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sábado, 29 de março de 2014

☕🔥 ABEND S913 — O “MURO DE SEGURANÇA” DO z/OS

 

Bellacosa Mainframe e o abend s913

☕🔥 ABEND S913 — O “MURO DE SEGURANÇA” DO z/OS

Quando o Mainframe Diz:

“VOCÊ NÃO TEM AUTORIZAÇÃO PARA FAZER ISSO.”

Se existe um ABEND que faz TODO Junior Padawan descobrir que:

segurança no mainframe é levada MUITO a sério…

é o lendário:

🚨 S913

E normalmente ele aparece assim:

IEF450I JOBNAME STEP01 - ABEND=S913

ou:

ICH408I USER NOT AUTHORIZED

ou ainda:

IEC150I 913-38

E então começa o pânico:

“Mas o dataset existe!”
“O JCL está certo!”
“Funcionava ontem!”
“O RACF me odeia?”
“O z/OS acabou de me expulsar do castelo?”

☕ Respira.

Porque o S913 é um dos ABENDs MAIS IMPORTANTES para entender:

RACF

segurança z/OS

autorização

datasets protegidos

acesso batch

permissões

auditoria corporativa


🔥 O QUE É O S913?

O S913 é um:

🚨 SECURITY / AUTHORIZATION FAILURE

Traduzindo:

O z/OS NEGOU ACESSO A UM RECURSO.


☕ A FILOSOFIA DO S913

No mundo mainframe:

NADA É ACESSADO SEM AUTORIZAÇÃO.

Nem:

  • dataset

  • transação

  • programa

  • loadlib

  • tape

  • recurso CICS

  • DB2

  • spool


🔥 O GRANDE SEGREDO

O S913 normalmente NÃO é erro de COBOL.

É:

erro de segurança.


☕ ANALOGIA BELLACOSA MAINFRAME

Imagine um cofre bancário.

Você possui:

✅ crachá
✅ login
✅ senha

Mas tenta entrar numa área:

❌ sem autorização.

O segurança aparece imediatamente.

Isso é o:

☠️ S913


🔥 O VERDADEIRO VILÃO

🚨 RACF

Ou equivalentes:

  • ACF2

  • Top Secret


☕ O QUE É RACF?

Resource Access Control Facility

O guardião do z/OS.

Controla:

  • quem acessa

  • o quê

  • quando

  • como

  • com qual permissão


🔥 O MOMENTO EXATO DO S913

Fluxo:

Programa/JCL tenta acessar recurso
 ↓
SAF/RACF intercepta
 ↓
Valida permissão
 ↓
Acesso negado
 ↓
S913

☕ O CASO MAIS CLÁSSICO

DATASET SEM AUTORIZAÇÃO


🔥 EXEMPLO

//CLIENTE DD DSN=EMPRESA.FINANCEIRO.MASTER,
// DISP=SHR

Mas o usuário NÃO possui acesso.

Resultado:

💥 S913


☕ O MAINFRAME OLHA E DIZ

“VOCÊ NÃO TEM PERMISSÃO PARA VER ISSO.”


🔥 O IEC150I 913-38

Lenda clássica do z/OS.


☕ O QUE SIGNIFICA?

Frequentemente:

dataset authorization failure.


🔥 O ICH408I — A MENSAGEM SAGRADA

Essa é ouro puro.

Exemplo:

ICH408I USER(USER01) GROUP(GRP1)
NAME(USER TESTE)
EMPRESA.FINANCEIRO CL(DATASET)
INSUFFICIENT ACCESS AUTHORITY

Isso revela:

  • usuário

  • grupo

  • recurso

  • classe

  • nível negado


☕ O MAIOR ERRO DO PADAWAN

Ver:

S913

e recompilar COBOL.

Não.

O problema geralmente NÃO está no código.


🔥 O S913 E O DISP=OLD

Outro clássico.


☕ EXEMPLO

//ARQ DD DISP=OLD

Mas usuário só possui:

READ

Não possui:

UPDATE

Resultado:

☠️ S913


🔥 O S913 E O LOADLIB

Até executáveis possuem proteção.


☕ EXEMPLO

//STEPLIB DD DSN=EMPRESA.PROD.LOAD

Sem permissão de EXECUTE/READ:

💥 S913


🔥 O S913 E O CICS

No CICS isso aparece MUITO como:

NOTAUTH

AEY9

RACF violation


☕ O S913 E O DB2

Outro território sombrio.

Usuário tenta:

SELECT * FROM CLIENTES

Sem permissão.

DB2 chama RACF/segurança.

Resultado:

☠️ acesso negado.


🔥 O S913 E O JES2

Até o spool pode ser protegido.

Você tenta:

  • cancelar job

  • ver output

  • acessar SYSOUT

Sem autorização:

💥 S913


☕ O S913 E O FTP

Clássico enterprise.

Usuário tenta transferir:

dataset protegido

FTP recebe:

permission denied.

Origem real:

RACF.


🔥 COMO INVESTIGAR O S913 PASSO A PASSO


✅ PASSO 1 — PROCURE ICH408I

Essa mensagem é a Bíblia do S913.


✅ PASSO 2 — IDENTIFIQUE O RECURSO

Exemplo:

EMPRESA.ARQ.CLIENTE

✅ PASSO 3 — IDENTIFIQUE O TIPO DE ACESSO

Pergunte:

Tentou:

  • READ?

  • UPDATE?

  • ALTER?

  • EXECUTE?


✅ PASSO 4 — VERIFIQUE DISP


☕ DISP=SHR

Normalmente leitura.


☕ DISP=OLD

Controle exclusivo/update.


☕ DISP=MOD

Alteração.


🔥 PASSO 5 — FALE COM SEGURANÇA/RACF

Sim.

Mainframe é trabalho em equipe.


☕ O DUMP DO S913

Muitas vezes:

dump quase irrelevante.

Porque o erro é de autorização.

O ouro está nas mensagens:

  • ICH408I

  • IEC150I

  • IEFxxxx


🔥 O S913 E O “FUNCIONAVA ONTEM”

O clássico absoluto.


☕ O QUE ACONTECEU?

Talvez:

  • RACF mudou

  • grupo mudou

  • perfil mudou

  • dataset foi recatalogado

  • ACL alterada

  • migração ocorreu


🔥 O S913 FANTASMA

Outro terror real.

Job A cria dataset.

Job B tenta acessar.

Mas:

owner/permissão mudou.

Resultado:

💥 S913


☕ O S913 E O PROTECTED DATASETS

Datasets críticos costumam ser blindados:

  • folha salarial

  • financeiro

  • cartões

  • PIX

  • banking core

  • produção

O RACF leva isso MUITO a sério.


🔥 O S913 E O AUDITOR

Toda violação geralmente fica registrada.

Mainframe possui auditoria fortíssima.


☕ O S913 E O OPERADOR

Até operadores podem ter limites.

No z/OS:

privilégio é granular.


🔥 O S913 E O SURROGAT

Modo arquimago ativado.

Jobs submetidos em nome de outros usuários podem falhar por:

surrogate authorization.


☕ O S913 E O APF

Bibliotecas APF também possuem proteção pesada.


🔥 O SEGREDO DOS VETERANOS

Veteranos sempre perguntam:

“QUAL RECURSO FOI NEGADO?”

Porque o S913 é:

sintoma.

O alvo verdadeiro está na mensagem RACF.


☕ COMO EVITAR S913


✅ Validar permissões antes


✅ Revisar DISP


✅ Entender READ vs UPDATE


✅ Validar grupos RACF


✅ Revisar mudanças de segurança


✅ Evitar hardcode de datasets protegidos


✅ Trabalhar junto com equipe RACF


🔥 CURIOSIDADE HISTÓRICA

O S913 nasceu na era em que:

bancos começaram a depender totalmente do mainframe.

IBM percebeu cedo que segurança corporativa precisava ser:

rígida

auditável

centralizada

RACF virou um dos sistemas de segurança mais respeitados do mundo.


☕ EASTER EGG MAINFRAME

Veteranos brincam:

“S913 significa:

Você Tentou Entrar Onde Não Devia.”


🔥 O MAIOR ENSINAMENTO DO S913

Ele ensina algo profundo:

no z/OS, SEGURANÇA vem antes da conveniência.

Não importa:

  • se o programa funciona

  • se o JCL está perfeito

  • se o COBOL compilou

Sem autorização:

nada acontece.


☕ A VERDADE FINAL

O S0C7 pune dados inválidos.
O S0C4 pune memória inválida.
O S806 pune programas inexistentes.
O S878 pune fragmentação de storage.

Mas…

☕ O S913 É O MOMENTO EM QUE O z/OS OLHA PARA VOCÊ… E DECIDE QUE VOCÊ NÃO TEM PERMISSÃO PARA PASSAR PELO PORTÃO.


sexta-feira, 28 de março de 2014

🔥☕ AS TSUNDERES MAIS LENDÁRIAS DOS ANIMES — QUANDO O “BAKA!” VIROU UMA ARTE ☕🔥

 

Bellacosa Mainframe as tsunderes mais lendarias dos animes

🔥☕ AS TSUNDERES MAIS LENDÁRIAS DOS ANIMES — QUANDO O “BAKA!” VIROU UMA ARTE ☕🔥

Existe um fenômeno nos animes que atravessou gerações, destruiu corações, criou guerras de waifus e ensinou ao planeta inteiro que amor e agressividade podem coexistir no mesmo diálogo.

Esse fenômeno se chama:

🌪️ TSUNDERE

A fórmula clássica:

“EU NÃO FIZ ISSO POR VOCÊ, SEU IDIOTA!!! 😡”

…seguido de:

“m-mas… você está bem? 🥺”

E pronto.
Milhões de fãs caíram nessa armadilha emocional desde os anos 90.

O termo “tsundere” vem da combinação de:

  • Tsun-tsun → pessoa fria, irritada, agressiva
  • Dere-dere → apaixonada, carinhosa, derretida

Ou seja:
uma personagem que começa parecendo um firewall RACF em modo paranoia… e depois vira um terminal 3270 cheio de amor reprimido.

Prepare o café.
Hoje vamos entrar no laboratório emocional das tsunderes mais famosas da história dos animes.


🔥 1. TAIGA AISAKA — A “TIGRESA DE BOLSO”

(Toradora! — 2008)

📺 Anime

Toradora!
Studio: J.C.Staff
Ano: 2008

👤 Quem é?

Taiga é pequena.
Muito pequena.

Mas emocionalmente?
Ela é um míssil balístico intercontinental.

Recebeu o apelido de:

🐯 “Palmtop Tiger”

(A Tigresa de Bolso)

Ela mistura:

  • explosões de raiva
  • insegurança emocional
  • dificuldade em demonstrar carinho
  • dependência afetiva escondida

Tudo isso num pacote portátil destruidor de protagonistas.


🧠 Personalidade

Taiga é o modelo clássico da tsundere moderna:

  • agressiva por defesa emocional
  • incapaz de expressar vulnerabilidade
  • ciumenta sem admitir
  • romântica escondida atrás de violência cartoon

Ela praticamente definiu o padrão das tsunderes dos anos 2000.


☕ Curiosidades

🎯 O anime ajudou a popularizar o termo “tsundere” no Ocidente

Muita gente conheceu o arquétipo por causa dela.

🎯 O nome “Toradora”

vem da combinação:

  • “Tora” = tigre
  • “Dora” = dragão

Representando Taiga e Ryuuji.

🎯 Easter Egg emocional

A abertura parece comédia romântica…
mas o anime trata:

  • abandono emocional
  • solidão
  • carência afetiva
  • medo de rejeição

De forma surpreendentemente madura.


🔥 2. ASUKA LANGLEY SORYU — A TSUNDERE QUE TRAUMATIZOU UMA GERAÇÃO

(Neon Genesis Evangelion — 1995)

📺 Anime

Neon Genesis Evangelion
Studio: Gainax
Ano: 1995


👤 Quem é?

Asuka não é apenas uma tsundere.

Ela é praticamente:

💥 “A mãe das tsunderes modernas”

Antes dela existiam personagens agressivas.
Depois dela…
o arquétipo virou ciência.


🧠 Personalidade

Asuka é:

  • arrogante
  • competitiva
  • emocionalmente quebrada
  • desesperada por validação

Ela usa superioridade como mecanismo de defesa.

Quanto mais insegura fica…
mais agressiva se torna.

Hideaki Anno criou nela um retrato brutal de:

  • ego
  • depressão
  • trauma infantil
  • necessidade de aprovação

☕ Curiosidades

🎯 A cor vermelha

Tudo nela remete a agressividade:

  • EVA vermelho
  • cabelo ruivo
  • personalidade explosiva

🎯 A dublagem original

As falas da Asuka misturam japonês com alemão.
Ela foi criada como descendente alemã.

🎯 Easter Egg psicológico

A frase:

“Anta baka?!”

Virou patrimônio histórico otaku.


💀 Impacto cultural

Muitas tsunderes posteriores:

  • copiaram Asuka
  • foram inspiradas nela
  • tentaram reproduzir sua dinâmica emocional

Ela virou blueprint da indústria.


🔥 3. RIN TOHSAKA — A TSUNDERE ELEGANTE

(Fate/stay night — 2006)

📺 Anime

Fate/stay night
Studio DEEN (2006)
Ufotable (Unlimited Blade Works — 2014)


👤 Quem é?

Rin é o oposto da tsundere caótica.

Ela é:

  • inteligente
  • refinada
  • estratégica
  • sarcástica

Uma tsundere “high class”.


🧠 Personalidade

Ela alterna entre:

  • frieza calculista
  • preocupação genuína
  • arrogância elegante
  • vergonha afetiva

Rin é extremamente competente…
mas emocionalmente desorganizada quando o assunto é romance.


☕ Curiosidades

🎯 Ela quase virou protagonista principal da franquia Fate

Muitos fãs consideram Rin mais carismática que Shirou.

🎯 O visual dela influenciou centenas de personagens

Principalmente:

  • meia preta
  • cabelo preto longo
  • roupa vermelha

Virou estética padrão dos anos 2000.

🎯 Easter Egg

As joias mágicas dela representam literalmente dinheiro queimando.
Ser maga em Fate é CARÍSSIMO.


🔥 4. KAGAMI HIIRAGI — A TSUNDERE META

(Lucky Star — 2007)

📺 Anime

Lucky Star
Kyoto Animation
Ano: 2007


👤 Quem é?

Kagami é praticamente:

😂 uma PARÓDIA das tsunderes

Ela sabe que parece tsundere.
Os personagens sabem.
O anime sabe.
O público sabe.

E o anime brinca com isso o tempo todo.


🧠 Personalidade

Ela é:

  • séria
  • responsável
  • irritadiça
  • secretamente fofa

Mas diferente das tsunderes clássicas…
ela parece mais humana e cotidiana.


☕ Curiosidades

🎯 Lucky Star é cheio de referências otaku

Evangelion.
Haruhi.
Visual novels.
Games.
Tudo aparece escondido.

🎯 Kagami virou meme cultural

Principalmente pelos:

  • “não é como se…”
  • surtos de vergonha
  • reações exageradas

🔥 5. MAKISE KURISU — A TSUNDERE CIENTISTA

(Steins;Gate — 2011)

📺 Anime

Steins;Gate
White Fox
Ano: 2011


👤 Quem é?

Kurisu é uma das tsunderes mais inteligentes já criadas.

Literalmente.

Ela é neurocientista prodígio.


🧠 Personalidade

Diferente das tsunderes explosivas:
Kurisu usa:

  • sarcasmo
  • ironia
  • racionalidade extrema

Ela vive tentando esconder:

  • carinho
  • preocupação
  • afeto verdadeiro

atrás de lógica científica.


☕ Curiosidades

🎯 O apelido “Christina”

Okabe chama ela assim só para irritá-la.

E funciona perfeitamente.

🎯 Easter Egg científico

O anime usa conceitos reais:

  • CERN
  • buracos negros microscópicos
  • teoria temporal
  • John Titor

Misturando ciência e ficção de forma brilhante.

🎯 Ela é considerada uma das tsunderes mais “adultas”

Porque age mais como uma pessoa real do que caricatura.


🔥 6. MISAKA MIKOTO — A TSUNDERE ELÉTRICA

(A Certain Scientific Railgun — 2009)

📺 Anime

Toaru Kagaku no Railgun
Ano: 2009


👤 Quem é?

Uma adolescente capaz de disparar moedas em velocidade absurda usando eletricidade.

Basicamente:

⚡ uma usina hidrelétrica emocional.


🧠 Personalidade

Misaka:

  • tenta parecer madura
  • perde a compostura facilmente
  • fica extremamente envergonhada
  • desconta emoções nos outros

Principalmente no Touma.


☕ Curiosidades

🎯 O golpe “Railgun”

é baseado em arma eletromagnética real.

🎯 Ela é uma das personagens femininas mais populares do Japão

Durante anos dominou rankings da revista Newtype.

🎯 Easter Egg

As moedas usadas por ela viraram item icônico da franquia.


☕ POR QUE TSUNDERES FIZERAM TANTO SUCESSO?

Porque elas representam:

  • vulnerabilidade escondida
  • dificuldade emocional
  • orgulho afetivo
  • medo de rejeição

Em termos psicológicos…
a tsundere é alguém tentando proteger o próprio coração.

O problema é que no anime isso geralmente vem acompanhado de:

  • tapas
  • socos
  • gritaria
  • explosões nucleares emocionais

🔥 A EVOLUÇÃO DAS TSUNDERES

📼 Anos 90

Tsunderes mais agressivas e traumáticas.
Exemplo:

  • Asuka

💿 Anos 2000

Era da comédia romântica explosiva.
Exemplo:

  • Taiga
  • Kagami
  • Louise

📡 Anos 2010

Tsunderes mais humanas e sofisticadas.
Exemplo:

  • Kurisu
  • Rin
  • Misaka

📱 Hoje

O arquétipo ficou mais suave.
Muitos animes evitam violência exagerada e focam em:

  • insegurança emocional
  • sarcasmo
  • relações mais naturais

☕ CURIOSIDADE FINAL — O “TSUN” VIROU LINGUAGEM GLOBAL

Hoje o termo:

“tsundere”

é conhecido no mundo inteiro.

Virou:

  • meme
  • tipo de personalidade
  • categoria de personagem
  • linguagem de internet

Até quem nunca viu anime já reconhece:

“a pessoa que finge não gostar… mas claramente gosta.”


🔥☕ CONCLUSÃO

As tsunderes sobreviveram décadas porque misturam:

  • caos emocional
  • humor
  • romance
  • vulnerabilidade humana

Elas gritam.
Negam sentimentos.
Explodem.
Entram em pane emocional.

Mas no fundo…
são personagens tentando aprender algo extremamente difícil:

💔 demonstrar afeto sem medo.

E talvez seja exatamente por isso que tanta gente se identifica com elas.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Changeman - View Changes


Um Café no Bellacosa Mainframe

Changeman – View Changes

O “git log / git diff” raiz do z/OS, muito antes de virar moda 😉

Se você já trabalhou com CA Changeman em ambiente IBM Mainframe, sabe: ele não é apenas uma ferramenta de controle de mudanças. Ele é praticamente um guardião da sanidade do programador, do analista e do auditor.
E dentro desse universo, existe um recurso simples, poderoso e muitas vezes subestimado: View Changes.

Vamos destrinchar isso ao melhor estilo Bellacosa Mainframe: com história, passo a passo, dicas práticas, curiosidades, comandos e até alguns easter eggs que só quem já sofreu em produção entende 😄


1️⃣ O que é o Changeman?

O CA Changeman ZMF (Zero Migration Facility) é uma ferramenta de Change Management usada no z/OS para:

  • Controlar versões de programas (COBOL, PL/I, ASM, JCL, PROC, COPY, etc.)

  • Garantir rastreabilidade (quem mudou, quando, por quê)

  • Organizar ambientes (DEV → QA → HML → PRD)

  • Atender auditorias (SOX, PCI, ISO, BACEN feelings 😅)

👉 Antes do GitHub existir, o Changeman já fazia controle de versão sério no mainframe.


2️⃣ O que é o View Changes?

O View Changes permite visualizar as diferenças entre versões de um componente antes, durante ou depois de uma migração.

Em outras palavras:

“O que exatamente mudou nesse programa?”

Ele compara:

  • Baseline × Working

  • Package × Baseline

  • Versão antiga × versão nova

  • Antes da promoção × depois da promoção

📌 É o diff do mainframe, só que com gravata e crachá corporativo.


3️⃣ Um pouco de história 📜

Antes do Changeman:

  • Alterações eram feitas direto em PDS

  • Versionamento? → “Salva uma cópia com outro nome”

  • Auditoria? → “Confia em mim”

  • Rastreabilidade? → JES2 $HASP050 de nervoso

O Changeman surgiu para organizar o caos, trazendo:

  • Processos formais

  • Packages

  • Approvals

  • Promote / Demote

  • E claro… comparação de mudanças

O View Changes nasce exatamente dessa necessidade:
👉 Mostrar claramente o impacto de cada alteração.


4️⃣ Onde o View Changes aparece no dia a dia?

Você vai encontrar o View Changes principalmente em:

  • Component List

  • Package List

  • Baseline Browse

  • Staging / Promotion Review

Normalmente acessado via ISPF menus do Changeman.


5️⃣ Passo a passo – View Changes na prática 🧭

🔹 1. Acesse o Changeman

Via ISPF:

=CM

(ou a opção configurada no seu shop)


🔹 2. Entre em um Package ou Application

  • Selecione a Application

  • Escolha o Package

  • Liste os Components


🔹 3. Selecione o componente desejado

Exemplo:

  • Programa COBOL

  • JCL

  • Copybook

Normalmente usando:

S (Select)

ou

V (View)

🔹 4. Escolha View Changes

Dependendo do menu, pode aparecer como:

  • View Changes

  • Compare

  • Diff

  • Browse Changes

O Changeman então:
✔ Compara a versão atual com a versão anterior
✔ Abre uma tela de comparação lado a lado ou inline


🔹 5. Analise as diferenças

Você verá:

  • Linhas adicionadas

  • Linhas removidas

  • Linhas alteradas

  • Numeração original do source

🎯 Aqui está a verdade nua e crua da mudança.


6️⃣ Como a comparação aparece? 👀

Geralmente:

  • Linhas alteradas marcadas com símbolos

  • Prefixos como:

    • + inclusão

    • - remoção

    • ! modificação

  • Numeração antiga × nova

📌 Dica Bellacosa:

Leia o diff antes de promover. Depois não adianta chorar no console.


7️⃣ Comandos úteis durante o View Changes ⌨️

Dentro da tela de visualização:

  • FIND 'STRING'
    🔎 Localiza mudanças específicas

  • LOCATE nnnnnn
    📍 Vai direto para uma linha

  • UP / DOWN
    📜 Navegação

  • RFIND
    🔁 Repetir busca

  • LEFT / RIGHT
    ↔ Em comparações lado a lado


8️⃣ Dicas práticas (experiência de trincheira) 🧠

Sempre use View Changes antes do Promote
Evita aquele clássico: “Não era isso que eu tinha mudado”.

Use em JCL também!
Um DISP=SHR que virou OLD já derrubou muita madrugada.

Compare COPYBOOKs com carinho
Uma mudança pequena pode quebrar 20 programas.

Leia o diff como auditor
Se você não consegue explicar a mudança, o auditor vai adorar perguntar 😄


9️⃣ Curiosidades ☕

  • Changeman faz diff linha a linha, não lógico

  • Espaços contam (sim, COBOL feelings)

  • Comentários alterados aparecem como mudança

  • Alguns shops limitam o View Changes por perfil RACF


🔟 Easter Eggs Bellacosa 🥚

🥚 Mudança fantasma
Você jura que não mudou nada… mas o View Changes mostra diferenças.
👉 Normalmente:

  • Espaço a mais

  • Tab invisível

  • Fim de linha diferente

🥚 Comentário que salva auditoria
Um simples comentário bem escrito no source pode justificar toda a alteração no diff.

🥚 O “View Changes do susto”
Quando você percebe que alguém alterou algo que não estava no request
e o Changeman virou sua testemunha oficial 😎


1️⃣1️⃣ Changeman vs Git (comparação inevitável)

ConceitoChangemanGit
DiffView Changesgit diff
HistóricoPackagescommits
AprovaçãoApprovalspull request
ProduçãoPromotemerge/main

👉 Moral da história:
Mainframe sempre esteve anos à frente – só não tinha hype.


1️⃣2️⃣ Comentário final Bellacosa Mainframe ☕

O View Changes é simples, mas poderoso.
Ele:

  • Evita erros

  • Salva horas de debug

  • Ajuda auditorias

  • Protege produção

  • E ensina disciplina técnica

Se você trabalha com Changeman e não usa View Changes, está pilotando um z/OS de olhos fechados.

Mainframe não perdoa achismo. Ele exige evidência.

E o View Changes é uma das melhores evidências que você pode ter. 

Z.CH

5 – List Package

S2 – View objects in Package

VC – View Changes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 26 de março de 2014

💾 TK-85 — O 8 bits que roubava a televisão da novela

 



💾 TK-85 — O 8 bits que roubava a televisão da novela

Por Bellacosa Mainframe

Antes da IA, antes do chat, antes do Wi-Fi, existia um tempo em que o computador ligava na televisão da sala.
E essa televisão era a única da casa.
Era um Brasil analógico, dividido entre o chiado da fita cassete e o som do tema de abertura da novela das oito.
E foi nesse cenário que chegou o TK-85 — meu primeiro microcomputador pessoal, e talvez o primeiro portal que me levou ao universo digital.



🧩 O nascimento de um herói de 8 bits

O TK-85 foi lançado em 1983 pela Microdigital Eletrônica, em São Paulo.
Era o sucessor direto do TK-82C, e um clone brasileiro do ZX Spectrum, da inglesa Sinclair Research.
Mas, como tudo no Brasil, o TK-85 tinha sotaque próprio: tropicalizado, adaptado, cheio de improviso e paixão.

Ele vinha com um processador Zilog Z80A rodando a 3,25 MHz, entre 16K e 48K de RAM, e um interpretador BASIC gravado na ROM.
O armazenamento? Fita cassete comum — o mesmo gravador usado pra ouvir Roberto Carlos no domingo.
Era o computador de mesa… sem mesa. O monitor era a TV da família, e o “boot” acontecia quando ninguém estava assistindo novela.



📺 Drama doméstico: a TV ou o futuro?

Ligar o TK-85 era um ritual doméstico e diplomático.
Eu esperava pacientemente a hora certa — quando o jornal acabava e a novela ainda não tinha começado.
Conectava o cabo de RF na traseira da televisão, girava o seletor até aparecer aquela imagem mística:

MICRODIGITAL TK-85 OK

Era um milagre tecnológico piscando na tela da Philco.
Mas bastava minha mãe gritar da cozinha — “Menino, desliga isso que vai começar Roque Santeiro!” — e o futuro precisava esperar mais um capítulo.
Hoje penso que, de alguma forma, era poético: enquanto o Brasil inteiro sonhava com a ficção das novelas, eu sonhava com as ficções da lógica, com universos feitos de números e comandos.

🧠 Um professor silencioso

O TK-85 foi meu primeiro professor digital.
Com ele aprendi o poder da lógica, a paciência da depuração, a beleza de ver uma linha de código funcionar.
Era simples, direto — e absolutamente mágico:

10 PRINT "HELLO, WORLD" 20 GOTO 10

A tela da TV se enchia de palavras infinitas, e eu sentia que tinha descoberto uma nova linguagem — uma conversa secreta com a máquina.
Enquanto o mundo via apenas letras piscando, eu via mundos inteiros surgindo de um “OK”.

🕹️ Cultura, curiosidades e nostalgia

  • O nome “TK” vinha de Tadao Kogyo, fundador da Microdigital.

  • Jogos clássicos como Manic Miner e Jetpac eram carregados de fita cassete, e o ruído do carregamento era o hino não-oficial da programação doméstica.

  • O TK-85 tinha teclas firmes, de verdade — um luxo frente ao teclado de membrana dos modelos anteriores.

  • O BASIC era o idioma universal de quem acreditava que a imaginação podia caber em 48K.

  • E cada travamento no meio do LOAD era uma lição precoce sobre resiliência.

💾 Do 8 bits à nuvem

O TK-85 me ensinou muito antes de eu entrar no mundo do mainframe e, décadas depois, ver nascer a inteligência artificial.
Naquela tela de TV disputada pela família, eu aprendi o que significava falar com a máquina — não como servo, mas como cúmplice.

Hoje, quando vejo algoritmos escrevendo textos, interpretando imagens e criando mundos, lembro do meu TK-85.
Ele não tinha voz, não tinha rede, não tinha nada além de 48K de sonho.
Mas foi ali que o futuro começou a carregar — um LOAD longo, com chiado, mas inevitável.

☕ Epílogo

O TK-85 não era apenas um computador: era um rito de passagem.
Foi ele que me ensinou que o digital podia ser humano, e que cada linha de código era uma forma de poesia.
Ele roubava a televisão da novela, sim — mas devolvia algo muito maior: a sensação de que o impossível podia ser aprendido, tecla por tecla.

E talvez, no fundo, essa tenha sido a primeira forma de inteligência artificial que conheci:
a capacidade do ser humano de sonhar com a máquina e, ao sonhar, reinventar o próprio mundo.


Bellacosa Mainframe
☕ Porque toda máquina tem alma — e toda infância tem um terminal piscando em “OK”.


domingo, 23 de março de 2014

Frango grelhado no carvao

Frango assado como churrasco


Outra especialidade portuguesa que trouxe comigo. O frango no carvão.

Um frango bem temperadinho com alho, cebola, salsa, cebolinha, oregano, pimenta, vinagre e sal.

Carvão em brasa bem quente.



Colocamos o frango na brasa e deixamos assar sem muito enrolação, molhando de tempos em tempos o frango com o caldo em que ele ficou de molho.

Acompanha bem com batatas fritas e arroz, batatas cozidas no proprio caldo do frango e salada

Bom apetite


terça-feira, 18 de março de 2014

☕🌙 MIAI E YOBAI — ENTRE CASAMENTOS ARRANJADOS E VISITAS NOTURNAS: O “PROTOCOLO SOCIAL LEGADO” DO JAPÃO ANTIGO 💾🔥

 

Bellacosa Mainframe e o antigo costume dos casamentos arranjados

☕🌙 MIAI E YOBAI — ENTRE CASAMENTOS ARRANJADOS E VISITAS NOTURNAS: O “PROTOCOLO SOCIAL LEGADO” DO JAPÃO ANTIGO 💾🔥

Quando o ocidente pensa no Japão antigo…
normalmente imagina:

  • samurais

  • templos

  • katanas

  • gueixas

Mas existe um lado MUITO mais complexo e pouco compreendido da sociedade japonesa histórica.

Entre essas tradições estão:

🌸 Miai (見合い)

e

🌙 Yobai (夜這い)

Dois conceitos completamente diferentes…
mas que revelam como:

  • relacionamentos

  • casamento

  • sexualidade

  • estrutura social

funcionavam no Japão de épocas passadas.

E sinceramente?

A análise disso parece quase estudar:

protocolos sociais executando em sistemas culturais legados.


☕ O QUE É MIAI?

🌸 Miai (見合い)

é o famoso:

“casamento arranjado japonês”.

Mas novamente:
não era simplesmente:

“pais obrigando pessoas a casar”.

O sistema era MUITO mais sofisticado.


💾 O SIGNIFICADO DA PALAVRA

“Miai” pode ser entendido como:

  • encontro formal

  • reunião para avaliação matrimonial

Era basicamente:

um matchmaking social estruturado.


🔥 COMO FUNCIONAVA?

Famílias organizavam:

  • encontros

  • apresentações

  • análise de compatibilidade

Muitas vezes usando:

  • intermediários

  • parentes

  • conhecidos

  • casamenteiros profissionais


☕ O “NAKODO”

O intermediário clássico era:

Nakodo (仲人)

Uma espécie de:

  • mediador

  • negociador

  • facilitador social

Quase:

um middleware humano matrimonial.


💀 O CASAMENTO COMO INFRAESTRUTURA SOCIAL

No Japão antigo:
casamento NÃO era visto apenas como:

  • romance

  • paixão

Mas como:

  • estabilidade

  • continuidade familiar

  • aliança social

  • sobrevivência econômica


☕ A LÓGICA ERA DIFERENTE DO OCIDENTE MODERNO

Hoje pensamos:

“casar por amor”.

Mas historicamente em muitos países:
casamento era:

arquitetura social.

O Japão não era exceção.


💾 O MIAI ERA “CURADORIA HUMANA”

Famílias analisavam:

  • reputação

  • educação

  • status

  • linhagem

  • estabilidade

  • comportamento

Era quase:

um algoritmo social manual pré-internet.


🔥 O BOOM DO MIAI NO JAPÃO MODERNO

Curiosamente:
o Miai ficou MUITO forte após:

Segunda Guerra Mundial.

Principalmente entre:

  • classe média

  • salarymen

  • famílias urbanas


☕ POR QUE FUNCIONAVA?

Porque o Japão pós-guerra era:

  • extremamente coletivo

  • focado em estabilidade

  • estruturado socialmente

O casamento funcionava quase como:

integração corporativa familiar.


💀 O DECLÍNIO

Com:

  • individualismo

  • cultura pop

  • romance moderno

  • apps de namoro

o Miai começou a cair.

Mesmo assim:
AINDA existe hoje.

Especialmente em:

  • famílias tradicionais

  • alta sociedade

  • contextos conservadores


☕ E O QUE É YOBAI?

Agora entramos numa área MUITO mais complexa.

🌙 Yobai (夜這い)

literalmente significa:

“visita noturna”.

E aqui a internet costuma simplificar ou distorcer MUITO o tema.


💾 O QUE ERA O YOBAI?

Historicamente:
Yobai era uma prática rural antiga onde:
homens visitavam mulheres durante a noite.

Mas isso variava ENORMEMENTE:

  • por região

  • época

  • contexto social

  • regras locais


🔥 NÃO EXISTIA UM “YOBAI UNIVERSAL”

Isso é importantíssimo.

Algumas comunidades viam como:

  • ritual de cortejo

  • aproximação romântica

  • interação pré-casamento

Outras possuíam:

  • normas rígidas

  • consentimento implícito socialmente regulado

  • supervisão indireta comunitária


☕ O JAPÃO RURAL ANTIGO ERA MUITO DIFERENTE

Antes da modernização:
muitas vilas funcionavam quase:

como microsistemas culturais independentes.

Práticas sociais mudavam bastante.


💀 O CHOQUE COM A VISÃO MODERNA

Hoje:
muitas práticas antigas parecem:

  • estranhas

  • desconfortáveis

  • incompatíveis com valores modernos

E isso vale para:

  • Japão

  • Europa

  • China

  • praticamente toda sociedade antiga.


☕ YOBAI NÃO ERA “ANIME”

A cultura pop erotizou MUITO o conceito.

Especialmente:

  • mangás

  • pornôs históricos

  • obras ecchi

  • fetichização moderna

Mas historicamente o tema era:

muito mais sociológico que fantasioso.


💾 A RELAÇÃO COM O CASAMENTO

Em algumas regiões:
o Yobai funcionava como:

  • etapa de aproximação

  • avaliação afetiva

  • relacionamento informal

Às vezes antecedendo:

  • casamento

  • união estável


🔥 A SEXUALIDADE NO JAPÃO ANTIGO ERA DIFERENTE

O Japão feudal possuía visões MUITO diferentes sobre:

  • nudez

  • sexualidade

  • intimidade

Comparado ao moralismo ocidental vitoriano posterior.


☕ A MODERNIZAÇÃO MUDOU TUDO

Após:

  • Era Meiji

  • industrialização

  • influência ocidental

  • urbanização

o Japão passou por:

reconfiguração moral gigantesca.

Muitas práticas rurais desapareceram.


💀 O JAPÃO “EXPORTADO” PARA O OCIDENTE É FILTRADO

Grande parte do imaginário sobre Japão:

  • samurais perfeitos

  • honra absoluta

  • pureza cultural

é altamente romantizado.

A sociedade japonesa histórica era:

extremamente diversa e contraditória.


☕ MIAI E YOBAI REPRESENTAM DUAS LÓGICAS DIFERENTES


🌸 Miai

estrutura formal

  • controle familiar

  • estabilidade

  • compatibilidade social


🌙 Yobai

interação informal/rural

  • aproximação noturna

  • costumes locais

  • dinâmica comunitária


💾 A CULTURA OTAKU USA MUITO ISSO

Muitos animes e visual novels usam referências:

  • miai

  • casamentos arranjados

  • encontros tradicionais

  • yokais noturnos

  • visitas secretas

Frequentemente de forma:

  • romantizada

  • cômica

  • fetichizada


🔥 O MIAI NOS ANIMES

Você já viu isso MUITAS vezes:

  • protagonista pressionado a casar

  • encontro formal organizado

  • família interferindo

Isso vem diretamente do:

sistema Miai.


☕ O YOBAI NA CULTURA POP

Hoje o termo aparece:

  • exagerado

  • ecchi

  • folclorizado

Mas frequentemente desconectado da realidade histórica original.


💀 O JAPÃO MODERNO OLHA ISSO COM DISTÂNCIA

Muitas dessas práticas hoje são vistas:

  • como parte histórica

  • curiosidade cultural

  • folclore social

Não como comportamento comum moderno.


☕ O PARALELO TECNOLÓGICO

Miai parece:

um sistema batch corporativo altamente estruturado.

Enquanto Yobai parece:

comunicação peer-to-peer informal rural.


💾 RESUMINDO NO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME

Miai e Yobai são:

dois protocolos sociais históricos japoneses relacionados a relacionamentos, casamento e interação afetiva em contextos culturais completamente diferentes.

O Miai:

  • formaliza

  • organiza

  • estabiliza

O Yobai:

  • emerge do costume local

  • dinâmica rural

  • interação informal histórica

Ambos mostram algo fascinante:

sociedades humanas sempre criaram “frameworks sociais” para lidar com relacionamentos muito antes da internet, apps ou algoritmos modernos.


🔥☕ DONGHUA — O UNIVERSO ANIMADO CHINÊS QUE ESTÁ CONQUISTANDO O MUNDO ☕🔥

 

Bellacosa Mainframe apresneta donghua o anime chines

🔥☕ DONGHUA — O UNIVERSO ANIMADO CHINÊS QUE ESTÁ CONQUISTANDO O MUNDO ☕🔥

“Enquanto muita gente brigava entre anime e cartoon… a China silenciosamente criou um império.”

Tem gente que olha um vídeo animado chinês e fala:

“Nossa… parece anime, mas tem alguma coisa diferente.”

E tem mesmo.

Esse “algo diferente” se chama DONGHUA.

E pode anotar:
assim como o Japão dominou o planeta com anime…
a China está começando sua própria revolução cultural animada.

Prepare o café porque hoje a viagem vai longe. ☕🔥


☕ O QUE É DONGHUA?

“Donghua” (动画) é o termo usado na China para definir animações.

Na prática?

É o equivalente chinês da palavra “anime” no Japão.

Ou seja:

PaísNome da animação
JapãoAnime
ChinaDonghua
CoreiaAeni

Mas aqui existe uma diferença importante:

Quando o ocidente fala “anime”, normalmente pensa em animação japonesa.

Quando fala “donghua”, normalmente está falando de:

  • animações chinesas
  • séries animadas chinesas
  • produções inspiradas em cultura chinesa
  • fantasia oriental
  • artes marciais
  • cultivação espiritual
  • mitologia taoista
  • mundos históricos imperiais

E aí começa a mágica.


🔥 A ORIGEM DO DONGHUA

Muita gente acha que donghua nasceu recentemente.

Errado.

A animação chinesa é MUITO antiga.

Estamos falando de experiências animadas ainda nos anos 1920.

Sim.

Enquanto o mundo ainda descobria cinema animado…
a China já experimentava técnicas próprias.


☕ OS IRMÃOS WAN — OS “WALT DISNEY” DA CHINA

Se existe um “pai do donghua”, foram os lendários:

🔥 Irmãos Wan (Wan Brothers)

Eles revolucionaram a animação chinesa no século XX.

Em 1941 criaram:

🔥 Princess Iron Fan

O PRIMEIRO longa-metragem animado da Ásia.

E olha a loucura histórica:

Esse filme influenciou diretamente artistas japoneses.

Inclusive um jovem chamado:

☕ Osamu Tezuka

Sim.

O “Deus do Mangá”.

O criador da linguagem moderna dos animes.

Ou seja:

Parte do DNA do anime japonês também recebeu influência da animação chinesa antiga.

Pouca gente sabe disso.


🔥 O DONGHUA NASCEU DA CULTURA CHINESA

E aqui mora a grande diferença.

Enquanto muitos animes japoneses vieram da cultura samurai, shintoísmo e mangá…

o donghua mergulhou em:

  • taoismo
  • budismo chinês
  • wuxia
  • xianxia
  • lendas imperiais
  • dragões chineses
  • alquimia espiritual
  • cultivação
  • imortalidade
  • artes marciais sobrenaturais

Resultado?

O estilo narrativo ficou MUITO diferente.


☕ O QUE É WUXIA?

Wuxia é aquele universo clássico de:

  • guerreiros lendários
  • espadachins voadores
  • honra
  • clãs marciais
  • mestres secretos
  • técnicas proibidas

Pense em:

“O Tigre e o Dragão”

Só que transformado em animação.


🔥 E O QUE É XIANXIA?

Aí a coisa enlouquece.

Xianxia mistura:

  • fantasia
  • imortalidade
  • cultivação espiritual
  • poderes cósmicos
  • reinos celestiais
  • demônios
  • energia vital (Qi)

É quase:

“Dragon Ball encontra mitologia taoista.”


☕ O BOOM MODERNO DO DONGHUA

Durante anos o Japão dominou completamente a animação asiática.

Mas aí aconteceu algo importante:

🔥 A CHINA COMEÇOU A INVESTIR PESADO

Com streaming, Tencent, Bilibili e IQIYI…

o mercado EXPLODIU.

A qualidade visual disparou.

Hoje alguns donghuas têm CGI simplesmente absurdo.

Nível cinematográfico.


🔥 OS DONGHUAS MAIS FAMOSOS

☕ Battle Through the Heavens

Cultivação, clãs, alquimia e evolução absurda.


☕ Soul Land

Um dos maiores fenômenos da China.

Mistura:

  • poderes espirituais
  • academia
  • batalhas
  • progressão épica

☕ The King's Avatar

O donghua que explodiu entre gamers.

Imagine:

  • esports
  • MMORPG
  • estratégia
  • protagonista absurdamente inteligente

☕ Link Click

Talvez um dos melhores thrillers animados dos últimos anos.

Viagem temporal + drama psicológico.

Muita gente começou no donghua por causa dele.


☕ Heaven Official’s Blessing

Fantasia sobrenatural lindíssima.

Visual incrível.

Popularizou MUITO o donghua no ocidente.


🔥 POR QUE O DONGHUA PARECE DIFERENTE?

Porque o ritmo chinês de narrativa é outro.

Muitos donghuas:

  • aceleram evolução de poder
  • focam em cultivação
  • usam CGI 3D
  • têm dezenas de episódios contínuos
  • valorizam hierarquia e clãs
  • exploram mitologia oriental profunda

Além disso:

o humor costuma ser menos exagerado que anime japonês.

E existe uma estética mais “imperial”, mais solene.


☕ O CGI 3D DOS DONGHUAS

Aqui vem uma das maiores polêmicas.

Muita gente estranha porque vários donghuas usam:

🔥 CGI 3D

Mas honestamente?

Algumas produções atuais estão ABSURDAS.

Especialmente:

  • batalhas
  • partículas
  • magia
  • movimentação de câmera
  • cenários

Tem episódio parecendo cutscene de videogame AAA.


🔥 O DONGHUA PODE SUPERAR O ANIME?

Pergunta perigosa. ☕

Mas existe algo importante acontecendo:

  • China possui investimento gigantesco
  • mercado interno colossal
  • bilhões de espectadores
  • crescimento tecnológico absurdo
  • expansão global acelerada

O anime japonês ainda domina culturalmente.

Mas o donghua já deixou de ser “curiosidade”.

Virou indústria pesada.


☕ O MAIOR CHOQUE PARA QUEM COMEÇA

Quem vem do anime normalmente estranha:

  • nomes chineses
  • clãs
  • níveis de cultivação
  • terminologia espiritual
  • CGI
  • ritmo político
  • centenas de episódios

Mas depois que o cérebro “encaixa”…

vira vício.

Porque progressão de poder em donghua é quase uma droga narrativa.

O protagonista começa apanhando de todo mundo…

e 200 episódios depois está destruindo montanhas com o olhar.


🔥 DONGHUA É O “MAINFRAME” DAS ANIMAÇÕES?

Talvez seja uma comparação maluca…

mas faz sentido.

Enquanto o anime virou o “Windows popular” da cultura pop…

o donghua ainda parece um universo que muita gente não explorou.

Complexo.
Gigantesco.
Cheio de tradição.
Pouco compreendido no ocidente.
Mas absurdamente poderoso.

Exatamente como o velho mainframe. ☕🔥


☕ POR ONDE COMEÇAR?

Se você nunca viu donghua:

Para iniciantes:

  • Link Click
  • The King's Avatar
  • Heaven Official’s Blessing

Para ação e cultivação:

  • Soul Land
  • Battle Through the Heavens
  • Stellar Transformation

Para visual absurdo:

  • Fog Hill of Five Elements

🔥 CONCLUSÃO

Donghua não é “anime chinês genérico”.

É uma identidade própria.

Uma mistura colossal de:

  • tradição milenar
  • tecnologia moderna
  • mitologia oriental
  • fantasia espiritual
  • artes marciais
  • filosofia
  • ambição industrial gigantesca

E sinceramente?

Estamos provavelmente vendo o começo de uma nova era da animação mundial.

O Japão abriu a porta.

A China entrou carregando um dragão. ☕🔥