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terça-feira, 23 de julho de 2013

☕🔥 O QUE É “WAIFU”? — O TERMO OTAKU QUE VIROU UMA RELIGIÃO NÃO OFICIAL DA INTERNET 🔥☕

 

Bellacosa Mainframe apresenta a Waifu dos animes

☕🔥 O QUE É “WAIFU”? — O TERMO OTAKU QUE VIROU UMA RELIGIÃO NÃO OFICIAL DA INTERNET 🔥☕

“Waifu” é um dos termos mais famosos da cultura otaku.

E também um dos mais mal interpretados.


🎌 ORIGEM DA PALAVRA

“Waifu” vem da pronúncia japonesa da palavra inglesa:

“Wife” (esposa)

Os japoneses pronunciam algo parecido com:

“Wa-i-fu”.

A internet otaku pegou isso…
e transformou em um conceito cultural gigantesco.


💘 O QUE SIGNIFICA?

Uma “waifu” é:

Uma personagem fictícia pela qual alguém tem enorme carinho, apego emocional ou admiração.

Pode ser:

  • amor romântico,
  • obsessão,
  • admiração,
  • proteção emocional,
  • favoritismo extremo.

Basicamente:

“essa personagem é perfeita pra mim.”


👀 EXEMPLO CLÁSSICO

Um otaku olha para uma personagem e fala:

“Ela é minha waifu.”

Isso significa:

  • personagem favorita absoluta;
  • apego emocional fortíssimo;
  • às vezes até “esposa fictícia”.

🧠 O TERMO COMEÇOU COMO PIADA

No começo era meme.

Mas a cultura otaku abraçou tanto o conceito…
que virou parte oficial do vocabulário anime.

Hoje:

  • youtubers usam,
  • streamers usam,
  • jogos usam,
  • animes fazem piada disso,
  • empresas exploram merchandising baseado nisso.

🔥 O QUE TORNA UMA PERSONAGEM “WAIFU”?

Normalmente:

  • carisma;
  • beleza;
  • personalidade marcante;
  • lealdade;
  • voz icônica;
  • design memorável;
  • momentos emocionais;
  • “energia de esposa”.

Mas depende MUITO da pessoa.

Tem gente que escolhe:

  • tsundere;
  • yandere;
  • kuudere;
  • oneesan;
  • garota caótica;
  • personagem demoníaca;
  • literalmente dragões e androides.

O caos é democrático.


☠️ A GUERRA DAS WAIFUS

Existe um fenômeno chamado:

“Waifu Wars”

Discussões absurdas entre fãs defendendo:
qual personagem é “melhor garota”.

Isso gera:

  • memes,
  • tretas,
  • rankings,
  • votações,
  • guerras eternas na internet.

🦊 TAMAMO-NO-MAE É UMA WAIFU?

ABSOLUTAMENTE.

Especialmente em:

  • Fate/Extra;
  • Fate/Grand Order.

Ela virou uma das maiores:

fox waifus da cultura anime.

Misturando:

  • carinho extremo,
  • sedução,
  • humor,
  • perigo,
  • poder absurdo.

👹 O LADO BIZARRO

A internet levou o conceito MUITO longe.

Hoje existem:

  • dakimakuras;
  • casamentos simbólicos com personagens;
  • IA companions;
  • colecionadores extremos;
  • quartos inteiros dedicados à “waifu”.

Alguns tratam quase como:

“relacionamento emocional digital”.


🎮 WAIFU NÃO É SÓ ANIME

Também existe em:

  • games;
  • visual novels;
  • VTubers;
  • gacha games;
  • JRPGs.

Gacha praticamente vive de:

vender waifus.


💥 O CONTRÁRIO: HUSBANDO

Para personagens masculinos existe:

Husbando

Vem de:

“husband”.

Mesmo conceito.


☕ RESUMO AO ESTILO BELLACOSA MAINFRAME

Waifu é:

“quando um personagem fictício ganha prioridade emocional de produção.”

É o momento em que o cérebro do otaku fala:

“sim… eu sei que ela é uma raposa demoníaca milenar que destruiu impérios…”

…mas mesmo assim:

“ela cozinha, sorri e me chama de querido, então está tudo certo.” ☕🦊


segunda-feira, 22 de julho de 2013

⚙️ IBM System z12 – O Coração Digital da Nova Economia

 


⚙️ IBM System z12 – O Coração Digital da Nova Economia

O mainframe que trouxe velocidade, inteligência e integração para a era do Big Data.


🧭 Introdução Técnica

Em 2015, a IBM apresentou o System z13, mas antes dele, em 2012, o System zEnterprise EC12 (z11) pavimentou o caminho. Porém, a família z12 consolidou o amadurecimento da arquitetura híbrida e da computação analítica.
O System zEnterprise BC12 (zBC12) — lançado em 2013 e às vezes chamado de System z12 em contextos comerciais — marcou a transição entre o poder bruto do z11 e a eficiência inteligente do z13.

O z12 foi um mainframe projetado para a era dos aplicativos móveis, do analytics em tempo real, e das transações seguras em escala global.
Seu diferencial: processadores mais rápidos, zAware aprimorado, compressão mais eficiente e integração com ambientes x86 via zBX (zBlade Extension).




🕰️ Ficha Técnica – IBM System z12

ItemDetalhe
Ano de Lançamento2013
ModeloszEnterprise BC12 (zBC12)
CPU4,2 GHz, quad-core (tecnologia refinada 32 nm CMOS)
ArquiteturaIBM z/Architecture (64 bits)
Sistema Operacionalz/OS 2.1 – 2.2
Memória Máxima512 GB
AntecessorzEnterprise EC12 (System z11)
Sucessorz13 (2015)

🔄 O que muda em relação ao System z11 (EC12)

  1. Nova Escala de Acesso: O z12 (BC12) trouxe o poder do z11 para empresas médias, com custo reduzido e mesmo nível de resiliência.

  2. Desempenho: 36% mais rápido por core em relação ao z10 BC, e 2x mais rápido no throughput geral.

  3. Eficiência Energética: redução de até 30% no consumo de energia por MIPS.

  4. zAware 2.0: o sistema de autodiagnóstico analítico foi aprimorado com inteligência baseada em padrões comportamentais.

  5. zEDC (Enterprise Data Compression): até 80% de economia de I/O e disco.

  6. Criptografia: CryptoExpress4S com aceleração para AES, RSA, ECC e SHA-3.

  7. Suporte aprimorado a Linux on Z: mais LPARs, IFLs e integração direta com z/VM 6.3.

  8. Virtualização Avançada: PR/SM com balanceamento dinâmico entre engines zIIP, zAAP e IFL.


🧠 Curiosidades Bellacosa

  • Apesar do nome comercial zBC12, a IBM o apresentou como parte da família z12, pois compartilhava o mesmo núcleo tecnológico do zEC12.

  • Foi o primeiro mainframe a permitir total integração com nuvens privadas e móveis, com suporte nativo a IBM Cloud Manager.

  • O z12 tinha o lema de marketing “Designed for Mobile, Cloud and Big Data”, refletindo o início da era dos smartphones e apps bancários.

  • Em ambiente Linux on Z, o z12 podia consolidar até 8.000 servidores x86 virtuais em um único frame.

  • O visual mantinha o design preto e prata da linha zEnterprise, mas com um painel mais compacto e sistema de resfriamento redesenhado.

  • O z12 foi o último a usar zEnterprise BladeCenter Extension (zBX), antes da IBM migrar definitivamente para integração via software.


💾 Nota Técnica

  • Clock: 4,2 GHz (quad-core)

  • Cache: L1 – 64 KB, L2 – 3 MB, L3 – 48 MB compartilhado

  • Memória: até 512 GB

  • Canais I/O: FICON Express8S, OSA-Express4, HiperSockets de alta velocidade

  • Criptografia: CryptoExpress4S (RSA 4096, AES-256, SHA-3)

  • Virtualização: PR/SM com Dynamic Logical Partitioning

  • Firmware: HMC 2.15, zAware 2.0, Capacity on Demand instantâneo


💡 Dicas Bellacosa para Profissionais e Padawans

  1. Entenda o z12 como elo híbrido: ele representa a consolidação entre o mainframe tradicional e o mundo das nuvens privadas.

  2. Estude o zEDC: tecnologia-chave que impacta performance, compressão e custos de armazenamento até hoje.

  3. Explore o zAware 2.0: foi o início do AIOps — análise comportamental de logs e predição de falhas.

  4. Dica prática: o z12 BC ainda é usado em ambientes de teste para z/OS 2.2 e Linux on Z, ideal para estudos de performance tuning.

  5. Curiosidade de aula: muitos z12 foram vendidos para universidades e bancos regionais como mainframe de entrada, pela confiabilidade e custo-benefício.


🧬 Origem e História

O System z12 nasceu como uma versão otimizada do EC12, mas voltada à democratização da plataforma Z.
Projetado nos laboratórios da IBM em Poughkeepsie (EUA) e Boeblingen (Alemanha), seu lançamento em julho de 2013 reforçou o conceito de mainframe acessível, modular e preparado para a economia digital.

O nome “zEnterprise BC12” (Business Class) marca o foco em pequenas e médias empresas, mas mantendo a mesma confiabilidade dos grandes zSystems.


📜 Legado e Impacto

O System z12 (zBC12) foi o último mainframe “intermediário” com o DNA clássico da série zEnterprise antes da revolução do z13.
Ele consolidou três legados fundamentais:

  • Automação cognitiva (zAware 2.0)

  • Compressão nativa (zEDC)

  • Integração móvel e em nuvem

O z12 pavimentou a chegada do mainframe cognitivo, antecipando o que o z13 faria em escala global com Watson e Big Data.


Conclusão Bellacosa

O IBM System z12 foi o mainframe da transição digital, onde potência encontrou inteligência.
Ele uniu a confiabilidade lendária do z11 à necessidade moderna de integração e análise.
Pequeno no tamanho, gigante no impacto.

“O z12 não foi apenas um mainframe — foi o primeiro cérebro preparado para entender o mundo conectado.”
Bellacosa Mainframe

 

domingo, 21 de julho de 2013

📂 O Pequeno Trabalhador do Cecap, Versão 2.0

 



📂 El Jefe Midnight Lunch — Bellacosa Mainframe
Log nº 007 — O Pequeno Trabalhador do Cecap, Versão 2.0


Depois do grande ABEND familiar que nos reposicionou no mapa da vida lá em 1983, fomos realocados para o CECAP — Quadra B, onde o vento gelado batia na janela e a realidade batia mais forte no bolso.
E no spool doméstico havia um job que rodava todo mês, sem pausa, sem abend retry, sem cancel step:

Faltava dinheiro. Sempre.

A fotografia ajudava quando havia cliente.
Mas a maior parte do tempo vivíamos de JCL com RETURN CODE 04: rodava, mas com alerta no console.

Minha mãe então ressuscitou um dataset antigo da família:
venda de coxinhas, risoles e croquetes para fora.
Massa na mão, óleo na panela, sonho no peito — e zero logística automatizada.

Porque anos 1980 não tinham iFood, não tinham motoboy, não tinham PIX.
Então quem era o mensageiro oficial, entregador e cobrador, full-stack na marra?



Vaguininho de Monareta Verde, prazer.
Versão bicicleta com garupa, caixa de papelão e cheiro de coxinha invadindo a rua inteira.
Eu cortava o bairro de ponta a ponta, pilotando como se fosse Harley, mas na realidade era Monareta a pedal impulsionada por coxinha e força de vontade.

Ali conheci todos os becos, escadões, donas-de-casa com avental e chaleira no fogo.
Era entregar, receber o pagamento, às vezes tomar um calote nível Soft-Error, mas na maioria volto vitorioso com troco e sorriso gorduroso.

Mas achou que parava aí?
Negativo, padawan do pão dormido.

Minha mãe também lavava e passava roupas para fora, e adivinha quem entregava as peças no cabide, embaladas no plástico?

Sim.
Eu. Office-boy de ferro, XP subindo na raça.

E então veio o job mais épico, o Workload Manager rodando no limite:



🌳 Missão: Desbravar a Floresta — Praça da Quadra G

Meu pai fechou contrato para limpar a praça inteira.
Mas limpar é eufemismo — aquilo era Amazônia versão pocket, mato na altura do peito, arbustos demoníacos, árvores com galhos que pareciam ter alma.

Escalação do time:

FunçãoNomeNível
Chefe do SquadSeu WilsonRAID 1 de coragem
Capataz MirimEu, VaguininhoCPU a carvão
Primo Braço ForteCeloAgilidade +2, Força +3

Trabalhamos dias inteiros.
Sol torrando, blusa suada, calo na mão, cheiro de terra molhada — o inferno e o paraíso da infância no mesmo pacote.

E foi ali, na grieta verde da praça, que o destino deu ENTER.



Conhecemos Andrea.

Linda. Riso iluminado. Olhos que derrubavam firewall emocional.
Eu e o Celo?
Completamente derrotados — RESPONSE CODE 00: SUCESSO TOTAL DA PAIXÃO.

Mas essa história…
Essa continua em outro log.
Outro turno.
Outro spool de memória.



Porque o capítulo que vem, meu parceiro — é aventura com final de boss, XP alto e plot twist digno de mainframe 3390 explodindo trilha.

E eu prometo:
Vou contar.

Bellacosa, encerrando job, segurando a Monareta e lembrando do perfume da Andrea no vento.

Ps: Quem diria que aquele vendedor de coxinhas em Pirassununga iria assumir ares tão, grandes em Taubaté

Ps2: Em outra oportunidade falo da mini granja Bellacosa, outro dos empreendimentos do sr. Wilson e mais uma vez este pequeno trabalhador dando duro no alto dos meus 9 para 10 anos...

sábado, 20 de julho de 2013

📼 Episódio de Hoje: “As Super-Férias de 1984 – O Zelador da Praia e o Menino do Litoral”

 


🌙🍱 El Jefe Midnight Lunch — Crônicas de um Bellacosa Mainframe 🍱🌙
📼 Episódio de Hoje: “As Super-Férias de 1984 – O Zelador da Praia e o Menino do Litoral”
por Vagner Bellacosa – estilo memória sabor de fita magnética


Depois que meu avô Pedro se aposentou lá por 1982, o orçamento apertou igual dataset sem primary allocation. E, como todo bom mainframeiro old school, ele não era homem de ficar ocioso esperando JCL rodar sozinho. Voltou ao batente. Primeiro como zelador na Vila Rio Branco, cuidando daquilo tudo com o mesmo zelo de quem cuida de um VSAM que não pode quebrar.

Mas meu avô tinha uma DLL interna chamada saudade do mar. A praia chamava. E ele ouviu.

Lá por 1984, decidiu botar o pé na areia e mudou-se para a Praia Grande, rumo ao que ele imaginava ser o “ambiente de execução ideal”. Conseguiu emprego como zelador por lá e, sem saber, abriu um novo capítulo das minhas memórias — e, se existisse LOG SMF da infância, esse período estaria com flag SPECIAL.



🏖️ Primeiras Férias de Inverno — Release 1.0

Inverno de 84. Férias escolares.
Passagem comprada.
E lá vamos nós, rumo à casa dos meus avós Pedro e Anna, que agora respiravam brisa marítima e cheiro de maresia.

Meu tio Pedrinho, recém-promovido a Menino da Praia, estava num momento de plenitude raríssimo — tinha um batalhão de amigos, uma “gangue da orla”, e eu, claro, fui puxado por tabela. Derrubei o firewall da timidez rapidinho. Em poucas horas, já estava integrado igual job rodando em multiuser mode.

E olha que era inverno. A água parecia saída do freezer do Super-Homem.
Mas quem liga? Para uma criança de 10 anos, diversão não depende de temperatura, depende de permissão — ou da ausência de adultos olhando.



🎾🏄‍♂️☀️ As Atividades Maravilhosamente Inúteis — E Perfeitas

A praia não chamava para banho, mas chamava para tudo o que realmente importava:

  • caminhar quilômetros no areal, fazendo de conta que era uma missão espacial;

  • jogar ping-pong em mesinhas tortas de pensão barata, mas que pareciam Wimbledon;

  • acompanhar meu tio Pedrinho tendo aulas de surf, enquanto eu imaginava quando seria promovido para aquele módulo;

  • catar conchas, construir fortalezas, disputar quem corria mais rápido na areia fofa e perdia o fôlego igual loop mal programado.

Foram super-férias. Daquelas que instalam patches na alma e que você nunca desinstala.




🏠😅 Meu Pai, o Inquieto — Quase a 5ª Mudança em 18 Meses

Meu pai, espírito inquieto, olhou para tudo aquilo e já começou a especular mentalmente:

“E se a gente se mudasse pra cá?”

Eu, criança, adoraria.
Minha mãe, talvez.
O caminhão de mudanças, coitado, não.

Mas meu avô Pedro — com sua sabedoria de sysprog experiente — tratou de fazer um ABEND S0C1 nessa ideia antes que virasse execução real. E graças a Deus.

Porque isso teria sido a quinta mudança em menos de 18 meses.
Só de lembrar, minha espinha dá um S0C7.

Mas eu, com meus 10 anos, não estava preocupado com logística, caminhão, caixa, endereço novo… nada disso.

Eu queria apenas curtir as férias, depois da tempestade que tinha sido o ano de 1983.


🌅 E ainda voltaria mais uma vez…

Aliás, naquele mesmo ano, voltamos para a praia de novo — num feriado prolongado que caiu como presente dos deuses do calendário.

Mas essa…
ah, essa é outra história.
E como todo bom mainframeiro sabe, histórias boas merecem ser carregadas em volumes separados, senão o dataset fica demais para um único extent.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

💪🖥️ Segredos secretos — O que torna um Mainframe tão poderoso?

 


💪🖥️ Segredos secretos — O que torna um Mainframe tão poderoso?

“Mainframe não é forte porque é grande.
Ele é grande porque foi projetado para nunca falhar.”

Existe um erro comum — especialmente fora do mundo enterprise — de achar que poder computacional é sinônimo de tamanho físico.
No universo IBM Z, isso não poderia estar mais errado.


🧠 O verdadeiro poder do mainframe

Um mainframe não é poderoso porque é grande.
Ele é poderoso porque tudo dentro dele foi projetado para trabalhar em harmonia absoluta.

Nada ali é improvisado.
Nada é acoplado depois.
Nada depende de “restart para resolver”.

👉 Tudo nasce integrado.


🧱 Os pilares de um mainframe de verdade

Vamos desmontar o mito e olhar para a anatomia da fera.

🧠 Processadores (CPU)

Não são apenas CPUs rápidas.
São múltiplos processadores especializados, trabalhando juntos:

  • Processadores gerais

  • Processadores de I/O

  • Processadores de criptografia

  • Processadores para workloads específicos

Enquanto servidores comuns fazem tudo “no mesmo cérebro”,
o mainframe delegada funções como uma orquestra sinfônica.


🗂️ Memória

A memória do mainframe não é só grande — ela é disciplinada.

  • Milhares de tarefas simultâneas

  • Isolamento total entre workloads

  • Priorização automática

  • Zero disputa caótica

Aqui não existe:

“Esse processo matou o outro por falta de memória”.


💾 Armazenamento

O armazenamento no mundo mainframe não é “guardar dados”.
É proteger ativos.

  • Dados financeiros

  • Dados governamentais

  • Dados regulados

  • Dados auditáveis

Tudo com:

  • Integridade

  • Controle

  • Rastreabilidade

  • Recuperação garantida


🌐 Sistemas de I/O

Aqui mora um dos maiores diferenciais.

O mainframe:

  • Conversa com ATMs

  • Atende aplicativos online

  • Processa transações

  • Fala com redes globais

Tudo isso sem bloquear a CPU principal.

👉 Enquanto um I/O espera, outro trabalho segue rodando.


✨ A mágica que ninguém vê (mas todo mundo usa)

O segredo não está na força bruta.
Está na eficiência absoluta.

⏱️ Enquanto uma tarefa espera:

  • Outra executa

  • Outra responde

  • Outra processa

Nada fica ocioso.
Nada trava.
Nada para.

Esse modelo não é moda.
É engenharia refinada por décadas.


🔄 E se algo falhar?

Aqui está o ponto onde o mainframe humilha qualquer comparação.

Falha não significa parada.

Se:

  • Um componente falhar

  • Um caminho de I/O cair

  • Um processador sair do ar

👉 O sistema continua rodando.

O usuário:

  • Não percebe

  • Não perde sessão

  • Não vê erro

  • Não liga para o suporte


🏦 Por isso o mundo confia no mainframe

Não é por nostalgia.
Não é por medo de mudar.
É por responsabilidade.

Mainframes são usados onde:

  • Erro custa milhões

  • Parada custa reputação

  • Falha custa processos legais

💳 Bancos e pagamentos
🚆✈️ Transporte ferroviário e aéreo
🏛️ Governos e grandes serviços públicos


🥚 Easter-eggs do mundo IBM Z

  • Mainframe sempre foi “always-on” antes do termo existir

  • Virtualização sempre foi nativa

  • Alta disponibilidade nunca foi feature, sempre foi requisito

  • Segurança nunca foi camada extra, sempre foi fundação


🎓 Palavra final do El Jefe para o padawan

Mainframe não é uma máquina velha.
É uma máquina madura.

Enquanto muita tecnologia nasce pensando em “escalar depois”,
o mainframe já nasceu escalado.

Enquanto outros ambientes aceitam downtime como normal,
o IBM Z trata downtime como falha de projeto.


sábado, 13 de julho de 2013

🍒 A Cereja e os Sabores da Memória

 

Bellacosa Mainframe e as memorias cerejianas

🍒 A Cereja e os Sabores da Memória

Existem frutas que gostamos.

Existem frutas que apreciamos.

E existem aquelas raras frutas que conquistam um lugar permanente no coração.

Para mim, essa fruta é a cereja.

Curiosamente, durante boa parte da infância eu acreditava conhecer cerejas.

Afinal, elas apareciam em bolos.

Enfeitavam tortas.

Descansavam sobre taças de sorvete.

E reinavam absolutas nas confeitarias dos anos 1980.

Mas havia um detalhe.

Aquilo não eram cerejas de verdade.

Ou melhor, eram cerejas que haviam sido transformadas em outra coisa.

Mergulhadas em caldas açucaradas.

Processadas.

Conservadas.

Doces demais.

Tão doces que pareciam uma caricatura da fruta original.

Foi apenas no final dos anos 1990 que experimentei uma cereja fresca pela primeira vez.

E foi amor à primeira mordida.

Lembro da surpresa.

Da textura firme.

Da polpa carnuda.

Daquele equilíbrio quase perfeito entre acidez e doçura.

Do caroço escondido no interior.

Dos cabinhos verdes que pareciam ter saído diretamente de uma ilustração de livro infantil.

Aquilo não se parecia com nada que eu havia provado antes.

Era uma experiência completamente diferente.

Uma fruta elegante.

Sofisticada.

Mas ao mesmo tempo simples.

Natural.

Perfeita.

Meu coração foi conquistado imediatamente.

Anos depois, quando a vida me levou para Portugal, descobri algo ainda mais maravilhoso.

A cereja não era apenas uma fruta apreciada.

Era praticamente uma instituição nacional do verão.

Foi lá que minha relação com ela atingiu outro nível.

Os mercados.

As feiras.

As quitandas.

As estradas do interior.

Tudo parecia repleto de cerejas.

Cerejas pequenas.

Grandes.

Mais doces.

Mais ácidas.

Mais escuras.

Mais claras.

Cada região possuía suas variedades.

Cada produtor defendia as suas como as melhores do mundo.

E eu, feliz da vida, fazia questão de experimentar todas.

Portugal me ensinou que a cereja não era uma única fruta.

Era um universo inteiro.

Vieram então os verões portugueses.

Os passeios.

As viagens.

Os almoços demorados.

As tardes quentes.

E aquele hábito delicioso de comprar um saco de cerejas e passar horas beliscando uma após a outra.

Uma felicidade simples.

Mas profundamente marcante.

A Espanha ampliou essa paixão.

A Itália reforçou a devoção.

E cada nova viagem parecia acrescentar mais um capítulo à minha história com essa pequena joia vermelha.

Mas seria impossível falar de cerejas sem lembrar da sua versão líquida.

A lendária ginjinha.

Aguardente.

Licor.

Patrimônio cultural.

Experiência obrigatória para qualquer visitante de Lisboa.

Quem já caminhou pelas ruas da Baixa sabe do que estou falando.

A pequena taça.

O aroma característico.

O sabor intenso.

A tradição centenária.

E, claro, as ginjinhas servidas com o fruto dentro do copinho.

Uma pequena obra-prima da gastronomia portuguesa.

E se existe um lugar onde a ginjinha parece ganhar uma dimensão quase mágica, esse lugar é Óbidos.

A antiga cidade medieval cercada por muralhas.

Ruas de pedra.

Casas brancas.

Flores nas janelas.

E visitantes do mundo inteiro caminhando por um cenário que parece congelado no tempo.

Ali, beber uma ginjinha é quase um ritual.

Uma celebração da história.

Da cultura.

E dos sabores que atravessam gerações.

Hoje percebo que minha paixão pela cereja vai muito além da fruta.

Ela se tornou uma cápsula de memória.

Uma ponte entre continentes.

Entre épocas.

Entre pessoas.

Cada cereja que provo me lembra uma viagem.

Uma conversa.

Um verão.

Uma descoberta.

Talvez seja por isso que ela continua sendo minha fruta favorita.

Porque alguns sabores alimentam o corpo.

Mas outros alimentam a alma.

E poucas frutas conseguiram fazer isso comigo tão bem quanto a humilde e extraordinária cereja.


🟣⚙️ TRETA.LOG – CECAP 1984

 


🟣⚙️ TRETA.LOG – CECAP 1984

O Neury, o Celo, o Maurício… e o Loop Infinito de Cascudos

Tem histórias do CECAP que parecem programas mal estruturados, daqueles que entram em loop eterno porque ninguém colocou um IF de saída.
E uma dessas joias do meu arquivo SMF mental envolve o Neury da quadra D — amigo, adversário, vítima, comparsa e mascote não oficial das confusões da época.

Pra entender, você precisa lembrar:
O CECAP não era um bairro.
Era um cluster de mini-feudos, cada quadra com seu líder, seus guerreiros, seus onis e suas rivalidades medievais.
Quadra B aliada a C, C contra D, D contra E…
Se deixasse, virava Game of Thrones versão mamona.

E as guerras de mamona, meu amigo…
Ali era bala real.
Nem a tropa de choque da SHCP daria conta.

Mas entre uma guerra e outra, surgiam as alianças improváveis — e também as tretazinhas clássicas, aquelas que começavam por bobagem:

✔ jogo de bafo com figurinhas dos chicletes Ploc, Ping Pong

✔ bolinha de gude

✔ valendo tazo que nem existia ainda
✔ disputa boba por garota
✔ ou só porque alguém respirou mais forte no campinho

Às vezes, muito raro, por que eram preciosas figurinhas da editora Abril de algum álbum do momento.



🔥 Entra em cena: Neury, O Alvo Fácil do Cluster

Eu e o Celo, meu primo e parceiro de crimes lúdicos, éramos uma dupla perigosa:
juntos, virávamos um sistema integrado, quase um CICS+DB2 da malandragem infantil.

Quando jogávamos contra os outros — fosse bafo, bila, pipas ou o que aparecesse — a união fazia a força… e o lucro.

E o Neury, coitado, sempre topava jogar.
O problema é que ele tinha um mal perder tão grande quanto o manual do MVS.

E ele reclamava.
Chorava.
Esbravejava.
Aí sobrava pra quem?
Pra mim, claro.
Eu tinha que dar cascudos pedagógicos para “resetar” o garoto.

Mas o Neury tinha um amigo maior, mais velho e mais forte:
➡️ Maurício, o tanque de guerra humano da quadra D.

E aí nascia o loop eterno mais famoso da história do CECAP:

  • Eu dava cascudo no Neury

  • Maurício vinha e batia no Celo

  • Aí eu ia e batia no Neury de novo

  • Maurício batia em mim

  • O Celo — bravo, porém imprudente — batia no Neury

  • E tudo recomeçava…

Sim, era isso mesmo:
um WHILE TRUE DO da violência controlada e perfeitamente equilibrada.



⚙️ 🛑 Maurício.exe encontrou erro e deixou de responder

Até que um dia, do nada, Maurício juntou nós três:

Chega. Não vou mais me meter, cês que se virem.

E foi embora, tipo um sysadmin largando o sistema e dizendo: “se virar, molecada”.

A partir dali, o loop foi diminuindo.
Mas o Neury continuou sendo aquele personagem icônico:
apanhava, brigava, reclamava…
e no dia seguinte aparecia lá:

Vamo jogar?
Vamo brincar?

Era quase um RETURN CODE 00 automático.
Ele não guardava rancor — apenas hematomas.



🟢 Quadra a Quadra: O Cluster do CECAP

  • Quadra B → Luciano, o líder.

  • Quadra D → Alessandro, primo do Luciano, meio diplomata, meio general romano.

  • Quadra C → Xulapa, o líder oficial.

  • Número 2 da C → Celo, meu primo, rei das tretas e das ideias ruins.

  • Eu → recémt-chegado, sem direito até a foto do crachá ainda.

Mas, vou te falar…
Mesmo sem cargo oficial, vivi as melhores tardes da minha vida:

✔ jogos de taco
✔ queimada
✔ pega-pega
✔ esconde-esconde
✔ “mana-mula”
✔ SWAT de bicicleta (uma obra-prima antes de existir videogame decente)
✔ futebol no campinho
✔ jaboticabas colhidas na base da ousadia
✔ nadar no córrego perto do arrozal (proibido, claro — por isso era bom)




1984 foi um batch perfeito.
Rodou com RC=00.
Tirando os cascudos.
Tirando as tretas.
Tirando o Marreco — que ainda me perseguia em meio a todas essas aventuras.

Mas, sinceramente?
Era parte do charme.
Era parte do caos.
Era parte do aprendizado on-line da vida real, sem manual, sem JIRA, sem logs.

Era só a vida acontecendo, linda e cheia de bugs corrigíveis.