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terça-feira, 23 de abril de 2019

Exposição Aquário Gigante no Shopping Dom Pedro de Campinas nossa viagem ao Fundo do Mar

Uma exposição interativa simulando uma viagem ao fundo do mar...


No espaço alameda dentro do Shopping Dom Pedro em Campinas adentramos em uma caverna repleta de corais e no seu interior, podemos imergir no fundo do mar, através de realidade virtual.

Em diversos monitores espalhados no ambiente podemos assistir diversos videos em realidade estendida que representam criaturas marinhas.

Em um deles uma baleia jubarte exibe seu impressionante ballet, nadando, mergulhando, subindo e saltando sobre as ondas com sons em uma show único.

Mais a frente assistimos uma tartaruga nadando em um monitor de 55 polegadas nos agraciando com seu  belo bater de nadadeiras, no solo outro monitor exibe a vida continua em um coral, com inúmeras criaturas que nadam e circulam pelo ambiente.

Em nosso vídeo tentamos capturar um pouco de tudo, inclusive com as replicas expostas no exterior um tubarão branco, golfinhos, polvo, tartaruga e arraia.

Se gostou deixe um joinha e se inscreva-se em nosso canal. Obrigado

#Campinas #ShoppingDomPedro #AquarioGigante #ViagemAoFundodoMar #aquario #exposição #baleia #tubarao #coral #tartaruga #vidamarinha #oceano #mar #aventura #aquatica

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Águas-vivas encantadoras bailando no aquário de Gênova

Dança hipnotizante das águas-vivas

Um passeio divertido e relaxante, exceto pelos turistas barulhentos, tirando os turistas que não respeitam os pobres animais em cativeiro. Apreciem a leveza e o fluir destes animais em seus tanques, algumas são até fosforescente.

A cidade de Gênova investiu bastante para ter esse parque turístico, pegaram uma zona degradada da cidade, que tinha diversos prédios abandonados ou sub-utilizados e passaram por um reenquadramento, através da demolição de alguns e reforma de outros.

O antigo porto hoje abriga um grande aquário, um navio pirata, um submarino, um museu marítimo, salas e auditórios para eventos e uma grande esplanada para caminhadas ao ar livre, convívio e diversão tanto da população local como de turistas.

O Navio Pirata Neptuno é um galeão construído para ser utilizado nas filmagens do filme Piratas de Roman Polansky de 1986, sinta-se um marinheiro espanhol caminhando sobre a proa, veja os canhões, os mastros e velas. No casco vemos diversos personagens mitológicos e enfeites entalhados a mão.

Transforme-se em marinheiro da marinha italiana e entre neste submergível militar aposentado, que se transformou num belo museu. o submarino Nazário Saulo simula todas as operações cotidiana a bordo.

Convido a assistirem este e outros vídeos que retratam a área cultural-turística do Antigo Porto de Gênova.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Biodiversidade Marinha no aquário de Genova

Diversos biomas compõem o aquário de Genova


Por esses dias publiquei vários pequenos vídeos deste aquário, são diversos habitats aqui reproduzidos, todos os continentes são representados aqui, cada um com seu bioma aquático repleto de espécimes: podemos ver peixes de água doce, peixe de água salgada, corais enfim andando pelos diversos corredores é possível conhecer o mundo.

O tem deste vídeo é justamento um coral com seu jogo de cores, com milhares de pequenos animais vivendo em harmonia, um bioma que corre grande perigo com o aquecimento global e as chuvas acidas que envenenam os oceanos, isso sem contar a poluição que esta pior do que nunca.

O aquário de Genova além do papel educativo ao possibilitar o encontro de dois mundos, tem uma outra função que é o repovoamento dos habitats naturais destas espécimes, pois nos laboratórios aqui existentes são estudados a reprodução em cativeiro, o tratamento das doenças mais comuns e também possibilita um banco de dados com tudo o que se estuda aqui.

Estudantes vem para cá em busca de estagio, para adquirir no cotidiano a experiência para irem  campo e produzirem seus trabalhos de pesquisa, tem acesso a diversos biomas e podem acompanhar o desenvolvimento e crescimento dos pequenos alevinos e larvas. 

Gostaria que no Brasil houvesse mais investimento publico para criar grandes aquários e centros de pesquisa para o repovoamento de nossos estuários, mangues e costa, me enoja estarmos em pleno século XXI e nossos esgotos serem lançados ao mar sem nenhum tratamento.

Assista a serie de vídeo do aquário de Genova e faça uma viagem ao fundo do mar sem se molhar.




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

As Medusa seres de um mundo fantástico

A visão de um mundo fantástico.

Um aquário é uma janela para um mundo fantástico, possibilita a visão de dois mundos, nos habitantes dos terrenos secos podemos ver o cotidiano dos habitantes das águas e vice-versa. Na minha infância apreciava andar em busca de ribeirões e riachos em busca de peixinhos para meu aquário.

Me embrenhava em matas seguindo cursos da água, munido de calota de fusca, peneirinhas de chá, peneiras e colheres, iniciava assim minha pequena expedição, sempre sozinho em busca de lebiste ou barrigudinhos, caras e bagres. 

Em casa tinha um grande aquário em vidro e diversas banheiras de revelação fotográfica recicladas do laboratório de fotografia do  meu pai. Dividia por especie e tinha inclusive uma apenas para os alevinos, que cuidadosamente recolhia assim que nasciam em outras bacias.

Todas essas lembranças vieram a mente, quando estive visitando o aquário de Genova, lá me deslumbrei com a beleza do nado das medusas. O impulso e o pulsar para subir e descer nos faz viajar encantados com tamanha  graça. Perdi alguns minutos apreciando essa estranha criatura que parece de outro planeta.


terça-feira, 5 de setembro de 2017

Espiando anémonas e peixinhos no aquário de Genova

Anêmonas ondulantes no aquário


Viajar é tão bom, nunca foi tão fácil, hoje é pratica possível conhecer todos os países do mundo. Quando era garoto viajar era coisa para pessoas muito ricas, contava-se nos dedos quantas pessoas que eu conhecia que tinham viajado para outro país. Atualmente as coisas mudaram e encontram-se viajantes em qualquer lugar, somos um povo globalizados.

Antigamente vivíamos em comunidades fechadas e sofríamos com isso, pois coisas que hoje consideramos inaceitáveis eram comuns e aceitáveis, incrível como conhecer outros países abriram nossas mentes e derrubaram o poder da classe dominante, que teve o dever de atualizar e dar mais garantias e liberdades ao povo.

O Brasil tem que mudar, temos que mudar nossa mente e ajudar a tornar nosso país mais civilizado, deixar de viver como o peixe palhaço que nada displicente em meio a anêmonas perigosíssimas e cheias de veneno.

Parece irônico essa analogia, mas em minha cidade os condomínios com seus grandes muros e cercas de arame eletrificados, pensam estarem seguros, mas sempre tem um peixe-palhaço que ultrapassa suas melhores defesas e com ajuda de seguranças com baixa remuneração, fazem furtos e assaltos nestes castelos modernos.

Falando de segurança, passemos a falar de economia, vivemos dias difíceis para todos, com a insegurança aumentando, todos procuram criar seus portos seguros, os shopping centers por serem castelos de comercio atraem milhares de pessoas diariamente, mas na minha modesta opinião somente dão lucro aos administradores e construtores de Shoppings, pois o pequeno comerciante preso a alta taxa de condomínio e aluguel caro e obtém o minimo para sobreviver, outra vez vejo uma grande semelhança com as anêmonas.

Agora chega de divagações filosóficas e vamos ver o vídeo das anêmonas ondulantes ao sabor da corrente.




segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Águas-vivas encantadoras bailando no aquário de Genova

Dança hipnotizante das águas-vivas


Um passeio divertido e relaxante, exceto pelos turistas barulhentos, tirando os turistas que não respeitam os pobres animais em cativeiro. Apreciem a leveza e o fluir destes animais em seus tanques, algumas são até fosforescente.

A cidade de Genova investiu bastante para ter esse parque turístico, pegaram uma zona degradada da cidade, que tinha diversos prédios abandonados ou sub-utilizados e passaram por um reenquadramento, através da demolição de alguns e reforma de outros.

O antigo porto hoje abriga um grande aquário, um navio pirata, um submarino, um museu marítimo, salas e auditórios para eventos e uma grande esplanada para caminhadas ao ar livre, convívio e diversão tanto da população local como de turistas.

O Navio Pirata Neptuno é um galeão construído para ser utilizado nas filmagens do filme Piratas de Roman Polansky de 1986, sinta-se um marinheiro espanhol caminhando sobre a proa, veja os canhões, os mastros e velas. No casco vemos diversos personagens mitológicos e enfeites entalhados a mão.

Transforme-se em marinheiro da marinha italiana e entre neste submergível militar aposentado, que se transformou num belo museu. o submarino Nazário Saulo simula todas as operações cotidiana a bordo.

Convido a assistirem este e outros vídeos que retratam a área cultural-turística do Antigo Porto de Genova.





domingo, 3 de setembro de 2017

O ballet que me encantou: A dança das medusas

Um baita cassino no aquário de Gênova.


Medusas ou águas-vivas nunca sei a diferença destas estranhas criaturinhas, mas que ao mesmo tempo são tão belas, vê-la nadando no aquário de Génova, parece um grande ballet, leveza e coordenação, para os curiosos esta criatura é considerada um fóssil vivo, pois sua estrutura mante-se igual se sofrer grandes mudanças.

De aparência frágil e delicada este carinha é um grande predador, estando no topo da cadeia alimentar, com pouquíssimos inimigos naturais, com arpões carregados de veneno, algumas matam mais humanos que os tubarões, suas queimaduras químicas causam muito desconforto, sendo capazes de fechar praias e acabar com as ferias de muita gente.

Chega de curiosidades, vamos apenas relaxar e curtir, um aquário nos faz viajar, um encanto de lugar onde ficamos feito crianças assistindo o bailar destas estranhas criaturas, as medusas estas criaturas compostas em quase 90% de água, extremamente venenosas, mas ao mesmo tempo tao belas.

Pena que esta a maior bagunça e ouçam  áudio e concordaram comigo, mas mesmo assim, relaxem e assistam a dança das medusas. Enquanto assistem vou falar um pouco deste aquário, construído para a Expo 1992 que comemorava os 500 anos de Cristóvão Colombo, seu formato lembra um barco, possuindo diversos níveis com diversos biomas marinhos. Tem um tanque com golfinhos, outro com tubarões, corais da Oceania, rios da América Central, são tantos tanques e aquários que fica difícil elencar.




sábado, 16 de junho de 2012

Aquario de Genova Parque da Expo

Parque da Expo em Génova

Historicamente Génova foi a capital de uma republica marítima que durante muitos anos, dominou esta parte do Mar Mediterraneo, com um grande porto é actualmente uma das cidades mais ricas da Itália.

Em 1992 foi escolhida para abrigar a EXPO, foi então criado um parque com diversas atracões que fariam parte desta exposição: dessa iniciativa surgiram o Submarino Museu U 518 Nazário Sauro, o museu marítimo, o navio pirata Neptuno, o aquário de Génova e varias outras pequenas iniciativas.



Para quem ama ver peixes, este aquário é fantástico construído na forma de um barco, anda-se por diversos ambientes, vendo de forma didática aquários com espécies representativas do globo todo.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aventura do Barbinha no Aquário da Expo

Bellacosa Mainframe em uma tarde no Oceanario de Lisboa

Um Café no Bellacosa Mainframe

🐠 Aventura do Barbinha no Oceanário de Lisboa — Quando o Mundo Cabia Atrás de um Vidro

Ele tinha apenas dois anos. Para mim, aqueles enormes aquários já eram fascinantes. Para o pequeno Barbinha, porém, cada vidro parecia uma janela para outro mundo. Peixes, cores, movimentos e criaturas estranhas transformavam uma simples visita de fim de semana em uma verdadeira expedição entre pai e filho.

O Barbinha era — e continua sendo — um dos apelidos carinhosos que dei ao meu filho, Luís Renato. Às vezes também o chamava de Luigi.

Nesta gravação ele tinha apenas dois anos.

Morávamos em Portugal e uma das coisas que eu procurava fazer nos finais de semana era justamente sair com ele para conhecer alguma coisa diferente. Não precisava ser uma grande viagem ou uma aventura extraordinária.

A aventura podia estar ali mesmo, em Lisboa.

E poucas coisas eram tão fascinantes para nós dois quanto uma visita ao Oceanário de Lisboa.

Eu sempre gostei de peixes, aquários e vida marinha. Portanto, confesso que havia uma excelente desculpa paternal envolvida:

— Vamos levar o Barbinha ao Oceanário!

Claro.

Pelo desenvolvimento cultural da criança.

Absolutamente.

O fato de o pai também adorar aquilo era apenas uma feliz coincidência. 😄


🌊 Um pedaço da Expo 98 que continuava vivo

O Oceanário era um daqueles lugares especiais que Lisboa havia herdado da Expo 98.

A exposição terminou, os visitantes foram embora, o calendário avançou, mas aquele fabuloso edifício permaneceu como uma espécie de portal para os oceanos.

E nós aproveitávamos.

Sempre que podíamos, voltávamos.

Para um adulto, retornar ao mesmo lugar poderia parecer repetitivo.

Para uma criança de dois anos, não.

Naquela idade, praticamente tudo ainda estava sendo descoberto pela primeira vez.

E mesmo aquilo que já havia sido visto anteriormente podia ser novamente extraordinário.

Um peixe que na visita anterior passou despercebido agora chamava atenção.

Uma criatura escondida atrás de uma pedra aparecia.

Uma cor diferente surgia.

Um movimento inesperado acontecia.

E lá estava o Barbinha, pequenino diante daqueles enormes vidros, tentando compreender aquele universo líquido.

🐟 "Olha aquele!"

Uma das coisas mais divertidas era simplesmente acompanhar suas reações.

Os peixinhos.

Os peixões.

As criaturas estranhas.

Os movimentos dentro da água.

Cada tanque podia nos prender durante vários minutos.

Eu mostrava alguma coisa.

Ele encontrava outra.

Eu tentava explicar.

Ele observava.

Nós brincávamos.

Explorávamos.

Aprendíamos juntos.

Talvez seja justamente aí que esteja uma das minhas lembranças mais importantes desses passeios.

Eu não queria simplesmente entretê-lo.

Queria alimentar aquela pequena curiosidade que estava começando a aparecer.

Uma criança de dois anos não precisa saber o nome científico de um peixe.

Não precisa decorar espécies.

Não precisa compreender ecossistemas.

Mas pode descobrir algo muito mais importante:

que o mundo é interessante.


🧠 Expandindo uma pequena mente

Eu procurava aproveitar aqueles momentos para expandir sua pequena mente.

Não no sentido de transformar cada passeio em uma aula formal.

Muito pelo contrário.

A aprendizagem acontecia justamente porque estávamos nos divertindo.

Era:

olhar, perguntar, apontar, descobrir, rir e procurar novamente.

A curiosidade vinha antes da explicação.

E acredito que isso faça uma diferença enorme.

Quando uma criança descobre que aprender pode ser divertido, qualquer lugar pode se transformar em uma sala de aula.

Um aquário.

Uma estação ferroviária.

Um museu.

Uma praça.

Uma floresta.

Uma rua.

Até uma poça d'água.

Na postagem original escrevi justamente sobre isso: o Barbinha parecia querer explorar cada pequena "pocinha de água".

E havia algo muito bonito naquele comportamento.

Para mim talvez fosse apenas mais um tanque.

Para ele, havia alguma coisa lá dentro.

E isso bastava para investigar.


👨‍👦 Pai e filho diante do oceano

Hoje, olhando novamente essas gravações, percebo que existe outra história acontecendo silenciosamente nas imagens.

Na época eu estava simplesmente vivendo aquilo.

Pegava a câmera e filmava meu filho.

Só isso.

Não imaginava necessariamente o valor que aqueles minutos teriam muitos anos depois.

Mas o vídeo acabou capturando algo que não aparece em nenhum guia turístico.

Capturou uma fase da nossa vida.

Um menino de dois anos.

Seu pai.

Um final de semana em Lisboa.

E algumas horas disponíveis para descobrir o mundo juntos.

Talvez por isso esses vídeos espalhados pelo blog tenham se tornado tão interessantes para mim.

Individualmente parecem pequenos registros.

Quando colocados juntos, porém, começam a formar uma espécie de arqueologia afetiva.

Aqui está o Barbinha no Oceanário.

Em outro vídeo estamos em outro passeio.

Depois existe outra aventura.

E mais outra.

Pequenos fragmentos de uma infância que continuou avançando enquanto a câmera registrava alguns segundos aqui e alguns minutos ali.

🐠 O aquário nunca era exatamente o mesmo

Visitamos o Oceanário outras vezes.

E isso também fazia parte da graça.

Eu gostava daquele lugar.

Luís gostava daquele lugar.

Então voltávamos.

Mas nunca fazíamos exatamente a mesma visita.

Essa talvez seja uma das coisas curiosas sobre aquários.

Você pode ficar olhando para o mesmo tanque durante dez minutos e ele nunca será exatamente igual.

Os animais estão se movimentando.

Um peixe desaparece.

Outro surge.

Alguma criatura que estava escondida resolve aparecer.

A luz muda.

Seu próprio olhar muda.

E quando você está acompanhado de uma criança, existe ainda outra variável:

ela enxerga coisas que você deixou de procurar.

O adulto entra em um ambiente e rapidamente classifica:

— Aquário.

A criança entra e pergunta silenciosamente:

— O que será que existe ali?

Existe uma diferença gigantesca entre as duas coisas.

👀 Talvez os adultos desaprendam a olhar

Foi algo que já me chamou atenção naquela época.

Nós, adultos, nos acostumamos com o extraordinário.

Um enorme tanque cheio de criaturas marinhas está diante de nós e, depois de alguns minutos, nosso cérebro começa a tratá-lo como cenário.

Uma criança ainda não desenvolveu completamente essa terrível habilidade.

Ela continua olhando.

Aproxima o rosto do vidro.

Segue um peixe.

Perde o peixe.

Procura novamente.

Encontra outro.

Aponta.

Chama o pai.

E recomeça tudo.

Talvez eu estivesse tentando ensinar coisas ao Barbinha.

Mas, pensando agora, provavelmente ele também estava me ensinando a olhar novamente.

🔎 Sempre havia um detalhe novo

Essa era uma das razões pelas quais gostávamos de voltar.

Sempre havia alguma coisa que não tínhamos percebido anteriormente.

Isso transformava cada visita numa pequena expedição.

Não existia aquela obrigação adulta de:

"Já fomos, portanto já conhecemos."

Conhecer não funciona assim.

Você pode visitar um lugar dez vezes e encontrar alguma coisa diferente na décima primeira.

Aliás, talvez isso também explique meu fascínio por exploração até hoje.

Existe sempre mais uma porta.

Mais um corredor.

Mais uma história.

Mais um detalhe.

Mais um peixe escondido atrás daquela pedra que ninguém tinha percebido.

🐡 A verdadeira aventura do Barbinha

Olhando hoje para o título que coloquei naquela postagem em 2010 — "Aventura do Barbinha no Aquário da Expo" — percebo que a palavra mais importante talvez seja justamente aventura.

Porque para uma criança de dois anos aquilo realmente era uma aventura.

Não havia monstros.

Não havia mapas secretos.

Não havia tesouros enterrados.

Mas havia um oceano inteiro atrás de enormes paredes de vidro.

E, quando se tem dois anos, isso é mais do que suficiente.

Talvez nós adultos compliquemos demais o significado da palavra aventura.

Às vezes aventura é simplesmente sair de casa segurando a mão do pai sem saber exatamente o que vai aparecer depois da próxima porta.

❤️ O que ficou daquela visita

A Expo 98 terminou.

Os anos passaram.

O Barbinha cresceu.

Luigi deixou de ser aquele pequenino de dois anos diante do aquário.

E eu também mudei.

Mas aquele menino continua existindo por alguns minutos dentro daquela gravação.

Continua olhando os peixes.

Continua explorando.

Continua descobrindo.

E eu continuo ali com ele.

É justamente por isso que gosto de recuperar essas antigas postagens do blog.

Não estou apenas recuperando vídeos.

Estou encontrando pequenos pedaços da nossa vida que ficaram estacionados no tempo.

Naquele final de semana em Lisboa, provavelmente achei que estava apenas levando meu filho para passear no Oceanário.

Hoje percebo que estava fazendo outra coisa.

Estávamos construindo memória.

Eu procurava cultivar nele a curiosidade, a apreciação pelas coisas, a vontade de descobrir, observar e aprender.

Queria mostrar ao meu pequeno Barbinha que havia um mundo gigantesco esperando para ser explorado.

E talvez essa seja uma das melhores coisas que um pai possa oferecer a um filho:

não todas as respostas,

mas a vontade de continuar fazendo perguntas.

Porque, quando você tem dois anos, um aquário pode conter um oceano.

E quando você aprende a conservar um pouco dessa curiosidade depois de adulto...

o mundo inteiro continua sendo um lugar enorme para explorar.


🥚 Easter egg Bellacosa

Anos depois eu passaria horas olhando telas cheias de jobs, programas COBOL, dumps, datasets e sistemas tentando encontrar aquele pequeno detalhe que ninguém tinha percebido.

Talvez a origem do método fosse muito mais antiga.

Talvez estivesse ali.

No Oceanário de Lisboa.

Ao lado de um menino de dois anos que olhava atentamente para uma "pocinha de água" porque tinha certeza de que ainda havia alguma coisa escondida lá dentro.

E quase sempre havia.

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Um dia diferente no aquário


Estamos no Oceanário de Lisboa na primeira visita do Barbinha, ele ficou encantado, explorando cada pocinha de agua, ficando maluquinho vendo os peixinhos e peixoes.



E curioso que nos adultos não olhamos com a mesma surpresa e satisfação que uma criança, é incrível pois tamanha maravilha deveria ser vista com olhos de crianças.

Milhares de litros d'agua imitando as características dos 7 mares, desde aguas frias do antárctico as aguas tropicais. Peixes, crustáceos e moluscos das mais diversas variedades.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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