✨ Bem-vindo ao meu espaço! ✨ Este blog é o diário de um otaku apaixonado por animes, tecnologia de mainframe e viagens. Cada entrada é uma mistura única: relatos de viagem com fotos, filmes, links, artigos e desenhos, sempre buscando enriquecer a experiência de quem lê. Sou quase um turista profissional: adoro dormir em uma cama diferente, acordar em um lugar novo e registrar tudo com minha câmera sempre à mão. Entre uma viagem e outra, compartilho também reflexões sobre cultura otaku/animes
Translate
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
Paisagens de Van Gogh
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
☕💥 Os 10 Padrões Secretos de Arrays em COBOL Mainframe
| Bellacosa Mainframe e 10 padroes secretos de arrays |
☕💥 Os 10 Padrões Secretos de Arrays em COBOL Mainframe
Ou como descobrir que você já usava algoritmos de entrevistas do LeetCode muito antes deles virarem moda
Introdução
Existe uma curiosidade engraçada no mundo da programação.
Um desenvolvedor Java estuda LeetCode.
Um desenvolvedor Python assiste vídeos sobre algoritmos.
Um engenheiro C++ compra livros de Competitive Programming.
Enquanto isso...
Um programador COBOL de banco com vinte anos de experiência está processando 300 milhões de registros no Batch Noturno utilizando exatamente os mesmos algoritmos...
Mas chama tudo de:
"andar na tabela"
"fazer acumulado"
"pesquisa binária"
"comparar dois índices"
"janela de análise"
E provavelmente faz isso tomando café às 3 da manhã olhando um SDSF.
A verdade é que muitos dos algoritmos mais famosos ensinados atualmente em universidades e plataformas de entrevistas já existem no universo COBOL há décadas.
OCCURS.
INDEXED BY.
SEARCH.
SEARCH ALL.
SET UP.
SET DOWN.
ASCENDING KEY.
Tabelas auxiliares.
Acumuladores.
Áreas de trabalho.
Tudo isso forma um verdadeiro arsenal de algoritmos.
E hoje vamos conhecer os 10 padrões clássicos de Arrays, explicados para um Padawan COBOL.
Padrão 1 — Two Pointers
Os Dois Jedi da Tabela
É provavelmente o algoritmo mais antigo do mundo corporativo.
A ideia é simples.
Utilizamos dois ponteiros.
Um na esquerda.
Outro na direita.
Ou ambos andando em velocidades diferentes.
Exemplo
Verificar se uma tabela é simétrica.
01 TAB.
05 ITEM OCCURS 100 TIMES
INDEXED BY IDX1 IDX2.
77 MAX PIC 999 VALUE 100.
SET IDX1 TO 1
SET IDX2 TO MAX
PERFORM UNTIL IDX1 >= IDX2
IF ITEM(IDX1) NOT = ITEM(IDX2)
DISPLAY 'NAO SIMETRICO'
END-IF
SET IDX1 UP BY 1
SET IDX2 DOWN BY 1
END-PERFORM
Onde aparece?
Remover duplicidade
Palíndromo
Conciliação bancária
Arquivos ordenados
Merge VSAM
Join Batch
Complexidade
O(n)
Padrão 2 — Sliding Window
A Janela Deslizante
Esse algoritmo parece sofisticado.
Mas todo programador financeiro já utilizou.
Exemplo
Últimos 30 dias.
Tabela
10
20
15
40
50
Janela
3
Primeira
10 20 15
Soma
45
Move.
20 15 40
75
Move.
15 40 50
105
COBOL
ADD ENTRADA(I)
TO SOMA
SUBTRACT ENTRADA(I-3)
FROM SOMA
Muito usado em:
Detecção fraude
PIX
Cartão crédito
Médias móveis
SMF
Complexidade
O(n)
Padrão 3 — Prefix Sum
O Acumulador Supremo
Padawan.
Você provavelmente já usou.
Só não sabia o nome.
Exemplo.
Tabela.
5 3 2 4 1
Prefix.
5
8
10
14
15
Consultar.
Posição.
2 até 5.
15 - 5
10
COBOL
ADD VALOR(I)
TO ACUM(I-1)
GIVING ACUM(I)
Utilização.
Analytics
DW
RMF
SMF
Cobrança
Padrão 4 — Kadane
O Santo Graal das Séries
Maior sequência positiva.
Exemplo.
-2
1
-3
4
-1
2
1
Resultado.
6
COBOL
IF SOMA < ZERO
MOVE ZERO TO SOMA
END-IF
Aplicações.
Lucro máximo
Oscilações
Bolsa
PIX
Cartões
Complexidade.
O(n)
Padrão 5 — Merge Intervals
Fundindo Períodos
Muito usado.
Principalmente bancos.
Exemplo.
Cliente bloqueado.
01-05
03-10
12-20
Resultado.
01-10
12-20
COBOL
Comparar.
Datas.
Mesclar.
Usado.
Seguros
RH
Férias
Janelas batch
Padrão 6 — Cyclic Sort
A Ordem Cósmica
Pouco conhecido.
Mas genial.
Exemplo.
3 1 2
Cada número.
Vai para posição.
Correta.
Resultado.
1 2 3
Muito útil.
Detectar.
Ausentes.
Duplicados.
Padrão 7 — Hashing
O Cache Jedi
Python
Dict
Java
HashMap
COBOL
Tabela OCCURS
Exemplo.
Estados.
SP
RJ
MG
Pesquisar.
Instantaneamente.
Alternativa.
SEARCH ALL
Exemplo.
Tabela IR.
Códigos.
CEP.
Produtos.
Padrão 8 — Binary Search
SEARCH ALL
A arma secreta do COBOL.
Tabela ordenada.
SEARCH ALL CLIENTE
Complexidade.
O(log n)
1000000 registros.
Comparações.
20
Magia matemática.
Muito superior.
SEARCH.
SEARCH.
500 mil leituras.
SEARCH ALL.
Padrão 9 — Monotonic Stack
O Mestre Esquecido
Pouco usado.
Mas poderoso.
Encontrar.
Próximo maior.
Próximo menor.
Exemplo.
Temperaturas.
30
31
28
35
Pergunta.
Quando esquenta?
Em COBOL.
Pode ser implementado.
Com tabela OCCURS.
Muito usado.
Forecast.
Analytics.
IA.
Padrão 10 — Two Heaps
O Conselho Jedi
Min Heap.
Max Heap.
Encontrar.
Top 10.
Maior.
Menor.
Mediana.
Em COBOL.
Mais raro.
Mas possível.
Exemplo.
Ranking clientes.
SEARCH versus SEARCH ALL
Padawan.
Essa é importante.
SEARCH
Linear.
O(n)
SEARCH ALL
O(log n)
1000000 registros.
SEARCH.
500000 leituras.
SEARCH ALL.
INDEX versus Subscript
Subscript.
CLIENTE(I)
Índice.
INDEXED BY IDX
Mais rápido.
Menos cálculos.
Melhor cache.
SSRANGE
O Guardião das Tabelas
Sempre.
DEV.
TESTE.
QA.
Nunca acessar.
CLIENTE(1001)
Se existem.
SSRANGE salva vidas.
Quando usar DB2
Tabela enorme.
Não use OCCURS.
Quando usar OCCURS
Lookup.
UF.
IR.
CEP.
Parâmetros.
Cache.
Arquitetura Moderna
Hoje.
Programadores resolvem LeetCode.
Veteranos Mainframe.
Já faziam isso.
Em 1982.
Usando.
COBOL
VSAM
JCL
DFSORT
ICETOOL
DB2
Curiosidade Histórica
Década de 70.
IBM chamava isso.
Table Processing
Década de 80.
Performance Tuning.
Década de 90.
Binary Search.
Virou padrão.
Grandes bancos.
Década de 2000.
Java descobriu.
Collections.
Década de 2020.
LeetCode descobriu.
Década de 2030.
IA vai descobrir.
Que um programador COBOL aposentado em Campinas ou Itatiba já utilizava Prefix Sum desde 1989.
Easter Egg Bellacosa
Existe uma antiga profecia dos Sysprogs.
Ela diz:
"Chegará um dia em que um desenvolvedor júnior perguntará ao arquiteto qual algoritmo usar."
O arquiteto responderá:
Use Sliding Window.
O desenvolvedor pesquisará durante três horas.
Assistirá quatro vídeos.
Lerá cinco artigos.
Abrirá o ChatGPT.
Fará benchmarking.
Criará um POC.
E finalmente implementará.
Enquanto isso, um programador COBOL veterano sentado ao lado apenas dirá:
Ah...
Você queria uma média móvel.
Faço isso desde 1993.
Está no PROGFINC.
Linha 287.
Não mexe.
Funciona.
E agora pega um café.
Porque no Reino do Mainframe, muitas vezes os algoritmos mais modernos apenas receberam nomes mais bonitos para técnicas que os Cavaleiros COBOL já dominavam há décadas.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
MUSEUS PRÓXIMOS A LINHA: AZUL, VERDE, VERMELHA E AMARELA.
MUSEUS DA LINHA VERDE DO METRÔ
Museu da Pessoa
Museu do Objeto Brasileiro
Unibes cultural
Casa Guilherme de Almeida
Museu Histórico Prof. Carlos da Silva Lacaz - FMUSP
Museu do Futebol
Instituto Moreira Sales
Cemitério da Consolação
Centro de Memoria da Faculdade Ibero Americana
Museu Ceroplástico
Museu de Arte de São Paulo
Centro de Pesquisa e Formação do SESC
Centro de Cultura FIESP
Museu Herculano Pires - Itaú Cultural
Acervo Historico Irmã Heinrich
Japan House
Museu do Óculos
Museu do BIxiga
Museu do instituo Pasteur
Casa das Rosas
Centro Cultural de São Paulo –CCSP
OCA
Obelisco
Lasar Segall
Casa Modernista
Museu Afro Brasil
Museu do Bombeiro
Museu de Arte Moderna
Planeta dos Insetos
Museu da Matemática
Museu do Instituto Biológico
Museu de Arte Contemporânea
Museu Vicente de Azevedo
Museu do Ipiranga
Museu de Zoologia
Monumento a Independência
Casa do Grito
Museu Botânico
--MUSEUS PRÓXIMOS A LINHA AZUL DO METRÔ--
#museudotransporte
#museudeartesacra
#arquivomunicipal
#museudepoliciamilitar
#museudarota
#museudacavalaria
#caixacultural
#memorialde32
#solardamarquesa
#casadaimagem
#becodopinto
#museudamedicina
#cataventocultural
#museudafaculdadededireito
#museudajustiça
#museutribunaldejustiça
#museudaimigraçãojaponesa
#vilaitororo
#centroculturalsaopaulo
#casadasrosas
#japahouse
#irmãbeata
#itaucultural
#museudeartecontemporanea
#museudoinstitutobiologico
#oca
#museudeartemoderna
#museuafrobrasil
#planetadosinsetos
#museudoindio
#museulasarsegall
#casamodernista
#memorialdobombeiro
#sitiodaressaca
#museudalampada
--MUSEUS NA LINHA AMARELA DO METRÔ----
Pinacoteca
Museu da energia
Sala São Paulo
Memorial da resistência
Museu de Arte Sacra
Museu da Diversidade Sexual
Museu do Teatro Municipal
Centro de Memoria do Circo
Chácara lane
Casa amarela
Biblioteca Monteiro Lobato
Museu da Santa Casa de Misericórdia
Museu de Arte Brasileira
Instituto Moreira Sales
Cemitério da Consolação
Centro de Memoria da Faculdade Ibero Americana
Museu Ceroplástico
Museu do Futebol
Museu Histórico Prof. Carlos da Silva Lacaz - FMUSP
Museu Oscar Freire
Centro Pro-memoria Club Américo Paulistano
Fundação Ema Klabin
Museu da Imagem e do Som
Museu Brasileiro de Esculturas
Paço das Artes
Centro de Memoria Bunge
Tomie Ohtake
Museu da Casa Brasileira
Casa do Itaim bibi
Museu objeto da casa brasileira
Museu da pessoa
VOZOTECA
Museu do Relógio
Casa do Bandeirante
Museu de Oceanografia
Museu da Policia Civil
Museu do Brinquedo
Museu de Microbiologia
Museu Biológico do Instituto Butantã
Museu de Anatomia Humana
Museu de Anatomia Veterinária
Museu de Arqueologia e Etnologia - MAE
Capela do Morumbi
Palácio dos Bandeirantes
Casa bola
Casa de Vidro
Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
Casa do Caxingui
--MUSEUS DA LINHA VERMELHA DO METRÔ--
Memorial da America Latina
Memorial da Inclusão
Museu Geológico
Casa Mario de Andrade
Museu da Imprensa Automotiva
Museu da Santa Casa de Misericórdia
Memoria Monteiro Lobato
Museu da Diversidade Sexual
Centro de Memoria do Circo
Museu do Teatro Municipal
Praça das Artes
Solar da Marquesa
Casa da Imagem
Beco do Pinto
Caixa Cultural
Memorial de 32
Museu do Telefone
Pátio do Colégio
Centro de Memoria Sindical
Centro Cultral do Banco do Brasil
Catavento Cultural
Museu da Imigração
Casa do Tatuapé
Casa do Regente Feijó
sábado, 22 de fevereiro de 2020
KISS Rules : Quando um Programador COBOL Descobriu que o Arquiteto da Matrix Não Vencia Pela Complexidade… Mas Pela Simplicidade
| Bellacosa Mainframe apresenta o KISS rules |
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
KISS Rules sem Mistérios
Quando um Programador COBOL Descobriu que o Arquiteto da Matrix Não Vencia Pela Complexidade… Mas Pela Simplicidade
"A maior demonstração de inteligência não é construir algo complicado. É construir algo tão simples que continue funcionando décadas depois."
Prólogo — O Código Secreto do Arquiteto
Depois de inúmeras batalhas contra o Agente Smith, Neo finalmente teve acesso ao núcleo da Matrix.
Esperava encontrar algoritmos impossíveis.
Equações gigantescas.
Milhares de níveis de abstração.
Mas encontrou algo completamente diferente.
O coração da Matrix era surpreendentemente simples.
Poucas regras.
Poucas interfaces.
Poucos componentes.
Neo olhou espantado para o Arquiteto.
— Isso é tudo?
O Arquiteto respondeu calmamente.
— A complexidade não está no código.
Está no mundo.
Nos usuários.
Nos negócios.
Nos requisitos.
Nos imprevistos.
Neo insistiu.
— Então por que não criar uma arquitetura extremamente sofisticada?
O Oráculo apareceu.
Serviu duas xícaras de café.
Depois colocou sobre a mesa dois relógios.
Um possuía centenas de engrenagens.
Outro tinha poucas peças.
Perguntou:
— Qual você acha que continuará funcionando daqui a cinquenta anos?
Neo sorriu.
Naquele instante compreendeu o verdadeiro significado do KISS.
O que significa KISS?
KISS significa:
Keep It Simple, Stupid
Em português:
"Mantenha tudo o mais simples possível."
Apesar do termo "Stupid" soar ofensivo em português, ele nasceu como uma forma bem-humorada de lembrar engenheiros de que a simplicidade costuma ser mais poderosa do que soluções excessivamente sofisticadas.
Hoje muitas empresas preferem versões como:
Keep It Simple
Keep It Short and Simple
Keep It Simple and Smart
Mas a essência permanece a mesma.
A origem do princípio
O princípio surgiu na década de 1960.
Foi popularizado pelo engenheiro Kelly Johnson, líder da famosa divisão Skunk Works, da Lockheed.
Johnson orientava sua equipe a desenvolver aviões militares extremamente eficientes, porém fáceis de manter em condições adversas.
Sua filosofia era simples:
Um mecânico em um campo de batalha deve conseguir reparar o avião com ferramentas comuns.
Se o projeto fosse complexo demais para ser mantido, ele já havia fracassado.
Décadas depois, esse princípio tornou-se um dos pilares da Engenharia de Software.
Matrix explica perfeitamente
Imagine duas versões da Matrix.
A primeira possui:
cinco componentes;
regras claras;
comunicação simples.
A segunda possui:
cinquenta frameworks;
cem microsserviços;
dezenas de filas;
múltiplas camadas;
configurações espalhadas.
Qual delas Neo conseguiria compreender primeiro?
Provavelmente a mais simples.
Simples não significa simplório
Esse é um dos maiores mal-entendidos.
KISS não significa fazer menos.
Significa fazer apenas o necessário.
Existe enorme diferença.
O COBOL nasceu seguindo KISS
Quando COBOL surgiu, seu objetivo era ser:
legível;
previsível;
próximo da linguagem humana.
Observe.
ADD VALOR
TO SALDO.
Ou.
IF CLIENTE-ATIVO
Mesmo décadas depois.
Ainda conseguimos entender.
Essa clareza foi uma decisão arquitetural.
Como nasce a complexidade?
Ela raramente aparece de uma vez.
Primeiro surge um pequeno framework.
Depois outro.
Depois uma camada.
Depois uma abstração.
Depois uma exceção.
Anos depois.
Ninguém consegue explicar a arquitetura completa.
Matrix Reloaded
O Arquiteto mostra para Neo inúmeras versões anteriores da Matrix.
Cada uma tornou-se mais sofisticada.
Mas também mais difícil de controlar.
Quanto maior a complexidade.
Maior o número de efeitos colaterais.
O efeito psicológico
Existe um fenômeno curioso.
Profissionais iniciantes frequentemente acreditam que:
"Código complicado impressiona."
Profissionais experientes descobrem justamente o contrário.
Código simples impressiona muito mais.
Porque é difícil escrever algo realmente simples.
O Programador COBOL Padawan
Imagine duas soluções.
Primeira.
IF CLIENTE-ATIVO
Segunda.
IF CLIENTE-ATIVO
AND WS-FLAG-01 = "S"
OR WS-FLAG-02 = "N"
AND WS-STATUS-XYZ NOT = ZERO
...
Qual será compreendida daqui a quinze anos?
O Agente Smith ama complexidade
Porque sistemas complicados escondem:
bugs;
inconsistências;
duplicações;
vulnerabilidades.
Quanto mais difícil entender.
Mais difícil corrigir.
Um exemplo inspirado na Matrix
Neo precisa abrir uma porta.
Versão simples.
Uma chave.
Versão complexa.
Quatro chaves.
Cinco senhas.
Três certificados.
Dois tokens.
Sete validações.
No final.
A porta continua sendo apenas uma porta.
O custo invisível
Complexidade gera:
treinamento maior;
documentação maior;
testes maiores;
manutenção maior;
risco maior.
Tudo cresce.
O impacto no Mainframe
Em ambientes IBM Z encontramos aplicações com quarenta anos de vida.
Sistemas assim sobrevivem porque muitos seguiram princípios como:
simplicidade;
modularização;
previsibilidade;
estabilidade.
Não porque eram sofisticados.
Curiosidade
Albert Einstein costuma receber a frase:
"Everything should be made as simple as possible, but not simpler."
Embora a autoria exata seja debatida, a ideia resume perfeitamente o KISS:
Simplifique.
Mas nunca elimine o essencial.
Quando KISS é ignorado?
Começam a surgir:
frameworks desnecessários;
padrões aplicados sem necessidade;
heranças enormes;
interfaces excessivas;
configurações infinitas.
Tudo para resolver problemas simples.
Um exemplo COBOL
Imagine um cálculo.
Versão simples.
COMPUTE TOTAL = PRECO * QUANTIDADE
Versão complicada.
Três programas.
Cinco CALLs.
Duas APIs.
Uma fila MQ.
Resultado idêntico.
Matrix e o Chaveiro
O Chaveiro representa uma lição interessante.
Ele cria chaves.
Não cem ferramentas.
Cada chave resolve exatamente um problema.
Essa é uma excelente representação do KISS.
Atenção!
KISS não significa evitar arquitetura.
Significa evitar arquitetura desnecessária.
A diferença
Arquitetura Elegante
Resolve o problema.
Arquitetura Complicada
Cria novos problemas.
O papel da simplicidade
Sistemas simples apresentam:
menos bugs;
menor custo;
maior previsibilidade;
onboarding mais rápido;
documentação menor.
Ferramentas ajudam
No universo IBM.
Ferramentas como:
IBM ADDI;
SonarQube;
COBOL Check;
Enterprise Analyzer;
ajudam a localizar:
duplicações;
complexidade ciclomática;
código morto;
módulos gigantes.
O papel da IA
A IA frequentemente sugere soluções sofisticadas.
Cabe ao engenheiro perguntar:
"Existe uma maneira mais simples?"
Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes da profissão.
Os riscos
Quando KISS é ignorado.
Surgem:
overengineering;
manutenção cara;
dependências excessivas;
curva de aprendizado enorme;
baixa produtividade.
Erros clássicos
Adotar tecnologia apenas porque está na moda.
Aplicar Design Patterns em todo lugar.
Criar abstrações prematuras.
Usar cinco frameworks quando um resolveria.
Confundir inteligência com complexidade.
Boas práticas
Resolver primeiro o problema.
Medir antes de otimizar.
Escrever código legível.
Modularizar.
Eliminar duplicações.
Revisar continuamente.
Questionar toda nova dependência.
Aplicabilidade
KISS aparece em:
COBOL.
CICS.
Db2.
Java.
Python.
APIs.
Cloud.
Kubernetes.
Microsserviços.
IA.
É um princípio universal.
KISS e os outros princípios
Curiosamente.
KISS conversa diretamente com vários conceitos já vistos nesta série.
Ele reduz:
Spaghetti Code, porque incentiva clareza.
Lasagna Code, porque evita camadas desnecessárias.
Golden Hammer, porque escolhe apenas as ferramentas necessárias.
Big Ball of Mud, porque favorece organização.
Boiling Frog, porque dificulta o crescimento invisível da complexidade.
Death March, porque soluções simples costumam ser entregues e testadas mais rapidamente.
Não é apenas um princípio isolado.
É uma filosofia que influencia praticamente todos os demais.
O ensinamento do Oráculo
O Oráculo entrega dois mapas para Neo.
O primeiro possui centenas de símbolos.
Setas.
Anotações.
Cores.
Camadas.
O segundo mostra apenas três caminhos.
Neo escolhe imediatamente o segundo.
Ela sorri.
— Por quê?
Neo responde.
— Porque consigo entender para onde estou indo.
Ela coloca a mão sobre seu ombro.
"Um sistema que ninguém compreende deixa de servir às pessoas e passa a exigir que as pessoas sirvam a ele."
Lições para um Programador COBOL Padawan
Durante sua carreira você encontrará colegas extremamente inteligentes.
Alguns escreverão soluções impressionantes.
Mas observe atentamente os profissionais realmente admirados após vinte ou trinta anos de experiência.
Quase sempre eles possuem outra característica.
Escrevem programas fáceis de ler.
Escolhem nomes claros.
Criam módulos pequenos.
Documentam decisões.
Eliminam o desnecessário.
Esses profissionais sabem que a manutenção representa a maior parte do ciclo de vida de um software.
Quem simplifica hoje está ajudando um colega — ou a si mesmo — daqui a dez anos.
Curiosidades
O princípio KISS influenciou diretamente diversas metodologias modernas:
Agile, ao priorizar entregas simples e incrementais.
Extreme Programming (XP), com foco na solução mais simples que funciona.
YAGNI (You Aren't Gonna Need It), evitando funcionalidades imaginárias.
Lean Software Development, reduzindo desperdícios.
Unix Philosophy, que recomenda ferramentas pequenas fazendo uma única tarefa muito bem.
Embora tenham surgido em épocas diferentes, todas compartilham a mesma ideia: simplicidade gera sustentabilidade.
Conclusão — O Código Verde da Matrix Era Simples
Quando Neo finalmente enxergou o código verde da Matrix, ele percebeu que por trás de toda aquela realidade existiam padrões claros e elegantes.
Os sistemas mais duradouros seguem exatamente esse caminho.
O princípio KISS nos ensina que complexidade deve existir apenas quando ela é realmente necessária. Cada camada, cada framework, cada abstração e cada linha de código precisam justificar sua existência.
Para um Programador COBOL que trabalha com IBM Z, essa lição é ainda mais valiosa. Sistemas bancários, seguradoras e governos dependem de aplicações que continuarão sendo mantidas por décadas. Quanto mais simples, legíveis e previsíveis forem essas aplicações, maior será sua capacidade de evoluir sem perder confiabilidade.
No universo Bellacosa Mainframe existe uma máxima que certamente estaria escrita na parede da sala do Arquiteto:
"A verdadeira genialidade não está em criar uma Matrix impossível de compreender. Está em construir uma tão simples que qualquer Padawan consiga mantê-la funcionando mesmo cinquenta anos depois."
Porque, no fim, o software que atravessa gerações não é aquele que impressiona pela complexidade.
É aquele que continua resolvendo problemas quando todas as tecnologias da moda já ficaram para trás.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
A Psicologia por Trás do Programador COBOL
| Bellacosa Mainframe e a psicologia por trás do programador Cobol |
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
A Psicologia por Trás do Programador COBOL
Como as Grandes Teorias do Comportamento Explicam a Vida no IBM Z — Um Guia para o Programador COBOL Padawan Inspirado em Star Trek e no Dr. Spock
"A lógica é o começo da sabedoria, não o fim." — Dr. Spock
Existe uma curiosidade fascinante sobre o desenvolvimento de software.
Quando um programa COBOL apresenta um ABEND S0C7 pela terceira vez consecutiva, duas pessoas podem reagir de maneiras completamente diferentes.
Um iniciante pensa:
"Eu nunca vou aprender isso."
Um veterano pensa:
"Interessante... existe um padrão escondido."
O erro é exatamente o mesmo.
A diferença está no cérebro.
Mais especificamente, na forma como aprendemos, criamos hábitos, tomamos decisões, reagimos ao estresse e interpretamos o sucesso e o fracasso.
Curiosamente, quase tudo isso já havia sido estudado muito antes da existência do COBOL.
Muito antes do IBM System/360.
Muito antes da linguagem C.
Muito antes do Agile.
A psicologia comportamental, cognitiva e social explica boa parte do que acontece diariamente dentro de um projeto mainframe.
Hoje vamos visitar a ponte da USS Enterprise.
Nosso guia será o oficial de ciências mais famoso da ficção.
Dr. Spock.
Porque poucos personagens representam tão bem o equilíbrio entre lógica, emoção, aprendizado e disciplina quanto um vulcano.
Prepare seu tricorder.
Vamos explorar a mente do programador.
Capítulo 1 — O cérebro do programador COBOL
Quando um padawan chega ao IBM Z ele acredita que seu maior desafio será aprender:
COBOL
JCL
CICS
Db2
VSAM
IMS
RACF
Na verdade não.
Seu maior desafio será aprender...
...como funciona seu próprio cérebro.
Porque programar é uma atividade profundamente psicológica.
Todos os dias você precisa:
resolver problemas
aprender coisas novas
lembrar detalhes
controlar ansiedade
trabalhar em equipe
lidar com críticas
aceitar erros
persistir
Tudo isso é comportamento humano.
Capítulo 2 — Ivan Pavlov e os condicionamentos
Todo mundo conhece o cachorro de Pavlov.
O experimento era simples.
Campainha.
Comida.
Salivação.
Depois de repetir diversas vezes...
Somente a campainha já fazia o cachorro salivar.
Chamamos isso de:
Condicionamento clássico.
E no mainframe?
Você também foi condicionado.
Exemplos:
Abrir SDSF →
Ansiedade.
Receber e-mail do gerente →
Tensão.
Ver "ABEND" →
Frio na barriga.
Ou...
Ver JOB RC=0000 →
Satisfação.
Seu cérebro aprende associações constantemente.
Dica Bellacosa
Não associe erro à vergonha.
Associe erro ao aprendizado.
Veteranos fazem exatamente isso.
Capítulo 3 — Skinner e o condicionamento operante
B. F. Skinner mostrou que comportamentos recompensados tendem a aumentar.
Exemplo:
Você resolve um problema difícil.
Recebe elogios.
Seu cérebro libera dopamina.
Na próxima vez...
Você terá maior motivação.
No desenvolvimento COBOL
Quando um mentor diz:
"Excelente análise."
Você ganha confiança.
Quando ele apenas critica...
Seu aprendizado diminui.
Por isso grandes líderes ensinam.
Não apenas corrigem.
Easter Egg Star Trek
Capitão Kirk motiva.
Spock orienta.
McCoy apoia emocionalmente.
Uma boa equipe técnica possui exatamente esses três perfis.
Capítulo 4 — Albert Bandura e a aprendizagem observacional
Bandura revolucionou a psicologia.
Ele mostrou que aprendemos observando.
Nem sempre precisamos experimentar.
Podemos aprender vendo alguém fazer.
O veterano na tela 3270
Você observa um analista experiente.
Ele:
navega rapidamente
usa atalhos
identifica erros em segundos
conhece comandos escondidos
Você aprende apenas olhando.
Por isso pair programming funciona.
Shadowing funciona.
Mentoria funciona.
Curiosidade
Grande parte do conhecimento do mainframe nunca foi documentada.
Foi transmitida oralmente.
Como os mestres Jedi.
Capítulo 5 — Jean Piaget
Piaget estudou como construímos conhecimento.
Aprender não significa decorar.
Aprender significa reorganizar modelos mentais.
Exemplo
No início:
"JCL executa programa."
Depois:
"JCL conversa com JES."
Mais tarde:
"JES conversa com WLM."
Depois:
"SMS influencia datasets."
Depois:
"Tudo faz parte do sistema operacional."
Seu cérebro cria mapas mentais cada vez maiores.
Capítulo 6 — Lev Vygotsky
Talvez a teoria mais importante para um padawan.
Vygotsky criou a famosa:
Zona de Desenvolvimento Proximal.
Ou simplesmente:
ZDP.
Ela representa aquilo que você ainda não consegue fazer sozinho...
...mas consegue fazer com ajuda.
Exemplo
Você não sabe montar um BIND PACKAGE.
Com um mentor...
Consegue.
Depois de algumas semanas...
Faz sozinho.
É assim que ocorre o crescimento profissional.
Dica
Nunca estude completamente sozinho.
Mentores aceleram décadas de aprendizado.
Capítulo 7 — Carol Dweck e o Growth Mindset
Carol Dweck descobriu duas formas principais de pensar.
Mentalidade fixa
"Sou ruim em COBOL."
Fim.
Mentalidade de crescimento
"Ainda não domino COBOL."
Existe enorme diferença.
A palavra "ainda" muda tudo.
No IBM Z
Veteranos erram diariamente.
A diferença?
Eles sabem que aprenderão com o erro.
Spock diria
"A ausência de conhecimento atual não implica incapacidade futura."
Capítulo 8 — Daniel Kahneman
Prêmio Nobel.
Criador da teoria dos dois sistemas.
Sistema 1:
Rápido.
Automático.
Instintivo.
Sistema 2:
Lento.
Analítico.
Lógico.
Durante um ABEND
Sistema 1:
"Foi o Db2."
Sistema 2:
"Vamos verificar SQLCODE."
Ou:
"Vamos analisar SYSUDUMP."
Ou:
"Verifique o offset."
Grandes analistas usam o Sistema 2.
Capítulo 9 — Heurísticas
Nosso cérebro cria atalhos.
Eles economizam energia.
Mas produzem erros.
Viés da confirmação
"Tenho certeza que o erro está no COBOL."
Horas depois...
Era o JCL.
Ancoragem
"O último problema era VSAM."
Logo:
Todo problema agora parece VSAM.
Disponibilidade
Você lembra do último ABEND.
Então acredita que ele é o mais comum.
Mesmo não sendo.
Capítulo 10 — Maslow
A famosa pirâmide.
No mundo corporativo ela aparece diariamente.
Primeiro:
Segurança.
Depois:
Pertencimento.
Depois:
Reconhecimento.
Depois:
Autorrealização.
Um padawan inseguro
Tem medo de perguntar.
Tem medo de errar.
Tem medo de produzir.
Sem segurança psicológica...
Não existe inovação.
Capítulo 11 — Herzberg
Herzberg descobriu algo curioso.
Salário evita insatisfação.
Mas não gera paixão.
O que realmente motiva?
autonomia
crescimento
reconhecimento
propósito
Mainframe
Quem entende que processa milhões de salários, hospitais e bancos...
Encontra propósito.
Capítulo 12 — Csikszentmihalyi e o Flow
Flow.
O estado de concentração absoluta.
Você esquece o relógio.
Horas passam.
Você nem percebe.
Quando acontece?
Desafio equilibrado.
Nem fácil.
Nem impossível.
É exatamente onde um bom líder posiciona seus padawans.
Capítulo 13 — Charles Duhigg e os hábitos
Todo hábito possui:
gatilho
rotina
recompensa
Exemplo
Chegar ao trabalho.
↓
Abrir SDSF.
↓
Verificar jobs.
↓
Sensação de controle.
Em poucos meses...
Isso vira automático.
Dica
Crie hábitos saudáveis:
revisar código
comentar programas
ler manuais
testar antes do deploy
Capítulo 14 — Inteligência Emocional (Daniel Goleman)
Conhecimento técnico explica parte do sucesso.
Relacionamento explica o restante.
Grandes profissionais:
ouvem
perguntam
ajudam
compartilham
Nunca humilham iniciantes.
Curiosidade
Muitas empresas perderam especialistas...
Não por aposentadoria.
Mas porque ninguém quis aprender com pessoas difíceis.
Conhecimento sem empatia morre.
Capítulo 15 — Reforço Positivo na Revisão de Código
Imagine duas revisões.
Revisor A
"Está tudo errado."
Fim.
Revisor B
"Gostei da organização. Agora podemos melhorar estes três pontos."
Mesmo resultado técnico.
Impacto psicológico completamente diferente.
Capítulo 16 — O efeito Dunning-Kruger
Iniciantes frequentemente acreditam que sabem muito.
Depois descobrem quanto ainda falta aprender.
A confiança cai.
Mais tarde...
O conhecimento cresce.
A confiança volta.
Agora baseada em experiência.
Todo especialista já passou por essa curva.
Capítulo 17 — O poder da curiosidade
A curiosidade é um dos maiores motores do aprendizado.
Perguntas como:
Por que existe o SQLCA?
Por que o JCL usa DDNAME?
Por que o COBOL continua evoluindo?
Como o JES agenda milhares de jobs?
Como o WLM decide prioridades?
Cada resposta amplia seu mapa mental.
Os melhores profissionais raramente se contentam com "funciona". Eles perguntam "por que funciona?".
Easter Egg — A Ponte da USS Enterprise como um Projeto Mainframe
Imagine um grande sistema bancário.
Capitão Kirk é o gerente de projeto: toma decisões sob pressão e assume riscos calculados.
Dr. Spock é o arquiteto ou analista sênior: baseia-se em evidências, métricas e lógica.
Dr. McCoy representa RH, UX e liderança humana: lembra que sistemas existem para atender pessoas.
Scotty é o sysprog: mantém a infraestrutura IBM Z funcionando, faz milagres com CPU, memória e I/O.
Uhura é o middleware: garante que CICS, MQ, APIs e sistemas conversem.
Sulu é o operador: conduz a operação diária com precisão.
Chekov é o padawan curioso: aprende rápido, faz perguntas e cresce a cada missão.
Nenhum deles vence sozinho. A Enterprise funciona porque cada especialidade respeita as demais.
As Grandes Lições para um Padawan COBOL
Depois de conhecer essas teorias, fica claro que evoluir no mainframe depende de muito mais do que decorar comandos.
Os maiores aprendizados são:
Erros são dados para aprendizado, não motivos para vergonha.
Observe especialistas: modelagem é uma das formas mais rápidas de aprender.
Desenvolva uma mentalidade de crescimento e aceite o "ainda não".
Questione seus próprios vieses antes de concluir a causa de um problema.
Crie hábitos consistentes de estudo, testes e documentação.
Valorize mentores e também torne-se mentor quando adquirir experiência.
Cultive inteligência emocional: conhecimento compartilhado vale mais do que conhecimento guardado.
Busque o estado de flow, equilibrando desafio e capacidade.
Nunca pare de fazer perguntas.
Conclusão — O Verdadeiro Vulcano do IBM Z
No universo de Star Trek, muitos acreditam que Spock representa apenas a lógica. Mas essa é uma visão incompleta.
Spock estudou suas emoções para não ser dominado por elas. Ele sabia que lógica sem empatia se torna fria, enquanto emoção sem disciplina leva a decisões impulsivas. Sua força estava no equilíbrio.
O mesmo vale para um excelente profissional de mainframe.
Dominar COBOL, JCL, CICS, Db2, IMS, RACF ou z/OS é essencial, mas insuficiente. Os melhores especialistas também entendem como aprendem, como colaboram, como reagem à pressão, como recebem críticas e como transformam erros em experiência.
Em um datacenter, milhões de linhas de código mantêm bancos, hospitais, governos e empresas funcionando. Mas por trás de cada linha existe um ser humano tomando decisões. É aí que a psicologia encontra a engenharia.
Ao longo da carreira, você perceberá que os maiores desafios raramente serão técnicos. Eles envolverão comunicação, disciplina, curiosidade, paciência, liderança e aprendizado contínuo.
Como diria o Dr. Spock:
"Computadores são excelentes ferramentas para seguir instruções. Pessoas são extraordinárias porque conseguem aprender, adaptar-se e evoluir."
Essa talvez seja a tecnologia mais poderosa de todas.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Jenkins - O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre CI/CD, DevOps, Pipelines, Git, Automação, IBM Z
| Bellacosa Mainframe apresenta o jenkins |
☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Jenkins Muito Além do Botão "Build"
O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre CI/CD, DevOps, Pipelines, Git, Automação, IBM Z e Como o Jenkins se Tornou o Maestro da Engenharia de Software Moderna
"Compilar um programa é uma tarefa. Automatizar uma empresa inteira é engenharia."
Introdução
Se você começou recentemente sua jornada no universo IBM Mainframe, provavelmente já ouviu alguém dizer algo parecido com:
"Faz um build no Jenkins."
Parece algo simples.
Você altera um programa COBOL.
Faz um git push.
Alguns minutos depois alguém informa:
"O pipeline ficou verde."
Ou então...
"O Jenkins quebrou."
Para quem está começando, tudo isso parece mágica.
Existe um servidor.
Existe um robô.
Existe um botão chamado Build Now.
E, aparentemente, tudo acontece sozinho.
Mas o Jenkins está muito longe de ser apenas um servidor que compila programas.
Na realidade, ele é um dos pilares que sustentam praticamente toda a engenharia moderna de software.
Se o Git organiza o código-fonte, o Jenkins organiza todo o trabalho realizado sobre esse código.
Neste artigo vamos muito além dos conceitos básicos. Vamos entender como o Jenkins nasceu, por que ele revolucionou a indústria, como funciona sua arquitetura, por que ele continua relevante mesmo na era do Kubernetes, GitHub Actions e Inteligência Artificial, e como tudo isso conversa perfeitamente com o universo IBM Z, COBOL, CICS, DB2 e z/OS.
Pegue seu café.
Hoje vamos conversar sobre um dos softwares mais importantes da história da Engenharia de Software.
Antes do Jenkins: a era da integração manual
Imagine um banco em 1998.
A equipe possui:
80 programadores COBOL
20 analistas
dezenas de aplicações
centenas de programas
Cada desenvolvedor trabalha em sua própria máquina.
Ao final da semana...
Todos entregam seus programas.
Alguém precisa reunir tudo.
Compilar.
Executar testes.
Gerar executáveis.
Mover bibliotecas.
Executar JCLs.
Atualizar CICS.
Publicar em produção.
Tudo manualmente.
Agora imagine o caos.
João alterou o Programa A.
Maria alterou o Programa B.
Carlos modificou um COPY utilizado por ambos.
Quando tudo é compilado junto...
Nada funciona.
Esse problema ficou conhecido como Integration Hell.
Quanto maior a equipe...
Maior o problema.
Era necessário encontrar uma solução.
O nascimento da Integração Contínua
Foi aí que surgiu uma ideia simples.
Ao invés de integrar o código apenas no final do projeto...
Por que não integrar continuamente?
Sempre que alguém fizer uma alteração:
compilar automaticamente;
executar testes;
verificar qualidade;
avisar imediatamente se algo deu errado.
Assim nasceu a Continuous Integration (CI).
A integração contínua não é uma ferramenta.
É uma filosofia.
O Jenkins tornou essa filosofia prática.
O que realmente é o Jenkins?
Muita gente responde:
"É uma ferramenta de Build."
Na verdade, isso é apenas uma pequena parte.
O Jenkins é um servidor de automação.
Ele automatiza praticamente qualquer tarefa repetitiva.
Pode:
compilar programas
executar testes
gerar documentação
criar containers Docker
executar scripts Shell
chamar APIs
publicar microsserviços
disparar Ansible
executar Terraform
chamar Zowe CLI
enviar notificações
atualizar ambientes Mainframe
Ou seja...
O Jenkins não entende apenas de software.
Ele entende de processos.
Pense no Jenkins como um maestro
Imagine uma orquestra.
Cada músico conhece apenas seu instrumento.
O maestro coordena todos.
O Jenkins faz exatamente isso.
Ele não precisa saber programar Java.
Nem COBOL.
Nem Python.
Ele apenas coordena.
Git
↓
Compilar
↓
Testar
↓
Analisar qualidade
↓
Criar artefatos
↓
Publicar
↓
Implantar
↓
Monitorar
Cada ferramenta executa sua especialidade.
O Jenkins organiza a sequência.
O Pipeline: a esteira de produção do software
Uma fábrica produz automóveis.
O software moderno produz versões.
Imagine uma linha de montagem.
Chassi
↓
Motor
↓
Pintura
↓
Inspeção
↓
Entrega
Agora substitua por desenvolvimento.
Código
↓
Build
↓
Testes
↓
Qualidade
↓
Deploy
↓
Monitoramento
Esse fluxo recebe o nome de Pipeline.
Pipeline significa literalmente:
tubulação.
Cada etapa entrega seu resultado para a próxima.
Se uma etapa falhar...
Nada continua.
O primeiro passo: Git
Tudo começa no Git.
O desenvolvedor altera um programa COBOL.
CLIENTE.CBL
Executa:
git add .
git commit
git push
Nesse instante acontece algo extremamente importante.
O Git envia um evento.
Esse evento dispara um Webhook.
WebHooks: quem avisa quem?
Um erro comum é imaginar que o Jenkins fica perguntando ao Git:
Mudou?
Mudou?
Mudou?
Isso existia.
Chamava-se Poll SCM.
Hoje o modelo mais moderno é o WebHook.
O GitHub avisa imediatamente:
Recebi um commit.
Pode iniciar o Pipeline.
É mais rápido.
Mais eficiente.
Mais escalável.
Build: muito além de compilar
No universo Java, Build normalmente significa:
.java
↓
.class
↓
.jar
No universo COBOL isso muda bastante.
Um Build pode incluir:
compilação COBOL
Link-Edit
geração do Load Module
pré-compilação DB2
BIND
geração de mapas CICS
cópia para bibliotecas
atualização de catálogos
Observe que "Build" não é apenas traduzir código.
É transformar código-fonte em algo executável.
Testes: por que eles são indispensáveis?
Imagine um caixa eletrônico.
Você altera apenas uma linha.
Sem testes.
Na segunda-feira...
Nenhum saque funciona.
Por isso o Pipeline executa testes automaticamente.
Existem vários níveis.
Unit Test
Integration Test
Component Test
Smoke Test
Regression Test
Performance Test
Security Test
Acceptance Test
No universo IBM Z encontramos ferramentas como:
IBM ZUnit
COBOL Check
SonarQube: o inspetor de qualidade
Compilar não significa qualidade.
Um programa pode compilar perfeitamente e ainda assim possuir:
código duplicado
vulnerabilidades
baixa cobertura de testes
alta complexidade
más práticas
Ferramentas como SonarQube analisam tudo isso.
Se a qualidade estiver abaixo do padrão...
O Jenkins interrompe o Pipeline.
Continuous Delivery e Continuous Deployment
Esses conceitos costumam gerar confusão.
Continuous Delivery
Tudo acontece automaticamente.
Mas existe aprovação humana antes da produção.
Build
↓
Testes
↓
Deploy QA
↓
Aprovação
↓
Produção
É o modelo predominante em bancos.
Continuous Deployment
Não existe aprovação manual.
Passou em todos os testes?
Vai automaticamente para produção.
Empresas como Netflix, Spotify e Amazon utilizam amplamente essa estratégia para muitos de seus serviços.
Jenkinsfile: Pipeline como Código
Antigamente configurávamos tudo pela interface gráfica.
Hoje utilizamos Pipeline as Code.
Arquivo:
Jenkinsfile
Exemplo simplificado:
pipeline {
agent any
stages {
stage('Build') {
steps {
sh 'mvn clean package'
}
}
stage('Test') {
steps {
sh 'mvn test'
}
}
stage('Deploy') {
steps {
sh './deploy.sh'
}
}
}
}
Esse arquivo também fica versionado no Git.
O Pipeline passa a fazer parte do projeto.
Parametrização: um Pipeline para vários cenários
Imagine quatro ambientes:
DEV
QA
HML
PRD
Você poderia criar quatro pipelines.
Ou criar apenas um.
Na execução o Jenkins pergunta:
Qual ambiente?
DEV
QA
HML
PRD
Isso é parametrização.
Também podemos solicitar:
número da versão
branch
Change Request
arquivo de entrada
descrição da implantação
Um único Pipeline atende dezenas de cenários.
Cron: automação baseada em tempo
Nem todo Build depende de commits.
Às vezes queremos executar tarefas periodicamente.
Por exemplo:
backup diário
limpeza semanal
geração de relatórios
sincronização de ambientes
O Jenkins utiliza a sintaxe CRON.
Exemplo:
0 2 * * *
Executa diariamente às duas da manhã.
Outro detalhe interessante é o uso da letra H, exclusiva do Jenkins.
Ela distribui automaticamente os horários dos Jobs, evitando que centenas de pipelines iniciem exatamente no mesmo minuto.
Controller e Agents
As versões antigas utilizavam os termos Master e Slave.
Hoje a nomenclatura oficial é:
Controller
Agent
O Controller coordena.
Os Agents trabalham.
Imagine um restaurante.
O gerente organiza os pedidos.
Os cozinheiros preparam os pratos.
O gerente não cozinha.
Da mesma forma, o Controller distribui tarefas para diversos Agents.
Por que vários Agents?
Suponha três Builds de 30 minutos.
Sem Agents:
Build A
↓
Build B
↓
Build C
Tempo total:
90 minutos.
Com três Agents:
Todos executam simultaneamente.
Tempo aproximado:
30 minutos.
Essa é a base da escalabilidade.
Labels: enviando o trabalho para a máquina certa
Nem todos os servidores possuem as mesmas ferramentas.
Podemos ter:
Linux
Windows
Docker
Kubernetes
IBM Z
Java
.NET
COBOL
Os Labels funcionam como etiquetas.
linux
docker
java
ibmz
cobol
Quando o Pipeline precisa compilar COBOL:
agent {
label 'ibmz'
}
O Jenkins envia automaticamente o trabalho ao Agent correto.
Credenciais: segurança em primeiro lugar
Jamais coloque senhas dentro do Jenkinsfile.
O Jenkins possui um cofre chamado Credentials Store.
Nele podemos armazenar:
usuários
senhas
tokens GitHub
chaves SSH
certificados
chaves privadas
O Pipeline acessa essas informações de forma segura, sem expô-las no código.
Workspaces
Cada execução recebe um diretório exclusivo.
Nele ficam:
código baixado do Git
arquivos temporários
artefatos
logs
resultados de testes
Ao final da execução o Workspace pode ser limpo automaticamente.
Isso evita conflitos entre Builds.
Plugins: o verdadeiro poder do Jenkins
O Jenkins possui milhares de plugins.
Entre os mais conhecidos estão:
Git
GitHub
Docker
Kubernetes
SonarQube
Slack
Teams
Ansible
Terraform
Artifactory
Nexus
Blue Ocean
Pipeline Utility Steps
Essa arquitetura modular explica sua enorme popularidade.
Jenkins e Containers
Hoje muitos Builds acontecem dentro de containers Docker.
Cada execução recebe um ambiente completamente limpo.
Terminou?
O container é destruído.
Isso elimina problemas do tipo:
"Na minha máquina funciona."
Jenkins e Kubernetes
A evolução natural foi integrar o Jenkins ao Kubernetes.
Quando um Build começa:
um Pod é criado;
o Pipeline executa;
o Pod é removido.
O ambiente sempre inicia do zero.
É altamente escalável.
Jenkins no IBM Mainframe
Aqui começa a parte que mais interessa ao Programador COBOL Padawan.
Muitas pessoas acreditam que Jenkins serve apenas para aplicações Java.
Nada poderia estar mais distante da realidade.
Hoje o Jenkins integra perfeitamente o universo IBM Z.
Um Pipeline moderno pode executar:
Git Push
↓
Webhook
↓
Jenkins
↓
Zowe CLI
↓
Upload do Programa COBOL
↓
Compilação
↓
Link-Edit
↓
DB2 BIND
↓
Execução do ZUnit
↓
Análise SonarQube
↓
Deploy para CICS
↓
Smoke Test
↓
Atualização do Endevor
↓
Notificação
Perceba.
O Jenkins não substitui o Mainframe.
Ele conversa com o Mainframe.
DevOps não elimina o Mainframe
Existe um mito de que DevOps pertence apenas ao mundo Linux.
Na realidade, DevOps é uma cultura.
Ela pode ser aplicada em qualquer plataforma.
Inclusive no IBM Z.
Hoje encontramos pipelines automatizando:
COBOL
PL/I
Assembler
JCL
DB2
IMS
CICS
MQ
z/OS Connect
Tudo integrado ao GitHub, GitLab e Azure DevOps.
Inteligência Artificial e Jenkins
Estamos entrando em uma nova fase.
Os modelos de IA auxiliam na geração de código, revisão automática, documentação e testes.
Mas alguém ainda precisa orquestrar todo o processo.
É aí que o Jenkins continua relevante.
Imagine um Pipeline moderno:
Commit
↓
IA revisa Pull Request
↓
Build
↓
Testes
↓
SonarQube
↓
Análise de Segurança
↓
Deploy
↓
Observabilidade
↓
Feedback para IA
A automação não desaparece.
Ela apenas incorpora novas ferramentas.
Conclusão
Quando começamos a estudar Jenkins, é comum enxergá-lo apenas como uma tela com um botão chamado Build Now.
Depois descobrimos os Pipelines.
Mais tarde aprendemos sobre WebHooks, Agents, Labels, Credenciais, Containers, Kubernetes e DevOps.
Finalmente percebemos algo muito maior.
O Jenkins não é apenas uma ferramenta.
Ele é uma plataforma de orquestração da engenharia de software.
Para um Programador COBOL Padawan, compreender esse ecossistema significa deixar de pensar apenas na compilação de programas e começar a enxergar o ciclo completo de vida das aplicações.
O futuro do IBM Mainframe não está em competir com as tecnologias modernas, mas em integrá-las. Git, Jenkins, Zowe CLI, Ansible, APIs REST, testes automatizados, observabilidade e Inteligência Artificial já fazem parte da realidade dos ambientes corporativos que executam aplicações críticas sobre IBM Z.
Dominar Jenkins é compreender que escrever código é apenas o começo. A verdadeira engenharia acontece quando conseguimos transformar esse código em software confiável, testado, rastreável, seguro e entregue continuamente aos usuários. E é justamente nesse ponto que o Jenkins deixa de ser um simples servidor de Build para se tornar o maestro que coordena toda a sinfonia da entrega contínua, conectando o legado robusto do Mainframe às práticas mais modernas da Engenharia de Software.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
☕🔥🔄💣 HIGURASHI NO NAKU KORO NI GOU — O DIA EM QUE O AMBIENTE HOMOLOGADO VOLTOU A DAR ABEND E NINGUÉM ENTENDEU O PORQUÊ
| Bellacosa Mainframe exibe higurashi no naku koro ni gou |
☕🔥🔄💣 HIGURASHI NO NAKU KORO NI GOU — O DIA EM QUE O AMBIENTE HOMOLOGADO VOLTOU A DAR ABEND E NINGUÉM ENTENDEU O PORQUÊ
"O sistema estava estável. O incidente havia sido encerrado. O relatório final foi arquivado. Então alguém apertou RESET."
Dados Técnicos
Título Original: ひぐらしのなく頃に業 (Higurashi no Naku Koro ni Gou)
Título Internacional: Higurashi: When They Cry – Gou
Autor Original: Ryukishi07
Obra Base: Franquia Higurashi no Naku Koro ni
Estúdio: Passione
Direção: Keiichiro Kawaguchi
Roteiro Supervisionado por: Ryukishi07
Exibição Original: Outubro de 2020 a Março de 2021
Quantidade de Episódios: 24
Gênero
Terror Psicológico
Mistério
Horror
Suspense
Thriller
Drama
Sobrenatural
Ficção Temporal
Classificação Indicativa
18 anos
Contém:
Violência extrema
Automutilação
Assassinatos gráficos
Trauma psicológico
Tortura
Conteúdo perturbador
É provavelmente a entrada mais brutal da franquia até então.
O Maior Engano da História de Higurashi
Quando Gou foi anunciado, praticamente todo mundo acreditou que fosse:
REMAKE = TRUE
Inclusive muitos veículos de mídia.
Inclusive muitos fãs antigos.
Inclusive espectadores novos.
Mas Ryukishi07 preparava uma armadilha narrativa monumental.
Após alguns episódios descobrimos a verdade:
REMAKE = FALSE
SEQUÊNCIA = TRUE
Gou não reinicia a franquia.
Ele continua a história.
E essa revelação mudou completamente a percepção da obra.
Sinopse
Keiichi Maebara chega novamente a Hinamizawa.
As mesmas amigas.
A mesma vila.
O mesmo festival.
Os mesmos eventos aparentemente familiares.
Tudo parece seguir exatamente o roteiro de 2006.
Mas pequenos detalhes começam a divergir.
Algumas escolhas mudam.
Alguns personagens agem de forma diferente.
Algumas tragédias ocorrem em momentos inesperados.
E rapidamente fica claro:
algo está corrompendo a linha temporal novamente.
Resumo da História
Ao estilo Bellacosa Mainframe:
Imagine que um sistema passou anos sofrendo falhas.
Após centenas de correções, finalmente estabilizou.
Os operadores comemoraram.
Os relatórios foram encerrados.
Então um novo incidente surge.
Mas desta vez o erro não vem do código antigo.
O erro vem de uma modificação feita depois da correção.
PRODUÇÃO = ESTÁVEL
PATCH NOVO INSTALADO
ABEND RETORNOU
É exatamente isso que Gou representa.
O Que Tem de Diferente?
Tudo.
E essa é a genialidade.
Inicialmente parece nostalgia.
Mas logo vira desconforto.
O espectador veterano percebe que conhece os eventos.
Mas os eventos não obedecem mais às regras conhecidas.
A sensação é semelhante a executar um programa antigo e descobrir que alguém alterou linhas críticas do código sem documentar nada.
O Retorno de Hinamizawa
Visualmente, Gou moderniza completamente a franquia.
O Studio Passione entrega:
animação mais fluida
cenários detalhados
direção mais cinematográfica
iluminação moderna
cenas de horror muito mais impactantes
A pequena vila nunca pareceu tão bonita.
Nem tão assustadora.
Principais Personagens
Keiichi Maebara
Retorna como principal ponto de vista.
Mas agora existe uma sensação constante de que algo está fora do lugar.
Rena Ryugu
Continua sendo uma das figuras mais imprevisíveis da franquia.
Em Gou ganha novas interpretações.
Mion Sonozaki
Recebe momentos extremamente importantes para os fãs antigos.
Shion Sonozaki
Continua sendo uma peça fundamental dos mistérios.
Satoko Houjou
A personagem que redefine completamente a série.
Sem exagero.
Sem spoilers.
Gou transforma Satoko de forma tão radical que altera toda a percepção da franquia clássica.
Rika Furude
Após finalmente escapar do inferno...
descobre que talvez o inferno não tenha terminado.
A Verdadeira Protagonista
Uma das maiores surpresas da obra.
Durante anos acreditávamos que a história de Higurashi era sobre Rika.
Gou questiona essa ideia.
A série começa a deslocar o foco para outra personagem.
E essa mudança é responsável por algumas das discussões mais intensas da comunidade.
Temáticas Profundas
Obsessão
O tema dominante de Gou.
Mais do que medo.
Mais do que destino.
Mais do que sobrevivência.
A obsessão torna-se o motor da tragédia.
Dependência Emocional
A série explora relações que ultrapassam os limites da amizade saudável.
Mudança
Nem todos conseguem aceitar que as pessoas cresçam.
Nem todos conseguem aceitar despedidas.
Livre Arbítrio
Até onde alguém pode ir para impedir o futuro?
Egoísmo Disfarçado de Amor
Talvez o tema mais perturbador da série.
As Aventuras
Diferentemente de Kai, onde a missão era salvar Hinamizawa...
Gou transforma a narrativa em uma investigação sobre quem está sabotando a nova realidade.
Cada arco funciona como:
INCIDENTE NOVO
ANALISAR LOGS
ISOLAR VARIÁVEIS
LOCALIZAR RESPONSÁVEL
O espectador torna-se novamente um analista de problemas.
As Mensagens Ocultas
Amar Não É Possuir
Uma das mensagens centrais.
Muitas tragédias surgem quando afeto transforma-se em controle.
O Passado Não Pode Ser Prisão
A série questiona a dificuldade humana de seguir em frente.
Crescer Significa Aceitar Mudanças
Nem todos os relacionamentos permanecem iguais para sempre.
A Felicidade Individual Importa
Um dos debates mais importantes da obra.
Até onde alguém deve sacrificar sua felicidade pelos outros?
O Impacto Cultural
Gou explodiu a internet.
Os fóruns ficaram em estado de guerra.
As teorias multiplicaram-se.
A comunidade passou meses tentando descobrir o que realmente estava acontecendo.
A obra revitalizou completamente a franquia.
Uma nova geração descobriu Higurashi.
Veteranos voltaram a discutir a série.
Poucos retornos foram tão bem-sucedidos.
Houve Censura?
Sim.
E muita.
A violência gráfica de Gou é significativamente superior à da série de 2006.
Diversas transmissões utilizaram:
escurecimento de cenas
redução de detalhes
filtros visuais
cortes internacionais
Alguns episódios ficaram famosos justamente pelas diferenças entre as versões televisiva e Blu-ray.
A Grande Jogada de Ryukishi07
O autor executou uma manobra brilhante.
Ele usou a nostalgia como isca.
Fez os fãs acreditarem que estavam retornando a uma história conhecida.
E então revelou que estavam entrando em um novo pesadelo.
É uma das maiores pegadinhas narrativas da história dos animes.
Veredito Bellacosa Mainframe
Se Higurashi foi o incidente.
Se Kai foi a correção.
Se Rei foi a auditoria final.
Então Gou é o chamado inesperado às três da manhã.
ALERTA CRÍTICO
SISTEMA ESTÁVEL APRESENTOU FALHA
CAUSA DESCONHECIDA
SEVERIDADE = MÁXIMA
E o mais assustador?
O erro não veio do sistema.
Veio de alguém que não conseguia aceitar que o sistema tivesse sido corrigido.
☕🔥🔄💣 Nota Bellacosa Mainframe: 10/10 chamados críticos abertos após o encerramento do incidente.
Status do Ambiente:
HINAMIZAWA.EXE
LOOP DETECTADO NOVAMENTE
ORIGEM DO PROBLEMA:
NÃO IDENTIFICADA
INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
E quando você acredita que finalmente entendeu Higurashi...
Gou mostra que o verdadeiro dump ainda nem começou. 🌾🩸🔥🔄💣