Model

Imagine camadas:

Camada 1: Regra
Camada 2: Acesso físico
Camada 3: Chave
Camada 4: Monitoramento
Camada 5: Alerta

No filme, muitas dessas camadas são fracas ou inexistentes.

Então:

Ferris encontra Cameron.

Cameron conhece garagem.

Garagem contém carro.

Carro está acessível.

Pronto.

Os buracos alinham.


🛡️ Controles compensatórios

Nem sempre é possível implementar o controle ideal.

Aí entram controles compensatórios.

Exemplo:

não consegue remover determinado privilégio legado?

Então:

monitore;

limite horário;

exija aprovação;

gere alerta;

revise sessão.

Isso não é perfeito.

Mas reduz risco.


🦖 E no mainframe?

Agora entramos no terreno Bellacosa Mainframe.

No z/OS, privilégio pode assumir formas críticas.

RACF SPECIAL.

OPERATIONS.

AUDITOR.

Perfis poderosos.

Acesso a datasets sensíveis.

Autoridade em CICS.

Db2.

JES.

SDSF.

Contas com poder amplo.

Um ambiente pode ser extremamente seguro e ainda sofrer com privilégio excessivo.


🔐 RACF SPECIAL é Ferrari com nitro

Um usuário com SPECIAL possui enorme capacidade administrativa.

Então perguntas importantes:

quem possui?

por quê?

há revisão?

é permanente?

há MFA?

há logging?

há separação?

há uso diário?

há conta alternativa sem privilégio?

Contas privilegiadas devem ser tratadas como ativos críticos.


🧠 Use usuário normal para vida normal

Uma boa prática clássica:

usuário administrativo separado.

No dia a dia:

conta normal.

Quando precisa administrar:

conta privilegiada.

Isso reduz exposição.

Porque navegar, ler e-mail, abrir arquivos e executar tarefas normais com privilégio elevado aumenta risco.


🧪 Ferris não precisa roubar a Ferrari se consegue usar Cameron

Esse ponto retorna.

O atacante muitas vezes não rouba credencial diretamente.

Ele usa quem tem acesso.

Engenharia social pode transformar administrador em proxy.

— Pode executar esse comando pra mim?

— Pode liberar esse acesso?

— Pode aprovar essa solicitação?

Ferris não senta sozinho no carro.

Ele traz Cameron.


📞 Privilege Proxy

Esse conceito é importante.

Você pode não possuir privilégio.

Mas pode influenciar quem possui.

Então o caminho de ataque é:

ATTACKER
 ↓
PRIVILEGED USER
 ↓
SYSTEM

Esse caminho é tão importante quanto credencial roubada.


🤖 Em 2026, o Ferris ganha automação

Agora imagine:

OSINT identifica administradores.

IA ajuda a personalizar pretexto.

Ataque social visa quem possui privilégio.

O objetivo não é necessariamente roubar senha.

Pode ser induzir ação.

Isso muda a defesa.

Treinamento precisa incluir pedidos de execução.


🚨 “Execute esse script”

Esse é um clássico.

A pessoa recebe código.

Confia na origem.

Executa.

Se usuário privilegiado executar algo malicioso, o atacante herda contexto poderoso.

Então:

não basta proteger credencial.

É preciso proteger decisão.


🧠 Privilégio humano e privilégio técnico se encontram

Uma pessoa com autoridade social pode pressionar quem possui privilégio técnico.

CEO:

— Faça agora.

Admin:

— Procedimento exige aprovação.

CEO:

— Eu sou o CEO.

Admin:

— Excelente. O procedimento continua existindo.

Essa resposta deveria ser normal.


🔴 Cultura forte protege controle

Se organização pune quem segue processo quando há pressão executiva, matou a segurança.

Você treinou o funcionário para obedecer urgência.

Ferris agradece.


🧯 Break Glass não pode virar “porta da cozinha”

Contas de emergência existem.

Break glass.

Acesso excepcional.

Mas se o acesso excepcional vira rotina, acabou.

Deve existir:

uso raro;

alerta;

justificativa;

auditoria;

revisão pós-uso.

Ferrari de emergência não pode ficar ligada 24 horas.


🧾 Log: quem dirigiu?

Depois do incidente, primeira pergunta:

quem usou?

Em acesso privilegiado, isso precisa ser claro.

Não:

“foi a conta ADMIN.”

Quem era a pessoa?

Qual sessão?

Qual comando?

Qual horário?

Qual motivo?

Sem isso, auditoria vira ficção.


🔍 Session Recording

PAM moderno pode gravar sessão administrativa.

Isso ajuda a reconstruir:

comandos;

ações;

sequência.

Muito útil para investigação.

Principalmente em acesso crítico.


☕ O carro voltou para garagem, então está tudo bem?

Não.

Esse é outro erro.

No filme, existe tentativa de devolver a Ferrari.

Mas o fato de o ativo voltar não elimina o evento.

Em tecnologia:

credencial usada e devolvida;

arquivo copiado e apagado;

configuração alterada e revertida.

Ainda houve exposição.


🧠 Integridade e rastreabilidade continuam valendo

Um sistema crítico pode não sofrer dano visível.

Mas se privilégio foi usado indevidamente, precisamos saber.

Não basta verificar estado final.

Precisamos entender caminho.


🧨 Acesso físico continua importando

Em tempos de cloud, muita gente esquece segurança física.

Mas dispositivos existem.

Datacenters existem.

Estações existem.

Consoles existem.

Portas existem.

Quem consegue tocar hardware pode ganhar vantagens.

Ferrari lembra isso lindamente.


🚪 Physical Access ≠ Logical Authorization

Entrar na sala não deveria significar acessar sistema.

Sentar na estação não deveria significar sessão aberta.

Encontrar notebook não deveria significar acesso.

Camadas precisam existir.


🔒 Screen Lock é o cinto de segurança corporativo

Parece pequeno.

Mas estação desbloqueada com sessão privilegiada é perigo.

Ferris vê um terminal aberto.

Ferris não precisa hackear.

Ele senta.

Fim.


🧑‍💻 Shared Admin Account: a Ferrari com chave comunitária

Contas compartilhadas são ruins porque destroem accountability.

Se cinco admins usam:

ADMIN01

quem fez?

Boa sorte.

Identidade individual importa.


🪪 Named Accounts

Cada administrador deve possuir identidade própria.

Isso permite:

rastreio;

revogação;

revisão;

responsabilidade.

Sem isso, o sistema conhece apenas “alguém”.


🔁 Rotação de credenciais

Senhas privilegiadas não deveriam durar eternamente.

Credenciais antigas acumulam risco.

Rotação reduz janela de abuso.

PAM automatiza isso.

Ferrari com fechadura trocada periodicamente.


🧠 Secrets Management

Contas técnicas também precisam proteção.

Senha em script?

Credencial em JCL?

Token em arquivo?

Secret em pipeline?

Tudo isso é equivalente a esconder a chave embaixo do tapete.


🦖 Mainframe DevOps e privilégio

Ambientes modernos conectam:

Git;

pipeline;

DBB;

Jenkins;

UrbanCode;

Ansible;

Zowe;

z/OSMF.

Agora existem novas identidades técnicas.

Pergunte:

quem deploya?

qual token?

qual conta?

qual privilégio?

onde está armazenado?

A Ferrari agora tem API.


🧨 Service Account poderosa demais

Uma conta técnica pode possuir:

deploy;

update;

start;

stop;

dataset access.

Se comprometida, o atacante ganha capacidade silenciosa.

Least privilege vale para máquina também.


🤖 Machine Identity também precisa de controle

Não são só humanos.

APIs.

Agentes.

Bots.

Pipelines.

Serviços.

Todos possuem identidade.

E podem possuir privilégio.

Ferris de 2026 pode atacar credenciais não humanas.


🔐 MFA para máquina não funciona igual, mas controle existe

Certificados.

Tokens de curta duração.

Workload identity.

Rotação.

Vault.

Mutual TLS.

O princípio permanece:

não confie só porque alguém tem uma string secreta eterna.


🚨 “Nunca aconteceu”

Outra frase clássica.

— Sempre fizemos assim.

— Nunca deu problema.

Ferrari também ficou anos segura.

Até o dia em que não ficou.

Ausência de incidente não prova eficácia de controle.

Talvez ninguém tenha tentado.


🧪 Red Team testa justamente isso

Red Team pode perguntar:

consigo alcançar conta privilegiada?

consigo induzir uso?

consigo contornar MFA?

consigo encontrar credencial técnica?

consigo abusar de processo de emergência?

E, mais importante:

seria detectado?


🔵 Blue Team deveria observar privilégio como anomalia

Eventos privilegiados merecem contexto.

Horário.

Origem.

Comando.

Volume.

Mudança.

Conta.

Sistema.

Privilégio raro é sinal valioso.


🧠 Usuário admin às 03h17

Pode ser legítimo.

Mas merece pergunta.

Principalmente se:

novo dispositivo;

novo IP;

novo padrão;

ação incomum.

Detecção baseada em comportamento ajuda.


☕ O carro não precisa desaparecer para existir incidente

Essa ideia merece repetir.

Atacante não precisa destruir ativo.

Pode apenas usar.

Copiar.

Alterar.

Observar.

Isso vale para dados.

Ferrari pode voltar para garagem.

O risco já aconteceu.


🧨 Privilege Escalation: de Cameron para Ferris

Ferris inicialmente não tem acesso.

Mas usa relação com Cameron.

Em segurança:

usuário comum compromete admin;

credencial baixa encontra caminho;

permissão herdada permite escalada.

Esse movimento é central.


🪜 Attack Path

Imagine:

USER
 ↓
GROUP
 ↓
SHARED SERVER
 ↓
ADMIN TOKEN
 ↓
DOMAIN

Nenhum salto isolado parece absurdo.

A cadeia produz poder.

Ferrari novamente.


🧠 Graph Security

Ferramentas modernas analisam relações.

Quem pode acessar o quê?

Quem pode assumir qual role?

Qual caminho leva a privilégio?

Isso é poderoso porque atacante pensa em caminho.


🔴 O ativo crítico deve ser difícil de alcançar

Não basta proteger o final.

Reduza caminhos.

Remova privilégio.

Segmente.

Expire acessos.

Aumente validação.

Ferris precisa encontrar mais obstáculos.


🧱 Controles independentes

Se MFA depende do mesmo celular comprometido, cuidado.

Se aprovação depende da mesma pessoa, cuidado.

Se log está no mesmo sistema que admin controla, cuidado.

Camadas precisam ser independentes.


🧀 Swiss Cheese de privilégio

Exemplo:

Password
 ↓
MFA
 ↓
PAM
 ↓
Approval
 ↓
Session Recording
 ↓
Monitoring

Uma camada falha.

Outra segura.

Essa é a ideia.


🛡️ Compensação quando legado limita

Mainframe e sistemas legados possuem restrições.

Talvez determinada aplicação não suporte MFA diretamente.

Então use:

gateway;

jump server;

PAM;

controle de rede;

monitoramento;

segunda validação.

Segurança prática vive de composição.


🧠 Não romantize o controle perfeito

Não existe.

O objetivo é reduzir probabilidade e impacto.

Ferris pode tentar.

Queremos:

bloquear;

detectar;

conter;

explicar.


🚘 O pai de Cameron tinha um problema de governança

A Ferrari era um ativo crítico.

Mas não existia governança proporcional ao valor.

Muito valor.

Pouco controle.

Essa assimetria é perigosa.


📊 Crown Jewels

Empresas deveriam identificar joias da coroa.

Dados críticos.

Sistemas críticos.

Contas críticas.

Chaves críticas.

Depois aplicar controles proporcionais.

Nem tudo precisa de Ferrari security.

Mas Ferrari precisa.


💎 Classificação de ativo

Pergunte:

qual impacto se alguém:

ler?

alterar?

usar?

parar?

copiar?

Esse exercício ajuda a definir proteção.


☕ A pergunta Bellacosa

Eu colocaria esta numa War Room:

“Qual ativo nosso está protegido principalmente porque acreditamos que ninguém ousaria tocar?”

Se alguém responder rápido demais:

“nenhum”,

eu perguntaria de novo.

Porque quase toda empresa tem sua Ferrari.


🔴 Outra pergunta

“Quem possui acesso permanente que só deveria usar raramente?”

Aí começa a diversão.


🧠 E uma terceira

“Se essa pessoa for enganada, qual é o próximo controle?”

Se a resposta for:

“esperamos que ela não seja enganada”,

temos problema.


🎬 Ferris não quebrou a Ferrari

Ele quebrou o modelo mental ao redor dela.

Essa é a grande lição.

O carro era fisicamente robusto.

O sistema social não.

O pai de Cameron acreditava que proibição era equivalente a controle.

Não era.


☕ Epílogo: ninguém jamais faria isso

Ferrari na garagem.

Perfeita.

Polida.

Quase sagrada.

O pai de Cameron provavelmente dormia tranquilo porque acreditava numa certeza:

ninguém vai tocar.

Isso é confortável.

Mas segurança não vive de conforto.

Red Team existe para destruir certezas antes que um atacante real faça isso.

Não perguntamos:

“as pessoas deveriam fazer?”

Perguntamos:

“podem fazer?”

Não perguntamos:

“isso é proibido?”

Perguntamos:

“o sistema impede?”

Não perguntamos:

“ninguém faria?”

Perguntamos:

“O que acontece quando alguém fizer?”

Essa diferença separa política de controle.

Confiança de verificação.

Medo de segurança.

A Ferrari do Cameron não precisava de um discurso.

Precisava de camadas.

MFA.

PAM.

Least privilege.

Segregação.

Auditoria.

Monitoramento.

Controles compensatórios.

Porque objetos valiosos atraem comportamento adversarial.

E sistemas críticos também.

Se sua produção está protegida principalmente por:

“ninguém mexe nisso”,

Ferris já está sorrindo.

Cameron já está nervoso.

E a garagem acabou de virar sua nova superfície de ataque.

SAVE FERRIS.

No próximo artigo:

Colocamos a Ferrari em Ré — Por Que Rollback Não É Backup

Porque descobrir que alguém usou seu ativo crítico já é ruim.

Descobrir que você não consegue desfazer direito...

é muito pior.

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe — Especial Red Team

SAVE FERRIS — Ferris Bueller’s Red Team

Uma série de 12 artigos sobre Red Team, segurança ofensiva, engenharia social, OSINT, integridade de dados, MFA, PAM, rollback, Blue Team, inteligência artificial, RACF e z/OS, usando Ferris Bueller para explorar uma pergunta fundamental: o sistema está realmente seguro ou apenas acredita que está?

  • Red Team
  • OSINT
  • Engenharia Social
  • Blue Team
  • MFA
  • PAM
  • IA Generativa
  • RACF
  • z/OS
  • Mainframe
1

Ferris Bueller Tinha um Plano de Ataque — Red Team Antes de Existir Red Team

Reconhecimento, criatividade adversarial e a ideia de que o verdadeiro alvo nem sempre é a tecnologia: são as suposições de quem construiu o sistema.

Red Team • Recon • Threat Modeling • Criatividade Adversarial
2

Nove Faltas? CTRL+Z — Quando o Banco de Dados Decide o que é Verdade

Integridade de dados, alteração de registros, privilégio, auditoria e a perigosa diferença entre aquilo que aconteceu e aquilo que o banco de dados afirma ter acontecido.

Integridade • Db2 • Auditoria • Insider Threat • Dados
3

Abe Froman, o Rei da Salsicha de Chicago — A Aula de Engenharia Social que Ninguém Percebeu

Pretexting, autoridade inventada e confiança contextual: Identity, Authentication e Authorization não são a mesma coisa.

Engenharia Social • Pretexting • Identity • Authentication
4

“Você Conhece o Diretor Rooney?” — OSINT Antes do Google Existir

Como dados públicos sobre pessoas, tecnologias, hábitos, empresas e relacionamentos podem revelar uma superfície de ataque antes do primeiro scan.

OSINT • Recon • LinkedIn • GitHub • Attack Surface
5

Cameron, Atenda o Telefone — Social Engineering as a Service

Ferris → Cameron → telefone → escola → funcionário → sistema. Nenhuma peça precisa falhar sozinha quando a cadeia inteira possui uma combinação explorável de confiança.

Social Engineering • Swiss Cheese Model • Human Risk
6

O Diretor Rooney Está Procurando Malware no Lugar Errado

Firewall, SIEM, EDR e Zero Trust podem funcionar perfeitamente enquanto engenharia social, Help Desk e processos humanos criam outro caminho até o objetivo.

SOC • SIEM • EDR • Zero Trust • Engenharia Social
7

A Ferrari do Cameron Não Tinha MFA

Privilégio, acesso físico, MFA, PAM, least privilege e o risco de proteger um ativo crítico apenas com medo, confiança e a esperança de que ninguém ousará tocá-lo.

MFA • PAM • Least Privilege • Privileged Access
8

Colocamos a Ferrari em Ré — Por Que Rollback Não É Backup

Rollback, restore, journaling, logs, Db2, VSAM e recuperação: voltar o estado de um sistema não significa apagar as consequências daquilo que aconteceu.

Backup • Restore • Rollback • Db2 • VSAM • Recovery
9

Rooney Invadiu a Casa Errada — Quando o Blue Team Vira o Próprio Incidente

Confirmation Bias, tunnel vision, Sunk Cost, Authority Gradient e o risco de uma resposta defensiva criar mais impacto que o próprio atacante.

Blue Team • SOC • Cognitive Bias • Incident Response
10

FerrisGPT — Agora o Adolescente Tem um Exército de Estagiários Sintéticos

IA generativa, agentes, OSINT automatizado, deepfake, voice cloning e automação transformam o ataque artesanal em uma capacidade paralela e escalável.

Generative AI • Agents • Deepfake • Voice Cloning • OSINT
11

Ferris Entra no Mainframe — RACF, z/OS e o Dia em que SPECIAL Virou o Passe para Chicago

RACF, SAF, ACEE, APF, USS, TSO, CICS, Db2, MQ, z/OS Connect, Zowe e service accounts vistos pela ótica dos caminhos de ataque até o mainframe.

Mainframe • RACF • z/OS • CICS • Db2 • MQ • Zowe
12

“A Vida Passa Muito Rápido” — O Red Team Depois que Todo Mundo Foi Embora

Red Team não termina em “conseguimos entrar”. Ataque deve gerar descoberta, evidência, correção, detecção e aprendizado para deixar a organização mais resiliente.

Red Teaming • Purple Team • Detection • Resilience • Learning

🎬 Página principal da temporada

Ferris Bueller’s Red Team: Como Hackear o Sistema Sem Precisar Roubar a Ferrari do Cameron reúne os doze episódios e conecta Red Team, engenharia social, IA, Blue Team e segurança de mainframe.

☕ Acessar o especial completo SAVE FERRIS

Sobre a série SAVE FERRIS — Red Team

A série SAVE FERRIS, publicada no Bellacosa Mainframe, utiliza situações inspiradas em Ferris Bueller para explicar conceitos de Red Team, cybersecurity, segurança ofensiva, engenharia social, OSINT, Blue Team, Purple Team, Zero Trust, MFA, PAM, inteligência artificial, RACF, IBM z/OS, CICS, Db2, MQ e segurança de mainframe.

O fio condutor é simples: um atacante não precisa necessariamente quebrar a tecnologia. Ele pode explorar relações de confiança, processos, identidades, privilégios, integrações e suposições existentes entre pessoas e sistemas.

A temporada acompanha o ciclo completo: reconhecimento → engenharia social → acesso → privilégio → impacto → detecção → correção → aprendizado.

Para Red Teams e Blue Teams, o objetivo final não é provar quem é mais inteligente, mas encontrar caminhos invisíveis antes que um adversário real os descubra.

Homenagem a diretora Terezinha

Homenagem a Diretora Terezinha

A festa junina do São José teve um momento impar, um aparte em que foi feita uma singela homenagem a diretora Terezinha pelo sucesso da quermesse e o empenho pelo sucesso da organização da quadrilha.

Uma festa por mais simples que seja dá um trabalho para ser feito, agora imagine uma festa para mais de 5.000 pessoas com danças e coreografias, barracas e praça de alimentação, segurança, higiene e limpeza. Tudo isso foi feito de maneira exemplar pela equipe coordenada pela Diretora Terezinha e por isso este vídeo mostra a homenagem surpresa.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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