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quinta-feira, 30 de março de 2023

Os 100 Comandos Mais Importantes do CMD.EXE e da Herança MS-DOS no Windows Parte III

 

Bellacosa Mainframe e comandos ms-dos no windows parte 3

Os 100 Comandos Mais Importantes do CMD.EXE e da Herança MS-DOS no Windows

Parte 3 – Comandos 51 a 75

Administração Avançada, Segurança, Registro do Windows e Gerenciamento do Sistema

Introdução

Após explorar os comandos fundamentais de navegação, gerenciamento de arquivos, rede e diagnóstico nas partes anteriores, chegamos a uma das áreas mais poderosas do CMD.EXE: a administração avançada do sistema operacional Windows.

Os comandos desta seção são amplamente utilizados por administradores de sistemas, analistas de suporte N2 e N3, profissionais de infraestrutura, especialistas em segurança da informação e equipes de Data Center. Eles permitem controlar serviços, agendamentos, permissões NTFS, criptografia, compartilhamentos, usuários conectados, Registro do Windows e diversos componentes internos do sistema operacional.

Muitos desses comandos exigem privilégios administrativos e devem ser utilizados com cautela, pois alterações incorretas podem impactar diretamente a estabilidade do ambiente.


51. SCHTASKS

Nome Completo

Scheduled Tasks

Função

Criar, gerenciar e remover tarefas agendadas no Windows.

Sintaxe

schtasks

Exemplo

schtasks /query

Criar tarefa

schtasks /create /sc daily /tn Backup /tr backup.bat

Aplicações

  • Backups automáticos.

  • Relatórios periódicos.

  • Rotinas administrativas.


52. GPRESULT

Nome Completo

Group Policy Result

Função

Exibir políticas de grupo aplicadas ao computador e usuário.

Sintaxe

gpresult

Exemplo

gpresult /r

Utilidade

  • Diagnóstico de GPO.

  • Active Directory.

  • Auditorias corporativas.


53. WEVTUTIL

Nome Completo

Windows Event Utility

Função

Gerenciar logs de eventos do Windows.

Sintaxe

wevtutil

Exemplo

wevtutil el

Aplicações

  • Auditoria.

  • Segurança.

  • Forense digital.


54. VER

Nome Completo

Version

Função

Exibir a versão do Windows.

Sintaxe

ver

Exemplo

ver

Utilidade

Identificar rapidamente a versão do sistema operacional.


55. HOSTNAME

Função

Exibir o nome do computador.

Sintaxe

hostname

Exemplo

hostname

Aplicações

  • Inventário.

  • Administração de rede.

  • Scripts corporativos.


56. WHOAMI

Nome Completo

Who Am I

Função

Mostrar usuário atualmente autenticado.

Sintaxe

whoami

Exemplo

whoami /all

Informações Exibidas

  • Usuário.

  • SID.

  • Grupos.

  • Privilégios.


57. TIME

Função

Exibir ou alterar horário do sistema.

Sintaxe

time

Exemplo

time 14:30

Aplicações

  • Sincronização.

  • Testes.

  • Administração.


58. DATE

Função

Exibir ou alterar data do sistema.

Sintaxe

date

Exemplo

date 20-12-2025

59. SET

Função

Exibir e criar variáveis de ambiente.

Sintaxe

set

Exemplo

set nome=Bellacosa

Utilidade

Fundamental para scripts Batch.


60. PATH

Função

Visualizar ou modificar caminhos de execução.

Sintaxe

path

Exemplo

path %path%;C:\Ferramentas

Aplicações

  • Desenvolvimento.

  • Administração.

  • Automação.


61. REG

Nome Completo

Registry Console Tool

Função

Gerenciar o Registro do Windows.

Sintaxe

reg

Exemplo

reg query HKLM

Aplicações

  • Administração.

  • Automação.

  • Inventário.


62. REG QUERY

Função

Consultar chaves e valores do Registro.

Sintaxe

reg query

Exemplo

reg query HKLM\Software

Utilidade

Verificação de configurações.


63. REG ADD

Função

Adicionar chaves e valores ao Registro.

Sintaxe

reg add

Exemplo

reg add HKCU\Teste /v Exemplo /t REG_SZ /d Bellacosa

Atenção

Alterações incorretas podem comprometer o sistema.


64. REG DELETE

Função

Excluir chaves ou valores.

Sintaxe

reg delete

Exemplo

reg delete HKCU\Teste

Aplicação

Limpeza e automação.


65. TAKEOWN

Nome Completo

Take Ownership

Função

Assumir posse de arquivos e diretórios.

Sintaxe

takeown

Exemplo

takeown /f arquivo.txt

Utilidade

Recuperação de permissões.


66. ICACLS

Nome

Integrity Control Access Control Lists

Função

Gerenciar permissões NTFS.

Sintaxe

icacls

Exemplo

icacls arquivo.txt /grant Administrators:F

Aplicações

  • Segurança.

  • Controle de acesso.

  • Auditoria.


67. CIPHER

Função

Gerenciar criptografia EFS.

Sintaxe

cipher

Exemplo

cipher /e Dados

Recursos

  • Criptografia.

  • Descriptografia.

  • Limpeza segura.


68. COMPACT

Função

Compactar arquivos NTFS.

Sintaxe

compact

Exemplo

compact /c relatorio.txt

Benefícios

Economia de espaço em disco.


69. OPENFILES

Função

Listar arquivos abertos remotamente.

Sintaxe

openfiles

Exemplo

openfiles /query

Aplicações

  • Administração de servidores.

  • Auditoria.


70. QUERY USER

Função

Exibir usuários conectados.

Sintaxe

query user

Exemplo

query user

Utilidade

Monitoramento de sessões.


71. QUERY SESSION

Função

Mostrar sessões ativas.

Sintaxe

query session

Exemplo

query session

Aplicações

  • Terminal Services.

  • Remote Desktop.


72. LOGOFF

Função

Encerrar sessões de usuário.

Sintaxe

logoff

Exemplo

logoff 2

Aplicação

Administração remota.


73. SHUTDOWN

Função

Desligar ou reiniciar computadores.

Sintaxe

shutdown

Exemplos

Desligar:

shutdown /s /t 0

Reiniciar:

shutdown /r /t 0

Modo avançado:

shutdown /r /o

Aplicações

  • Manutenção.

  • Atualizações.

  • Administração remota.


74. RECOVER

Função

Recuperar dados legíveis de discos danificados.

Sintaxe

recover

Exemplo

recover arquivo.txt

Utilidade

Tentativa de recuperação de dados.


75. LABEL

Função

Exibir ou alterar o rótulo de volumes.

Sintaxe

label

Exemplo

label D: BACKUP_2025

Aplicações

  • Organização de discos.

  • Inventário.

  • Administração de armazenamento.


Conclusão da Parte 3

Os comandos de 51 a 75 representam um salto importante em relação aos comandos básicos do CMD.EXE. Eles permitem administrar serviços, gerenciar políticas corporativas, manipular o Registro do Windows, controlar permissões NTFS, criptografar arquivos, monitorar sessões de usuários e executar tarefas avançadas de manutenção.

Dominar esse conjunto de ferramentas é essencial para profissionais que trabalham com infraestrutura Microsoft, Active Directory, servidores Windows, virtualização e segurança da informação.

Na Parte 4 serão apresentados os comandos 76 a 100, abordando automação, scripts Batch, produtividade, inicialização do sistema, gerenciamento de discos, configuração de boot e ferramentas avançadas para administradores experientes.

quarta-feira, 29 de março de 2023

😂🌸 Top 10 Gags Mais Engraçadas de Shoujos Clássicos

 

Bellacosa Mainframe e os top 10 gags em shoujos

😂🌸 Top 10 Gags Mais Engraçadas de Shoujos Clássicos

Porque shoujo não é só suspiro e drama — às vezes é pura comédia

Se você acha que os shoujos clássicos são só romance e suspense, pense de novo. Entre olhares dramáticos e corações acelerados, existem momentos que fazem você rir até o suspiro falhar. Vamos conferir os melhores!


1️⃣ O tropeço romântico eterno

  • Anime: Fushigi Yuugi

  • Cena: Heroína tropeça ao correr para salvar o crush… e derruba metade do cenário

  • Por que é engraçado: Exagero físico + timing dramático = riso imediato


2️⃣ Beijo acidental

  • Anime: Sailor Moon

  • Cena: Luna confunde o protagonista com outro personagem, e rola um beijo involuntário

  • Por que é engraçado: Mal-entendido + blush exagerado = clássico do humor romântico


3️⃣ O triângulo amoroso caótico

  • Anime: Kimi ni Todoke

  • Cena: Um personagem tenta falar, outro interrompe, e a protagonista só observa horrorizada

  • Por que é engraçado: Repetição + confusão emocional = gag eterna


4️⃣ Competição absurda de atenção

  • Anime: Cardcaptor Sakura

  • Cena: Rivais se atrapalham tentando impressionar o mesmo crush, derrubando objetos e se enrolando em magia

  • Por que é engraçado: Combinação de slapstick + exagero dramático


5️⃣ O amigo atrapalhado

  • Anime: Maison Ikkoku

  • Cena: Moradores da pensão interferem em encontros, causando caos e vergonha alheia

  • Por que é engraçado: Personagem secundário vira motor de gags


6️⃣ Olhar de choque exagerado

  • Anime: Ranma ½

  • Cena: Personagem vê algo inesperado → olhos gigantes, boca minúscula, fundo psicodélico

  • Por que é engraçado: Exagero visual = punchline instantâneo


7️⃣ Falha no plano romântico

  • Anime: Ouran High School Host Club

  • Cena: Tentativa de conquistar crush vira desastre total, derrubando objetos e reputações

  • Por que é engraçado: Planejamento meticuloso + execução caótica = humor garantido


8️⃣ Drama e risada simultâneos

  • Anime: Marmalade Boy

  • Cena: Discussões sobre sentimentos transformam-se em caretas cômicas e gritos exagerados

  • Por que é engraçado: Mistura de drama + exagero visual = gargalhada inevitável


9️⃣ Mal-entendido eterno

  • Anime: Boys Be…

  • Cena: Conversas inocentes viram cenas constrangedoras por falta de comunicação

  • Por que é engraçado: Humor baseado em contexto e timing


🔟 Personagem inesperado roubando a cena

  • Anime: Lovely★Complex

  • Cena: Amigo ou colega completamente fora da lógica do romance aparece e cria caos

  • Por que é engraçado: Humor situacional + surpresa = risada garantida


🎤 Conclusão do narrador

Os shoujos clássicos ensinam que romance e comédia podem caminhar juntos. O segredo das gags está em:

  • Exagero visual

  • Mal-entendidos épicos

  • Personagens secundários atrapalhando

  • Timing perfeito entre suspense e risada

Suspiros e gargalhadas: a fórmula eterna do shoujo clássico 💖😂

sábado, 25 de março de 2023

Quando o Sistema Entra em Estado de Conflito : O que a polarização política pode ensinar sobre software, psicologia e por que sociedades também entram em deadlock

 

Bellacosa Mainframe quando o sistema entra em estado de conflito

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Quando o Sistema Entra em Estado de Conflito

O que a polarização política pode ensinar sobre software, psicologia e por que sociedades também entram em deadlock

"Nenhum sistema complexo entra em colapso por causa de um único bug. Normalmente, vários pequenos erros passam anos se acumulando até que um gatilho exponha todas as falhas ao mesmo tempo."

Se você trabalha com Mainframe, sabe que um sistema raramente quebra por um único motivo.

Existe uma sequência de eventos.

Um recurso fica saturado.

Uma fila cresce.

Um lock nunca é liberado.

Outro processo espera.

Mais outro.

Até que chega um momento em que tudo para.

Sociedades funcionam de maneira parecida.

Muita gente pergunta:

"O que aconteceu com o Brasil?"

A resposta curta é:

não aconteceu uma única coisa. Aconteceram dezenas delas ao mesmo tempo.

Hoje vamos conversar menos sobre política e mais sobre engenharia de sistemas humanos.


O Brasil sempre foi pacífico?

Na verdade...

Não.

Nossa memória costuma ser seletiva.

O Brasil teve:

  • escravidão durante mais de 300 anos;

  • Guerra de Canudos;

  • Revolta da Vacina;

  • Revolução de 1930;

  • Estado Novo;

  • ditadura militar;

  • guerrilhas;

  • conflitos agrários;

  • violência urbana crescente desde os anos 1980.

A diferença é que esses conflitos eram mais localizados.

Hoje eles entram no bolso de todo mundo através do celular.


A Internet mudou o sistema operacional da sociedade

Imagine um Mainframe.

Antes existia apenas um terminal.

As mensagens passavam por um único operador.

Agora imagine milhões de terminais enviando comandos simultaneamente.

É isso que as redes sociais fizeram.

Antes:

  • jornais filtravam informações;

  • televisão tinha poucos canais;

  • debates eram lentos.

Hoje:

qualquer pessoa publica qualquer coisa para milhões de pessoas em segundos.

A velocidade aumentou.

Mas os filtros diminuíram.


O algoritmo não quer a verdade

Essa talvez seja a parte mais importante.

O algoritmo não foi criado para informar.

Foi criado para prender sua atenção.

E existe algo que prende muito mais atenção do que boas notícias.

Raiva.

Medo.

Indignação.

Escândalo.

Quanto maior a emoção...

Maior o tempo de tela.

Maior o lucro.

Em psicologia isso é conhecido como viés da negatividade.

Nosso cérebro presta mais atenção ao perigo do que à tranquilidade.

Era útil quando vivíamos cercados de predadores.

Hoje isso faz com que uma notícia absurda viaje muito mais rápido que uma notícia comum.


A teoria da identidade social

O psicólogo Henri Tajfel propôs algo fascinante.

As pessoas naturalmente criam grupos.

"Nós."

"Eles."

Mesmo quando as diferenças são mínimas.

Experimentos mostraram que pessoas favoreciam membros do próprio grupo mesmo quando os grupos eram completamente aleatórios.

Imagine agora quando entram:

  • religião;

  • futebol;

  • política;

  • nacionalismo;

  • identidade cultural.

Os grupos deixam de ser apenas opiniões.

Passam a fazer parte da identidade da pessoa.

Criticar uma ideia parece atacar quem ela é.


Quando a política vira religião

Esse é um fenômeno estudado por diversos cientistas sociais.

Em alguns contextos, líderes políticos passam a ocupar funções simbólicas antes desempenhadas por líderes religiosos.

Eles deixam de ser vistos como pessoas falíveis.

Passam a ser vistos como representantes do "bem" contra o "mal".

Quando isso acontece, o diálogo fica muito difícil.

Porque negociar ideias é possível.

Negociar uma fé é muito mais complicado.


Câmara de eco

Imagine um sistema distribuído.

Todos os servidores recebem exatamente a mesma informação.

Nunca existe validação externa.

Depois de algum tempo...

Todo o cluster acredita na mesma coisa.

Mesmo que esteja errado.

Isso acontece nas redes sociais.

O algoritmo mostra conteúdos semelhantes aos que você já consome.

Pouco a pouco parece que:

"todo mundo pensa igual a mim."

Quando aparece alguém diferente...

Ele parece um alienígena.


Radicalização gradual

Quase ninguém acorda pensando:

"Hoje vou atacar uma instituição democrática."

A radicalização costuma ser lenta.

Ela acontece por pequenas etapas.

Uma teoria.

Depois outra.

Depois outra.

Cada nova ideia parece apenas um pequeno passo.

Mas, ao olhar para trás, a pessoa percorreu quilômetros.

É semelhante ao conceito da janela de Overton, que descreve como ideias antes consideradas extremas podem se tornar gradualmente aceitáveis quando o debate público se desloca.


O efeito da crise econômica

Toda crise produz ansiedade.

Quando empregos diminuem.

Quando salários perdem valor.

Quando o futuro parece incerto.

As pessoas procuram explicações simples.

É um mecanismo psicológico.

Problemas complexos geram desconforto.

Respostas simples geram alívio.

Mesmo quando estão erradas.


O cérebro odeia incerteza

Existe um conceito chamado necessidade de fechamento cognitivo.

Algumas pessoas lidam melhor com dúvidas.

Outras precisam de respostas rápidas.

Quanto maior a incerteza...

Maior a atração por líderes que falam com absoluta certeza.

Mesmo sem evidências.


O papel das fake news

Desinformação não é novidade.

A novidade é a velocidade.

Antes uma mentira demorava dias para circular.

Hoje ela alcança milhões em minutos.

Além disso, estudos mostram que conteúdos emocionalmente carregados tendem a ser compartilhados mais rapidamente do que informações neutras.


O 8 de Janeiro

Os ataques de 8 de janeiro de 2023 não surgiram em um único dia.

Eles foram resultado de uma combinação de fatores:

  • forte polarização política;

  • desinformação;

  • mobilização por redes sociais;

  • sentimento de perda e injustiça entre parte dos participantes;

  • teorias conspiratórias;

  • liderança política e influência de figuras públicas;

  • dinâmica de multidões, na qual indivíduos fazem coisas que dificilmente fariam sozinhos;

  • falhas de planejamento e segurança que facilitaram a invasão.

Nada disso justifica os atos.

Mas ajuda a explicar como eles se tornaram possíveis.

Entender causas não significa concordar com comportamentos.

É justamente o contrário: compreender é condição para prevenir.


E a violência da direita?

Pesquisas internacionais mostram que movimentos extremistas podem surgir tanto na extrema direita quanto na extrema esquerda, dependendo do contexto histórico e nacional.

No Brasil recente, diversos estudos apontam um crescimento da mobilização de grupos radicalizados identificados com a direita, especialmente após a intensa polarização política da década de 2010. Também houve episódios de violência praticados por grupos de outras orientações, embora em menor escala e com características distintas no período recente.

É importante separar:

  • direita democrática;

  • conservadorismo;

  • liberalismo;

  • extrema direita.

Assim como devemos distinguir:

  • esquerda democrática;

  • social-democracia;

  • socialismo;

  • extrema esquerda.

Generalizações apenas alimentam o conflito.

A imensa maioria das pessoas, independentemente da posição política, rejeita a violência.


E os CACs?

Os Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) formam um grupo bastante heterogêneo.

A grande maioria pratica tiro esportivo ou colecionismo de forma legal.

Ao mesmo tempo, investigações e dados públicos mostraram que, durante a rápida expansão do número de registros e armas em circulação, houve casos de desvio de armas, fiscalização insuficiente e participação de alguns CACs em crimes ou atos políticos violentos.

O aumento da circulação de armas pode ampliar o potencial de letalidade de conflitos, mas possuir registro de CAC não torna alguém violento por si só.


Guerra cultural

Outro conceito importante é o de guerra cultural.

Em vez de discutir apenas economia, parte do debate político passou a girar em torno de identidade:

  • religião;

  • costumes;

  • sexualidade;

  • gênero;

  • família;

  • educação.

Esses temas envolvem valores profundos.

Por isso despertam emoções intensas.


Cristãos versus religiões afro

Na realidade...

A maioria dos cristãos convive pacificamente com pessoas de outras religiões.

Da mesma forma, a maioria dos praticantes de religiões afro busca apenas exercer sua fé.

Os conflitos surgem quando discursos religiosos ou políticos apresentam o outro como ameaça moral ou espiritual, reforçando preconceitos antigos e legitimando hostilidade.


Homens versus mulheres

Outra falsa simplificação.

O feminismo é um conjunto diverso de movimentos que busca enfrentar desigualdades de gênero.

Já o machismo é uma visão que atribui papéis hierárquicos entre homens e mulheres.

Embora existam discursos radicais em diferentes grupos, reduzir o debate a "homens contra mulheres" impede compreender os avanços e desafios reais.


O Mainframe ensina outra lição

Nenhum sistema corporativo funciona porque todas as tarefas concordam.

Ele funciona porque existem protocolos.

Locks.

Regras.

Logs.

Auditoria.

Rollback.

Governança.

A democracia também.

Ela não exige unanimidade.

Ela exige instituições capazes de resolver conflitos sem violência.


O que podemos aprender?

Talvez o maior erro seja acreditar que o adversário sempre é mau.

Na prática...

Quase todas as pessoas acreditam estar fazendo o certo.

O problema começa quando deixam de enxergar a humanidade de quem pensa diferente.

É nesse momento que o diálogo desaparece.

E a violência encontra espaço.


Para o Padawan

No Mainframe aprendemos algo curioso.

Quando um sistema entra em deadlock, aumentar a força não resolve.

É preciso identificar quem está segurando os recursos, liberar os bloqueios e restaurar a comunicação entre os processos.

Sociedades funcionam da mesma forma.

Mais gritos raramente resolvem.

Mais escuta, instituições confiáveis, educação crítica, combate à desinformação e respeito às regras democráticas costumam produzir resultados melhores do que tratar adversários como inimigos absolutos.

No fim, talvez a democracia seja parecida com um grande IBM Z.

Milhões de transações diferentes acontecem ao mesmo tempo.

Há conflitos.

Há contenção.

Há prioridades.

Mas o sistema continua funcionando porque existem mecanismos para processar diferenças sem que tudo precise terminar em pane.

E talvez essa seja a maior lição.

Não construir uma sociedade onde todos pensem igual.

Mas uma onde ninguém precise destruir o sistema para defender suas ideias.

Porque, quando alguém tenta derrubar o próprio sistema para vencer uma disputa, no final todos os usuários perdem.


sexta-feira, 24 de março de 2023

A Sociedade do Feed Infinito : A Economia da Atenção Parte III

 

Bellacosa Mainframe e a socidedade do feed infinito parte III

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A Economia da Atenção

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre Algoritmos, Inteligência Artificial, Big Tech e Como Suas Emoções se Tornaram um dos Ativos Mais Valiosos da Economia Digital

"Se você não está pagando pelo produto, existe uma boa chance de que o produto seja a sua atenção."


Introdução

Todo programador Mainframe sabe que CPU é um recurso caro.

Memória também.

I/O mais ainda.

Por isso, sistemas críticos utilizam mecanismos sofisticados para administrar cada microssegundo de processamento.

Agora imagine um recurso ainda mais valioso.

Um recurso que não pode ser expandido.

Não pode ser comprado.

Não pode ser armazenado.

Cada ser humano possui exatamente 24 horas por dia.

Desse tempo, apenas uma pequena fração está realmente disponível para consumir informação.

Esse recurso chama-se atenção.

No século XXI, a atenção tornou-se uma das commodities mais disputadas do planeta.

Google, Meta, TikTok, Microsoft, Amazon, Apple e inúmeras outras empresas competem diariamente por alguns segundos da sua concentração.

Porque esses segundos movimentam trilhões de dólares.


A Nova Matéria-Prima da Economia

Durante a Revolução Industrial, a riqueza vinha da produção.

Depois passou para o petróleo.

Mais tarde para os computadores.

Hoje, um dos ativos mais valiosos é invisível.

Nossa capacidade de prestar atenção.

Toda vez que você:

  • abre um aplicativo;

  • assiste um vídeo;

  • clica em uma notícia;

  • comenta uma postagem;

  • compartilha um meme;

  • permanece alguns segundos olhando uma fotografia,

você gera valor econômico.

Não porque clicou.

Mas porque permaneceu.


O Modelo de Negócio das Big Techs

Muitas pessoas acreditam que redes sociais vendem publicidade.

Na realidade, elas vendem previsibilidade.

O anunciante não compra espaço.

Compra a probabilidade de influenciar determinado comportamento.

Quanto mais dados uma plataforma possui sobre você, melhor consegue prever:

  • seus interesses;

  • seus medos;

  • suas preferências;

  • seus horários;

  • seu humor;

  • suas compras;

  • seus relacionamentos.

Essa previsibilidade aumenta o valor da publicidade.


Dados: O Novo Petróleo?

Durante anos ouvimos a frase:

"Dados são o novo petróleo."

Hoje talvez exista uma definição melhor.

Dados são o combustível.

A atenção é a moeda.

Sem atenção, os dados têm pouco valor.

Sem dados, torna-se difícil capturar atenção.

Os dois trabalham juntos.


Como os Algoritmos Aprendem

Cada interação alimenta modelos estatísticos e sistemas de Inteligência Artificial.

Eles observam:

  • quanto tempo você permaneceu em uma postagem;

  • onde interrompeu um vídeo;

  • quais assuntos despertam curiosidade;

  • quais provocam indignação;

  • quais fazem rir;

  • quais geram comentários.

Pouco importa se você gostou.

Importa que permaneceu.

Tempo de tela significa oportunidade de monetização.


O Algoritmo Não Procura a Verdade

Esse é um dos maiores equívocos da era digital.

O algoritmo não foi criado para descobrir o que é verdadeiro.

Foi desenvolvido para otimizar métricas.

Entre elas:

  • tempo de permanência;

  • engajamento;

  • compartilhamentos;

  • retenção;

  • retorno diário.

Se conteúdos emocionais produzem maior retenção, eles naturalmente recebem mais distribuição.

Não existe intenção moral.

Existe otimização matemática.


O Papel da Inteligência Artificial

A IA elevou esse processo a outro nível.

Antes existiam regras relativamente simples.

Hoje, modelos de Machine Learning analisam bilhões de sinais simultaneamente.

Eles identificam padrões impossíveis para um ser humano perceber.

Por exemplo:

"Pessoas que assistem vídeos sobre produtividade às 22h também costumam consumir conteúdos sobre investimentos às 22h30."

Ou:

"Usuários que assistem 80% deste vídeo possuem alta probabilidade de clicar naquele outro."

A IA não entende emoções como nós.

Ela reconhece padrões associados às emoções.

E isso basta para otimizar recomendações.


Engenharia da Dopamina

A dopamina costuma ser chamada de "hormônio do prazer", embora seu papel seja mais relacionado à motivação e expectativa de recompensa.

As plataformas exploram exatamente esse mecanismo.

Cada atualização do feed representa uma nova possibilidade.

Talvez exista algo interessante.

Talvez exista uma mensagem.

Talvez alguém tenha curtido sua postagem.

Talvez apareça um vídeo melhor.

Essa incerteza mantém o cérebro retornando continuamente.

É o mesmo princípio utilizado em sistemas de recompensa variável estudados pela psicologia comportamental.


B. F. Skinner e o Reforço Intermitente

O psicólogo B. F. Skinner demonstrou que recompensas imprevisíveis tendem a produzir comportamentos persistentes.

Não sabemos quando a recompensa virá.

Por isso continuamos tentando.

O feed infinito funciona exatamente assim.

Rolamos a tela inúmeras vezes.

A maioria do conteúdo é comum.

Mas ocasionalmente encontramos algo extremamente interessante.

Essa imprevisibilidade fortalece o hábito.


Emoções Vendem

Pesquisas em comunicação mostram que conteúdos emocionalmente intensos têm maior probabilidade de serem compartilhados.

Principalmente:

  • surpresa;

  • indignação;

  • medo;

  • humor;

  • admiração.

Por isso manchetes moderadas frequentemente perdem espaço para títulos extremos.

Não porque sejam melhores.

Mas porque capturam mais atenção.


O Feed Nunca Termina

Durante décadas, jornais possuíam fim.

Revistas possuíam última página.

Programas de televisão terminavam.

Hoje o feed é infinito.

Não existe um ponto natural para parar.

O usuário precisa decidir conscientemente quando interromper.

Essa mudança altera completamente nosso padrão de consumo.


IA Generativa: O Próximo Salto

Com modelos generativos, produzir conteúdo tornou-se extremamente barato.

Uma única pessoa pode criar diariamente:

  • centenas de imagens;

  • dezenas de vídeos;

  • milhares de textos;

  • vozes sintéticas;

  • personagens virtuais.

A competição pela atenção torna-se ainda mais intensa.

Quando o custo de produzir conteúdo tende a zero, o valor da atenção cresce ainda mais.


Influenciadores Virtuais

Já existem influenciadores completamente artificiais.

Eles:

  • nunca envelhecem;

  • nunca adoecem;

  • nunca entram em férias;

  • nunca cometem erros espontâneos;

  • podem publicar vinte e quatro horas por dia.

Para as marcas, representam enorme vantagem operacional.

Para a sociedade, surgem novas questões éticas.

Até que ponto saberemos distinguir pessoas reais de personagens sintéticos?


Publicidade Preditiva

A publicidade tradicional tentava convencer.

A publicidade baseada em IA tenta prever.

Ela procura identificar:

  • o momento ideal;

  • o produto ideal;

  • o formato ideal;

  • o horário ideal;

  • o preço ideal.

Quanto maior a precisão, menor o desperdício.

E maior o retorno financeiro.


A Economia da Indignação

Infelizmente, emoções negativas costumam gerar elevado engajamento.

Discussões.

Polêmicas.

Escândalos.

Ataques.

Conflitos.

Tudo isso aumenta comentários e compartilhamentos.

Isso não significa que as plataformas desejem conflitos.

Significa que seus algoritmos frequentemente recompensam aquilo que mantém as pessoas interagindo por mais tempo.


O Mainframe da Economia Digital

Podemos imaginar a internet como um gigantesco IBM Z.

Milhões de servidores processam continuamente:

  • cliques;

  • curtidas;

  • compras;

  • localização;

  • pesquisas;

  • tempo de tela.

Os algoritmos funcionam como um gigantesco Workload Manager.

Eles distribuem prioridade para os conteúdos com maior probabilidade de gerar retenção.

O objetivo não é apenas mostrar informações.

É maximizar o uso de um recurso escasso: sua atenção.


O Custo Invisível

Quando passamos horas consumindo conteúdos cuidadosamente selecionados para capturar nossa atenção, deixamos de investir esse tempo em outras atividades.

Ler um livro.

Conversar com a família.

Aprender uma nova habilidade.

Descansar.

Praticar exercícios.

Dormir.

O verdadeiro custo nem sempre é financeiro.

É o custo de oportunidade.

Cada minuto possui apenas um destino possível.


O Futuro da Economia da Atenção

Nos próximos anos veremos:

  • agentes de IA produzindo conteúdo personalizado em tempo real;

  • publicidade gerada individualmente para cada usuário;

  • realidade aumentada integrada ao cotidiano;

  • assistentes pessoais disputando atenção entre si;

  • influenciadores totalmente sintéticos;

  • ambientes digitais praticamente indistinguíveis da realidade.

A disputa deixará de ocorrer apenas nas telas.

Ela acontecerá em todos os espaços digitais.


Como Recuperar o Controle

Não é necessário abandonar a tecnologia.

É necessário compreendê-la.

Algumas práticas podem ajudar:

  • desativar notificações desnecessárias;

  • definir horários para redes sociais;

  • consumir fontes variadas de informação;

  • praticar leitura profunda;

  • reservar períodos sem telas;

  • desenvolver pensamento crítico;

  • compreender como funcionam os algoritmos.

Conhecimento continua sendo a melhor defesa.


O Que Todo Programador Mainframe Já Sabe

Quem trabalha com IBM Z aprende desde cedo que recursos computacionais precisam ser administrados com inteligência.

CPU desperdiçada reduz desempenho.

Memória mal utilizada provoca gargalos.

Workloads mal priorizados comprometem todo o sistema.

O mesmo vale para a mente humana.

Nossa atenção é limitada.

Nosso tempo é finito.

Cada interrupção possui um custo.

Cada notificação altera nosso contexto cognitivo.

Cada algoritmo disputa alguns segundos daquilo que temos de mais precioso.


Conclusão

A Economia da Atenção não é uma teoria conspiratória.

É um modelo econômico baseado em incentivos claros.

As Big Techs competem por atenção porque atenção gera dados.

Dados alimentam Inteligência Artificial.

A Inteligência Artificial melhora recomendações.

Recomendações aumentam permanência.

Permanência aumenta receita.

O ciclo se retroalimenta continuamente.

A tecnologia continuará evoluindo.

Os algoritmos ficarão mais inteligentes.

A IA produzirá conteúdos cada vez mais convincentes.

Mas continuará existindo uma decisão que nenhuma máquina poderá tomar por nós:

onde investir nossa atenção.

Assim como um Sysprog define prioridades para manter um IBM Z estável, cada pessoa precisará definir prioridades para proteger seu recurso mais escasso.

Porque, na economia digital, quem administra a própria atenção administra o próprio futuro.


quinta-feira, 23 de março de 2023

☕🔥 SMP/E — O Guardião Invisível do z/OS (ou: por que seu COBOL roda há 30 anos sem quebrar)

 

Bellacosa Mainframe fala sobre o guardião invisivel SMP/E no Z/OS

☕🔥 SMP/E — O Guardião Invisível do z/OS (ou: por que seu COBOL roda há 30 anos sem quebrar)

Se você é dev COBOL sênior, já viu de tudo: batch que roda desde o século passado, CICS que nunca cai, DB2 que parece imortal.

Mas tem um herói silencioso nisso tudo.

👉 O SMP/E (System Modification Program/Extended)

E hoje você vai enxergar ele como nunca viu:
não como ferramenta… mas como sistema de governança do caos controlado.


🧠 Antes de tudo: por que o SMP/E existe?

Volta comigo…

Década de 70/80.

  • Software entregue em fita
  • Correções manuais
  • Dependências no papel
  • Atualizar = rezar

👉 Resultado?

💥 Ambientes quebrando
💥 Versões inconsistentes
💥 “Funciona em um LPAR, não no outro”


💡 A resposta da IBM

Criar um sistema que:

  • Controla tudo
  • Versiona tudo
  • Rastreia tudo
  • Permite rollback

👉 Nasce o SMP… depois o SMP/E


🧬 O conceito que muda tudo

“No mainframe, nada é sobrescrito… tudo é versionado.”


🔄 O pipeline que mantém seu COBOL vivo

📦 RECEIVE

  • Entrada de PTF/APAR
  • Vai para SMPPTS

⚙️ APPLY

  • Atualiza target libraries
  • Seu programa começa a usar

💾 ACCEPT

  • Consolida na DLIB
  • Torna oficial

💡 Easter egg Bellacosa:

APPLY é tipo rodar um programa em teste
ACCEPT é dar “commit em produção”


🧩 FMID, PTF, APAR — o trio que você precisa dominar

🏗️ FMID

  • Produto base
  • Vem em RELFILE

🔧 PTF

  • Correção definitiva

🚨 APAR

  • Problema identificado

💡 Insight:

APAR é o bug report…
PTF é o merge aprovado 😄


📦 Onde as coisas realmente vivem

🧠 CSI (o cérebro)

  • VSAM KSDS
  • Guarda:
    • histórico
    • elementos
    • zones

🌍 Zones

ZoneFunção
Globalcontrole
Targetruntime
DLIBbaseline

📁 Datasets que poucos explicam direito

DatasetFunção
SMPPTSentrada (PTF/APAR)
SMPSCDSsource temporário
SMPMTSmacros
SMPSTSbackup (RESTORE)
SMPLOGlogs

💥 Curiosidade:

Um APPLY grande pode alocar +100 datasets automaticamente


🔗 Dependências — onde o caos vira matemática

Você pede:

APPLY PTFZ

O SMP/E resolve:

PTFX → PTFY → PTFZ

E ainda entende:

  • supersede
  • co-requisites
  • IFREQ

💡 Insight:

SMP/E é um resolvedor de dependência muito antes do npm existir 😎


🛑 HOLDDATA — o “não faça isso agora”

6

📌 Exemplo real

++HOLD(PTF001) SYSTEM REASON(IPL)

👉 Significa:

  • precisa IPL
  • impacto sistêmico

🧠 Tipos

  • ERROR
  • SYSTEM
  • USER
  • DOC

🔥 Easter egg

Você pode ignorar:

APPLY BYPASS(HOLDSYSTEM)

Mas…

“Com grandes poderes vêm grandes incidentes” 😄


🧬 Rastreabilidade absurda (nível mainframe)

Cada módulo tem:

  • FMID (origem)
  • RMID (quem substituiu)
  • UMID (última mudança)

💡 Pergunta de produção:

“Quem alterou esse módulo?”

👉 SMP/E responde.


❌ REJECT vs 🔄 RESTORE

AçãoComando
Desfazer RECEIVEREJECT
Desfazer APPLYRESTORE

💥 Regra de ouro:

RECEIVE → REJECT
APPLY → RESTORE

🏗️ DDDEF — o detalhe que poucos dominam

👉 Define datasets para SMP/E

  • Nome
  • Espaço
  • Formato

💡 Insight forte:

DDDEF transforma SMP/E em sistema autônomo


🧠 UCLIN — mexendo no cérebro do sistema

UCLIN.
ADD DDDEF(...)
ADD TARGETZONE(...)
ENDUCL.

⚠️ Curiosidade:

UCLIN é poderoso o suficiente para quebrar tudo… silenciosamente 😄


🔧 Administração avançada (nível operador raiz)

ComandoFunção
ZONECOPYclonar ambiente
ZONEEXPORTbackup
ZONEIMPORTrestore
ZONEEDITalteração em massa
UNLOADgerar UCLIN

📊 Relatórios — onde o SMP/E fala com você

  • SYSMOD STATUS → deu certo?
  • ELEMENT SUMMARY → o que mudou?
  • ERRSYSMODS → risco ativo

💡 Insight:

APPLY instala… relatório valida.


🌐 SMP/E moderno (sim, ele evoluiu)

RECEIVE ORDER CONTENT(ALL)

👉 Baixa direto da IBM:

  • PTF
  • APAR
  • HOLDDATA

💥 Curiosidade:

Algumas empresas rodam isso automaticamente semanalmente


🧪 Mini cenário real (pra fixar)

Você aplica uma PTF:

  • ✔ APPLY roda
  • ❌ batch começa a falhar

👉 O que você faz?

  1. Ver SMPLOG
  2. Ver ERRSYSMODS
  3. Identificar PTF
  4. Executar:
RESTORE SYSMOD(PTFxxxx)

💥 Sistema volta


🧠 Insight final (nível Bellacosa)

O SMP/E não é um instalador…
é um sistema de controle de estado do z/OS


☕🔥 Fechamento

Enquanto no mundo distribuído:

  • você instala
  • reza
  • e torce

No mainframe:

  • você recebe
  • aplica
  • aceita
  • rastreia
  • e volta atrás se precisar

💥 Frase final

“Seu COBOL roda há 30 anos não por sorte…
mas porque o SMP/E nunca deixou o caos entrar.”

 

quarta-feira, 22 de março de 2023

😂🌌 O que Gintama ensinou para a comédia… e para a humanidade

 

Bellacosa Mainframe e o gintama como comedia e ser engracado

😂🌌 O que Gintama ensinou para a comédia… e para a humanidade

Um guia para rir, refletir e se perder no caos do Edo futurista

Se você já assistiu Gintama, sabe que não existe regra para o que é engraçado. Mas o anime, que mistura samurais, aliens, paródias e drama, tem algumas lições profundas… mesmo quando você está chorando de rir.

Vamos destrinchar o que Gintama nos ensinou sobre humor — e sobre a vida.


🎭 1) Quebrar regras é a essência da comédia

Gintama é meta desde o primeiro episódio:

  • Piadas sobre o próprio anime

  • Zueira com outros animes, mangás e cultura pop

  • Rompendo o 4º muro sem cerimônia

Lição: rir é mais fácil quando você não se leva a sério.
Na vida real, um pouco de autoironia nunca fez mal a ninguém.


🤹 2) Mistura de estilos = caos cômico

  • Slapstick físico → quedas, explosões, tapas

  • Comédia verbal → sarcasmo, trocadilhos, críticas ácidas

  • Paródia cultural → referências impossíveis e inesperadas

  • Drama intenso → de repente, lágrimas e tensão

A genialidade do anime: humor e drama coexistem, mantendo o público sempre surpreso.

Na vida real: rir e chorar não são opostos, são complementares.


💥 3) Arquétipos cômicos que se tornaram lenda

  • Gintoki → o Boke preguiçoso com timing perfeito

  • Shinpachi → Tsukkomi que só sobrevive por milagres

  • Kagura → caos ambulante e pura energia genki

Esses personagens mostram que o humor depende da química, não da perfeição.


🔥 4) Paródia é arma de crítica

Gintama não poupa ninguém:

  • Outros animes? Satirizados

  • Política? Satirizada

  • Fandoms? Satirizados

Resultado: o riso vem com uma pitada de reflexão.

A comédia pode ser divertida e inteligente ao mesmo tempo.


🌀 5) O absurdo é universal

  • Alienígenas + samurais + ciborgues + concursos de culinária = aparentemente sem sentido

  • Mas tudo conecta no timing certo → gargalhadas garantidas

Lição de vida: às vezes, a vida é absurda. Aceitar isso é o primeiro passo para sobreviver… e se divertir.


🎬 6) Humor é resiliente

Mesmo em episódios sérios, Gintama sempre retorna ao caos hilariante:

  • Falta de dinheiro

  • Chefes insanos

  • Amizades improváveis

  • Missões que dão errado 100% das vezes

É a prova de que riso é uma ferramenta de resistência.
No fim, se você consegue rir do desastre, já ganhou metade da batalha.


🎤 Conclusão do narrador

O que Gintama ensina:

  1. Quebre regras → o inesperado é engraçado

  2. Misture drama e comédia → o equilíbrio é mágico

  3. Personagens imperfeitos = humor perfeito

  4. O absurdo é inevitável → abrace-o

  5. Rir é sobreviver

Gintama não é apenas um anime. É um manual de vida para otakus e mortais: rir de si mesmo é a chave para não enlouquecer. 😂🌌

quarta-feira, 15 de março de 2023

O Software Vale Milhões. O Programador Recebe Apenas Uma Vez?

 

Bellacosa Mainframe e a propriedade autoral em software

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Software Vale Milhões. O Programador Recebe Apenas Uma Vez?

O Que Todo Programador COBOL Padawan Precisa Saber Sobre Direitos Autorais, Contratos, Propriedade Intelectual e o Futuro da Engenharia de Software

"Quando um software gera bilhões para uma empresa durante décadas, quem realmente criou esse valor? Apenas quem investiu dinheiro ou também quem investiu conhecimento?"

Essa não é uma pergunta jurídica.

Também não é uma pergunta econômica.

É uma pergunta que, cedo ou tarde, todo profissional de tecnologia faz.

Principalmente quem trabalha em grandes empresas, bancos, seguradoras, indústrias e governos.

Imagine a seguinte situação.

Em 1998, uma equipe de desenvolvedores COBOL construiu um sistema de crédito.

Eles analisaram requisitos, desenharam arquitetura, modelaram bancos de dados, criaram algoritmos, implementaram regras de negócio, escreveram milhares de linhas de código e passaram meses testando a solução.

Hoje, quase trinta anos depois, esse mesmo sistema continua processando milhões de transações diariamente.

Movimenta bilhões de reais.

Sustenta parte do negócio.

Mas aqueles profissionais provavelmente não receberam um centavo além do salário ou do valor do contrato.

A pergunta inevitável surge.

Isso é justo?

Não existe resposta simples.

E justamente por isso vale a pena refletir.


Antes de tudo: software possui direito autoral?

Sim.

Existe um mito muito difundido de que software "não possui direito autoral".

Isso não é verdade.

No Brasil, programas de computador possuem proteção jurídica específica, inspirada no direito autoral.

Ou seja, quando um desenvolvedor escreve um algoritmo, cria uma arquitetura ou implementa uma solução original, existe autoria.

O código não surge espontaneamente.

Ele é fruto de conhecimento técnico, criatividade, experiência e capacidade intelectual.

Da mesma forma que um escritor escreve um livro ou um engenheiro projeta uma ponte, um desenvolvedor cria uma obra intelectual.

A diferença está em quem pode explorar economicamente essa obra.


Autor não é necessariamente proprietário

Esse é um dos pontos que mais confundem profissionais iniciantes.

Ser autor não significa possuir os direitos econômicos.

Na maioria dos contratos corporativos acontece exatamente isso.

O profissional continua sendo o criador intelectual.

Entretanto, os direitos de exploração comercial pertencem ao contratante.

Na prática, a empresa pode:

  • comercializar;

  • modificar;

  • distribuir;

  • licenciar;

  • integrar o software a outros produtos;

  • obter lucro durante décadas.

Tudo isso porque houve uma cessão contratual dos direitos patrimoniais.

Não significa que o desenvolvedor deixou de ser o criador.

Significa apenas que vendeu os direitos econômicos daquela criação.


O salário remunera apenas o tempo?

Aqui começa uma discussão extremamente interessante.

Muitos dizem:

"Você foi contratado para desenvolver software. O salário já paga isso."

Parece lógico.

Mas será que paga mesmo?

Vamos imaginar dois profissionais.

Ambos recebem exatamente o mesmo documento de requisitos.

O primeiro entrega um sistema funcional.

O segundo entrega um sistema:

  • mais rápido;

  • mais seguro;

  • mais escalável;

  • mais simples de manter;

  • preparado para integração futura;

  • com excelente tratamento de erros.

Os requisitos eram idênticos.

O salário também.

O resultado, porém, possui valores completamente diferentes.

O que fez a diferença?

Conhecimento.

Experiência.

Criatividade.

Arquitetura.

Engenharia.

Ou seja, aquilo que nenhum requisito consegue especificar completamente.


O software não é apenas código

Existe uma visão equivocada de que programar significa apenas transformar requisitos em linhas de código.

Na realidade, software envolve decisões intelectuais constantes.

Escolher uma estrutura de dados.

Criar um algoritmo eficiente.

Definir arquitetura.

Evitar débito técnico.

Projetar APIs.

Garantir segurança.

Melhorar desempenho.

Antecipar problemas futuros.

Nenhuma dessas atividades é totalmente mecânica.

São decisões humanas.

E essas decisões criam valor econômico.

Muito valor.


O paradoxo da engenharia de software

Curiosamente, quanto melhor um software é construído, menos as pessoas percebem sua importância.

Sistemas estáveis passam anos sem chamar atenção.

Ninguém elogia.

Ninguém comenta.

Mas basta ocorrer uma falha para todos lembrarem que aquele sistema existe.

Esse é o paradoxo da engenharia.

O sucesso costuma ser invisível.


O caso dos sistemas IBM Mainframe

Quem trabalha com IBM Z conhece esse fenômeno perfeitamente.

Existem sistemas COBOL escritos há décadas.

Foram mantidos por gerações de profissionais.

Receberam novas funcionalidades.

Migraram versões.

Ganharam APIs.

Integraram microsserviços.

Continuam processando bilhões de transações.

Quanto vale esse conhecimento acumulado?

Difícil responder.

Porque boa parte desse valor não está apenas no código.

Está nas decisões tomadas ao longo do tempo.


E os freelancers?

Talvez seja aqui que a discussão fique ainda mais delicada.

Imagine um desenvolvedor independente.

Ele dedica seis meses ao desenvolvimento de uma solução.

Recebe pelo projeto.

Entrega.

Assina a cessão dos direitos.

Cinco anos depois, aquele software tornou-se o principal produto da empresa.

Fatura milhões.

O desenvolvedor não participa desse crescimento.

Isso significa que houve injustiça?

Não necessariamente.

Mas certamente existe um debate legítimo.

O profissional vendeu apenas seu tempo?

Ou vendeu também um patrimônio intelectual que continuará produzindo riqueza durante muitos anos?


O argumento das empresas

Também é importante compreender o outro lado.

Empresas assumem riscos enormes.

Investem em:

  • infraestrutura;

  • marketing;

  • vendas;

  • suporte;

  • certificações;

  • advogados;

  • impostos;

  • treinamento;

  • aquisição de clientes.

Nem todo software gera lucro.

Muitos projetos fracassam.

Alguns sequer entram em produção.

Nesses casos, normalmente o desenvolvedor recebeu integralmente pelo trabalho.

Quem absorveu o prejuízo foi o contratante.

Esse é um argumento forte.

Quem assume o risco tende a receber o retorno.


Mas será que existem apenas duas opções?

Não.

Talvez o maior erro seja imaginar que existem somente dois modelos.

Modelo 1.

Pagamento único.

Modelo 2.

Royalties eternos.

Na realidade existe um enorme espaço intermediário.


Modelos que começam a surgir

Algumas empresas já experimentam soluções diferentes.

Por exemplo:

• participação nos lucros;

• bônus vinculados a metas;

• stock options;

• participação societária;

• contratos de manutenção recorrente;

• licenciamento em vez de cessão definitiva;

• remuneração variável baseada em indicadores de sucesso.

Nenhum modelo é perfeito.

Mas todos procuram aproximar quem cria valor de quem captura valor.


A Inteligência Artificial mudará essa discussão?

Provavelmente.

Hoje um desenvolvedor não entrega apenas código.

Entrega:

  • prompts especializados;

  • arquiteturas RAG;

  • agentes inteligentes;

  • pipelines de dados;

  • automações complexas;

  • bases de conhecimento;

  • estratégias de integração.

Grande parte desse conhecimento continua gerando valor muito depois da entrega do projeto.

Isso faz surgir uma nova pergunta.

Estamos vendendo software?

Ou estamos vendendo conhecimento especializado?

Talvez a resposta seja as duas coisas.


O conhecimento é um ativo

Durante décadas ouvimos que "dados são o novo petróleo".

Talvez exista uma afirmação ainda mais correta.

Conhecimento é o ativo mais valioso da economia digital.

É justamente esse conhecimento que transforma um requisito comum em uma solução extraordinária.

Nenhuma inteligência artificial consegue substituir décadas de experiência em negócios bancários, seguros, logística ou telecomunicações sem que alguém ensine esses conceitos.

E quem ensina?

Os profissionais.


Uma reflexão para quem contrata

Empresas precisam proteger seus investimentos.

Isso faz sentido.

Mas também precisam reter talentos.

Talvez um contrato que reconheça, ainda que parcialmente, o sucesso gerado pelo software seja mais eficiente do que simplesmente aumentar salários.

Profissionais valorizados permanecem.

Conhecimento permanece.

Qualidade permanece.


Uma reflexão para quem desenvolve

Também existe uma lição importante.

Nem todo projeto precisa significar cessão total dos direitos.

Em muitos casos é possível negociar.

Por exemplo:

  • manter propriedade sobre bibliotecas próprias;

  • reutilizar frameworks desenvolvidos anteriormente;

  • estabelecer contratos de manutenção;

  • prever bônus por desempenho;

  • licenciar componentes reutilizáveis.

Nem sempre o cliente aceitará.

Mas conversar sobre isso já representa uma evolução profissional.


O verdadeiro patrimônio do programador

Existe algo que nenhum contrato consegue retirar.

Sua experiência.

Cada projeto aumenta seu repertório.

Cada problema resolvido amplia sua capacidade de criar soluções futuras.

Esse patrimônio permanece com você.

E vale muito mais do que qualquer linguagem de programação.

COBOL.

Java.

Python.

Go.

Rust.

Todas mudarão.

Mas a capacidade de resolver problemas continuará sendo o maior diferencial de um engenheiro de software.


Uma pergunta que merece ser feita

Talvez o objetivo deste artigo não seja responder.

Talvez seja provocar reflexão.

Quando um sistema desenvolvido hoje continuar funcionando em 2055...

Quando ele ainda movimentar bilhões...

Quando dezenas de empresas dependerem dele...

Quando milhares de pessoas utilizarem seus serviços diariamente...

Quem criou esse valor?

A empresa?

O investidor?

O cliente?

O arquiteto?

O analista?

O programador?

O testador?

A resposta talvez seja simples.

Todos.

E justamente por isso talvez o futuro da engenharia de software caminhe para modelos de remuneração mais colaborativos, equilibrando investimento, risco e reconhecimento intelectual.

Não para transformar cada desenvolvedor em sócio de todos os projetos, mas para reconhecer que software não nasce apenas de computadores. Nasce de pessoas.

No fim, talvez a maior riqueza produzida por um programador nunca tenha sido o código-fonte. Sempre foi sua capacidade de transformar conhecimento em valor. O código apenas registra essa transformação.

Enquanto discutimos inteligência artificial, automação e produtividade, vale lembrar que toda tecnologia começa com uma ideia humana. É essa ideia que merece ser protegida, valorizada e, sempre que possível, reconhecida de forma justa.

Porque um software pode durar décadas.

Mas é o conhecimento de quem o construiu que faz toda a diferença desde o primeiro dia.

 


A pensar


Quando um software gera valor durante décadas, quem realmente construiu esse patrimônio? Este artigo analisa a relação entre autoria, contratos, propriedade intelectual e reconhecimento profissional, explorando diferentes modelos de remuneração para desenvolvedores, freelancers e equipes de tecnologia, sempre sob uma perspectiva técnica e de mercado, sem assumir um posicionamento jurídico definitivo.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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