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sábado, 18 de junho de 2016

BR 383 Subindo a serra

Bellacosa Mainframe e as aventuras na estrada BR-383 com Juliana subindo a serra rumo a Campos do Jordão

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🚗 BR-383 — Subindo a Serra com Juliana

10.000 quilômetros de estradas, viagens e memórias entre São Paulo e Minas Gerais

Pequenas crônicas pelas estradas da Região Sudeste do Brasil

Existem viagens que começam quando colocamos as malas no carro. Outras começam muito antes, quando alguém simplesmente pergunta:

— Vamos dar uma volta?


Entre 2013 e 2018, Juliana tornou-se personagem constante de muitos dos pequenos vídeos, fotografias e fragmentos que fui deixando espalhados pelo blog. Ela gostava de dirigir. Eu gostava de descobrir lugares. A combinação era perigosa para o hodômetro.

Foram aproximadamente 10.000 quilômetros rodando juntos, principalmente pelas estradas de São Paulo e Minas Gerais.

Litoral, interior, serras, montanhas, pequenas cidades, grandes rodovias e aquelas estradinhas que pareciam perguntar: “Vocês têm certeza de que querem continuar?”

Quase sempre continuávamos.

Campos do Jordão era uma das aventuras de que Juliana mais gostava. A subida da serra já fazia parte do passeio: curvas, túneis, muretas, paredões, precipícios e a paisagem mudando conforme ganhávamos altitude.

Mas havia também outro ponto importante naquele mapa.

Taubaté.

Mais precisamente Quiririm, onde meu pai morava. Assim, muitas dessas viagens misturavam passeio e família. Visitávamos meu pai e depois continuávamos pela estrada, subindo em direção à Mantiqueira e a Campos do Jordão.

Hoje percebo que aqueles pequenos vídeos não registraram somente rodovias.

Registraram uma época.

Uma câmera apontada através do para-brisa podia estar filmando apenas uma curva da serra. Mas, tantos anos depois, consigo enxergar muito mais naquela imagem.

Consigo lembrar quem estava dirigindo.

Para onde estávamos indo.

Quem encontraríamos pelo caminho.

E principalmente aquela sensação maravilhosa de que ainda havia uma estrada inteira pela frente.

Talvez seja por isso que estou chamando esses registros de Pequenas Crônicas pelas Estradas da Região Sudeste do Brasil.

Não são grandes documentários de viagem.

São fragmentos.

Alguns possuem poucos minutos. Outros são apenas fotografias e algumas linhas escritas às pressas.

Mas, quando colocados novamente em ordem, tornam-se pontos de um mapa muito maior.

Um mapa feito de estradas, cidades, pessoas e memória.

E naquele mapa existe uma Juliana ao volante, um Vagner olhando pela janela e milhares de quilômetros esperando para serem percorridos.

A estrada não era apenas o caminho para a aventura.

A estrada era a aventura.

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Um túnel em meio a serra.


Curioso que o quotidiano nos faz deixar de prestar atenção nas coisas normais, estáticas e acabamos não nos apercebendo das belezas que nos cercam.



Olhar pela janela do carro em movimento, ver a serra a estrada e seus pequenos detalhes. Túneis e muretas, abismos e encostas.

São tantas coisas para apreciar e as vezes viajamos em tão alta velocidade que nem nos apercebemos destes detalhes.



BR 283 A vista maravilhosa da Serra da Mantiigueira

Subindo a Serra da Mantiqueira


Subindo a Serra, na estrada e aproveitando ao máximo a vista maravilhosa do Vale do Paraíba, passamos por tantas belezas, estamos curtindo este dia maravilhoso.



Frio mas com céu azul, passamos no Quiririm, Rio Paraíba, Tremembé, começamos a subir a Serra rumo a Campos do Jordão e a vista nos maravilha com a beleza.

Um pedaço intocado com toda a beleza das Auracarias, árvores nativas e natureza. Cortada pela estrada que sobe sem parar rumo  a Campos... e que visao temos, sentir o ar puro das montanhas, a beleza dos campos e fazendas.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

COBOL no Apple II : Quando um Programador COBOL Descobre que DevOps Já Existia em 1982... Só Ainda Não Tinha Recebido um Nome Bonito para Colocar no LinkedIn

 

Bellacosa Mainframe e o Cobol no Apple II

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

COBOL no Apple II sem Mistérios

Quando um Programador COBOL Descobre que DevOps Já Existia em 1982... Só Ainda Não Tinha Recebido um Nome Bonito para Colocar no LinkedIn

"And now for something completely different..."

Imagine a cena.

Ano de 1982.

Você é um jovem programador COBOL.

Usa gravata.

A manga da camisa está dobrada.

Existe um cinzeiro ao lado do terminal.

O café parece petróleo refinado.

O computador custa o equivalente ao PIB de um pequeno reino medieval.

Para compilar um programa...

...você praticamente precisa pedir autorização ao sacerdote do CPD.

Então aparece uma propaganda dizendo:

NO MORE WAITING.

("Chega de esperar.")

Nesse momento um engenheiro da IBM provavelmente derrubou o café.

Outro da Burroughs fingiu que não viu.

Um gerente da Honeywell começou a suar.

E um executivo da Micro Focus abriu uma garrafa de champanhe.

Porque aquela propaganda anunciava algo que mudaria completamente a forma de desenvolver sistemas comerciais.

Não.

Não era a chegada da Inteligência Artificial.

Nem do Cloud.

Nem do Kubernetes.

Era algo muito mais revolucionário.

Você podia compilar COBOL sentado na própria mesa.

Hoje isso parece ridiculamente normal.

Naquela época parecia magia negra.

Ou pior...

parecia concorrência.


Bellacosa Mainframe e o anuncio do Cobol para o Apple II

Antes de existir DevOps...

Existia EsperOps

O jovem programador de hoje reclama quando uma pipeline demora cinco minutos.

Cinco.

Minutos.

Em 1982...

cinco minutos era o tempo necessário apenas para encontrar o operador responsável pela fila de compilação.

Depois vinha:

  • esperar liberar a CPU

  • esperar o compilador

  • esperar o Link Edit

  • esperar gerar o Load Module

  • esperar alguém descobrir que você esqueceu um ponto final.

Imagine atravessar um oceano inteiro para descobrir que escreveu:

MOVE TOTAL TO VALOR

em vez de

MOVE TOTAL TO VALOR.

Volte amanhã.

Obrigado.

Próximo.


Hoje reclamamos porque o Jenkins ficou amarelo.

Naquela época...

o próprio programador ficava amarelo.


O verdadeiro significado de "No More Waiting"

O título da propaganda é brilhante.

Não vende COBOL.

Não vende Apple.

Não vende Micro Focus.

Vende...

tempo.

Toda tecnologia que realmente muda o mundo faz exatamente isso.

Ela devolve tempo ao ser humano.

A locomotiva devolveu tempo.

O avião devolveu tempo.

A Internet devolveu tempo.

O compilador local devolveu tempo.

Parece pouca coisa.

Mas não era.


O Apple II

Vamos falar desse pequeno herói improvável.

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Hoje olhamos para ele e pensamos:

"Que gracinha."

Mas em 1982...

era praticamente uma estação espacial.

Possuía incríveis...

48 KB.

Ou 64 KB.

Repita comigo.

Kilo.

Não Mega.

Muito menos Giga.

Nem Tera.

Kilo.

Hoje um emoji animado ocupa mais memória.


Mesmo assim...

ele conseguia desenvolver software bancário.

Pense nisso.


O preconceito contra micros

O anúncio diz:

"Agora você pode criar aplicações comerciais sérias."

Traduzindo para o português corporativo:

"Não, seu diretor... isso não é um videogame."

Naquela época existia uma ideia quase religiosa.

Mainframe era sério.

Microcomputador era brinquedo.

Era como dizer hoje:

"Vamos colocar o PIX para rodar num Raspberry Pi."

A primeira reação seria:

"...você está brincando?"


ANSI...

O Esperanto do COBOL

Uma das frases mais inteligentes da propaganda é:

COBOL é uma linguagem padrão.

Isso parece simples.

Não era.

Imagine o caos da época.

Cada fabricante tinha seu hardware.

Seu sistema operacional.

Seu compilador.

Seu dialeto.

Seu ego.

COBOL veio com uma proposta ousada.

"Vamos todos falar praticamente a mesma língua."

Foi uma espécie de latim da informática corporativa.

Por isso tantos sistemas sobreviveram décadas.


Micro Focus percebeu algo antes de todo mundo

A IBM vendia hardware.

A Burroughs vendia hardware.

A NCR vendia hardware.

Todo mundo brigava pelo computador.

A Micro Focus fez outra pergunta.

"E se o importante não for a máquina... mas o software?"

Essa pergunta vale bilhões de dólares.

Até hoje.


FORMS-2

O Low-Code que nasceu antes do termo existir

O anúncio fala bastante do FORMS-2.

Muita gente pensa:

"Ah...

um desenhador de telas."

Não.

Muito mais.

Era praticamente um ancestral dos ambientes RAD.

Você desenhava.

Ele gerava código.

Hoje chamamos isso de:

  • Low-Code

  • No-Code

  • Model Driven Development

  • Screen Builder

  • UI Designer

Na época chamava-se apenas...

FORMS-2.

Às vezes basta mudar o marketing.


O DevOps de 1982

Agora vem a parte divertida.

Sem perceber...

essa propaganda descreve praticamente um pipeline DevOps.

Observe.

Antes:

Escreve.

Entrega.

Espera.

Compila.

Espera.

Executa.

Espera.

Corrige.

Espera.

Hoje:

Git.

Commit.

Pipeline.

Teste.

Deploy.

Pronto.

Mudou a tecnologia.

A ideia continua exatamente igual.

Eliminar espera.


Um dia na vida de um programador COBOL em 1982

Imagine.

08h00.

Você chega.

Liga o Apple II.

Ele faz "BEEP".

Você sorri.

Seu colega olha com desprezo.

— "Isso nunca vai substituir um mainframe."

09h15.

Seu programa compila.

Primeira tentativa.

Sem fila.

Sem operador.

Sem JES2.

Sem pedir autorização.

Você sorri novamente.

Seu colega começa a ficar nervoso.

11h00.

Você já corrigiu quinze bugs.

Seu amigo do CPD ainda espera a compilação.

À tarde ele finalmente recebe:

IGYPS2123-S

Descobre que esqueceu um ponto.

Volta para a fila.


Curiosidade

Muitos programadores jovens acreditam que sempre existiram IDEs.

Não.

Durante muito tempo...

o editor era praticamente um bloco de notas glorificado.

Coloração de sintaxe?

Não.

Autocomplete?

Não.

Refactoring?

Nem em sonho.

Git?

Quem?


ISAM

O avô do VSAM

Outro detalhe maravilhoso da propaganda.

Ela fala de ISAM.

Hoje pouca gente comenta isso.

Mas praticamente todo banco de dados moderno herdou alguma ideia daqueles arquivos indexados.

O conceito era simples.

Guardar informação.

Criar índices.

Buscar rapidamente.

Hoje chamamos isso de índice B-Tree.

Na época...

era simplesmente ISAM.


A caixa do software

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Observe o tamanho da embalagem.

Ela parece conter um pequeno motor V8.

Na verdade continha:

  • manuais

  • referência ANSI

  • exemplos

  • formulários

  • disquetes

  • licença

Hoje baixamos tudo em dois minutos.

Naquela época...

comprava-se software quase como quem compra uma enciclopédia.

Aliás...

era praticamente uma.


Easter Egg nº 1

A frase

"No More Waiting"

poderia perfeitamente aparecer hoje em propaganda de:

  • GitHub Actions

  • GitLab CI

  • Jenkins

  • Azure DevOps

  • OpenShift Pipelines

Apenas trocariam o Apple II por Kubernetes.

O marketing continua igual.


Easter Egg nº 2

FORMS-2 provavelmente faria enorme sucesso hoje se fosse relançado com outro nome.

Algo como:

HyperAI Quantum Cloud Enterprise Low-Code Experience Platform™

Acrescentando IA em três lugares.

Naturalmente.


Easter Egg nº 3

O Apple II possuía menos memória que uma fotografia comum enviada pelo WhatsApp.

Mesmo assim...

desenvolvia sistemas comerciais.

Isso nos obriga a fazer uma pergunta desconfortável.

Será que realmente precisamos de 32 GB de RAM para abrir um editor de texto moderno?

Ou apenas aprendemos a desperdiçar memória com mais eficiência?


O verdadeiro legado

Muita gente olha para esse anúncio e vê nostalgia.

Eu vejo outra coisa.

Vejo o nascimento de uma filosofia.

Desenvolver perto do programador.

Não perto do computador.

Hoje usamos:

VS Code.

Git.

Docker.

OpenShift.

GitHub.

Jenkins.

Zowe.

IDz.

Tudo isso segue exatamente a mesma ideia.

O computador central continua existindo.

Mas o desenvolvimento acontece localmente.

Isso começou muito antes do DevOps ganhar nome.


O humor involuntário da propaganda

Existe algo deliciosamente britânico nisso tudo.

Imagine um sketch dos Monty Python.

Um cavaleiro entra correndo no castelo gritando:

— "Tenho uma novidade extraordinária!"

Todos param.

O rei pergunta:

— "Descobriram vida em Marte?"

— "Não."

— "Construíram um computador quântico?"

— "Também não."

— "Então o que houve?"

— "Agora conseguimos compilar COBOL sem esperar três horas!"

Silêncio absoluto.

O arauto desmaia de emoção.

Um camponês começa a aplaudir.

Um monge toca sinos.

E alguém ao fundo pergunta:

— "Mas continua precisando colocar ponto final nas frases?"

Resposta:

— "Infelizmente... sim."

Fade out.


O Padawan COBOL e a Lição do Mestre

Se você está começando agora no universo COBOL, talvez olhe para essa propaganda apenas como uma peça de museu. Não caia nessa armadilha. Ela ensina algo profundamente atual: as melhores ferramentas não são, necessariamente, as que possuem mais recursos, mas as que removem atritos do trabalho diário.

A Micro Focus não prometia inteligência artificial, computação em nuvem ou interfaces holográficas. Ela prometia algo muito mais valioso: permitir que o programador escrevesse, compilasse, testasse, corrigisse e aprendesse rapidamente. Esse ciclo curto de feedback continua sendo um dos pilares da engenharia de software moderna.

Quando você abrir hoje um editor como IBM Developer for z/OS, Visual Studio Code com IBM Z Open Editor ou qualquer ambiente moderno conectado a um mainframe IBM Z, lembre-se de que essa filosofia nasceu décadas atrás, quando um pequeno Apple II ousou desafiar a ideia de que apenas computadores gigantes podiam desenvolver sistemas gigantes.

No fim das contas, o verdadeiro protagonista dessa propaganda nunca foi o Apple II, nem o COBOL, nem o FORMS-2. Foi o tempo. A maior inovação sempre foi devolver horas preciosas ao programador para que ele pudesse pensar, criar e resolver problemas, em vez de simplesmente esperar uma compilação terminar.

E talvez essa seja a maior piada de todas: quarenta anos depois, ainda perseguimos exatamente o mesmo sonho. Apenas trocamos a fila do compilador pela fila da pipeline de CI/CD. Os nomes mudaram, os computadores ficaram milhões de vezes mais rápidos, mas a eterna luta contra o tempo continua sendo o bug mais persistente da história da computação.

domingo, 12 de junho de 2016

Vivi e o santuario dos gatos

Bellacosa Mainframe e a Gatolândia da Vicky

Um Café no Bellacosa Mainframe

🐈 Vicky e o Santuário dos Gatos — Onde Sempre Existe Mais um Bichano Escondido

Uma pata aparecendo debaixo de um móvel. Uma cauda desaparecendo atrás da porta. Dois olhos observando você de algum lugar que jurava estar vazio. Na casa da Vicky, no bairro Cidade de São Pedro, existe uma regra simples: quando você acha que já viu todos os gatos, provavelmente ainda não viu nem metade.

Esta postagem é mais um pequeno fragmento daquela tarde que passamos visitando minha irmã Vicky e seu curioso santuário dos gatos.

Já tivemos outras histórias sobre ela e seus bichanos. Na verdade, quando se visita aquela casa, é praticamente impossível produzir um vídeo em que algum gato não resolva assumir o papel de protagonista.

Eles estão em toda parte.

E quando digo toda parte, não estou exagerando muito.

Você olha para um canto:

— Tem um gato.

Olha debaixo de uma cadeira:

— Outro.

Atrás do sofá aparece uma cauda.

Debaixo de algum móvel, uma pata.

Em cima de uma prateleira, dois olhos acompanham silenciosamente seus movimentos.

Você começa a suspeitar que aquela almofada estranhamente peluda talvez também seja um gato.

E algumas vezes é.

🐾🐾🐾


🐈 A senhora dos gatos da Cidade de São Pedro

Com o passar dos anos, minha irmã acabou ficando conhecida no bairro Cidade de São Pedro como uma espécie de “senhora dos gatos”.

Pode parecer um título engraçado.

O problema é aquilo que vem junto com ele.

As pessoas sabem que Vicky dificilmente consegue ignorar um animal sofrendo.

E algumas descobriram uma solução extremamente conveniente para um problema que deveria ser delas:

o portão da Vicky.

No silêncio da noite aparecem caixas.

Dentro delas, filhotes.

Às vezes surge apenas um gatinho.

Outras vezes, uma ninhada inteira.

Também aparecem gatos adultos.

E, de maneira ainda mais triste, animais idosos ou doentes.

Alguém chega, deixa o animal no portão e vai embora.

Problema resolvido.

Para quem abandonou.

Para minha irmã, acaba de começar outro.



📦 "Alguém deixou mais um gato..."

Imagino quantas vezes uma variação dessa frase já foi pronunciada naquela casa.

E existe uma crueldade particularmente estranha nisso.

Justamente porque uma pessoa é conhecida por cuidar dos animais, outras acabam transferindo para ela a responsabilidade que decidiram abandonar.

Vicky olha para o bichinho.

Está assustado.

Está com fome.

Talvez esteja doente.

Talvez seja pequeno demais para sobreviver sozinho.

E então entra em ação aquela fraqueza maravilhosa e terrível chamada .

Ela acolhe.

Cuida.

Alimenta.

Leva ao veterinário quando necessário.

Tenta encontrar alguém disposto a adotar.

Quando consegue, ótimo.

Quando não consegue...

Bem-vindo ao santuário.

+1 gato.



🐱 Nem sempre são os gatos que os humanos esperavam

Alguns desses animais foram abandonados simplesmente porque não correspondiam àquilo que alguém imaginava quando decidiu ter um gato.

Talvez tenham adoecido.

Talvez tenham envelhecido.

Talvez tenham alguma deficiência.

Talvez tenham nascido com uma aparência diferente da esperada.

Ou simplesmente fizeram parte de uma ninhada numerosa demais.

Enquanto são pequeninos, fofinhos e parecem pequenas bolas de pelo, todo mundo acha maravilhoso.

Depois crescem.

Comem.

Precisam de cuidados.

Adoecem.

Arranham alguma coisa.

Precisam ser castrados.

Precisam ir ao veterinário.

Envelhecem.

De repente, para algumas pessoas, aquele ser vivo transforma-se em um problema.

E é nessa equação profundamente humana que aparecem lugares como o santuário improvisado da Vicky.


🏠 Bem-vindo à Gatolândia

Para quem gosta muito de gatos, entrar naquela casa pode parecer o paraíso.

Para um visitante ocasional...

o impacto é considerável.

😂

Há gatos andando.

Gatos dormindo.

Gatos escondidos.

Gatos olhando.

Gatos que querem carinho.

Gatos que definitivamente não querem carinho.

Gatos que parecem não se importar com sua existência.

E provavelmente algum gato analisando silenciosamente se você representa uma ameaça à segurança nacional felina.

Há pelos.

Muitos pelos.

Pelos nas almofadas.

Pelos nos cantos.

Pelos que parecem desafiar as leis conhecidas da física e aparecem em lugares onde teoricamente nenhum gato esteve.

E existe também aquele inconfundível odor de uma casa onde vivem muitos gatos.

Não adianta romantizar.

Existe.

Para quem ama gatos, tudo isso faz parte do pacote.

Para quem chega ocasionalmente, a primeira impressão pode ser quase chocante.

Você entra esperando visitar uma casa.

Descobre que acabou de atravessar a fronteira de uma pequena nação independente governada por felinos.


👀 Você está sendo observado

Talvez essa seja uma das coisas mais divertidas.

Depois de alguns minutos lá dentro, você percebe que nunca está sozinho.

Pode não enxergar gato algum.

Mas existe um.

Em algum lugar.

Observando.

Uma orelha aparece atrás de alguma coisa.

Depois desaparece.

Dois olhos brilham num canto.

Uma cauda atravessa rapidamente o corredor.

Você vira a câmera.

Nada.

Volta a câmera.

GATO.

😂

É quase um jogo.

Encontre o bichano.

E talvez esteja justamente aí parte da graça desses pequenos vídeos daquela tarde.

Não existe roteiro.

Não existe cenário preparado.

Não existe ator.

A câmera simplesmente registra alguns minutos dentro daquele pequeno universo.

E os gatos fazem o resto.


🧠 Mas existe uma história menos engraçada atrás da cena

Quando assistimos ao vídeo, podemos rir da quantidade absurda de bichanos espalhados pela casa.

Mas cada um deles possui uma história.

E provavelmente nem todas são bonitas.

Aquele gato dormindo tranquilamente talvez tenha sido encontrado doente.

O outro pode ter sido abandonado ainda filhote.

Aquele mais velho talvez tenha conhecido outra família antes de aparecer no portão.

O mais desconfiado talvez tenha aprendido que seres humanos não são necessariamente criaturas confiáveis.

É impossível olhar para todos eles e conhecer imediatamente aquilo que aconteceu antes.

Os animais não chegam acompanhados de documentação.

Não existe um LOG explicando:

ORIGEM = DESCONHECIDA

IDADE = APROXIMADA

MOTIVO_ABANDONO = ???

HISTORICO = INDISPONIVEL

Como velho homem de mainframe, gostaria que o mundo tivesse logs melhores.

Mas algumas histórias chegam sem registro algum.

Temos apenas o estado atual do sistema.

E tentamos reconstruir o que aconteceu.


💾 ABEND HUMANO

Talvez exista aqui uma analogia inevitável com nosso mundo dos computadores.

Um sistema apresenta problema.

O profissional responsável investiga.

Procura a causa.

Corrige.

Documenta.

Evita recorrência.

Quando um ser humano simplesmente coloca uma caixa com filhotes diante do portão de outra pessoa durante a madrugada, ele não corrigiu problema algum.

Ele apenas executou:

TRANSFER PROBLEM TO VICKY

RETURN CODE = 00

Para ele.

Para o restante do sistema, absolutamente não.

Alguém continuará pagando a conta.

Ração.

Areia.

Medicamentos.

Veterinário.

Castração.

Tempo.

Limpeza.

Espaço.

Trabalho.

E principalmente responsabilidade.


❤️ A fraqueza da Vicky

Minha irmã poderia simplesmente dizer:

— Não.

Provavelmente deveria dizer isso algumas vezes.

Mas então ela olha para aquela criatura abandonada no portão.

E perde.

😂

Porque existe uma diferença enorme entre discutir racionalmente sobre capacidade, quantidade de animais e despesas...

...e encontrar um filhotinho assustado dentro de uma caixa.

A teoria acaba ali.

Entra o bichano.

A população da Gatolândia aumenta novamente.


🐾 Easter egg — conte os gatos

Existe então uma brincadeira involuntária nesses vídeos.

Tente contar quantos gatos aparecem.

Depois assista novamente.

Provavelmente descobrirá outro.

Uma pata.

Uma orelha.

Uma cauda.

Dois olhos.

Um pedaço de pelo aparentemente sem dono.

Talvez o verdadeiro número de gatos da casa seja impossível de determinar por observação direta.

É quase o Princípio da Incerteza de Heisenberg aplicado aos felinos:

quanto mais precisamente você tenta determinar onde estão todos os gatos, maior a probabilidade de algum deles já ter mudado de lugar.

😹

E se algum dia alguém assistir a todos esses pequenos vídeos daquela tarde em sequência, talvez descubra que criamos acidentalmente um enorme jogo de Onde Está Wally?

Só que com gatos.


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Hoje, olhando novamente para esse pequeno registro de 2016, percebo que ele preservou muito mais do que imaginávamos naquele momento.

Registrou minha irmã.

Registrou sua casa.

Registrou aquela tarde.

Registrou os bichanos.

Mas também registrou uma pequena realidade que existe em milhares de bairros.

Pessoas comuns acabam transformando suas casas em abrigos improvisados porque outras pessoas decidiram que abandonar um animal era mais fácil do que assumir responsabilidade por ele.

Por isso o santuário da Vicky é simultaneamente uma cena divertida e uma história triste.

É engraçado entrar numa casa e descobrir gatos aparentemente brotando das paredes.

É engraçado perceber uma cauda passando enquanto você grava outro bichano.

É engraçado encontrar dois olhos espionando você.

Mas cada animal acolhido significa que, em algum momento anterior, alguma coisa deu errado.

Felizmente, para alguns deles, a história não terminou naquele erro.

Terminou — ou talvez tenha realmente começado — numa casa da Cidade de São Pedro onde uma mulher conhecida como a senhora dos gatos tinha enorme dificuldade em dizer não.

E assim, entre miados, pelos, potinhos de comida, caixas, caminhas, remédios e olhos curiosos escondidos pelos cantos...

a Gatolândia continuava crescendo.

🐈🐈‍⬛🐈🐈‍⬛🐈

E atenção:

antes de fechar esta postagem, dê mais uma olhada na fotografia ou no vídeo.

Provavelmente existe outro gato escondido em algum lugar.

☕🐾

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A minha irmã é seu bom coração com os animais.


A Vivi tem esse amor pelos bichanos de longa data, em sua casa que se transformou num santuário para os amigos de quatro patas.



Bichanos doentes, abandonados, maltratados, maltrapilhos, judiados, queimados e sem esperança. Ali encontram um abrigo especial.

Onde recebem carinho, amor, cuidados de saúde é um lugar para se proteger dos mal tratos. Alguns sortudos ainda conseguem uma casa de adoça.

Outros curtem seu dia junto com a gatolandia...  :) :) :)

Gato ensonado

Bellacosa Mainframe e os gatos da Vicky, dorminhocos e arteiros

🐱 Gato Ensonado

Quando o sono vence qualquer curiosidade

Era um daqueles momentos tranquilos em Cidade de São Pedro distrito de Santana de Parnaíba, São Paulo, quando encontramos uma criatura completamente entregue a uma das atividades mais importantes da existência felina: dormir.

Depois de comer, nosso pequeno protagonista resolveu que já havia trabalhado demais naquele dia.

Missão cumprida.

Barriga cheia.

Agora era hora de dormir. 😸

E quando um gato decide dormir, aparentemente não existe argumento humano capaz de convencê-lo do contrário.

Tentamos chamar sua atenção.

Ele percebeu alguma movimentação ao redor, abriu lentamente um dos olhos e deu aquela espiadinha típica de gato:

"É realmente importante?"

Por alguns segundos parecia que ele iria levantar.

Mas não.

O sono venceu.

O olho fechou novamente e nosso amigo voltou imediatamente para seu mundo dos sonhos.

Talvez estivesse sonhando com um prato ainda maior de comida. Talvez estivesse perseguindo algum passarinho imaginário. Ou talvez estivesse simplesmente fazendo aquilo que os gatos parecem dominar melhor do que qualquer outra criatura: não fazer absolutamente nada e ainda parecer extremamente confortáveis fazendo isso.

Existe alguma coisa fascinante nessa tranquilidade dos gatos.

Nós, humanos, vivemos correndo de um lado para outro, olhando relógios, cumprindo horários e inventando preocupações.



O gato?

Ele come.

Observa o mundo.

Escolhe um lugar confortável.

E dorme.

Se alguém incomodar, abre um olho apenas para confirmar que o mundo continua funcionando sem sua supervisão.

Confirmado.

Pode voltar a dormir.

Este pequeno vídeo, registrado em 2016, acabou preservando uma dessas cenas simples que normalmente desapareceriam no tempo.

Nenhum grande acontecimento.

Nenhuma aventura extraordinária.

Apenas um gato, uma barriga cheia e um sono aparentemente impossível de derrotar.

E talvez seja exatamente por isso que, tantos anos depois, ainda seja tão divertido assistir.

🐾 Boa noite, senhor gato. Pode continuar dormindo. O mundo espera.



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O gato dorminhoco


Depois de bater uma chepa este gato só quer saber de dormir... não adianta nada o chato ficar ali perturbando.



Ele ate abre o olho, da uma espiadinha, mas o sono é tanto que ele não resiste e continua dormindo.

Ali de boa, cheio de preguiça e tranquilinho, cheio de preguiça enquanto é filmado.

Po meu da um sossego

Bellacosa Mainframe tirem a camera do vagner

Poh meu da um sossego 

...e não acontece nada de interessante.


Nosso amigo Vaguinho em busca de um video interessante bem que tenta, tenta, mas o gato ta de boa... não quer nada com nada.



Olha curioso para a camera, relaxa, espia, mas não faz nada. Fica ali paradinho descansando. O cara bem que tenta... mia... faz graça... provoca... ate que desiste.

E enfim o gato se livrou do chato e pode retornar para seu descanso sossegadinho.



📝 Nota especial — Dez anos depois, o gato finalmente resolveu se pronunciar

Dez anos depois, revejo este pequeno vídeo e percebo uma coisa maravilhosa:

absolutamente nada aconteceu.

E talvez seja exatamente por isso que hoje gosto tanto dele.

Não havia aniversário.

Não havia viagem.

Não havia festa.

Não havia apresentação.

Não havia acontecimento extraordinário algum.

Havia apenas um gato descansando e um cidadão chamado Vaguinho absolutamente convencido de que precisava acontecer alguma coisa diante daquela câmera.

Eu tentava.

Miava.

Fazia graça.

Chamava.

Provocava.

Aproximava a câmera.

E o gato?

O gato já havia compreendido uma filosofia que eu levaria muitos anos para aprender:

nem todo momento precisa produzir alguma coisa.

Às vezes podemos simplesmente ficar ali.


🐈 O protagonista se manifesta dez anos depois

Para fins de justiça histórica, entretanto, acho que está na hora de permitir que o verdadeiro protagonista apresente sua versão dos acontecimentos.

Imaginemos nosso gato agora velhinho.

Mais lento.

Talvez com alguns pelos brancos.

Especialista em cochilos.

Veterano de inúmeras tardes improdutivas.

Ele assiste ao vídeo de 2016, ajeita-se confortavelmente sobre uma almofada e começa sua reclamação:

— Ah, então finalmente resolveram ouvir a minha versão?

Pois muito bem.

Primeiro ponto: eu estava dormindo.

Não estava “sem fazer nada”.

Estava realizando uma atividade felina perfeitamente legítima chamada descanso.

Existe diferença.


🐾 Ponto 2 — Eu nunca pedi para participar desse vídeo

Aquele sujeito apareceu com uma câmera.

Ninguém apresentou contrato.

Ninguém perguntou sobre disponibilidade.

Não houve negociação de cachê.

Nem sequer ofereceram sachê.

Simplesmente apareceu Vaguinho:

— Miau!

E eu pensando:

“Meu amigo... você não é um gato.”


😾 Ponto 3 — O cidadão começou a miar

Precisamos falar seriamente sobre isso.

Eu sou gato.

Eu conheço miado.

Aquilo definitivamente não era miado.

Era um humano adulto produzindo ruídos estranhos enquanto segurava uma câmera.

Olhei por curiosidade profissional.

Nada mais.

Meu olhar não significava:

“Continue.”

Significava:

“O que há de errado com você?”


📹 Ponto 4 — A câmera continuava chegando perto

Eu olhava para a lente.

Ele interpretava como interesse.

Eu desviava.

Ele tentava novamente.

Eu relaxava.

Ele fazia graça.

Eu fechava os olhos.

Ele miava.

Foi quando compreendi que estava participando de um experimento científico:

quanto tempo um humano demora para perceber que um gato quer ficar sozinho?

Resultado registrado naquele dia:

muito.


🐈‍⬛ Ponto 5 — “Não acontece nada de interessante”

Esta acusação permaneceu registrada durante dez anos e desejo finalmente contestá-la.

Aconteceram diversas coisas interessantes.

Eu respirei.

Mudei ligeiramente a posição da pata.

Olhei para a câmera.

Piscaram meus olhos.

Mexi uma orelha.

Voltei a descansar.

Para um gato, foi praticamente uma tarde movimentadíssima.

O problema era a expectativa editorial do cinegrafista.


😼 Ponto 6 — Quem desistiu primeiro?

Vaguinho.

Portanto:

GATO 1 × 0 CINEGRAFISTA

Não precisei correr.

Não precisei atacar.

Não precisei esconder-me.

Não precisei derrubar a câmera.

Utilizei uma técnica felina ancestral:

resistência passiva através da absoluta falta de interesse.

Funcionou perfeitamente.

O humano cansou.

Foi embora.

E finalmente pude retornar ao meu cochilo.


⏳ Mas então passaram dez anos...

Aqui nosso velho gato provavelmente ficaria alguns segundos em silêncio.

Olharia novamente para aquela versão jovem dele mesmo na tela.

Talvez reconhecesse o quarto.

Talvez reconhecesse aquela voz irritante miando atrás da câmera.

E provavelmente reclamaria mais uma vez:

— Você miava muito mal, Vaguinho.

Mas talvez acrescentasse:

— Ainda bem que filmou.

Porque hoje aquele vídeo guarda algo que nenhum dos dois sabia que precisava ser guardado.

Uma tarde absolutamente comum.

Um gato descansando.

Uma câmera ligada.

Uma pessoa fazendo graça.

Alguns minutos em que ninguém estava preocupado em construir uma memória.

Estávamos simplesmente vivendo.


📼 O valor extraordinário do absolutamente banal

Com o passar dos anos, comecei a perceber que os vídeos mais preciosos nem sempre são aqueles dos grandes acontecimentos.

Temos fotografias dos aniversários.

Vídeos das festas.

Registros das viagens.

Cerimônias.

Apresentações.

Esses momentos naturalmente pedem uma câmera.

Mas quem pensa em filmar uma tarde em que um gato não fez absolutamente nada?

Pouca gente.

E justamente por isso esse vídeo hoje me parece tão bonito.

Ele preservou o cotidiano.

Aquele pedaço da vida que normalmente desaparece sem deixar arquivo.


🐈 Parecer final do gato

Depois de assistir novamente às provas, nosso velho felino apresenta suas conclusões:

PROCESSO: GATO x VAGUINHO

ANO_DO_FATO: 2016

ACUSAÇÃO: NÃO FAZER NADA INTERESSANTE

DEFESA: ESTAVA DESCANSANDO

AGRAVANTE: HUMANO MIANDO SEM AUTORIZAÇÃO

CACHÊ RECEBIDO: ZERO SACHÊS

PACIÊNCIA FELINA: ADMIRÁVEL

CINEGRAFISTA: INSISTENTE

RESULTADO: GATO ABSOLVIDO

E acrescenta uma última observação aos autos:

— Dez anos depois você ainda está falando daquele dia?

Estou.

— E ainda está mostrando o vídeo?

Estou.

— Então alguma coisa interessante aconteceu, não aconteceu?

...

Touché, gato.

Touché.


Talvez seja essa a pequena ironia escondida naquela filmagem.

Vaguinho passou vários minutos tentando fazer o gato produzir alguma coisa interessante.

O gato recusou.

Dez anos depois, justamente porque ele recusou, o vídeo tornou-se interessante.

Hoje podemos apertar PLAY e encontrar novamente aquele quarto.

Aquela tarde.

Aquele bichano.

E aquele cidadão inconveniente tentando conversar em felinês.

📹 CAMERA = REC

😾 GATO = SEM_PACIÊNCIA

🗣️ VAGUINHO = MIAU_MIAU_MIAU

🐈 RESPOSTA = ...

TEMPO = +10 ANOS

❤️ MEMÓRIA = AINDA_AQUI

E consigo imaginar o velho gato levantando-se lentamente, espreguiçando-se, olhando uma última vez para mim e encerrando definitivamente o processo:

— Muito bonito, Vaguinho.

— Obrigado.

— Agora...

pô, meu... dá um sossego.

🐈❤️📼




Os gatos malucos da Vivi em desfile

Bellacosa Mainframe e o santuario de gatos da Vicky

🐱 Os Gatos Malucos da Vivi em Desfile

Quando uma casa cheia de gatos resgatados vira palco para um desfile muito particular

Existem casas tranquilas, existem casas movimentadas e existem aquelas onde os verdadeiros donos possuem quatro patas, bigodes e uma habilidade extraordinária para aparecer justamente onde não deveriam.

Na casa da Vicky, os gatos estavam por toda parte, estamos na Cidade de São Pedro , um distrito de Santana do Parnaiba.

Era praticamente impossível olhar para algum canto sem encontrar um deles observando silenciosamente, dormindo confortavelmente ou planejando alguma travessura felina.

Mas por trás daquela divertida confusão existia uma história muito mais importante.

Muitos daqueles gatos haviam sido abandonados, maltratados ou simplesmente esquecidos. Alguns chegaram magros, assustados e desconfiados. Ali encontraram comida, abrigo, cuidados e principalmente algo que talvez já não conhecessem havia algum tempo: carinho.

Pouco a pouco recuperaram o peso, a confiança e aquela curiosidade típica dos gatos.

E então começou o verdadeiro espetáculo.


🐈 Um atravessa a sala.

🐈 Outro aparece sobre algum móvel.

🐈 Um terceiro observa tudo à distância, provavelmente julgando silenciosamente os humanos.

De repente, a câmera começa a registrar aquela pequena sociedade felina.

Era o desfile dos gatos malucos da Vivi.

Não havia passarela, iluminação profissional ou modelos famosos. O cenário era uma casa comum e os protagonistas simplesmente continuavam suas vidas enquanto um humano insistia em acompanhá-los com uma câmera.

Olhando novamente para esse registro de 2016, entretanto, existe algo bonito escondido atrás da brincadeira.

Um gato fazendo bagunça, dormindo despreocupadamente ou explorando uma casa significa que ele se sente seguro naquele lugar.

Talvez esse seja o verdadeiro significado dessas imagens.

Aqueles animais não estavam simplesmente desfilando diante da câmera.

Estavam mostrando que haviam encontrado novamente um lar.

E como qualquer gato que finalmente percebe que aquela casa também lhe pertence...

começaram imediatamente a mandar em tudo. 😹

El Jefe

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Esses gatos são do barulho...


Imagine um santuário de gatos abandonados, maltratados, maltrapilho, que perderam o amor ao serem abandonados pelos seus donos originais. Um lugar onde se recuperam das judieiras e malvadezas. Ganham novamente amor e vivem numa comunidade de Felinos.

Tratados com amor, recuperam seu peso, ganham carinho e convivem em harmonia... ate aparecer um louco com uma camera para filmar suas bagunças.


Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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