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quinta-feira, 10 de maio de 2018

🧠 Modems Clássicos dos Anos 1990

Bellacosa Mainframe e os modens classicos dos anos 1990
🧠 Modems Clássicos dos Anos 1990

🧠 Introdução

Muito antes do Wi-Fi, da fibra óptica e das conexões de centenas de megabits por segundo, existia um pequeno equipamento responsável por abrir as portas para um universo completamente novo: o modem. Para milhões de pessoas durante os anos 1990, ele foi o passaporte para as primeiras BBS, para a internet comercial, para o IRC, o ICQ, o e-mail e as intermináveis madrugadas navegando enquanto a linha telefônica permanecia ocupada. Conectar-se era quase um ritual: ligar o computador, iniciar o software de comunicação, ouvir a sequência de chiados, apitos e estalos da negociação entre dois modems e torcer para que ninguém tirasse o telefone do gancho.

Cada nova geração representava uma verdadeira revolução. Dos 9.600 bps aos lendários 56K, fabricantes como U.S. Robotics, Hayes, Supra, Zoom, Motorola e Creative disputavam o mercado oferecendo velocidades maiores, correção de erros, compressão de dados e recursos como fax e secretária eletrônica. Para quem administrava uma BBS, trabalhava remotamente ou simplesmente queria baixar um arquivo sem esperar horas, escolher o modem certo era quase uma decisão estratégica.

Nesta viagem nostálgica do Bellacosa Mainframe, vamos revisitar os modems que marcaram uma geração, entender a evolução dos padrões V.32, V.34, V.90 e V.92, relembrar curiosidades da internet discada e descobrir por que aquele inesquecível som de conexão ainda desperta um sorriso em quem viveu a década de 1990.

🧠 Modems Clássicos dos Anos 1990



AnoModelo / FabricanteVelocidade MáximaTipo / PadrãoObservações
1990U.S. Robotics Courier HST9.600 bpsProprietário (HST)Muito usado por BBS e hackers; top de linha.
1991Hayes Smartmodem 96009.600 bpsV.32Referência da época; “Hayes Compatible” virou padrão.
1992SupraFAXModem 1440014.400 bpsV.32bisPopular por incluir fax e preço acessível.
1993Zoom Telephonics 14.414.400 bpsV.32bisUm dos mais vendidos para uso doméstico.
1994USRobotics Sportster 2880028.800 bpsV.34Alta performance para BBS e primeiras ISPs.
1995Hayes Accura 2880028.800 bpsV.34Modem confiável e fácil de configurar.
1996USRobotics Courier V.34+33.600 bpsV.34+Um dos melhores modems analógicos antes do 56K.
19973Com/USRobotics 56K X256.000 bpsX2 (pré-V.90)Tecnologia proprietária, depois virou padrão.
1998Motorola VoiceSurfer 56K56.000 bpsV.90Primeiro padrão global de 56K.
1999Creative Modem Blaster 56K56.000 bpsV.90 / V.92Incluía software de fax e voz, muito usado no Windows 98.


🧠 Como Funciona um Modem?

A palavra modem é uma abreviação de MOdulator-DEModulator (Modulador-Demodulador), e seu papel é servir como um tradutor entre o computador e a rede telefônica. Enquanto o computador trabalha exclusivamente com sinais digitais — compostos por zeros e uns —, a linha telefônica convencional foi projetada para transportar apenas sinais analógicos, ou seja, variações contínuas de frequência e amplitude semelhantes à voz humana.

Quando você enviava um arquivo ou acessava um site, o modem convertia os bits gerados pelo computador em sons eletrônicos. Esse processo é chamado de modulação. Esses sons percorriam a linha telefônica até o modem do outro lado da conexão. Ao recebê-los, o segundo modem realizava a operação inversa, denominada demodulação, reconstruindo os bits originais para que o computador receptor pudesse interpretá-los corretamente.

Antes da transmissão começar, os dois modems realizavam uma espécie de "aperto de mãos", conhecido como handshake. Era justamente essa sequência de chiados, apitos e ruídos metálicos tão característica dos anos 1990. Durante alguns segundos, os equipamentos negociavam automaticamente a maior velocidade possível, verificavam a qualidade da linha telefônica, escolhiam algoritmos de compressão de dados e ativavam mecanismos de correção de erros.

Depois que a negociação terminava, estabelecia-se uma conexão estável. Os dados passavam a trafegar em pequenos blocos, continuamente verificados para detectar perdas ou interferências. Se algum bloco chegasse corrompido pelo ruído da linha, ele era retransmitido automaticamente, garantindo a integridade da comunicação.

Nos modems mais modernos da era discada, padrões como V.34, V.90 e V.92 permitiam velocidades teóricas de até 56 Kbps. Entretanto, limitações da rede telefônica faziam com que a velocidade real normalmente ficasse entre 40 e 48 Kbps.

Embora extremamente lentos pelos padrões atuais, os modems foram a tecnologia que permitiu a popularização da internet doméstica. Eles conectaram milhões de pessoas ao mundo digital, abriram caminho para BBSs, e-mails, IRC, ICQ e para o nascimento da Web comercial, tornando-se um dos equipamentos mais importantes da história da informática e das telecomunicações.

💾 Extras e curiosidades

  • 🔌 Interface: maioria conectava via porta serial RS-232, e só no fim da década surgiram os modems PCI internos.

  • 📞 Linha telefônica: exigia conexão discada (com aquele som icônico “chiado de modem”).

  • 📠 Fax: muitos modelos tinham função fax embutida (classe 1 e 2).

  • 🖥️ Softmodems (“winmodems”) surgiram no final da década — mais baratos, mas dependentes da CPU.

  • 🌐 Velocidade real: embora chamados “56K”, raramente passavam de 48 Kbps em uso real.,


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Crônica — Pilhas Caras, Brinquedos Offline e um Sonho Chamado Ferrorama


Bellacosa Mainframe e historia de pilhas e brinquendo na infancia do pequeno Vagner

Crônica — Pilhas Caras, Brinquedos Offline e um Sonho Chamado Ferrorama

Para o Blog El Jefe Midnight Lunch — Edição Bellacosa Mainframe

A infância não é feita apenas de doces memórias — às vezes ela vem com senha de acesso restrito, versão demo, recurso limitado por orçamento e por boleto vencendo.

E no meu caso, os vilões não eram monstros nem fantasmas.
Eram pilhas.
Essas pequenas tiranas cilíndricas que decidiam quanto tempo um brinquedo podia existir.

Nossa vida era como o mar — ora maré alta, comida farta, risada solta; ora maré baixa, contas apertadas, criatividade para sobreviver.
Meu pai com a fotografia, minha mãe com salgados, manicure, bordados, o que aparecesse.
Quando a grana apertava, a família estendia a mão como ponte.
Nunca faltou amor.
Mas sobravam limites.

E é por isso que eu odiava brinquedos a pilha.

Bellacosa Mainframe e as pilhas do destino

Não que eu não achasse incríveis.

Robôs que andavam, carrinhos que piscavam, fuscas que davam ré quando batiam na parede — aquilo era um trailer do futuro passando no cinema da sala.
Mas o ingresso era caro.
Pilhas custavam quase como ouro, ainda mais no "late-game", ou melhor nos ultimos anos da ditadura, com a inflação mordendo o salário como um pitbull faminto.

Bellacosa Mainframe e o sonho de infancia o trenzinho eletrico

Meus pais compravam um kit por mês.

Acabou? Acabou.

Só no próximo ciclo fiscal familiar.
E aí ficavam lá, meus brinquedos — parados, imóveis, como estátua de marmore, ao melhor estilo greco-romana — esperando energia para viver.
Brincar com eles sem pilha era como tentar ouvir vinil sem agulha.

A solução científica-milenar? A geladeira.
Colocávamos as pilhas no gelo como se fossem soldados feridos na enfermaria.
E elas ressuscitavam por alguns minutos gloriosos.
Depois morriam novamente, dramaticamente, sem música de despedida.

Por isso, os reis do meu quartel não tinham pilha:
Fort Apache e soldados Gulliver.
Movidos a imaginação, sem consumo energético, 100% renovável.
Ali a batalha nunca acabava — era fusão nuclear de fantasia e chão de terra.
A infantaria marchava, o canhão disparava som com a boca, o cavalo corria como búfalo.
Era offline mode, mas com servidor dedicado na mente.

E havia um sonho.
Grandioso, inalcançável, quase mitológico:

O Ferrorama.

Bellacosa Mainframe e o lendario ferrorama da Estrela

O trem elétrico da Estrela.
O Orient Express da infância brasileira.
A Torre Eiffel dos brinquedos.

Eu imaginava aquele trilho montado na sala, locomotiva fumegando, vagões brilhantes, estação lotada de passageiros que só existiam na minha cabeça.
Mas o preço era astronômico, coisa para filho de medico, bancário, dentista do bairro ou empresario.


Eu ficava com versões humildes, trenzinhos simples, plástico cru, motor fraco — mas rodavam sonhos.

Demorei anos para entender, mas aquilo me ensinou algo duro e valioso:

Quem aprende a sonhar com aquilo que não pode ter acaba descobrindo como construir mundos com aquilo que possui.

Hoje olho a prateleira, cheia de itens que eu jamais imaginei um dia possuir — alguns valem mais do que dois ou três Ferroramas dos anos 80.


E o menino de pilha gelada olha para tudo isso com um sorriso torto, meio vitorioso, meio nostálgico.

Porque a verdadeira bateria que movia minha infância não era alcalina —
era imaginação ilimitada com orçamento limitado.

E no fundo, é ela que me move até hoje.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

☕ O Retorno do Som Antigo:

 

Bellacosa Mainframe e o retorno do som antigo

☕ O Retorno do Som Antigo:

Por que o fascismo ressurgiu no século XXI?


🔥 1. Quando o medo volta, o autoritarismo parece segurança

Em tempos de instabilidade — econômica, social ou emocional — as pessoas buscam ordem.
O fascismo se alimenta justamente disso: da promessa de que alguém “forte” vai colocar “as coisas no lugar”.
É o atalho psicológico da incerteza.

Durante a Guerra Fria, o medo era controlado por narrativas nacionais. Hoje, o medo é difuso:

  • medo do desemprego,

  • medo da tecnologia,

  • medo do “outro”,

  • medo de perder identidade.

E o medo, quando mal administrado, procura líderes duros e certezas fáceis.
É nesse vácuo que o discurso autoritário volta a soar “eficiente”.


📉 2. O colapso da confiança

O cidadão médio perdeu fé em quase tudo:

  • políticos,

  • imprensa,

  • ciência,

  • instituições.

E onde há desconfiança, o populismo cresce.
Porque o populista se apresenta como “a voz do povo traído”.
Ele fala como se fosse “um de nós”, e isso reconforta quem se sente esquecido.

O fascismo moderno não veste farda — veste discurso emocional,
cheio de indignação, humor agressivo e slogans fáceis.
Ele não promete liberdade, promete pertencimento.


💰 3. O capitalismo desigual gerou ressentimento

A globalização, que prometia oportunidades, acabou gerando insegurança e competição brutal.
A classe média, antes estável, viu seu poder de compra ruir.
E o ressentimento virou ódio social.

O fascismo é, em essência, um movimento de ressentidos — de pessoas que sentem que “o mundo mudou demais e me deixou para trás”.
Ele oferece uma catarse: “não é sua culpa, é culpa dos imigrantes, dos intelectuais, da esquerda, da elite, da mídia...”.
O inimigo é inventado, mas a emoção é real.


🌐 4. A internet amplificou o ódio e premiou a raiva

O algoritmo das redes sociais favorece o extremo.
Conteúdos que geram medo, indignação ou raiva têm mais engajamento.
E o fascismo é, por natureza, um discurso emocional e simplificador.
Enquanto o pensamento crítico é lento e complexo, o ódio é rápido e viciante.

A política virou espetáculo, e o fascismo aprendeu a usar o palco digital como ninguém.


💔 5. O vazio de sentido e o culto ao “eu”

O mundo contemporâneo é espiritualmente órfão.
O consumo substituiu a fé, o sucesso substituiu o propósito.
E, quando o indivíduo se sente pequeno diante de um mundo caótico, ele busca um grupo que lhe devolva grandeza —
mesmo que esse grupo propague ódio.

O fascismo promete exatamente isso: pertencer a algo maior,
reencontrar um passado idealizado e se sentir “herói” novamente.
É um surto de identidade coletiva em uma era de individualismo doente.


🕯️ 6. A história nunca acabou — ela apenas adormeceu

Após a Segunda Guerra, acreditou-se que o fascismo havia sido derrotado.
Mas ideologias não morrem: elas hibernam.
Esperam o clima social certo para florescer novamente.

E o século XXI forneceu o terreno perfeito:

  • polarização,

  • medo,

  • redes sociais,

  • desigualdade,

  • vazio espiritual.

Foi o solo fértil do ressentimento, onde brotaram novamente as sementes do autoritarismo.


☕ Conclusão Bellacosa

O fascismo não é apenas um regime político — é um estado de espírito coletivo.
Nasce do medo, cresce na raiva e floresce na ignorância emocional.

E a melhor forma de combatê-lo não é com censura, mas com educação e empatia.
Porque um povo instruído e emocionalmente saudável não precisa de salvadores
precisa apenas de líderes que o escutem.

domingo, 1 de abril de 2007

O que é Cartão Perfurado em Mainframe?

 

Bellacosa Mainframe apresenta o cartão perfurado

O que é Cartão Perfurado em Mainframe?

Muito antes de existirem:

  • teclados;

  • monitores;

  • mouse;

  • terminais 3270;

  • notebooks.

Os programas eram escritos em um pedaço de papelão.

Pode parecer estranho hoje, mas durante décadas essa foi uma das principais formas de programar computadores.

Esse pedaço de papel era chamado de:

Cartão Perfurado (Punch Card)

Ele foi uma das tecnologias que deram origem à computação moderna e marcou profundamente a história do mainframe.


Definição simples

O cartão perfurado era um cartão de papel rígido onde as informações eram representadas por furos.

Cada furo correspondia a:

  • letras;

  • números;

  • símbolos;

  • comandos;

  • instruções de programas.

Em vez de digitar um programa em uma tela, o programador entregava uma pilha de cartões ao computador.


Uma analogia simples

Imagine escrever um livro.

Hoje você usa:

  • Word;

  • VS Code;

  • Notepad.

Na década de 1960 você escreveria cada linha em um cartão diferente.

Se o livro tivesse 500 linhas...

Você teria 500 cartões.

E se um deles caísse no chão...

Era preciso reorganizar toda a sequência.


Origem dos cartões perfurados

Curiosamente, os cartões perfurados não nasceram para computadores.

Sua história começou na indústria têxtil.

Em 1804, o inventor francês Joseph Marie Jacquard criou um tear automático controlado por cartões perfurados.

Cada cartão dizia ao tear como produzir um determinado desenho no tecido.

Pela primeira vez, uma máquina era "programada" por meio de instruções armazenadas em cartões.

Décadas depois, essa ideia inspirou a computação.


Herman Hollerith e a IBM

No final do século XIX, o engenheiro Herman Hollerith desenvolveu máquinas capazes de ler cartões perfurados.

Elas foram utilizadas no Censo dos Estados Unidos de 1890.

O sucesso foi tão grande que Hollerith fundou uma empresa chamada Tabulating Machine Company.

Essa empresa evoluiu até se tornar a:

IBM

Por isso os cartões perfurados fazem parte da origem da própria IBM.


Como funcionava um cartão?

Cada cartão possuía normalmente:

80 colunas

Cada coluna representava um caractere.

Cada caractere era identificado por uma combinação de furos.


O famoso cartão de 80 colunas

Esse padrão tornou-se tão importante que influenciou diversas linguagens.

Por exemplo:

No COBOL antigo era comum:

Coluna 1 a 6   Sequência
Coluna 7       Indicador
Coluna 8 a 72  Código
Coluna 73 a 80 Numeração

Essa organização existe justamente porque cada linha correspondia a um cartão.


Como um programa era criado?

O processo era bem diferente do atual.

1. Escrever o código

O programador escrevia o programa em papel.


2. Digitação

Um operador utilizava uma máquina perfuradora.

Cada linha gerava um cartão.


3. Pilha de cartões

O programa ficava assim:

=========
=========
=========
=========
=========
=========

Centenas de cartões empilhados.


4. Leitura

Os cartões eram colocados em um leitor.

O computador lia um por um.


5. Compilação

O programa era compilado.

Caso existisse erro...

Era necessário perfurar um novo cartão.


Como eram feitas as correções?

Imagine encontrar um erro na linha 357.

Você precisava:

  • criar outro cartão;

  • substituir apenas aquele cartão;

  • manter toda a ordem correta.

Era um processo extremamente cuidadoso.


O pesadelo dos programadores

Se uma caixa com mil cartões caísse no chão...

Todo o programa poderia perder sua sequência.

Por isso muitos cartões possuíam um número de identificação nas colunas finais.

Assim era possível reorganizá-los.


O que era um Card Reader?

Era o equipamento responsável por ler cartões perfurados.

Ele fazia a leitura mecânica dos furos e enviava os dados ao computador.

Era uma das principais portas de entrada de dados para os primeiros mainframes.


O que era um Keypunch?

Era a máquina usada para perfurar os cartões.

O operador digitava no teclado.

A máquina fazia os furos automaticamente.

Era o equivalente ao editor de texto da época.


Onde os cartões eram utilizados?

Os cartões perfurados eram usados para:

  • programas COBOL;

  • programas FORTRAN;

  • programas RPG;

  • JCL;

  • entrada de dados;

  • processamento batch.


Por que deixaram de ser usados?

Apesar de revolucionários para sua época, os cartões apresentavam limitações:

  • ocupavam muito espaço;

  • eram frágeis;

  • exigiam armazenamento físico;

  • tinham capacidade limitada;

  • dificultavam alterações.

Com a chegada dos terminais, discos e fitas magnéticas, foram gradualmente substituídos.


A influência no COBOL

Mesmo hoje, vários padrões do COBOL refletem a época dos cartões perfurados.

Exemplos:

  • limite tradicional de 72 colunas para código;

  • numeração de sequência;

  • organização rígida das colunas.

Essas convenções surgiram porque cada linha precisava caber em um cartão de 80 colunas.


Curiosidades incríveis

1. Um programa grande podia ocupar milhares de cartões

Alguns sistemas corporativos eram literalmente caixas cheias de cartões.


2. O cartão perfurado influenciou diversas linguagens

COBOL, FORTRAN e RPG herdaram conceitos dessa tecnologia.


3. A IBM fabricou milhões de cartões

Durante décadas eles foram consumíveis essenciais nos centros de processamento de dados.


4. Muitos museus de computação ainda preservam cartões perfurados

Eles são considerados símbolos da origem da informática moderna.


Erros comuns de iniciantes

"Os cartões armazenavam programas para sempre"

Não.

Eles eram apenas uma forma física de entrada de dados e programas.


"Só o mainframe usava cartões"

Não.

Diversos computadores de grande porte e minicomputadores também utilizaram essa tecnologia.


"Cartões perfurados desapareceram sem deixar legado"

Muito pelo contrário.

Eles influenciaram o desenvolvimento de linguagens, compiladores, sistemas operacionais e até o formato de código utilizado durante décadas.


Por que aprender sobre cartões perfurados?

Mesmo não sendo mais utilizados, eles ajudam a compreender:

  • a origem da programação;

  • a evolução dos mainframes;

  • por que o COBOL possui determinadas convenções;

  • como nasceu o processamento batch;

  • a história da IBM e da computação corporativa.


Conclusão

O cartão perfurado foi uma das tecnologias mais importantes da história da computação.

Durante décadas, ele foi o principal meio de inserir programas e dados em computadores, incluindo os primeiros mainframes da IBM.

Embora tenha sido substituído por terminais, discos e redes, seu legado permanece vivo. Muitas características do COBOL, do processamento batch e da arquitetura dos mainframes modernos têm suas raízes na época em que uma simples pilha de cartões representava um sistema inteiro.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988