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segunda-feira, 26 de junho de 2017

1ª Festa da Tradição Nordestina de Vinhedo

Forro e Animação em Vinhedo

O Parque da Uva em Vinhedo foi palco de uma animada festa que resgata a tradição nordestina: Danças e Musica: baião, xaxado, forro... sanfona estava animada e o povo caiu na dança.

Tivemos a oportunidade de participar da 1° Festa de Cultura e Tradição Nordestina, festa que não faltou animação, o sanfoneiro mandou ver e o forro comeu solto... falando em comer... as comidas tipicas estavam maravilhosas... ai que delicia q tava o sarapatel, a rabada potente e o acarajé fritinho na hora, escondidinho de carne seca, macaxeira e tantas outras guloseimas deliciosas...




domingo, 25 de junho de 2017

Estação Ferroviária de Vinhedo

Bellacosa Mainframe e a estação ferroviária de Vinhedo SP

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🚂 Estação Ferroviária de Vinhedo — Os Trilhos que Não Deveríamos Esquecer

Eu já havia passado por aquela plataforma quando ela ainda cumpria sua missão. Anos depois voltei procurando trens, trilhos e histórias — e encontrei ferrugem, silêncio e uma pergunta incômoda: como conseguimos abandonar lugares que ajudaram a construir nossas próprias cidades?

Existem dois grandes amores tecnológicos na minha vida.

Um deles provavelmente não surpreende ninguém que acompanha este blog:

computadores.

Bits, bytes, programas, mainframes, terminais, máquinas que executam milhões de instruções e sistemas que permanecem funcionando durante décadas.

O outro nasceu muito antes de eu entender qualquer coisa sobre processamento de dados.

Ferrovias.

Trilhos.

Estações.

Locomotivas.

Pontes ferroviárias.

Cabines de sinalização.

Rotundas.

Pátios.

Vagões esquecidos.

Máquinas a vapor.

E aquelas enormes diesel-elétricas que parecem fazer o chão vibrar quando passam.

Tenho um prazer quase infantil em procurar essas coisas.

Pode ser uma grande estação preservada ou apenas uma ruína escondida no mato.

Pode ser uma rotunda ferroviária.

Uma ponte enferrujada.

Uma velha cabine de controle.

Um pedaço de trilho desaparecendo debaixo da vegetação.

Ou simplesmente alguns vagões abandonados em algum pátio.

Onde algumas pessoas enxergam apenas ferro velho, eu começo imediatamente a imaginar:

Para onde aquilo viajava?

Quem trabalhou ali?

Quem embarcou naquela plataforma?

Quantas despedidas aconteceram naquele lugar?

Quantas pessoas chegaram ali começando uma vida nova?

E foi exatamente com esse espírito que visitei novamente a antiga Estação Ferroviária de Vinhedo.



🚉 Mas eu já conhecia aquela estação viva

Esta visita tinha uma característica muito especial.

Eu não estava conhecendo a estação pela primeira vez.

No passado eu havia passado por ali como utente da ferrovia, viajando de trem quando aquela estrutura ainda fazia parte de uma rede ferroviária utilizada para transportar passageiros.

Eu conheci aquele lugar quando estação ainda significava estação.

Havia passageiros.

Havia trens.

Havia movimento.

Havia horários.

Havia gente chegando.

Havia gente partindo.

Havia aquela sensação maravilhosa de que uma plataforma ferroviária não era exatamente um destino.

Era um portal.

Você entrava em uma estação e, através dos trilhos, estava conectado a dezenas de outros lugares.

Décadas depois, voltar ali produziu uma sensação completamente diferente.

Porque nossos olhos fazem algo curioso com os lugares da memória.

Eles continuam esperando encontrar aquilo que conheceram.



🕰️ Antes de Vinhedo existir, havia Cachoeira e Rocinha

A história daquela estação é mais antiga até mesmo que o município cujo nome ela carrega atualmente.

A estação foi inaugurada em 31 de março de 1872, originalmente chamada Cachoeira, integrando o trecho pioneiro entre Jundiaí e Campinas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Depois ela passaria a ser conhecida como Rocinha.

Somente muito mais tarde apareceria na placa o nome que conhecemos:

VINHEDO.

Com a autonomia municipal em 1948, a antiga Rocinha tornou-se Vinhedo e a estação acompanhou a mudança.

Isso significa algo extraordinário.

A ferrovia não chegou a uma Vinhedo já pronta.

A ferrovia participou da formação do lugar que viria a tornar-se Vinhedo.

E essa diferença é gigantesca.



☕ Ferrovia não transportava apenas pessoas

Quando pensamos nas antigas ferrovias paulistas, inevitavelmente aparece uma palavra:

café.

A expansão ferroviária pelo interior de São Paulo esteve profundamente relacionada ao crescimento econômico proporcionado pela agricultura e particularmente pelo café.

Os trilhos permitiam transportar grandes volumes de produção com eficiência muito maior do que os antigos caminhos terrestres.

Mas limitar a importância dessas ferrovias às sacas de café seria contar apenas metade da história.

Por aqueles mesmos trilhos viajavam:

mercadorias, correspondências, trabalhadores, comerciantes, famílias e imigrantes.

Viajavam ideias.

Viajavam notícias.

Viajavam oportunidades.

E viajavam também coisas que provavelmente ninguém imaginaria quando olha hoje para uma velha ferrovia.

Inclusive água.



💧 Quando os trens levaram água para Campinas

Aqui existe um capítulo fascinante da história regional.

No final do século XIX, Campinas enfrentou uma terrível epidemia de febre amarela.

Estamos falando de uma época na qual o conhecimento médico sobre a transmissão da doença ainda era incompleto.

Hoje sabemos da importância do mosquito Aedes aegypti na transmissão da febre amarela urbana.

Mas naquele momento existiam outras hipóteses.

Uma delas relacionava a doença à qualidade da água.

E isso criou uma situação extraordinária.

Campinas precisava de água considerada segura.

E onde encontrar essa água?

Na região de Rocinha, futura Vinhedo.

Agora tente imaginar essa cena.

Não há caminhão-pipa moderno.

Não existe uma enorme rede logística rodoviária.

Estamos no século XIX.

A solução tecnológica disponível tem:

caldeira, carvão, vapor, pistões, rodas de aço e trilhos.

🚂

A ferrovia entrou em ação.

A Companhia Paulista transportou água da região entre Rocinha e Vinhedo utilizando vagões-tanque.

Esses verdadeiros reservatórios sobre rodas seguiam pelos trilhos até Campinas.

A água abastecia um reservatório e posteriormente um chafariz utilizado pela população.

Pense no simbolismo disso.

Normalmente imaginamos uma locomotiva transportando café.

Naquele momento, entretanto, aqueles trilhos estavam transportando algo ainda mais básico:

água para uma cidade aterrorizada por uma epidemia.

A ferrovia havia se transformado numa gigantesca artéria logística.


🚂 Uma espécie de caminhão-pipa sobre trilhos

Para alguém de nossa época talvez seja mais fácil imaginar aqueles vagões como enormes caminhões-pipa ferroviários.

Só que puxados por locomotivas a vapor.

Imagino aquelas máquinas chegando à região.

O vapor escapando.

O cheiro do carvão.

O ruído metálico.

Homens trabalhando ao redor dos vagões.

Bombas transferindo água.

Reservatórios sendo abastecidos.

Depois:

APITO!

A composição parte novamente.

Destino:

Campinas.

Dentro daqueles vagões não havia passageiros.

Não havia café.

Havia água.

E havia também, mesmo sem que os ferroviários soubessem, a esperança de milhares de pessoas.


🦟 A ciência estava errada — mas a engenharia estava funcionando

Existe uma deliciosa ironia histórica nessa história.

A hipótese médica utilizada naquele momento estava equivocada.

A febre amarela não estava sendo transmitida pela água daquela maneira.

Mas a resposta logística era extraordinariamente engenhosa.

Esse é um exemplo maravilhoso de como história da tecnologia e história da ciência caminham juntas — algumas vezes até quando uma delas está seguindo a pista errada.

As pessoas trabalhavam com o conhecimento disponível naquele momento.

E a ferrovia mostrou novamente sua extraordinária flexibilidade.

Precisamos transportar café?

Ferrovia.

Precisamos transportar pessoas?

Ferrovia.

Precisamos transportar correspondência?

Ferrovia.

Campinas precisa urgentemente de água?

Coloque reservatórios sobre rodas e chame a locomotiva.


🏚️ E então eu voltei

É justamente conhecendo um pouco dessa história que minha visita à velha estação ganhou outro peso.

Eu fui até lá porque gosto de explorar ferrovias.

Faz parte de uma espécie de tradição pessoal.

Procuro estações.

Procuro trilhos.

Procuro locomotivas.

Procuro pontes.

Procuro rotundas.

Procuro vagões.

Procuro ruínas.

Só que naquela ocasião não estava simplesmente procurando uma ruína interessante para filmar.

Eu estava voltando a um lugar que conhecera vivo.

E encontrei abandono.


💔 Aquilo partiu meu coração

Vinhedo tornou-se um município próspero.

A cidade cresceu.

Mudou.

Modernizou-se.

Novos bairros apareceram.

Novas construções surgiram.

Automóveis passaram a dominar as ruas.

Mas ali, praticamente no meio da cidade, permanecia aquele pedaço extraordinário da história ferroviária.

E quando fiz esta visita, o que encontrei provocou uma sensação difícil de explicar.

Ferrugem.

Abandono.

Vagões deteriorados.

Estruturas degradadas.

Silêncio.

Um patrimônio que parecia ter sido colocado em uma enorme pasta chamada:

ESQUECER.

Para quem olha rapidamente talvez fossem apenas coisas velhas.

Para mim não.

Eu conseguia enxergar o que havia por trás delas.


👻 Fantasmas ferroviários

Talvez esse seja o problema de gostar tanto de ferrovias.

Depois de algum tempo você começa a enxergar fantasmas.

Não fantasmas sobrenaturais.

Fantasmas históricos.

Olho para uma plataforma vazia e consigo imaginar pessoas esperando o trem.

Olho para uma passagem de nível e imagino o aviso da aproximação da composição.

Olho para uma cabine abandonada e penso no operador movimentando alavancas.

Olho para um vagão deteriorado e imagino quando aquela pintura ainda brilhava.

Olho para os trilhos e imagino uma locomotiva aproximando-se.

CLAC.

CLAC.

CLAC.

CLAC.

Então você pisca.

E tudo está silencioso novamente.


🧠 Patrimônio não é apenas uma construção bonita

Existe também um erro comum quando falamos de patrimônio histórico.

Pensamos imediatamente em palácios.

Igrejas.

Casarões.

Monumentos.

Mas patrimônio industrial também conta nossa história.

Uma estação ferroviária explica como uma cidade cresceu.

Uma rotunda explica como locomotivas eram mantidas.

Uma cabine explica como o tráfego ferroviário era controlado.

Uma ponte explica como engenheiros venceram determinado obstáculo geográfico.

Um velho vagão explica como pessoas e mercadorias viajavam.

Até uma caixa d'água ferroviária pode contar uma história extraordinária.

Quando destruímos esses objetos sem documentá-los, não estamos simplesmente jogando fora ferro velho.

Estamos apagando documentação tridimensional da nossa própria história.


💻 Talvez seja por isso que mainframes e ferrovias combinam tanto comigo

Quanto mais penso nisso, mais percebo uma ligação curiosa entre meus dois grandes amores tecnológicos.

Mainframes e ferrovias parecem mundos completamente diferentes.

Mas não são tanto assim.

Ambos trabalham com infraestrutura.

Ambos dependem de confiabilidade.

Ambos utilizam redes.

Ambos precisam de planejamento.

Ambos transportam alguma coisa.

A ferrovia transporta pessoas e cargas.

O computador transporta e transforma informação.

Uma ferrovia possui estações, entroncamentos e pátios.

Uma rede possui nós, enlaces e datacenters.

Uma cabine ferroviária controla rotas.

Um sistema operacional controla recursos.

E ambos carregam uma característica que adoro:

camadas de história convivendo com tecnologia moderna.


🥚 Easter egg — talvez eu não estivesse filmando uma estação

Quando publiquei aquele pequeno vídeo em 2017, poderia parecer simplesmente mais um registro de minhas explorações ferroviárias.

Mas hoje percebo outra coisa.

Talvez eu não estivesse filmando apenas uma estação abandonada.

Eu estava fazendo um pequeno backup.

Um backup da memória.

Um backup de um lugar.

Um backup de uma sensação.

Um backup de algo que poderia mudar ou desaparecer.

E existe uma regra que todo profissional de informática aprende cedo ou tarde:

Aquilo que não possui backup pode desaparecer para sempre.

Talvez patrimônio histórico funcione exatamente da mesma maneira.

Fotografias são backups.

Vídeos são backups.

Depoimentos são backups.

Museus são backups.

Arquivos são backups.

Memórias são backups.

E cada pessoa que registra uma velha estação antes que ela desapareça está, de certa maneira, executando:

BACKUP HISTORY TO FUTURE


🚉 Mas esta história talvez ainda não tenha terminado

Existe uma bela ironia acontecendo enquanto revitalizo este texto.

Décadas depois do declínio dos serviços ferroviários de passageiros da região, os trilhos estão novamente entrando na discussão sobre mobilidade.

O projeto atual do Trem Intermetropolitano — TIM prevê ligação entre Campinas e Jundiaí com paradas em Valinhos, Vinhedo e Louveira.

Ou seja:

Vinhedo poderá novamente possuir uma estação integrada a um serviço ferroviário regional.

Talvez a ferrovia esteja preparando seu retorno.

Talvez crianças que hoje passam pela velha estação sem compreender exatamente sua importância ainda tenham a oportunidade de crescer associando novamente a palavra Vinhedo ao som de um trem chegando.

E isso fecha um círculo maravilhoso.

Cachoeira.

Rocinha.

Companhia Paulista.

Locomotivas a vapor.

Café.

Imigrantes.

Água para Campinas.

Vinhedo.

FEPASA.

Declínio.

Abandono.

Memória.

E talvez...

trens novamente.


❤️ Este vídeo é minha pequena homenagem

Foi por isso que fiz aquele registro.

Não pretendia produzir um documentário histórico definitivo.

Era apenas um homem apaixonado por ferrovias caminhando entre vestígios de um mundo que conheceu um pouco mais vivo.

Mas havia uma intenção.

Não esquecer.

E talvez pedir silenciosamente que outras pessoas também não esquecessem.

Porque uma cidade não começa quando construímos o condomínio mais novo.

Uma cidade é feita de camadas.

Debaixo do asfalto existem caminhos.

Atrás dos prédios existem histórias.

Ao lado das avenidas podem existir trilhos.

E algumas vezes, naquele pedaço enferrujado de ferro que ninguém mais percebe, está escondida uma parte gigantesca da história da própria cidade.

A velha estação de Vinhedo não é apenas uma estação.

Ela testemunhou a transformação de Cachoeira em Rocinha.

De Rocinha em Vinhedo.

Viu o café viajar.

Viu pessoas chegarem.

Viu pessoas partirem.

Viu locomotivas a vapor.

Viu novas tecnologias ferroviárias aparecerem.

E seus trilhos chegaram até a participar da luta de Campinas contra uma epidemia.

Por isso continuo procurando essas estações.

Continuo fotografando.

Continuo filmando.

Continuo entrando em museus ferroviários.

Continuo procurando rotundas.

Continuo olhando pontes.

Continuo parando diante de locomotivas.

Porque computadores me ensinaram uma coisa importante:

dados precisam ser preservados.

As ferrovias me ensinaram outra:

memórias também.

☕🚂

E enquanto alguém ainda contar essas histórias, talvez aqueles trilhos nunca fiquem completamente abandonados.

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Companhia Paulista de Estrada de Ferro.


Uma antiga estação ferroviária toda abandonada com sucatas por todo lado, vagões incendiados, ferrugem e desolação.

Outrora um lugar que atraia pessoas, transportava a riqueza de Vinhedo para todo o estado, levando cafe para o porto de Santos e trazendo imigrantes ate esta região.

Para os aventureiros convido darem uma voltinha e conhecerem uma ponte de ferro, passagens de nível, cabine de operações e muitos destroços pelo caminho. Lembra um paisagem europeia do pós guerra.



sábado, 24 de junho de 2017

Rancho Folclorico na Casa de Portugal em Campinas SP

Cultura portuguesa em Campinas

Um imigrante quando parte de sua terra natal, guarda em seu coração as melhores memorias do seu lugar de nascimento. Memorias das tradições, das festas e cultura que alegram o coração nos momentos difíceis.

Na terra nova procuram juntar com outros conterrâneos e promoverem a cultura de sua terra. A comunidade portuguesa de Campinas se esforça para manter viva esta memoria com os Ranchos Folclóricos transmitindo a cultura lusitana para seus descendentes.

Estamos na casa de Portugal em Campinas aproveitando a semana de Portugal e fomos agraciados com uma bela apresentação do Rancho da Casa de Portugal, onde cada integrante homenageia a região de origem com suas vestes tipicas.

A dança apresentada neste video exibe trajes típicos do Minho, Alentejo, Algarve, Tras-dos-Montes, Viana do Castelo e outras tantas aldeias de Portugal.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Pinacoteca e a Ilusão de Ótica luz neon rosa

Bellacosa Mainframe e a exposição na Pinacoteca

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🎨 A Pinacoteca — Quando São Paulo Era o Meu Quintal

Da Estação da Luz às luzes de neon: décadas entrando pelas mesmas portas e sempre descobrindo alguma coisa nova

Existem lugares que visitamos.

E existem lugares que, de alguma maneira, crescem conosco.

A Pinacoteca de São Paulo pertence ao segundo grupo.

Muito antes de compreender completamente o que havia dentro daquele prédio, eu já conhecia sua presença. Quando criança, passava pela região com meus pais, seguindo em direção à Estação da Luz, à antiga Rodoviária ou à Estação Sorocabana.

Aquele pedaço de São Paulo fazia parte do mapa da minha infância.

Depois vieram os anos entre 1987 e 1991, quando comecei a circular constantemente pela região por causa do programa Enigma, no Teatro Franco Zampari.

São Paulo começava a deixar de ser simplesmente a enorme cidade onde eu morava.

A cidade estava virando meu quintal.

Eu gostava de sair, caminhar, explorar e descobrir.

E, quando sobrava tempo, o Parque da Luz e a Pinacoteca estavam ali.



🌳 Do Parque da Luz para dentro do museu

Era muito fácil transformar uma caminhada aparentemente comum em uma pequena aventura.

Entrar no Parque da Luz.

Caminhar entre as árvores.

Observar os prédios antigos.

E então atravessar as portas da Pinacoteca.

Depois de algumas visitas, comecei a reconhecer salas, caminhos, obras e pequenos detalhes que alguém chegando pela primeira vez provavelmente não perceberia.

Cheguei ao ponto de certa vez servir de guia para a Patricia, do Enigma.

Aquilo devia ser divertido: um moleque que já tinha explorado o lugar algumas vezes assumindo orgulhosamente o papel de guia turístico.

— Vem por aqui. Quero te mostrar uma coisa...

Eu conhecia alguns dos “segredos” daquele lugar.

Não os segredos oficiais dos historiadores da arte.

Eram os meus segredos.

Aquela sala interessante.

Aquele corredor.

Uma obra que merecia alguns minutos.

Uma passagem que levava a outra descoberta.

Décadas depois percebo que talvez tenha começado ali um hábito que carregaria pela vida inteira:

não gosto simplesmente de chegar a um lugar. Gosto de explorá-lo.



❤️ Um museu que atravessou meus relacionamentos

Com o passar dos anos, voltei outras vezes.

E também levei algumas namoradas.

Isso transformou a Pinacoteca em algo curioso dentro da minha memória.

As obras continuavam nas paredes.

O prédio permanecia ali.

O Parque da Luz continuava do lado de fora.

Mas as pessoas ao meu lado mudavam.

Cada visita criava uma camada nova sobre as anteriores.

É quase uma arqueologia afetiva.

Em algum corredor pode existir a lembrança de uma conversa.

Em determinada sala, uma risada.

Em outra exposição, uma surpresa.

Talvez seja exatamente por isso que alguns lugares se tornam especiais para nós.

Não é apenas pelo que existe neles.

É por quem fomos quando estivemos ali.

💗 E então apareceram as luzes de neon

Em 2017, lá estava eu novamente.

Dessa vez com Juliana.

Mas aquela não era simplesmente outra visita à Pinacoteca.

Era a continuação de uma tradição que havia começado décadas antes.

Só que o museu também havia mudado.

Entre obras, salas e exposições encontramos uma experiência completamente diferente: luzes, cores, neon rosa, movimento e ilusão de ótica.

Era arte brincando com nossos sentidos.

A luz modificava aquilo que enxergávamos.

As cores enganavam o cérebro.

A percepção fazia parte da própria obra.

E achei aquilo fantástico.

Porque existe uma ideia equivocada de que museu é um lugar onde entramos silenciosamente para observar objetos antigos atrás de uma barreira.

Museus podem ser exatamente o contrário.

Podem provocar.

Confundir.

Brincar.

Enganar os olhos.

Fazer alguém parar e pensar:

“Mas que diabos está acontecendo aqui?”

E essa sensação de surpresa é maravilhosa.

🧠 Quando os olhos não contam toda a verdade

Uma ilusão de ótica também carrega uma pequena lição.

Nós confiamos absurdamente em nossos olhos.

Entretanto, aquilo que chamamos de “ver” é uma interpretação produzida pelo cérebro.

Luz, sombra, contraste, perspectiva e cores podem alterar completamente nossa percepção.

Naquela instalação, portanto, o visitante não estava apenas olhando para a obra.

O próprio cérebro do visitante fazia parte dela.

Talvez seja essa uma das coisas mais interessantes da arte contemporânea.

O quadro não precisa mais terminar na moldura.

A obra pode ocupar uma sala inteira.

Pode utilizar luz.

Pode utilizar som.

Pode utilizar movimento.

E pode utilizar você.

🚶 A velha tradição continuava viva

Olhando hoje para aquela pequena postagem de 2017, percebo algo que provavelmente não pensei naquele momento.

Aquela visita com Juliana era um resgate de uma tradição muito antiga.

O garoto que caminhava por São Paulo décadas antes continuava ali.

Mais velho, naturalmente.

Com milhares de quilômetros percorridos pelo mundo.

Com outras histórias.

Outras pessoas.

Outras preocupações.

Mas ainda existia a mesma curiosidade:

“Vamos entrar ali para ver o que encontramos?”

Talvez essa seja uma das poucas coisas que nunca mudaram.

Sempre gostei de sair.

Explorar.

Descobrir.

Entrar em museus.

Percorrer estações.

Caminhar por parques.

Dobrar uma esquina simplesmente para descobrir onde aquela rua terminava.

Durante muitos anos, São Paulo foi meu enorme parque de diversões particular.

Ou melhor:

São Paulo era o meu quintal.

E naquele quintal existiam lugares quase sagrados.

A Estação da Luz.

O Parque da Luz.

As antigas estações ferroviárias.

Os teatros.

As ruas do centro.

E a Pinacoteca.

🕰️ O verdadeiro truque de ilusão

Talvez exista ainda outra ilusão escondida naquela exposição.

Não uma produzida pelo neon.

Mas pelo tempo.

Entramos novamente em um lugar conhecido e, durante alguns segundos, todas as versões de nós mesmos parecem coexistir.

O garoto passando com os pais.

O adolescente indo ao Enigma.

O jovem explorando o Parque da Luz.

O guia improvisado mostrando a Pinacoteca para Patricia.

O namorado voltando anos depois acompanhado de outras pessoas.

E finalmente o homem caminhando pelo museu com Juliana diante de uma instalação de luz neon rosa.

Todos estão separados por anos.

Mas basta atravessar determinada porta para que algumas dessas distâncias desapareçam.

Talvez seja esse o maior poder dos lugares que fazem parte da nossa história.

Eles funcionam como pequenos CHECKPOINTs da memória.

Você volta.

O sistema lê o ambiente.

Encontra registros antigos.

E silenciosamente executa:

RESTORE MEMORIES

De repente, alguma coisa que estava arquivada há trinta anos volta para a memória principal.

Easter egg encontrado.



☕ Algumas aventuras não precisam estar longe

Passei boa parte da vida viajando e descobrindo lugares.

Mas algumas das aventuras mais importantes não exigiram avião, passaporte ou milhares de quilômetros.

Às vezes bastava pegar um ônibus ou um trem.

Descer no centro de São Paulo.

E começar a andar.

A Pinacoteca foi um desses lugares.

Um templo da arte, certamente.

Mas para mim também se tornou um templo da memória.

E aquela exposição de luz, cores, ação e ilusão de ótica foi apenas mais uma camada acrescentada sobre dezenas de outras.

Naquele dia com Juliana, mais uma vez fiz aquilo que já fazia quando garoto:

entrei por uma porta sem saber exatamente o que encontraria do outro lado.

E encontrei alguma coisa.

Porque talvez a aventura nunca tenha sido apenas a exposição.

Talvez a verdadeira aventura sempre tenha sido continuar curioso o suficiente para entrar.

São Paulo era meu quintal.

A Pinacoteca era um dos seus lugares secretos.

E, felizmente, depois de tantos anos, eu ainda continuava explorando.

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A Pinacoteca e suas exposições.

São inúmeras salas com algumas replicas de obras clássicas feitas pelos alunos, outras salas como obras originais e únicas. Convidamos a todos para explorarem este museu. Conheçam obras de arte que fazem parte de nossa Pinacoteca.

E nós continuamos explorando a Pinacoteca e encontramos uma nova ilusão de ótica, desta vez sob o efeito de luz rosa, recomendo visitarem este museu sempre tem boas surpresas escondidas te esperando.





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Ilusão de ótica em neon no Museu

Estação da Luz e seus museus.

Nos arredores da Estação da Luz havia um grande acampamento militar, que posteriormente foi construído um belíssimo parque e acreditem um belo Arco do Triunfo. Com o passar dos anos, muitas coisas foram destruídas e parte do parque perdeu-se para sempre, uma escola foi construída e por fim uma bela Pinacoteca, Um museu dedicado a arte e numa destas exposição encontramos um ilusão de ótica.

Estamos em uma das salas da pinacoteca e encontramos escondido entre as peças expostas nas inúmeras atrações apresentadas, eis que numa sala esta uma bela ilusão de ótica, divirta-se e tente encontrar o equilíbrio escondido.

Não fique enjoado. Cuidado com a ilusão de ótica.



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coral de Natal em Lisboa (Tunas Academicas)

Natal em Lisboa - 2016


Eu, o pequeno Luigi e Carmen estamos andando pelas ruas de Lisboa, ouvimos um som de pandeiros lá longe, andando rapidamente encontramos um grupo animado, aproveitamos para apreciar uma Tuna Acadêmica cantando e dançado na Rua Augusta próximo a praça do Comercio.

Foi um belo show preparativo para o natal, estas meninas com seus pandeirinhos, guitarras lusitanas, violões e passes de dança em pleno baixa pombalina. A Rua Augusta de Lisboa oferece diversos shows de artistas de rua, artesanato e doces para animar os turistas.



terça-feira, 20 de junho de 2017

Canções de uma Locomotiva a vapor

Locomotiva a vapor fazendo testes na plataforma.

A locomotiva 215 está parada na estação de Tanquinho onde o revisor faz um teste sonoro, sonorizando os apitos da velha senhora, exibindo todos os grandes sons que esta maquina maravilhosa pode produzir.

Em pleno século XXI podemos conhecer uma das maravilhas do seculo XIX, uma maquina a vapor restaurada e operacional, nesta parada somos presenteados com uma bela aula sobre o funcionamento desta maravilha da engenharia mecânica.

Alimentada a vapor e exibindo seus sons fantásticos, durante quase um século transportou pessoas e cargas, ajudando a unificar nosso país, expandindo nosso território e fomentando o surgimento e crescimento de nossas cidades.



Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
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Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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