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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Quem construiu a maquete ferroviária de Campinas?

A cabine 2 abriga uma ferrovia em seu interior

Um grupo de amigos há 10 anos atrás juntaram-se e começaram a trabalhar para por em pratica um sonho. Construir uma ferrovia em escala, com um trabalho sem parar, construíram mais de 300 metros de trilhos distribuídos em 3 níveis, criaram um diorama que representa a Estação Central de Campinas com varias estruturas, uma refinaria de petróleo, armazéns e silos, casa e botecos, pessoas e animais. 

No material ferroviário existem diversas locomotiva a vapor, elétricas e diesel,  vagões de carga e carruagens de passageiro, lindo de ser ver, perde-se a noção do tempo, assistindo o vai e vem das composições, o comboio parte da plataforma principal, gruas se movimentam com contentores.

O grau de realismo espanta vendo a vegetação rasteiro, as arvores, as construções com desgaste do tempo, as pontes em madeira, pontes em ferro. Tudo construído com profissionalismo e esmero para para comporem o cenário.

Quem curte maquetes em escala H0 tem a obrigação de visitar o complexo da Fepasa em Campinas. Aqui na sala de controle existe uma ferrovia em miniatura que encantara a todos. 

O que é a Cabine de controle número 2?

É uma construção singular, situada na Estação Ferroviária de Campinas no sentido interior, próximo a a antiga plataforma da Mogiana. Sua função era controlar os movimentos das locomotivas e locomotoras nos diversos ramais que existiam na estação, através de alavancas mecanizadas abria-se ou fechava-se um desvio para outro trilho. Em suas paredes havia mostradores analógicos que indicavam o status da linha e a movimentação no local. O mostradores eram eletro-mecânicos numa era em que tudo era a válvulas, testemunhas de um tempo em que não existiam computadores nem celulares.






domingo, 29 de maio de 2016

Estaçao cultura e o apoio ao modelismo ferroviario

A prefeitura de Campinas ofereceu um espaço único.


Quem ama ferrovia, curte reproduzir em escala modelismo ferroviário tem na cabine 2, a chance de ouro de prestigiar a ferrovia.



Neste lugar que foi o centro nevrálgico da operação ferroviária em Campinas. Tendo uma visão fantastica de todo o complexo, ainda mantendo em seu interior diversos mecanismos utilizados na troca de linhas.

Ve.se o mapa dos binarios (trilhos) relógios e lâmpadas de controle. E observando o diorama viaja-se com tantos detalhes, uma passada rápida de camera eh cruel, pois não conseguimos capturar tudo.

Mais detalhes desta maravilhosa mini ferrovia

Bellacosa Mainframe e a cabine 2 clube de feerromodelismo

Um Café no Bellacosa Mainframe

🚂 Mais Detalhes Desta Maravilhosa Mini Ferrovia — Um Mundo Inteiro Dentro da Cabine nº 2

Era mais um sábado na Estação Cultura de Campinas.

Ana Paula estava em sua aula de teatro amador e, enquanto esperava o ensaio terminar, eu tinha algumas horas disponíveis para fazer aquilo que já havia se tornado quase um ritual: zanzar pelo antigo complexo ferroviário.

E havia muito para explorar.

A velha estação e suas construções guardavam marcas de uma época em que aquele lugar não era patrimônio histórico, espaço cultural ou cenário para fotografias. Era uma ferrovia viva. Havia gente trabalhando, locomotivas circulando, oficinas funcionando e trens chegando e partindo.

Para alguém apaixonado por ferrovias, história e máquinas, esperar algumas horas ali estava muito longe de ser um castigo.

Era uma oportunidade.

E naquele sábado meus passos acabaram novamente diante de um dos meus lugares favoritos de todo o complexo.



🚦 Meu pequeno templo ferroviário

A famosa Cabine nº 2 de comandos.

Só o edifício já era especial.

Em outra época, cabines como aquela faziam parte do cérebro operacional da ferrovia. Ali, homens acompanhavam movimentos de trens, comandavam aparelhos e ajudavam a decidir por quais trilhos aquelas enormes máquinas deveriam passar.

Mas os tempos haviam mudado.

A velha cabine ganhara outra função.

Em seu interior funcionava um clube de ferromodelismo.

E talvez não pudesse existir destino melhor para ela.

A ferrovia em tamanho real havia desaparecido de boa parte daquele cenário, mas, dentro da antiga cabine de comandos, ela renascia alguns centímetros de cada vez.

Em miniatura.



🏙️ Uma cidade inteira sobre uma mesa

Desta vez não fiquei apenas olhando os trens circularem.

Comecei a observar a maquete com mais calma.

E foi aí que ela começou a revelar seus segredos.

Havia trilhos, naturalmente.

Muitos trilhos.

Linhas se cruzavam, desviavam, desapareciam atrás de construções e reapareciam alguns metros adiante.

Mas reduzir aquela obra a uma coleção de trilhos seria uma tremenda injustiça.

Ali estava representado praticamente um pequeno universo ferroviário.

Pontes.

Árvores.

Oficinas.

Máquinas.

Locomotivas.

Vagões.

Carros.

Caminhões.

Um bonde.

E a maravilhosa rotunda ferroviária, uma daquelas estruturas que imediatamente chamam a atenção de qualquer apaixonado por ferrovias.

Quanto mais eu olhava, mais coisas apareciam.



🔍 O segredo estava nos detalhes

Essa talvez fosse a parte mais divertida daquela maquete.

Você podia olhar durante alguns minutos, afastar-se e pensar que já havia visto tudo.

Não havia.

Era só aproximar novamente o rosto e alguma coisa surgia.

Uma pequena pessoa que passara despercebida.

Um trabalhador.

Um detalhe em uma oficina.

Um veículo parado em determinado canto.

Um cachorro.

Depois outro personagem.

Era quase uma espécie de Onde Está Wally ferroviário.

Só que ninguém estava procurando Wally.

Estávamos procurando histórias.

Porque os modelistas não haviam construído simplesmente uma ferrovia.

Eles haviam criado cenas.

🍺 Até o ferroviário precisava descansar

Em determinado ponto aparecia um bar.

E dentro dele...

Uma mesa de sinuca.

Aquilo me divertia justamente porque demonstrava o cuidado colocado na construção daquele mundo.

Não bastava colocar locomotivas sobre trilhos.

Se existe uma ferrovia, existem ferroviários.

Se existem ferroviários, existem pessoas.

E pessoas trabalham, descansam, conversam, bebem alguma coisa, jogam uma partida de sinuca e continuam suas vidas.

De repente, aquela pequena mesa deixava de ser apenas um objeto decorativo.

Ela sugeria uma história.

Talvez alguns trabalhadores tivessem terminado o turno.

Talvez alguém estivesse esperando o próximo serviço.

Talvez houvesse uma aposta valendo uma cerveja imaginária.

A maquete não dizia.

Nossa imaginação completava.

🐕 Havia até cachorros

E naturalmente naquele pequeno mundo também havia cachorros.

Pequenos cães espalhados pelo cenário.

Detalhes absolutamente desnecessários para fazer um trem elétrico funcionar.

E justamente por isso maravilhosos.

Porque são essas pequenas coisas aparentemente inúteis que dão vida a um diorama.

Um cachorro não melhora o contato elétrico dos trilhos.

Não controla um desvio.

Não alimenta uma locomotiva.

Não aciona um sinal.

Mas coloca vida naquele cenário.

Assim como as pequenas figuras humanas.

A ferrovia deixa de parecer uma demonstração técnica e começa a parecer um lugar.

👷 O uniforme não precisava estar limpo

Outra coisa que me chamou atenção foi o cuidado com as figuras.

Nem tudo parecia recém-saído da caixa.

Havia trabalhadores representados em seu ambiente de serviço, inclusive com a aparência coerente com aquele universo de oficinas, graxa, carvão, óleo e manutenção.

Uniformes sujos.

Pequenas marcas.

Cores cuidadosamente aplicadas.

São detalhes minúsculos.

Mas nosso cérebro percebe essas coisas.

Um ferroviário perfeitamente limpo diante de uma locomotiva sendo reparada pareceria artificial.

Um pouco de sujeira na roupa conta imediatamente uma história:

aquele homem estava trabalhando.

Talvez seja esse o segredo dos bons dioramas.

Eles não precisam explicar tudo.

Um detalhe bem colocado faz nossa cabeça construir o restante.

🔧 A oficina em miniatura

E naturalmente fiquei fascinado pela oficina.

Máquinas, trabalhadores, equipamentos e pequenos elementos mecânicos compunham aquele ambiente.

Era possível imaginar manutenção acontecendo ali.

Uma locomotiva chegando.

Uma ferramenta sendo utilizada.

Uma peça sendo desmontada.

Um trabalhador atravessando a oficina.

Outro reclamando que alguma coisa estava atrasada.

Nada disso realmente acontecia.

Mas parecia que poderia acontecer.

Esse é o ponto em que uma boa maquete deixa de ser brinquedo e passa a ser narrativa tridimensional.

🌳 Nem tudo era ferro

Outro detalhe importante eram as árvores e a vegetação.

Quando pensamos em ferromodelismo, nossa cabeça imediatamente vai para locomotivas, trilhos, estações e pontes.

Mas uma ferrovia existe dentro de uma paisagem.

E reproduzir essa paisagem é justamente aquilo que dá escala às máquinas.

Árvores ajudam nossos olhos a entender o tamanho das locomotivas.

Casas dão proporção aos trilhos.

Pessoas mostram a dimensão dos vagões.

Carros e caminhões colocam a ferrovia dentro de uma cidade.

Aos poucos, deixamos de enxergar objetos sobre uma bancada.

Passamos a enxergar um recorte do mundo.

🚋 E lá estava o bonde

No meio de tudo aquilo ainda havia um bonde.

Mais um daqueles elementos capazes de prender minha atenção.

Porque o bonde conecta dois mundos.

O ferroviário e o urbano.

Ele nos lembra de uma época em que trilhos não estavam apenas escondidos em pátios ferroviários ou reservados aos grandes trens.

Eles faziam parte das ruas.

Ao redor dele estavam carros, caminhões, construções e pequenas pessoas.

Era Campinas reduzida a uma escala em que cabia diante dos nossos olhos.

🌉 Pontes, trilhos e a rotunda

Naturalmente, algumas estruturas roubavam a cena.

As pontes eram uma delas.

A rotunda, outra.

A rotunda ferroviária possui algo quase hipnótico para quem gosta desse universo.

Sua própria geometria denuncia sua função.

Locomotivas chegando de diferentes direções, sendo posicionadas e encaminhadas.

Na maquete, aquele elemento ajudava a contar a história de um complexo ferroviário que havia sido gigantesco.

O curioso era pensar onde eu estava.

Eu observava uma reprodução em escala do complexo ferroviário...

estando dentro do próprio complexo ferroviário.

Uma ferrovia dentro da ferrovia.

Uma memória dentro da memória.

⚡ E por baixo daquele mundo havia tecnologia

Mas havia outra camada fascinante.

Aquela cidade minúscula precisava funcionar.

Por trás das árvores, prédios, oficinas e personagens existia a parte que normalmente não aparece nas fotografias bonitas:

a engenharia.

Fiação.

Circuitos.

Comandos.

Controles eletrônicos.

Motores.

Iluminação.

Mecanismos.

Era essa infraestrutura escondida que dava vida ao cenário.

Luzes acendiam.

Trens se movimentavam.

Elementos respondiam aos controles.

Sons completavam a experiência.

Aquilo tinha algo que sempre me fascinou nas grandes máquinas: existe uma camada visível que encanta o público e outra, escondida, que faz tudo funcionar.

Talvez por isso eu gostasse tanto daquele lugar.

Na superfície havia arte.

Por baixo havia lógica.

🎛️ O antigo e o novo dividindo a mesma cabine

E tudo aquilo acontecia justamente dentro de uma antiga cabine ferroviária de comandos.

Existe uma bela ironia nisso.

Décadas antes, controles naquele prédio ajudavam a movimentar trens verdadeiros.

Agora outros controles movimentavam trens em miniatura.

Mudaram as escalas.

Mudaram as tecnologias.

Mudaram os operadores.

Mas permaneceu a mesma ideia fundamental:

alguém precisava dizer ao trem para onde ir.

A Cabine nº 2 continuava comandando uma ferrovia.

Só que agora ela cabia dentro da própria cabine.

🎥 A câmera tenta registrar tudo

Naturalmente levei a câmera comigo.

Filmei a maquete procurando registrar aqueles detalhes.

Os trilhos.

As construções.

As pontes.

A rotunda.

O bonde.

Os veículos.

As pessoas.

Os cachorros.

A oficina.

Os controles.

As luzes.

Os movimentos.

Mas existe um problema.

O vídeo nunca captura tudo.

Não porque a câmera seja ruim.

Mas porque nosso olhar funciona de maneira diferente.

Quando estamos diante de uma maquete dessas, podemos parar.

Voltar.

Aproximar.

Olhar novamente.

Descobrir alguma coisa escondida atrás de uma construção.

Perceber uma figura que estava ali desde o começo.

Então olhar pela terceira vez e descobrir mais alguma coisa.

A câmera registra aquilo para onde apontamos.

A memória registra também aquilo que sentimos.

🔎 Sempre havia alguma coisa que eu não tinha visto

Talvez essa seja minha lembrança mais forte daquela visita.

A sensação de descoberta permanente.

Eu olhava.

Encontrava alguma coisa.

Continuava.

Voltava.

E percebia:

— Caramba... isso estava aqui antes?

Estava.

Eu é que não tinha visto.

E isso se repetia.

Era justamente esse processo que tornava a maquete tão deliciosa de observar.

Ela recompensava quem tivesse paciência.

Não era uma atração para olhar durante cinco segundos e seguir adiante.

Era necessário explorar.

Quase como eu fazia com a própria Estação Cultura enquanto esperava Ana Paula terminar sua aula.

Talvez por isso aquelas duas experiências combinassem tão bem.

Do lado de fora eu explorava um gigantesco complexo ferroviário real procurando vestígios de seu passado.

Dentro da Cabine nº 2 eu explorava sua versão em miniatura procurando pequenos detalhes construídos pelos modelistas.

Macro e micro.

Ruína e preservação.

Passado e representação.

🕰️ Oito anos dentro de alguns metros quadrados

Pensar que aquele trabalho havia consumido anos de dedicação tornava tudo ainda mais impressionante.

Cada árvore precisou ser colocada.

Cada trilho, alinhado.

Cada construção, montada.

Cada personagem, posicionado.

Cada detalhe, pintado.

Cada circuito, instalado.

Cada problema elétrico, resolvido.

E certamente muita coisa foi feita, refeita e melhorada.

Quem observa uma maquete pronta durante alguns minutos dificilmente consegue perceber a quantidade de horas humanas escondidas dentro dela.

Talvez essa seja outra semelhança com uma ferrovia verdadeira.

O passageiro vê o trem chegando.

Não vê milhares de horas de manutenção, engenharia, sinalização, operação e trabalho necessárias para que aquilo aconteça.

Na maquete era parecido.

Víamos o pequeno trem circulando.

Por baixo dele existiam anos de trabalho.

🚂 Um mundo que continuava existindo

Quando saí da Cabine nº 2 naquele sábado, Ana Paula provavelmente ainda estava envolvida com seu teatro.

E eu havia conseguido novamente matar algumas horas.

Mas chamar aquilo de simplesmente "matar o tempo" seria injusto.

Eu havia viajado.

Sem sair da estação.

Durante algum tempo caminhei por uma Campinas ferroviária reduzida a alguns metros quadrados.

Vi oficinas.

Pontes.

Trens.

Trabalhadores.

Cachorros.

Um bar.

Uma mesa de sinuca.

Um bonde.

Carros.

Caminhões.

Árvores.

Luzes.

Movimentos.

E provavelmente dezenas de coisas que estavam lá e que nem naquele dia consegui perceber.

Talvez essa seja a maior qualidade de uma grande maquete ferroviária.

Você nunca termina realmente de olhar.

Sempre existe outra pequena história escondida em algum canto.

E, tantos anos depois, aquele vídeo ainda permite fazer exatamente a mesma coisa:

dar play...

aproximar os olhos...

e procurar mais uma vez por algum pequeno detalhe que passou despercebido.

Porque dentro daquela antiga Cabine nº 2 havia algo muito maior que uma maquete.

Havia um mundo inteiro esperando para ser descoberto.

☕🚂 Bellacosa Mainframe — histórias, máquinas, memória e aqueles pequenos detalhes que só aparecem para quem resolve olhar uma segunda vez.

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Rica em detalhes


Para quem ama ferromodelismo esta mini ferrovia tem tudo para alegrar.

Construída por um grupo de amigos no decorrer de 8 anos, foram incorporados diversos temas, construções, diversas linhas se intercomunicam fazendo um show para os visitantes.

 Sem contar a sensação única de estar na cabine de controle, onde os operadores através de alavancas, movimentavam os trilhos para ligar ramais internos a malha ferroviária.

Nesta maquete tem diversos tipos de túneis, pontes, construções e ate uma replica de uma refinaria de petróleo.


sábado, 28 de maio de 2016

As pontes da maquete em Campinas

Bellacosa Mainframe e a maquete de pontes e ferromodelismo 

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

As pontes da maquete em Campinas

Para entender meu fascínio pelo ferromodelismo, precisamos voltar muito antes desta visita à Estação Cultura de Campinas. Precisamos voltar à década de 1970.

Desde a infância sou apaixonado por trenzinhos.

E talvez a primeira explicação esteja no meu pai. Ele também gostava de trens e, de alguma maneira, legou-me esse fascínio. Antes que eu soubesse o que significavam palavras como ferromodelismo, diorama, escala HO ou escala N, já existia aquele encantamento infantil diante de uma pequena locomotiva dando voltas sobre os trilhos.

Meus primeiros trens eram brinquedos simples.

Trenzinhos a pilha.

Os trilhos de plástico formavam uma pista redonda ou, quando o conjunto permitia uma pequena extravagância ferroviária, um enorme oito no chão.

E aquilo bastava.

🚂 Tchuc-tchuc-tchuc...

A locomotiva passava novamente.

Mais uma volta.

E outra.

Para uma criança, entretanto, ela não estava simplesmente repetindo o mesmo percurso. Cada volta podia representar uma viagem diferente.



🚉 Os trens que eu não podia ter

É importante colocar essa lembrança dentro da realidade daquela época.

Éramos pobres.

Brinquedos sofisticados custavam caro e o orçamento familiar simplesmente não permitia determinadas extravagâncias. Um Ferrorama da Estrela já representava outro universo. E aqueles modelos ferroviários realistas, com locomotivas, vagões, trilhos, desvios, estações e acessórios em escalas como HO e N, muito mais.

Os modelos importados então pareciam pertencer a outro planeta.

Eu podia olhar.

Podia desejar.

Podia imaginar.

Mas não podia ter.

Curiosamente, isso não matou o fascínio.

Talvez tenha acontecido exatamente o contrário.

O desejo ficou guardado.



🛤️ Décadas depois...

O menino cresceu.

Passaram-se os anos, vieram computadores, trabalho, viagens, família, responsabilidades e milhares de quilômetros percorridos por ferrovias verdadeiras.

Mas alguma coisa permaneceu exatamente no mesmo lugar.

Quando encontro uma exposição ou um clube de ferromodelismo, ainda paro para olhar.

E não olho apenas para o trem.

Olho para tudo.

As pequenas casas.

Os postes.

As árvores.

As estações.

Os desvios.

Os túneis.

As passagens de nível.

As pontes.

Principalmente as pontes.

É impressionante pensar nas dezenas, centenas e às vezes milhares de horas de trabalho necessárias para construir um grande diorama ferroviário.

Uma pessoa olha durante cinco minutos.

O modelista talvez tenha trabalhado cinco meses naquela pequena paisagem.

🔎 Espionando cada detalhe da ferrovia

Foi exatamente isso que fiz naquela visita de 2016.

Espionando cada detalhe da ferrovia.

Uma ponte metálica em miniatura deixa de ser simplesmente uma ponte.

Começo a observar sua estrutura.

Como o trilho atravessa o vão?

Como foram reproduzidos os pilares?

Existe vegetação embaixo?

Há uma estrada?

Um riacho?

Algum pequeno personagem escondido por ali?

E então o trem aparece.

A locomotiva atravessa a ponte e desaparece alguns segundos depois dentro de um túnel.

Para um adulto, sabemos perfeitamente o que aconteceu: um pequeno motor elétrico movimentou uma locomotiva em escala através de alguns metros de trilhos.

Para aquele menino que ainda mora em algum lugar dentro de mim...

o trem acabou de atravessar uma montanha.

🏗️ Pequenos mundos construídos por gigantes

É por isso que tenho enorme respeito pelos clubes e pelos praticantes do ferromodelismo.

Eles não estão simplesmente brincando de trenzinho.

Estão construindo mundos.

Um bom diorama mistura pesquisa histórica, eletricidade, eletrônica, carpintaria, pintura, escultura, arquitetura, paisagismo e conhecimento ferroviário.

Uma pequena ponte pode exigir horas de trabalho.

Uma montanha precisa parecer montanha.

A vegetação precisa convencer nossos olhos de que aquelas árvores minúsculas cresceram ali.

Uma estação precisa ter proporções coerentes.

E uma locomotiva circulando por tudo isso finalmente dá vida à paisagem.

Por isso gosto de prestigiar esse trabalho.

Porque sei que aquilo que observo durante algumas horas pode representar anos da vida de outras pessoas.

🚦 Estação Cultura e a Cabine de Controle 2

Campinas possui ainda um ingrediente especial nessa história.

A antiga estrutura ferroviária da cidade.

Visitar a Estação Cultura já significa entrar em um lugar carregado de memória. E conhecer espaços como a famosa Cabine de Controle 2 transforma a experiência em algo ainda mais interessante.

Existe uma ligação maravilhosa entre esses dois mundos.

Do lado de fora está a ferrovia que existiu em tamanho real.

Dentro encontramos pessoas reconstruindo partes daquele universo em miniatura.

Estações que desapareceram podem reaparecer.

Locomotivas que já não circulam voltam aos trilhos.

Pontes podem ser reconstruídas.

Paisagens podem ser preservadas.

É quase uma pequena máquina do tempo ferroviária.

☕ Algumas horas novamente criança

Talvez seja exatamente por isso que continuo visitando exposições e clubes de ferromodelismo.

Não estou tentando comprar hoje todos os brinquedos que não pude ter na infância.

É algo muito mais interessante.

Estou preservando a capacidade de me maravilhar.

Durante algumas horas, desaparecem o analista de sistemas, os compromissos, os problemas, os boletos e todas aquelas coisas que inevitavelmente acompanham a vida adulta.

Fico olhando uma locomotiva desaparecer dentro de um túnel.

Espero alguns segundos.

Ela aparece do outro lado.

Passa pela pequena estação.

Cruza uma ponte.

Faz a curva.

E volta.

Exatamente como aquele velho trenzinho a pilha fazia décadas atrás.

Talvez seja esse o grande segredo do ferromodelismo.

A escala pode ser HO.

Pode ser N.

Pode ser outra qualquer.

Mas existe uma escala que nunca aparece escrita na caixa:

a escala da memória.

Nela, uma pequena locomotiva pode carregar uma infância inteira.

E toda vez que o trem completa mais uma volta pelo diorama, de alguma maneira também completo uma enorme volta através do tempo.

Volto à década de 1970.

Volto ao meu pai.

Volto ao chão de casa.

Volto àquela pista redonda.

E, durante alguns minutos, aquele homem parado diante da maquete da Estação Cultura volta a ser simplesmente um menino olhando maravilhado para seu trenzinho.

🚂 Tchuc-tchuc-tchuc...

Mais uma volta.

Só mais uma.

Um Café no Bellacosa Mainframe

Porque algumas máquinas nos levam para frente. Outras têm o extraordinário poder de nos levar de volta.

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Espionando cada detalhe da ferrovia.


A maquete do grupo de ferro-modelismo de Campinas tem diversos pontos de interesse cultural e arquitectónico. Neste diorama encontramos pontes de ferro, pontes em madeira, pontilhoes e passagens de nível.



A parte mais divertida é a reproduçao de um boteco com mesa de bilhar e uma casa vagão invadida por algum cigano.

São tantos detalhes que vale uma segunda e terceira visita. Lembrando que esta aberta a visitas todos os sábados.

sábado, 21 de maio de 2016

A magia da Cabine 2 na estaçao cultura

Bellacosa Mainframe e a cabine 2 da cia paulista na estação Central de Campinas

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

🚦 A Cabine 2 — Onde os trens continuaram circulando

Para compreender por que aquele lugar me fascinava tanto, primeiro é preciso esquecer por alguns minutos a maquete e imaginar a antiga Estação Central de Campinas quando aquilo tudo ainda era uma gigantesca máquina ferroviária funcionando.

Campinas era um nó.

Trilhos chegavam, trilhos partiam, trilhos se cruzavam e se bifurcavam. A ferrovia conectava a cidade a diferentes regiões do estado e participava diretamente daquele enorme sistema econômico que durante décadas transportou pessoas, mercadorias e, sobretudo, o café.

Companhia Mogiana, Companhia Sorocabana e outras ligações ferroviárias ajudavam a transformar aquela região em um verdadeiro hub sobre trilhos.

E ainda havia os bondes.

Imagine tudo isso funcionando simultaneamente.

Locomotivas chegando. Vagões sendo deslocados. Composições aguardando passagem. Manobras. Pátios. Desvios. Sinais. Passageiros. Cargas. Funcionários correndo de um lado para outro.

Não bastava simplesmente colocar uma locomotiva sobre os trilhos e mandar o maquinista seguir em frente.

Era preciso controlar o caminho.

🚦 As cabines que comandavam os trilhos

Foi nesse universo que existiram as famosas Cabine 1 e Cabine 2.



Dentro delas havia dezenas de alavancas associadas ao complexo sistema de controle ferroviário. Por meio daqueles mecanismos, operadores podiam comandar aparelhos de mudança de via, sinais e rotas, permitindo organizar o tráfego e evitar que duas composições tentassem ocupar caminhos incompatíveis.

Hoje apertamos um botão numa tela e esperamos que algum software resolva tudo.

Naquela época havia ferro, cabos, engrenagens, travas, alavancas e gente que precisava conhecer perfeitamente aquela gigantesca árvore de possibilidades.

Para um mainframeiro, é difícil não olhar para aquilo e pensar:

era praticamente um sistema de gerenciamento de recursos antes de existir computador.

Cada trem precisava receber seu caminho.

Cada rota precisava estar corretamente preparada.

Cada movimento dependia do estado anterior do sistema.

E determinadas combinações simplesmente não poderiam ser permitidas.

Um IF, um ELSE e muito aço.

😁

A estação era o hardware.

Os trilhos eram a rede.

As alavancas eram a interface.

Os operadores eram o sistema operacional.

E os trens eram os JOBs disputando recursos.

Só que um S0C7 ferroviário seria consideravelmente mais desagradável.

🏚️ Quando o silêncio chegou



Então veio aquilo que tantas construções ferroviárias brasileiras conheceram.

O movimento diminuiu.

Os trens desapareceram.

As instalações perderam sua função original.

Quando o tráfego ferroviário deixou aquela região da estação no começo dos anos 2000, estruturas que durante décadas haviam sido essenciais ficaram abandonadas.

As duas cabines sofreram.

Vieram abandono, deterioração, vandalismo e saques.

Peças desapareceram.

Equipamentos foram danificados.

Aquilo que durante décadas havia ajudado a controlar toneladas de aço em movimento tornou-se mais uma ruína de um sistema que parecia não interessar mais a ninguém.

Mas alguém ainda se importava.



❤️ O amor pelos trilhos entrou pela porta

Um grupo de apaixonados por ferromodelismo conseguiu autorização para ocupar a antiga Cabine 2, justamente aquela que ainda apresentava melhores condições.

E fizeram algo que considero maravilhoso.

Não construíram simplesmente uma sede.

Salvaram um pedaço da ferrovia colocando outra ferrovia dentro dela.

Restauraram aquilo que puderam da antiga cabine, preservaram elementos sobreviventes e começaram a ocupar o espaço com seu próprio universo ferroviário.

Nasceu ali um enorme diorama.

Centenas de metros de pequenos trilhos passaram a percorrer aquele ambiente.

Apareceram estações.

Casas.

Prédios.

Pontes.

Túneis.

Campos.

Árvores.

Ruas.

Automóveis.

Postes.

Pessoas minúsculas congeladas em seus cotidianos.

E, naturalmente, trens.

Muitos trens.

🚂 Os gigantes voltaram pequenos

Essa talvez seja a parte mais bonita da história.

Durante décadas, a Cabine 2 ajudou a movimentar trens de verdade.

Depois os grandes trens desapareceram.

Durante algum tempo houve silêncio.

Até que eles voltaram.

Só que voltaram em escala H0.

As locomotivas agora cabiam nas mãos.

Os vagões pesavam gramas em vez de toneladas.

As distâncias de quilômetros transformaram-se em metros.

Mas continuavam existindo horários imaginários, estações, desvios, composições, cargas e passageiros.

Era uma ferrovia inteira reconstruída em miniatura.

E não havia qualquer obrigação de respeitar rigorosamente uma única época.

Era justamente isso que tornava aquele universo tão divertido.

Na maquete podiam se encontrar equipamentos ferroviários de diferentes períodos. Locomotivas antigas conviviam com modelos mais modernos. Reconstruções históricas dividiam espaço com a criatividade dos modelistas.

Era história, técnica e imaginação funcionando juntas.



👦 E havia uma criança de mais de 40 anos ali

Enquanto Ana Paula fazia seu curso de teatro amador em outro espaço da Estação Cultura, eu tinha algumas horas para gastar.

E aquilo era perigosíssimo.

Porque me deixaram solto dentro de uma antiga estação ferroviária.

😂

Eu zanzava.

Entrava aqui.

Olhava ali.

Fotografava alguma coisa.

Filmava outra.

Descobria um corredor.

Encontrava uma velha instalação.

E inevitavelmente acabava novamente na Cabine 2.

Podia passar horas ali.

Observava as locomotivas.

Acompanhava os trens percorrendo a maquete.

Examinava pontes, estações e construções.

Tentava reconhecer equipamentos.

Conversava.

Fotografava.

Olhava novamente.

E alguma coisa naquele lugar mexia profundamente comigo.

Na época talvez eu não tenha parado para racionalizar.

Hoje consigo.



🚂 Os trens que eu não podia ter

Para entender aquele homem olhando fascinado uma ferrovia em miniatura em 2016, é preciso voltar aos anos 1970.

Desde criança eu gostava de trens.

Meu pai também gostava e, de alguma maneira, transmitiu esse fascínio para mim.

Meus primeiros trenzinhos eram brinquedos simples movidos a pilha.

Aquelas pistas redondas.

Depois o maravilhoso oito.

Para uma criança, aquilo já era uma ferrovia inteira.

Só que existia outro universo.

Ferrorama.

Modelos importados.

Locomotivas detalhadas.

Ferromodelismo de verdade.

Escalas H0, N e outras maravilhas que eu via, admirava e desejava.

Mas nossa realidade financeira era outra.

Não havia dinheiro para aquilo.

Então a criança brincava com aquilo que podia ter.

E imaginava o restante.

Décadas depois, aquela criança entrou na Cabine 2.

Só estava um pouco maior.

Talvez com barba.

😁

E encontrou diante dela tudo aquilo multiplicado por cem.

Trilhos por toda parte.

Locomotivas detalhadas.

Estações.

Pontes.

Túneis.

Desvios.

Cenários.

Composições completas atravessando uma paisagem construída durante incontáveis horas por outras pessoas que sofriam da mesma maravilhosa doença:

amor por trens.

Foi por isso que aquelas horas passavam tão depressa.

Eu não estava simplesmente olhando uma maquete.

Estava olhando os trens que eu não podia ter quando criança.

🕰️ Uma máquina do tempo dentro de outra máquina do tempo

Hoje, dez anos depois daquele registro de 2016, percebo uma ironia maravilhosa naquela cena.

A antiga Estação Central já era uma máquina do tempo.

A Cabine 2 era outra.

E dentro da Cabine 2 havia uma terceira.

A estação preservava a memória ferroviária de Campinas.

A cabine preservava parte da tecnologia utilizada para controlar aquela ferrovia.

E a maquete preservava visualmente os próprios trens.

Era uma espécie de backup dentro do backup.

Ou, para falar a língua do Bellacosa Mainframe:

um dataset histórico dentro de outro dataset histórico, montado sobre um hardware que ninguém teve coragem de dar DELETE PURGE.

Ainda bem.

Porque patrimônio histórico possui um problema terrível.

Quando destruímos completamente alguma coisa, podemos até escrever posteriormente milhares de páginas explicando como funcionava.

Mas nunca será exatamente a mesma coisa.

Uma alavanca verdadeira conta uma história que uma fotografia da alavanca não consegue contar.

Uma cabine ferroviária verdadeira explica escala, ergonomia, esforço, posição e complexidade de uma maneira que um parágrafo dificilmente consegue reproduzir.

E uma locomotiva circulando por uma maquete consegue fazer uma criança compreender em segundos aquilo que talvez dez páginas de história ferroviária não consigam ensinar.

☕ Dez anos depois

Minha postagem original sobre a Cabine 2 era pequena.

Eu dizia que havia passado quase duas horas apreciando aquele trabalho.

Fotografei.

Filmei.

Publiquei.

Segui a vida.

Hoje percebo que havia muito mais acontecendo naquela tarde.

Ana Paula estava estudando teatro.

Um grupo de apaixonados por ferrovias mantinha viva uma cabine ferroviária.

Pequenos trens percorriam centenas de metros de trilhos.

E eu estava no meio de tudo aquilo documentando sem saber que, dez anos depois, voltaria às mesmas fotografias tentando reconstruir não apenas o que eu vi, mas por que aquilo havia sido importante para mim.

Talvez seja essa a verdadeira magia da Cabine 2.

Não são apenas os pequenos trens.

Não são apenas as alavancas.

Não é apenas o enorme diorama.

É a continuidade.

Um lugar construído para controlar trens perdeu seus trens.

Quase foi destruído.

Foi encontrado por pessoas que amavam trens.

Essas pessoas salvaram o que puderam.

Depois construíram trilhos novamente.

E os trens voltaram a circular.

Pequenos, é verdade.

Mas voltaram.

🚂

A Cabine 2 continuou trabalhando.


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Imagine um grupo de amigos unidos por um amor em comum?


Amam ferrovia e juntaram-se e cada um na sua área de especialidade e construíram uma mini cidade composta por bairros rurais, campos, florestas e cidade.



Juntaram a essa maquete um diversos carris que totalizam quase 300 metros de linha. Através de comandos electrónicos dão vida ao diorama.

Sao tantos  detalhes q gastei quase 2 horas apreciando e ficando doidaooooooo. tantos detalhes e tanto cuidado para produzi-los.

domingo, 15 de maio de 2016

Ferromodelismo: Overview dos carris da ferrovia

Para quem gosta de trenzinhos

Mais detalhes desta fantástica maqueta, ferromodelismo made in Campinas, diorama bellissimo, trabalho de 8 anos feito por pessoas que amam comboios.



Com túneis, passando por cidades, rotundas, refinaria de petróleo, ponte em madeira, ponte em concreto, pessoas e casas. Tudo muito bem distribuído e bem funcional.

Se possuir um comando universal poderá trazer sua locomotiva e juntar ao grupo conduzindo sua formosa locomotiva pelos mais diversos caminhos.

Ira se maravilhar conduzindo seu comboio que ira perder a noçao do tempo, acordando apenas quando te avisarem que estao fechando e voce devera ir embora.

sábado, 14 de maio de 2016

Ferromodelismo e Diorama em Campinas

Liliput Ferroviário


Estamos na antiga cabine de controle numero 2 um lugar magico para os amantes do ferro-modelismo, este prédio em estilo inglês de 1920, que antigamente abrigava o coração da estação ferroviária de Campinas. Hoje abriga em seu interior um diorama com 300 metros de pistas com reconstrução de diversos prédios, rotundas, guindastes, pontes diversas em que se pode passar horas apreciando cada pequeno detalhe deste mundo em 1/87.



Para os iniciantes a escala usada é o H0, a bitola e 16,5 mm, para quem não sabe bitola é o termo técnico para descrever os trilhos do trem, neste diorama temos 3 níveis com túneis, montanhas, desfiladeiro e vales. As pontes reproduzidas seguem diversos modelos históricos desde as em concreto, como as de madeira. Bem povoado temos diversas pessoinhas espalhadas pelo complexo.

Eu fiquei encantado vendo as alavancas, manivelas e mapas das bitolas cada uma com sua alavanca de mudança de trilhos. E os relógios e contadores analógicos de uma outra época, leds nos painéis de controle e sistemas mecânicos para troca de trilhos tornam este local um verdadeiro museu de arqueologia industrial da época ferroviária Paulista do começo do século XX, juntamente com a replica da rotunda e a garagem de Campinas.

Convido a todos a visitarem, tragam seus filhos e amigos, escolas também deveriam vir ate aqui conhecer este grande complexo ferroviário em miniatura.
Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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