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sábado, 27 de setembro de 2014

🔥 Guia Definitivo para Padawans em IBM CICS

 

Guia Definitivo do CICS para Padawans

🔥 Guia Definitivo para Padawans em IBM CICS

Índice pedagógico dos principais tópicos  


CICS Beginners and padawans


☕ Midnight Lunch, café forte e um terminal verde à sua frente

Se você chegou até aqui, parabéns:
você já percorreu o mapa completo do CICS, mesmo sem perceber.

Abaixo está o índice pedagógico de tudo que falamos — organizado do zero absoluto até domínio operacional, exatamente como um mainframer iniciante deveria aprender.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2012/10/cics-command-level-para-padawans.html

Importante que não basta apenas programar em COBOL com CICS, deve conhecer os comandos de administração e controle do CICS, em linha de comando.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2012/01/comandos-de-gerenciamento-do-ibm-cics.html

📌 Cada tópico abaixo foi um post para padawans, agora organizado como trilha de aprendizado.



Trilha de aprendizado CICS


🧭 Trilha de Aprendizado CICS – do Iniciante ao Confiante


🟢 NÍVEL 1 — FUNDAMENTOS (Entender o que é o CICS)

1️⃣ Five Major Components of CICS

📌 O mapa mental do CICS

  • Program Control

  • File Control

  • Terminal Control

  • Storage Control

  • Task Control

🧠 Objetivo pedagógico:
Entender como o CICS é organizado internamente antes de escrever qualquer linha de código.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/02/five-major-components-of-cics.html


2️⃣ Multi Tasking vs Multi Threading no CICS

📌 Concorrência de verdade

  • O que é uma task CICS

  • Diferença entre task e thread

  • Reentrância

🧠 Objetivo pedagógico:
Eliminar a confusão comum de quem vem do mundo distribuído.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/04/multi-tasking-vs-multi-threading-no.html


3️⃣ Types of Programs used in CICS

📌 Quem faz o quê

  • Programas de tela

  • Programas de negócio

  • Programas de arquivo

  • Programas utilitários

  • Programas de erro

🧠 Objetivo pedagógico:
Ensinar separação de responsabilidade, base da arquitetura CICS.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/03/types-of-programs-used-in-cics.html


CICS Interface e fluxo do processamento online


🟡 NÍVEL 2 — INTERFACE & FLUXO (Onde o usuário entra)


4️⃣ Map Programming – Structure, Rules & Hierarchy

📌 Antes do HTML, existia o BMS

  • MAPSET → MAP → FIELD

  • Regras de design

  • Atributos

  • Boas práticas

🧠 Objetivo pedagógico:
Criar telas limpas, estáveis e fáceis de manter.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/01/map-programming-no-cics-structure-rules.html


5️⃣ Workflow de Compilação de um Mapa BMS

📌 Do código ao terminal

  • BMS source

  • Assembler

  • Mapset

  • Load module

🧠 Objetivo pedagógico:
Entender o caminho completo entre escrever um mapa e vê-lo rodando.


CICS XCTL LINK RETURN

🟠 NÍVEL 3 — CONTROLE DE EXECUÇÃO (Como os programas conversam)


6️⃣ Program Control – LINK

📌 Chamar e voltar

  • Uso correto

  • Stack

  • Quando usar

🧠 Objetivo pedagógico:
Evitar empilhamento excessivo e lógica confusa.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/11/program-control-operation-link-no-cics.html


7️⃣ Program Control – XCTL

📌 Transferir e nunca voltar

  • Diferença para LINK

  • Fluxo linear

  • Pseudo-conversacional

🧠 Objetivo pedagógico:
Entender fluxo definitivo no CICS.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/09/program-control-operation-xctl-no-cics.html


8️⃣ Different Types of RETURN Statements

📌 Encerrar é decidir

  • RETURN simples

  • RETURN TRANSID

  • COMMAREA

  • CHANNEL

  • RETURN IMMEDIATE

🧠 Objetivo pedagógico:
Evitar o clássico “a tela sumiu”.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/06/different-types-of-return-statements-no.html


CICS Dados, CRUD e mudança de estado


🔵 NÍVEL 4 — DADOS & ESTADO (Onde mora o perigo)


9️⃣ COMMAREA vs CHANNEL / CONTAINER

📌 Estado não é detalhe

  • Tamanho máximo

  • Boas práticas

  • Erros comuns

🧠 Objetivo pedagógico:
Projetar aplicações modernas e escaláveis no CICS.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/10/commarea-vs-channelcontainer-no-cics.html


🔟 File Handling in CICS

📌 VSAM não perdoa

  • READ / WRITE / REWRITE / DELETE

  • READ UPDATE

  • Locks

  • Recovery

🧠 Objetivo pedagógico:
Evitar FILE BUSY, deadlock e incidentes clássicos.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/07/file-handling-no-cics.html



1️⃣1️⃣ QUEUE, TSQ e TDQ no CICS

📌 Memória, persistência e auditoria

  • TSQ temporária

  • TSQ permanente

  • TDQ intra e extra

🧠 Objetivo pedagógico:
Escolher corretamente onde guardar informação temporária.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/12/understanding-queue-tsq-e-tdq-no-cics.html


abend cics

🔴 NÍVEL 5 — ERRO, ABEND & SOBREVIVÊNCIA EM PRODUÇÃO


1️⃣2️⃣ Error Handling Techniques in CICS

📌 Falhar com elegância

  • HANDLE ABEND

  • RESP / RESP2

  • Logging

  • Recovery

🧠 Objetivo pedagógico:
Transformar erro em informação, não em pânico.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2011/08/error-handling-techniques-no-cics.html


1️⃣3️⃣ Top 50 ABENDs em CICS

📌 O lado sombrio do mainframe

  • AEIP

  • ASRA

  • AEY9

  • AEIM

  • AEIL

  • … e mais 45

🧠 Objetivo pedagógico:
Reduzir MTTR e ganhar respeito em produção.

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2010/12/os-50-principais-abends-em-cics.html


1️⃣4️⃣ Infográfico – ABENDs CICS

📌 Diagnóstico visual

  • Classificação por tipo

  • Causa

  • Solução

🧠 Objetivo pedagógico:
Ajudar iniciantes a não travar ao ver um ABEND.


🧠 COMO ESTUDAR ISSO (Dica Bellacosa)

📌 Ordem recomendada:

  1. Componentes do CICS

  2. Tasks e concorrência

  3. Tipos de programas

  4. Mapas

  5. LINK / XCTL / RETURN

  6. COMMAREA / CHANNEL

  7. Arquivos

  8. Erros e ABENDs

💡 Não pule etapas.


💬 Comentário El Jefe Midnight Lunch

“CICS não é difícil.
Difícil é aprender fora de ordem.”


🎯 Conclusão Bellacosa

Esse índice é mais que um sumário.
É um mapa de sobrevivência para quem:

  • Está começando em CICS

  • Herdou legado

  • Quer parar de ter medo de produção

🔥 Quem entende o caminho, domina o terminal.

Refresh


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

🟣✨ Log da Memória – Job CECAP.SPRING84.AZARANDO

 


🟣✨ Log da Memória – Job CECAP.SPRING84.AZARANDO

A Saga da Andreia, da Rose… e do temido Marreco

Sabe aquelas memórias que ficam guardadas no tape library do coração, esperando o mount para rodar de novo? Pois é… hoje o cartucho que subiu foi de primavera de 1984, lá no glorioso CECAP, onde cada quadra era uma microzona diplomática e cada fofoca percorria o bairro na velocidade de um VTAM na veia.

Eu já falei aqui da Andreia da quadra G — a garota que praticamente abendeu o coração meu e do meu primo Celo. Um sorriso tão bonito que ia direto para a SYSOUT, sem filtro. Pois bem… quem diria que iríamos revê-la tão rápido depois daquele encontro enquanto limpávamos o jardim? Ah, 1984, você sabia fazer triggers perfeitos.



🎞️ O Casamento da ADPM – Onde tudo começou (ou continuou)

Meu pai, fotógrafo incansável, foi contratado por amigos para cobrir um casamento no clube ADPM — aquele com salão enorme, quadras, campo e a piscina que no verão parecia a Disneylândia da molecada.

Cerimônia na igreja do Cecap → job step concluído.
Festa no clube → step crítico com alto potencial de aventura.

E eis que, quando entramos no salão… BOOM: Andreia estava lá. Lindíssima num vestido que fez até o CICS engasgar.
Eu e o Celo, dois onis desgovernados, olhamos um para o outro e já partimos para um par-ou-ímpar mortal, versão melhor de três, valendo o direito de azarar a Andreia.

Advinhe quem perdeu?
Sim. Eu.
Eu, o pobre Barney, F1-F2-F3 no teclado do destino.



😎 Mas o Mainframe da Vida sempre tem uma Saída Alternada

Enquanto o Celo ia todo pavão jogar charme na Andreia, meus olhos encontraram uma menina loirinha, mais nova, super simpática, amiga dela: Rosemeire.

E aí, meu caro leitor, o abend virou milagre.

Fui falar com a Rose e… conexão estabelecida.
Dançamos, brincamos, conversamos, rimos e — como manda o script clássico das festas da época — rolaram uns beijinhos sob a lua cheia.

Foi uma noite incrível:
Celo com Andreia.
Eu com Rose.
Os dois jobs rodando com RC=00.
Tudo lindo.
Tudo suave.
Little did I know… a fatura viria no domingo.

📣 Domingo: Broadcast Geral do CECAP

CECAP era assim:
— Um beijo dado no sábado…
— …virava pauta pública no domingo pós-missa.

E eis que meu nome surge nas conversas.
Mas não pelo motivo que eu desejava.

A Rose — ah, a Rose… — tinha namorado.

Um tal de Marreco.

Que não foi ao casamento.
Logo, ganhou o chapéu viking by yours truly.

E o Marreco, na fúria de macho ferido em 1984, rodou o bairro dizendo que ia “pegar o Barney”.
Sim, eu mesmo.
O apelido que me perseguia feito JES2 jogando warning:
“Barney pisou na bola!”

Quem me trouxe a bomba?
Marquinhos, vindo da missa, assustado:

Vagner, corre… o Marreco tá atrás de você, falou que vai te arrebentar!

Eu gelei.
Ge-li.
Por uns 15 dias, reduzi meu trânsito às zonas seguras da quadra B e C.
No catecismo, era entra e sai igual job de step único.

Depois de dois meses, assunto esquecido.

Ou assim eu achei…



⚽ O Campinho – O Momento do Veredito

Tô jogando bola no campinho.
Sol gostoso.
Molecada rindo.

De repente…

Barulho estranho no ar.
Coisa de filme.
Ou de SMF logger capturando evento crítico.

A molecada olha:
Ih, o Barney rodou!
Vai dar ruim!
É o Marreco!

Eu parei.
Bike longe demais pra tentar fuga.
E fugir seria feio, coisa de covarde — status inválido para um garoto do CECAP.

O rapaz se aproxima…

Segundos que pareceram anos-luz.

Quando ele chega perto, me olha fixo e:

Pô, Vagner… é você? Você que é o Barney?

Eu já preparando o último Pai Nosso…

E então ele completa:

Sou eu, o Claudio… da escola.
O Marreco sou eu, pô!

A explicação veio:
Ficou chateado com a Rose, óbvio, mas entendeu que eu era novo no bairro e não tinha como saber da existência do namoro.

Resultado: escapei bonito.
RC=00
No abend.
No dump.
No hematoma.

E ainda ganhei um amigo.


🟡🖥️ Conclusão do Job

A vida no CECAP era assim:
rapidez de boato nível JES2, aventuras épicas com orçamento zero e emoções que deixariam qualquer novela no chinelo.

E 1984…
Ah, 1984 foi um batch inesquecível.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

 


**🥤 A Gini, a Caçulinha e as Caminhadas —

Memórias de Infância ao Estilo Bellacosa Mainframe**

Existem memórias que ficam guardadas na gente como datasets que nunca passam por scratch. São arquivos afetivos com RETPD=FOREVER, que resistem a incêndio, mudança, ditadura, separação e ao famigerado tempo — esse SYSOP invisível que tenta dar purge na gente.

A minha infância… ah, essa roda em fitas cartucho de 1600 bpi, guardando aventuras, tombos, corridas e, principalmente, caminhadas. Porque se existe uma família que nunca soube ficar parada foi a minha.
Bellacosa não anda; percorre.

E no topo desse ranking afetivo, estão três figuras míticas:

  • meu tio Rubens, o lendário Rubão, caminhante olímpico, contador de causos e dono de um pulmão que deixava qualquer criança exausta;

  • meu avô Pedro, senhor das histórias, dos conselhos, dos silêncios e dos passeios à beira-mar;

  • meu pai, o protagonista de dezenas de quilômetros percorridos em todas as direções possíveis da Pauliceia.

Cada um deles foi um mestre Jedi da arte de caminhar — e eu, o padawan de calças curtas.




👣 Rubão: o andarilho de bairro e de coração

O Rubão não caminhava — ele deslizava.
Era aquele cara que dava o passo largo, firme, decidido, como quem sempre sabia para onde estava indo, mesmo quando não sabia.

Com ele eu aprendi a ver detalhes do bairro:
a vendinha que ninguém dá bola, o vizinho reclamão, a senhora com o cachorro temperamental, o cheiro de café saindo das janelas às seis da tarde.

Rubão tinha o dom de transformar qualquer volta na quadra numa microaventura.




🌊 Vô Pedro: caminhadas à beira-mar e histórias na mochila

Com meu avô Pedro, a caminhada tinha outra vibração.
Era praia, mar batendo na canela, areia quente e histórias de família sendo desfiadas como rosário antigo.

Ele contava sobre a Itália, sobre seus pais, sobre sua juventude, sobre a dureza do trabalho e o orgulho do sobrenome.
E eu, pequeno, ia ouvindo…
absorvendo…
construindo meu próprio repertório de lendas Bellacosa.

Caminhar com ele era como abrir um livro vivo — cheio de personagens que eu nunca conheci, mas que moldaram quem eu sou.




👣🌆 E aí vinha meu pai — o maior caminhante de todos

Ah… meu pai.

Caminhar com ele era aventura, caos, espontaneidade e quilometragem infinita.
Não existia destino definido.
O homem simplesmente andava.

Podia ser:

  • da Vila Rio Branco até a Vila Alpina,

  • da Vila Rio Branco até a  Vila Esperança 

  • da Vila Rio Branco até o Cangaíba,

  • do bairro até o centro,

  • do centro até a próxima missão fotográfica,

  • dos laboratórios às lojas de revelação,

  • dos desmanches de carro às oficinas,

  • ou apenas caminhadas porque era domingo, porque tinha sol, porque era o jeito dele de viver.

Com ele aprendi a observar gente, esquina, rua, placa, padaria, boteco, ferro-velho.
Sim, ferro-velho fazia parte do nosso roteiro afetivo.
Nada mais Bellacosa do que uma boa loja de sucata.



🥤 E quando eu cansava? Entrava em cena a lendária GINI.

Ahhh…
A Gini.

Aquele refrigerante doce, amado pelas crianças, meio gasoso, meio mágico — e que era também conhecida como caçulinha, a bebida oficial das nossas aventuras.
Era o save point das longas jornadas.

A dinâmica era simples:

  1. Eu cansava.

  2. Meu pai percebia.

  3. Entrávamos em algum boteco, mercearia, armazém ou bar.

  4. Ele pedia algo para ele.

  5. E eu ganhava minha Gini.

E de repente:
✨ Energia restaurada
✨ Ânimo de volta
✨ Caminhada retomada
✨ Conversa fluindo
✨ O mundo ficando bonito de novo

Até hoje sinto o gosto da Gini no meio da memória — doce, simples, inesquecível.




🥾 E então… Santiago de Compostela. Porque Bellacosa não para.

Cresci.
O mundo girou.
Outras cidades entraram na minha vida.
Outros caminhos se abriram.
E numa dessas, lá estava eu:

👉 andando quilômetros e quilômetros até Santiago de Compostela.

Sim.
Aquele mesmo menino que bebia Gini em boteco de bairro percorreu caminhos milenares na Europa, como se estivesse repetindo o gesto ancestral de três homens que moldaram sua infância.

Rubão, vô Pedro e meu pai caminharam sem nunca sair do Brasil.
Eu caminhei o mundo — carregando os três na sola do pé.

Mas isso…
ah…
isso é história para outro post.




💾 Conclusão Bellacosa: memórias boas têm cheiro, gosto e passada.

As caminhadas da infância não foram só deslocamentos.
Foram rituais.
Foram conversas.
Foram vínculos.
Foram GPS emocional.
Foram Gini gelada em copo de vidro grosso.
Foram fundações de quem eu me tornaria.

E cada vez que eu ando — sozinho, com gente, no Brasil, na Europa, em trilhas ou avenidas — uma parte de mim ainda é aquele menino que descansava numa mercearia, bebendo um refrigerante barato, feliz da vida por estar ao lado de quem amava.

Porque memórias assim…
meu caro…
nem o tempo ousa deletar.


Andarilho no Caminho de Santiago

sábado, 13 de setembro de 2014

1959: a mesa onde o COBOL nasceu (e ninguém imaginava que ele ainda estaria vivo no século XXI)

 


☕ EL JEFE MIDNIGHT LUNCH

1959: a mesa onde o COBOL nasceu (e ninguém imaginava que ele ainda estaria vivo no século XXI)

Existem fotos que são apenas fotos.
E existem fotos que são documentos fundacionais da história da computação.

Essa imagem de 1959, com homens e mulheres sentados em volta de uma mesa simples, não é apenas um registro de época.
É o Big Bang do software corporativo moderno.

Ali estava o Short-Range Committee, o grupo responsável por definir as bases do que viria a ser o COBOL — a linguagem que atravessou governos, bancos, crises, modas tecnológicas e continua firme no coração do mainframe.

Vamos conhecer quem eram essas pessoas, o que representavam e por que essa mesa mudou o mundo.



🧠 O que era o Short-Range Committee?

Em 1959, o governo dos EUA, a indústria e as forças armadas tinham um problema sério:

Cada computador tinha sua própria linguagem.
Cada fornecedor falava um dialeto diferente.
E sistemas de negócio não eram portáveis.

A missão do comitê era clara e ousada:

  • Criar uma linguagem comum

  • Voltada para negócios

  • Independente de fabricante

  • Legível por humanos (não só por engenheiros)

Nascia ali o embrião do COBOL — Common Business-Oriented Language.




A história de uma foto.

👩‍💻👨‍💻 Quem estava sentado à mesa (literalmente)

🔹 Sentados (da esquerda para a direita)

Gertrude Tierney (IBM)

Representando a IBM — já naquela época a potência dominante.
Trouxe pragmatismo corporativo e visão de escala.

🧠 Curiosidade: A IBM entrou no COBOL mesmo sabendo que isso reduziria seu lock-in proprietário.


William Logan (Burroughs)

A Burroughs sempre teve uma visão mais “human-friendly” de computação.
Logan ajudou a defender uma linguagem mais próxima do inglês.


Frances “Betty” Holberton

Sim, uma das mães do COBOL.
Programadora do ENIAC, visionária, brilhante.

🥚 Easter egg:
Ela também influenciou conceitos que hoje associamos a compiladores modernos e boas práticas de software.


Daniel Goldstein (Univac)

A Univac era sinônimo de computação comercial nos anos 50.
Goldstein trouxe experiência prática de sistemas reais em produção.


Joseph Wegstein (National Bureau of Standards)

O homem da padronização.
Sem ele, COBOL talvez fosse só mais uma linguagem bonita… e inútil.


Howard Bromberg (RCA)

Representava o lado industrial pesado, preocupado com viabilidade técnica.


Mary Hawes (Burroughs)

🔥 Figura-chave e frequentemente subestimada.
Foi uma das maiores articuladoras da ideia de uma linguagem comum.

🧠 Comentário Bellacosa:
Sem Mary Hawes, talvez não existisse COBOL — ponto.


Benjamin Cheydleur (RCA)

A ponte entre teoria e implementação.


Jean Sammet (Sylvania)

Outra gigante da computação.
Mais tarde escreveria um dos primeiros livros de história das linguagens de programação.

🥚 Easter egg:
Jean Sammet foi uma das maiores defensoras da clareza sintática — algo que o COBOL carrega até hoje.


🧍‍♂️ Em pé (os bastidores da história)

Alfred Asch (U.S. Air Force)

O governo pressionava: precisava de sistemas portáveis, confiáveis e duradouros.

🧠 Spoiler: Conseguiram.


[Nome não identificado]

Sim, até a história tem registros perdidos.
Mainframe também tem isso: datasets sem catálogo 😄


William Selden (IBM)

Outro peso pesado da IBM, garantindo que o COBOL fosse implementável em escala industrial.


Charles Gaudette (Minneapolis-Honeywell)

A visão de automação industrial aplicada ao negócio.


Norman Discount (RCA)

Trabalhou fortemente na definição de estruturas e regras.


Vernon Reeves (Sylvania)

Contribuições fundamentais para a forma como dados seriam descritos.


💾 O que nasceu dessa mesa?

Dessa reunião vieram ideias que hoje parecem óbvias, mas não eram:

  • DATA DIVISION

  • Campos descritivos e autoexplicativos

  • Separação clara entre dados e lógica

  • Foco absoluto em processamento de negócios

🧠 Comentário Bellacosa Mainframe:
Enquanto outras linguagens queriam provar inteligência, o COBOL queria pagar salário no fim do mês.


🧑‍ Padawans do Mainframe, prestem atenção

Se você está começando agora e acha COBOL “velho”, lembre-se:

  • Ele foi criado por pessoas que pensavam em longevidade

  • Ele nasceu para sobreviver a mudanças de hardware

  • Ele foi feito para ser lido, auditado e mantido

Por isso ele ainda está aqui.
Não por acidente — por projeto.


☕ Reflexão final do El Jefe

“Essas pessoas não escreveram apenas uma linguagem.
Elas escreveram um pacto:
o software de negócio precisava durar mais do que modas.”

Essa foto não é nostalgia.
É arquitetura de longo prazo.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ANOTHER SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA: O ANIME QUE TRANSFORMOU UMA SALA DE AULA EM UM LABORATÓRIO DO COMPORTAMENTO HUMANO

 

Bellacosa Mainframe e a psicologia por trás do Anime Another

☕💣👁️ OPERADOR, O ERRO NÃO ESTÁ NO SISTEMA. ESTÁ NA MENTE.

ANOTHER SOB A ÓTICA DA PSICOLOGIA: O ANIME QUE TRANSFORMOU UMA SALA DE AULA EM UM LABORATÓRIO DO COMPORTAMENTO HUMANO

Quando a maioria das pessoas pensa em Another, lembra imediatamente das mortes chocantes, da atmosfera sombria e da sensação permanente de que algo terrível está prestes a acontecer.

Mas existe uma camada muito mais profunda escondida sob a superfície.

Se retirarmos a maldição, os elementos sobrenaturais e os aspectos de horror visual, encontramos algo extremamente interessante: um estudo quase experimental sobre comportamento humano em situações de medo coletivo.

Sob a ótica da psicologia, Another não é apenas um anime de terror.

É uma obra sobre ansiedade, conformidade social, mecanismos de defesa, trauma, negação, pensamento grupal e percepção de risco.

Em muitos momentos, a série parece menos preocupada em assustar o espectador e mais interessada em mostrar como seres humanos se comportam quando acreditam estar diante de uma ameaça impossível de controlar.

Como diríamos no universo Bellacosa Mainframe:

A maldição é apenas o ambiente operacional. O verdadeiro processamento ocorre dentro da mente dos usuários.


O Medo Como Processo de Sistema

Uma das primeiras observações psicológicas importantes é que o medo em Another raramente aparece como pânico imediato.

Ele se manifesta como ansiedade.

Na psicologia, existe uma diferença importante:

  • Medo = reação a uma ameaça identificada.

  • Ansiedade = reação a uma ameaça indefinida.

O medo possui um alvo.

A ansiedade possui uma sombra.

Os personagens frequentemente não sabem exatamente:

  • O que está acontecendo.

  • Quem está em risco.

  • Quando algo ocorrerá.

  • Como evitar a ameaça.

Essa ausência de previsibilidade mantém o cérebro em estado permanente de vigilância.

A neuropsicologia chama isso de hiperalerta.

O organismo passa a procurar sinais de perigo em todos os lugares.

Exatamente como ocorre em transtornos de ansiedade.


A Teoria da Incerteza

Diversos estudos demonstram que seres humanos toleram melhor uma ameaça conhecida do que uma ameaça desconhecida.

Curiosamente, a incerteza costuma gerar mais sofrimento psicológico do que a própria dor.

Em Another, quase tudo é construído em torno desse princípio.

O espectador não recebe respostas imediatas.

Os personagens também não.

Isso cria uma experiência compartilhada de insegurança.

O cérebro odeia lacunas.

Quando faltam informações, ele tenta preenchê-las.

E normalmente preenche com cenários pessimistas.

Por isso a tensão cresce mesmo quando nada acontece.


Psicologia Social e Conformidade

Uma das teorias mais interessantes aplicáveis ao anime é a de Solomon Asch.

Asch realizou experimentos clássicos sobre conformidade social.

Os resultados mostraram que indivíduos frequentemente concordam com um grupo mesmo quando sabem que o grupo está errado.

Em Another, vemos comportamentos semelhantes.

Pessoas aceitam regras estranhas.

Participam de rituais sociais incomuns.

Evitam determinados assuntos.

Ignoram informações evidentes.

Não porque necessariamente acreditam nelas.

Mas porque o grupo inteiro age daquela forma.

O ser humano possui uma necessidade profunda de pertencimento.

Ser excluído do grupo sempre representou risco evolutivo.

Por isso muitas pessoas preferem seguir comportamentos irracionais a desafiar o consenso coletivo.


O Pensamento de Grupo

Irving Janis criou o conceito de Groupthink.

O pensamento de grupo ocorre quando a busca por consenso supera a busca pela verdade.

Em ambientes assim:

  • Questionamentos diminuem.

  • Críticas desaparecem.

  • Dúvidas são desencorajadas.

  • Informações conflitantes são ignoradas.

A consequência é a tomada de decisões ruins.

Em Another, diversos comportamentos coletivos podem ser interpretados por essa lente.

A sobrevivência psicológica do grupo passa a ser mais importante do que a investigação racional dos fatos.


Freud e os Mecanismos de Defesa

Sigmund Freud provavelmente encontraria material abundante em Another.

Vários mecanismos clássicos aparecem ao longo da narrativa.

Negação

Talvez o mecanismo mais evidente.

A negação ocorre quando uma pessoa se recusa a aceitar uma realidade dolorosa.

Na vida real isso acontece após:

  • Perdas

  • Lutos

  • Traumas

  • Diagnósticos graves

A mente cria resistência para evitar sofrimento emocional intenso.

Em Another observamos diversas formas de negação coletiva e individual.


Repressão

Informações emocionalmente difíceis podem ser empurradas para fora da consciência.

Isso não significa que desaparecem.

Apenas deixam de ser acessadas conscientemente.

O resultado costuma ser ansiedade persistente.


Racionalização

Quando eventos não fazem sentido, as pessoas frequentemente criam explicações que preservam sua estabilidade emocional.

A racionalização é uma tentativa de transformar o caos em algo compreensível.


Jung e a Sombra

Carl Jung talvez ofereça uma interpretação ainda mais fascinante.

Para Jung, todos possuem uma "sombra".

A sombra representa aspectos reprimidos da personalidade.

Medos.

Impulsos.

Fragilidades.

Partes de nós que preferimos não reconhecer.

O universo de Another funciona quase como uma manifestação coletiva da sombra.

Aquilo que não é enfrentado continua existindo.

Aquilo que é reprimido retorna.

Aquilo que é ignorado ganha força.

Essa ideia aparece constantemente em diversas obras japonesas de horror.


O Efeito da Paranoia

Do ponto de vista cognitivo, a paranoia surge quando o cérebro passa a interpretar padrões onde eles podem não existir.

Em situações de estresse prolongado, nossa mente torna-se extremamente sensível.

Pequenos sinais ganham significados exagerados.

Coincidências parecem conspirações.

Eventos aleatórios parecem planejados.

Esse fenômeno possui relação com um mecanismo evolutivo chamado detecção de agência.

É mais seguro assumir falsamente que existe uma ameaça do que ignorar uma ameaça real.

Por isso o cérebro frequentemente exagera riscos.


A Psicologia do Isolamento

Outro aspecto importante é o isolamento social.

Diversos estudos demonstram que seres humanos possuem necessidade psicológica de conexão.

Quando alguém é isolado:

  • O estresse aumenta.

  • A ansiedade cresce.

  • A autoestima diminui.

  • A percepção de ameaça se intensifica.

O isolamento é frequentemente utilizado como punição social justamente porque afeta profundamente a mente humana.


O Efeito Espectador

A psicologia social também apresenta o chamado Bystander Effect.

Quanto mais pessoas testemunham uma situação, menor tende a ser a probabilidade de alguém agir.

Cada indivíduo assume que outra pessoa tomará a iniciativa.

A responsabilidade se dilui.

Esse fenômeno foi amplamente estudado após o famoso caso de Kitty Genovese.

Em ambientes de alta tensão, esse efeito torna-se ainda mais evidente.


O Medo da Morte

A Terror Management Theory propõe que boa parte do comportamento humano é influenciada pela consciência da mortalidade.

Sabemos que morreremos.

E isso cria um conflito psicológico permanente.

Para lidar com essa realidade, construímos:

  • Religiões

  • Valores

  • Cultura

  • Tradições

  • Sistemas de significado

Quando a mortalidade se torna muito evidente, a ansiedade existencial aumenta.

Another explora exatamente essa vulnerabilidade.

Os personagens são constantemente lembrados da fragilidade da vida.


Psicologia Cognitiva e Viés de Confirmação

O cérebro não procura necessariamente a verdade.

Ele procura consistência.

O viés de confirmação leva pessoas a buscar evidências que confirmem suas crenças existentes.

Informações contrárias tendem a ser ignoradas.

Esse mecanismo aparece constantemente quando indivíduos tentam interpretar situações ambíguas.


O Horror Cósmico da Falta de Controle

Existe ainda uma camada próxima das ideias de H. P. Lovecraft.

Não no sentido de monstros.

Mas no sentido psicológico.

O ser humano gosta de acreditar que possui controle.

Quando percebe que não controla determinados aspectos da realidade, surge desconforto profundo.

Esse conceito é chamado de Locus de Controle.

Pessoas com forte necessidade de controle sofrem especialmente em situações imprevisíveis.

Another explora essa sensação de impotência com enorme eficiência.


O Papel da Curiosidade

Uma característica fascinante do anime é que ele ativa simultaneamente medo e curiosidade.

Neurocientificamente isso é extremamente poderoso.

O medo sugere:

"Afaste-se."

A curiosidade sugere:

"Aproxime-se."

O espectador fica preso entre duas forças opostas.

Quer descobrir a verdade.

Mas teme as consequências da descoberta.

Esse conflito cria enorme engajamento emocional.


A Atmosfera Como Ferramenta Psicológica

A direção utiliza elementos que afetam diretamente a percepção emocional.

Entre eles:

  • Espaços vazios

  • Silêncios prolongados

  • Iluminação reduzida

  • Sons ambientes inquietantes

  • Ritmo lento

Esses recursos aumentam a antecipação.

O cérebro começa a esperar uma ameaça mesmo quando nada acontece.

Essa técnica é muito mais sofisticada do que sustos repentinos.


O Verdadeiro Tema de Another

Sob uma perspectiva psicológica, o tema central talvez não seja a morte.

Talvez seja a relação humana com aquilo que não consegue controlar.

A série explora:

  • Medo

  • Incerteza

  • Luto

  • Negação

  • Conformidade

  • Pertencimento

  • Ansiedade

  • Vulnerabilidade

A maldição é apenas a estrutura narrativa.

O verdadeiro objeto de estudo é o comportamento humano diante do desconhecido.


Conclusão Bellacosa Mainframe

Após analisar Another através da psicologia, chegamos a uma conclusão curiosa.

O anime não é assustador apenas porque existem eventos sobrenaturais.

Ele é assustador porque utiliza mecanismos psicológicos reais.

As reações dos personagens refletem comportamentos observados em pesquisas, experimentos e teorias desenvolvidas ao longo de mais de um século de estudos sobre a mente humana.

Na analogia Bellacosa Mainframe:

O problema nunca foi apenas o registro fantasma.

O problema era observar como cada operador reagia ao descobrir que existia algo inexplicável dentro do sistema.

Alguns negam.

Alguns entram em pânico.

Alguns seguem a multidão.

Alguns investigam.

Alguns tentam controlar o incontrolável.

E alguns simplesmente aceitam.

Por isso Another permanece relevante anos após seu lançamento.

Não porque fala sobre fantasmas.

Mas porque fala sobre nós.

Sobre como pensamos.

Sobre como sentimos.

E sobre como reagimos quando descobrimos que nem sempre existe um manual operacional para os erros mais assustadores da existência humana.

☕💣👁️ FIM DO RELATÓRIO PSICOLÓGICO — RC=00, MAS A ANSIEDADE CONTINUA EXECUTANDO EM BACKGROUND.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

💣🔥 MONOPLEX vs SYSPLEX — QUANDO O SISTEMA PARA DE SER UMA MÁQUINA E VIRA UM ORGANISMO 🔥💣

 

Bellacosa Mainframe monoplex e sysplex o poder do hardware

💣🔥 MONOPLEX vs SYSPLEX — QUANDO O SISTEMA PARA DE SER UMA MÁQUINA E VIRA UM ORGANISMO 🔥💣


🧾 Expansão Comentada

Se você já trabalhou com mainframe, provavelmente já ouviu os termos monoplex e sysplex.
Mas a diferença entre eles vai muito além de arquitetura.

👉 Não é tecnologia. É mentalidade operacional.


🧠 MONOPLEX — O REINO DO “UMA MÁQUINA SÓ”

✔ Tradução direta:

Um monoplex é um único sistema mainframe rodando de forma independente.

💡 Expansão Bellacosa:

Você tem:

  • Um único z/OS ativo
  • Recursos locais
  • Controle centralizado
  • Tudo dependendo de UMA instância

👉 É como um JOB crítico rodando sem checkpoint:

  • Se falhar… volta do zero
  • Se parar… para tudo

⚠️ Limitações reais (que pouca gente fala):

  • Janela de manutenção obrigatória
  • Escala vertical cara (mais CPU, mais memória, mais $$$)
  • Ponto único de falha lógica
  • Isolamento entre workloads

💣 Analogia mainframe raiz:

Monoplex é um batch gigante rodando sozinho na fila JES2.
Se ele ABENDA… não tem fallback.


⚙️ SYSPLEX — QUANDO O MAINFRAME APRENDE A TRABALHAR EM EQUIPE

✔ Tradução direta:

Um sysplex conecta múltiplos mainframes em um ambiente cooperativo unificado.

💡 Expansão Bellacosa:

Aqui o jogo muda completamente:

  • Vários sistemas z/OS trabalhando juntos
  • Workload distribuído dinamicamente
  • Recursos compartilhados em tempo real
  • Sistema se comporta como UMA entidade lógica

🧩 Componentes que fazem a mágica acontecer:

  • Workload Manager (WLM) → decide quem executa o quê
  • Coupling Facility → cérebro compartilhado
  • XCF → comunicação entre sistemas

💣 Analogia Bellacosa:

Sysplex é um cluster de jobs cooperando via checkpoint compartilhado em memória.
Um falha… outro continua de onde parou.


🔥 O PONTO MAIS IMPORTANTE (E MAIS IGNORADO)

Você disse:

“No monoplex, disponibilidade é uptime de uma máquina
No sysplex, disponibilidade é projetada no sistema”

💥 Isso aqui é ouro.

Mas vamos aprofundar:

🧠 Monoplex:

  • Alta disponibilidade = evitar falhar

⚙️ Sysplex:

  • Alta disponibilidade = falhar sem impacto

👉 Isso muda tudo.


⚡ ESCALABILIDADE — O PULO DE MATURIDADE

Monoplex:

  • Scale-up (vertical)
  • Limite físico inevitável

Sysplex:

  • Scale-out (horizontal)
  • Adição de nós sem parada

💣 Analogia moderna:

  • Monoplex = subir a máquina no cloud (vertical scaling)
  • Sysplex = cluster Kubernetes antes do Kubernetes existir

💥 FALHA: O TESTE FINAL DE ARQUITETURA

Monoplex:

  • Falha = incidente
  • Recovery = reativo

Sysplex:

  • Falha = evento esperado
  • Recovery = automático

🧨 Exemplo real (nível produção):

Imagine:

  • Banco rodando CICS + DB2
  • Milhares de transações por segundo

👉 Em monoplex:

  • IPL → sistema indisponível

👉 Em sysplex:

  • Uma LPAR cai
  • WLM redistribui carga
  • Usuário nem percebe

🧬 O SEGREDO DO SYSPLEX (QUE O CLOUD AINDA PERSEGUE)

O sysplex resolve um problema que até hoje dá dor de cabeça em arquitetura distribuída:

👉 Consistência + disponibilidade + performance

Com ajuda do:

  • Coupling Facility (lock, cache, list structures)

💣 Traduzindo brutalmente:

Enquanto sistemas modernos brigam com:

  • cache inconsistente
  • race condition
  • eventual consistency

👉 O sysplex já fazia:

  • lock global
  • cache coerente
  • sincronização em hardware

⚠️ VERDADE QUE NINGUÉM TE CONTA

Sysplex NÃO é mágico.

Se mal projetado:

  • CF vira gargalo
  • WLM mal configurado gera desequilíbrio
  • Links saturam

👉 Ou seja:

Sysplex ruim é pior que monoplex bem feito.


🌍 O INSIGHT FINAL (O MAIS IMPORTANTE DE TODOS)

Você falou:

“o futuro já estava aqui”

💥 Vamos elevar isso:

O mainframe não ficou ultrapassado.
Ele resolveu cedo demais problemas que o resto da indústria só entendeu depois.


🚀 FRASE PRA CRAVAR

Monoplex é força.
Sysplex é estratégia.

 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

🥥 Travessuras no Quiririm — As Guerras Territoriais dos Cecapianos

 


🥥 Travessuras no Quiririm — As Guerras Territoriais dos Cecapianos

Crônica ao estilo Bellacosa Mainframe, para o blog El Jefe Midnight Lunch

Existem infâncias que são parques de diversão.
A minha, em 1984, no Quiririm e no recém-criado Fabrilar e no enorme conjunt Cecap, era mais parecida com um tabuleiro de War misturado com Os Goonies.

Cada garoto tinha seu território.
Cada território tinha sua lei.
E cada lei era respeitada como se fosse JCL em produção:
errou, abend imediato.

E assim vivíamos numa espécie de guerra fria infantil, onde nem a ONU ousaria meter o bedelho.


🏘️ Os Três Povos do Vale Encantado

Naquele microcosmo taubateano, existiam três facções principais:



🏰 1. Os Cecapianos

Nascidos nos sobrados brancos, erguidos como fortalezas modernas.
Crianças com trilhas, bosques e quadras como reinos particulares.
Uma sociedade organizada, com líderes tribais, hierarquia e fronteiras bem definidas.

🌽 2. Os Quiririm Raiz

Moradores antigos, herdeiros da tradição italiana e dos quintais cheios de frutas.
Conheciam cada árvore, cada jabuticabeira, cada pedra do caminho.
E defendiam suas áreas com fervor digno de cavalaria medieval.


🏭 3. Os Fabrilarenses

Vindo do recente conjunto habitacional, criado por último, eram considerados os nômades urbanos, os NOVATOS — rápidos, espertos e com fama de brigões.
Para eles, território era motivo de honra.



🎒 A Escola: Nosso Acordo de Paz de Genebra

A EEPG Deputado César Costa era o único campo neutro.
Lá as três facções conviviam como se fosse um servidor compartilhado:

  • Nada de briga

  • Nada de provocações

  • Nada de declarar guerra no recreio

Porque ali, meus amigos, era campo santo.
Lugar onde até os mais valentões viravam alunos comportados.

Mas bastava cruzar o portão para o mundo se dividir de novo em fronteiras invisíveis.


🍒 As Expedições Secretas: Goiabas, Pitangas e Jaboticabas

O ápice das aventuras?
Invasões frutíferas.

Entrar escondido no território do Quiririm para comer jaboticaba era tipo missão impossível:

  • avançar rastejando

  • vigiar os coqueiros

  • fazer reconhecimento de área

  • calcular rota de fuga

  • subir no pé de fruta como quem toma uma torre de castelo

E então, claro…
ser descoberto.

A fuga era cinematográfica:
correria, gritos, galhos arranhando braços, risada nervosa e…
os cascudos ritualísticos quando capturado.
Nada grave.
Era o protocolo diplomático da época.


🌰 Guerras de Coquinhos e Mamonas — Nosso Paintball Pré-histórico

Se hoje a molecada brinca de laser tag, nós tínhamos:

Coquinhos + Bodoques

e

Mamonas + Pontaria treinada

As batalhas eram épicas:

  • Quadra D vs. Quadra B

  • Quadra B vs. Quadra E

  • Quadras unidas vs. Fabrilarenses

  • Quiririm vs. Todo mundo

Os líderes organizavam o ataque:
posições estratégicas atrás de muros, sincronização na contagem regressiva, estilingues preparados.

O impacto dos coquinhos deixava marcas de guerra.
Cicatrizes que hoje viraram memes pessoais.



🚴‍♂️ A Arte de Fugir, Brincar e Crescer

Vivíamos uma liberdade que o mundo moderno nem sonha mais.

  • Correr até perder o fôlego

  • Fugir de perseguições que eram parte do jogo

  • Se esconder atrás de eucaliptos

  • Brincar de pega-pega nos campinhos

  • Jogar taco nas ruas de terra

  • Disputar quem encontrava primeiro um riacho limpo

  • Receber os primeiros beijinhos roubados

E cada dia parecia maior que o anterior.
Dias de verão infinito.
Dias de infância verdadeira.



🌄 Epílogo: O Reino Que Só Criança Enxerga

Crescer no Quiririm, no Cecap, no meio daquela geopolítica infantil, foi viver numa pequena epopeia.

Numa era sem celular, sem internet, sem videogames modernos, a gente tinha:

  • território,

  • aventura,

  • guerra,

  • diplomacia,

  • fuga,

  • risos,

  • e descobertas.

Tudo isso sem que nenhum adulto percebesse a complexidade estratégica envolvida.

Aquela “guerra fria” era na verdade uma das fases mais quentes e doces da vida.

E no fim, todos nós — quiririnenses, cecapianos, fabrilarenses — crescemos juntos, cada um guardando suas histórias como quem guarda o mapa de um tesouro.