☕ Um Café no Bellacosa Mainframe
Gostou do conteúdo? Ajude a manter o café quente, o COBOL compilando e o mainframe acordado. 😄
☕ Pague um café ao Bellacosa

Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta Passeio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Passeio. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Uma tarde deliciosa no Parque da Paz em Almada Portugal

Um local de muita paz e tranquilidade.


Estamos em Almada Portugal, próximo a uma autoestrada que liga o Algaver/Alentejo a Lisboa, posição estratégica para as ligação norte sul.


Em meio a tanto agito, existe um pulmão verde, um local bucólico com muita área verde, vegetação e lagos para podermos relaxar após uma dura semana.

O Parque da Paz é um parque relativamente novo com menos de 20 anos, porém transformou-se em um belo lugar para relaxar, caminhar por trilhas em meio a um bosque, repleto de vida selvagem. Apreciar os lagos com seus patos, cisnes, gansos, marrecos, gaivotas, pombos e tantas outras aves que aproveitam o espaço.

As crianças andam de bicicleta, jogam bola no gramado e aproveitam para entrar em contato com a natureza, curtindo o verde, respirando ar puro e tomando sol, apesar do dia frio de outono.

Espero que curta este vídeo, aprecie as maravilhas de Portugal em nossa playlist, deixe seu joinha, comenta e caso não seja inscrito, favor inscreva-se em nosso canal. Toda ajuda é Bem-Vinda.

Tags


#Portugal #Almada #ParqueDaPaz #Aves #Gansos #Fauna #Cisnes #Parque #Lago #Gaivota #Marreco #Pinheiro #Carvalho #Muralha #Pedras #Paz #Bucolico #Recanto

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Uma cachoeira do parque pedreira do Chapadão

Um lugar desolado que se transformou em um belo parque.


Quando imaginamos uma pedreira, a primeira imagem que vem na cabeça é um lugar desolado, sujo e destruído. Com muita poeira e pedras partidas, porém cabeças iluminadas conseguiram reverter isso e entregar para a população um belo presente, um lugar em que a natureza foi resgatada e entregue ao povo, convido a todos para conhecer.

Numa manha de sábado vamos para um passeio delicioso.... explorando cada detalhe deste parque fabuloso em Campinas... com direito a ver uma cachoeiras artificial, lago, peixes e tomar um delicioso sorvete. Convido a todos a visitarem e conhecerem.




sábado, 16 de julho de 2016

Indian Motorbike invadem o Brasil

Bellacosa Mainframe e o encontro inesperado com as Indian Motors

🏍️ Indian Motorcycles Invadem Guararema

Quando fomos procurar uma velha locomotiva a vapor e encontramos uma trupe sobre duas rodas

Era um passeio por Guararema, São Paulo, daqueles em que o destino já parecia suficientemente interessante por si só.

Nossa intenção naquele dia era embarcar em uma velha locomotiva a vapor restaurada e fazer um passeio ferroviário, revivendo por alguns momentos uma época em que viajar significava ouvir o apito do trem, sentir o cheiro característico da ferrovia e observar lentamente a paisagem pela janela.

Estávamos, portanto, com a cabeça nos trilhos.

Até que ouvimos o barulho.

Primeiro veio de longe. Depois ficou cada vez mais forte.



RONC! RONC! RONC!

Em poucos instantes, aquele ambiente de nostalgia ferroviária foi invadido pelo som ensurdecedor de motores. Uma verdadeira trupe sobre duas rodas estava chegando a Guararema.

E que máquinas!

Eram motocicletas Indian, com modelos simplesmente lindíssimos. Grandes, imponentes, cromadas e com aquele desenho clássico que imediatamente remete às enormes motocicletas americanas das estradas.

Naturalmente, fomos conferir.

Por alguns minutos, a velha locomotiva que nos levara até Guararema como objetivo da viagem ganhou concorrentes inesperadas.

De um lado, uma máquina histórica sobre trilhos de aço.

Do outro, máquinas igualmente fascinantes sobre duas rodas.

Talvez tenha sido justamente esse contraste que tornou aquele momento tão especial.

Fomos a Guararema atrás do som de uma locomotiva a vapor e, antes mesmo de embarcar, fomos recebidos pelo trovão dos motores das Indian.

São essas pequenas surpresas que transformam um simples passeio em memória.

E naquele dia Guararema parecia reunir duas maneiras maravilhosas de viajar:

sobre trilhos ou sobre duas rodas.



-----------------------------------------------------------------------------------

Indian Motorbike em exibição nas ruas de Guararema.


Para os aficionados por moto eis um pequeno brinde, fantásticas motos Indian em exibição. Diversos modelos em uma passeio pela Rota 66 paulista.


Isso mesmo Guararema é cortada pela SP 066 passando por bucólicas estradinhas próximo a propriedades rurais, fazendinhas, ribeiroes e riachos.

Eu e o formiguinha aproveitamos a deixa e fomos espionar de perto estas maquinas gigantes.

sábado, 2 de abril de 2016

As arvores e a cidade de Monte Verde

Bellacosa Maifnrame e memorias de uma viagem a Monte Verde

🌲 As Árvores e a Cidade de Monte Verde

Uma cidade aconchegante entre montanhas, casas, jardins e muito verde

Era começo de outono em Monte Verde, e lá estávamos nós passeando tranquilamente pelas ruas dessa pequena cidade escondida no alto da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais.

O clima ainda estava agradável. Nada daquele frio rigoroso que normalmente imaginamos quando alguém fala de Monte Verde. Era simplesmente um belo dia para andar sem muita pressa e observar a cidade.

E havia muito para observar.

Nossa missão naquele momento era bastante simples: encontrar um lugar para almoçar.

Mas procurar restaurante também acabou virando uma pequena exploração.

Em vez de ficarmos somente nas ruas mais movimentadas e turísticas, começamos a circular por lugares mais tranquilos. Ruas onde apareciam casas, pequenos jardins, pousadas e, principalmente, muitas árvores.

🌲🌲🌲



Talvez essa seja uma das características mais interessantes de Monte Verde.

A natureza parece fazer parte da própria cidade.

As árvores surgem entre as construções, acompanham as ruas e aparecem nos terrenos e jardins. Em alguns pontos temos quase a impressão de que as casas foram cuidadosamente colocadas no meio da vegetação.

Enquanto seguíamos procurando nosso almoço, continuávamos descobrindo pequenos detalhes.

Uma casa diferente aqui.

Um jardim acolá.

Uma rua tranquila que provavelmente passaria despercebida para quem estivesse preocupado apenas com os pontos turísticos.

E justamente por isso gosto desses passeios.

Nem sempre uma viagem precisa ser uma sequência de atrações famosas, fotografias obrigatórias e lugares marcados em um mapa.

Às vezes a melhor parte é simplesmente zanzar pela cidade.

Sem roteiro.

Sem horário.

Olhando as casas, as pessoas, os jardins e as árvores.

Naquele começo de outono de 2016, Monte Verde mostrou um pouco dessa outra face.

E pensar que tudo começou porque estávamos apenas procurando um lugar para almoçar.



-----------------------------------------------------------------------------------

Uma cidade aconchegante.


Estamos no alto da montanha, curtindo os primeiros dias do outono, esta um calorzinho estamos passeando pelas ruas desta encantadora vilazinha da serra.



Um recanto de tranquilidade estamos em busca de um lugar delicioso para almoçar, circulando pelas ruas não muito turísticas, onde vemos casas normais e ainda muito verde com arvores ocupando os jardins.

domingo, 13 de março de 2016

A sucuri no parque Taquaral

Bellacosa Mainframe e uma tarde no Parque e achamos uma sucuri

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

A sucuri no parque Taquaral

O pequeno Formiga se divertia.

Mas boa parte daquela diversão não estava propriamente nos brinquedos do parque. Estava nas histórias malucas que eu inventava na hora.

Bastava encontrar alguma coisa diferente pelo caminho.

Uma estátua.

Um animal.

Um trilho.

Uma construção estranha.

Uma velha caravela parada junto à lagoa.

Ou uma enorme sucuri que, evidentemente, não precisava ser apenas uma escultura.

Na nossa imaginação, qualquer coisa podia ganhar uma história.

E assim explorávamos o Parque Portugal — muito mais conhecido pelos campineiros simplesmente como Parque Taquaral.

Não havia roteiro.

Não havia horário.

Muito menos obrigação de chegar a algum lugar.

Nós simplesmente vasculhávamos.

Procurávamos.

Explorávamos.

Aquelas coisas aparentemente comuns, que depois de centenas de visitas acabam desaparecendo na paisagem para os adultos, ainda eram extraordinárias para uma criança. E eu aproveitava justamente isso.

Se alguma coisa merecesse atenção, nós parávamos.

Olhávamos.

Inventávamos alguma história.

Tirávamos uma fotografia.

Brincávamos um pouco.

E depois continuávamos andando.

🐍 Cuidado com a sucuri!

Foi assim com a famosa sucuri do parque.

Para um adulto, uma escultura.

Para uma criança acompanhada por um adulto disposto a falar algumas bobagens, aquilo poderia ser praticamente qualquer coisa.

Talvez uma gigantesca serpente amazônica que tivesse atravessado secretamente metade do Brasil.

Talvez estivesse dormindo.

Talvez estivesse esperando alguém chegar perto.

Talvez nós fôssemos exploradores enviados numa missão ultrassecreta para descobrir como aquela criatura havia aparecido em Campinas.

Não precisava fazer sentido.

Aliás, era muito melhor quando não fazia sentido algum.

Durante aqueles minutos, não existia necessidade de ser real.

Era fantasia criada exclusivamente para aquele momento, naquele lugar, naquela hora.

E depois seguíamos adiante.



🌳 Um parque que é muitos parques

Talvez o Taquaral seja especialmente adequado para esse tipo de aventura porque ele nunca foi apenas uma lagoa cercada por uma pista de caminhada.

Há os pedalinhos navegando pela água.

Há o velho bonde e seus trilhos.

Há a Concha Acústica.

Há a pista de skate.

Há brinquedos.

Há esculturas.

Há animais.

Há a caravela.

Há ainda aquelas coisas curiosas e quase surreais, sobreviventes de outros tempos, que uma pessoa apressada pode atravessar sem sequer perceber.

Mas, quando estamos procurando aventuras, tudo isso serve de gancho para uma história.

E o parque continua para além de seus próprios limites.

Do lado de fora, quando a rua é fechada aos automóveis, o asfalto muda de função. Onde normalmente passariam carros, aparecem pessoas caminhando, correndo, pedalando, conversando e simplesmente aproveitando o espaço.

O Taquaral se transforma em um enorme organismo vivo.

E talvez essa seja uma de suas características mais bonitas.



Ele acolhe muitas tribos ao mesmo tempo.

Há quem esteja ali para correr.

Quem queira caminhar.

Quem leve a bicicleta.

Quem prefira o skate.

Quem queira andar de pedalinho.

Quem vá pela música.

Quem esteja passeando com a família.

Quem queira fotografar.

Quem simplesmente queira sentar debaixo de uma árvore e não fazer absolutamente nada.

E havia nós.

Nossa atividade era outra:

procurar coisas que pudessem virar histórias.

🔎 O extraordinário escondido no comum

Talvez tenha sido essa a verdadeira brincadeira.

Não era simplesmente levar o Formiga para passear no parque.

Era ensinar, mesmo sem perceber que estava ensinando, que vale a pena prestar atenção.

Uma estátua que milhares de pessoas atravessam sem olhar pode esconder uma aventura.

Um velho trilho pode provocar perguntas.

Para onde ia esse bonde?

Quem andou nele?

Por que ainda existem trilhos aqui?

Uma caravela estacionada no interior de São Paulo é praticamente um convite para uma criança perguntar:

— O que esse negócio está fazendo aqui?

E pronto.

Acabamos de encontrar material para outra história.

Não era necessário preparar nada antecipadamente. A própria paisagem fornecia os elementos e nossa imaginação fazia o restante.

Essa talvez seja uma das lembranças mais gostosas daqueles passeios.

Não tínhamos pressa.

Não precisávamos cumprir uma lista de atrações.

Não existia a obrigação moderna de transformar o passeio numa sucessão de lugares que precisam ser visitados rapidamente antes de seguir para o próximo.

Se alguma coisa despertasse nossa curiosidade, ficávamos ali.

Cinco minutos.

Dez minutos.

O tempo que fosse.

Porque naquele momento aquilo era importante.



📸 E então vinha a fotografia

Cada pequena descoberta que merecia atenção ganhava também uma fotografia.

Naquele instante era apenas mais uma foto.

Anos depois, ela se transforma em outra coisa.

A fotografia da sucuri já não registra apenas uma escultura do Parque Taquaral.

Ela guarda o pequeno Formiga.

Guarda aquela idade.

Guarda uma tarde.

Guarda uma brincadeira.

E, principalmente, guarda uma maneira de enxergar o mundo.

Talvez seja por isso que, tantos anos depois, algumas dessas imagens aparentemente banais adquiram um valor que jamais poderíamos calcular no momento em que apertamos o botão da câmera.

A sucuri continua lá na fotografia.

Mas o menino cresceu.

O dia terminou.

A história inventada naquela hora provavelmente foi esquecida.

E justamente por isso a fotografia ficou tão importante.

Ela é uma pequena âncora lançada naquele instante.

Olho para ela e consigo novamente encontrar aquele parque onde uma escultura não precisava ser simplesmente uma escultura.

Podia ser uma criatura monstruosa.

O bonde podia levar para algum lugar impossível.

A caravela podia estar preparando uma expedição.

E cada curva do caminho podia esconder alguma coisa que ainda não havíamos descoberto.

Talvez essa seja uma das melhores coisas que podemos oferecer a uma criança:

não apenas mostrar o mundo, mas ensinar que o mundo merece ser observado.

Porque uma tarde no parque pode ser apenas uma tarde no parque.

Ou pode ser uma expedição extraordinária.

Depende de quem está olhando.

E naquele dia, no Taquaral, nós estávamos procurando aventuras.

Até uma sucuri apareceu pelo caminho.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O formiguinha enfrenta a sucuri


O parque Portugal vulgarmente conhecido como parque do Taquaral é um lugar cheio de surpresas...

Existem estátuas de ursos pandas, elefantes e ate uma sucuri.... além da famosa caravela na lagoa do Taquaral, o bonde, a concha acústica.

Para as crianças sempre é motivo de uma boa brincadeira se divertir fazendo a farra nas estátuas.


Todos querem fotografar, brincar, participar e curtir bem o dia neste parque fabuloso.


Um gato escondido.

Bellacosa Mainframe e o gato escondido

Um gato escondido.


Coitado do gato que tava na dele bem escondidinho debaixo do banco, esperando o agito passar quando de repente sua paz acabou, enquanto 2 maluquinhos ficavam espionando-o.



Este dia estava uma delicia, muitos e muitos bichinhos soltos, gatos, passaros, cisneis, gansos, patos, marrecos e capivaras. O formiguinha ficou louquinho para chegar mais perto das capivaras, mas a prudência fez-lo ficar numa distancia segura, mesmo tendo um rio entre eles.

Foi uma delicia levar o formiguinha para passear e fazer uma boa bagunça no parque :)

Campinas e os pedalinhos na Lagoa do Taquaral

Bellacosa Mainframe o Formiga se diverte nos pedalinhos na Lagoa do Taquaral no Parque Portugal em Campinas

🚣 Campinas e os Pedalinhos na Lagoa do Taquaral

Um domingo de passeio, água, barcos e descobertas em Campinas

Existem passeios que parecem muito simples quando acontecem, mas que, muitos anos depois, acabam se transformando em pequenas cápsulas do tempo.

Naquele domingo de março de 2016, estávamos passeando pela tradicional Lagoa do Taquaral, em Campinas, um daqueles lugares onde sempre existe alguma coisa acontecendo. Pessoas caminhando, famílias aproveitando o parque, crianças correndo e, naturalmente, muita curiosidade diante da água.

E foi justamente ali que o Formiguinha encontrou algo interessante para investigar: a região dos famosos pedalinhos da Lagoa do Taquaral.

🚣 Lá estavam eles, esperando os próximos navegadores.

Para uma criança, entretanto, aquilo não era simplesmente uma área de lazer. Poderia muito bem ser um pequeno porto escondido no meio de Campinas.

Havia água, embarcações, ancoragem e todo aquele movimento que imediatamente despertava a imaginação.

Mas outra embarcação acabou chamando ainda mais atenção.



🚒 O barco dos bombeiros!

Pronto.

Agora a expedição estava completa.

Formiguinha observava tudo atentamente, tentando entender como aquele barco funcionava e provavelmente imaginando as aventuras que poderiam acontecer naquela lagoa.

É curioso perceber como as crianças conseguem transformar lugares conhecidos em enormes territórios de exploração.

Para os adultos, eram apenas os pedalinhos do Taquaral.

Para ele, talvez estivéssemos diante de uma verdadeira base naval.

😄

Hoje, olhando novamente essas imagens tantos anos depois, o vídeo ganha outro significado.

Não registra apenas um passeio pela Lagoa do Taquaral.

Registra uma tarde, uma idade, uma curiosidade e um pequeno pedaço da nossa história.

Porque o tempo passa silenciosamente.

Os lugares mudam.

As crianças crescem.

Mas algumas tardes continuam navegando para sempre dentro da memória.

El Jefe — Midnight Lunch

📍 Lagoa do Taquaral — Campinas, São Paulo
📅 Março de 2016

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Bagunça nos pedalinhos


Domingo no parque, dia de bagunça explorando os pedalinhos da Lagoa do Taquaral, agora recolhidas mas durante o dia fazem a alegria das crianças e dos adultos.



Com a ajuda do Formiguinha vamos descobrindo os briquedos e explorando todos os detalhes do porto e ancoragem, bem como o barco dos bombeiros que é a grande curiosidade do Formiguinha.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Natal da Galinha Pintadinha - 2015

Bellacosa Mainframe e o Natal da Galinha Pintadinha no Campinas Shopping

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Uma aventura no Campinas Shopping - Natal de 2015


 

O Natal com a Galinha Pintadinha

Não lembro exatamente o que nos levou ao Campinas Shopping naquele dia de dezembro de 2015.

Aliás, talvez isso seja justamente o mais interessante desta memória.

O Campinas Shopping ficava completamente fora de nossa rota habitual. Provavelmente Juliana precisava resolver alguma coisa na Loja do Cidadão ou comprar algo que, por alguma razão, somente encontraríamos por aqueles lados. E, como estávamos com o Formiga, lá fomos nós transformar mais uma obrigação qualquer em passeio.

Era assim que muitas de nossas pequenas aventuras aconteciam.

Sem planejamento.

Sem roteiro.

Simplesmente estávamos em algum lugar e resolvíamos explorar.

E naquele dia encontramos uma surpresa.

Era época de Natal.

Naqueles anos, os grandes shoppings ainda pareciam disputar entre si quem conseguiria montar a decoração natalina mais impressionante. Havia orçamento, espaço e vontade de transformar corredores comerciais em verdadeiros parques temáticos temporários.

Não eram apenas algumas luzinhas penduradas e uma árvore no meio da praça.

Eram exposições que realmente enchiam os olhos.

No Campinas Shopping encontramos o Natal da Galinha Pintadinha.

Para quem tinha uma criança pequena junto, estava feito o programa.

Cenários coloridos, personagens conhecidos pelos pequenos e, principalmente, uma roda-gigante instalada como parte das atrações. Aquilo que provavelmente seria apenas uma passagem rápida pelo shopping acabou ganhando mais alguns capítulos.

O Formiguinha estava se divertindo.

Até acontecer uma daquelas cenas WTF que parecem procurar a gente.

Se minha memória não estiver misturando os acontecimentos depois de tantos anos, apareceu um sujeito decidido a demonstrar que a roda-gigante não era segura.

E qual seria o método científico escolhido pelo cidadão?

Praticamente tentar derrubar a si próprio.

O homem começou a fazer um esforço absurdo na cadeira, movimentando o corpo até conseguir girá-la completamente. Em determinado momento ficou praticamente pendurado.

Tudo isso aparentemente para provar que o brinquedo era perigoso.

A parte mais surreal era justamente o enorme esforço físico necessário para produzir a situação que deveria demonstrar espontaneamente a suposta insegurança.

Era quase:

— Vejam como isso é perigoso!

Depois de deliberadamente fazer tudo aquilo que uma pessoa normalmente não faria dentro do brinquedo.

Para um adulto, a cena era bizarra.

Para o Formiguinha, nem tanto.

Ele ficou meio assustado vendo aquela confusão.

Talvez seja justamente por isso que, mais de dez anos depois, ainda reste esse fragmento perdido na memória.

Uma ida ao Campinas Shopping cuja razão original desapareceu.

Uma decoração de Natal que não esperávamos encontrar.

A Galinha Pintadinha.

Uma roda-gigante.

Um sujeito tentando provar que ela era insegura praticamente fazendo acrobacias para conseguir ficar pendurado nela.

E um Formiguinha olhando aquilo provavelmente pensando:

“Mas por que esse adulto está fazendo isso?”

No final, é curioso perceber como funcionam nossas lembranças.

Não recordo o que fomos comprar.

Não lembro qual burocracia talvez Juliana precisasse resolver.

Isso tudo desapareceu.

Mas lembro das luzes.

Lembro da decoração.

Lembro da roda-gigante.

Lembro do Formiga.

E lembro do maluco pendurado.

Talvez nossas memórias tenham seu próprio algoritmo de armazenamento: descartam aquilo que parecia importante naquele momento e preservam justamente o absurdo, o inesperado e o divertido.

E foi assim que uma provável ida à Loja do Cidadão acabou arquivada para sempre como:

O Natal da Galinha Pintadinha de 2015.



-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Campinas Shopping no Natal de 2015


Foi montando um parque com atrações da Galinha Pintadinha Natalina, instalaram oficina e uma roda gigante para as crianças.


Apesar de ser um Shopping fora de mão e pequeno, tem a vantagem de ter a policia federal e o Poupatempo, fazendo que vala a pena ir ate ele.

Já sabem se precisarem tirar passaporte ou renovarem a carta de condução, o Shopping Campinas tem tudo.





Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
GitHub LinkedIn
Inicializando conteúdo...