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segunda-feira, 10 de abril de 2017

🧾Os Anos de Ouro : Parte I — Quando o Crachá Valia Sonho

 

Bellacosa Mainframe e os anos de ouro da informatica quando o cracha valia o sonho parte I

🧾 Parte I — Os Anos de Ouro: Quando o Crachá Valia Sonho

por Bellacosa Mainframe ☕💼

Houve um tempo — não muito distante — em que o emprego era quase um sacramento.
Você acordava cedo, vestia a melhor roupa, pegava o ônibus lotado e, ao bater o ponto, sentia um certo orgulho.
O crachá era mais que um cartão magnético: era o símbolo de pertencimento.
Era o “sou alguém” numa cidade que engolia anônimos.

Nos anos 80 e 90, o escritório ainda tinha alma.
O chefe conhecia o nome dos funcionários, o cafezinho era comunitário, o vale-transporte vinha em papel, e o salário — embora modesto — pagava o mês com dignidade.
Havia futuro.
Você podia começar como office-boy, virar, evoluindo como um Pokémon: auxiliar, auxiliar-técnico, técnico, analista,  coordenador, assistente, chefe,  quem sabe gerente, ou mesmo com muito esforço DIRETOR.

Era o tempo dos planos de carreira e das pastas de couro, dos carimbos, dos cheques nominais e da máquina de escrever elétrica que era disputada como se fosse um Tesla. Aqueles sortudos que podiam agendar hora de uso acesso aos Terminais 3270 dos Mainframe IBM.

📠 Curiosidade de época:
Havia um ritual quase sagrado chamado “hollerith”.
Você o recebia em papel, abria com cuidado, e lá estavam seus descontos, seus ganhos, e a prova viva de que você pertencia a algo que fazia sentido.
O mundo do trabalho era humano, previsível, quase paternal.

Comiamos marmitas esquentadas em aquecedores eletricos na sala de reunião transformada em um animado refeitorio improvisado.

E por mais que fosse duro, ainda havia uma relação de reciprocidade entre patrão e empregado.

👔 O pacto invisível

Trabalhar era um contrato de confiança.
Você se dedicava, e a empresa te retribuía.
O chefe tinha palavra, o funcionário tinha lealdade.
Os currículos eram impressos, as entrevistas eram olho no olho — e a palavra “colaborador” ainda não tinha sido inventada pra disfarçar o que se era de fato: empregado.

Havia almoço de fim de ano, amigo screto, festa na firma, cesta de Natal, e até o brinde com refrigerante quente na cozinha improvisada.
Pequenos gestos que, somados, criavam identidade.
O trabalho era mais que salário: era laço social.

💾 Easter-egg: O COBOL das relações humanas

Assim como o COBOL, o trabalho daquela época era direto, estruturado e confiável.
Sem loops infinitos de “feedbacks construtivos” ou “OKRs trimestrais”.
Você entregava, recebia, vivia.
E o sistema, por mais antigo que fosse, funcionava.

🕰️ Nostalgia com propósito

Hoje, pode parecer romantização.
Mas quem viveu sabe: havia mais pertencimento, menos performance.
Mais humanidade, menos “branding pessoal”.
O emprego era porto seguro, não uma roleta emocional.

O office-boy de 15 anos ainda acreditava que o crachá era uma chave — e, de certo modo, era mesmo.
Chave pra independência, pra autoestima, pra esperança.
O crachá valia sonho.
E sonhar, naquela época, ainda era gratuito.


☕ #BellacosaMainframe #ElJefeMidnight #CrônicasDoTrabalho
💼 #MemóriasCorporativas #FuturoDoTrabalho #Anos80 #CracháComAlma #COBOLDaVida


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Crônica — Pilhas Caras, Brinquedos Offline e um Sonho Chamado Ferrorama


Bellacosa Mainframe e historia de pilhas e brinquendo na infancia do pequeno Vagner

Crônica — Pilhas Caras, Brinquedos Offline e um Sonho Chamado Ferrorama

Para o Blog El Jefe Midnight Lunch — Edição Bellacosa Mainframe

A infância não é feita apenas de doces memórias — às vezes ela vem com senha de acesso restrito, versão demo, recurso limitado por orçamento e por boleto vencendo.

E no meu caso, os vilões não eram monstros nem fantasmas.
Eram pilhas.
Essas pequenas tiranas cilíndricas que decidiam quanto tempo um brinquedo podia existir.

Nossa vida era como o mar — ora maré alta, comida farta, risada solta; ora maré baixa, contas apertadas, criatividade para sobreviver.
Meu pai com a fotografia, minha mãe com salgados, manicure, bordados, o que aparecesse.
Quando a grana apertava, a família estendia a mão como ponte.
Nunca faltou amor.
Mas sobravam limites.

E é por isso que eu odiava brinquedos a pilha.

Bellacosa Mainframe e as pilhas do destino

Não que eu não achasse incríveis.

Robôs que andavam, carrinhos que piscavam, fuscas que davam ré quando batiam na parede — aquilo era um trailer do futuro passando no cinema da sala.
Mas o ingresso era caro.
Pilhas custavam quase como ouro, ainda mais no "late-game", ou melhor nos ultimos anos da ditadura, com a inflação mordendo o salário como um pitbull faminto.

Bellacosa Mainframe e o sonho de infancia o trenzinho eletrico

Meus pais compravam um kit por mês.

Acabou? Acabou.

Só no próximo ciclo fiscal familiar.
E aí ficavam lá, meus brinquedos — parados, imóveis, como estátua de marmore, ao melhor estilo greco-romana — esperando energia para viver.
Brincar com eles sem pilha era como tentar ouvir vinil sem agulha.

A solução científica-milenar? A geladeira.
Colocávamos as pilhas no gelo como se fossem soldados feridos na enfermaria.
E elas ressuscitavam por alguns minutos gloriosos.
Depois morriam novamente, dramaticamente, sem música de despedida.

Por isso, os reis do meu quartel não tinham pilha:
Fort Apache e soldados Gulliver.
Movidos a imaginação, sem consumo energético, 100% renovável.
Ali a batalha nunca acabava — era fusão nuclear de fantasia e chão de terra.
A infantaria marchava, o canhão disparava som com a boca, o cavalo corria como búfalo.
Era offline mode, mas com servidor dedicado na mente.

E havia um sonho.
Grandioso, inalcançável, quase mitológico:

O Ferrorama.

Bellacosa Mainframe e o lendario ferrorama da Estrela

O trem elétrico da Estrela.
O Orient Express da infância brasileira.
A Torre Eiffel dos brinquedos.

Eu imaginava aquele trilho montado na sala, locomotiva fumegando, vagões brilhantes, estação lotada de passageiros que só existiam na minha cabeça.
Mas o preço era astronômico, coisa para filho de medico, bancário, dentista do bairro ou empresario.


Eu ficava com versões humildes, trenzinhos simples, plástico cru, motor fraco — mas rodavam sonhos.

Demorei anos para entender, mas aquilo me ensinou algo duro e valioso:

Quem aprende a sonhar com aquilo que não pode ter acaba descobrindo como construir mundos com aquilo que possui.

Hoje olho a prateleira, cheia de itens que eu jamais imaginei um dia possuir — alguns valem mais do que dois ou três Ferroramas dos anos 80.


E o menino de pilha gelada olha para tudo isso com um sorriso torto, meio vitorioso, meio nostálgico.

Porque a verdadeira bateria que movia minha infância não era alcalina —
era imaginação ilimitada com orçamento limitado.

E no fundo, é ela que me move até hoje.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

🍖 GRUPO SÉRGIO — Meu Primeiro Rodízio, Minha Primeira Side Quest Gastronômica

Bellacosa Mainframe e o nostalgico rodizio Grupo Sergio

🍖 GRUPO SÉRGIO — Meu Primeiro Rodízio, Minha Primeira Side Quest Gastronômica

Bellacosa Mainframe — Blog El Jefe Midnight Lunch


Há coisas que a vida guarda numa gaveta secreta da alma.
Pequenas, bobas até.
Mas que quando abertas, uau, soltam luz, cheiro, sabor e uma saudade doce.

Nos anos 1970, aquilo que hoje se faz sem pensar — pedir iFood, entrar no Outback, comer rodízio no almoço da firma — era coisa de outro mundo.
Raro. Festivo.
Um evento com brilho próprio.

E eu tenho uma dessas joias guardadas:
a primeira vez que fui a um restaurante de rodízio.


Bellacosa Mainframe e a primeira vez num rodizio

🍞 Antes do luxo existia marmita afetiva

Eu fuço os cantos da memória e não lembro exatamente quando.
Só sei que veio depois de muitas viagens onde o restaurante era o céu, mas nós ficávamos com os pés bem plantados na terra.

A regra era clara:
Dona Mercedes não gastava no que podia cozinhar.

A gente viajava com:

  • pão caseiro com manteiga e mortadela

  • bolo gelado embrulhado em papel alumínio

  • refrigerante enrolado em jornal pra ficar fresco

  • e aquele cheirinho de lar que vinha junto no porta-malas

Restaurante era luxo.
Piquenique era realidade.
E olha — era bom demais.

Mas veio o grande dia.


Bellacosa Mainframe e o lendario rodizio Grupo Sergio

🥩 GRUPO SÉRGIO — Radial Leste, na Quarta Parada: o portal para outro mundo

Não lembro quem casou.
Se era primo, vizinho, amigo do meu pai… tanto faz.
Meu foco de pequeno oni devorador era um só:
festa + comida + novidade.

Chegamos ao lendário GRUPO SÉRGIO, na Radial Leste — um salão de rodízio tão grande que mais parecia ginásio de escola técnica.
Dizem — e eu confirmo — cabiam mil pessoas lá dentro.
E não é exagero da minha pena saudosista não, hein?

Bellacosa Mainframe e um iconico guardanapo do grupo sergio

💫 E lá estava eu, com os olhos faiscando…

✨ Mesas enormes, toalhas brancas impecáveis
✨ Pratos de porcelana do tamanho da lua cheia
✨ Talheres pesados como espada de samurai
✨ Garçons desfilando como NPCs de missão principal
✨ O cheiro sagrado da carne assando no altar de fogo

Atrás do balcão, três homens duelavam com as brasas.
Era arte. Era magia. Era churrasco.

Primeiro veio a massa:
spaghetti, fusili, lasagna, penne — o chef apontava, eu dizia sim pra tudo.

Depois saladas, palmito, queijo, azeitona.
Tudo chique, tudo brilhante, tudo novo.

E então…


Bellacosa Mainframe e era carne a perder de vista na grelha do carvão

🔥 ROUND 3 — A INVASÃO DAS CARNES

A verdadeira quest começou.

  • linguiça calabresa

  • filé macio e escapando do garfo

  • costela que quase chorava no corte

  • maminha, frango, pernil, carneiro

  • e mais, e mais, e mais…

Eu comia como se o amanhã fosse ficção científica.
Como se aquele fosse o último jantar antes do apocalipse.
E talvez fosse — afinal, quando a vida daria outro banquete daquele?

Pequeno Vaguinho entrou no modo glória + buff de apetite + XP infinito.

Mas o final boss ainda viria…


Bellacosa Mainframe e o bonus de chefe final o carrinho de sobremesas

🍮 O Carrinho das Sobremesas — Game Clear

Quando as bandejas se foram e o estômago já tocava o céu,
surge ele…

O carrinho brilhante, celestial, a nave mãe do açúcar.

Em cima:

  • pudim de leite — o mais brilhante dos artefatos

  • pudim de creme

  • bolo recheado com camadas impossíveis

  • pêssego em calda

  • gelatinas tremelicando como geleia de pixels

  • compotas, tortas, doce até a alma ficar grudenta

Resultado?

Game zerado.
Final feliz desbloqueado.
NPCs sorriam. O mundo piscava.
E eu sabia: aquele dia ficaria guardado para sempre.


Hoje, rodízio é trivial.
PF vira almoço de qualquer terça.
A vida segue, o paladar amplia.

Mas nenhum churrasco — por mais caro, fino, premiado que seja — superou
o primeiro portal aberto na Radial Leste, o Rodízio Grupo Sérgio.

Foi como derrotar o chefão final e, de brinde, ganhar o pergaminho da lembrança eterna.

E toda vez que fecho os olhos, ainda vejo:
a carne brilhando, o prato pesado, o sorriso da infância.

E sinto fome de novo.
Não só de comida —
de vida. 🥩🔥

– Bellacosa Mainframe, Vagner menino, Vagner hoje.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

1979–1982: Crônica Bellacosa Mainframe — O Menino, a Vila e a Democracia que Voltava

Bellacosa Mainframe e a igreja da Vila Rio Branco


🗳️ 1979–1982: Crônica Bellacosa Mainframe — “O Menino, a Vila e a Democracia que Voltava”

(Para o blog El Jefe Midnight Lunch)


Se tem anos que passam batidos, há outros que viram marcos.
E no meu spool de memória, dois deles tremeluzem como lâmpadas de poste em noite úmida: 1979 e 1982.

1979 foi a abertura.
1982 foi o primeiro sopro de democracia respirado sem medo.
Eu, pequeno, sem entender nada de DOI-CODI, AI-5 ou Congresso fechado…
mas entendendo perfeitamente o brilho nos olhos dos meus pais.


Bellacosa Mainframe e o pedido da anistia

📅 1979: O Garoto que Não Entendia, mas Sentia

Eu ainda era muito pequeno para compreender anistia, cassação, exílio.
Mas criança tem radar fino —
e eu percebia que algo grande estava acontecendo.

Meus pais, politizados até o osso, eram daqueles que não fugiam do debate.
Participaram da Marcha pela Anistia, vibraram com cada discurso, cada passeata, cada boletim lido em jornal alternativo.

Se filiaram ao MDB, aquele partido que, sozinho, segurava a tocha da oposição institucional na noite longa dos anos de chumbo.

Eu era só um menino observando.
Mas aprendendo — sem perceber — que política não era palavrão;
era compromisso.


Bellacosa Mainframe e a chegada da democraica eleiçoes de 1982

🏭 1982 — Vila Rio Branco: O Bairro Operário Abre as Portas

A Vila Rio Branco era um bairro operário raiz:
casas simples, chão de terra em alguns trechos, cheiro de café coado invadindo a manhã e o rádio ligado sempre muito alto.

E foi ali que a democracia decidiu bater à porta.

O salão paroquial da Comunidade de Nossa Senhora das Graças foi aberto para receber os candidatos do PMDB, liderados por Franco Montoro — o homem que simbolizava esperança, dignidade e aquela força tranquila que só estadistas de verdade têm. Quercia senador, Ulisses deputado e tantos outros historicos do partido.

E então chegou o dia.
As portas se abriram.
O salão encheu.

E eu, um garoto, vivendo um momento histórico sem saber que aquilo seria contado nos livros no futuro.


Bellacosa Mainframe e vote no MDB 15

🤝 Quando Conheci Covas e FHC

Ali, na simplicidade de um bairro operário, eu vi chegar Mário Covas — forte, direto, sem rodeios.
E Fernando Henrique Cardoso, com seu jeito professoral, explicando o país como quem traduz o manual do sistema operacional para um usuário avançado.

A velha guarda do MDB estava lá para organizar cabos eleitorais, explicar propostas, distribuir material…
e preparar a militância para o 15 de Novembro de 1982, data que respirava esperança.

Para mim, era um parque de diversões político:

  • camisetas;

  • bandeirolas;

  • santinhos voando como confete;

  • bottons que grudávamos no peito com orgulho;

  • chaveiros que viravam tesouro infantil.

E, claro, o treinamento para o futuro boca de urna.
Era quase um RPG da democracia.


Bellacosa Mainframe e a chegada do Lula
❤️ E então apareceu o PT… pequenininho, mas cheio de fogo

Numa dessas reuniões e visitas de candidatos, surgiu também um grupo novo, pequeno, barulhento, cheio de vida: o PT.
E entre eles… Lula.

Não era mito, nem presidente, nem figura pop.
Era só o Lula sindicalista cheio de energia, barba negra, voz rasgada e um carisma que dava trabalho até para os adversários.

E o mais incrível:
mesmo meus pais sendo mdbistas convictos, ajudaram o pessoal do PT quando o padre autorizou uma barraquinha na quermesse para arrecadar fundos.

Era um tempo em que adversário não era inimigo.
Era só alguém que acreditava no mesmo país por caminhos diferentes.


Bellacosa Mainframe participando da quermesse e ajudando o PT
🍢 Meu Primeiro Trabalho Voluntário pela Democracia

O padre liberou o espaço.
O PT montou a barraquinha.
Os militantes correram.
E eu, esse escriba que vos tecla…
fui parar no caixa.

Conferindo troco.
Vendendo refrigerante, pastel, vinho quente.
Ajudando gente grande a fazer política de forma doce — literalmente.

Foi ali que fiz meu primeiro trabalho voluntário.
E sem entender metade de nada, eu já estava do lado certo da história:
o lado de quem queria escolher.


Bellacosa Mainframe e o PMDB abriu caminhos para a abertura politica

🗳️ 1982: O Ano em que o Brasil Respirou Fundo

A censura havia perdido força.
Os espiões já não rondavam tanto.
O medo diminuía.
As conversas ficavam mais longas.
As pessoas sorriam mais.

Em 1982, a democracia voltou a ter cheiro, cor e som.
E no dia 15 de Novembro, eu estava lá — pequeno, mas afiado — distribuindo santinhos, fazendo boca de urna com orgulho, vestindo camiseta do MDB, acreditando que o Brasil estava finalmente acordando.

Seria preciso mais de uma década para votar para presidente, é verdade.
Mas naquela tarde, o futuro já tinha começado.


Bellacosa Mainframe e o meu primeiro trabalho nas eleições ajudando com os santinhos do mdb

Easter Egg Bellacosa Mainframe

Se você procurar nos arquivos da época, muitas fotografias de campanha mostram crianças nas quermesses, com bandeiras e chaveiros.
Na Vila Rio Branco…
eu sou uma delas.

Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988