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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mainframe History : Parte I — O Engenheiro que Cansou de Fazer Contas e Acabou Inventando o Futuro

 

Bellacosa Mainframe apresenta outro computador Z parte 1

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Muito Antes do IBM Z Existia Outro "Z"

Parte I — O Engenheiro que Cansou de Fazer Contas e Acabou Inventando o Futuro

"As maiores revoluções da computação não nasceram em datacenters. Algumas começaram em uma sala de estar, cercadas por ferramentas, chapas metálicas, café frio e um sonho aparentemente impossível."

Existe um ritual silencioso que praticamente todo Sysprog IBM Mainframe conhece.

Você chega ao datacenter antes do restante da empresa. O ar-condicionado trabalha sem descanso. O z17 continua executando milhões de instruções por segundo enquanto a cidade ainda desperta. O JES2 distribui trabalhos como um maestro conduzindo uma orquestra invisível. O WLM decide quais workloads merecem prioridade. O RACF protege ativos que movimentam bilhões de reais diariamente. O Db2 responde consultas em microssegundos. O SDSF mostra aquele JOB encerrando com o tão esperado RC=0000, um pequeno prazer que apenas quem vive o mundo IBM Z compreende.

Para quem trabalha diariamente com essa tecnologia, tudo parece natural.

Processadores.

Memória.

Clock.

Barramentos.

Registradores.

Pipeline.

Interrupções.

Virtualização.

LPARs.

Hipersockets.

Canais de I/O.

Mas toda essa sofisticação possui uma linhagem. Assim como um grande carvalho nasceu de uma pequena semente, os modernos computadores corporativos nasceram de ideias que, há quase noventa anos, pareciam absurdas.

Hoje vamos abrir uma antiga gaveta da história.

Uma gaveta que tem cheiro de papel envelhecido.

De óleo lubrificante.

De ferro usinado.

De oficina mecânica.

De naftalina.

Bem-vindos à primeira viagem da nossa série Histórias com Cheiro de Naftalina.

Hoje conheceremos outro computador chamado Z.

Não o IBM Z.

Mas aquele que existiu décadas antes dele.

E cujo criador mudou silenciosamente a história da computação.


Quando "Computador" Era uma Pessoa

É curioso perceber como algumas palavras mudam completamente de significado ao longo do tempo.

Hoje, quando dizemos "computador", imediatamente pensamos em servidores, notebooks, smartphones ou gigantescos IBM Z instalados em datacenters.

Na década de 1930, entretanto, um "computador" era uma pessoa.

Isso mesmo.

Empresas, universidades, observatórios astronômicos e centros de engenharia contratavam pessoas cujo trabalho consistia exclusivamente em realizar cálculos.

Esses profissionais passavam horas resolvendo equações utilizando lápis, papel, tabelas matemáticas, réguas de cálculo e calculadoras mecânicas.

Projetar uma ponte significava semanas de contas.

Projetar um prédio significava milhares de operações repetitivas.

Projetar uma aeronave podia consumir meses apenas em cálculos estruturais.

Imagine calcular manualmente milhares de multiplicações envolvendo números com várias casas decimais.

Agora imagine descobrir, dias depois, que um único erro invalidou todo o trabalho.

Esse era o cotidiano da engenharia.

Foi nesse cenário que apareceu um jovem engenheiro alemão chamado Konrad Zuse.


Um Engenheiro Cansado de Fazer Contas

Konrad Ernst Otto Zuse nasceu em Berlim, em 22 de junho de 1910.

Formou-se em Engenharia Civil pela Technische Hochschule Berlin-Charlottenburg.

Seu primeiro emprego foi justamente na indústria aeronáutica.

Seu trabalho era fascinante.

Pelo menos em teoria.

Na prática, passava dias realizando cálculos estruturais para analisar esforços em asas, fuselagens e componentes mecânicos.

Pouco havia de criatividade.

Muito havia de repetição.

Conta após conta.

Tabela após tabela.

Erro após erro.

Décadas mais tarde, Zuse resumiria esse sentimento de forma quase bem-humorada: ele simplesmente estava cansado de fazer contas.

Enquanto muitos aceitavam aquela realidade como inevitável, ele fez uma pergunta que mudaria a história.

"E se uma máquina pudesse fazer isso sozinha?"

Hoje essa pergunta parece trivial.

Naquele momento, era quase um ato de rebeldia intelectual.


A Alemanha da Década de 1930

Quando pensamos na Alemanha dos anos 1930, quase sempre nossa memória segue imediatamente para os acontecimentos políticos e militares que culminariam na Segunda Guerra Mundial.

Entretanto, havia outra Alemanha.

A dos engenheiros.

A dos matemáticos.

A dos físicos.

A da indústria de precisão.

Empresas alemãs produziam máquinas-ferramenta extraordinárias.

Relógios.

Equipamentos ópticos.

Instrumentos científicos.

Motores.

Equipamentos telefônicos.

Toda essa tradição em mecânica de precisão acabaria fornecendo, ainda que indiretamente, a matéria-prima necessária para um dos experimentos mais ousados da história da computação.

Não existiam universidades ensinando Ciência da Computação.

Não existiam cursos de Arquitetura de Computadores.

Não existiam livros sobre Sistemas Operacionais.

Não existiam compiladores.

Nem linguagens de programação.

Nem sequer existia o conceito moderno de computador eletrônico.

Konrad Zuse precisava inventar praticamente tudo.


O Laboratório Não Era um Laboratório

Talvez esta seja a parte mais fascinante da história.

Quando imaginamos um inventor revolucionário, pensamos imediatamente em laboratórios gigantescos, universidades renomadas ou centros de pesquisa financiados por governos.

Nada disso.

O primeiro laboratório de Konrad Zuse era o apartamento de seus próprios pais.

A sala de estar virou oficina.

Mesas foram cobertas por desenhos técnicos.

Ferramentas ocupavam o espaço onde antes havia objetos de decoração.

Parafusos.

Limas.

Furadeiras.

Peças metálicas.

Molas.

Chapas.

Barras deslizantes.

Tudo cuidadosamente organizado em um ambiente que estava muito mais próximo de uma oficina mecânica do que de um laboratório científico.

Sua família observava aquele jovem engenheiro desmontando o impossível e construindo algo que ninguém compreendia completamente.

Se hoje muitos profissionais montam laboratórios domésticos com Raspberry Pi, servidores usados ou clusters Kubernetes, talvez devêssemos lembrar que um dos ancestrais da computação também começou em casa.


☕ Café com Naftalina

Steve Jobs começou em uma garagem.

Steve Wozniak também.

Bill Hewlett e David Packard igualmente.

Décadas antes deles, Konrad Zuse transformou o apartamento dos pais em um laboratório experimental.

A inovação, muitas vezes, nasce longe dos grandes prédios corporativos.


A Grande Ideia

Até aquele momento, praticamente todas as máquinas de cálculo eram especializadas.

Calculadoras somavam.

Outras multiplicavam.

Máquinas Hollerith organizavam cartões.

Mas nenhuma delas era verdadeiramente programável.

Zuse queria algo completamente diferente.

Uma máquina universal.

Uma máquina capaz de executar diferentes sequências de instruções.

Hoje chamamos isso simplesmente de computador.

Na época, essa ideia ainda nem possuía um nome consolidado.

Mais impressionante ainda: ele percebeu que trabalhar em decimal tornava os mecanismos extremamente complexos.

Então tomou uma decisão que mudaria toda a engenharia digital.

Abandonou os números decimais.

Abraçou o sistema binário.

Zero.

Um.

Ligado.

Desligado.

Movimento.

Repouso.

Décadas depois, exatamente esse princípio continuaria presente em praticamente todos os processadores produzidos pela humanidade.


Pensando Como um Arquiteto de Computadores

Sem perceber, Konrad Zuse começou a desenhar conceitos que hoje qualquer estudante de Arquitetura de Computadores reconheceria imediatamente.

Ele imaginou que sua máquina precisaria de componentes especializados.

Uma parte armazenaria informações.

Outra realizaria cálculos.

Outra coordenaria toda a execução.

Outra receberia dados externos.

Outra devolveria resultados.

Parece familiar?

Claro que parece.

Estamos falando de memória.

Unidade aritmética.

Unidade de controle.

Entrada.

Saída.

Hoje esses nomes fazem parte do cotidiano de qualquer Sysprog.

Naquela época, eram apenas ideias surgindo na mente de um engenheiro obstinado.


Muito Antes da Arquitetura de Von Neumann

Existe um detalhe histórico extremamente interessante.

Muitos livros apresentam John von Neumann como o pai da arquitetura moderna dos computadores.

Sua contribuição foi gigantesca e incontestável.

Mas Konrad Zuse já havia concebido diversos elementos fundamentais antes da famosa arquitetura de Von Neumann ser formalizada.

Seu projeto possuía separação lógica entre componentes.

Possuía fluxo de execução.

Possuía representação binária.

Possuía memória.

Possuía unidade de cálculo.

Possuía programa externo.

Ou seja, diversas ideias fundamentais da computação moderna estavam surgindo quase simultaneamente em diferentes lugares do mundo.

A história raramente é obra de um único gênio.

Ela costuma ser uma conversa silenciosa entre várias mentes brilhantes.


📦 Baú do Sysprog

Quando você observa o diagrama de blocos de um IBM z17, com seus processadores, caches, memória principal, controladores de I/O e canais especializados, talvez seja difícil acreditar que a essência dessa organização começou com desenhos feitos à mão em uma pequena oficina de Berlim.

A escala mudou.

A tecnologia evoluiu.

Mas a lógica continua surpreendentemente familiar.


Engenharia Antes da Engenharia de Software

Outro aspecto curioso é que Konrad Zuse precisou inventar práticas que hoje associamos naturalmente ao desenvolvimento de sistemas.

Antes de construir qualquer mecanismo, desenhava diagramas.

Documentava ideias.

Modelava componentes.

Refinava projetos.

Criava representações abstratas antes da implementação física.

Em outras palavras, fazia engenharia de software quando o software sequer existia.

Todo Sysprog conhece a importância de um bom planejamento.

Quem já participou de uma migração de release do z/OS, de uma atualização do JES2 ou de um projeto de modernização sabe que improviso raramente termina bem.

Essa disciplina também estava presente no trabalho de Zuse.

Primeiro pensar.

Depois construir.


O Primeiro Passo de Uma Longa Caminhada

Em 1936, os primeiros componentes começaram a ganhar forma.

Peças metálicas passavam a representar bits.

Movimentos físicos transformavam-se em operações lógicas.

Engrenagens davam lugar a barras deslizantes cuidadosamente sincronizadas.

Nascia lentamente aquilo que mais tarde receberia o nome de Z1.

Ainda não era um computador perfeito.

Muito pelo contrário.

Era complexo.

Delicado.

Difícil de ajustar.

Frequentemente apresentava falhas mecânicas.

Mas havia algo extraordinário acontecendo.

Pela primeira vez, alguém estava tentando construir uma máquina de propósito geral baseada em lógica binária, capaz de ser programada para executar diferentes tarefas.

Era um conceito tão avançado que levaria décadas para ser plenamente compreendido.


O Que um Sysprog Pode Aprender com Essa História?

Talvez você esteja pensando:

"Que relação existe entre um computador mecânico de 1938 e um IBM z17 capaz de executar bilhões de instruções por segundo?"

A resposta é simples.

Muito mais do que parece.

Todo profissional de infraestrutura costuma olhar para a tecnologia apenas pelo estado atual.

Mas compreender sua evolução muda completamente nossa perspectiva.

Quando entendemos de onde vieram conceitos como memória, unidade de controle, representação binária e processamento programável, passamos a enxergar o IBM Z não apenas como uma plataforma poderosa, mas como o resultado de quase um século de refinamento contínuo.

O Sysprog moderno administra uma das arquiteturas mais sofisticadas já construídas pela humanidade.

Mas essa arquitetura não surgiu pronta.

Ela foi construída, camada após camada, sobre ideias concebidas por engenheiros que trabalhavam com ferramentas manuais, desenhos em papel e uma dose quase infinita de perseverança.

Toda vez que um IPL inicializa corretamente.

Toda vez que um dump ajuda a encontrar um problema.

Toda vez que o WLM reorganiza prioridades.

Toda vez que um JOB termina com RC=0000.

Existe uma pequena homenagem silenciosa a todos aqueles pioneiros que ousaram imaginar máquinas capazes de executar instruções automaticamente.

E um desses pioneiros atendia pelo nome de Konrad Zuse.


No Próximo Café...

Na próxima parte desta série, vamos abrir a tampa do Z1.

Vamos desmontá-lo peça por peça para entender como funcionava sua CPU totalmente mecânica, sua memória de apenas 176 bytes, sua unidade aritmética, seu revolucionário sistema de ponto flutuante e como milhares de pequenas chapas metálicas conseguiam representar zeros e uns décadas antes do primeiro transistor.

Prepare o café.

O cheiro de naftalina está apenas começando.


☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Histórias com Cheiro de Naftalina

O Guia do Viajante do Tempo

Muito Antes do IBM Z Existia Outro “Z”

Viaje pelas origens da computação, conhecendo Konrad Zuse, Herman Hollerith, Tommy Flowers, John von Neumann, o Colossus, o EDVAC, o IBM System/360 e os pioneiros que construíram o caminho até o IBM Z.

ARTIGO SELECIONADO

O Guia do Viajante do Tempo

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Preparando a máquina do tempo...

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☕ Quem não conhece o passado não entende o código do futuro.

Bellacosa Mainframe — tecnologia, história, COBOL, IBM Z e memória.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

🎮✨ O que é uma SIDE QUEST?

 

Bellacosa Mainframe explica o Side Quest

🎮✨ O que é uma SIDE QUEST?

A arte nobre de se distrair com propósito

Se a main quest é o JOB principal rodando no JES2, a side quest é aquele JOB opcional, mas que libera um dataset cheio de recompensas inesperadas.

É o que o universo gamer usa para dizer:

“Ei, já que você está salvando o mundo…
que tal ajudar uma velhinha a recuperar o gato ninja dela?”


🧩 Características marcantes da Side Quest

✔️ Não obrigatória

Você pode ignorar — mas sempre fica aquela coceirinha.

✔️ Expande o mundo

NPCs ganham histórias, cidades ganham vida, tradições ganham explicações.

✔️ Recompensas únicas

Armas bizarras, pets inúteis porém estilosos, roupas que brilham mais que RECOVERED EXTENTS do VSAM.

✔️ Rendimento duvidoso, satisfação máxima

Zero impacto na história principal…
Mas 200% de felicidade quando você completa.


🐇 Exemplo clássico na linguagem gamer

  • Matador de dragões nível 99? Sim.

  • Salvando o reino? Lógico.

  • Parando tudo para entregar pão para 6 aldeões?
    ABSOLUTAMENTE SIM.
    (Porque dá +3 de afinidade com a donzela que gosta de colecionar insetos raros.)


🧭 Porque Side Quest existe?

Motivos nobres (e outros nem tanto):

🎨 Mundo mais rico

Cria vida, profundidade e humor.

🧠 Exploração

Te joga para cantos ocultos, dungeons secretas, lore escondido.

🧪 Testes de mecânica

Game designers usam side quests como laboratório de ideias — tipo um APF do universo gamer.

😅 Alívio cômico

Sempre tem a missão bizarra que quebra o clima tenso:

  • capturar galinhas suicidas

  • investigar fantasmas que são só adolescentes entediados

  • ajudar uma ovelha arco-íris que perdeu o brilho (sim, essa existe)




🐱💀 Bellacosa Curiosidade

A origem do termo vem dos RPGs de mesa dos anos 1970, especialmente Dungeons & Dragons.
O mestre dizia:

“That’s a side quest, you don’t have to do it.”
E pronto — virou padrão da indústria.


🪄 E por que a cultura otaku ama tanto side quests?

Porque elas:

  • expandem universos

  • rendem memes

  • criam mascotes icônicos (alô, Rainbow Sheep 🌈🐑)

  • dão sentido à vida de NPCs inúteis

  • e sempre rendem um episódio filler bonitinho porém irrelevante

domingo, 10 de janeiro de 2016

Dirigindo na Estrada nas nuvens em Sao Pedro

Serração na serrinha de São Pedro

Em busca de aventuras saímos cedo em Direcção ao Cristo Redentor de São Pedro, chegando la vimos umas placas indicativas de cachoeiras, resolvemos ir conhecer, sem saber muito bem pegamos a estrada.

A serrinha de São Pedro é uma delicia para passeios de final de semana, sempre no alto, com uma boa sinuosidade, muita paisagens e pontos de interesse.



No retorno a Sao Pedro pegamos uma ligeira serração, que cobriu toda a estrada com nuvens, o formiguinha a principio assustado com a falta de visibilidade, adorou a brincadeira quando disse que estávamos no céu, andando sobre e entre as nuvens.

Realmente era essa a impressão, foi um delicioso retorno com chuvinha fina e baixa visibilidade.


sábado, 9 de janeiro de 2016

Retornando de Brotas por Itirapina ate Sao Pedro

Estrada da Serrinha de Sao Pedro 


Em nossa busca pela cachoeira perdida, fomos parar na zona rural de Brotas. Tivemos um dia agradável que num próximo post entrarei em detalhes.

No retorno fomos surpreendidos por uma chuva que nos obrigou a reduzir a velocidade, principalmente por que no principio da viagem, nosso Black Car estava numa estrada rural de terra em meio ao canavial.


Falando em Canavial, aconteceu algo digno de nota, no retorno uma senhora desesperada veio pedir ajuda, tratava-se de um carro com 3 mulheres e 1 criança atolado numa das estradinhas.

Prontifiquei-me a ajudar a senhora, fui ate o carro, juntei o máximo de galhos possíveis, fui montando uma cama de madeira por baixo das rodas de traçao, porem o carro estava muito atolado e falhei,


Ainda no espírito de bom samaritano, fomos ate um sitio próximo pedir auxilio para as mulheres, por isso um sitiante pegou o trator e foi salvar as senhoras do atoleiro.

Voltando a São Pedro a viagem correu tranquila ate chegar na aventura das Nuvens.

A Cachoeira de Cassorova em Brotas

A primeira cachoeira do formiguinha

Partindo de Sao Pedro pela Serrinha, fomos seguindo as placas, sem saber exactamente para onde iríamos. Como o dia estava bonito e havia diversos restaurantes pela estrada, fomos nos aventurando. Em busca da cachoeira escondida.

O formiguinha estava empolgadissimo, pois ate então nunca tinha visto uma cachoeira, fomos tentando explicar como era e ele cheio de perguntas.

Chegamos ate uma estrada de terra em meio ao canavial e la adentramos.



Por fim chegamos em uma fazenda, preparada para o eco-turismo, a Fazenda de Cassorova proprietária de um restaurante em uma casa colonial, um bar na piscina, varias trilhas e 2 cachoeiras.

Devido ser a primeira vez dele,pegamos o percurso mais fácil e começamos a descer ate a dita cachoeira, ele impaciente queria logo chegar. A meio do caminho vi uma pequenina cascata e falei para ele que aquilo era a cachoeira.

Ele olhou meio incrédulo tudo aquilo, olhava para mim, para a Ju, tipo pensando estes 2 fazem um puta de um barulho por causa desta aguinha corrente.

Esclareci a verdade e começamos a descer, o barulho se fazia ouvir e eu dizia para ele prestar atenção que aquilo era a Cachoeira falando conosco, ao chegarmos no rio, tinha uma ponte pencil que balancei e apos uma curva, ele deu um grito de excitação.

Estava a sua frente uma imponente cachoeira de mais 30 metros, que devido as chuvas recentes, espumava com toda a sua força. Atingindo-nos com respingos a quase 50 metros da queda d'agua.

Ficamos ali uns 15 minutos apreciando a beleza da natureza e retornamos para a piscina para aproveitar o resto do dia.

Cristo Redentor de Sao Pedro

Com o dia nublado resolvemos dar uma voltinha

O dia amanheceu nublado tomamos café e planejamos qual seria a aventura do dia. Sem nenhuma ideia em mente resolvemos ir até o Cristo Redentor e apreciar a paisagem.

Foi uma visão linda do horizonte, daqui podíamos vislumbrar as curvas do Rio Piracicaba, a cidade de São Pedro, Aguas de São Pedro e um agromerado urbano la longe que suspeitamos ser Piracicaba.

O formiguinha sarrista como ele so, não perdoou a gatinha que estava cheia de dificuldades para subir ate o alto do Cristo, com seu montes de degraus.




Vencida esta etapa, resolvemos esticar a nova volta e sair em busca de uma cachoeira, afinal essa era a primeira vez do formiguinha.

Pegamos nosso Black Car e partimos pela estrada da Serrinha de São Pedro...

Arco iris na estrada, é pena que a camera nao pegou legal

Presente do ceu: Arco iris na estrada

Tivemos um dia prazeiroso no parque aquático Termas de São Pedro, no retorno para o hotel teve uma tromba d'agua, daquelas de verão, super forte e super rápido.

Após a chuva fomos presenteados com um lindo arco-íris, a filmagem ficou fraca, achei que a resolução da camera iria capturar, mas infelizmente não deu.




Pelos menos conseguimos ver um pouco das cores no céu, uns pequenos detalhes do lado direito, usando um pouco da imaginação consegue-se ver o dito arco-íris.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

IBM Champion IBM Z COBOL CICS Db2 z/OS Mainframe desde 1988
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