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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Iniciação ao REXX – Quando o Mainframe Te Apresenta um Novo Amigo

 


Iniciação ao REXX – Quando o Mainframe Te Apresenta um Novo Amigo

“REXX não é moda. REXX é sobrevivência.”

Quem trabalha com z/OS, z/VM ou IBM Z cedo ou tarde chega a essa constatação:
não importa quantos produtos enterprise você tenha, sempre haverá aquele momento em que o problema é pequeno demais para COBOL, complexo demais para JCL e burocrático demais para justificar uma nova ferramenta.

É exatamente nesse espaço — invisível para muitos — que mora o REXX.

Subestimado, silencioso, quase sempre ignorado… até o dia em que você descobre que ele resolve 80% das dores do dia a dia com meia dúzia de linhas.

Este post é um convite:
👉 conhecer o REXX não como linguagem, mas como companheiro de trincheira no mainframe.



📜 Um pouco de história (porque nada no mainframe surge do nada)

O REXX (Restructured Extended Executor) nasceu em 1979, dentro da IBM, criado por Mike Cowlishaw.
A motivação era simples e genial:

Criar uma linguagem fácil de ler, difícil de quebrar e totalmente integrada ao sistema.

Enquanto o mundo brigava com sintaxe pesada, pontuação excessiva e códigos ilegíveis, o REXX nasceu com uma ideia revolucionária para a época:

  • tudo é string

  • tipagem dinâmica

  • sintaxe próxima do inglês

  • tolerância a erro humano

📌 Curiosidade:
REXX é mais antigo que Perl, Python e Ruby — e já fazia muita coisa que elas só popularizaram décadas depois.


🧠 REXX não vive sozinho: ambientes de processamento e comando

Aqui está o primeiro choque para quem vem de linguagens “tradicionais”:

👉 REXX não existe fora de um ambiente.

Antes de escrever código, você precisa entender onde ele roda e com quem ele conversa.

Ambientes de Processamento

  • TSO/E

  • ISPF

  • Batch TSO

  • Batch não-TSO

  • z/VM (CMS / CP)

O mesmo EXEC pode se comportar de forma totalmente diferente dependendo do ambiente.

📌 Easter egg de sobrevivência:

Se você não sabe em que ambiente está, o erro não é do REXX — é seu.


Ambientes de Comandos

REXX não executa comandos diretamente.
Ele endereça comandos a um ambiente específico.

address tso "listcat level('USER01')" address ispexec "display panel(MYPANEL)"

Isso explica por que REXX é tão poderoso:
ele fala a língua do sistema.


🧱 Fundamentos do REXX – Simples, mas não simplório

Filosofia da linguagem

  • Tudo é string

  • Conversão automática quando necessário

  • Pouca pontuação

  • Código legível

  • Menos regras, mais resultado

say 'Hello, Mainframe!'

Sem ponto e vírgula.
Sem BEGIN obrigatório.
Sem cerimônia.

📌 Curiosidade perigosa:
Variáveis não inicializadas não geram erro.
Elas retornam o próprio nome.
Ótimo para debug… péssimo se você não souber 😄


Entrada, saída e lógica

  • SAY → saída

  • PULL → entrada (stack)

  • IF / THEN / ELSE

  • DO / END

  • EXIT

Aqui o REXX começa a mostrar sua vocação: automatizar decisões, não apenas executar código.


🖥️ REXX e o Ambiente TSO – Onde a mágica começa

Com REXX você:

  • aloca datasets

  • consulta catálogos

  • automatiza comandos

  • elimina JCL desnecessário

address tso "allocate fi(arq1) da('user.test.ps') shr" address tso "listalc"

📌 Comentário Bellacosa:
REXX + TSO = menos JCL, menos erro, menos dor de cabeça.


📦 CLISTs x EXECs – O passado e o presente

CLIST fez história.
Mas o REXX fez melhor.

  • EXECs são mais poderosos

  • Mais legíveis

  • Mais fáceis de manter

  • Melhor integração

Entender a sequência de busca (SYSEXEC, SYSPROC…) é obrigatório.

📌 Easter egg clássico:
“EXEC não encontrado” quase sempre é DD errado, não código errado.


🔁 Programação REXX – Onde o iniciante vira sysprog

Aqui o REXX mostra que não é brinquedo:

  • Funções e subrotinas

  • Escopo de variáveis

  • DO composto

  • ITERATE e LEAVE

  • SELECT (case statement elegante)

  • SIGNAL e SIGNAL VALUE

  • INTERPRET (meta-programação!)

cmd = "say 'REXX é poderoso'" interpret cmd

📌 Comentário raiz:
INTERPRET é um sabre de luz.
Poderoso… mas não entregue para qualquer padawan.


🌳 Variáveis, Strings e o poder do PARSE

Stems – arrays antes dos arrays

nome.1 = 'Ana' nome.2 = 'João' nome.0 = 2

PARSE – o superpoder escondido

parse var linha campo1 ',' campo2

📌 Curiosidade:
PARSE elimina dezenas de IFs, SUBSTRs e gambiarras.


📂 EXECIO – O mini DFSORT do dia a dia

"EXECIO * DISKR ARQ1 (STEM LIN.)"

Com EXECIO você:

  • lê arquivos

  • grava datasets

  • processa linhas

  • automatiza relatórios

Tudo sem sair do REXX.


🧪 Depuração – Porque errar faz parte

REXX não te abandona quando algo dá errado:

  • TRACE

  • RC

  • SIGL

  • SOURCELINE

  • CONDITION

📌 Curiosidade histórica:
Debug nativo em REXX era luxo quando muitas linguagens nem sonhavam com isso.


⚙️ Batch, endereços e ambientes avançados

REXX roda:

  • em batch TSO

  • fora do TSO

  • em múltiplos ambientes de comando

say address()

📌 Comentário Bellacosa:

Antes de perguntar “por que falhou”, pergunte “onde estou rodando”.


🚀 Compilador REXX – Performance e proteção

Sim, REXX pode ser compilado:

  • melhora performance

  • protege código

  • usado em ambientes críticos

Mesmo compilado, ele não perde sua alma dinâmica.


☕ Conclusão – Por que REXX vira amigo

REXX não tenta competir com COBOL.
Não substitui Assembler.
Não briga com produtos enterprise.

Ele faz algo muito mais valioso:

👉 resolve problemas reais com o que já existe no sistema.

Quem domina REXX:

  • automatiza mais

  • depende menos

  • entende melhor o ambiente

  • sobrevive melhor no data center

No mainframe, o melhor amigo
não é o software mais caro…
é o que resolve às 3 da manhã.

Bem-vindo ao REXX.
Ele sempre esteve aí. ☕🖥️


sábado, 11 de outubro de 2014

🧹 A Dança da Vassoura

 

Bellacosa Mainframe e o famoso baile da dança das vassouras


🧹 A Dança da Vassoura

Regras oficiais, caos controlado e diversão garantida

Se você nunca ouviu falar da dança da vassoura, sente-se, jovem padawan: isso aqui era engenharia social aplicada ao bailinho escolar.

A dança da vassoura não era castigo. Muito pelo contrário.
Ela era o modo bônus, o feature escondido do sistema.

🔹 O setup (ambiente de produção)

  • Bailinho rolando

  • Música lenta ou animada (não importa)

  • Vários pares dançando

  • Um rapaz sem par

  • Uma vassoura emprestada da tia da limpeza (recurso compartilhado)

Esse rapaz passa a dançar com a vassoura.
Mas atenção: isso não é humilhação.
É poder absoluto temporário.



🔹 A Regra de Ouro

O rapaz que dança com a vassoura ganha um super bônus:

👉 Ele pode escolher qualquer par que esteja dançando
👉 Tocar no ombro da garota
👉 Substituí-la pela vassoura

A garota passa a dançar com ele
E o rapaz “desalojado” assume a vassoura.

Swap de processos em tempo real.




🔹 Restrições importantes (porque até diversão tem governança)

  • ❌ Não pode voltar ao mesmo par imediatamente

  • ❌ Não pode recusar o convite (“não” não existe no protocolo)

  • ✅ Tem que ir atrapalhar outro par

  • ✅ O objetivo é movimentar todo mundo

Ou seja:
ninguém fica parado,
ninguém fica excluído,
todo mundo dança com todo mundo.




🔹 A dinâmica real (ou: caos elegante)

Enquanto a música toca:

  • pares se desfazem

  • novos pares se formam

  • risadas explodem

  • a sala vira um sysplex emocional

  • a vassoura circula como token de controle

É democracia dançante.
É inclusão forçada com sorriso no rosto.
É zoação sem crueldade.


🔹 Por que isso funcionava tão bem?

Porque:

  • Quebrava a timidez

  • Evitava panelinhas

  • Misturava a turma inteira

  • Criava histórias que duram décadas

Era impossível ficar invisível.
Em algum momento, todo mundo dançava.


🔹 Easter egg social dos anos 80

  • Quem “amarelava” virava lenda

  • Quem segurava a vassoura com estilo virava herói

  • Casal que se conheceu na dança da vassoura?
    História registrada em memória não volátil


🔹 Versão Bellacosa Mainframe (tradução técnica)

  • Música = job em execução

  • Vassoura = controle de concorrência

  • Par = sessão ativa

  • Troca = context switch

  • Zoação = logging habilitado

  • Diversão = SLA cumprido com sucesso


No fim das contas, a dança da vassoura era isso:
uma forma simples, genial e inocente de dançar, zoar, misturar e aproximar.

Sem aplicativo.
Sem algoritmo.
Sem like.

Só gente, música, risada…
e uma vassoura rodando em produção.

🧹💃🕺

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

🎄 Taubaté e o final boss Bailinhos, amigo secreto e luz meia-boca

 

Bellacosa Mainframe e o bailinho escolar

🎄 Taubaté e o final boss: Bailinhos, amigo secreto e luz meia-boca

Memórias doces das escolas de Taubaté

Esta é, sem dúvida, uma das lembranças mais doces que carrego de Taubaté. Um conjunto de eventos simples, mas carregados de significado, vividos entre 1983 e 1984 no Quiririm e depois em 1985 e 1986 no Parque Sabará, nas escolas Deputado Cesar Costa e Amador Bueno da Veiga.

Naquele tempo, existia um ritual sagrado de fim de ano. Cada sala, de forma quase autônoma — algo bem stand-alone, sem centralização — escolhia um dia para fazer sua festinha de confraternização. Tinha de tudo: amigo secreto, comes e bebes, musiquinha, risadas e aquele clima de “missão cumprida” por mais um ano letivo finalizado sem abend.





Lembro com carinho da primeira caneta “de adulto” que ganhei da Adriana, ainda na quarta série em 1984 no Deputado Cesar Costa no Quiririm. Para muitos era só uma caneta. Para mim, era quase um upgrade de sistema operacional, um sinal claro de que eu estava subindo de versão.

Os comes e bebes tinham sua própria organização social:
rapazes levavam bebidas, meninas traziam quitutes.
Quando dava, fazíamos uma vaquinha — crowdfunding analógico raiz — para melhorar o cardápio. E, claro, sempre surgia alguém com aquele toca-fitas parrudo estilo boombox, com dois alto-falantes, orgulho tecnológico da época, pronto para animar o bailinho.



No quinto ano, ganhei uma das minhas melhores memórias: a Gisele me ensinando a dançar música lenta. Dois passinhos para lá, um prá cá, corpos colados, mão na cintura e no ombro. Gisele, Gisele, danadinha. Nada de exageros. O som tinha que ficar baixo, porque outras salas ainda estavam em aula. Mesmo assim, era mágico.

Chegávamos mais cedo para preparar a sala:
arrastar cadeiras, empurrar mesas, criar um salão improvisado.
Fechávamos as cortinas para dar aquele escurinho estratégico e íamos ao painel de luzes desligar metade das lâmpadas. Um dimmer manual, na raça.

A professora coordenadora ficava ali, presente, fiscalizando — nosso RACF humano, garantindo que nada saísse do controle. E não saía. Era tudo muito saudável:
o bailinho,
o baile da vassoura,
as risadas,
a confraternização.



Claro que os outros professores apareciam para dar um alozinho, era um dia que as barreiras se quebravam, não existiam professores e alunos, apenas colegas de viagem, que terminaram com sucesso mais uma jornada. O Ômega escolar, vencer o chefe final e avançar para o nível seguinte.

Era a alegria pura de terminar mais um ano, passar de série, estreitar laços, criar histórias. Coisa simples. Coisa de interior nos anos 1980. Mas que rendia causos infinitos:
casalzinhos se formando,
paqueras evoluindo,
a chance de dançar com a mais gata da turma,
a zoação dos que amarelaram na hora H.

Troca de presentes, música baixa, luz meia-boca, coração acelerado.
Nada sofisticado. Nada artificial. Tudo real.



Hoje, muitos nomes se perderam na memória. Mas naquela época, cada colega era parte ativa do meu mundo. E lembrar desses momentos ainda anima o coração, como um job antigo que, quando relido, continua funcionando perfeitamente — sem precisar de manutenção.

Bons tempos. Tempos doces. Tempos que não dão rollback, mas deixam logs eternos na alma.


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Conheça as regras da dança da vassoura:

Momentos divertidos em bailinhos fosse na escola, fosse festas na garagem, onde houvesse um baile e uma pessoa espirituosa com uma vassoura disponivel


Regras da Dança da Vassoura

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2014/10/danca-da-vassoura.html


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

🔥 Comidas de Anime: PARTE II — LANCHES & STREET FOOD OTAKU

 

Bellacosa Mainframe apresenta street food parte II

🔥 PARTE II — LANCHES & STREET FOOD OTAKU

(Versão Bellacosa Mainframe: snackado, cacheado e com zero ABEND… a não ser que você coma demais.)

Se no Mainframe a rua é o SPOOL e a galera se encontra na fila do JOB, no Japão a rua é o templo sagrado dos lanches rápidos. São comidas portáteis, simples, baratas e com o poder misterioso de aparecer na hora certa no anime — geralmente quando o herói está com fome, fugindo de um monstro ou simplesmente vivendo a vida.

Vamos aos 10 primeiros lanches forjados no fogo da cultura otaku:


1. Onigiri – O checkpoint alimentar do Japão

🍙 O Triângulo Sagrado do Arroz

Origem: Século XI, usado por samurais como comida portátil.
Ingredientes: Arroz japonês, sal, recheios variados (salmão, umeboshi, atum com maionese).
Por que aparece tanto? Porque é o “IF THEN ELSE” do herói pobre: funciona sempre.
Animes: Naruto, K-On!, Sailor Moon, Jujutsu Kaisen.
Easter Egg: Em animes antigos no Ocidente, onigiri virou “bolinho de arroz” ou… “donut” (Pokémon, sim, eu olho pra vocês).


2. Takoyaki – O commit perfeito no mundo real

🐙 Bolinho de polvo, quente e mortal (para a língua)

Origem: Osaka, anos 1930.
Ingredientes: Massa, gengibre, cebolinha, pedaços de polvo, molho especial e katsuobushi dançando.
Por que aparece? É perfeito para cenas de festival escolar.
Animes: My Hero Academia, Clannad, Kanon, Noragami.
Comentário Bellacosa: Você sabe que é bom quando o vapor sobe igual fumaça de Job Cancelado e ainda assim você come.


3. Taiyaki – O peixinho lendário do XP nostálgico

🐟 O Save State dos doces de rua

Origem: 1909, Tóquio.
Ingredientes: Massa de panqueca e recheios (anko, creme, chocolate).
Símbolo: Sorte, abundância e aquele buff de +50 alegria.
Animes: Kanon, One Piece, Gintama.
Easter Egg: Em alguns animes, o personagem azarado sempre perde o taiyaki para um corvo.


4. Korokke – O crocante OTIMIZADO

🥔 O bolinho frito “nivelado” no JES2

Origem: Adaptação japonesa do croquete europeu (Era Meiji).
Ingredientes: Batata amassada, carne ou legumes, empanado e frito.
Por que aparece? Porque é barato e vendido em qualquer combini.
Animes: Haikyuu!!, Shin Chan, Bleach.
Curiosidade: No Japão, as avós têm orgulho do “som do croc” perfeito. É quase uma SMF do som.


5. Yakisoba – O deploy mais rápido da feira escolar

🍜 Macarrão de rua com alto throughput

Origem: Pós-guerra, inspirado no chow mein chinês.
Ingredientes: Macarrão especial, legumes, porco e molho yakisoba.
Cena clássica: Festival escolar → protagonista vira vendedor de yakisoba suado.
Animes: Great Teacher Onizuka, Food Wars, ReLIFE.


6. Karaage – O “fried chicken” que passou por tuning japonês

🍗 Frango frito otaku-level

Origem: Kyushu, século XX.
Ingredientes: Frango temperado com shoyu, gengibre, alho, empanado e frito.
Por que aparece tanto? Porque personagens comem com a mão, fazendo “humf humf” que ativa nosso gatilho da fome.
Animes: Demon Slayer, Chainsaw Man, Rent-a-Girlfriend.
Easter Egg: Gohan, de Dragon Ball, é praticamente movido a karaage.


7. Nikuman – O “pãozinho doce de vapor” que salva vidas

🥟 O checkpoint de calor no inverno japonês

Origem: China → Japão; século XIX.
Ingredientes: Massa macia + recheio de carne suculenta.
Quando aparece: Dia frio → protagonista comendo nikuman na rua.
Animes: Tokyo Revengers, Bleach, Doraemon.
Comentário: No Japão, sai da máquina automática quente. No Brasil, só sonho mesmo.


8. Imagawayaki (ou Obanyaki) – Versão circular do Taiyaki

🍪 O disco rígido da felicidade

Origem: Período Edo.
Ingredientes: Anko, creme, chocolate dentro de discos fofinhos.
Animes: Kanon, Fate stay/night, Shokugeki no Soma.
Curiosidade: A imprensa ocidental confunde com panqueca, mas é muito melhor.


9. Yaki Onigiri – Onigiri versão hard-mode

🔥 Arroz grelhado + shoyu = sua língua implodindo

Origem: Tempo dos samurais.
Ingredientes: Onigiri + shoyu tostado.
Animes: Non Non Biyori, Silver Spoon, Yuru Camp.
Comentário: Esse é o “modo difícil” do onigiri…
… mas o gosto é tão bom que vale o abend.


10. Pan de Melon (Melonpan) – O “cookie-pão” mais amado dos animes

🍈 O carb-load universal do mundo otaku

Origem: Mistura de influências europeias + criatividade japonesa.
Ingredientes: Pão doce com casquinha crocante.
Animes: Shakugan no Shana, Attack on Titan, Sword Art Online.
Easter Egg: A Shana é praticamente o “daemon patrocinado pelo Melonpan”.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

World Trigger : Quando um Sysprog Descobre que os Melhores Programas Não São os Mais Fortes, Mas os que Sabem Trabalhar em Rede

 

Bellacosa Mainframe apresenta o anime world trigger

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

World Trigger (ワールドトリガー)

Quando um Sysprog Descobre que os Melhores Programas Não São os Mais Fortes, Mas os que Sabem Trabalhar em Rede

Existem animes em que o protagonista vence porque recebeu um poder lendário.

Existem animes em que basta gritar mais alto para desbloquear uma nova transformação.

E existe World Trigger.

Aqui, força bruta vale muito menos do que estratégia, planejamento, comunicação e trabalho em equipe.

Para quem trabalha com mainframe, isso soa extremamente familiar.

Nenhum banco movimenta bilhões de transações porque existe um único programa genial.

Tudo funciona porque milhares de componentes cooperam perfeitamente.

Em World Trigger, acontece exatamente isso.

É quase como assistir um enorme ambiente z/OS, onde cada agente da Border representa uma região CICS, um serviço MQ, uma aplicação COBOL ou um subsistema Db2 trabalhando em perfeita orquestração.


Ficha Técnica

ItemInformação
Título Originalワールドトリガー (World Trigger)
AutorDaisuke Ashihara
MangáDesde 9 de fevereiro de 2013 (em publicação)
Anime5 de outubro de 2014
EstúdioToei Animation
DiretoresMitsuru Hongo (S1), Morio Hatano (S2 e S3)
MúsicaKenji Kawai
DemografiaShounen
GênerosAção, Ficção Científica, Estratégia, Militar, Escolar
ClassificaçãoAproximadamente 12–14 anos
Total de episódios99 episódios (73 + 12 + 14) 

Sinopse

Quatro anos após a abertura de um misterioso portal para outra dimensão, monstros conhecidos como Neighbors passam a atacar a cidade de Mikado.

A humanidade parecia condenada.

Até surgir uma organização chamada Border.

Ela utiliza tecnologia obtida dos próprios invasores para enfrentá-los.

É nesse cenário que surgem quatro personagens que mudarão completamente o rumo da história.


Resumo da História

O protagonista inicial parece ser Osamu Mikumo, um estudante extremamente comum.

Sem talento extraordinário.

Sem poder absurdo.

Sem sangue lendário.

Seu maior diferencial?

Pensar.

Tudo muda quando ele conhece Yūma Kuga, um garoto misterioso que, na verdade, é um Neighbor vivendo entre os humanos.

Ao lado da gigantesca atiradora Chika Amatori, eles formam uma equipe improvável.

Enquanto a maioria dos shounens gira em torno de aumentar poder, World Trigger gira em torno de:

  • estratégia;

  • logística;

  • posicionamento;

  • análise de terreno;

  • cooperação.

É praticamente um campeonato de xadrez armado.


O Universo de World Trigger

A energia utilizada chama-se Trion.

Cada pessoa possui uma quantidade diferente dessa energia.

Ela alimenta:

  • armas;

  • escudos;

  • sensores;

  • armaduras;

  • corpos artificiais chamados Trion Bodies.

Isso cria um sistema extremamente equilibrado.

Não existe personagem invencível.

Mesmo os mais fortes podem perder para uma estratégia melhor.



Os Principais Personagens

Osamu Mikumo

O protagonista mais "normal" da história.

Ele não é poderoso.

Não é rápido.

Não possui grande quantidade de Trion.

Mas compensa tudo isso com inteligência.

É praticamente um analista de sistemas.


Yūma Kuga

Neighbor extremamente habilidoso.

Possui experiência de combate absurda.

Apesar da aparência infantil, luta como um veterano.

Seu Trigger Negro é uma das armas mais perigosas da série.


Chika Amatori

Uma das maiores reservas de Trion já vistas.

Pode destruir praticamente qualquer área do mapa.

Seu desafio não é força.

É aprender quando utilizá-la.


Yūichi Jin

Talvez o personagem mais fascinante.

Seu Side Effect permite prever possibilidades futuras.

Ele joga várias partidas simultaneamente.

É um verdadeiro arquiteto estratégico.


Replica

O pequeno parceiro de Yūma.

Funciona quase como uma inteligência artificial.

Analisa cenários.

Calcula probabilidades.

Sugere estratégias.

É praticamente um copiloto baseado em IA.


Os Triggers

As armas recebem o nome de Triggers.

Cada agente monta seu próprio conjunto.

Como um profissional configurando sua stack tecnológica.

Exemplos:

  • Scorpion

  • Kogetsu

  • Raygust

  • Asteroid

  • Hound

  • Meteor

  • Lightning

  • Bagworm

  • Shield

Cada combinação produz estilos completamente diferentes de combate.


O que torna World Trigger diferente?

Quase tudo.

Enquanto outros shounens dizem:

"Quem tem mais poder vence."

World Trigger responde:

"Quem pensa melhor vence."

É uma mudança enorme.


O protagonista não é overpower

Osamu continua relativamente fraco durante praticamente toda a obra.

Isso é extremamente raro.


Trabalho em equipe

Poucos animes valorizam tanto:

  • comunicação;

  • coordenação;

  • liderança;

  • planejamento.


Estratégia verdadeira

As batalhas lembram partidas de RTS.

Cada movimento possui consequência.


Ranking Wars

Um dos melhores torneios já produzidos em anime.

Não é apenas luta.

É engenharia tática.


Temáticas

Trabalho em equipe

Nenhum agente vence sozinho.


Liderança

Osamu aprende que liderar não significa ser o mais forte.

Significa tomar as melhores decisões.


Inteligência supera talento

Talvez a maior mensagem da obra.


Crescimento constante

Todos evoluem.

Sem atalhos.

Sem milagres.


Aventuras

Durante a série encontramos:

  • invasões Neighbor;

  • guerras urbanas;

  • treinamento militar;

  • batalhas ranqueadas;

  • espionagem;

  • operações especiais;

  • desenvolvimento tecnológico;

  • preparação para expedições ao mundo Neighbor.

Cada arco expande o universo de forma consistente.


Mensagens Ocultas

O verdadeiro poder é organização

A Border funciona como uma empresa altamente especializada.

Cada agente possui função específica.

Lembra muito uma grande operação de TI.


Especialização vence improviso

Snipers são snipers.

Atacantes são atacantes.

Suporte continua suporte.

Assim como ocorre em equipes DevOps.


Informação vale mais que força

Muitos combates são vencidos porque alguém coletou dados melhores.

É praticamente inteligência operacional.


A confiança multiplica resultados

Nenhum Trigger supera uma equipe sincronizada.


Impacto Cultural

World Trigger nunca atingiu o nível comercial de Naruto ou Jujutsu Kaisen, mas conquistou uma base extremamente fiel de fãs. É frequentemente elogiado pela consistência do sistema de combate, pelo desenvolvimento coletivo do elenco e por transformar batalhas em exercícios de estratégia, especialmente a partir da segunda e terceira temporadas, cuja qualidade de animação recebeu avaliações muito melhores do que a primeira. (Reddit)


Censura

Não houve censura relevante envolvendo a série.

Por ser um shounen:

  • o sangue é reduzido;

  • mortes gráficas praticamente não aparecem;

  • os Trion Bodies permitem batalhas intensas sem violência explícita.

Isso tornou a obra acessível para um público mais amplo.


Mangá

O mangá começou em 2013 na Weekly Shōnen Jump e, devido aos problemas de saúde de Daisuke Ashihara, passou por um hiato antes de migrar para a revista mensal Jump SQ, onde continua sendo publicado. Até o momento, a obra possui 29 volumes publicados no Japão. (World Trigger Wiki)


Light Novel

Ao contrário do que muitos imaginam, World Trigger não possui uma light novel oficial que adapte ou continue a história. O material principal é o mangá, complementado por databooks e materiais promocionais. (Reddit)


Games

A franquia recebeu diversos jogos, principalmente para dispositivos móveis e adaptações promocionais, entre eles:

  • World Trigger: Smash Borders (iOS/Android)

  • World Trigger: Borderless Mission (PlayStation Vita)

Também participou de eventos e colaborações com outros jogos japoneses ao longo dos anos.


Curiosidades

  • O autor desenhou um dos sistemas de batalha mais bem balanceados dos mangás modernos.

  • O arco filler Fugitive Arc (episódios 49–63) é exclusivo do anime e não faz parte do mangá original.  

  • O sistema de combate possui dezenas de combinações possíveis de Triggers.

  • Quase todos os personagens têm funções úteis; raramente existem "figurantes descartáveis".

  • O protagonista continua evoluindo principalmente por estratégia, e não por aumentos repentinos de poder.


☕ Conclusão do Bellacosa Mainframe

Se Dragon Ball representa o processador ficando cada vez mais rápido e Naruto simboliza a evolução do usuário, World Trigger é o retrato de um mainframe corporativo: milhares de componentes especializados trabalhando em perfeita coordenação para entregar disponibilidade, desempenho e confiabilidade.

No universo Bellacosa Mainframe, a Border poderia muito bem ser comparada a um ambiente IBM z/OS. Os Triggers seriam módulos de software, o Trion equivaleria aos recursos computacionais, e cada esquadrão funcionaria como uma aplicação distribuída integrada por CICS, Db2 e MQ. No fim, a maior lição da série é a mesma que aprendemos no mundo corporativo: não é o programa mais poderoso que mantém um sistema funcionando, mas a arquitetura, a disciplina e a colaboração entre todos os componentes do ecossistema.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

📼 Episódio Especial: “Os Caçadores de Içá — Parte 2: A Primavera dos Onis”

 


🌙🍱 El Jefe Midnight Lunch — Crônicas de um Bellacosa Mainframe 🍱🌙
📼 Episódio Especial: “Os Caçadores de Içá — Parte 2: A Primavera dos Onis”
por Vagner Bellacosa – direto do dataset das memórias de 1983


Se você leu a Parte 1, já sabe que minha introdução ao universo gastronômico do interior — as lendárias tanajuras — aconteceu em Novo Horizonte. Mas, quando nos mudamos pro CECAP de Taubaté, descobri que a cultura formigueira não tinha CEP. Ali também apreciavam a famosa içá, a tal formiga bunduda que deixava qualquer oni de olho brilhando e barriga roncando.

Estamos em outubro de 1983.
Passado o tempo de Cosme e Damião, comemorado em 27 de Setembro, quando a garotada fazia o looping completo pelas quadras do CECAP atrás de doces, muito antes da moda do Halloween chegar ao Brasil. Mas outubro tinha outro evento ainda mais aguardado — e este, sim, fazia o coração dos pequenos caçadores acelerar como CICS em pico de transação:

🌧️ A Primeira Grande Chuva da Primavera

Quando a chuva caía forte pela primeira vez, não era só sinal de estação nova.
Era o trigger oficial, o SVC 13, o chamado ancestral.

Era o início da Revoada das Rainhas, quando as içás aladas deixavam os ninhos para criar novas colônias. E, meu amigo… quando isso acontecia… era festa pura... momentos emocionantes, ferroadas e cicatrizes para contar historia.



Dezenas de pequenos onis se espalhavam pelo CECAP numa verdadeira operação de guerra, em busca dos enormes formigueiros de salvas.

Era Black Friday do mato.



Acreditem em mim, esses formigueiros eram enormes com dezenas de câmaras, atingindo uns 5 metros de profundidade e um raio de 10 metros de circunferência com inúmeros tuneis de saída, por onde voavam as saúvas, os sabitus e saiam enormes guerreiros com ferrões monstruosos.





🪖 A Batalha dos Formigueiros

Não pense que era fácil, não.
Os formigueiros tinham defesa anti-invasão digna de mainframe militar.

De dentro dos buracos saíam centenas de milhares de soldados, mordendo tudo o que se movia — inclusive nós. E olha, vou te dizer…

A mordida daquelas formigas era um corte profundo, ardido, que fazia qualquer criança repensar suas escolhas. Mas os onis eram resilientes, adaptáveis, como programadores de JCL lidando com abends misteriosos.



🔧 As Técnicas dos Caçadores

Cada oni tinha seu framework pessoal:



  • Bacias de água para coletar as içás boiando;

  • Dois baldes — um para as aladas, outro para as que perdiam as asas, brincadeira alguns artista ficavam com um pé em cada balde;

  • Botas de borracha (só os ricos do CECAP tinham);

  • E eu?

Eu era mais criativo.



Eu reciclava e vestia sacos plásticos de 5 kg de arroz nos pés.
Aqueles sacos eram grossos, fortes e anti-formiga, quase um RACF PERMIT CLASS(FORMIGA) ACCESS(NONE) para proteger meus tornozelos.

Com os pés devidamente blindados, eu me sentia um cavaleiro medieval enfrentando um exército inimigo — só que o prêmio, eram formigas, não castelos.



Quando as formigas venciam, levávamos mordidas extramente dolorosas, pois fechavam a pinça na carne, profundamente e rápido. A única maneira de parar era arrancando a cabeça e pedacinhos de carne junto, saindo bastante sangue, que deixava as formigas mais loucas ainda.




🏆 A Colheita

Depois de horas de caça, mordidas, correria e gritos, vinha a recompensa.

Às vezes 500g.
Com sorte, 1 kg de tanajura.



Era ouro entomológico.

Mas aí vinha a parte realmente difícil: nenhuma mãe no CECAP — e eu repito, NENHUMA — queria a casa cheirando a formiga frita.

Não dava pra usar o fogão.
Era proibido.
Era ABEND S0C7 na hora.



🔥 A Gambi-Tecnologia do Oni

Eu, como bom engenheiro de soluções improvisadas (treino que mais tarde me levaria ao mundo do mainframe), resolvia assim:

  1. Pegava uma lata de leite grande (Ninho, claro — sempre ele).

  2. Montava uma fogueira no campinho atrás dos prédios.

  3. Fazia ali mesmo a fritura ritualística.

Problema resolvido.
Casa sem cheiro.
Barriga feliz.
Oni orgulhoso.




🍛 O Caviar Tupiniquim

Um professor de ciências dizia:

“A tanajura é o caviar brasileiro.”

E não é que era mesmo?

Crocante, gordurosa na medida, um sabor que até hoje volta na memória com aquele cheiro de terra molhada da primavera de 83.

A infância salgada, doce e crocante, tudo ao mesmo tempo.

PS: Curioso hoje ver a polémica gerada por alguns grupos do consumo de proteína oriunda de insetos, realmente esses meninos e meninas, que nasceram em apartamento sabem pouco sobre as aventuras do interior de antigamente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

☕⚔️💀 AKAME GA KILL! — O PROJETO QUE FOI PARA PRODUÇÃO SEM AMBIENTE DE TESTES E DERRUBOU TODO O SISTEMA

 

Bellacosa Mainframe e o cruel Akama Ga Kill

☕⚔️💀 AKAME GA KILL! — O PROJETO QUE FOI PARA PRODUÇÃO SEM AMBIENTE DE TESTES E DERRUBOU TODO O SISTEMA

"Em um mundo onde ninguém está protegido por backup, cada execução pode ser a última."


📋 Ficha Técnica

Título Original: アカメが斬る! (Akame ga Kiru!)
Título Internacional: Akame ga Kill!
Autor da Obra Original: Takahiro
Ilustrador do Mangá: Tetsuya Tashiro
Publicação do Mangá: 2010–2016
Anime: 2014
Estúdio: White Fox
Direção: Tomoki Kobayashi
Episódios: 24
Gêneros:

  • Ação

  • Fantasia Sombria

  • Drama

  • Tragédia

  • Aventura

  • Shounen

  • Guerra

  • Terror Psicológico

Classificação Indicativa:
16 a 18 anos dependendo do país devido a:

  • Violência extrema

  • Tortura

  • Gore

  • Execuções

  • Temas psicológicos pesados


🏢 O Studio White Fox

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Quando se fala em White Fox, muitos lembram imediatamente de:

  • Steins;Gate

  • Re:Zero

  • Goblin Slayer

  • Akame ga Kill!

O estúdio possui uma característica interessante:

Ele gosta de fazer o espectador sofrer.

Parece brincadeira, mas não é.

Boa parte de suas obras trabalha:

  • trauma

  • morte

  • consequências

  • perda

  • desespero

Enquanto muitos animes utilizam a morte apenas como recurso dramático temporário, o White Fox costuma transformá-la em elemento estrutural da narrativa.


📖 Sinopse

Tatsumi é um jovem espadachim que deixa sua vila pobre para buscar recursos na capital.

Ao chegar, descobre algo aterrador:

O Império está completamente corrompido.

A aristocracia explora os pobres.

A polícia serve aos ricos.

A tortura tornou-se rotina.

A justiça não existe.

Após quase morrer, Tatsumi conhece a organização clandestina chamada:

Night Raid

Um grupo de assassinos revolucionários que combate o Império eliminando seus líderes.

O que parece ser uma história tradicional de heróis rapidamente se transforma numa das experiências mais brutais do universo dos animes.


⚔️ A História Sem Spoilers

A trama acompanha:

  • infiltrações

  • assassinatos políticos

  • batalhas militares

  • conspirações

  • corrupção institucional

Mas existe algo diferente.

Na maioria dos animes:

O protagonista possui armadura de roteiro.

Em Akame ga Kill:

O roteiro possui uma metralhadora.

Ninguém está seguro.

Ninguém.


👥 Os Principais Personagens

Tatsumi

O protagonista.

Representa a inocência confrontando a realidade.

Sua jornada é um choque entre idealismo e brutalidade.


Akame

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A assassina lendária da Night Raid.

Fria.

Silenciosa.

Extremamente eficiente.

Sua espada Murasame pode matar com um único corte.

Akame não é apenas uma guerreira.

Ela representa o peso psicológico de quem já viu violência demais.


Leone

A "irmã mais velha" do grupo.

Carismática.

Extrovertida.

Mas também uma combatente letal.


Mine

Inicialmente irritante para muitos espectadores.

Posteriormente torna-se uma das personagens mais desenvolvidas da obra.


Bulat

Um verdadeiro mentor.

Sua influência sobre Tatsumi é enorme.


Esdeath

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Uma das vilãs mais famosas da história dos animes.

General do Império.

Sádica.

Brilhante.

Extremamente poderosa.

Ela é um caso fascinante de estudo psicológico.

Ama genuinamente.

Mas também adora guerra e sofrimento.


🎭 O Que Existe de Diferente?

1. A Morte Tem Consequências

Hoje parece comum graças a obras posteriores.

Mas em 2014 isso foi um choque.

O anime estabeleceu uma regra:

Se alguém entra em combate, pode não voltar.


2. O Mundo Não Recompensa Boas Intenções

Em muitos shounens:

  • coragem resolve

  • amizade vence

  • determinação salva

Em Akame ga Kill:

  • pessoas boas morrem

  • erros custam vidas

  • injustiças acontecem

É uma visão muito mais próxima da história real.


3. Não Existe Lado Perfeitamente Puro

O Império é corrupto.

Mas os revolucionários também matam.

A obra constantemente questiona:

Existe violência justa?


🧠 As Mensagens Ocultas

Aqui a obra se torna muito mais interessante.


O Estado Como Sistema Corrompido

O Império não é apenas um governo.

Ele simboliza instituições que perderam seu propósito original.

O sistema continua funcionando.

Mas serve apenas a si mesmo.

Algo semelhante a um ambiente corporativo onde:

  • métricas importam mais que pessoas

  • burocracia importa mais que resultados

  • poder importa mais que justiça


A Banalização da Violência

Muitos personagens cresceram cercados por guerra.

A violência tornou-se normal.

A série pergunta:

Quantas atrocidades precisam ocorrer até que elas deixem de nos chocar?


A Juventude Enviada Para Conflitos

Grande parte dos personagens é muito jovem.

Isso lembra fenômenos históricos:

  • guerras mundiais

  • revoluções

  • conflitos civis

São quase sempre os jovens que pagam a conta.


O Custo das Mudanças

Talvez a maior mensagem da obra.

Todo mundo quer mudança.

Poucos querem pagar seu preço.

Akame ga Kill mostra esse preço.

Em sangue.


💻 A Visão Bellacosa Mainframe

Se o Império fosse um Mainframe:

O Imperador

Seria o usuário que possui privilégios especiais mas não entende absolutamente nada do ambiente.


Os Nobres

Seriam aplicações legadas consumindo recursos há décadas sem entregar valor.


Night Raid

Seria a equipe de suporte tentando corrigir problemas críticos em produção.

Sem janela de manutenção.

Sem documentação.

Sem orçamento.

Sem ambiente de homologação.


Esdeath

Seria o gerente que entrega resultados absurdos.

Mas destrói emocionalmente toda a equipe.


Tatsumi

Seria o analista júnior chegando cheio de sonhos.

E descobrindo que o ambiente real é muito diferente do treinamento.


🎬 Anime versus Mangá

Aqui existe uma enorme controvérsia.

O anime terminou antes do mangá.

Consequentemente:

  • criou eventos originais

  • alterou personagens

  • modificou o final

Por isso existem praticamente duas versões da história.

Muitos fãs preferem o mangá.

Outros preferem o impacto emocional do anime.


🚫 Houve Censura?

Sim.

Em diversos países ocorreram:

  • cortes de violência

  • redução de cenas de gore

  • censura de execuções

  • alterações em transmissões televisivas

A versão para TV japonesa também suavizou algumas cenas em comparação a materiais promocionais e mídias físicas.

Mas a essência brutal da obra permaneceu.


🌎 Impacto Cultural

Akame ga Kill tornou-se um dos grandes símbolos da década de 2010.

Popularizou a ideia de que:

Personagens principais podem morrer a qualquer momento.

Influenciou discussões sobre:

  • armadura de roteiro

  • realismo em animes

  • tragédia em shounen

Até hoje é frequentemente citado ao lado de:

  • Attack on Titan

  • Devilman Crybaby

  • Made in Abyss

  • Berserk

quando o assunto é sofrimento emocional do espectador.


🏆 Avaliação Final Bellacosa Mainframe

Infraestrutura Narrativa

⭐⭐⭐⭐☆

Muito sólida.


Disponibilidade dos Personagens

⭐☆☆☆☆

Indisponibilidade crítica permanente.


Backup dos Heróis

☆☆☆☆☆

Não implementado.


Gestão de Mudanças

☆☆☆☆☆

Deploy direto em produção.


Tratamento de Incidentes

⭐☆☆☆☆

Normalmente termina em funeral.


Nota Geral

9/10

Akame ga Kill não é apenas um anime de ação.

É uma reflexão sobre poder, corrupção, guerra e sacrifício.

Por trás das espadas, monstros e batalhas existe uma pergunta desconfortável:

"Quanto sofrimento uma sociedade aceita antes de decidir mudar?"

E talvez seja justamente por isso que, mais de uma década depois, tanta gente ainda se lembra dele.

Porque não fala apenas sobre um Império fictício.

Fala sobre sistemas que continuam funcionando mesmo quando já esqueceram para que foram criados. ☕💀⚔️

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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