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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Engenharia Militar : Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Logística Militar

 

Bellacosa Mainframe e a engenharia militar em 10 animes sobre logistica militar

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Engenharia Militar : Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Logística Militar

Quando um Programador COBOL Descobre que Guerras Não São Vencidas por Espadas... São Vencidas por Comboios, Armazéns e Linhas de Suprimento

Introdução

Existe uma frase atribuída ao general norte-americano Omar Bradley que resume perfeitamente este capítulo:

"Amadores falam de estratégia. Profissionais estudam logística."

Ao longo da História, impérios não caíram porque lhes faltavam soldados.

Caíram porque lhes faltou comida.

Água.

Municação.

Combustível.

Estradas.

Comunicação.

Organização.

A logística sempre foi a verdadeira espinha dorsal das campanhas militares.

Curiosamente, inúmeros animes japoneses compreenderam isso muito antes que muitos livros de administração modernos. Em vez de retratarem apenas batalhas espetaculares, mostram cozinheiros, intendentes, construtores de pontes, engenheiros, comboios, rotas comerciais, depósitos de suprimentos, manutenção de equipamentos e planejamento de longo prazo.

Para um profissional COBOL ou IBM Z, essas obras parecem familiares.

Um Job Batch não termina porque o programa é bonito.

Ele termina porque datasets chegaram na ordem correta, discos estavam disponíveis, filas MQ foram processadas, o Db2 respondeu, o Storage suportou a carga e toda a cadeia funcionou perfeitamente.

É exatamente isso que a logística faz.

Ela transforma milhares de pequenas tarefas invisíveis em uma única grande operação bem-sucedida.

Pegue seu café.

Hoje descobriremos que muitos dos maiores estrategistas dos animes pensavam exatamente como um excelente operador de Mainframe.


1. Legend of the Galactic Heroes (銀河英雄伝説)

Lançamento: 1988–1997

Resumo

Nenhum anime explica logística militar em escala tão gigantesca. Movimentação de centenas de milhares de naves depende de abastecimento, manutenção, rotas, comunicação e planejamento de longo prazo.

Personagens

  • Reinhard von Lohengramm

  • Yang Wen-li

  • Kircheis

  • Oberstein

Lição Logística

Uma frota sem combustível não passa de sucata espacial.

Analogia IBM Z

Sem Storage, CPU, canais e comunicação, o melhor sistema também para.


2. Kingdom

Lançamento: 2012

Resumo

Cada campanha militar mostra que comida, cavalos, estradas e abastecimento são tão importantes quanto os generais.

Personagens

  • Shin

  • Ei Sei

  • Ouki

  • Riboku

  • Kanki

Lição Logística

Controlar suprimentos significa controlar a guerra.

Analogia IBM Z

Sem datasets corretos, nenhum processamento Batch chega ao fim.


3. Gate: Jieitai Kanochi nite, Kaku Tatakaeri

Lançamento: 2015

Resumo

A Força de Autodefesa Japonesa precisa estabelecer bases, hospitais, depósitos, comunicações e transporte em um mundo medieval.

Personagens

  • Youji Itami

  • Rory Mercury

  • Lelei

  • Tuka

  • Pina Co Lada

Lição Logística

A primeira batalha é construir infraestrutura.

Analogia IBM Z

Antes do primeiro programa COBOL, alguém já preparou redes, discos, ambientes e segurança.


4. Alderamin on the Sky (Nejimaki Seirei Senki)

Lançamento: 2016

Resumo

Ikta Solork vence batalhas economizando recursos, reduzindo desperdícios e administrando cuidadosamente homens e suprimentos.

Personagens

  • Ikta Solork

  • Yatori

  • Matthew

  • Haroma

Lição Logística

Toda bala desperdiçada hoje fará falta amanhã.

Analogia IBM Z

CPU desperdiçada hoje será indisponibilidade amanhã.


5. Shoukoku no Altair

Lançamento: 2017

Resumo

Grande parte da narrativa gira em torno de rotas comerciais, abastecimento e geopolítica.

Personagens

  • Mahmut

  • Khalil

  • Zağanos

Lição Logística

Quem controla estradas controla impérios.

Analogia IBM Z

Quem controla redes e integrações controla o fluxo das aplicações.


6. Arslan Senki (The Heroic Legend of Arslan)

Lançamento: 2015 (TV)

Resumo

As campanhas militares dependem da organização dos exércitos, dos depósitos e da distribuição eficiente de recursos.

Personagens

  • Arslan

  • Daryun

  • Narsus

  • Elam

Lição Logística

A vitória começa semanas antes da batalha.

Analogia IBM Z

Capacity Planning evita crises antes que elas apareçam.


7. Vinland Saga

Lançamento: 2019

Resumo

As expedições vikings mostram a enorme importância de navios, alimentos, clima e manutenção.

Personagens

  • Thorfinn

  • Askeladd

  • Canute

  • Thorkell

Lição Logística

O mar derrota exércitos despreparados.

Analogia IBM Z

A infraestrutura derrota arquiteturas mal planejadas.


8. Goblin Slayer

Lançamento: 2018

Resumo

Apesar de parecer um anime de fantasia, praticamente todas as missões dependem de planejamento logístico.

Equipamentos.

Cordas.

Lanternas.

Água.

Mapas.

Suprimentos.

Rotas de fuga.

Personagens

  • Goblin Slayer

  • Priestess

  • High Elf Archer

  • Dwarf Shaman

  • Lizard Priest

Lição Logística

Improvisar custa caro.

Preparar custa pouco.

Analogia IBM Z

Uma janela Batch preparada economiza horas de recuperação.


9. Saga of Tanya the Evil (Youjo Senki)

Lançamento: 2017

Resumo

Embora conhecida pelo combate aéreo, a série enfatiza continuamente abastecimento, transporte ferroviário, produção industrial e movimentação de tropas.

Personagens

  • Tanya Degurechaff

  • Viktoriya Serebryakov

  • Erich von Rerugen

Lição Logística

A indústria vence guerras longas.

Analogia IBM Z

Automação vence operações repetitivas.


10. Attack on Titan (Shingeki no Kyojin)

Lançamento: 2013

Resumo

Muito além dos Titãs, a série mostra o desafio constante de abastecer cidades cercadas, administrar estoques, produzir equipamentos e manter linhas de defesa.

Personagens

  • Eren Yeager

  • Mikasa Ackerman

  • Armin Arlert

  • Erwin Smith

  • Levi Ackerman

Lição Logística

Sem abastecimento, nenhuma muralha permanece protegida.

Analogia IBM Z

Backup, Storage e recuperação sustentam toda a operação.


Menções Honrosas

  • Pumpkin Scissors

  • Valkyria Chronicles

  • Mobile Suit Gundam (Universal Century)

  • Crest of the Stars

  • Record of Grancrest War

  • Drifters

  • Code Geass

  • Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team

  • The Twelve Kingdoms

  • Mobile Suit Gundam: Iron-Blooded Orphans


As Dez Grandes Lições da Logística Militar

Esses animes ensinam princípios que também aparecem diariamente em ambientes IBM Z:

1. Nenhuma operação acontece sem planejamento.

2. Infraestrutura é tão importante quanto a linha de frente.

3. O recurso certo precisa chegar na hora certa.

4. Estoques mal administrados provocam derrotas.

5. Comunicação mantém toda a cadeia funcionando.

6. Pequenos atrasos acumulam grandes impactos.

7. Redundância salva operações críticas.

8. A manutenção contínua custa menos que a reconstrução.

9. A disciplina logística reduz desperdícios.

10. O sucesso da logística é justamente passar despercebido.


O Paralelo com COBOL e IBM Z

Quem trabalha em Mainframe rapidamente percebe que um processamento Batch se parece muito mais com uma campanha militar do que com um simples programa de computador.

Cada etapa depende da anterior.

Cada dataset precisa chegar ao destino correto.

Cada Job aguarda outro terminar.

Cada recurso possui capacidade limitada.

Cada minuto de janela operacional importa.

No fundo, um operador de produção administra um enorme sistema logístico digital.

Quando tudo funciona, ninguém percebe.

Quando uma única peça da cadeia falha, toda a operação sofre as consequências.


Curiosidade Histórica

Os exércitos romanos mantinham uma regra simples: uma legião marchava conforme a velocidade de seu comboio de suprimentos, não conforme a velocidade de seus melhores soldados.

Nos Data Centers ocorre exatamente o mesmo. O desempenho global de um ambiente IBM Z raramente é definido pelo componente mais rápido. O fator limitante costuma ser o elo mais lento da cadeia: uma consulta ineficiente ao Db2, um gargalo de I/O, uma fila MQ congestionada, um volume de armazenamento próximo do limite ou uma dependência Batch atrasada. Assim como na logística militar, a eficiência do conjunto vale mais do que a força isolada de qualquer componente.


Easter Egg

Conta uma antiga história que um general perguntou ao intendente:

— Quantas espadas ainda temos?

O intendente respondeu:

— Espadas suficientes.

Mas apenas comida para cinco dias.

O general cancelou imediatamente a ofensiva.

Séculos depois...

um gerente perguntou ao operador:

— O programa COBOL já está compilado?

— Sim.

— O Db2 está disponível?

— Sim.

— O MQ?

— Sim.

— O Storage?

— Está em 99,8% de utilização.

O gerente respondeu:

— Então ainda não estamos prontos.

Porque grandes profissionais sabem que a batalha nunca depende de um único recurso.

Depende de toda a cadeia.


Conclusão

Ao terminar esta lista, talvez você nunca mais assista a esses animes apenas como histórias de guerra.

Você perceberá cozinheiros calculando estoques.

Engenheiros construindo pontes.

Mensageiros atravessando fronteiras.

Caravanas protegendo alimentos.

Oficiais organizando depósitos.

Comandantes adiando batalhas por falta de suprimentos.

Tudo isso parece distante do universo da computação.

Mas não está.

Todos os dias, em algum lugar do mundo, um ambiente IBM Z processa milhões de transações porque milhares de pequenos elementos logísticos funcionaram exatamente como planejado.

Os usuários enxergam apenas o resultado final.

Assim como um reino enxergava apenas a vitória.

Mas os verdadeiros heróis sempre estiveram um pouco mais atrás da linha de frente.

Nos armazéns.

Nas oficinas.

Nas estradas.

Nos centros de comando.

Ou, em nossos dias, silenciosamente trabalhando em um Data Center, garantindo que cada Job encontre seu caminho, que cada dataset chegue ao destino e que a fortaleza digital continue abastecida para mais um dia de operação.

Porque guerras podem ser vencidas por generais.

Mas civilizações são sustentadas pela logística.

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Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL

Uma campanha completa sobre estratégia, logística, inteligência, segurança, liderança, continuidade, sistemas críticos, IBM Z e COBOL.

Consultar arquivo
25 documentos
2014–2016 linha histórica
IBM Z fortaleza digital
COBOL linguagem da missão
Arquivo estratégico

Um Data Center analisado como uma fortaleza em guerra

A série Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL compara castelos, exércitos, muralhas, cadeias de comando, logística, inteligência e operações militares com os ambientes IBM Z responsáveis por bancos, governos, seguros, transportes e serviços essenciais.

Cada artigo apresenta uma parte dessa arquitetura: aplicações COBOL, Jobs JCL, transações CICS, bancos Db2, filas MQ, segurança RACF, monitoramento, contingência, liderança, documentação e continuidade operacional.

Sala de operações

Índice da campanha

25 documentos localizados
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Links completos da série Engenharia Militar

Esta relação permanece disponível no HTML da página para mecanismos de busca, leitores de tela, navegadores sem JavaScript e ferramentas de arquivamento.

  1. Engenharia Militar sem Mistérios para Programadores COBOL
  2. Prólogo — O Chamado do Guardião
  3. Capítulo I — O Castelo, a Ponte e o Job que Não Podia Falhar
  4. Capítulo II — Estratégia, Operação e Tática
  5. Capítulo III — A Cadeia de Comando
  6. Capítulo IV — Logística
  7. Capítulo V — As Muralhas Invisíveis
  8. Capítulo VI — Inteligência, Reconhecimento e Espionagem
  9. Capítulo VII — A Arte da Guerra Aplicada ao Mainframe
  10. Capítulo VIII — Liderança, Moral e Disciplina
  11. Capítulo IX — Inovação, Evolução e o Futuro
  12. Capítulo X — O Legado do Engenheiro
  13. Capítulo XI — O Guardião Invisível
  14. Capítulo XII — A Fortaleza Invisível
  15. Capítulo XIII — Os Sentinelas da Madrugada
  16. Capítulo XIV — A Civilização Invisível
  17. Capítulo XV — Engenharia de Cerco
  18. Glossário IBM Z + Engenharia Militar
  19. Apêndice A — Correspondências Históricas e Técnicas
  20. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Engenharia Militar
  21. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Logística Militar
  22. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Tática Militar
  23. Os 10 Animes Mais Emblemáticos Sobre Estratégia Militar
  24. Especial — Guerrilha Urbana
  25. Especial — Guerrilha no Campo e na Floresta
Bellacosa Mainframe — Arquivo de Engenharia Militar

Estratégia, disciplina, conhecimento, resiliência e continuidade aplicados aos sistemas que não podem parar.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Página em branco


🔥 PARTE 4 – Clássicos Tradicionais & Cerimoniais

 

Bellacosa Mainframe e as delicias da culinaria japonesa

🔥 PARTE 4 – Clássicos Tradicionais & Cerimoniais

O "IPL Espiritual" da Culinária Japonesa

Existem pratos que alimentam o corpo. Outros aquecem o coração. E há aqueles que atravessam séculos carregando tradições, crenças e memórias de um povo inteiro. A culinária japonesa possui inúmeras receitas desse tipo: alimentos que vão muito além do sabor e se transformam em símbolos de prosperidade, respeito, gratidão e renovação. Comer, no Japão, também é uma forma de preservar a história.

Ao estilo Bellacosa Mainframe, podemos comparar esses pratos aos sistemas mais antigos de um IBM Z. Muitos programas continuam executando diariamente não apenas porque funcionam, mas porque representam décadas de conhecimento acumulado. Cada rotina possui uma razão de existir. Da mesma forma, cada prato tradicional japonês nasceu para celebrar um momento específico da vida, marcar uma estação do ano ou transmitir valores entre gerações.

Nesta quarta parte da nossa jornada gastronômica conheceremos verdadeiros patrimônios culturais como o Mochi, símbolo do Ano Novo; o Ozoni, a sopa que inaugura um novo ciclo; o Sekihan, preparado para celebrar conquistas; o delicado Sanshoku Dango, que anuncia a chegada da primavera; o tradicional Sashimi, onde a técnica vale tanto quanto o ingrediente; o refinado Kaiseki, considerado a mais alta expressão da gastronomia japonesa; além da Cerimônia do Chá, do Shojin Ryori, da elegante refeição Hitsumabushi e de muitos outros clássicos.

Em muitos animes, esses pratos aparecem discretamente ao fundo de uma cena, durante um festival ou em um jantar de família. Para o espectador ocidental, podem parecer apenas detalhes. Para o público japonês, porém, representam lembranças de infância, tradições familiares e festividades que atravessam gerações. É uma linguagem cultural silenciosa que comunica muito mais do que palavras.

Assim como um Programador COBOL Padawan aprende que um sistema legado guarda décadas de decisões e experiências, quem mergulha na culinária tradicional japonesa descobre que cada receita também conta uma história. Nesta etapa do Menu Bellacosa, vamos explorar os pratos que funcionam como verdadeiros "datasets culturais": preservados ao longo dos séculos, cuidadosamente transmitidos de geração em geração e executados até hoje com a mesma precisão de um IPL bem-sucedido. Afinal, algumas tradições nunca saem de produção.


(Ou: o “IPL espiritual” da culinária japonesa.)

Tem coisas que a gente come com a boca.
Tem coisas que a gente come com o coração.
E tem os clássicos japoneses… que a gente come com a alma, como se um RESTART interior acontecesse a cada garfada.

São pratos carregados de significado – assim como cada dataset antigo que você encontra no mainframe e sabe que tem história ali.


1. Mochi – O “dataset sagrado” da culinária japonesa

🍡 Simples, ancestral e poderoso. O alimento que abre o ano.

Origem: Mais de 1.200 anos, ligado ao Shintoísmo.
Feito de: Arroz glutinoso socado até virar pasta elástica.
Onde aparece: Ano Novo, casamentos, cerimônias, festivais.
Simbolismo:
→ Prosperidade
→ Fortuna
→ União da família

Animes: Inuyasha, Sailor Moon, Cardcaptor Sakura, Demon Slayer.
Easter Egg: Mochi fresco é tão pegajoso que causa mais acidentes domésticos no Japão do que Oni matando gente em anime shonen.


2. Ozoni – A sopa do Ano Novo (o “IPL oficial” de 1º de janeiro)

🥣 Sem ozoni, o ano não inicia. É quase um IPL sem SYSCAT ou JES2.

Origem: Século XV.
Componentes: Mochi, legumes, dashi – cada região tem sua versão.
Simbolismo:
→ Renovação
→ Sorte
→ Conexão com ancestrais

Animes: Hanasaku Iroha, Love Live!, Gintama.

Comentário Bellacosa: No Japão, o reboot do ano não funciona sem esse prato. É tipo tentar subir o CICS sem DFHCSD.


3. Sekihan – Arroz Vermelho das Celebrações

🍚 Arroz com feijão japonês. Isso mesmo: o Brasil não inventou tudo.

Origem: Ritual Shinto de agradecimento.
Cor: Vermelha – símbolo de proteção espiritual.
Quando aparece:
→ Aniversários
→ Nascimentos
→ Aprovação em exames
→ Mudanças importantes

Animes: Barakamon, Whisper of the Heart.
Easter Egg: Takoyaki é festa de bairro; sekihan é festa de família.


4. Sanshoku Dango – A bandeira da primavera

🍡 Dango rosa/branco/verde, símbolo do Hanami.

Origem: Período Edo.
Cores significam:

  • Rosa: flores de cerejeira

  • Branco: neve que terminou

  • Verde: plantas que renascem

Animes: Clannad (Dango Daikazoku!!), Demon Slayer, Chihayafuru.

Curiosidade Bellacosa: No Japão, esse dango é visto como o “gif oficial” da primavera.


5. Tamago Kake Gohan – O ritual matinal do “ovo cru perfeito”

🍳 Arroz quente + ovo cru + shoyu. Simples, mas quase sagrado.

Origem: Século XIX.
Por que existe: O arroz quente cozinha levemente o ovo.
Simbolismo:
→ Comida rápida
→ Afeição doméstica
→ Rotina de família

Animes: Shokugeki no Soma, Silver Spoon, Kemono Friends.

Easter Egg: É tão cultural quanto café com pão no Brasil. No Japão, “crack the egg” é quase um rito de passagem.


6. Sashimi – O “kernel mode” da culinária japonesa

🐟 Cru, direto, puro. Sem rodeios. É o núcleo sem interface gráfica.

Origem: Século XIV.
Filosofia: Respeito ao ingrediente → cortar bem = cozinhar.
Significados:
→ Pureza
→ Habilidade
→ Sofisticação

Animes: Food Wars, Ghibli, Bartender.

Curiosidade: O corte se chama “Sogigiri”, “Hirazukuri”, “Katsuramuki”… tipo instruções de Assembler, mas gastronômicas.


7. Tempura – A influência portuguesa mais deliciosa do Japão

🍤 Sim, fomos nós: missionários portugueses levaram a técnica.

Origem: Século XVI – jesuítas portugueses.
Diferença japonesa:
→ Massa leve
→ Fritura rápida
→ Não absorve óleo

Simbolismo:
→ Comida elegante
→ Prato de festivais e jantares especiais

Animes: Samurai Champloo, Natsume Yuujinchou, Shokugeki no Soma.

Easter Egg: Tempura quente faz barulho “pachi-pachi”, que muitos animes usam como fundo ASMR.


8. Kaiseki – O “banquete cerimonial” da alta gastronomia japonesa

🍱 É o TSO da culinária: refinado, ritualístico, cheio de etapas.

Origem: Cerimônia do chá, século XVI.
Composição: 10 a 15 pratos, servidos em ordem específica.
Simbolismo:
→ Minimalismo
→ Estação do ano
→ Respeito ao ingrediente

Animes: Kakuriyo no Yadomeshi, Yumeiro Patissiere.

Curiosidade Bellacosa: Kaiseki é para comida japonesa o que um IPL limpo com tudo configurado é para o mainframe: beleza pura.


9. Cerimônia do Chá (Matcha) – O ritual mais icônico do Japão

🍵 Silêncio, respeito, harmonia. É quase o “shutdown controlado” do espírito.

Origem: Zen budismo, século XII.
Significado:
→ Serenidade
→ Respeito
→ Foco no momento

Movimentos precisos:
Como um REXX bem escrito: nada sobra, nada falta.

Animes: Hyouka, Fruits Basket, March Comes in Like a Lion.

Easter Egg: Até o caminho até o salão da cerimônia simboliza “deixar o ego do lado de fora”.


10. Taiyaki Cerimonial – Para sorte e novos começos

🐟 Bolo em forma de peixe. Parece fofura, mas tem raiz espiritual.

Origem: Século XX, mas inspirado em oferendas de peixe da era Edo.
Simbolismo:
→ Boa sorte
→ Prosperidade

Animes: Kanon, High School DxD, Saekano.

Curiosidade: No Japão, o peixe “tai” simboliza fortuna. Por isso o formato.


11. Chirashizushi – O sushi das festas familiares

🍣 Sushi espalhado como confete. É literalmente o “sushi da celebração”.

Origem: Século XVIII.
Quando aparece:
→ Hina Matsuri (Festival das Meninas)
→ Aniversários
→ Reuniões familiares

Animes: March Comes in Like a Lion, Shirokuma Café.

Comentário: É como o arroz de forno brasileiro: bonito, colorido e feliz.


12. Shojin Ryori – A comida monástica japonesa

🥗 Vegana, minimalista, ancestral. O “modo manutenção” do corpo.

Origem: Templos Zen.
Regras:
→ Sem carnes
→ Ingredientes simples
→ Respeito absoluto ao natural

Objetivo:
→ Disciplinar a mente
→ Purificar o corpo

Animes: Ghibli, Natsume Yuujinchou.

Easter Egg: Muitos monges dizem que cozinhar é meditar — como revisar um dump gigante em silêncio absoluto.


13. Hitsumabushi – A refeição aristocrática com rito próprio

🐍 Enguia grelhada, uma das comidas mais ritualísticas do Japão.

Origem: Nagoya.
Ritual:

  1. Comer puro

  2. Comer com condimentos

  3. Comer com caldo (ocha)

  4. Misturar tudo

Simbolismo:
→ Respeito ao processo
→ Paciência
→ Tradição

Animes: Shokugeki no Soma, Gourmet Girl Graffiti.


terça-feira, 5 de julho de 2016

Mainframe History : Parte VII — Cartões Perfurados, Hollerith e a IBM: Quando Dois Mundos Caminhavam para o Mesmo Futuro

 

Bellacosa Mainframe e o outro computador z parte vii

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Muito Antes do IBM Z Existia Outro "Z"

Parte VII — Cartões Perfurados, Hollerith e a IBM: Quando Dois Mundos Caminhavam para o Mesmo Futuro

"Nem toda revolução nasce da mesma ideia. Às vezes, duas estradas completamente diferentes acabam chegando ao mesmo destino."

Até aqui acompanhamos a extraordinária trajetória de Konrad Zuse.

Vimos um engenheiro transformar a sala de estar de seus pais em um laboratório improvisado.

Construir o Z1 utilizando milhares de peças mecânicas.

Trocar engrenagens por relés no Z2.

Criar o Z3, considerado por muitos o primeiro computador digital programável totalmente funcional.

Levar o Z4 até a ETH Zürich.

E, por fim, conceber o Plankalkül, uma linguagem tão avançada que o mundo levaria décadas para compreendê-la.

Mas existe uma pergunta inevitável.

Onde estava a IBM enquanto tudo isso acontecia?

A resposta costuma surpreender.

Porque a IBM não estava construindo computadores iguais aos de Konrad Zuse.

Na verdade, estava resolvendo um problema completamente diferente.

E talvez seja justamente por isso que ambas mudaram a história.


Dois Sonhos Diferentes

Imagine duas oficinas trabalhando no mesmo período.

Na primeira, em Berlim, Konrad Zuse tenta construir uma máquina capaz de executar qualquer algoritmo.

Na segunda, espalhada por escritórios, fábricas e órgãos governamentais ao redor do mundo, a IBM aperfeiçoa máquinas capazes de organizar milhões de registros administrativos.

Uma busca flexibilidade.

A outra busca produtividade.

Uma atende engenheiros.

A outra atende empresas.

Uma quer resolver equações diferenciais.

A outra quer processar folhas de pagamento, censos populacionais, seguros e estatísticas.

À primeira vista parecem tecnologias incompatíveis.

Na verdade, ambas eram indispensáveis.


Antes da IBM Existia Herman Hollerith

Toda boa história possui um prólogo.

A da IBM começa muito antes de Thomas J. Watson.

Começa com um engenheiro chamado Herman Hollerith.

No final do século XIX, os Estados Unidos enfrentavam um enorme problema.

O Censo de 1880 levou quase oito anos para ser totalmente processado.

O país crescia rapidamente.

Havia o risco de que o próximo censo terminasse apenas quando o seguinte já estivesse começando.

Era necessário acelerar drasticamente o processamento dos dados.

Hollerith teve uma ideia brilhante.

Representar informações por meio de furos em cartões de papel.

Cada posição representava uma característica.

Sexo.

Idade.

Estado civil.

Profissão.

Nacionalidade.

Os cartões eram lidos por máquinas eletromecânicas capazes de contar e classificar registros em uma velocidade inédita.

O resultado foi espetacular.

O Censo de 1890 foi concluído em uma fração do tempo esperado.

Nascia ali uma nova indústria.


☕ Café com Naftalina

Quando hoje executamos um SORT FIELDS=COPY em um IBM Z, é difícil imaginar que existe uma linhagem histórica ligando essa operação às antigas máquinas classificadoras de cartões perfurados.

O princípio continua o mesmo.

Organizar informação.

A tecnologia é que mudou.


Da CTR à IBM

A empresa criada por Hollerith evoluiu ao longo dos anos e participou de diversas fusões.

Em 1911 surgiu a Computing-Tabulating-Recording Company (CTR).

Poucos anos depois, um executivo extremamente ambicioso assumiu sua liderança.

Seu nome era Thomas John Watson Sr.

Foi Watson quem percebeu que aquela empresa poderia tornar-se muito mais do que uma fabricante de máquinas.

Em 1924, a CTR passou a chamar-se International Business Machines.

Ou simplesmente:

IBM.

O nome já revelava a ambição.

Não era uma empresa local.

Nem nacional.

Era uma empresa que pretendia atender o mundo.


Muito Antes do Mainframe

Quando ouvimos "IBM", imediatamente pensamos em System/360, z/OS, Db2, CICS, RACF e IBM Z.

Mas, nas décadas de 1920 e 1930, a realidade era outra.

A IBM produzia principalmente:

  • perfuradoras de cartões;

  • verificadoras;

  • classificadoras;

  • tabuladores;

  • calculadoras eletromecânicas;

  • máquinas de contabilidade.

Esses equipamentos dominavam o processamento administrativo.

Não eram computadores de propósito geral.

Mas eram extraordinariamente eficientes para seu objetivo.


Como Funcionava um Centro de Processamento de Dados em 1935?

Imagine entrar em um CPD daquela época.

Nada de racks.

Nada de fibras ópticas.

Nada de SAN.

Você encontraria enormes equipamentos metálicos.

Mesas repletas de cartões perfurados.

Operadores cuidadosamente alimentando máquinas.

Funcionárias especializadas em perfuração de cartões.

Classificadoras organizando milhares de registros.

Tabuladores imprimindo relatórios.

O ambiente era barulhento.

Cheio de engrenagens.

Motores elétricos.

E o característico som dos cartões deslizando por mecanismos de leitura.

Era um datacenter.

Só que feito de papel.


🔧 Oficina do Engenheiro

O cartão perfurado tornou-se um padrão porque reunia três características fundamentais:

  • era barato;

  • podia ser transportado facilmente;

  • permitia armazenar informações de forma relativamente confiável.

Durante décadas, milhões de programas COBOL também seriam distribuídos em cartões perfurados.

A mídia mudou.

O conceito de representar dados de forma padronizada permaneceu.


Enquanto Isso, em Berlim...

Enquanto a IBM aperfeiçoava suas máquinas administrativas, Konrad Zuse seguia outro caminho.

Ele não queria apenas processar registros.

Queria construir uma máquina universal.

Uma máquina capaz de executar qualquer sequência lógica.

Essa diferença é fundamental.

As máquinas IBM da época eram configuráveis, mas especializadas.

O Z3 era programável para diferentes problemas matemáticos.

Não competiam entre si.

Atendiam mercados distintos.


A Dehomag

Na Alemanha, a IBM atuava por meio de sua subsidiária Dehomag (Deutsche Hollerith-Maschinen Gesellschaft).

A empresa fabricava e mantinha equipamentos baseados na tecnologia Hollerith para clientes alemães.

Como outras empresas multinacionais da época, sua atuação durante os anos do regime nazista continua sendo objeto de intensa pesquisa histórica. Há consenso de que máquinas Hollerith foram utilizadas por órgãos do governo alemão em atividades administrativas, mas historiadores ainda discutem o grau de autonomia da Dehomag, o nível de controle exercido pela matriz da IBM e as responsabilidades corporativas naquele contexto.

Para quem estuda história da computação, é importante separar duas questões distintas:

  • a evolução tecnológica das máquinas;

  • o contexto político em que elas foram utilizadas.

Misturar esses temas sem cuidado costuma gerar interpretações simplificadas.


📦 Baú do Sysprog

Tecnologia é uma ferramenta.

Ela pode ser utilizada para ampliar conhecimento, organizar empresas, desenvolver medicamentos ou administrar sistemas financeiros.

Também pode ser utilizada em contextos profundamente negativos.

Conhecer a história completa ajuda engenheiros e profissionais de TI a refletirem sobre a responsabilidade associada às tecnologias que desenvolvem e administram.


IBM e Zuse Nunca Foram Inimigos

Existe um mito recorrente.

Muitos imaginam que Konrad Zuse e IBM travavam uma corrida direta.

Na realidade, isso nunca aconteceu.

A IBM era líder absoluta em processamento de dados comerciais.

Zuse trabalhava praticamente sozinho desenvolvendo computadores científicos.

Os clientes eram diferentes.

Os objetivos eram diferentes.

As arquiteturas eram diferentes.

Décadas depois, essas duas linhas evolutivas começariam a convergir.

Os computadores deixariam de ser apenas calculadoras científicas.

As empresas passariam a exigir máquinas programáveis para aplicações comerciais.

Era exatamente o ponto onde a experiência da IBM encontraria as ideias pioneiras de Zuse e de outros pesquisadores.


O Que um Sysprog Aprende?

Todo Sysprog conhece a importância de escolher a ferramenta certa.

Não utilizamos um utility de REORG para fazer um BACKUP.

Não usamos um SORT para administrar segurança.

Cada componente possui um propósito.

A história da computação ensina exatamente a mesma lição.

As máquinas Hollerith eram extraordinárias para organizar grandes volumes de dados administrativos.

Os computadores de Zuse eram extraordinários para cálculos científicos programáveis.

Ambos estavam corretos.

Ambos resolveram problemas reais.

E ambos deixaram contribuições fundamentais para aquilo que décadas depois se transformaria nos modernos ambientes IBM Z.


O Encontro de Dois Mundos

No início dos anos 1960, quando a IBM apresentou o System/360, algo extraordinário aconteceu.

Pela primeira vez, uma arquitetura comercial reunia:

  • processamento científico;

  • processamento administrativo;

  • programação de propósito geral;

  • compatibilidade entre modelos;

  • expansão contínua.

De certa forma, era a convergência das duas grandes correntes que acompanhamos nesta série.

A visão universal de Konrad Zuse.

E a experiência empresarial construída pela IBM desde Herman Hollerith.

O resultado dessa união moldaria toda a computação corporativa das décadas seguintes.


No Próximo Café...

Até agora acompanhamos a evolução da computação alemã e o crescimento silencioso da IBM.

Mas existiam outros protagonistas espalhados pelo mundo.

Na Inglaterra, uma máquina ajudava a decifrar mensagens secretas.

Nos Estados Unidos, universidades desenvolviam computadores eletromecânicos gigantescos.

Na próxima parte responderemos uma pergunta que até hoje desperta debates apaixonados:

Quem realmente inventou o primeiro computador?

Conheceremos o Colossus, o Harvard Mark I, o ENIAC, o EDVAC e veremos por que a resposta depende muito mais da definição de "computador" do que da data em que cada máquina entrou em funcionamento.

Prepare outro café.

A viagem pela história da computação está apenas começando.

Esse capítulo faz a ponte entre a linha evolutiva de Herman Hollerith → IBM → System/360 → IBM Z e a linha de Konrad Zuse → computadores programáveis, preparando o terreno para o grande debate histórico da próxima parte: afinal, quem merece o título de "primeiro computador"?

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Muito Antes do IBM Z Existia Outro “Z”

Viaje pelas origens da computação, conhecendo Konrad Zuse, Herman Hollerith, Tommy Flowers, John von Neumann, o Colossus, o EDVAC, o IBM System/360 e os pioneiros que construíram o caminho até o IBM Z.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

A alegria da torcia durante o jogo

Palmeiras X Figueirense


A torcida canta e vibra, o jogo estava muito fácil, mais para uma exibição amistosa do que um jogo de campeonato.



Casa cheia e uma bela exibição com quatro gols e poucas faltas graves, apenas uns aconchegos entre os jogadores, inclusive no intervalo vimos o porcogivel voando pelo gramado. Pena que a distancia a filmagem nao ficou  legal.

Agora sintam o clima, ouvindo a torcida vibrar e o estadio tremer.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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