quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Passeando as margens do rio Tamanduatei

Avenida do Estado e o mercado municipal


No ultimo dia do ano, uma volta pelo centro velho de Sao Paulo vendo o Rio Tamanduatei, o mercado municipal e os velhos prédios que fizeram a historia do centro velho de Sao Paulo.

Aproveitando para contar ao formiga velhas historias de outros tempos.


Foram bons anos que passei no centro, andando por estas ruas e aproveitei esta passagem para relembrar velhas historias, Vendo as evoluções, novas construções, demolições das antigas. O antigo quartel abandonado... o palácio das industrial uma vez abandonado, depois reformado , outra vez abandonado e agora um museu.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

 


Brasil 2015: quando o sistema entrou em rollback e descobrimos que não havia backup

ao estilo bellacosa mainframe, para o El Jefe Midnight Lunch

Meu segundo ano de volta ao Brasil foi 2015. Se 2013 tinha sido o alerta e 2014 a entrada em produção sem homologação, 2015 foi o momento em que alguém tentou desesperadamente dar rollback — só para descobrir que o backup estava corrompido. Para quem passou doze anos na Europa, acostumado a ambientes onde crise vem com manual, plano e cronograma, 2015 foi o choque definitivo: o Brasil não estava em crise econômica apenas. Estava em crise de confiança no sistema.

Economia: quando o desempenho cai de uma vez só

Em 2015, a economia deixou de fingir. O consumo travou, o crédito sumiu, o desemprego começou a aparecer de verdade. Foi como ver um sistema que rodava no limite finalmente estourar o SLA. Quem tinha reserva se encolheu, quem não tinha entrou em modo sobrevivência.

Na Europa, recessão costuma ser previsível: gráficos, avisos, pacotes de ajuste. No Brasil, ela chegou como crash. Empresas fecharam do dia para a noite, projetos foram congelados sem explicação, e a sensação geral era de chão sumindo sob os pés.

Como ex-imigrante, foi impossível não comparar: lá fora, quando o sistema falha, assume-se a falha. Aqui, cada operador culpava o outro enquanto o usuário final via o salário encolher e o futuro evaporar.

Sociedade: o país em deadlock

Socialmente, 2015 foi um ano de deadlock. Ninguém cedia, ninguém confiava, ninguém escutava. O clima era de confronto permanente — nas ruas, na imprensa, nas redes sociais, nas mesas de bar. Para quem voltou esperando reconstruir laços, foi um ano duro.

Na Europa, divergência política raramente rompe relações pessoais. No Brasil de 2015, rompeu. Vi amizades de décadas sendo suspensas, famílias evitando certos assuntos para não travar a convivência. Era como um sistema em que dois processos se bloqueiam mutuamente, esperando que o outro libere o recurso que nunca vem.

Cultura: o fim da ilusão de estabilidade

Culturalmente, 2015 marcou o fim de uma fantasia: a de que o Brasil tinha encontrado um caminho estável. O discurso otimista virou ruído. O humor ficou mais ácido, o entretenimento mais escapista, a arte mais política — ou mais desesperada.

Para quem viveu na Europa, ficou claro: quando a confiança institucional cai, a cultura vira espaço de catarse. Séries, músicas, textos e piadas começaram a refletir um país cansado de promessas. O improviso, antes celebrado, passou a ser visto como sintoma de abandono.

O brasileiro percebeu algo doloroso: criatividade não substitui estrutura.

População: medo, adaptação e fadiga

O povo em 2015 não estava mais apenas irritado. Estava com medo. Medo de perder o emprego, de não conseguir pagar contas, de descer alguns degraus na escada social. Para quem voltou de fora, foi chocante perceber como a insegurança se espalhou rápido.

Mas, como sempre, houve adaptação. Gente voltando a morar com a família, fazendo bicos, criando negócios improvisados, reinventando-se na marra. Vi uma resiliência que impressiona qualquer europeu — mas também uma exaustão que não aparece nas estatísticas.

O brasileiro aguenta muito. E isso, paradoxalmente, é parte do problema.

Segundo ano pós-retorno: o ajuste interno

No meu segundo ano de volta, entendi que retornar não era apenas geográfico. Era emocional e cultural. Em 2015, parei de comparar o Brasil com a Europa como quem espera equivalência. Passei a enxergar o Brasil como um sistema próprio, com lógica interna, cheia de exceções, patches improvisados e regras não documentadas.

Aprendi que aqui, sobreviver exige leitura de ambiente, não só competência técnica. Que seguir o manual nem sempre garante estabilidade. E que o custo psicológico de viver em um sistema instável é alto, mesmo para quem já viveu fora.

Epílogo: lição de mainframe

2015 ensinou uma lição clássica de ambientes críticos:
não existe rollback sem backup confiável.

O Brasil tentou voltar atrás, corrigir rotas, ajustar parâmetros — mas descobriu tarde demais que tinha ignorado alertas por anos. O sistema continuou rodando, porque sempre roda. Mas agora com perda de dados, falhas intermitentes e operadores exaustos.

No fim daquele ano, como ex-imigrante definitivamente reabsorvido pelo ambiente, eu já sabia:
o Brasil não estava mais em fase de ajuste fino.
Estava em modo recovery
sem certeza se o sistema voltaria exatamente como antes.

E todo operador veterano sabe: depois de um crash desses, nada volta igual.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Formiguinha nadador...

Os benefícios de colocar uma criança na natação.

O formiguinha adora uma piscina e com esse calor, aproveitamos o dia para visitar os primos de Atibaia, saímos cedo de casa e para alegria do formiga, a aguar estava uma delicia.


O malandrinho após um ano de natação esta um craque, muito audacioso dando excelentes braçadas para la e para ca, confia nos braços e se aventura para experimentar o fundo.

Recomendo que quem puder coloque seu filho na natação, os benefícios valem a pena.

SP 65 - Indo para Atibaia pela Dom Pedro

A Rodovia Dom Pedro no sentido a Atibaia


A Dom Pedro é uma estrada retilinea sem muitas coisas bacanas, feita para ser via de ligação. A paisagem é um pouco pobre.



Mesmo assim capturei nossa voltinha para no futuro vermos o que mudou na pista.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Papai noel de Itatiba visitando o Jardim Arizona.

Visitante natalino uma tradição itatibense.


Uma tradição muito bacana que existe em Itatiba é o desfile dos papais Noeis, existem aproximadamente 10 grupos que se organizam durante o ano para arrecadar fundos para comprar balas e rebuçados.



Quando chega em Dezembro o líder deste grupo se veste de Papai Noel, enfeitam carros e saem pelos bairros da cidade, distribuindo doces para as crianças.

Tem trenós, jipes, caminhonetas e ate motos... este pequeno video foi feito a quando da visita de um destes papais Noeis no bairro do Jardim Arizona.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Batalha dos peões.

Semana de ferias na escola tem que ter imaginação para entreter o formiga.


Estamos em Dezembro sem aulas no Catatau, como isso devemos inventar coisas para entreter o formiguinha, filmes e desenhos estão em baixa. Por isso mexendo nos brinquedos encontramos estes peões.


Após estudar um pouco o funcionamento, montamos a arena e começamos as batalhas, foram algumas horas de diversão, com o jiga joga dos peões.

Boa diversão e algumas bagunças.

SP 360 e o personagem insolito

Cada uma que não entendemos


Estamos na SP 360 no trecho urbano de Itatiba indo em direcção a Dom Pedro, final de dia, como de costume estou filmando a estrada. Ouvindo musica e conversando quando de repente.

Passa o carro do papai Noel, claro que em Itatiba isto é uma tradição existindo mais de 10 grupos que se fantasiam de papai Noel e saem pela cidade distribuindo balas e rebuçados para as crianças.


Mas você topar com um deles de repente na estrada é meio surreal, insólito, tornou nossa viagem mais divertida, pois arrumamos nova conversa.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O comboio de Natal no Shopping Iguatemi de Campinas

O trenzinho do papai Noel fazendo a alegria das crianças.


O shopping Iguatemi como sempre investe pesado em suas programações culturais, dessa vez criaram uma vila natalina com direito a ferrovia do Noel, caminhão, árvore de natal e ajudantes do bom velhinho.

Bonecos de neve, ursos polares e muitos pacotes/embrulhos de brinquedo estavam espalhados pelo cenário. Tornando a viagem do trenzinho muito mais divertida.



As crianças adoram isto e o formiguinha por sorte, pegou uma hora de pouco movimento e deu umas duas voltas no trenzinho, com direito a escolher o lugar na cabine da locomotiva.


Os primeiros screen-saver, nossos hilariantes protetores de tela

 


Ahhh, padawan… se teve uma coisa que os anos 1990 sabiam fazer bem, era transformar ociosidade em espetáculo digital.
Os protetores de tela (screen savers) eram o cinema do PC — uma pausa poética entre o trabalho no Word e o download no Napster.
E sim, o John Castaway era o superstar, mas ele não reinava sozinho naquele panteão de pixels.

Aqui vai a tríade sagrada dos protetores de tela noventistas, direto do templo Bellacosa da Nostalgia Digital:




🌀 1️⃣ Flying Toasters (After Dark, 1989)
O pioneiro dos ícones do nonsense digital.
Antes de John Castaway, antes até do Windows 95, já existiam as Flying Toasters — torradeiras voadoras com asas batendo em formação, cruzando o céu negro da sua tela.
Parte do lendário pacote After Dark da Berkeley Systems, esse protetor era pura ironia geek: totalmente inútil, absolutamente hipnótico.

Curiosidade Bellacosa:
As Flying Toasters foram tão populares que viraram camiseta, caneca e até capa de CD.
A Apple tentou proibir cópias porque dizia ter tido “a ideia” antes — mas perdeu a briga.
Hoje, são ícones de uma era em que software ainda tinha humor.




🌌 2️⃣ Mystify Your Mind (Windows 3.1 / 95 / 98)
O clássico oficial do Windows.
Linhas coloridas, em movimento suave, formando fractais psicodélicos que pareciam saídos de uma rave cósmica.
Era o “modo Zen” dos técnicos de informática: você deixava o PC parado e ficava hipnotizado pelas curvas dançando no CRT.

Curiosidade Bellacosa:
O “Mystify” foi criado por engenheiros da Microsoft em 1992, e tinha um bug curioso — quanto mais tempo o PC ficava ligado, mais lentas ficavam as curvas.
Era literalmente o screensaver envelhecendo com o computador. 🫠




🪟 3️⃣ Pipes 3D (Windows 95 Plus!)
Ah, o Pipes
Nada mais satisfatório do que ver aquelas tubulações infinitas sendo construídas em 3D, bloco por bloco, como se o Windows tivesse uma fábrica secreta de encanamento espacial.
Parecia inútil — e era — mas a sensação de ver o cano não se chocar consigo mesmo era quase catártica.

Curiosidade Bellacosa:
O “Pipes” usava um dos primeiros renderizadores 3D nativos do Windows, e sua aleatoriedade era tão pura que nunca repetia o mesmo desenho.
Pra muitos, foi o primeiro contato com geometria procedural — antes mesmo de jogos 3D populares.


🌠 Menções honrosas da galáxia screensaveriana:



  • Starfield Simulation (ou “viagem no espaço”) — o protetor que fazia você sentir que estava na Enterprise, viajando em dobra espacial.



  • Aquarium — peixinhos nadando, bolhas subindo, paz e nostalgia garantidas.



  • 3D Maze — o labirinto psicodélico que dava medo e fascínio em igual medida (e transformava o PC num pesadelo de xadrez vermelho).



  • Clock / Flying Windows / Logo Bouncing — simples, mas com aquele charme de sistema rodando a 60Hz e zumbindo como um modem feliz.




💭 Reflexão estilo Bellacosa Mainframe:


Os protetores de tela eram mais do que ferramentas contra o burn-in do monitor.
Eram janelas para a imaginação, pequenas obras de arte em movimento.
Em uma época sem redes sociais, sem YouTube, eles eram o screensaver da alma.
A gente deixava o PC sozinho, mas o PC nunca deixava a gente sem espetáculo.

✨ No fim, padawan, todo protetor de tela era uma metáfora da própria vida digital dos anos 90:

parado por fora, fervendo por dentro. 💾

#ElJefe #BellacosaMainframe #NostalgiaDigital #AfterDark #FlyingToasters #Pipes3D #Mystify #JohnCastaway #ScreensaverEra

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Feira Natalina em Jundiai - 2015

O encanto das feirinhas natalinas.

Este enfeite caseiro de gosto duvido tem uma forte atraçao, realmente adoro ficar vendo a agua jorrado em uma fonte.

Estávamos passeando por Jundiai e nos deliciando com a Feirinha Natalina que ocorria na praça da Catedral, quando ao visitarmos o presépio, me deparei com a fonte, pessoal foi mais forte que eu, a Juliana saiu e voltou para me buscar, pois eu estava entretido com barulhinho delicioso da fonte.



Nos divertimos bastante nesta voltinha, sem contar que menção de honra foram os sabores que provamos na feirinha. Muito bem organizada com contentores convertidos em cozinha, cada um fornecendo um tipo diferente, e como estava muito quente uma tenda provia sombra e um lugar fresquinho para poder saborear tamanhas iguarias.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Coro de musicas natalinas - 2015

Musicas natalinas para encher o coração

Eu sei, é bem piegas um post deste género, mas quem não curte para e ouvir um coral natalino, quantas lembranças evoca.

Tínhamos ido ao Shopping Galeria em Campinas, a Juliana estava em busca de autógrafos da blogueira Danielle Noce - (http://www.daniellenoce.com.br/

Alcançado nosso objectivo fomos dar uma voltinha pelo shopping para comer gulodices (churros) e enquanto andávamos ouvi la longe um som de vozes. E foi assim, liguei a camera e fiquei alguns minutinhos gravando.


Um pouco de musica e assim terminamos nossa noite.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Praia de Maranduba em Ubatuba

Para nao perder o costume, choveu em Ubachuva


Viemos passar o final de semana em Ubatuba, aproveitar a paz e o sossego dos finais de semana que antecedem as festas de final de ano.



Com a praia vazia aproveitei para caminhar pela areia, vendo a paisagem e conhecendo os pequenos segredo que esta praia esconde. Encontrei um antigo barco abandonado no mato, um carrinho de food truck.

Vários bichinhos vivendo na agua, bom indicativo do nível de limpeza da agua. Aproveitamos um dos dias de sol, para brincar com o formiguinha de castelo de areia e jogar bola na agua.

Foi um bom final de semana otimo para recuperar as energias.

sábado, 12 de dezembro de 2015

SP 70 - Um rolezinho pela Carvalho Pinto

Filmando os tuneis


Estamos a caminho de Ubatuba, saímos da Dom Pedro e agora estamos na Carvalho Pinto, estrada moderna construída sob as mais modernas técnicas de engenharia.

Porém não vim para falar de construções, estávamos entretidos ouvindo musica, naquelas horas em que o assunto morre, vai batendo um soninho.  Para quebrar um pouco esta preguicinha, resolvi filmar os túneis e um pouco da estrada.



O formiguinha vibra na estrada, vendo túneis e se divertindo vendo as paisagens e para tornar mais divertida a viagem fazemos grandes gincanas de o que é o que é.

Voltando a SP 70 para aqueles que amam estradas para sentir, curtir a viagem. Esta estrada nao é um exemplo, foi construída para se estrada de ligação rápida. Então ela é muito reta e tem poucos pontos distractivos, tirando os túneis, o resto da viagem passa quase que invisível.



sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

🔥 CICS TS 5.3 — DevOps, Cloud e Modernização de Verdade

 

Bellacosa Mainframe anuncia o cics 5.3

🔥 CICS TS 5.3 — DevOps, Cloud e Modernização de Verdade



☕ Midnight Lunch em dezembro de 2015 — o CICS vira plataforma de automação

O CICS Transaction Server for z/OS 5.3 não foi apenas uma atualização incremental — foi o release que aproximou o CICS da era DevOps e Cloud, entregando automação de build e deploy, métricas ampliadas e refinamentos profundos em agilidade de serviço. Ele completa centenas de requisitos de clientes, consolidando tudo que veio antes e colocando o CICS como plataforma de aplicação corporativa madura.


📅 Datas Importantes

📌 Data de Lançamento (GA): dezembro de 2015
📌 End of Service (EOS): 31 de dezembro de 2021 (fim oficial do suporte para CICS TS 5.3)

💬 Bellacosa comenta:
“Cinco ponto três — o ‘CICS que aprendeu DevOps’.”


CICS 5.3


🆕 O que há de novo em CICS TS 5.3

O release 5.3 traz três grandes temas:


🔄 1) Service Agility Expandida

Liberty Profile ainda mais forte — Com mais recursos para hospedar aplicações web, incluindo suporte a Java SE / EE e interoperabilidade simplificada.
Interoperabilidade refinada — Mais suporte a serviços expostos via HTTP, melhor integração com stacks corporativos existentes.
Gerenciamento simplificado — CICS Explorer recebe mais views e opções de personalização.

💬 Bellacosa insight:

“Era como se o CICS dissesse: ‘Quer me tratar como servidor de aplicações corporativas? Então olha esse Liberty aqui, bonitão!’”


⚙️ 2) Operational Efficiency — Métricas, Performance e Segurança

Métricas ampliadas — mais detalhes de performance, métricas de workload e visibilidade profunda.
Otimizações de desempenho — ajustes internos para Web Services, threads e execução Java mais suave.
Options de segurança extras — mais granularidade em opções de controle, integração com padrões de segurança corporativos.

💬 Bellacosa comentário:

“Quando o CICS começa a falar às métricas, significa que ele quer ser observável, e não apenas executável.”


☁️ 3) Cloud com DevOps

Este foi o ponto “uau” do 5.3:

Automated builds — CICS começa a entrar no mundo de builds automatizados.
Scripted deployments — implantação de aplicações via scripts, reduzindo intervenção manual.
UrbanCode Deploy suporte — integração com ferramentas DevOps reais.
Cloud enablement — explicitamente voltado para facilitar deploy e rollback no estilo “Cloud Era”.

💬 Bellacosa diz:

“Foi aqui que a CI/CD saiu do mundo distribuído e disse ‘chega de fronteira’ — e o CICS respondeu ‘tô dentro’.”


🔧 Qual é o foco técnico?

Podemos resumir as mudanças de 5.3 em quatro pilares:

  1. Usuário de DevOps — builds e deploys automatizados

  2. Java + Liberty mais maduro — integração facilitada

  3. Visibilidade operacional maior — métricas e personalização

  4. Agilidade de serviços e cloud enablement — deploy rápido e rollback simplificado

💬 Easteregg Bellacosa:

“5.3 é um “release ninja” — você nota as melhorias só depois de usar em produção.”


🧠 O que isso significa para você

Se em 5.2 o CICS já tinha dado o passo para JSON, REST e mobile support, no 5.3 ele entrou oficialmente no terreno de fluxo DevOps e operações corporativas orientadas ao cloud era.

📌 Antes do 5.3:
✔ Deploy era manual
✔ Métricas limitadas
✔ Java e Liberty existiam, mas eram coadjuvantes

📌 Depois do 5.3:
✔ Deploy automatizado é real
✔ Métricas viram first class citizen
✔ Plataforma de integração é robusta — sem middleware pesado


🧪 Exemplo Bellacosa de produção

Imagine isso acontecendo em 2016:

👩‍💻 Equipe Dev:

  • Criou um serviço REST com JSON no CICS

  • Usou scripts para deploy automático

  • Feedback do pipeline aparece no dashboard

👨‍💼 Equipe de Ops:

  • Configurou métricas detalhadas

  • Viu problemas de performance rapidamente

  • Ajustou thresholds sem reiniciar a região

Resultado: menor tempo de entrega + menos chamadas de suporte.

💬 Bellacosa comenta:

“Produtividade sobe quando o sistema sabe de verdade que você está no século XXI.”


🎯 Dicas e Sacadas Bellacosa

🔹 Use CICS Explorer com inteligência: personalize views para o que importa no seu ambiente.
🔹 Scripted deployment não é moda, é disciplina: automatize para reduzir erro humano.
🔹 Revisite métricas antigas: agora elas viram insights, não apenas números.
🔹 Segurança não é detalhe: revise opções de controle que ganharam granularidade.


💬 Eastereggs & Curiosidades

🍺 UrbanCode Deploy foi meio que batismo devops do CICS — antes só se falava de middleware pesado.
🍺 5.3 é onde o CICS começou a parecer um servidor de aplicações real, e não apenas um “servidor transacional”.
🍺 Alguns sites relataram que o 5.3 foi o primeiro release que muitos times largaram o antigo “deploy de sexta à noite” em favor de pipelines reais.


📌 Conclusão Bellacosa

CICS TS 5.3 não foi apenas uma versão — foi um compromisso com o futuro.
Ele fez o CICS:

✔ amadurecer como plataforma de integração real
✔ entrar no mundo DevOps com ferramentas modernas
✔ ganhar visibilidade operacional de verdade
✔ tornar o deploy rápido, seguro e automatizado

🔥 Em 5.3, o CICS parou de ser “apenas mainframe” e começou a ser “plataforma corporativa de missão crítica moderna”.


Queda de Domino

Brincadeira antiga

Enfileirar domino e derrubar, para vê-los caindo em sequência criando desenhos. Um trabalho de paciência para ajeitar as pecinhas sem caírem.


O formiguinha se divertiu com o novo jogo e passamos um bom par de horas, armando e desarmando os dominos. Tendo cuidado das quinas e senas caírem na posição correta, o barulhinho típico das peças.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Natal da Galinha Pintadinha - 2015

Campinas Shopping no Natal de 2015


Foi montando um parque com atraçoes da Galinha Pintadinha Natalina, instalaram oficina e uma roda gigante para as crianças.


Apesar de ser um Shopping fora de mão e pequeno, tem a vantagem de ter a policia federal e o poupatempo, fazendo que vala a pena ir ate ele.

Ja sabem se precisarem tirar passaporte ou renovarem a carta de conduçao, o Shopping Campinas tem tudo.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Chegada do Papai Noel em Itatiba - 2015

Helicóptero trazendo o papai Noel para Itatiba 

O parque da Juventude em Itatiba teve dois super eventos este ano. Simultaneamente teve a chegada do Papai Noel e a exposição de carros antigos.



A criançada foi a gloria com direito a chuva de balas e rebuçados. Brincadeiras em cima do carro de bombeiro e ver de pertinho o pouso e decolagem de um helicóptero.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

1979 – O Nascimento do Dandan: O Dia em que a Morte Quase Derrubou Nosso Sistema

 


1979 – O Nascimento do Dandan: O Dia em que a Morte Quase Derrubou Nosso Sistema

(Bellacosa Mainframe – El Jefe Midnight / Arquivos da Família em Modo HEX)

Em outro post, meus cartões perfurados já tinham rodado o job que trazia o ano de 1979 de volta para a memória principal. Mas aquilo era o modo soft, a narrativa otimista, travestida de açúcar cristal.
Agora, vamos acessar o dataset bruto, sem filtros, sem SLIP, sem EXIT para suavizar.

A vida da minha família, naquela década, parecia um mainframe antigo sofrendo com sobrecarga, paradas não programadas e abends fatais. E eu só entenderia o tamanho disso muito tempo depois.



Os Dois Que Vieram Antes de Mim – Jobs Abortados por Falhas do Sistema de Saúde

Eu sou o terceiro filho.

Mas antes de mim já tinham passado dois pequenos programas que nem tiveram chance de subir para production.

Wilson Jr, o primogênito, resistiu apenas cinco meses.
Broncopneumonia.
Minha mãe — uma menina de 19 anos, inexperiente, assustada — confiou no hospital.
E o hospital devolveu apenas silêncio, infecções oportunistas e um caixãozinho branco.

Depois veio Ana Cristina.
Prematura.
Fruto de um choque violento: minha mãe descobriu uma traição do meu pai.
O susto virou parto antecipado; e o parto virou perda.
Outra vida que não encontrou tempo para florescer.

Duas dores que nunca foram embora.
Só ficaram ali, rodando em background.



1974 – Finalmente Eu, o Terceiro Job da Linha

Nasci em 1974, carregando no peito a sombra dos irmãos que não voltaram para casa.
Em 1975 veio a Vivi, minha parceira de crime, minha dupla dinâmica na infância.

Mas entre nós e eles, entre um nascimento e outro, o caos seguia firme.

Brigas.
Fechamento temporário da fábrica.
Uma separação.
Um exílio em Guaianases na casa da minha avó Alzira — aquele tipo de exílio que cabe em sacolas de feira, com promessa vazia, juras de mudança, lágrimas silenciosas.

Voltaram.
Reataram.
Temos depois me deixaram um tempo com a minha avó Anna — eu, pequeno, sem entender nada, apenas obedecendo à linha de comando dos adultos.

Mas no retorno…
Havia um quarto elemento silencioso.

O Dandan estava a caminho.




A Descoberta do Problema Cardíaco – E a Gravidez que Virou Jogo da Morte

Minha mãe recebeu uma notícia que mudaria tudo:

Uma doença cardíaca, fruto de infecções de garganta mal tratadas na infância, febre reumática e, como diziam, “látex no sangue”.

Era uma bomba-relógio no peito de uma mulher que já havia enterrado dois filhos.

A gravidez do Dandan virou uma roleta russa.
Consultas, dores, repouso obrigatório, idas e vindas ao hospital.
E cada ida era um risco real.
O médico não dourou a pílula:
"Wilson e Mercedes, se tiverem outro filho depois desse… dos dois, ninguém voltará do hospital."



O Parto do Dandan – Nascido no Modo Emergencial

Dandan nasceu antes da hora.
Frágil.
Pequeno.
Com a vida dependurada num fio fino, quase invisível.

Minha mãe também quase se foi.

E aí aconteceu uma das maiores demonstrações de coragem que já ouvi:
Ela peitou médicos, enfermeiros, protocolos, todo mundo.
Disse que levaria o Dandan para casa.

“Perdi dois. Se deixar aqui, perco o terceiro. Eu cuido dele. Nem que tenha que vir todo dia.”

E ela foi.
E ela cuidou.

Minha avó Anna veio ajudar — aquela santa mulher que sustentou metade da família mais de uma vez.
E nós, os dois diabinhos, assistíamos tudo como quem vê um milagre acontecer na cozinha de uma casa simples.



Gigi, a Girafa de Borracha – Meu Primeiro Amuleto

Nessa época, ganhei algo que para mim foi quase um totem mágico:
Gigi, a girafinha de borracha.

Pequena, amarela, meio torta — mas era ela quem me ajudava a dormir nas noites em que a casa respirava medo e esperança ao mesmo tempo.



As Fórmulas de Baunilha e Tutti-Frutti – O Sabor da Sobrevivência

O hospital recomendou fórmulas nutricionais para minha mãe e o Dandan.
Eles odiaram.

Quem amou?

Eu e a Vivi.
Misturávamos aquilo em mingau, papinha, suco improvisado…
Era uma experiência sensorial que só quem viveu entende:
o sabor de uma infância dura, mas saborosa nos pequenos detalhes.



E Assim, Contra Todas as Probabilidades… Ele Viveu

Dandan cresceu.
Sobreviveu.
E nós sobrevivemos junto.

Aquele ano — duro, cinza, tenso — deixou marcas profundas no nosso firmware emocional.
Mas também deixou beleza.
Deixou força.
Deixou o exemplo de uma mãe que lutou como uma leoa.
De uma avó que segurou o mundo nas costas.
E de um bebê que venceu estatísticas, médicos e até a própria fraqueza do corpo.

1979 não foi só um ano duro.

Foi um ano lendário.

Um ano que provou que, às vezes, milagres acontecem em casas simples, com sacolas de feira, gelatina mole, medo constante e uma girafa de borracha como guardiã da noite.


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

🎞️ Hey Macaroni! — Quando o Windows dançava com a Madonna do disquete

 


🎞️ Hey Macaroni! — Quando o Windows dançava com a Madonna do disquete
(Por Vagner Bellacosa ☕ – Bellacosa Mainframe / El Jefe Midnight Lunch Edition)




Ah… o Windows 95, o som metálico do HD acordando, a tela azul “It’s now safe to turn off your computer”, e aquele tempo mágico em que até o protetor de tela tinha alma e ritmo.
Hoje, vamos falar de um clássico obscuro e hilário do folclore digital dos anos 1990: o Hey Macaroni!, o screensaver que parecia nascido de um sonho febril entre o CD-ROM da Encarta e o VHS do “Cassino do Chacrinha”.


🌀 A origem: quando o PC decidiu virar dançarino

O “Hey Macaroni!” fazia parte da coleção After Dark, uma série lendária de screensavers criados pela Berkeley Systems (sim, os mesmos do Flying Toasters).
Lançado entre 1993 e 1995, o pacote trazia protetores de tela que eram verdadeiros mini desenhos animados — humor, surrealismo e uma pitada de nonsense à la MTV Liquid Television.

O Hey Macaroni! em si mostrava um personagem cartunesco de bigodinho e roupa estilo mafioso siciliano, dançando como um louco ao som de uma paródia pseudo-italiana que repetia o mantra:
🎵 “Hey Macaroni!” 🎵



Era uma explosão de cor, ritmo e bizarrice — e, para muitos, a primeira forma de animação “musical” que viram num computador.
Num tempo em que a placa de som era opcional, ouvir aquele beat digitalizado era o equivalente a ter Dolby Surround no escritório.


🍝 Curiosidades que só um Bellacosa lembraria

  • 💾 O Hey Macaroni! vinha em disquete, depois em CD-ROM. Instalava junto com o After Dark 3.0 — e roubava a cena de todos os outros protetores, incluindo o clássico Flying Toasters.

  • 🎨 O personagem foi desenhado por Jack Eastman, animador que trabalhava com o software Director, precursor do Flash.

  • 🕺 Alguns diziam que era uma sátira à música “Macarena”, mas na verdade ele é anterior à febre do grupo Los del Río. Ou seja: o Hey Macaroni dançava antes da Macarena existir.

  • 🎬 Em fóruns antigos, fãs descobriram um easter egg: se você deixasse o screensaver por mais de 20 minutos, o Macaroni começava a improvisar passos novos e girar o prato de espaguete em loop infinito.


💾 O impacto cultural

Nos escritórios e lan houses da época, o Hey Macaroni era sinal de status:
se o seu computador tinha placa de som Sound Blaster e conseguia rodar o Hey Macaroni! com áudio sincronizado, você era o sysadmin do pedaço.

Ele virou meme antes do termo existir — o tipo de animação que colegas chamavam pra ver:
“Olha aqui, o cara dançando dentro do PC! Esse é o futuro!”

Era a época em que os protetores de tela eram a alma da máquina — os screensavers eram como os papéis de parede da geração Y2K: uma forma de mostrar personalidade digital.


🧠 Fofoquices de bastidor

  • 👀 Reza a lenda que o criador se inspirou num tio italiano que servia num restaurante em San Francisco e dançava com pratos de macarrão para entreter clientes.

  • 📼 O som “Hey Macaroni!” foi gravado por um estagiário da Berkeley Systems que, segundo entrevistas, nunca mais quis ouvir essa frase na vida.

  • 💡 O código do protetor era tão “artesanal” que travava em certas versões do Windows NT — e alguns o consideram o primeiro crash divertido da história.


☕ Bellacosa comenta:

O “Hey Macaroni!” é a prova de que a informática dos anos 1990 era lúdica, ingênua e viva.
Os PCs não eram apenas ferramentas — eram brinquedos caros que faziam barulho, piscavam e dançavam com você.

Hoje o protetor de tela é só um recurso para economizar energia; antes, era uma galeria digital de humor surreal.
E enquanto os toasters voavam e o Macaroni dançava, nós aprendíamos — sem perceber — que o computador podia ser divertido.


💡 Dica do El Jefe Midnight Lunch:

Quer reviver esse momento?

  • Baixe o After Dark Screensaver Collection (Windows 3.1/95) e rode num emulador.

  • Coloque um MIDI italiano de fundo, abra um copo de Yakult gelado e sinta o espírito do ciberespaço 1994.

  • E lembre-se: se o computador começar a dançar sozinho…
    não é vírus.
    É só o Macaroni te chamando pra festa.



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Dai Maou — O Grande Rei Demônio (大魔王)

 


Dai Maou — O Grande Rei Demônio (大魔王)

Um estudo noturno entre mitologia, anime, naftalina e IBM Mainframe

Por Bellacosa Mainframe


Há palavras que carregam peso.
E há outras que carregam era, poeira, mitologia, ruído de CRT, cheiro de gabinete aquecido e aquela aura de “não mexe nisso que dá azar”.

Dai Maou é uma dessas palavras.

E hoje, no espírito das nossas madrugadas — café requentado, telinha do ISPF aberta como portal místico, e o blog El Jefe Midnight Lunch vibrando no mesmo pulso dos velhos processadores CMOS — vamos viajar por esse conceito que liga demônios japoneses, arquétipos narrativos, clichês de anime, lendas ocultas, fofoquices otaku, e até… advinha?
Isso mesmo: Mainframe.

Porque se existe um ser supremo numa história, meu amigo, ele definitivamente roda em z/OS.


🜁 1. O que é Dai Maou?

Dai (大)” = grande, supremo.
Maou (魔王)” = rei demônio, soberano das forças das trevas, o antagonista máximo, o chefão final do RPG, o vilão que até o vilão teme.

Dai Maou é o Big Boss dos mundos fantásticos japoneses.
O topo da cadeia alimentar sobrenatural.
O ser que nem o Google consegue indexar sem baixar a cabeça.

É o equivalente místico de um:

//BIGBOSS JOB ('OVERRIDE'),CLASS=A,MSGCLASS=X,REGION=0M

Quando esse nome aparece na tela, meu querido, você sabe:
vai dar trabalho.


🜄 2. Origem — entre Budismo, folclore e RPG de mesa maldito

O termo Maou existe há séculos.
No budismo, “Maou” (ou “Mara”) é a entidade que tenta Siddhartha Gautama — o tentador, o desviador, o executor do “Ctrl+C” em alma iluminada.

Com o tempo, o termo se mistura com contos populares, yokais, literatura esotérica, teatro Noh… até que chega no século XX e — pah! — cai nas mãos de escritores de fantasia, roteiristas de animes e criadores de RPGs.

Foi aí que o termo ganhou o “Dai”, o aumento de poder, o buff de +99 ataque mágico.

E assim nasce o template narrativo moderno.


🜃 3. Nos animes e games — o cargo mais cobiçado do inferno

Ser Dai Maou virou quase um cargo público no mundo otaku.
Só perde em popularidade para “estudante colegial com poder proibido selado na alma”.

Top características de um Dai Maou moderno:

  • Tem um castelo macabro (mais instável que catálogo da IBM em release novo).

  • Comanda exércitos de sombras, goblins, mortos-vivos, ou estagiários.

  • É poderoso, mas filosófico.

  • Fala calmo (quem manda não grita).

  • Cai no gosto do público e vira anti-herói.

  • Às vezes renasce como… colegial.

  • Às vezes vira idol.

  • Às vezes vira waifu (não julgo).


🜂 4. Curiosidades Bellacosa

Porque aqui a gente não só informa — a gente entrega naftalina, acetato, nostalgia e mainframe.

🌑 1. “Maou” já foi censurado em alguns animes

Por soar “religioso demais” ou “maligno demais”.
Resultado? O público gostou ainda mais — clássico efeito Streisand animado.

🌕 2. O primeiro “Dai Maou moderno” dos animes

Muita gente aponta Dragon Quest (1989) com seu vilão Zoma como o template visual: capa, chifres, voz grave, magia suprema, pose de chefe final.

🌑 3. Maou é o equivalente otaku do “SYS1.PARMLIB”

É o coração do sistema narrativo.
Você não começa por ele — mas sem ele, nada roda.

🌕 4. No ocidente, traduzem de tudo maneira errada

“Overlord”, “Dark Lord”, “Archfiend”, “Demon King”, “Supreme Evil”…
Mas nenhuma captura o charme japonês do Maou.
É igual traduzir JCL pra Python: perde a alma.


🜁 5. Mini Fofoquices místicas

(El Jefe nunca falha nas fofurinhas obscuras do submundo otaku.)

  • O fandom japonês costuma discutir quem é “Dai Maou nível Enterprise” e quem é “Dai Maou nível Batch de teste”.

  • Em fóruns, “Maou” virou elogio irônico: “O cara entregou relatório às 3h da manhã. É um Dai Maou do Excel.”

  • Há quem diga que o verdadeiro Dai Maou é quem consegue configurar o ISPF sem tutorial.


🜄 6. Dicas para identificar um Dai Maou na história

Bellacosa-style:

  1. Chegou música coral latina? É Maou.

  2. Plano fechado na sombra dos olhos? Maou.

  3. Cenário treme sem motivo? Maou vindo aí.

  4. Personagem fala “humanos são frágeis”… Irmão, é Maou.

  5. Poder proibido + iluminação roxa = Maou final boss edition.


🜃 7. Conclusão — O Dai Maou como espelho

O Dai Maou, na verdade, não é sobre maldade.
É sobre poder absoluto, vontade inquebrável, destino traçado — tudo aquilo que o ser humano teme e admira ao mesmo tempo.

Por isso ele aparece tanto em histórias japonesas:
é o símbolo perfeito da luta entre ordem e caos, disciplina e liberdade, luz e sombra.

Assim como nossos amados mainframes:
poderosos, antigos, temidos, respeitados — e sempre com aquela aura mística de “entidade superior observando tudo no datacenter”.

No fundo, o Dai Maou é o z/OS da mitologia otaku:
antigo, estável, poderoso e impossível de substituir.

E por isso a gente ama.


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

🍬 Seu Zé do Curaçá — O Último Guerreiro da Pauliceia Açucarada

 


🍬 Seu Zé do Curaçá — O Último Guerreiro da Pauliceia Açucarada

Uma crônica ao estilo Bellacosa Mainframe para o blog El Jefe Midnight

Existem homens que não passam pela vida — eles atravessam, como locomotivas teimosas, rangendo, bufando, avançando sem parar. Meu bisavô José era desses. Viúvo ainda jovem na casa dos 50 e poucos, encontrou Dona Etelvina, outra guerreira, uma viuva marcada pela vida, e juntos reconstruíram um lar improvisado no coração simples da Pauliceia dos anos 1970. Desses bairros onde as ruas ainda tinham cheiro de poeira, sem asfalto, casas inacabadas e um inconfundível odor de diesel e frango frito.

Eu, um de seus muitos bisnetos, era apaixonado pelo ritual das visitas ao Curaçá. Não pelo bairro — mas pela presença magnética de Seu Zé, o homem que parecia conversar com o destino como se conversasse com um cliente sentado no balcão.



🔥 O Império dos Espetinhos

No ponto final do ônibus, onde trabalhadores e bêbados confraternizavam como iguais, ficava seu domínio: a grelha sagrada do Seu Zé.
Espeto de frango, de carne, de porco…
Nada gourmet, nada instagramável.
Era comida que carregava suor, fumaça e honra.



Ali, cada espeto alimentava mais do que estômago: alimentava histórias, amizades, brigas resolvidas, amores improvisados e a poesia secreta da periferia.

Mas o homem não conhecia descanso. E grande surpresa descobrir hoje, que estes espetinhos tão famosos eram de inspiração copiada e aprimorada de imigrantes japoneses.

🏠 Tijolo por tijolo, doce por doce

Primeiro, ampliou a casinha.
Depois levantou um salão.
De salão virou uma pequenina doceria diurna, porque um guerreiro não deixa o sol nascer sem um novo plano.

E foi nessa fase que nasce a lenda que transformou minha infância: de puxadinho a Bombonieri do Seu Zé, ou como eu a chamava — A Fábrica de Delícias de Ze Wonka.

Entrar naquele salão era como ser teletransportado para Nárnia via glicose:
chicletes, jujubas, balas, drops, chocolates, maria moles, paçocas, doce de banana, doce de batata doce, suspiros, pé-de-moleque e os famosos salgadinhos de "isopor"…
Era orgia de açúcar, liberada e incentivada pelo velho que ria enquanto as crianças atacavam o estoque como piratas invadindo navio.

E ele amava aquilo e eu, a Vivi e o Dandan mais ainda.
Quanto mais doce sumia do balcão, mais brilhava o sorriso na cara enrugada do velho guerreiro.

O problema é que nenhum motor funciona para sempre.



🍺 O Último Bar do Guerreiro

Quando dona Etelvina partiu, ele ficou novamente só.
Transformou a bombonieri em boteco, que é sempre o destino natural dos velhos sábios da periferia.
Ali acompanhou a vida do bairro: brigas, namoros que começavam e terminavam na mesma tarde, conversas atravessadas sobre futebol, política e as besteiras eternas do ser humano.



Mas o tempo, esse auditor implacável, começou a cobrar prestação.

Seu Zé finalmente parou.
Foi morar com minha avó Alzira.
E como guerreiro não fica parado, começou a fazer quebra-queixo, aquele doce duro como a vida, mas doce como a esperança.



🧪 Operação Quebra-Queixo: Missão Rua São Bento

Foi então que este bisneto já com seus 20 anos entrou em cena.
Eu ia até o Centro de São Paulo — à lendária Botica Veado Douro, reduto alquímico da cidade — comprar ácido cítrico, corantes, essências, glucose, tudo para que o velho pudesse continuar sua pequena fábrica de sonhos mastigáveis.

Quantos potes carreguei pelas calçadas do Centro?
Quantas vezes pensei que aquele doce, duro e doce, era a metáfora perfeita do velho guerreiro?



🍧 O Sonho Irrealizado: A Máquina de Sorvete

Seu Zé realizou tudo na vida — menos um sonho simples:
comprar uma daquelas máquinas de sorvete de suco e espuma, tão comuns nos bares de periferia.
Aquelas que cuspem um sorvete meio derretido, meio geladão, com gosto de infância e de domingo preguiçoso.

Nunca conseguiu.
E talvez por isso o sonho tenha ficado tão bonito na memória — porque alguns sonhos existem só para lembrarmos que ainda somos humanos.



🌟 Epílogo — O Homem que Virou História



Hoje, quando penso em Seu Zé, não vejo apenas meu bisavô.
Vejo:

  • um Brasil que já não existe,

  • um tipo de trabalhador que a modernidade atropelou,

  • um artesão da vida,

  • um empreendedor antes da palavra existir,

  • um homem que combatia a tristeza vendendo alegria açucarada.



Seu Zé foi guerreiro até o fim.
Não deixou fortuna, não deixou empresa, não deixou prédio com nome.
Mas deixou histórias, deixou sabores, deixou lembranças que sobrevivem enquanto houver alguém, como eu, para contá-las.

E assim, no grande Mainframe da vida, o registro dele fica armazenado em permanente STATUS ACTIVE.

Porque certos homens nunca caem em DELETE PENDING.
Eles seguem, firmes, no spool da memória.

E o Velho Seu Zé, ah… esse está gravado em JES2 com retenção infinita.