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quinta-feira, 12 de março de 2026

Como analisar, otimizar e evoluir seu blog como um engenheiro de sistemas

 

Série Especial – Engenharia de Blogs

Bellacosa Mainframe analisa otimiza e evolui o blog

Como analisar, otimizar e evoluir seu blog como um engenheiro de sistemas

Artigo 1

Engenharia de Blogs: Como analisar seu Blogspot como um engenheiro de sistemas

Se você trabalha com tecnologia — principalmente mainframe — já percebeu uma coisa curiosa.

Engenheiros gostam de observabilidade.

No mundo z/OS analisamos:

  • SMF

  • RMF

  • logs

  • métricas

  • performance de jobs

  • throughput de transações

Nada roda sem monitoramento.

Curiosamente, muitos blogueiros fazem o oposto.

Publicam textos…
…e nunca analisam o que está acontecendo.

Mas um blog também é um sistema distribuído de conteúdo.

Ele possui:

  • tráfego

  • interações

  • links

  • leitura

  • compartilhamento

  • indexação

Ou seja: métricas.

E métricas são a alma da engenharia.


A analogia com o mainframe

Imagine seu blog como um ambiente z/OS.

Mundo MainframeMundo Blog
SMF recordsmétricas de acesso
RMFperformance do site
Job logscomentários
datasetsposts
index catalogSEO

Assim como um sistema crítico precisa de monitoramento, um blog também precisa.


O primeiro passo: auditoria de conteúdo

Antes de otimizar qualquer coisa, precisamos responder algumas perguntas:

  • quais posts performam melhor?

  • quais têm SEO ruim?

  • quais têm links quebrados?

  • quais leitores abandonam no meio?

Aqui entram as ferramentas de auditoria de blog.


Ferramenta 1 – Screaming Frog

Uma das ferramentas mais usadas por profissionais de SEO.

Ela funciona como um crawler, parecido com o que o Google faz.

O que ela analisa:

  • links quebrados

  • meta tags

  • títulos duplicados

  • imagens pesadas

  • estrutura do site

Basicamente ela cria um inventário técnico do blog.

No mundo mainframe seria como rodar um:

IDCAMS LISTCAT

para entender tudo que existe no catálogo.


Ferramenta 2 – SEMrush / Ahrefs

Se o Screaming Frog é um scanner técnico, ferramentas como SEMrush e Ahrefs funcionam como um observatório de SEO.

Elas analisam:

  • backlinks

  • palavras-chave

  • ranking no Google

  • tráfego estimado

É como se fosse um RMF do marketing digital.


Ferramenta 3 – NeuronWriter (IA)

Aqui entramos no território da inteligência artificial.

NeuronWriter analisa um artigo e responde:

  • quais palavras importantes faltam

  • quais tópicos deveriam existir

  • como melhorar a estrutura

Isso acontece porque o Google usa NLP (Natural Language Processing) para entender textos.

Ferramentas como essa tentam simular o cérebro do Google.


Métricas que realmente importam

Blogs grandes não analisam apenas visitas.

Eles observam métricas de engajamento real.

Algumas das mais importantes são:

Tempo médio na página

Indica se o leitor realmente leu o conteúdo.

Scroll depth

Mostra até onde o leitor rolou o artigo.

CTR interno

Quantas pessoas clicam em outros artigos do blog.

Backlinks

Quando outros sites citam seu conteúdo.

Essa é uma das métricas mais poderosas da internet.


Curiosidade histórica

O algoritmo inicial do Google (PageRank) nasceu em 1998.

A ideia era simples:

páginas citadas por outras páginas são mais importantes.

Ou seja:

links são votos.

Até hoje isso continua sendo um dos pilares do ranking.


Easter Egg

Se você quiser fazer um pequeno experimento:

  1. escolha um artigo antigo

  2. atualize o conteúdo

  3. melhore a estrutura

  4. adicione links internos

Muitos blogs dobram o tráfego apenas com isso.

Sim.

Dobram.


Mapa mental da engenharia de blogs

BLOG

├─ Conteúdo
│ ├ artigos
│ ├ palavras-chave
│ └ estrutura

├─ SEO
│ ├ títulos
│ ├ meta description
│ └ backlinks

├─ Engajamento
│ ├ tempo de leitura
│ ├ scroll
│ └ comentários

└─ Performance
├ velocidade
├ imagens
└ links

Mantra do artigo

Um blog sem métricas
é como um sistema sem logs.

Você pode até rodar…
mas nunca saberá o que realmente está acontecendo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Arquitetura de Conteúdo: 35 anos de dados, memória e narrativa (1990–2025)

 

Bellacosa Mainframe e a estrutura do nosso blog

📚 El Jefe Midnight Lunch

Arquitetura de Conteúdo: 35 anos de dados, memória e narrativa (1990–2025)

Todo sistema grande precisa, em algum momento, parar o batch, acender a luz do CPD e olhar para si mesmo.
Este texto é exatamente isso: um dump controlado da memória editorial do El Jefe Midnight Lunch após mais de quatro décadas de escrita contínua, do mundo analógico dos anos 1980 até a era dos algoritmos e da inteligência artificial.

O que emerge dessa análise não é caos.
É arquitetura.

Assim como em um mainframe, onde nada é aleatório, o blog construiu ao longo do tempo clusters temáticos sólidos, recorrentes, resilientes — verdadeiros subsystems editoriais.


🧠 Visão geral do sistema

  • Período analisado: 1983 a 2025

  • Total aproximado de publicações: +3.100 posts

  • Modelo editorial: crescimento orgânico, sem reset, sem “rewrite total”, apenas evolução incremental — como sistemas críticos fazem.

O resultado é um acervo que mistura:

  • memória pessoal,

  • cultura pop,

  • tecnologia pesada,

  • filosofia,

  • Japão,

  • fantasia,

  • comida,

  • cidade,

  • gente comum.


🗂️ Os 20 grandes subsistemas editoriais

1️⃣ Anime & Cultura Japonesa (~29,7%)

O maior LPAR do blog.
Listas, arquétipos, estética, linguagem simbólica, fandom, isekai, cultura otaku e leitura sociológica do Japão.
Aqui o anime não é entretenimento: é documento cultural.


2️⃣ Mainframe & Tecnologia (~17,4%)

O coração de missão crítica.
IBM Z, z/OS, COBOL, REXX, DevOps em ambientes legados, história da computação e defesa do sistema que sustenta o mundo enquanto ninguém olha.

Enquanto o hype muda, o batch continua rodando.


3️⃣ Filosofia & Comportamento (~11,3%)

Ensaios sobre desejo, solidão, identidade, ética, estoicismo e comportamento humano — quase sempre dialogando com cultura pop, tecnologia ou cotidiano.

Pensar antes de escalar.
Refletir antes de compilar.


4️⃣ RPG, Fantasia & Bestiário Bellacosa (~9,6%)

Bestiários, raças, monstros, mitologias e estruturas narrativas.
Um universo próprio, sistematizado, com regras internas claras — como todo bom sistema complexo.


5️⃣ Gastronomia & Comida Cultural (~7,1%)

Comida como memória, cultura e identidade.
Do lanche paulistano ao prato japonês, a cozinha aparece como linguagem emocional.


6️⃣ Viagem, Cidade & Memória Urbana (~6,4%)

Cidades, trilhos, ruas, interiores, deslocamentos.
O Brasil visto a pé, de trem, de ônibus, antes e depois da pressa digital.


7️⃣ Cultura Pop Geral (~4,8%)

Cinema, séries, música, TV e referências cruzadas — o ruído de fundo cultural que molda gerações.


8️⃣ Internet, Algoritmos & Sociedade Digital (~3,9%)

Quando a rede deixou de ser ferramenta e virou ambiente.
Críticas ao controle algorítmico, à IA rasa e à perda de profundidade.


9️⃣ Crônica Pessoal & Diário (~3,7%)

Memória viva.
Sem romantização excessiva, sem autopromoção — apenas registro.


🔟 Crítica Social & Política (~2,9%)

Observações diretas, muitas vezes desconfortáveis, sobre o mundo contemporâneo.
Sem torcida organizada. Sem slogan.


(Os demais grupos incluem guias técnicos, história cultural, psicologia otaku, música, literatura, estética visual, identidade geek, séries editoriais e ferramentas profissionais.)


🧩 O que esse mapa revela

📌 Nada aqui é aleatório
O blog não “mudou de assunto”: ele expandiu domínios, como sistemas bem projetados fazem.

📌 Anime, Mainframe e Filosofia formam o triângulo estrutural
Juntos, esses três eixos representam mais da metade de todo o conteúdo.

📌 O passado não foi descartado
Viagem, memória urbana e crônica pessoal continuam lá — apenas operando em background processing.


🖥️ Conclusão: um sistema que não reinicia

O El Jefe Midnight Lunch não é um feed.
É um arquivo vivo, um sistema em produção contínua desde 1983.

Enquanto plataformas vêm e vão,
enquanto linguagens “morrem” (mas não morrem),
enquanto modas passam…

👉 o sistema continua.

Batch após batch.
Post após post.
Sem reboot forçado.


quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Afinal o que é este espaço?

Bellacosa Mainframe afinal o que é este espaço

 Afinal o que é este espaço?

Este blog é o espaço onde registro minhas experiências, paixões e curiosidades, como uma espécie de diário digital que combina três universos que fazem parte da minha vida: as viagens, a informática de mainframe e a cultura otaku/anime. Ele nasceu da vontade de compartilhar momentos, impressões e reflexões, mas rapidamente evoluiu para algo maior, tornando-se um ponto de encontro entre relatos de mundo real e referências da cultura pop japonesa, sempre atravessados pela minha vivência como profissional e entusiasta de tecnologia.



Cada postagem é uma oportunidade de viajar junto comigo, seja no sentido literal — explorando cidades, culturas e cenários diferentes — seja no sentido figurado, acompanhando mergulhos no fascinante universo dos animes ou em curiosidades da área de informática. Quando escrevo sobre viagens, meu objetivo é transportar o leitor para o lugar onde estive. Uso fotos, filmes, links e até desenhos para tornar cada relato mais vívido. Como alguém que se define quase como um turista profissional, confesso que adoro a sensação de dormir em uma cama diferente e acordar em um lugar totalmente novo. Essa mistura de estranhamento e descoberta me inspira a registrar tudo: os detalhes das ruas, as cores dos mercados, a comida local, as expressões das pessoas. Minha câmera está sempre à mão, pronta para capturar “tudo e mais um pouco”.



Por outro lado, meu lado informático de mainframe também se manifesta aqui. A tecnologia é mais do que meu trabalho: é parte da minha identidade. Escrevo sobre curiosidades do mundo do mainframe, sua história, suas ferramentas e como ele ainda hoje sustenta sistemas críticos em todo o planeta. Muitas vezes, faço paralelos entre a estabilidade e a robustez do mainframe com as próprias viagens que realizo: ambos exigem disciplina, organização e, ao mesmo tempo, abertura para lidar com o inesperado.



E, é claro, não poderia faltar o universo que me acompanha desde cedo: o dos animes e da cultura otaku. Aqui, compartilho guias, listas e análises de personagens, tramas e estilos visuais. Gosto de explorar desde clássicos até produções mais recentes, sempre buscando conexões entre simbolismo, estética e impacto cultural. Para mim, os animes são mais do que entretenimento: são uma lente pela qual também podemos enxergar valores, dilemas e até mesmo comparações com a vida real.



Essa mistura de temas pode parecer inusitada, mas é justamente isso que dá personalidade ao blog. Ele não é apenas um espaço para registrar viagens, nem apenas um diário de informática, tampouco somente uma vitrine de cultura otaku. É o reflexo de quem sou: um viajante curioso, um profissional apaixonado por tecnologia e um otaku que encontra nos animes inspiração e companhia.



Portanto, ao visitar este espaço, você encontrará um pouco de tudo: relatos de viagem repletos de imagens e curiosidades, reflexões sobre mainframe e informática, e guias envolventes sobre animes. Minha intenção é que cada leitor possa se sentir parte dessa jornada, seja viajando junto, aprendendo algo novo sobre tecnologia ou descobrindo um anime para maratonar.



Embarque comigo nesta aventura!




Seja muito bem-vindo ao El Jefe Midnight Lunch.

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Arquitetura Final : El Jefe Midnight Lunch Wiki


Arquitetura Final

                   Blogger XML
                        │
                        ▼
              Conversão para Markdown
                        │
                        ▼
              Bellacosa Knowledge Vault
                  (Obsidian Vault)
                        │
     ┌──────────────────┼──────────────────┐
     │                  │                  │
     ▼                  ▼                  ▼
 Graph View       Busca Instantânea     IA
     │                  │                  │
     ▼                  ▼                  ▼
 Relações         Wikilinks         Melhorias
     │                  │                  │
     └──────────────┬──────────────────────┘
                    ▼
             Exportação WordPress

ETAPA 1 — Fazer backup do Blogger

Baixe o XML completo.

Exemplo:

blog-2026.xml

Nunca trabalhe diretamente sobre ele.

Faça uma cópia.

Backup/
    Blogger.xml

Trabalho/
    Blogger.xml

ETAPA 2 — Converter XML para Markdown

Objetivo:

1 artigo = 1 arquivo .md

Resultado esperado

Vault

    COBOL

        ALTER.md

        PERFORM.md

        CICS.md

    IA

        Agentes.md

        MCP.md

    LinuxONE

    Kubernetes

    Docker

    DevOps

Cada postagem vira um Markdown.


ETAPA 3 — Instalar o Obsidian

Criar um Vault chamado

Bellacosa Mainframe Vault

Estrutura recomendada

Vault

00 Inbox

01 Artigos

02 Imagens

03 Fontes

04 Templates

05 Projetos

06 Pessoas

07 Empresas

08 Cursos

09 Rascunhos

10 Publicados

99 Lixeira

ETAPA 4 — Organizar por assunto

Ao invés de datas, organize por conhecimento.

Exemplo

COBOL

CICS

IMS

JCL

VSAM

DB2

REXX

Assembler

LinuxONE

IBM Z

OpenShift

Docker

Kubernetes

Cloud

IA

Machine Learning

Anime

Star Trek

DevOps

Segurança

Observabilidade

Muito mais fácil de pesquisar.


ETAPA 5 — Padronizar FrontMatter

Todo artigo começa assim:

---
title: Docker sem Mistérios
author: Vagner Bellacosa
date: 2026-07-15
category: Docker
tags:
   - docker
   - containers
   - devops
seo:
   description: Guia Docker
status: publicado
blog: Bellacosa Mainframe
---

Depois vem o texto.


ETAPA 6 — Criar Wikilinks

Ao invés de links comuns

Docker

vira

[[Docker]]

[[Kubernetes]]

[[OpenShift]]

[[DevOps]]

[[IBM Z]]

Automaticamente nasce uma rede.


ETAPA 7 — Criar páginas índice

Exemplo

COBOL.md

Dentro

# COBOL

## Sintaxe

[[PERFORM]]

[[ALTER]]

[[CALL]]

[[SECTION]]

[[PARAGRAPH]]

## Arquivos

[[VSAM]]

[[QSAM]]

[[ESDS]]

## Banco

[[DB2]]

[[IMS]]

## CICS

[[COMMAREA]]

[[Pseudo Conversacional]]

É literalmente uma Wikipédia.


ETAPA 8 — Instalar Plugins

Dataview ⭐⭐⭐⭐⭐

Transforma notas em banco de dados.

Exemplo

TABLE tags

FROM "01 Artigos"

WHERE contains(tags,"cobol")

Omnisearch ⭐⭐⭐⭐⭐

Busca em milhares de artigos instantaneamente.

Melhor que Windows Search.


Backlinks

Mostra

Quem cita Docker?

Quem cita CICS?

Quem cita ALTER?

Tag Wrangler

Organiza milhares de tags.


Homepage

Cria uma Home bonita.


Calendar

Histórico de produção.


QuickAdd

Automatiza criação de artigos.


Templater ⭐⭐⭐⭐⭐

Cria modelos.

Novo artigo já nasce pronto.


Excalidraw

Diagramas.


Canvas

Mapas mentais.


Local Graph

Fantástico.

Mostra somente os vizinhos do artigo.


ETAPA 9 — Criar Templates

Novo artigo

Título

Resumo

Introdução

História

Como funciona

Arquitetura

Exemplo

Código

Boas práticas

Curiosidades

Easter Egg

Leia também

Links oficiais

Sempre igual.


ETAPA 10 — Criar Tags

Exemplo

#cobol

#cics

#db2

#linuxone

#ibmz

#docker

#cloud

#ia

#anime

#star-trek

#performance

#tutorial

#curso

#segurança

#devops

ETAPA 11 — Criar MOCs (Maps of Content)

Um dos recursos mais poderosos do Obsidian.

Exemplo

MOC - COBOL

↓

Sintaxe

↓

Comandos

↓

Arquivos

↓

Performance

↓

Debug

↓

Boas práticas

↓

Cursos

↓

Artigos

É o índice mestre.


ETAPA 12 — Graph View

Depois de alguns milhares de artigos...

Você verá algo assim.

             COBOL
             ●
          /  |  \
         /   |   \
      CICS DB2 VSAM
       |      |
       |      |
     IMS    SQL
       \      /
        \    /
        IBM Z
          |
      LinuxONE
          |
      OpenShift
          |
       Docker
          |
     Kubernetes
          |
      DevOps
          |
      GitHub

Seu conhecimento vira uma galáxia.


ETAPA 13 — Git

Todo Vault fica dentro de um repositório.

git init

Depois

commit

commit

commit

commit

Nunca perde nada.

Pode voltar anos.


ETAPA 14 — IA

Agora entra o ChatGPT.

Ao abrir um artigo.

Peça

Melhore este artigo.

Adicione 800 palavras.

Inclua curiosidades.

Inclua exemplos.

Explique para um COBOL Padawan.

Crie SEO.

Crie FAQ.

Crie Links Internos.

Crie Tags.

Crie Easter Eggs.

Sugira imagens.

Sugira artigos relacionados.

Encontre informações desatualizadas.

Em minutos o artigo fica muito superior.


ETAPA 15 — Exportar para WordPress

Quando terminar.

Converta Markdown para

WordPress XML

ou

HTML

ou

Gutenberg Blocks

Depois apenas importe.


ETAPA 16 — IA sobre TODO o acervo

Esse é o ponto em que seu projeto se diferencia.

Imagine perguntar:

Onde já expliquei CICS?

ou

Quais artigos falam de RACF?

ou

Liste tudo sobre IA relacionado ao Mainframe.

ou

Quais artigos precisam ser atualizados para IBM z17?

ou

Quais artigos citam Kubernetes mas não mencionam OpenShift?

A IA responde usando todo o seu acervo.


ETAPA 17 — Evolução para um "Bellacosa Mainframe Knowledge Vault"

Depois de consolidado, o Vault deixa de ser apenas um editor de artigos e passa a ser um sistema de conhecimento integrado. Além dos artigos, você pode incluir cursos, apresentações, PDFs, imagens, vídeos, laboratórios, códigos COBOL, scripts REXX, JCLs e links externos, todos interligados por wikilinks e pesquisáveis em segundos.

Resultado esperado

Ao final, você terá uma plataforma com características que vão muito além de um blog:

  • 3.000+ artigos interligados por links semânticos.

  • Pesquisa instantânea em todo o acervo.

  • Visualização em grafo das relações entre os temas.

  • Templates padronizados para novos conteúdos.

  • Versionamento completo com Git.

  • Funcionamento totalmente offline.

  • Integração com IA para revisão, expansão e atualização contínua.

  • Exportação para WordPress, HTML ou outros formatos quando desejar.

Na prática, seu conteúdo deixa de ser uma sequência cronológica de postagens e se transforma em uma enciclopédia técnica viva, onde COBOL, CICS, Db2, IMS, DevOps, IA, LinuxONE, IBM Z e todos os demais assuntos passam a formar uma rede de conhecimento navegável, preservando e valorizando o enorme patrimônio intelectual que você já construiu.


OBSIDIAN https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2022/09/obsidian-sem-misterios-o-guia.html

sexta-feira, 29 de março de 2019

El Jefe Midnight Lunch - Facebook

Viagens e aventuras do El Jefe



El Jefe Midnight Lunch é uma página que foi criada para divulgar meu trabalho amador em videos no Youtube, fotografia de viagens, falar bobeiras, partilhar conteúdo. Minha pequena vitrine das loucas e emocionantes aventuras em mais de 4 décadas de viagens... foram mais de 25 países e mais de 500 cidades visitadas em 3 continentes. Espero poder ir mais longe, tudo depende das verbas, claro sempre elas... porém espero que curtam este cantinho, explorem com gosto, curta a página, assistam os videos, comentem e partilhem os conteúdos, prometo sempre partilhar com vocês estes momentos. Obrigado pela sua visita.
.
#eljefemidnightlunch #bellacosaindexpage #vagnerbellacosa #viagenseaventuras #andarilho #fotos #filmes #videos #youtubers #youtube #divulgacaodecanal #compartilhamento #adventures #street #walking #building #places #museuns #photo #cine #movie #hollywood #passeio #trilhas #esportes #radicais #free #gratis
.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Itatiba No Seu Melhor

#INSM - Itatiba No Seu Melhor


So por diversao.


Humor e diversao... as vezes acontecem coisas em nossa cidade que ate duvidamos que seja verdade, esta pagina tem por objetivo retratar de forma humoristica algum acontecimento marcante... diariamente lendo jornais, blogs de opiniao e paginas de nossa cidade. Encontrado o furo, lapidamos e fazemos a piada... alguns gostam, outros odeiam... mas eh dificil ficar indiferente.


Pagina no Facebook para aqueles que curtem o Face




#ItatibaNoSeuMelhor


sexta-feira, 5 de junho de 2015

10 Métricas que os Grandes Blogs Usam para Criar Conteúdo Realmente Engajante

 

Bellacosa Mainframe comenta sobre 10 metricas para crescer nosso blog

10 Métricas que os Grandes Blogs Usam para Criar Conteúdo Realmente Engajante

Série Engenharia de Blogs – El Jefe Midnight Lunch
Autor: Vagner Bellacosa


Existe uma diferença interessante entre escrever na internet e engenheirar conteúdo.

A maioria das pessoas publica textos e torce para que alguém leia.

Os grandes blogs fazem o contrário.

Eles medem tudo.

E essa mentalidade é curiosamente muito próxima da cultura do mainframe.

No mundo IBM Z nós não confiamos em suposições.
Nós olhamos:

  • SMF records

  • RMF

  • logs

  • métricas de performance

No mundo dos blogs acontece exatamente a mesma coisa.

Um blog é, essencialmente, um sistema de distribuição de conhecimento.
E todo sistema precisa de observabilidade.

Hoje vamos explorar 10 métricas usadas por blogs profissionais para medir engajamento real.


1 — Tempo Médio na Página (Average Time on Page)

Essa é uma das métricas mais importantes.

Ela mostra quanto tempo as pessoas realmente passam lendo seu artigo.

Exemplo:

ArtigoTempo Médio
Post A22 segundos
Post B3 minutos
Post C7 minutos

Interpretação rápida:

  • menos de 30s → leitor saiu rápido

  • 2–4 min → bom

  • 5+ min → conteúdo muito engajante

Blogs técnicos geralmente têm tempos maiores porque o leitor está estudando.


2 — Profundidade de Scroll

Também chamada de Scroll Depth.

Mostra até onde o leitor rolou o artigo.

Exemplo típico:

ProfundidadeLeitores
25%100%
50%72%
75%41%
100%18%

Isso revela onde os leitores perdem interesse.

Ferramentas comuns:

  • Microsoft Clarity

  • Hotjar

  • Google Tag Manager


3 — CTR Interno (Internal Click Through Rate)

Essa métrica mostra quantas pessoas clicam em outros artigos do blog.

Exemplo:

  • 1000 visitantes em um post

  • 230 clicaram em outro artigo

CTR interno = 23%

Blogs maduros tentam manter entre:

15% e 30%

Isso significa que o leitor continua explorando o conteúdo.


4 — Bounce Rate (Taxa de Rejeição)

Essa métrica mostra quantos visitantes:

  • entram no blog

  • não interagem

  • saem imediatamente

Valores típicos:

Bounce RateInterpretação
40–55%excelente
55–70%normal
70%+conteúdo fraco ou desalinhado

Mas atenção: em blogs educacionais o bounce pode ser alto.

Se a pessoa encontra a resposta e vai embora, isso não é necessariamente ruim.


5 — Páginas por Sessão

Mostra quantas páginas um visitante acessa durante uma visita.

Exemplo:

Sessão média = 3.4 páginas

Isso indica:

  • curiosidade

  • exploração

  • confiança no conteúdo

Blogs de autoridade normalmente ficam entre:

2 e 5 páginas por sessão


6 — Backlinks Gerados

Essa métrica mede quantos outros sites linkam seu conteúdo.

É uma das métricas favoritas do Google.

Exemplo:

ArtigoBacklinks
Post A3
Post B12
Post C45

Quando um artigo recebe muitos backlinks, significa que ele virou referência.


7 — Compartilhamentos Sociais

Quantas vezes seu conteúdo foi compartilhado em redes sociais.

Exemplo:

RedeShares
LinkedIn180
Twitter70
Facebook35

Posts que geram compartilhamento normalmente têm:

  • insights novos

  • guias completos

  • histórias interessantes


8 — Comentários

Uma métrica simples, mas poderosa.

Comentários indicam:

  • envolvimento

  • curiosidade

  • discussão

Blogs técnicos muitas vezes geram comentários longos com perguntas e experiências.

Isso cria comunidade.


9 — Atualização de Conteúdo (Content Freshness)

Conteúdo envelhece.

Principalmente em tecnologia.

Blogs grandes revisam artigos antigos constantemente.

Exemplo:

ArtigoÚltima atualização
2021desatualizado
2023médio
2025atualizado

Atualizar conteúdo antigo pode aumentar muito o tráfego.


10 — Velocity de Conteúdo

Essa é uma métrica pouco comentada.

Ela mede a velocidade com que um artigo ganha tráfego após ser publicado.

Exemplo:

TempoVisitas
1 dia80
1 semana600
1 mês3000

Se um artigo cresce rápido, ele pode se tornar viral.

Blogs profissionais usam essa métrica para decidir:

  • quais posts promover

  • quais transformar em séries

  • quais atualizar rapidamente


Curiosidade

Grandes blogs muitas vezes fazem algo chamado:

Content Pruning

Eles removem ou reescrevem artigos fracos.

Isso melhora o desempenho geral do site no Google.


Easter Egg

Um experimento interessante:

Pegue um artigo antigo e faça apenas três coisas:

  1. melhore o título

  2. adicione links internos

  3. atualize exemplos

Muitas vezes isso já melhora significativamente o engajamento.


Mapa Mental das Métricas de Engajamento

ENGAJAMENTO

├ Leitura
│ ├ tempo na página
│ └ scroll depth

├ Navegação
│ ├ CTR interno
│ └ páginas por sessão

├ Popularidade
│ ├ backlinks
│ └ compartilhamentos

└ Comunidade
├ comentários
└ retorno de leitores

Mantra do artigo

Não escreva apenas para publicar.

Escreva para ser lido, explorado e compartilhado.

E para isso, métricas são suas melhores aliadas.

domingo, 23 de março de 2014

Frango grelhado no carvão

Bellacosa Mainframe e o frango grelhado no carvão

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🔥 O Frango que Atravessei o Atlântico — Carvão, Portugal e uma Receita que Trouxe na Bagagem

Há coisas que um viajante traz na mala. Outras voltam escondidas na memória — e reaparecem anos depois quando o carvão começa a ficar vermelho.



Uma churrasqueira acesa na madrugada, uma lembrança trazida de Portugal e o verdadeiro easter egg escondido no nome deste blog.

Há easter eggs que colocamos deliberadamente dentro de uma história.

E existem aqueles que ficam escondidos durante tantos anos que, em determinado momento, percebemos que praticamente ninguém mais sabe que eles estão ali.

Este é um deles.

Talvez o maior easter egg do El Jefe Midnight Lunch esteja justamente no nome:

Midnight Lunch.

Almoço da meia-noite.

O nome sempre foi uma referência bem-humorada a um hábito que me acompanha há muito tempo: eu funciono melhor à noite.

Não sei explicar exatamente o motivo.

Talvez algum especialista em sono consiga encontrar uma explicação científica para meu biorritmo. Eu só consigo descrever o comportamento do sistema.

De manhã?

Digamos que o Vagner esteja operando em modo degradado.

CPU limitada.

Poucos initiators disponíveis.

WLM olhando para mim e dizendo:

— Deixa esse sujeito quieto porque hoje o workload ainda não subiu.

😂

Eu acordo, faço minhas coisas, acompanho o relógio e existo civilizadamente entre os demais seres humanos.

Mas produtividade?

Calma.

Depois vem o almoço.

E, logo após ele, aquela tradicional nhaca pós-refeição, quando o organismo aparentemente resolve executar um enorme batch interno e requisita praticamente todos os recursos disponíveis.

Só que então alguma coisa começa a acontecer.

A tarde avança.

O sistema aquece.

As ideias aparecem.

A curiosidade aumenta.

A vontade de pesquisar alguma coisa surge.

Uma coisa puxa outra.

Quando o Sol finalmente desaparece no horizonte...

IPL COMPLETO.

Este que vos escreve começa a funcionar a 100 km/h.



🌙 O turno da noite começa

É justamente durante a noite que muitas das histórias deste blog nasceram.

Uma pesquisa leva a outra.

Um artigo leva a um livro.

Uma fotografia antiga abre uma memória.

Uma memória lembra uma cidade.

A cidade lembra uma pessoa.

A pessoa lembra uma comida.

Quando percebo, são duas da manhã e estou pesquisando a origem de alguma coisa que provavelmente começou com uma pergunta completamente diferente quatro horas antes.

Quem acompanha o Bellacosa Mainframe talvez reconheça o padrão.

O problema é que existe uma consequência biológica dessa produtividade noturna.

Dá fome.

Não aquela fome comportada das refeições convencionais.

É o famoso:

larico da madrugada.

E comigo existe outro agravante.

Nem sempre quero simplesmente abrir a geladeira, pegar alguma coisa e comer.

Às vezes decido cozinhar.

E não necessariamente alguma coisa simples.

Se o cérebro decidiu que duas horas da manhã é um excelente horário para pesquisar computadores construídos em 1964, aparentemente também considera perfeitamente razoável preparar uma refeição mais elaborada.

Daí nasceu a brincadeira:

El Jefe Midnight Lunch.

E esta velha postagem sobre um aparentemente inocente frango grelhado no carvão guarda uma das melhores pistas dessa história.



🇵🇹 O frango que encontrei em Portugal

Durante os anos em que vivi em Portugal conheci muitos sabores.

Alguns sofisticados.

Outros tradicionais.

Outros curiosos.

Mas existe uma comida extremamente simples que ficou gravada na memória.

Frango no carvão.

Quem olha rapidamente talvez pense:

— Vagner, pelo amor de Deus. É frango assado.

Não.

😂

Brasileiro conhece frango assado.

Temos o glorioso frango girando naquela máquina que carinhosamente apelidamos de:

televisão de cachorro.

Temos espetinho de frango.

Frango em pedaços na churrasqueira.

Sobrecoxa.

Coxinha da asa.

Frango desossado.

Frango com cerveja.

Frango assado no forno.

Somos perfeitamente capazes de colocar praticamente qualquer parte de uma galinha sobre uma churrasqueira.

Mas aquele frango português tinha personalidade própria.


✂️ Primeiro vinha a transformação

Uma das coisas que me chamava atenção era a preparação.

O frango inteiro era aberto ao meio, normalmente pelas costas, utilizando uma tesoura de cozinha apropriada.

Nada de ficar bonitinho como o frango inteiro que conhecemos das assadeiras brasileiras.

Ele era aberto.

Espalmado.

Esticado.

Aquela ave passava por uma espécie de processo de engenharia mecânica culinária.

😂

Depois era presa entre duas grelhas.

Isso fazia enorme diferença.

A grelha mantinha o frango aberto e permitia virá-lo inteiro durante o preparo.

De um lado.

Do outro.

De volta.

Calor.

Tempero.

Mais calor.

Até que pele, gordura, carne, fumaça e molho começassem a trabalhar juntos.



🔥 Carvão, fogo e paciência

E então entrava o carvão.

Aqui aparece outra diferença importante.

Não era simplesmente jogar o frango sobre labaredas e esperar acontecer alguma coisa.

O carvão precisava produzir calor.

A brasa precisava trabalhar.

Existe uma enorme diferença entre cozinhar utilizando fogo direto e cozinhar aproveitando a energia irradiada por uma boa cama de brasas.

A gordura começa a escorrer.

Algumas gotas encontram o carvão.

Pequenas labaredas aparecem.

Surge fumaça.

E parte daquela fumaça retorna para a carne.

Nesse momento começa uma química maravilhosa que nossos ancestrais descobriram milhares de anos antes de alguém inventar a palavra gastronomia.

É cheiro.

É calor.

É gordura.

É proteína.

É carvão.

É tempo.

E é impossível transmitir completamente isso através de uma fotografia.


🧂 O tempero que fazia a diferença

Havia ainda o tempero.

E aqui entramos em território perigoso.

Porque cada lugar possuía sua própria maneira de preparar.

Alho.

Sal.

Ervas.

Pimenta.

Óleo ou azeite.

Vinagre.

Molhos preparados pela própria casa.

Algumas versões mais picantes.

Outras mais suaves.

O tempero penetrava na carne e continuava participando do processo enquanto o frango assava.

Não era apenas aquilo que colocávamos antes.

Era parte do próprio ritual.

E então vinha o resultado.

A pele ligeiramente tostada.

As extremidades mais queimadinhas.

A carne úmida por dentro.

O aroma de carvão.

O tempero.

A gordura.

Tudo trabalhando simultaneamente.

Simples.

Ridiculamente simples.

E maravilhoso.


🍗 A simplicidade que engana

Essa talvez seja uma das grandes lições que trouxe das minhas viagens:

complexidade não é requisito para excelência.

Às vezes passamos anos procurando pratos sofisticados, ingredientes exóticos e técnicas complicadas quando algumas das melhores coisas que experimentamos possuem meia dúzia de componentes.

O segredo está no processo.

Quem trabalha com mainframe deveria reconhecer imediatamente esse conceito.

COBOL também parece simples.

MOVE.

ADD.

PERFORM.

READ.

WRITE.

Até você descobrir que existem sistemas escritos com essas aparentemente simples instruções processando operações críticas há décadas.

O frango português funcionava da mesma maneira.

Frango.

Tempero.

Carvão.

Grelha.

Tempo.

Cinco componentes.

E um resultado completamente diferente dependendo de quem operava o sistema.


🍟 E então chegavam os acompanhamentos

Normalmente aquilo não vinha sozinho.

Havia arroz.

Batatas fritas.

Às vezes salada.

E aquele molho especial que transformava uma refeição aparentemente banal em algo capaz de permanecer décadas dentro da memória.

Um pedaço do frango.

Um pouco de arroz.

Algumas batatas.

Molho.

Pronto.

Não precisava estrela Michelin.

Não precisava prato de porcelana com uma ervilha posicionada geometricamente no centro.

Precisava apenas estar gostoso.

E estava.

Muito.


✈️ O problema de voltar para o Brasil

Quando retornamos de uma longa temporada no exterior trazemos coisas estranhas conosco.

Não estou falando das malas.

Trazemos hábitos.

Expressões.

Comparações.

Cheiros.

Referências.

Saudades.

E sabores.

O problema é que sabores são particularmente cruéis.

Porque você lembra perfeitamente que alguma coisa era maravilhosa...

mas não consegue colocar a memória dentro de uma panela.

Foi assim que aquele frango português atravessou o Atlântico comigo.

Não trouxe a churrasqueira.

Não trouxe o restaurante.

Não trouxe o cozinheiro.

Não trouxe exatamente o molho.

Trouxe a lembrança.

E memória culinária é uma espécie de código-fonte sem documentação.

Você sabe qual deveria ser o resultado.

Só não possui mais o fonte original.


🏡 A churrasqueira do quintal virou laboratório

Já no Brasil, olhando para a churrasqueira de casa, resolvi fazer aquilo que qualquer sujeito curioso faria:

tentar reproduzir.

Nascia então o:

Frango Lusitano — Bellacosa Fork.

😂

Ou talvez:

FRANGO-PT-BR Release 1.0.

A ideia fundamental permanecia.

Abrir o frango.

Temperar.

Colocar sobre a grelha.

Usar carvão.

Assar lentamente.

Virar.

Regar.

Experimentar.

Só que cada execução permitia mudar alguma coisa.

Mais alho.

Menos vinagre.

Mais ervas.

Outro tempo de marinada.

Brasa mais forte.

Brasa mais fraca.

Mais molho.

Menos molho.

Orégano.

Salsa.

Cebolinha.

Pimenta.

Cebola.

E assim aquela lembrança portuguesa começou lentamente a ganhar sotaque brasileiro.


🧪 Cozinhar também é experimentar

Talvez seja por isso que gosto tanto de cozinhar.

Não sigo necessariamente a lógica:

“Esta é a receita e ela deve ser reproduzida exatamente desta maneira.”

Prefiro pensar:

“Esta é a versão atual. Vamos ver o que acontece se alterarmos alguma coisa.”

Naturalmente, isso também produz falhas.

Algumas versões ficam melhores.

Outras...

digamos que são imediatamente descontinuadas e nenhuma documentação é preservada para proteger os responsáveis.

😂

Mas existe prazer nesse processo.

Você prova.

Compara.

Lembra.

Modifica.

E tenta novamente.

É praticamente desenvolvimento iterativo utilizando alho.


🎥 E existe uma prova arqueológica

É justamente aí que aquela antiga postagem deste blog se torna especial.

O pequeno vídeo publicado junto com ela não é apenas uma demonstração culinária.

Hoje percebo que ele é uma prova arqueológica.

Um registro de uma das inúmeras vezes em que reproduzi aquele prato em casa.

Na época provavelmente parecia simplesmente:

“Olha aí o Vagner fazendo frango.”

Mais de dez anos depois, porém, o vídeo ganhou outra dimensão.

Ele registra uma memória portuguesa sendo reconstruída numa churrasqueira brasileira.

Registra um hábito.

Registra uma época.

E, sem que eu percebesse, registra também parte da explicação do nome deste próprio blog.


🕛 Midnight Lunch

Agora talvez tudo faça um pouco mais de sentido.

O sujeito escreve durante a madrugada.

Pesquisa durante a madrugada.

Fica curioso durante a madrugada.

E inevitavelmente...

fica com fome durante a madrugada.

Então vai para a cozinha.

Às vezes prepara alguma coisa simples.

Em outras resolve produzir algo mais sofisticado.

Talvez uma receita aprendida no Brasil.

Talvez uma experiência.

Talvez alguma memória gastronômica encontrada milhares de quilômetros daqui.

Talvez...

um frango português aberto ao meio, preso entre grelhas e assado lentamente sobre carvão.

Enquanto boa parte das pessoas normais está dormindo.


🥚 E finalmente o easter egg

Portanto, se algum arqueólogo digital chegar a este blog daqui a muitos anos e perguntar:

“Por que diabos este negócio se chama El Jefe Midnight Lunch?”

Aqui está uma das respostas.

Porque havia — e ainda há — um sujeito cujo relógio interno aparentemente foi configurado no fuso horário errado.

De manhã roda a meia carga.

Depois do almoço começa lentamente a aumentar o throughput.

Quando o Sol desaparece, os initiators sobem.

As filas diminuem.

A CPU acorda.

E o operador resolve escrever.

Pesquisar.

Criar.

Contar histórias.

E eventualmente...

cozinhar.

O Midnight Lunch nunca foi somente um nome engraçado.

Era uma pequena descrição do operador.


☕ O sabor também é uma máquina do tempo

Hoje vejo aquele vídeo com outros olhos.

O frango continua sendo frango.

O carvão continua sendo carvão.

A churrasqueira continua sendo churrasqueira.

Mas aquilo que realmente está assando ali é uma lembrança.

Portugal está naquela grelha.

Os anos em que vivi do outro lado do Atlântico estão naquele tempero.

O Brasil está nas adaptações.

Minha curiosidade está nas experiências.

E este blog está no registro.

Talvez seja justamente para isso que mantemos blogs durante tantos anos.

Não apenas para contar aos outros aquilo que fizemos.

Mas para permitir que nós mesmos possamos reencontrar aquilo que fomos.

Uma postagem minúscula.

Um vídeo antigo.

Um frango sobre carvão.

E, escondida no meio de tudo isso, uma pequena pista explicando o nome de um universo inteiro de histórias.

El Jefe Midnight Lunch.

Agora vocês sabem.

Mas não contem para ninguém.

É um easter egg.

😉


☕ P.S. — O batch das 03h17

Se algum dia você encontrar uma postagem enorme publicada num horário em que pessoas sensatas deveriam estar dormindo, não estranhe.

Provavelmente o sistema estava com todos os recursos disponíveis.

E se, no meio do texto, houver uma pausa inexplicável...

também não se preocupe.

Pode ter sido apenas uma intervenção operacional crítica.

JOB MIDNIGHTLUNCH

STEP01 — ESCREVER
STEP02 — PESQUISAR
STEP03 — ABRIR GELADEIRA
STEP04 — COZINHAR
STEP05 — COMER
STEP06 — VOLTAR AO TEXTO

COND CODE 0000

Às 03h17, naturalmente.

Porque todo bom mainframe — e aparentemente todo Bellacosa — precisa de sua janela batch.


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Frango assado como churrasco


Outra especialidade portuguesa que trouxe comigo. O frango no carvão.

Um frango bem temperadinho com alho, cebola, salsa, cebolinha, oregano, pimenta, vinagre e sal.

Carvão em brasa bem quente.



Colocamos o frango na brasa e deixamos assar sem muito enrolação, molhando de tempos em tempos o frango com o caldo em que ele ficou de molho.

Acompanha bem com batatas fritas e arroz, batatas cozidas no próprio caldo do frango e salada

Bom apetite


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Brincadeiras de criança, memoria do Luigi a enviar beijinhos a Tia Nana...

Bellacosa Mainframe e as brincadeiras do pequeno Luigi

👦 Brincadeiras de Criança — Memórias de 2009

Pequenos momentos que o tempo transforma em grandes lembranças

Existem momentos que, quando acontecem, parecem absolutamente comuns. Uma brincadeira, algumas caretas, risadas e uma câmera ligada por alguns minutos. Naquele instante ninguém imagina que, muitos anos depois, aquelas imagens se transformarão em uma pequena máquina do tempo.

Era dezembro de 2009.

Luigi ainda era pequeno e estava naquela maravilhosa fase em que praticamente qualquer coisa podia virar brincadeira. Bastava uma careta, uma palavra diferente ou uma provocação do papai para começar uma nova sequência de risadas.

E lá estava ele, distribuindo beijinhos e abraços para a Tia Nana, enquanto a câmera registrava aquela pequena bagunça familiar.

Também tinha frio, brincadeiras e até aquela história de “cheirinho ruim” que fazia parte da diversão. 😄



Nada extraordinário aconteceu naquele dia.

E talvez seja exatamente por isso que este registro seja tão especial.

Quando pensamos nas lembranças da infância, normalmente imaginamos aniversários, viagens, Natal ou grandes acontecimentos. Mas boa parte da nossa história é construída justamente nesses intervalos: uma tarde em casa, uma conversa engraçada, uma criança fazendo careta para a câmera.

Hoje, olhando novamente para esse vídeo tantos anos depois, percebemos algo que em 2009 talvez fosse impossível compreender completamente:

o tempo passa assustadoramente rápido.

As crianças crescem. Os brinquedos desaparecem. As casas mudam. As pessoas seguem seus caminhos.

Mas algumas imagens permanecem.

Foi justamente para isso que este blog também nasceu: guardar pequenos pedaços da nossa história antes que eles desaparecessem na memória.

Por isso fica novamente registrado aqui aquele pequeno Luigi de dezembro de 2009, brincando com o papai, fazendo suas caretas e mandando seus beijinhos.

Um momento simples.

Uma lembrança enorme.

❤️ Te amo, pequenino.

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Brincadeiras de criança, memoria do Luigi a enviar beijinhos a Tia Nana...

 Nanazinha com carinho e amor do seu pequeno sobrinho Luigi, um super beijo para começar 2010 com ótimo estilo.

Fim de ano, 2009 terminando e o pequeno Luigi bem animado, brincando com seu pai lelé, mandando muitos beijos e abraços.... Ficando com frio e fazendo careta por causa do cheirinho ruim, ai esse pequeno é um barato, que rapazola fofo... te amo pequenino.



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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