domingo, 8 de setembro de 2024

🌸 Linguagem da rua japonesa — o “slang” do cotidiano

 


🌸 Linguagem da rua japonesa — o “slang” do cotidiano

Enquanto o japonês formal é cheio de camadas de respeito (keigo, sonkeigo, kenjougo…), o japonês informal é puro improviso e emoção.
Essas palavras que você escuta em animes, dramas, ou no karaokê depois do saquê, nascem nas ruas de Shibuya, nas salas de aula, e até nos fóruns online tipo 2channel.
São expressões flexíveis, vivas e mutantes — um reflexo da cultura japonesa urbana e digital.


💥 1. Maji (マジ)

Significado: “Sério”, “de verdade”, “realmente”.
Origem: vem de majime (真面目), que significa “sério, honesto, aplicado”. Com o tempo, os jovens encurtaram pra “maji” — mais leve e expressivo.

Uso:

  • 「マジで?」 (Maji de?) → “Sério mesmo?”

  • 「マジかよ!」 (Maji kayo!) → “Tá brincando!?”

  • 「マジで疲れた。」 (Maji de tsukareta.) → “Tô cansado pra caramba.”

🧠 Curiosidade Bellacosa: é o equivalente japonês do nosso “sério mesmo?” ou “na moral?”. Hoje é quase universal entre jovens e aparece em quase todo anime escolar.


😩 2. Darui (だるい)

Significado: “Preguiça”, “moleza”, “sem energia”.
Origem: deriva de “darui” (怠い ou だるい) — uma palavra antiga que descrevia o corpo cansado ou sem ânimo.

Uso:

  • 「今日だるいなぁ。」 (Kyō darui naa.) → “Tô mole hoje.”

  • 「授業だるい。」 (Jugyō darui.) → “A aula tá chata/pesada.”

🧘 Bellacosa Note: É a palavra do adolescente de segunda-feira. É o “aff” japonês, o “que preguiça” dos tempos modernos.


⚡ 3. Yabai (ヤバい)

Significado: originalmente “perigoso”, mas hoje pode ser “incrível”, “tenso”, “lascou”, “da hora”, dependendo do contexto.
Origem: vem do dialeto de criminosos no Japão do século XX — yabai descrevia uma situação arriscada (tipo “a polícia tá vindo”).
Com o tempo, virou um gíria universal que expressa tanto perigo quanto admiração.

Uso:

  • 「このラーメンやばい!」 (Kono rāmen yabai!) → “Esse ramen tá incrível!”

  • 「テストやばい…」 (Tesuto yabai…) → “Tô ferrado na prova…”

🔥 Bellacosa Insight: É o “mano do céu!” japonês. Pode ser bom ou ruim — depende do tom e do contexto. É o camaleão das gírias nipônicas.


🤝 4. Sorena (それな)

Significado: “Verdade!”, “Exatamente isso!”, “Concordo total.”
Origem: junção de sore (isso) + na (partícula de concordância ou ênfase). Literalmente “isso aí, né”.

Uso:

  • 「あの先生うるさいよね。」→「それな!」 (Aquele professor é chato, né?Pois é!)

Bellacosa Reflexão: é o “totalmente”, “é isso aí”, o “fala tudo” japonês — usado em bate-papo entre amigos pra demonstrar sintonia.


🫡 5. Otsu (おつ)

Significado: abreviação de otsukaresama (お疲れ様) — algo como “bom trabalho”, “valeu pelo esforço”.
Origem: vem da etiqueta do trabalho japonês. É dito ao final de um expediente, ou ao terminar uma tarefa.

Uso:

  • 「おつかれ!」 (Otsukare!) → “Valeu, bom trabalho!”

  • 「おつ!」 (Otsu!) → “Falou!”, “Tamo junto!”

💼 Bellacosa Contexto: no mundo corporativo japonês, é quase um ritual: você diz “otsukaresama deshita” ao sair, mesmo que o colega ainda vá ficar.
No digital (LINE, Discord, games), virou o “flw”, “vlw”, “gg” japonês.


🎌 Epílogo Bellacosa Mainframe

Essas cinco palavras — maji, darui, yabai, sorena, otsu — são o código-fonte da alma jovem japonesa.
Misturam respeito e rebeldia, tradição e modernidade, como o COBOL e o JSON da língua falada.
O Japão pode ser milenar e hierárquico, mas na esquina de Akihabara, no Discord gamer, ou no barzinho de Shinjuku, o japonês vivo respira, ri e cria novas versões de si mesmo — sempre com um toque de yabai energia.


sábado, 31 de agosto de 2024

Padawans Aprendam COBOL

Aproveite, comente, compartilhe, convide e marque aquele padawan que programa em Python e não conhece COBOL

🔻 O Século da Mentira: quando o mundo inteiro começou a falar a língua do tirano




 🔻 O Século da Mentira: quando o mundo inteiro começou a falar a língua do tirano

Por Bellacosa Mainframe | Encerramento da Série “Anatomia de um Regime Fantasma”


Há uma ironia amarga no nosso tempo:
O século XXI prometeu transparência — e nos entregou reflexos distorcidos.
A verdade, tão abundante quanto o Wi-Fi, tornou-se descartável.
Vivemos na era em que todos dizem algo, e ninguém realmente sabe.

O autoritarismo russo não criou essa era.
Apenas a antecipou.
O resto do mundo — democrático, ocidental, progressista — acabou por imitá-lo, com filtros e hashtags.


🌐 O Sistema da Mentira Global
A mentira moderna não precisa de censura.
Ela precisa de distração.

É o século do scroll infinito, da indignação programada, da timeline que decide o que você acredita.
Enquanto os velhos regimes controlavam a informação pela ausência, os novos fazem o oposto: te afogam nela.
A desordem é a nova forma de controle.

O Kremlin entendeu isso cedo — e o planeta aprendeu rápido demais.


🧠 O Colapso da Verdade
Antigamente, a verdade era uma busca.
Hoje, é um incômodo.
As pessoas não querem saber, querem pertencer.
E o pertencimento moderno é algorítmico: quem questiona, é excluído.

As democracias, cansadas e cheias de ruído, começaram a adotar a gramática do medo.
Chamam vigilância de segurança.
Chamam manipulação de engajamento.
Chamam conformismo de “consenso social”.

A mentira já não tem dono — é multinacional.


📡 O Mundo Conectado, Desconectado de Si Mesmo
Enquanto a Ucrânia sangra no frio, a informação viaja mais rápido que qualquer socorro.
Mas a compaixão não acompanha a velocidade.
Estamos sobrecarregados de tragédias, incapazes de sentir todas elas.

O império russo mostrou o roteiro; o resto do planeta seguiu a encenação.
Hoje, a verdade é só mais um formato de conteúdo — sujeita a edição, monetização e esquecimento.


🩸 O Novo Autoritarismo: Limpo, Digital e Elegante


Não há mais campos de prisioneiros, há termos de serviço.
Não há mais propaganda, há tendências patrocinadas.
Não há mais censura, há recomendações personalizadas.

A ditadura contemporânea não grita — ela sussurra.
E o silêncio vem disfarçado de escolha.

O século da mentira é sofisticado demais para botas e bandeiras.
Ele usa logotipos, feeds e discursos sobre empatia.


💬 Para o Padawan que tenta enxergar entre os ruídos:
A verdade ainda existe — mas agora exige esforço.
Exige solidão, dúvida, e coragem de desconfiar até do que confirma nossas crenças.

“No fim, o inimigo da verdade não é a mentira,
é a indiferença.”


🕯️ Vivemos no século em que a mentira se tornou infraestrutura.
E cada vez que aceitamos o absurdo como rotina,
ela cresce, polida, funcional, elegante —
até o dia em que não reste mais ninguém para lembrar que era uma mentira.

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Como os algoritmos sequestraram a liberdade de escolha

 


Como os algoritmos sequestraram a liberdade de escolha

Quando a internet decide por você

A promessa inicial da internet era simples: liberdade. Escolher o que ler, o que assistir, o que explorar. Mas, pouco a pouco, a realidade se distanciou dessa utopia. Hoje, parece que não escolhemos mais — somos escolhidos por algoritmos.

Mas como isso aconteceu? E por que sentimos que nossas decisões online não são mais nossas?


1. Algoritmos como “curadores invisíveis”

Tudo que aparece no feed, no TikTok, no Instagram ou no YouTube é resultado de cálculos matemáticos. O algoritmo decide:

  • O que você verá primeiro

  • O que é “relevante” para você

  • O que gera engajamento — e, portanto, lucro

O efeito é sutil, mas poderoso: o usuário passa a acreditar que está explorando livremente, quando na verdade está sendo conduzido.


2. O princípio da recompensa constante

Algoritmos exploram gatilhos psicológicos: likes, comentários, cliques e recompensas imediatas. Cada ação é registrada e usada para refinar o conteúdo entregue.

O problema é que isso modela o comportamento, reforçando apenas aquilo que já gostamos ou com o que reagimos.
Exemplo: alguém que gosta de memes de anime tende a receber apenas memes similares, perdendo exposição a obras diferentes ou críticas construtivas.


3. Filtragem de ideias e censura algorítmica

Além de moldar gostos, os algoritmos filtram informações consideradas sensíveis, ofensivas ou politicamente arriscadas.
O resultado é:

  • Conteúdos legítimos sendo ocultados

  • Opiniões divergentes sufocadas

  • Narrativas uniformizadas

A sensação de que tudo que é fora do padrão é proibido não é coincidência — é efeito direto da automação de decisões.


4. Ilusão de escolha

O perigo é o mais sutil: acreditamos que temos autonomia. Escolhemos clicar, mas as opções já foram pré-selecionadas.

É como entrar em uma loja onde apenas algumas prateleiras são visíveis. Você acha que decide livremente, mas o inventário real é maior — e invisível.


5. Consequências culturais e individuais

  • Cultura: algoritmos uniformizam tendências e tornam o consumo previsível

  • Psicológico: reforçam bolhas, vícios de atenção e reforço de comportamentos

  • Criativo: conteúdos arriscados, inovadores ou complexos desaparecem, pois não garantem engajamento imediato

Em resumo: o algoritmo substituiu a curiosidade por conforto e previsibilidade.


6. O que ainda podemos fazer

  • Reconhecer os padrões: entender que a maioria do que vemos é curadoria automática

  • Procurar fontes alternativas: feeds não convencionais, blogs, fóruns especializados

  • Praticar consumo crítico: questionar “por que estou vendo isso?”

  • Experimentar o “offline”: criar espaço fora do fluxo de recomendação

Mesmo sob controle algorítmico, ainda existe espaço de liberdade consciente.


Conclusão

O algoritmo sequestrou a liberdade de escolha, mas não a eliminou completamente.
Ele organiza, recomenda e direciona, mas cabe ao usuário redescobrir o sentido de navegar por vontade própria.

A pergunta que fica: estamos usando a internet ou apenas sendo usados por ela?

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Debugando programa COBOL

DISPLAY e BUG TRAP as melhores maneiras de debugar um programa COBOL. Qual é a sua técnica? #ibm #mainframe #cobol #debug #trap #bug #returncode #maxcc #jcl #sdsf #job

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Conversão do REAL um grande trabalho da informática mainframe


A resiliência e a tenacidade técnica dos Analistas de Sistemas Mainframe, que em quatro dias conseguiram virar a chave, convertendo sistemas críticos para a conversão de moeda, do URV para o REAL. 



Feriado bancário na Sexta-feira, mas Segunda-feira estava tudo no ar, funcionando, quatro dias de loucura no Departamento de Informatica, muita pizza, companheirismo, horas-extra, mas sensação de dever cumprido. 




 Programas em COBOL, PLI e Natural em Sistemas Mainframe alterados para a conversão da Moeda, sem perdas ou prejuízos aos clientes e empresas. Sendo um Caso de Estudo de Sucesso, visto de perto pelas autoridades europeias, que passado 7 anos repetiram o processo na Conversão do Euro.

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