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Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens.
Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê.
Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão.
Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Bellacosa Mainframe e o sapateado na festa do colegio Sao Jose em Campinas
👢🌽 Quadrilha com Sapateado no Tablado
Quando a Festa Junina encontrou o ritmo country e os pequenos caipiras fizeram o tablado virar instrumento
Mais uma tarde de Festa Junina no Colégio São José, em Campinas, e a quadrilha continua!
Entre bandeirinhas, roupas caipiras, música e muita animação, os pequenos dançarinos tomaram conta do tablado para apresentar uma coreografia um pouco diferente da tradicional quadrilha de São João.
Desta vez, havia sapateado.
Os pés batiam ritmadamente sobre a madeira e o próprio tablado parecia fazer parte da música. A cada movimento vinha aquele característico toc, toc, toc, acompanhando os passos da criançada.
Era uma mistura curiosa e divertida.
De um lado, a nossa tradicional Festa Junina brasileira, com toda aquela herança das festas de São João: os caipiras, a quadrilha, a música, as bandeirinhas e as famílias reunidas.
Do outro, alguns movimentos lembravam o country americano, com passos marcados e sapateados que transformavam a coreografia em algo diferente.
E funcionava!
O tablado não servia apenas como palco. Por alguns minutos, virou também um enorme instrumento de percussão.
Quem estava assistindo acompanhava a dança enquanto os pequenos caipirinhas tentavam manter os passos, a formação e o ritmo. E, como acontece em toda boa apresentação infantil, a graça não estava na perfeição.
Estava justamente na espontaneidade.
Alguns passos saíam certinhos, outros nem tanto, alguém olhava para o colega tentando lembrar qual seria o próximo movimento — e a festa continuava.
Hoje, olhando novamente para essas imagens de 2017, percebemos algo que talvez passasse despercebido naquele momento.
Não estávamos simplesmente filmando uma quadrilha.
Estávamos guardando um pequeno pedaço da infância.
Porque as festas terminam, as bandeirinhas são retiradas, o tablado é desmontado e as crianças crescem.
Mas, felizmente, algumas tardes continuam dançando dentro das nossas memórias.
|Os caipirinhas estão com tudo, desta vez temos uma apresentação de dança sobre um tablado, onde nos mostram as suas habilidades no sapateado, aproveitem a energia deles.
Inovando na Festa Junina temos uma nova apresentação e desta vez buscaram na tradição do country americano e adaptaram para nossa terra tupiniquim para fazer esta variação de sapateado.
O que você acha deste vídeo? Deixe seu comentário.
🎣 Uma Pescaria dos Miúdos na Quermesse — Quando o Formiga Recarregou a Bateria
No Colégio São José de Campinas havia quadrilha, sanfona, comes e bebes — mas nenhuma boa festa junina estaria completa sem aquele pequeno universo de pescarias, argolas, latas, bingo, cadeia e brincadeiras onde o prêmio importava muito menos que a aventura.
Há pequenos vídeos que parecem registrar quase nada.
Algumas crianças brincando.
Uma barraca.
Uma vara de pescaria.
Adultos observando.
Barulho de festa ao fundo.
Talvez alguns segundos.
Mas quase dez anos depois, quando voltamos a assistir, descobrimos que a câmera estava gravando muito mais.
Ela estava fazendo backup de uma tarde inteira.
E voltamos novamente àquele nosso dia mágico no Colégio São José, em Campinas.
🌽 Muito além da quadrilha
Já contei em outros pequenos fragmentos dessa festa sobre as apresentações, as quadrilhas, o forró, o sanfoneiro, as crianças fantasiadas e aquele pequeno personagem que naquele dia parecia possuir energia suficiente para alimentar metade de Campinas:
o Formiga.
Mas uma festa junina brasileira não vive apenas de dança.
Também não vive apenas de comida — embora seja bastante difícil explicar isso diante de uma mesa contendo pastel, cachorro-quente, pipoca, bolo, paçoca, milho, doces e outras maravilhas capazes de transformar qualquer tentativa de dieta em ficção científica.
Existe outro elemento fundamental da velha quermesse:
as barracas de jogos.
E talvez seja justamente nelas que sobreviva uma das partes mais antigas e bonitas dessas festas.
Não precisamos de videogame.
Não precisamos de realidade virtual.
Não precisamos de uma GPU monstruosa.
Precisamos apenas de algumas latas, uma bola feita de meia, argolas, garrafas, varinhas improvisadas, papel, barbante e...
imaginação.
O resto as crianças fazem.
🎣 A pescaria que não precisa de rio
Uma das barracas mais tradicionais é a pescaria.
Pequenos peixes ficam escondidos ou espalhados em uma área decorada, normalmente com números que correspondem aos prêmios.
A criança recebe uma pequena vara.
Na ponta, algum mecanismo simples permite “pescar” o peixe.
E começa a operação.
Olhos atentos.
Mão tentando ficar firme.
A vara balançando.
— Aquele!
Não.
— O outro!
Quase.
— Vai, Formiga!
Até que finalmente...
PESCAMOS!
Para um adulto é apenas uma brincadeira.
Para uma criança, naquele instante, provavelmente estamos diante de uma operação de pesca comercial no Atlântico Norte.
O peixinho é levantado como se tivesse quinze quilos.
Descobre-se o número.
Procura-se o prêmio correspondente.
E nasce aquele sorriso.
O objeto recebido pode ser simples.
Mas existe uma diferença gigantesca entre ganhar alguma coisa e conquistar alguma coisa.
O brinquedinho agora possui uma história.
Eu pesquei.
E isso muda tudo.
🔋 Formiga.exe voltou com CPU em 100%
Antes dessa etapa da festa, naturalmente existiu uma operação extremamente importante:
abastecimento.
O Formiga havia passado pelos comes e bebes.
Comeu.
Bebeu.
Recuperou energia.
E retornou para a festa aparentemente com a bateria novamente em:
100%.
Se existisse SDSF para crianças, provavelmente veríamos algo semelhante:
JOBNAME CPU% STATUS
FORMIGA 99.9 RUNNING
VAGUINHO 47.2 FOLLOWING
JULIANA 63.8 FOLLOWING
E lá fomos nós.
Eu e Juliana acompanhando o pequeno em sua peregrinação pelas barracas.
Para ele, cada uma representava uma aventura diferente.
Para nós, existia outro espetáculo acontecendo simultaneamente:
ver a alegria dele.
🎯 O parque de diversões construído pela comunidade
Essas barracas possuem algo que sempre achei fascinante.
Elas são simples.
Muito simples.
A famosa brincadeira de derrubar latas, por exemplo, pode utilizar literalmente:
latas vazias + bola de meia.
Hardware praticamente gratuito.
Mas o software?
Esse está instalado na imaginação.
De repente aquelas latas tornam-se um grande desafio de precisão.
O jogo de argolas transforma algumas garrafas em alvos disputadíssimos.
A pescaria transforma papelão e plástico em um lago cheio de tesouros.
O bingo transforma números sorteados em suspense coletivo.
E cada escola, igreja, bairro ou comunidade acaba inventando suas próprias variações.
Essa talvez seja uma das grandes características da quermesse:
ela é hackeável.
Cada geração modifica alguma coisa.
Alguém inventa uma brincadeira.
Outro professor acrescenta uma regra.
Um grupo de pais constrói uma barraca.
Os alunos ajudam.
E no ano seguinte alguém copia a ideia.
É quase um software open source cultural.
💌 Correio elegante
Existe ainda aquele clássico absolutamente maravilhoso:
o correio elegante.
Alguém escreve um bilhetinho.
Um mensageiro atravessa a festa.
Procura o destinatário.
Entrega.
Às vezes existe assinatura.
Às vezes não.
Às vezes é declaração.
Às vezes brincadeira.
Às vezes alguém passa os próximos vinte minutos tentando descobrir:
QUEM MANDOU ISSO?!
Muito antes de WhatsApp, Instagram, mensagens instantâneas e notificações, a quermesse já possuía sua própria rede social.
Só que o protocolo de transporte era um aluno correndo pelo pátio.
🚔 Você está preso!
Outra brincadeira clássica, hoje menos comum em algumas festas, era a famosa cadeia.
A lógica era maravilhosamente absurda.
Você pagava ao “delegado” para prender alguém.
Dois voluntários apareciam.
A vítima era conduzida para a cadeia da festa.
E precisava cumprir alguma condição da brincadeira para sair.
Era inevitável.
Amigos prendiam amigos.
Namorados prendiam namoradas.
Crianças queriam prender os pais.
Pais conspiravam contra outros pais.
Durante algumas horas surgia no meio da quermesse um sistema jurídico paralelo administrado provavelmente por alguém usando um chapéu de xerife comprado numa loja de fantasias.
E funcionava perfeitamente.
Ou quase.
🎁 De onde vinham os prêmios?
Existe ainda uma história escondida atrás das barracas.
Os prêmios não apareciam magicamente.
Durante os preparativos da festa, alunos e famílias ajudavam a arrecadar brindes.
Havia doações.
Pequenos presentes.
Objetos oferecidos por comerciantes.
Colaborações de pais.
Doações de verdadeiros mecenas da quermesse.
Depois tudo aquilo era organizado e distribuído pelas diferentes brincadeiras.
Um pequeno ecossistema comunitário começava a funcionar semanas antes de a primeira música tocar.
É fácil chegar à festa pronta e enxergar somente bandeirinhas.
Mas existe muito trabalho escondido ali.
Professores.
Funcionários.
Pais.
Alunos.
Voluntários.
Gente carregando mesa.
Gente montando barraca.
Gente separando prêmio.
Gente preparando comida.
Gente testando brincadeira.
Quando finalmente os portões abrem, toda aquela infraestrutura desaparece atrás da festa.
Como deve acontecer com uma boa infraestrutura.
🇧🇷🇯🇵 Espera... eu já vi isso em algum anime
Anos depois comecei a perceber uma coisa curiosa assistindo aos meus animes.
Especialmente os slice of life.
Chega determinado episódio e os personagens vão para algum festival.
Barracas.
Comida.
Jogos.
Prêmios.
Amigos caminhando juntos.
Crianças tentando ganhar alguma coisa.
Casais tímidos.
Luzes.
Música.
Gente circulando.
E inevitavelmente pensei:
peraí... isso é uma quermesse!
Naturalmente existem diferenças culturais enormes entre uma festa junina brasileira e os diversos festivais tradicionais japoneses.
Mas a lógica social por trás de muitos desses momentos é surpreendentemente familiar.
A comunidade se reúne.
Existem comidas características.
Existem brincadeiras.
Existem barracas.
Existem pequenos prêmios.
Existe o prazer de caminhar sem muita pressa.
E existe principalmente aquela sensação de que, durante algumas horas, aquele lugar pertence às pessoas que estão ali juntas.
Talvez seja por isso que essas cenas de anime pareçam tão familiares mesmo acontecendo do outro lado do planeta.
Troque algumas lanternas por bandeirinhas.
Troque determinadas comidas por pastel, milho e paçoca.
Coloque uma sanfona tocando ao fundo.
E talvez algum brasileiro olhe para aquilo e pense:
— Rapaz... conheço esse ambiente.
🧠 A brincadeira é maior que o prêmio
Talvez esteja aí uma coisa que os adultos frequentemente esquecem.
Nós avaliamos o prêmio pelo valor.
Uma criança avalia pela história.
Um brinquedinho barato comprado numa loja pode ser apenas um brinquedinho.
Mas aquele mesmo objeto conquistado depois de três tentativas para derrubar uma pilha de latas torna-se:
O PRÊMIO QUE EU GANHEI.
Existe esforço.
Existe expectativa.
Existe ritual.
Existe testemunha.
— Olha, Juju!
— Olha, Vaguinho!
E então o pequeno prêmio entra no inventário afetivo daquela criança.
Alguns desaparecem dias depois.
Outros quebram.
Outros ficam esquecidos numa gaveta.
Mas curiosamente a lembrança pode sobreviver ao próprio objeto.
🐜 E o Formiga?
O Formiga estava exatamente onde uma criança deveria estar naquela tarde.
Correndo.
Brincando.
Experimentando.
Gastando toda a energia recém-adquirida nos comes e bebes.
Descobrindo cada barraca.
Provavelmente pensando muito pouco sobre memória, tradição, cultura brasileira ou antropologia das festas populares.
Ainda bem.
Essa parte ficou conosco.
Ele tinha uma tarefa muito mais importante:
divertir-se.
Eu e Juliana simplesmente acompanhávamos a farra.
Naquele momento talvez não percebêssemos que estávamos armazenando algo.
Hoje percebo.
🥚 Easter egg — o prêmio verdadeiro estava fora da barraca
Existe um pequeno easter egg escondido nesse vídeo.
Durante toda a pescaria, naturalmente olhamos para a criança tentando pegar o peixe.
Depois olhamos para o prêmio.
Qual número saiu?
O que ele ganhou?
Mas quase uma década depois o objeto já não importa muito.
Talvez nem consigamos lembrar qual foi.
O verdadeiro prêmio estava fora da barraca.
Era aquela tarde.
Era Juliana.
Era o Formiga.
Era eu.
Era a música ao fundo.
Eram dezenas de famílias circulando.
Era aquele pequeno mundo do Colégio São José funcionando durante algumas horas como se nada mais existisse.
A pescaria era apenas a interface.
O prêmio era estar lá.
💾 Um backup chamado vídeo
Talvez seja por isso que gosto tanto desses pequenos vídeos aparentemente banais.
Não são grandes acontecimentos.
Não existe monumento.
Não existe viagem internacional.
Não existe acontecimento histórico.
Existe uma criança brincando numa quermesse.
Mas são justamente essas coisas que o tempo destrói primeiro.
O jeito de falar.
A altura da criança.
A voz.
A roupa.
O movimento.
As pessoas passando ao fundo.
Uma decoração que nunca mais será montada exatamente daquela maneira.
Até aquele pequeno brinquedo desaparecido.
Então apertamos REC sem imaginar muito.
Anos depois apertamos PLAY.
E acontece uma coisa extraordinária.
Por alguns segundos...
o Formiga volta a estar com a bateria em 100%.
Juliana está ali.
Eu estou acompanhando.
A pescaria continua funcionando.
A quadrilha ainda não terminou.
O sanfoneiro continua tocando em algum outro fragmento daquele dia.
As barracas continuam cheias.
E a festa junina do Colégio São José ainda não acabou.
Talvez essa seja uma das funções mais bonitas desses velhos vídeos.
Uma festa junina digna desse nome não pode deixar de ter as famosas barraquinhas que fazem a alegria da criançada, jogos sociais típicos das Festas Populares tais como pescaria, roleta, tiro ao alvo com bolas, bingo e outras barracas.
Na quermesse do São José teve barraca de pescaria, da cadeia, de acertar o alvo, chutar bolo no gol....
O formiga adorou a pescaria e ficou ali um bom tempo lutando para conseguir apanhar seus peixinhos.
Bellacosa Mainframe e o sanfoneiro da festa junina do colégio são Jose
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
🪗 Formiga e o Sanfoneiro na Quadrilha — Quando o Vaguinho Saiu das Histórias
Uma festa junina no Colégio São José, um sanfoneiro tocando, dezenas de pequenos caipiras correndo pelo pátio e um analista de sistemas descobrindo que, para os amigos do Formiga, ele não era exatamente um adulto: era um personagem das histórias.
Existem vídeos que registram acontecimentos importantes.
Casamentos.
Formaturas.
Viagens.
Aniversários.
E existem aqueles pequenos vídeos que aparentemente não registram absolutamente nada de extraordinário.
São justamente esses que, anos depois, tornam-se extraordinários.
Este é um deles.
Estamos novamente na Festa Junina do Colégio São José, em Campinas.
O pátio está tomado por crianças vestidas de caipirinhas, famílias observando as apresentações, professores tentando manter alguma organização no meio daquela maravilhosa confusão e, nos bastidores de tudo isso, a festa continua acontecendo.
Barracas.
Comes e bebes.
Conversas.
Risadas.
Crianças correndo.
Pais fotografando.
E música.
Muita música.
No meio daquele pequeno universo junino havia um personagem fundamental:
o sanfoneiro.
🪗
Sentado com seu instrumento, ele fazia aquilo que gerações de músicos fizeram antes dele nas festas populares brasileiras.
Abriu a sanfona.
Fechou a sanfona.
E deixou o ar atravessar os foles transformando movimento em música.
Ao redor dele, a festa acontecia.
Mas havia outro personagem naquela história.
🐜 O Formiga estava impossível
Nosso pequeno Formiga encontrava-se em estado de absoluta euforia.
E quem conhece criança em festa escolar sabe exatamente o que isso significa.
Ele queria correr.
Brincar.
Conversar.
Encontrar os amigos.
Mostrar alguma coisa.
Sumir durante alguns segundos.
Aparecer do outro lado.
Voltar correndo.
Contar uma história começando pelo final.
E imediatamente desaparecer novamente porque alguma coisa muito mais importante acabara de acontecer a cinco metros dali.
Era o processamento paralelo infantil funcionando em sua capacidade máxima.
Se colocássemos aquilo num monitor de performance, provavelmente encontraríamos:
CPU: 100%
Threads: incontáveis
Prioridade: todas
Tempo de resposta: imediato
Controle de mudanças: inexistente
😂
Mas naquele dia aconteceu uma coisa particularmente divertida.
O Formiga resolveu apresentar o Vaguinho aos amigos.
👨💻 "Esse é o Vaguinho!"
E aqui a história fica interessante.
Porque existe o Vagner que eu conheço.
Analista de sistemas.
Programador.
Homem dos bits.
Um sujeito que já havia atravessado aeroportos, cidades, países e continentes.
Um sujeito que trabalhou com computadores enormes, sistemas corporativos e aquelas maravilhosas geringonças tecnológicas que fazem bancos, empresas e governos continuarem funcionando enquanto praticamente ninguém percebe.
Um brasileiro que já havia percorrido uma boa parte deste planeta.
Mas nada disso tinha muita importância naquele pátio.
Para aquelas crianças eu possuía uma credencial muito mais importante:
eu era o Vaguinho.
😂
O personagem das histórias do Formiga.
De repente aqueles pequenos seres humanos vestidos de caipirinhas estavam conhecendo em carne e osso aquele adulto meio amalucado que aparecia nas histórias contadas por ele.
Provavelmente alguma coisa como:
— Esse é o Vaguinho!
E pronto.
Currículo apresentado.
Não precisava de LinkedIn.
Não precisava de crachá.
Não precisava explicar profissão.
Muito menos mostrar certificados.
Para aquela turma, minha reputação profissional era construída sobre qualificações muito mais importantes.
🎮 Um adulto suspeitamente incompatível com o cargo
Eu era o adulto que jogava videogame.
Montava LEGO.
Assistia desenhos animados.
Inventava brincadeiras.
Fazia zoeira.
Contava histórias.
E, principalmente, não parecia considerar que brincar fosse uma atividade exclusiva das crianças.
Isso provavelmente causava certa incompatibilidade lógica.
Adultos deveriam fazer coisas de adultos.
Conversar sobre assuntos incompreensíveis.
Mandar crianças não correrem.
Perguntar sobre notas.
Dizer:
— Cuidado para não sujar a roupa!
O Vaguinho aparentemente tinha recebido outro manual de operação.
Se havia LEGO:
vamos montar.
Se havia videogame:
liga isso aí.
Se havia desenho animado:
qual episódio?
E entre os desenhos que faziam parte daquele nosso pequeno universo estava uma criatura que se tornaria praticamente patrimônio cultural da casa:
🐑 Shaun the Sheep
Ou, como ficou eternamente registrada em nosso vocabulário:
a famosa Ovelha Xone.
😂
A maravilhosa Shaun the Sheep.
Aquela ovelha extremamente inteligente, cercada por outras ovelhas nem sempre tão inteligentes, vivendo aventuras absurdas enquanto o pobre cachorro Bitzer tenta desesperadamente impedir que a fazenda entre em colapso.
Pensando bem...
Talvez fosse um treinamento precoce para trabalhar com sistemas corporativos.
Shaun cria o incidente.
As outras ovelhas ampliam o incidente.
Bitzer tenta administrar o incidente.
O fazendeiro não sabe que existe um incidente.
E no final todos trabalham desesperadamente para que o ambiente volte ao normal antes que o responsável descubra.
Isso é praticamente um War Room rural.
🐑💻
Talvez por isso eu gostasse tanto.
🪗 Enquanto isso, a sanfona continuava tocando
No fundo daquele pequeno caos perfeitamente organizado, estava o sanfoneiro.
E isso hoje chama minha atenção muito mais do que provavelmente chamou naquele momento.
Porque ele não era simplesmente alguém fornecendo música ambiente.
Era parte essencial daquela experiência.
A festa poderia ter caixas de som.
Poderia ter músicas gravadas.
Poderia simplesmente apertar PLAY.
Mas havia ali um músico.
Uma pessoa.
Um instrumento.
Um fole respirando.
Dedos percorrendo teclas e botões.
A música sendo criada naquele instante.
Cada execução era ligeiramente diferente da anterior.
Nenhum algoritmo.
Nenhum MP3.
Nenhum streaming.
Nenhum buffer.
Apenas músico e instrumento.
Uma tecnologia maravilhosamente analógica.
E ao som daquela sanfona, as crianças realizavam suas coreografias.
🌽 Os pequenos caipiras entram em produção
Cada turma havia preparado sua apresentação.
Durante semanas professores provavelmente organizaram passos, músicas, posições e entradas.
Crianças ensaiaram.
Erraram.
Riram.
Esqueceram.
Tentaram novamente.
Até chegar o grande momento.
Os pequenos entravam vestidos de caipirinhas.
Camisas xadrez.
Vestidos coloridos.
Chapéus de palha.
Pintinhas no rosto.
Bigodes desenhados.
Trancinhas.
Remendos propositalmente costurados nas roupas.
Então começava a música.
E do outro lado estava uma plateia completamente parcial.
Os genitores maravilhados.
😂
Não importava se uma criança virasse para o lado errado.
Se outra esquecesse a coreografia.
Se duas começassem a conversar durante a apresentação.
Se alguém simplesmente parasse no meio da dança procurando a mãe na plateia.
Para os pais aquilo era Broadway.
Era o Scala de Milão.
Era uma apresentação histórica.
Celulares e câmeras eram levantados.
Fotografias eram tiradas.
Vídeos eram gravados.
E aplausos surgiam ao final.
📹 E eu também estava fazendo meu pequeno backup
Naquele momento eu apenas registrava cenas.
Um pequeno vídeo aqui.
Outro ali.
Sem qualquer grande pretensão documental.
Era simplesmente:
REC.
Alguns minutos.
STOP.
Próxima cena.
O que eu não percebia era que estava executando um backup.
Não de arquivos.
Não de programas.
Não de bancos de dados.
Estava fazendo backup de uma época.
Da voz das crianças.
Das roupas.
Das brincadeiras.
Do sanfoneiro.
Do pátio.
Daquele Formiga pequeno e eufórico.
E até daquele Vagner que existia naquele momento.
Porque ele também mudou.
💾 O backup contém versões antigas de nós mesmos
Existe uma coisa curiosa nos vídeos antigos.
Quando assistimos novamente, normalmente prestamos atenção nas pessoas que filmamos.
Mas existe alguém invisível dentro de todo vídeo:
a pessoa que segurava a câmera.
Ela também ficou gravada ali.
Não aparece necessariamente na imagem.
Mas está presente.
Na escolha do enquadramento.
Naquilo que chamou sua atenção.
Na risada atrás da câmera.
Na voz.
Na maneira como observava o mundo.
Por isso, quando revejo um fragmento como este, não estou apenas vendo o Formiga criança.
Estou encontrando uma versão anterior de mim mesmo.
O Vagner daquele dia.
O Vaguinho.
🐜 O personagem aparece em carne e osso
Talvez este seja meu detalhe favorito dessa lembrança.
Para mim, eu simplesmente estava acompanhando o Formiga numa festa escolar.
Para ele, entretanto, havia outra coisa acontecendo.
Ele estava apresentando um pedaço do mundo dele aos amigos.
As crianças provavelmente já tinham ouvido histórias.
O Vaguinho que jogava.
O Vaguinho que brincava.
O Vaguinho que montava LEGO.
O Vaguinho das zoeiras.
O adulto que assistia Ovelha Xone.
Então, subitamente:
lá estava o sujeito.
Materializado no pátio.
😂
É quase como encontrar pessoalmente um personagem sobre o qual alguém vive contando histórias.
E existe algo muito bonito nisso.
Porque significa que, naquele pequeno universo infantil, eu havia conquistado uma categoria diferente de adulto.
Não era simplesmente:
"um adulto".
Era:
"o Vaguinho".
🥚 Easter egg — quem estava apresentando quem?
Durante muitos anos pensei naquela cena como:
o Formiga apresentando o Vaguinho aos amigos.
Hoje não tenho tanta certeza.
Talvez estivesse acontecendo exatamente o contrário.
Talvez o Formiga estivesse me apresentando ao mundo dele.
Aqueles eram os amigos dele.
A escola dele.
As brincadeiras dele.
Os códigos sociais dele.
As histórias dele.
Eu era o visitante.
Por alguns minutos recebi uma credencial temporária para entrar naquele universo.
E o responsável pelo meu acesso era um pequeno administrador chamado Formiga.
USERID: VAGUINHO
ACCESS: FRIENDS
RESOURCE: FESTA.JUNINA.SAOJOSE
PERMISSION: READ / PLAY / ZOEIRA
RACF emocional: ACCESS GRANTED
😂
🕰️ E então o tempo executou seu JOB
A festa terminou.
As barracas foram desmontadas.
O sanfoneiro guardou sua sanfona.
As roupas caipiras voltaram para armários e caixas.
Professores foram para casa.
Pais descarregaram centenas de fotografias.
As crianças cresceram.
Aquelas pequenas figuras que aparecem correndo pelo vídeo hoje são adolescentes ou jovens adultos.
Algumas talvez ainda sejam amigas.
Outras provavelmente nunca mais se encontraram.
Talvez algumas nem se lembrem daquele dia.
Mas existe um pequeno arquivo perdido num canto do universo digital.
E quando apertamos PLAY...
a sanfona toca novamente.
As crianças voltam a dançar.
Os pais voltam a olhar maravilhados.
O Formiga volta a ficar eufórico.
E durante alguns minutos aquele pátio do Colégio São José volta a existir exatamente como era.
Até o Vaguinho retorna.
Um pouco mais jovem.
Provavelmente fazendo alguma zoeira.
🐜🪗
E talvez seja exatamente para isso que servem esses pequenos vídeos aparentemente sem importância.
Eles não impedem que o tempo passe.
Mas deixam alguns checkpoints pelo caminho.
Lugares onde podemos voltar ocasionalmente e dizer:
"Caramba... nós estivemos aqui."
E estivemos mesmo.
O Formiga.
Seus amigos.
Os pequenos caipirinhas.
Os pais orgulhosos.
O sanfoneiro.
E aquele estranho analista de sistemas que percorreu meio mundo para descobrir que, naquele pequeno pátio de Campinas, sua credencial mais importante era simplesmente:
Vaguinho.
☕🐜🪗
Bellacosa Mainframe
Porque algumas memórias não precisam de milhões de bytes.
O sanfoneiro iniciou a festa, o acordeão dá suas iniciais, afinando o instrumento e chamando os dançarinos para o centro da quadra e as crianças obedecem preparando-se para a dança.
As crianças do primeiro ano dançando ao ritmo do sanfoneiro e fazendo a maior festa quando o sanfoneiro da roça só tocava isso.... batendo palmas, batendo o pé e fazendo o balanceeeee.
A diversão esta correndo solta e dançam para la e dançam para cá...
A quadrilha dançando musicas tradicionais das nossas festas juninas, atemporal estas musica que remetem a infância.
Relembrando momentos de pura nostalgia na festa junina do São José vendo este monte de caipirinhas fazendo a festa, dançando musicas antigas que fazem parte do nosso legado.
Quem nunca cantou cai cai balão ou pula a fogueira que pule este vídeo.
Cai-cai balão
Cai-cai balão
Aqui na minha mão
Não cai não, não cai não, não cai não
Cai cai balão, cai cai balão
Cai-cai balão
Na rua do sabão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Pula a fogueira Iaiá,
PULA A FOGUEIRA
pula a fogueira Ioiô.
Cuidado para não se queimar.
Olha que a fogueira já queimou o meu amor.
Nesta noite de festança
todos caem na dança alegrando o coração.
Foguetes, cantos e troca na cidade e na roça
em louvor a São João.
Nesta noite de folguedo todos brincam sem medo a soltar seu pistolão.
Morena flor do sertão, quero saber se tu és dona do meu coração.
Uma tradição paulista que se espalhou pelo país todo, em Junho aproveitando o final do 1º Semestre escolar as escolas fazem a festa Junina, homenageando os Santos Populares: Santo Antônio, São João e São Pedro.
Algumas coreografias são tradicionais que todo mundo conhece, tais como "ponte caiu", "olha a cobra" e as roupas com remendos, chapéus de palha e bigodes feitos com rolha queimada.
Para aqueles que apreciam uma boa quadrilha nada como passar o sábado no São José, foram varias turmas desde o primeiro ano ate as classes mais avançadas.
Talvez determinada aplicação não suporte MFA diretamente.
Então use:
gateway;
jump server;
PAM;
controle de rede;
monitoramento;
segunda validação.
Segurança prática vive de composição.
🧠 Não romantize o controle perfeito
Não existe.
O objetivo é reduzir probabilidade e impacto.
Ferris pode tentar.
Queremos:
bloquear;
detectar;
conter;
explicar.
🚘 O pai de Cameron tinha um problema de governança
A Ferrari era um ativo crítico.
Mas não existia governança proporcional ao valor.
Muito valor.
Pouco controle.
Essa assimetria é perigosa.
📊 Crown Jewels
Empresas deveriam identificar joias da coroa.
Dados críticos.
Sistemas críticos.
Contas críticas.
Chaves críticas.
Depois aplicar controles proporcionais.
Nem tudo precisa de Ferrari security.
Mas Ferrari precisa.
💎 Classificação de ativo
Pergunte:
qual impacto se alguém:
ler?
alterar?
usar?
parar?
copiar?
Esse exercício ajuda a definir proteção.
☕ A pergunta Bellacosa
Eu colocaria esta numa War Room:
“Qual ativo nosso está protegido principalmente porque acreditamos que ninguém ousaria tocar?”
Se alguém responder rápido demais:
“nenhum”,
eu perguntaria de novo.
Porque quase toda empresa tem sua Ferrari.
🔴 Outra pergunta
“Quem possui acesso permanente que só deveria usar raramente?”
Aí começa a diversão.
🧠 E uma terceira
“Se essa pessoa for enganada, qual é o próximo controle?”
Se a resposta for:
“esperamos que ela não seja enganada”,
temos problema.
🎬 Ferris não quebrou a Ferrari
Ele quebrou o modelo mental ao redor dela.
Essa é a grande lição.
O carro era fisicamente robusto.
O sistema social não.
O pai de Cameron acreditava que proibição era equivalente a controle.
Não era.
☕ Epílogo: ninguém jamais faria isso
Ferrari na garagem.
Perfeita.
Polida.
Quase sagrada.
O pai de Cameron provavelmente dormia tranquilo porque acreditava numa certeza:
ninguém vai tocar.
Isso é confortável.
Mas segurança não vive de conforto.
Red Team existe para destruir certezas antes que um atacante real faça isso.
Não perguntamos:
“as pessoas deveriam fazer?”
Perguntamos:
“podem fazer?”
Não perguntamos:
“isso é proibido?”
Perguntamos:
“o sistema impede?”
Não perguntamos:
“ninguém faria?”
Perguntamos:
“O que acontece quando alguém fizer?”
Essa diferença separa política de controle.
Confiança de verificação.
Medo de segurança.
A Ferrari do Cameron não precisava de um discurso.
Precisava de camadas.
MFA.
PAM.
Least privilege.
Segregação.
Auditoria.
Monitoramento.
Controles compensatórios.
Porque objetos valiosos atraem comportamento adversarial.
E sistemas críticos também.
Se sua produção está protegida principalmente por:
“ninguém mexe nisso”,
Ferris já está sorrindo.
Cameron já está nervoso.
E a garagem acabou de virar sua nova superfície de ataque.
☕ SAVE FERRIS.
No próximo artigo:
Colocamos a Ferrari em Ré — Por Que Rollback Não É Backup
Porque descobrir que alguém usou seu ativo crítico já é ruim.
Descobrir que você não consegue desfazer direito...
é muito pior.
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe — Especial Red Team
SAVE FERRIS — Ferris Bueller’s Red Team
Uma série de 12 artigos sobre Red Team, segurança ofensiva,
engenharia social, OSINT, integridade de dados, MFA, PAM,
rollback, Blue Team, inteligência artificial, RACF e z/OS,
usando Ferris Bueller para explorar uma pergunta fundamental:
o sistema está realmente seguro ou apenas acredita que está?
Red Team
OSINT
Engenharia Social
Blue Team
MFA
PAM
IA Generativa
RACF
z/OS
Mainframe
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Ferris Bueller Tinha um Plano de Ataque — Red Team Antes de Existir Red Team
Reconhecimento, criatividade adversarial e a ideia de que
o verdadeiro alvo nem sempre é a tecnologia:
são as suposições de quem construiu o sistema.
Red Team • Recon • Threat Modeling • Criatividade Adversarial
Nove Faltas? CTRL+Z — Quando o Banco de Dados Decide o que é Verdade
Integridade de dados, alteração de registros, privilégio,
auditoria e a perigosa diferença entre aquilo que aconteceu
e aquilo que o banco de dados afirma ter acontecido.
Integridade • Db2 • Auditoria • Insider Threat • Dados
Cameron, Atenda o Telefone — Social Engineering as a Service
Ferris → Cameron → telefone → escola → funcionário → sistema.
Nenhuma peça precisa falhar sozinha quando a cadeia inteira
possui uma combinação explorável de confiança.
Social Engineering • Swiss Cheese Model • Human Risk
O Diretor Rooney Está Procurando Malware no Lugar Errado
Firewall, SIEM, EDR e Zero Trust podem funcionar perfeitamente
enquanto engenharia social, Help Desk e processos humanos
criam outro caminho até o objetivo.
Privilégio, acesso físico, MFA, PAM, least privilege e o risco
de proteger um ativo crítico apenas com medo, confiança
e a esperança de que ninguém ousará tocá-lo.
Colocamos a Ferrari em Ré — Por Que Rollback Não É Backup
Rollback, restore, journaling, logs, Db2, VSAM e recuperação:
voltar o estado de um sistema não significa apagar
as consequências daquilo que aconteceu.
“A Vida Passa Muito Rápido” — O Red Team Depois que Todo Mundo Foi Embora
Red Team não termina em “conseguimos entrar”.
Ataque deve gerar descoberta, evidência, correção,
detecção e aprendizado para deixar a organização mais resiliente.
Red Teaming • Purple Team • Detection • Resilience • Learning
Ferris Bueller’s Red Team: Como Hackear o Sistema
Sem Precisar Roubar a Ferrari do Cameron
reúne os doze episódios e conecta Red Team,
engenharia social, IA, Blue Team e segurança de mainframe.
A série SAVE FERRIS, publicada no
Bellacosa Mainframe, utiliza situações inspiradas
em Ferris Bueller para explicar conceitos de
Red Team, cybersecurity, segurança ofensiva,
engenharia social, OSINT, Blue Team, Purple Team,
Zero Trust, MFA, PAM, inteligência artificial,
RACF, IBM z/OS, CICS, Db2, MQ e segurança de mainframe.
O fio condutor é simples: um atacante não precisa necessariamente
quebrar a tecnologia. Ele pode explorar relações de confiança,
processos, identidades, privilégios, integrações e suposições
existentes entre pessoas e sistemas.
A temporada acompanha o ciclo completo:
reconhecimento → engenharia social → acesso →
privilégio → impacto → detecção → correção → aprendizado.
Para Red Teams e Blue Teams, o objetivo final não é provar
quem é mais inteligente, mas encontrar caminhos invisíveis
antes que um adversário real os descubra.
A festa junina do São José teve um momento impar, um aparte em que foi feita uma singela homenagem a diretora Terezinha pelo sucesso da quermesse e o empenho pelo sucesso da organização da quadrilha.
Uma festa por mais simples que seja dá um trabalho para ser feito, agora imagine uma festa para mais de 5.000 pessoas com danças e coreografias, barracas e praça de alimentação, segurança, higiene e limpeza. Tudo isso foi feito de maneira exemplar pela equipe coordenada pela Diretora Terezinha e por isso este vídeo mostra a homenagem surpresa.
Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe
desde 1988
,
é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2,
z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais,
conhecimento técnico, história da computação e práticas
do universo mainframe para aproximar novas gerações das
tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos
ao redor do mundo.
IBM Champion
IBM Z
COBOL
CICS
Db2
z/OS
Mainframe desde 1988