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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

💥 Git no z/OS: O Casamento IMPROVÁVEL que Virou Revolução DevOps no Mainframe

 

Bellacosa Mainframe apresenta o GIT para padawans em Mainframe

💥 Git no z/OS: O Casamento IMPROVÁVEL que Virou Revolução DevOps no Mainframe


🧠 Contexto: Antes era “impossível”… hoje é padrão

Em 2018, falar de git rodando dentro do z/OS era quase heresia.

  • Não existia Z Open Automation Utilities
  • Open Source no mainframe? Ainda engatinhando
  • DevOps? Só no mundo distribuído

Hoje… 👇
👉 Temos comunidade ativa
👉 Bash rodando no USS
👉 Ferramentas open source integradas
👉 E sim… git funcionando NATIVAMENTE no z/OS

💣 Traduzindo: o mainframe deixou de ser isolado e entrou no jogo moderno.


🔗 Parte 1 — Conectando z/OS ao GitHub (SSH)

Aqui começa a mágica.

🧩 Problema clássico

z/OS “raiz” muitas vezes não tem DNS configurado.

🔧 Solução (tradução + comentário)

vi /etc/resolv.conf

Adicione:

nameserver 8.8.8.8

💡 Comentário Bellacosa:
Isso aqui parece simples, mas é o que separa você de:

❌ “Host desconhecido”
✔️ Integração com o mundo externo


🔄 Restart do resolver

opercmd "stop resolver"
opercmd "start resolver"

💥 Aqui entra realidade de mainframe:

  • Precisa permissão
  • Ou chama o sysprog amigo 😎

🔍 Teste de DNS

host github.com

Se vier IP → 🎯 sucesso


🔐 Parte 2 — Criando chave SSH (segurança de verdade)

ssh-keygen -t rsa -b 4096 -C "seu-email"

👉 Isso gera:

  • chave privada (fica no z/OS)
  • chave pública (vai pro GitHub)

🚀 Ativando agente SSH

eval "$(ssh-agent -s)"
ssh-add ~/.ssh/id_rsa

📋 Copiando chave pública

vi ~/.ssh/id_rsa.pub

Cola no GitHub:

  • Settings
  • SSH Keys
  • New Key

💡 Insight Bellacosa:
Isso elimina senha.
Você entra no mundo:

👉 autenticação forte
👉 automação
👉 pipelines DevOps reais


🧰 Parte 3 — Instalando Git no z/OS

Aqui é onde muita gente trava.

📦 Solução moderna:

zopen install -y git

🔥 Isso instala:

  • git
  • dependências
  • bash (ESSENCIAL!)

💡 Tradução prática:
Você acabou de transformar seu z/OS em um mini Linux dentro do USS.


🧪 Testando conexão com GitHub

ssh git@github.com

Saída esperada:

You've successfully authenticated, but GitHub does not provide shell access.

💣 Isso aqui é perfeito.
Significa:

👉 conexão OK
👉 autenticação OK
👉 pronto pra usar git


⚙️ Parte 4 — Configuração do ambiente

Edite o profile:

vi ~/.profile

Adicione:

git config --global user.name "Seu Nome"
git config --global user.email "seu-email"
git config --global init.defaultBranch main
bash

💡 Insight poderoso:

👉 O bash aqui muda o jogo
👉 Você sai do shell limitado e entra num ambiente moderno


🔄 Reinicie sessão e valide

ps

Se aparecer:

bash

🎯 Missão cumprida


📂 Parte 5 — Clonando repositório

git clone git@github.com:usuario/repositorio.git
cd repositorio

💡 Aqui começa o DevOps REAL no mainframe.


🌿 Trabalhando com branch (fluxo moderno)

Criar branch

git checkout -b WordPressChange

Adicionar alteração

git add setenv.sh

Validar

git status

Commit

git commit

Enviar pro GitHub

git push origin WordPressChange

💥 TRADUÇÃO BELLACOSA:

Você acabou de fazer isso no z/OS:

👉 versionamento moderno
👉 branch strategy
👉 integração com GitHub
👉 colaboração distribuída

🔥 ISSO É DEVOPS NO MAINFRAME


🧠 Camada EXTRA — O que ninguém te conta

💣 1. USS é o segredo

Sem USS (Unix System Services), isso aqui não existiria.


💣 2. Git não entende dataset nativo

Você está trabalhando com:

👉 arquivos USS
👉 não diretamente com PDS/VSAM


💣 3. Ponte com COBOL

Fluxo real:

  1. Código COBOL no USS
  2. Versionado com git
  3. Deploy → dataset
  4. Compilação via JCL

🔥 Isso conecta dois mundos.


💣 4. Open Source salvando o mainframe

Sem a comunidade:

👉 nada disso existiria
👉 IBM acelerou depois


🧪 Exemplo real (mentalidade enterprise)

Imagine:

  • Squad distribuído
  • Dev Java + Dev COBOL
  • Pipeline CI/CD

👉 GitHub → z/OS → compile → deploy → CICS

🔥 Isso já é realidade hoje


🏁 Conclusão estilo Bellacosa

💥 O que antes era “mainframe isolado” virou:

👉 plataforma integrada
👉 DevOps-ready
👉 open source friendly

E o git?

👉 virou a ponte entre gerações de tecnologia


☕ Frase pra fechar no estilo raiz:

“O mainframe não ficou ultrapassado…
você que ainda não viu ele rodando com git.” 😎🔥

 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

💥 🧠 CHECKLIST PROFISSIONAL — SAMPLING PERFORMANCE TUNING

 

Bellacosa Mainframe apresenta um checklist para analisar a performance e tuning em Mainframe

💥 🧠 CHECKLIST PROFISSIONAL — SAMPLING PERFORMANCE TUNING


🎯 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA

Antes de sair rodando ferramenta:

✔ CPU alto?
✔ Elapsed alto?
✔ Batch lento?
✔ CICS lento?


💡 Pergunta chave

“É CPU ou WAIT?”


⚙️ 2. DEFINIÇÃO DO ALVO (TARGET)

Escolha corretamente:

  • Job batch
  • Região CICS
  • Address space DB2

🔥 Regra de ouro

✔ Comece amplo (job)
✔ Refinar depois (step / programa)


🔬 3. DEFINIR O NÍVEL DE ANÁLISE

🔹 Macro (primeiro passo)

  • Job inteiro

🔸 Micro (diagnóstico)

  • Step específico
  • Programa específico

💣 Erro comum

❌ Ir direto para detalhe sem contexto


⏱️ 4. CONFIGURAR DURAÇÃO

✔ 15–30 minutos padrão
✔ Batch curto → ajustar


💡 Regra

Duração suficiente para capturar comportamento real


🔢 5. CONFIGURAR SAMPLES

✔ 1000–1500 samples/min


📊 Referência

Samples/minQualidade
< 500ruim
1000bom
1500+excelente

💣 Erro crítico

❌ Poucos samples → diagnóstico errado
❌ Muitos → overhead desnecessário


🔁 6. ATIVAR “MEASURE TO STEP END”

✔ Sempre que possível


💡 Use quando:

  • Batch imprevisível
  • Jobs longos
  • Problema intermitente

🔗 7. ATIVAR COLETORES CORRETOS

✔ DB2 → se houver SQL
✔ CICS → se for transação
✔ IMS → se aplicável


💣 Regra

Ative só o necessário


⚠️ Erro comum

❌ Ativar tudo → overhead alto


🚀 8. EXECUTAR A SESSÃO

✔ Monitorar status
✔ Aguardar finalizar
✔ Verificar número de samples


💣 Nunca faça

❌ Analisar sessão ativa
❌ Analisar com poucos samples


📊 9. VALIDAR QUALIDADE DO RELATÓRIO

Antes de confiar:

✔ Samples suficientes?
✔ Margem de erro baixa (<5%)?
✔ Duração adequada?


💡 Se não:

👉 Refaça a coleta


🔍 10. ANÁLISE PRINCIPAL (CPU vs WAIT)

📊 Interpretação

SituaçãoDiagnóstico
CPU altoproblema de código
WAIT altoproblema externo

🔥 11. IDENTIFICAR HOTSPOTS

Procurar:

  • Módulo
  • Offset
  • Função

💡 Pergunta chave

“Quem está consumindo CPU de verdade?”


🧱 12. CLASSIFICAR O PROBLEMA

🔥 CPU-bound

  • Loop
  • Cálculo
  • Algoritmo

🐢 WAIT-bound

  • VSAM I/O
  • DB2
  • ENQ / lock
  • MQ

🔬 13. DRILL-DOWN (INVESTIGAÇÃO)

Se CPU:

👉 Ir para código (COBOL / PL/I)

Se WAIT:

👉 Ir para:

  • DB2 → SQL
  • VSAM → dataset
  • Sistema → ENQ

🛠️ 14. AÇÃO DE TUNING

🔥 CPU

✔ Reduzir loops
✔ Evitar processamento redundante
✔ Melhorar algoritmos


🐢 I/O

✔ Melhorar acesso VSAM
✔ Ajustar buffers
✔ Indexar DB2


🔐 LOCK

✔ Reduzir contenção
✔ Ajustar commit


🔁 15. VALIDAR RESULTADO

👉 Rodar nova sessão

Comparar:

  • CPU antes/depois
  • Tempo antes/depois

💣 Regra

Sem validação = tuning incompleto


📈 16. DOCUMENTAR

✔ Problema
✔ Diagnóstico
✔ Solução
✔ Ganho


💡 Isso vira:

  • Base de conhecimento
  • Aceleração futura

🔥 CHECKLIST RÁPIDO (versão bolso)

1. CPU ou WAIT?
2. Definir target
3. Configurar samples (1000/min)
4. Ativar step end
5. Executar sessão
6. Validar samples
7. Analisar CPU vs WAIT
8. Encontrar hotspot
9. Corrigir
10. Validar resultado

💣 ERROS QUE MATAM PERFORMANCE (e sua carreira 😅)

❌ Analisar sem dados suficientes
❌ Culpar DB2 sem prova
❌ Ignorar WAIT
❌ Não validar margem de erro
❌ Ajustar “no chute”


🧠 FRASE FINAL (nível arquiteto)

“Performance não se melhora com opinião.
Se melhora com evidência.”

 

🕯️ Ero Guro: O Lado Proibido e Fascinante da Arte Japonesa

 

Bellacosa Mainframe e o Ero Guro

🕯️ Ero Guro: O Lado Proibido e Fascinante da Arte Japonesa

“Nem tudo que é feio é ruim, e nem tudo que é belo é puro.”
— Suehiro Maruo


🎭 O que é “Ero Guro”?

Ero Guro Nansensu (エログロナンセンス) é uma expressão japonesa que significa literalmente “erótico, grotesco e nonsense”.
É um movimento artístico que nasceu no Japão dos anos 1920–30, misturando sexualidade, deformidade e absurdo — um reflexo direto das ansiedades de um país que passava por rápidas mudanças sociais e pela ocidentalização.

O Ero Guro (abreviação popular) evoluiu além da arte literária e visual da época, chegando aos mangás e animes. Sua essência é provocar, chocar e questionar os limites da moral, da beleza e da humanidade.


⚰️ Origens Históricas

  • O movimento nasceu na literatura e teatro da Era Taishō (1912–1926) e início da Era Shōwa (1926–1945).

  • Inspirado por autores europeus como Edgar Allan Poe, Baudelaire e o surrealismo francês, mas reinterpretado à maneira japonesa.

  • No pós-guerra, artistas do mangá underground (Gekiga) adotaram o estilo para expressar críticas sociais, traumas e repressões psicológicas.


🩸 Temas e Estilo

O Ero Guro não é apenas erotismo ou horror.
Ele explora o cruzamento entre prazer, dor, morte e deformidade — o lugar onde o humano e o monstruoso se misturam.

Principais Temas:

  • Erotismo e tabu (incesto, fetiche, masoquismo, voyeurismo)

  • Deformidade física ou mental

  • Corrupção moral, insanidade, obsessão

  • Crítica à hipocrisia social e à repressão sexual

  • Mistura entre o belo e o repulsivo

Estilo visual:

  • Arte detalhada, expressionista, muitas vezes barroca.

  • Personagens com expressões intensas e cenários claustrofóbicos.

  • Forte contraste entre beleza estética e horror gráfico.


🖋️ Principais Autores e Obras

🩷 Suehiro Maruo (丸尾末広)

  • Obras: Shoujo Tsubaki (Midori: The Camellia Girl), Mr. Arashi’s Amazing Freak Show, The Laughing Vampire.

  • Estilo: Pioneiro moderno do Ero Guro; mistura traços delicados com cenas grotescas e sensuais.

  • Curiosidade: Seu trabalho influenciou bandas e diretores de cinema alternativo pelo mundo.


🖤 Hideshi Hino (日野日出志)

  • Obras: Hell Baby, Panorama of Hell, Hino Horror Anthology.

  • Estilo: Horror corporal e psicológico, muitas vezes narrado sob o ponto de vista de crianças traumatizadas.

  • Curiosidade: Hino inspirou Junji Ito e participou da série Guinea Pig, famosa por seu realismo extremo.


❤️‍🔥 Junji Ito (伊藤潤二) (influenciado, não estritamente Ero Guro)

  • Obras: Uzumaki, Tomie, Gyo.

  • Estilo: Estética do grotesco psicológico; terror pela distorção da forma e da mente.

  • Curiosidade: Ito levou o espírito Ero Guro ao mainstream, com temas mais filosóficos e menos explícitos.


💀 Outros nomes relevantes:

  • Yoshiharu Tsuge – precursor do mangá introspectivo e do “realismo sujo”.

  • Kazuichi Hanawa – combina erotismo, religião e violência simbólica.

  • Shintaro Kago – conhecido pelo “Ero Guro pop”, com crítica à cultura otaku e sociedade de consumo.


🎞️ Principais Títulos / Adaptações

TítuloTipoAnoDestaque
Shoujo Tsubaki / Midori: The Camellia GirlOVA (animação independente)1992Clássico extremo do gênero; censurado no Japão.
The Laughing Vampire (笑う吸血鬼)Mangá1989Erotismo e horror existencial.
Panorama of Hell (地獄の風景)Mangá1984Um pintor usa o próprio sangue para retratar o inferno.
Mr. Arashi’s Amazing Freak ShowMangá / Filme experimental1984 / 1989Circo de deformidades, moral e humanidade.
Shintaro Kago’s Abstraction SeriesMangá2000sMetalinguagem, corpo e absurdo social.

🎯 Tipo de História

  • Antológicas: Contos curtos com desfechos trágicos ou surreais.

  • Psicológicas: Descidas à loucura individual.

  • Críticas sociais: Corrupção, censura, guerra e desigualdade.

  • Metafóricas: O grotesco serve como espelho da sociedade e da repressão moral.


👁️ Público e Faixa Etária

  • Público: Adultos e estudiosos da arte alternativa japonesa.

  • Idade indicada: 18+, por conter conteúdo sexual, violência gráfica e temas sensíveis.

  • Não é pornografia, mas arte experimental e crítica social — uma forma de explorar o inconsciente humano através do choque estético.


🧩 Curiosidades

  • O termo Ero Guro Nansensu era uma gíria urbana dos anos 1930, usada para descrever modas e espetáculos “decadentes” da elite japonesa.

  • Após a Segunda Guerra, foi censurado pelas forças de ocupação americanas, mas ressurgiu nos anos 1960 com o mangá underground.

  • Nos anos 1990–2000, tornou-se cult entre colecionadores de arte e cineastas independentes.

  • O estilo influenciou filmes de terror psicológico ocidentais, moda gótica japonesa e até videoclipes musicais.


💡 Dicas para quem quer começar

  1. Comece com Suehiro Maruo — especialmente Midori e The Laughing Vampire.

  2. Leia Junji Ito para uma versão mais acessível e filosófica.

  3. Explore Shintaro Kago se quiser algo satírico e moderno.

  4. Veja exposições de arte Ero Guro — muitas incluem fotografias, pinturas e quadrinhos históricos.

  5. Evite procurar versões não oficiais ou sensacionalistas — busque edições de editoras reconhecidas (como Blast Books e Last Gasp).


🕯️ Conclusão

O Ero Guro não é um gênero para todos — mas é uma das expressões mais profundas, provocativas e transgressoras da cultura japonesa.
Mais do que choque, ele propõe reflexão sobre o corpo, a moral, a sociedade e a própria natureza humana.
Assim como o Gekiga levou os quadrinhos à maturidade, o Ero Guro desafia a arte a encarar o que está além do belo — e dentro do abismo.


📌 Bellacosa Recomenda:

Se quiser conhecer mais sobre a estética Ero Guro e Gekiga, veja também o post:
“Gekiga: o nascimento do mangá adulto e realista no Japão pós-guerra.”

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

💥 🧠 VISÃO GERAL — O TRIÂNGULO DA PERFORMANCE

 

Bellacosa Mainframe analise o triangulo da performance no Mainframe

💥 🧠 VISÃO GERAL — O TRIÂNGULO DA PERFORMANCE

👉 Em 90% dos problemas reais:

  • COBOL → lógica
  • VSAM → I/O
  • DB2 → acesso a dados

🔥 1. TUNING COBOL — CPU (o assassino silencioso)

🎯 Problema típico

  • CPU alto
  • EXEC alto no sampling

🧨 Anti-patterns clássicos

❌ Loop ineficiente

PERFORM UNTIL WS-END = 'Y'
READ FILE
END-PERFORM

❌ Reprocessamento desnecessário

  • Mesmo cálculo várias vezes
  • Falta de cache em memória

✅ Boas práticas

✔ Reduzir chamadas repetidas

IF WS-CALCULATED = 'N'
PERFORM CALC
END-IF

✔ Usar tabelas em memória (lookup)

  • Evita I/O repetido

✔ Minimizar chamadas externas

  • DB2
  • VSAM
  • APIs

💣 Insight

COBOL lento raramente é COBOL…
geralmente é acesso a dados mal feito


🐢 2. TUNING VSAM — I/O (o vilão invisível)

🎯 Problema típico

  • WAIT alto
  • I/O dominante no sampling

🧨 Problemas clássicos

❌ Acesso aleatório excessivo

  • KSDS sem chave eficiente

❌ CI/CA splits

  • Dataset mal definido

❌ Buffer insuficiente

  • Muitas operações físicas

✅ Boas práticas

✔ Aumentar buffers

  • BUFNI / BUFND

✔ Acesso sequencial sempre que possível

  • Evitar random

✔ Ajustar definição do dataset

  • CI size
  • CA size

✔ Usar READ NEXT quando possível

READ FILE NEXT RECORD

💥 Insight

VSAM mal configurado transforma CPU em WAIT


🗄️ 3. TUNING DB2 — O campeão de problemas

🎯 Problema típico

  • WAIT alto
  • CPU alto distribuído
  • SQL dominante

🧨 Problemas clássicos

❌ Full table scan

  • Falta de índice

❌ SQL executado milhares de vezes

PERFORM 10000 TIMES
EXEC SQL SELECT ...
END-EXEC

❌ Falta de filtro adequado

  • WHERE mal definido

✅ Boas práticas

✔ Criar índices corretos

  • Baseado no WHERE

✔ Reduzir chamadas SQL

  • Buscar em bloco
  • Usar cursor

✔ Evitar SELECT dentro de loop

👉 mover lógica para fora


✔ Usar EXPLAIN

  • Ver access path

💣 Insight

1 SQL ruim pode destruir toda a performance


🔗 4. INTEGRAÇÃO (onde mora o problema real)

💥 Cenário clássico

COBOL → chama DB2 → DB2 faz I/O → VSAM/disco

🧠 Diagnóstico via sampling

SintomaCausa
CPU altoCOBOL
WAIT altoVSAM
CPU + WAITDB2

🔥 5. CASO REAL COMPLETO

🎯 Sintoma

  • Job lento
  • 2 horas de execução

📊 Sampling mostra

DB2 → 50%
VSAM → 30%
COBOL → 20%

🧠 Diagnóstico

👉 Problema NÃO é COBOL
👉 É acesso a dados


🔧 Ações

  • Criar índice DB2
  • Reduzir chamadas SQL
  • Ajustar VSAM

🚀 Resultado

  • Tempo: 2h → 20min
    💥 ganho de 6x

⚡ 6. CHECKLIST RÁPIDO (produção)

1. CPU ou WAIT?
2. Identificar hotspot
3. COBOL → otimizar lógica
4. VSAM → otimizar I/O
5. DB2 → otimizar SQL
6. Validar com nova coleta

💣 ERROS QUE MAIS VEJO EM PRODUÇÃO

❌ Ajustar COBOL sem olhar DB2
❌ Culpar DB2 sem olhar VSAM
❌ Ignorar I/O
❌ Não usar sampling


🧠 MODELO MENTAL FINAL

COBOL = processamento
VSAM = acesso físico
DB2 = acesso lógico

💥 FRASE FINAL (nível arquiteto)

“O gargalo não está no código…
está na forma como o código acessa os dados.”

 

🩸 Lista 21 a 30: O Gekiga Contemporâneo e Suas Derivações Modernas

 

Bellacosa Mainframe e o gekiga contemporaneo

🩸 Lista 21 a 30: O Gekiga Contemporâneo e Suas Derivações Modernas

O Gekiga contemporâneo e alternativo representa a evolução moderna de um movimento que revolucionou os quadrinhos japoneses a partir da década de 1950. Criado como uma resposta aos mangás voltados ao público infantil, o Gekiga buscava contar histórias mais realistas, maduras e emocionalmente complexas. Com o passar dos anos, sua influência ultrapassou os limites do mangá e alcançou também os animes.

Nas obras contemporâneas, essa herança pode ser observada em narrativas que exploram temas como alienação, desigualdade social, violência, política, identidade e conflitos psicológicos. Diferentemente das histórias tradicionais de aventura e superação, os trabalhos inspirados pelo Gekiga costumam apresentar personagens imperfeitos, dilemas morais e finais abertos à interpretação.

Animes como Monster, Pluto, Odd Taxi, Kaiji, Texhnolyze, Ergo Proxy, 91 Days, Welcome to the NHK e Aku no Hana demonstram claramente essa influência. Eles priorizam a construção de personagens e a reflexão sobre a condição humana em vez da ação constante.

O Gekiga contemporâneo também valoriza a liberdade artística, permitindo que autores experimentem estilos visuais e estruturas narrativas menos convencionais. Seu legado permanece vivo porque continua oferecendo histórias que desafiam o espectador a pensar, questionar valores e enxergar o mundo por perspectivas diferentes, consolidando-se como uma das correntes mais importantes da cultura japonesa moderna.

Lista



21. Tokyo Godfathers (東京ゴッドファーザーズ)

  • Autor / Diretor: Satoshi Kon

  • Ano: 2003

  • Sinopse: Três moradores de rua encontram um bebê abandonado na véspera de Natal e decidem procurar seus pais.

  • Personagens: Gin, Hana, Miyuki, o Bebê Kiyoko

  • Curiosidades: Inspirado no filme americano Three Godfathers (1948), mas reinterpretado com crítica social japonesa.

  • Comentário: Gekiga urbano e humanista — mistura humor, redenção e denúncia sobre a desigualdade em Tóquio.


22. Monster (モンスター)

  • Autor: Naoki Urasawa

  • Ano: 2004

  • Sinopse: Um neurocirurgião alemão salva a vida de um garoto que se tornará um assassino em série.

  • Personagens: Dr. Kenzo Tenma, Johan Liebert, Nina Fortner

  • Curiosidades: Baseado em temas de culpa, ética médica e trauma da Guerra Fria.

  • Comentário: Um dos maiores exemplos de Gekiga moderno — realismo psicológico, política e dilemas morais.


23. Texhnolyze (テクノライズ)

  • Autor: Yoshitoshi ABe, Chiaki J. Konaka

  • Ano: 2003

  • Sinopse: Em uma cidade subterrânea decadente, humanos substituem membros por próteses biomecânicas enquanto a sociedade desmorona.

  • Personagens: Ichise, Ran, Onishi, Doc

  • Curiosidades: Ritmo lento e introspectivo; poucos diálogos e forte simbolismo.

  • Comentário: Gekiga cyberpunk filosófico — a decomposição da humanidade e da vontade.


24. Serial Experiments Lain (シリアルエクスペリメンツ・レイン)

  • Autor: Yoshitoshi ABe, Chiaki J. Konaka

  • Ano: 1998

  • Sinopse: Uma adolescente tímida descobre um mundo paralelo na rede “Wired”, dissolvendo os limites entre realidade e virtualidade.

  • Personagens: Lain Iwakura, Masami Eiri, Alice

  • Curiosidades: Antecipou discussões sobre internet, IA e identidade digital.

  • Comentário: Um Gekiga digital — existencialismo e isolamento em tempos de conectividade.


25. Paranoia Agent (妄想代理人)

  • Autor / Diretor: Satoshi Kon

  • Ano: 2004

  • Sinopse: Um misterioso garoto de patins ataca pessoas estressadas, revelando os delírios coletivos de uma cidade.

  • Personagens: Shōnen Bat (Lil' Slugger), Tsukiko Sagi, Keiichi Ikari

  • Curiosidades: Cada episódio é uma metáfora sobre alienação urbana e mídia.

  • Comentário: Uma das obras mais “gekiga” da TV — realismo psicológico travestido de surrealismo.


26. Legend of the Galactic Heroes (銀河英雄伝説)

  • Autor: Yoshiki Tanaka

  • Ano: 1988

  • Sinopse: Dois gênios militares travam uma guerra interestelar que questiona política, ética e história.

  • Personagens: Reinhard von Lohengramm, Yang Wen-li, Kircheis

  • Curiosidades: 110 episódios; debates longos sobre democracia, poder e moral.

  • Comentário: Um Gekiga épico — Shakespeare e Maquiavel no espaço.


27. Human Crossing (人間交差点 / Ningen Kōsaten)

  • Autor: Masao Yajima, Kenshi Hirokane

  • Ano: 2003

  • Sinopse: Antologia de histórias realistas sobre pessoas comuns e suas escolhas morais.

  • Personagens: Variados em cada episódio

  • Curiosidades: Inspirado em casos reais; cada episódio é uma “crônica social animada”.

  • Comentário: Gekiga puro — o drama cotidiano e silencioso da vida urbana.


28. Rainbow: Nisha Rokubou no Shichinin (RAINBOW 二舎六房の七人)

  • Autor: George Abe, Masasumi Kakizaki

  • Ano: 2005

  • Sinopse: Sete jovens em um reformatório japonês dos anos 1950 enfrentam abusos e buscam esperança.

  • Personagens: Mario, Joe, Anchan, Heitai

  • Curiosidades: Baseado em experiências reais do autor; denúncia do sistema prisional.

  • Comentário: Gekiga social intenso — fraternidade e trauma em meio à desesperança pós-guerra.


29. Shoujo Tsubaki / Midori: The Camellia Girl (少女椿)

  • Autor: Suehiro Maruo

  • Ano: 1992

  • Sinopse: Uma garota órfã é explorada em um circo grotesco repleto de aberrações e violência.

  • Personagens: Midori, o Mago Arashi, o Anão Masamitsu

  • Curiosidades: Adaptação independente em Ero Guro (erótico grotesco); censurado no Japão.

  • Comentário: Um dos Gekiga mais extremos — crueldade e inocência em conflito estético.


30. Akudama Drive (アクダマドライブ)

  • Autor: Kazutaka Kodaka (conceito)

  • Ano: 2020

  • Sinopse: Criminosos de elite enfrentam um regime totalitário em uma metrópole cyberpunk.

  • Personagens: Courier, Swindler, Brawler, Hacker

  • Curiosidades: Produção do Studio Pierrot com estética neon noir.

  • Comentário: O Gekiga renascido na era digital — violência estilizada e crítica à desumanização tecnológica.


📚 Conclusão:

O Gekiga começou como uma revolta artística contra o entretenimento infantil dos mangás dos anos 1950 e hoje é um pilar da animação adulta e do realismo japonês.
De Golgo 13 a Akudama Drive, sua influência persiste em temas como:

  • Existencialismo e moralidade cinza

  • Crítica à sociedade moderna

  • Erotismo e violência como linguagem simbólica

  • Estilo cinematográfico e psicológico

domingo, 25 de janeiro de 2026

💥 🔬 PERFORMANCE RELATÓRIO — VISÃO GERAL

 

Bellacosa Mainframe apresenta um estudo de caso para performance em Mainframe

💥 🔬 PERFORMANCE RELATÓRIO — VISÃO GERAL

PROGRAM MEASURED - PROG001
JOB NAME - JOB001
STEP NAME - P010.S010

🧠 O que isso já diz?

👉 Você está analisando:

  • Programa: PROG001
  • Job: JOB001
  • Step específico

💡 Ótimo sinal → análise já está refinada (não é genérica)


⚙️ 🔍 BLOCO 1 — Measurement Parameters

ESTIMATED SESSION TIME - 30 MIN
TARGET SAMPLE SIZE - 30,000

🧠 Interpretação

👉 Configuração padrão profissional:

  • 30 min
  • 1000 samples/min

✔ Excelente equilíbrio entre precisão e overhead


💣 Insight

Se isso estivesse errado → TODO o relatório seria suspeito


📊 🔥 BLOCO 2 — Measurement Statistics

EXEC TIME PERCENT - 90.84
WAIT TIME PERCENT - 9.16

🧠 Diagnóstico IMEDIATO

👉 Sistema está:

  • 90% executando (CPU)
  • 9% esperando

💥 Conclusão direta

✔ CPU-bound
❌ NÃO é problema de I/O
❌ NÃO é lock
❌ NÃO é DB2 wait


🎯 Ação

👉 Investigar:

  • Código COBOL
  • Algoritmo
  • Loop
  • Cálculo repetitivo

⚖️ 🔬 BLOCO 3 — Margem de erro

RUN MARGIN OF ERROR - 0.65
CPU MARGIN OF ERROR - 0.68
WAIT MARGIN OF ERROR - 2.16

🧠 Interpretação

👉 Estatisticamente confiável

ValorQualidade
< 1%excelente
< 5%confiável

💣 Insight

Você pode confiar nesse diagnóstico sem medo


🔢 📈 BLOCO 4 — Samples

TOTAL SAMPLES TAKEN - 37,549
TOTAL SAMPLES PROCESSED - 22,548

🧠 Interpretação

👉 Nem todos os samples foram úteis

Possíveis motivos:

  • CPU idle
  • Outro address space
  • Thread não relevante

💡 Insight

Isso é NORMAL — e esperado


⏱️ 📉 BLOCO 5 — Sampling Rate

INITIAL SAMPLING RATE - 8.33/sec
FINAL SAMPLING RATE - 4.17/sec

🧠 Interpretação

👉 Taxa caiu ao longo do tempo

Possíveis causas:

  • Mudança de carga
  • Menos CPU ativa
  • Contenção

💥 Insight

Sampling não é constante — ele reflete o ambiente real


🧾 🔍 BLOCO 6 — Ambiente

ADDRESS SPACE ID - 0061
DATE/TIME - execução real
CONDITION CODE - C-0000

🧠 Interpretação

✔ Job terminou OK
✔ Sem abend
✔ Ambiente válido


🔥 🔬 DIAGNÓSTICO FINAL

📊 Resumo técnico

CPU → 90%
WAIT → 10%
Erro → baixo
Samples → suficientes

🎯 Conclusão

💥 O problema está NO CÓDIGO, não no ambiente


💣 Possíveis causas reais

👉 Aqui começa o trabalho do especialista:

🔥 1. Loop ineficiente

PERFORM UNTIL ...

🔥 2. Leitura repetitiva

  • VSAM read desnecessário
  • DB2 repetido

🔥 3. Cálculo pesado

  • Reprocessamento
  • Falta de cache

🔥 4. Algoritmo ruim

  • Complexidade alta
  • Ordenação ineficiente

🚀 Próximo passo (o que você faria em produção)

  1. Abrir relatório detalhado (modules)
  2. Identificar:
    • módulo
    • offset
  3. Mapear para código COBOL
  4. Ajustar lógica

🧠 Modelo mental definitivo

EXEC alto → código
WAIT alto → recurso externo

💥 Frase final (nível especialista)

“O relatório já te deu a resposta.
Agora é você que precisa ir até o código.”

 

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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