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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Capítulo 13 — Os Profetas da IA e o Próximo Funeral

Bellacosa Mainframe e os profetas da ia o proximo funeral?

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo 13 — Os Profetas da IA e o Próximo Funeral

Será que Estamos Cometendo Exatamente o Mesmo Erro Outra Vez?

Uma reflexão sobre os paralelos entre as previsões feitas contra o mainframe nas décadas de 1980 e 1990 e as atuais previsões absolutas envolvendo Inteligência Artificial, AGI e agentes autônomos.

Por


Comparação entre os profetas da Inteligência Artificial e as previsões sobre o fim do Mainframe
A história mostra que previsões tecnológicas absolutas costumam ignorar a capacidade das plataformas de evoluir, integrar-se e coexistir.

"Quem não estuda a História da Computação está condenado a repetir as mesmas previsões... apenas trocando o nome da tecnologia da moda."

— Bellacosa Mainframe

Os paralelos históricos

Nas décadas de 1980 e 1990, manchetes afirmavam que Client/Server, Downsizing ou Internet eliminariam o mainframe. Em 2026, previsões semelhantes aparecem envolvendo IA generativa, AGI e agentes autônomos, frequentemente apresentadas como substituições inevitáveis de tecnologias anteriores.

A história da computação sugere cautela: novas tecnologias costumam transformar ecossistemas existentes e criar novas possibilidades, mas isso não significa que plataformas consolidadas desapareçam de forma automática.

Integração em vez de substituição

No ecossistema IBM Z, recursos de Inteligência Artificial, watsonx, aceleração por hardware, APIs, automação e análise de dados já convivem com COBOL, CICS, Db2 e z/OS, ampliando capacidades sem eliminar décadas de conhecimento corporativo.

A grande lição

O futuro da computação provavelmente será construído por integração entre IA, engenharia de software, sistemas corporativos e conhecimento de negócio. A história recomenda prudência diante de previsões definitivas sobre vencedores e perdedores.


2026...

Chegamos ao presente.

Você pode imaginar que este artigo terminou.

Na verdade...

Ele está apenas começando.

Porque existe algo extremamente curioso.

Ao terminar de ler todas aquelas manchetes da década de 1990...

Comecei a sentir uma estranha sensação de déjà vu.

Troque apenas algumas palavras.

Em vez de "Client/Server", escreva "IA Generativa".

No lugar de "Workstations", coloque "LLMs".

Onde estiver "Open Systems", escreva "AI Native".

Substitua "Downsizing" por "AI Transformation".

Agora leia novamente.

Assustador, não é?

Parece que estamos revivendo exatamente o mesmo roteiro.


As manchetes mudaram

Em 1991 diziam:

"O último mainframe será desligado."

Hoje ouvimos:

"O último programador escreverá código em poucos anos."

Em 1993:

"O Mainframe está caminhando para a extinção."

Em 2026:

"Programação será totalmente automatizada."

Em 1989:

"COBOL acabou."

Hoje:

"Ninguém mais precisará aprender linguagens."

As frases são diferentes.

O comportamento humano continua exatamente igual.


Bellacosa Mainframe e a nova panaceia para todos os males IA

A nova religião

Nos anos 90 existia uma palavra mágica.

Client/Server.

Hoje temos outra.

IA.

Antes bastava colocar "Open" no nome.

Hoje basta colocar "AI".

AI Search.

AI Platform.

AI Analytics.

AI Database.

AI Network.

AI Refrigerator.

AI Coffee Machine.

Daqui a pouco teremos:

AI Powered Coffee for DevOps Engineers Enterprise Edition Ultra Cloud Native.

Provavelmente alguém conseguirá vender.


Não me entenda errado...

Existe uma diferença importante.

Este capítulo não é uma crítica à Inteligência Artificial.

Muito pelo contrário.

Ela representa uma das maiores revoluções tecnológicas desde a Internet.

Talvez maior.

Ela realmente muda a forma de trabalhar.

Aumenta produtividade.

Automatiza tarefas.

Explica código.

Cria documentação.

Auxilia em testes.

Produz imagens.

Analisa contratos.

Resume reuniões.

Traduz idiomas.

Descobre padrões invisíveis.

A IA não é um hype vazio.

Ela é uma inovação real.

O problema...

Nunca foi a tecnologia.

O problema continua sendo o exagero.


A História ensina prudência

Quando estudamos Wolfgang Spruth percebemos algo extraordinário.

Nenhuma daquelas manchetes era completamente absurda.

Todas enxergavam tendências verdadeiras.

Os PCs realmente cresceram.

O Client/Server realmente revolucionou empresas.

A Internet realmente mudou o planeta.

Linux realmente conquistou os datacenters.

O erro nunca esteve na tendência.

O erro apareceu na conclusão.

Confundir:

"Vai crescer."

Com

"Vai eliminar tudo."


O que a IA realmente fará?

Se aprendemos alguma coisa com quarenta anos de História...

Talvez possamos fazer previsões um pouco melhores.

A IA provavelmente:

✔ escreverá muito código.

✔ automatizará documentação.

✔ ajudará arquitetos.

✔ reduzirá tarefas repetitivas.

✔ explicará sistemas legados.

✔ traduzirá COBOL para linguagem natural.

✔ auxiliará migrações.

✔ encontrará defeitos.

✔ sugerirá otimizações.

✔ escreverá testes.

Tudo isso já está acontecendo.

Mas existe uma enorme diferença entre:

Aumentar produtividade.

E substituir completamente profissionais.


O COBOL talvez seja um dos maiores beneficiados

Essa afirmação costuma surpreender muita gente.

Mas faz sentido.

Imagine um sistema com:

Quarenta milhões de linhas de COBOL.

Documentação incompleta.

Autores aposentados.

Regras espalhadas.

Agora imagine um agente de IA capaz de:

Explicar programas.

Criar diagramas.

Encontrar dependências.

Gerar documentação.

Sugerir testes.

Localizar impactos.

Explicar COPYBOOKs.

Interpretar SQL.

Descrever JCL.

A IA não elimina o COBOL.

Ela torna o COBOL muito mais acessível.

Pela primeira vez um Padawan poderá conversar com décadas de conhecimento acumulado.

Isso é extraordinário.


O IBM Z entendeu antes de muita gente

Enquanto parte do mercado ainda discutia se IA e Mainframe poderiam conviver...

A IBM já estava construindo exatamente essa integração.

O IBM z17 incorpora aceleração dedicada para cargas de Inteligência Artificial.

O watsonx oferece governança, modelos corporativos e ferramentas para IA generativa.

O Db2 evolui incorporando recursos inteligentes.

O CICS continua sendo a plataforma ideal para decisões transacionais em tempo real.

O z/OS recebe novas capacidades de automação.

O BOB, o Zowe, o Ansible e pipelines DevOps tornam o desenvolvimento cada vez mais moderno.

A IBM fez exatamente o que sempre fez.

Não perguntou:

"Como competir com a IA?"

Perguntou:

"Como colocar IA dentro da plataforma?"

Existe uma enorme diferença entre essas duas perguntas.


O verdadeiro patrimônio continua sendo o conhecimento

Uma IA pode escrever código.

Excelente.

Mas quem valida se aquele código atende à legislação brasileira?

Quem sabe como funciona uma compensação bancária?

Quem conhece uma regra tributária criada em 1997 e modificada vinte e três vezes?

Quem entende por que determinado campo possui exatamente sete posições?

Quem sabe por que aquele JCL executa antes das seis da manhã?

A IA pode ajudar.

Muito.

Mas conhecimento de negócio continua sendo um patrimônio humano.


O Padawan conversa com a IA

Nosso Padawan senta diante do computador.

Abre um agente de IA.

Pergunta:

— Explique este programa COBOL.

A IA responde em segundos.

Depois explica o SQL.

Depois o JCL.

Depois desenha o fluxo.

Depois sugere melhorias.

O Padawan sorri.

O velho mestre observa.

O aluno pergunta:

— Mestre...

A IA vai substituir você?

O mestre toma um gole de café.

Responde calmamente.

— Não.

Ela vai me tornar um professor muito melhor.


O novo Jedi da Engenharia

Durante muito tempo imaginamos duas possibilidades.

Ou a IA substituiria os profissionais.

Ou os profissionais ignorariam a IA.

Existe uma terceira opção.

Muito mais interessante.

Profissionais que utilizam IA.

Arquitetos assistidos por IA.

DBAs assistidos por IA.

Sysprogs assistidos por IA.

Programadores COBOL assistidos por IA.

Essa talvez seja a verdadeira revolução.

Não homem contra máquina.

Mas homem com máquina.


A sexta grande lição

Depois de estudar Forbes.

New York Times.

InfoWorld.

Business Week.

Wolfgang Spruth.

IBM Z.

z17.

watsonx.

BOB.

COBOL.

Db2.

CICS.

z/OS.

Existe uma conclusão inevitável.

Toda geração acredita viver uma transformação sem precedentes.

E, de certa forma...

Está certa.

Mas toda geração também acredita que essa transformação eliminará completamente tudo o que veio antes.

E aí costuma errar.

A História da Computação mostra outro padrão.

As grandes revoluções não destroem as fundações.

Elas constroem novos andares sobre elas.


Um conselho para o Padawan de 2036

Talvez você esteja lendo este artigo dez anos depois.

Se for o caso...

Faça um favor para mim.

Quando aparecer uma nova tecnologia dizendo que eliminará completamente a Inteligência Artificial...

Lembre-se deste artigo.

Lembre-se de Stewart Alsop.

Lembre-se do New York Times.

Lembre-se da Forbes.

Lembre-se de Wolfgang Spruth.

E sorria.

Porque você já conhecerá esse roteiro.


A última provocação

Talvez o maior erro da década de 1990 não tenha sido declarar a morte do Mainframe.

Talvez tenha sido esquecer uma regra extremamente simples da Engenharia.

Tecnologias não competem apenas entre si.

Elas competem contra problemas reais.

Enquanto existir um problema que exija:

Disponibilidade.

Escalabilidade.

Confiabilidade.

Segurança.

Consistência.

Governança.

Desempenho transacional.

Sempre existirá espaço para plataformas capazes de resolver esses desafios.

Hoje chamamos essa plataforma de IBM z17.

Amanhã poderá ter outro nome.

Mas sua missão continuará exatamente a mesma.


Epílogo Final

O Professor Wolfgang Spruth preservou as manchetes.

Nós preservamos as lições.

Agora a responsabilidade passa para você.

Da próxima vez que ouvir alguém afirmar:

"Esta tecnologia vai acabar com todas as outras."

Não discuta.

Não ironize.

Não responda imediatamente.

Faça exatamente o que um bom engenheiro faz.

Observe.

Meça.

Estude.

Espere.

Porque a História da Computação já nos ensinou uma verdade extraordinária.

As tecnologias realmente revolucionárias raramente precisam anunciar a morte das anteriores.

Elas simplesmente resolvem problemas tão bem...

Que acabam encontrando seu próprio lugar na História.

E talvez seja exatamente por isso que, mais de sessenta anos depois do System/360, um jovem Padawan ainda pode abrir um editor, escrever um programa COBOL, submetê-lo por um JCL, acessar o Db2 através do CICS, utilizar um agente de IA baseado em watsonx para documentar o código e executá-lo em um IBM z17.

Se isso não é evolução...

Talvez nunca tenhamos entendido o verdadeiro significado dessa palavra.


Que a Engenharia esteja com você.

Sempre.

Bellacosa Mainframe e o Funeral que nunca aconteceu


C:\BELLACOSA\COBOL\FUNERAL_QUE_NUNCA_ACONTECEU.HTML
★ BELLACOSA MAINFRAME APRESENTA ★

A MORTE DO COBOL

O Funeral que Nunca Aconteceu

Uma investigação histórica em 14 capítulos sobre as previsões, reportagens, buzzwords e profetas que anunciaram repetidamente o fim do COBOL — enquanto bilhões de transações continuavam sendo processadas silenciosamente.

SISTEMA ONLINE — 14 CAPÍTULOS DISPONÍVEIS
DIRETÓRIO DE CAPÍTULOS

README.TXT

Esta série investiga uma das narrativas mais repetidas da história da tecnologia: a suposta morte do COBOL. Durante décadas, revistas, jornais, consultorias e especialistas anunciaram seu desaparecimento. Entretanto, o COBOL permaneceu processando bancos, seguradoras, governos, cartões, pagamentos e sistemas críticos.

Os títulos e links acima são elementos HTML reais, permitindo que mecanismos de busca encontrem e rastreiem todos os capítulos. Os iframes funcionam apenas como previews visuais.

C:\> RUN BELLACOSA.EXE /COBOL /HISTORY /NO-FUNERAL _

★ BELLACOSA MAINFRAME ★ COBOL ★ IBM Z ★ HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO ★

Melhor visualizado em qualquer navegador com café disponível.

domingo, 12 de julho de 2026

O Mainframe Morreu... Pela Vigésima Vez Como a Narrativa do Mercado Ignorou a Engenharia

Bellacosa Mainframe e a milesima morte do mainframe



☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

O Mainframe Morreu... Pela Vigésima Vez

Como a Narrativa do Mercado Ignorou a Engenharia — e Por Que o IBM Z Continua Vendendo Mais do que Nunca


Existe uma enorme diferença entre Marketing e Engenharia

A indústria de TI vive de novidades.

Todo ano aparece um novo "salvador da informática".

Foi assim com

  • Cliente-Servidor

  • ERP

  • Java

  • Linux

  • SOA

  • Cloud

  • Containers

  • Kubernetes

  • Blockchain

  • Big Data

  • IA

  • Agentic AI

Cada tecnologia chega acompanhada da mesma promessa:

"Agora tudo vai mudar."

Na prática...

Quase nada muda tão rapidamente.

Porque sistemas críticos não funcionam como aplicativos de celular.


Bellacosa Mainframe desde o projeto apollo a ia 

O problema do Mainframe

O Mainframe sempre sofreu um problema de imagem.

Imagine dois computadores.

Um deles

  • LEDs RGB

  • Docker

  • Kubernetes

  • React

  • Node

  • Linux

Parece moderno.


O outro

  • Tela verde

  • ISPF

  • COBOL

  • JCL

  • CICS

  • VSAM

Parece antigo.

Mas aparência e capacidade não são a mesma coisa.


A maior mentira repetida da TI

Durante quarenta anos ouvimos:

"O Mainframe vai desaparecer."

Curiosamente...

Quem dizia isso normalmente nunca trabalhou em um.

É semelhante a alguém afirmar:

"Os aviões estão ultrapassados."

Porque nunca entrou na cabine de um Boeing.

O dia em que decretaram a morte do mainframe

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2026/02/o-dia-em-que-decretaram-morte-do.html

COBOL NÃO ESTÁ MORRENDO — ELE ESTÁ ESCONDENDO SEGREDOS QUE SUA EMPRESA NÃO CONSEGUE MAIS ENTENDER

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2024/12/cobol-nao-esta-morrendo-ele-esta.html

20 ANOS APÓS O BUG DO MILÊNIO (Y2K) — O QUE O MUNDO MAINFRAME REALMENTE APRENDEU

https://eljefemidnightlunch.blogspot.com/2020/01/20-anos-apos-o-bug-do-milenio-y2k-o-que.html


O que realmente acontece dentro de um banco?

Quando você faz um PIX.

Em menos de alguns segundos acontecem dezenas de operações.

Exemplo:

Validação

↓

Autenticação

↓

Consulta de saldo

↓

Bloqueio

↓

Débito

↓

Crédito

↓

Logs

↓

Auditoria

↓

Notificação

↓

Confirmação

Tudo isso precisa acontecer:

  • sem erro

  • sem perda

  • sem duplicidade

  • em milissegundos

Milhões de vezes por minuto.


Isso não é um site

É um sistema transacional.

Existe uma enorme diferença.


Cloud resolve tudo?

Não.

Cloud resolve muitos problemas.

Mas não todos.

Cloud é excelente para:

  • aplicações web

  • microsserviços

  • APIs

  • elasticidade

  • processamento distribuído

  • IA

Mas quando falamos de

  • contas bancárias

  • previdência

  • cartões

  • clearing

  • bolsa de valores

o requisito muda completamente.

Agora entram em cena:

  • ACID

  • Consistência

  • Atomicidade

  • Integridade

  • Recuperação

  • Segurança

É exatamente onde o IBM Z domina.


Por que migrar é tão difícil?

Imagine um banco.

40 anos de software.

Imagine:

  • 80 milhões de clientes

  • 120 bilhões de linhas processadas diariamente

  • milhares de programas COBOL

  • centenas de bases DB2

  • milhares de jobs

  • MQ

  • CICS

  • IMS

Agora alguém diz:

"Vamos migrar tudo."

Parece simples.

Não é.


O iceberg

O código representa apenas a ponta.

Abaixo dele existem

Regras de negócio

+

Integrações

+

Auditoria

+

Compliance

+

Performance

+

Segurança

+

Histórico

Isso levou décadas para ser construído.


O verdadeiro patrimônio

As empresas não pagam bilhões pelo hardware.

Elas pagam pela previsibilidade.

Um banco prefere:

99,999%

todos os dias

do que

100%

durante uma semana
e
80%

na seguinte.


Modernizar ou substituir?

Essa talvez seja a maior mudança dos últimos anos.

Antes:

Replace

Hoje:

Modernize

É completamente diferente.


Modernização não significa abandonar COBOL

Significa adicionar.

Por exemplo:

REST API

↓

z/OS Connect

↓

COBOL

↓

DB2

O COBOL continua existindo.

Mas agora conversa com:

  • Java

  • Python

  • Node

  • Mobile

  • Cloud


IBM percebeu isso antes do mercado

Enquanto muita gente dizia

"o Mainframe morreu"

a IBM fazia outra coisa.

Investia bilhões.


Vieram:

  • Telum

  • Telum II

  • Spyre AI Accelerator

  • Quantum Safe Cryptography

  • zCX

  • OpenShift

  • LinuxONE

  • z/OS Container Extensions

  • AI embarcada

  • Vector Database

  • Hybrid Search

  • Watsonx

  • Zowe

  • Ansible

  • DevOps

Isso não é uma empresa abandonando um produto.

É exatamente o contrário.


O z17

O z17 representa uma mudança importante.

Não é apenas mais CPU.

É uma plataforma de IA.

Imagine um pagamento.

Enquanto a transação acontece...

O acelerador de IA verifica:

  • fraude

  • comportamento

  • risco

  • anomalias

Tudo em tempo real.

Sem enviar dados para outro servidor.


Isso reduz:

  • latência

  • custo

  • risco


Criptografia Pós-Quântica

Outro detalhe ignorado.

Os bancos pensam em décadas.

Não em meses.

Dados criptografados hoje poderão ser quebrados por computadores quânticos no futuro.

O IBM Z já incorpora algoritmos preparados para esse cenário, permitindo uma transição gradual para padrões pós-quânticos conforme evoluem as normas do setor.


Rack Mount

Essa talvez seja uma das notícias mais interessantes.

Durante anos muita gente associou Mainframe a isto:

███████████

Um enorme gabinete
ocupando uma sala inteira.

Hoje isso mudou.

O IBM z17 também passou a ser oferecido em formatos mais compactos, compatíveis com racks padrão, ampliando o acesso a organizações menores e novos cenários de uso.

É uma mudança estratégica.

IBM não diminuiu o Mainframe.

Ela diminuiu a barreira de entrada.


O mito do legado

"Legado" costuma ser usado como crítica.

Mas vamos trocar a palavra.

Em vez de

Legado

use

Patrimônio Digital

Muda completamente.


Imagine um castelo medieval.

Ele tem 700 anos.

Você derruba?

Ou reforma?


É exatamente isso que acontece.


O COBOL continua crescendo

Outro paradoxo.

Enquanto muitos decretavam sua morte,

universidades,

bootcamps,

IBM Z Xplore,

Open Mainframe Project,

Master the Mainframe,

IBM SkillsBuild,

Z Educator Experience,

formam milhares de novos profissionais.

Porque a demanda continua existindo.


A economia explica melhor que a tecnologia

Suponha duas opções.

Opção A

Migrar tudo.

Custo:

US$ 2 bilhões

Tempo:

8 anos

Risco:

Altíssimo


Opção B

Modernizar.

Custo:

20% disso

Resultado:

Mesmo software

Mais APIs

Mais IA

Mais segurança

Mais integração

Qual um CIO escolheria?

A resposta costuma ser evidente.


O efeito "iceberg invisível"

O usuário vê:

PIX realizado.

O Mainframe executou centenas de verificações invisíveis antes da confirmação.

Quando tudo funciona, ninguém percebe.

Esse é o maior elogio que uma infraestrutura crítica pode receber.


O Mainframe virou uma plataforma híbrida

Hoje ele conversa naturalmente com:

  • Kubernetes

  • Docker

  • Linux

  • OpenShift

  • Kafka

  • MQ

  • REST

  • GraphQL

  • Python

  • Java

  • Git

  • Jenkins

  • GitHub Actions

  • Zowe

  • VS Code

  • Ansible

  • Watsonx

  • APIs

  • Microsserviços

O Mainframe moderno não vive isolado; ele é parte central de arquiteturas híbridas.


O verdadeiro motivo do sucesso

Não é nostalgia.

Não é falta de opção.

É engenharia.

Quando uma empresa precisa processar bilhões de transações por dia com disponibilidade próxima de 100%, consistência, rastreabilidade, segurança e baixíssima latência, poucas plataformas oferecem um conjunto tão completo quanto o IBM Z.


O Programador COBOL Padawan

Existe uma grande lição aqui.

Não estude apenas aquilo que está na moda.

Estude aquilo que movimenta a economia.

Frameworks mudam.

Linguagens evoluem.

Clouds surgem.

Mas pagamentos, impostos, previdência, cartões, bolsa de valores e sistemas governamentais continuarão precisando de plataformas confiáveis.

É por isso que COBOL, CICS, Db2, IMS, MQ, z/OS e IBM Z continuam relevantes décadas depois.


O Grande Easter Egg

Há uma frase atribuída a Mark Twain que resume perfeitamente essa situação:

"Os rumores sobre minha morte foram muito exagerados."

Ela poderia ser aplicada ao Mainframe.

Há mais de vinte anos especialistas anunciam seu fim. No entanto, a cada nova geração — z13, z14, z15, z16 e agora z17 — a IBM demonstra que a plataforma continua evoluindo em desempenho, IA, segurança e integração.

Talvez o maior erro tenha sido imaginar que a evolução significaria abandonar o Mainframe. A realidade mostrou exatamente o contrário: o Mainframe evoluiu junto com a nuvem, a IA, os microsserviços e o DevOps, tornando-se um dos pilares da computação híbrida moderna.

Como costumo dizer no Bellacosa Mainframe:

O Mainframe não venceu porque resistiu às mudanças. Venceu porque mudou sem abrir mão daquilo que sempre fez melhor: processar as transações mais críticas do planeta com confiabilidade incomparável.

 

Capítulo 12 — O Legado dos Profetas e a Grande Lição para 2026

Bellacosa Mainframe e o legado dos profetas do apocalipse mainframe

☕ Um Café no Bellacosa Mainframe

Capítulo 12 — O Legado dos Profetas e a Grande Lição para 2026

O Mainframe Nunca Venceu a Guerra. Porque Ela Nunca Existiu.

Uma reflexão sobre quatro décadas de previsões, mostrando que a verdadeira evolução da computação ocorreu pela integração de tecnologias, e não pela substituição completa das anteriores.

Por

A evolução do IBM Mainframe até o IBM z17 simbolizando o legado da engenharia
A história do mainframe demonstra que inovação não significa destruir o passado, mas incorporar novas tecnologias preservando décadas de engenharia e conhecimento.

"A melhor previsão sobre tecnologia é construída observando décadas de engenharia, não meses de marketing."

— Bellacosa Mainframe

A guerra que nunca existiu

Durante décadas, parte da indústria apresentou a evolução tecnológica como uma sequência de substituições definitivas: mainframe versus Client/Server, servidores versus cloud, cloud versus edge, IA versus programação tradicional.

Na prática, a história mostrou que as plataformas bem-sucedidas coexistem, integram-se e evoluem continuamente para atender às necessidades do negócio.

O verdadeiro diferencial

A permanência do IBM Z decorre da combinação entre inovação constante e compatibilidade com décadas de aplicações críticas. Recursos modernos como Linux, OpenShift, APIs, DevOps, containers, automação e watsonx foram incorporados sem abandonar COBOL, CICS, Db2 e z/OS.

A grande lição para 2026

A computação corporativa não evolui por rupturas absolutas, mas pela capacidade de integrar novas ideias preservando segurança, disponibilidade, desempenho e regras de negócio construídas ao longo de muitas décadas.


Chegamos ao fim da jornada...

Ou talvez...

Ao começo de outra.

Durante este artigo viajamos quase quarenta anos pela História da Computação.

Visitamos redações.

Conferências.

Centros de pesquisa.

CPDs.

Datacenters.

Conhecemos jornalistas.

Analistas.

Consultores.

Professores.

Arquitetos.

E acompanhamos uma sequência impressionante de manchetes anunciando, repetidamente, o fim do IBM Mainframe.

Forbes.

New York Times.

InfoWorld.

Business Week.

Todas refletiam um momento específico da história.

Nenhuma delas foi escrita com má intenção.

Todas tentavam responder à mesma pergunta.

Como será a computação do futuro?

Essa continua sendo uma das perguntas mais difíceis da Engenharia.


Bellacosa Mainframe agradece ao professor Wolfgang Spruth

O maior personagem desta história

Curiosamente...

O protagonista deste artigo nunca foi a IBM.

Nem o COBOL.

Nem o CICS.

Nem o Db2.

Muito menos o z17.

O verdadeiro protagonista foi algo muito maior.

A evolução da Engenharia.

Porque, enquanto manchetes mudavam de direção a cada nova tendência...

A Engenharia seguia outro ritmo.

Mais lento.

Mais cuidadoso.

Mais pragmático.

Mais responsável.

Enquanto alguns prometiam revoluções anuais...

Os engenheiros pensavam em plataformas capazes de durar décadas.

E essa diferença explica praticamente toda esta história.


O professor que nos deixou um espelho

Se hoje podemos revisitar todas essas previsões, devemos isso ao Professor Wolfgang Spruth.

Seu trabalho The Death of the Mainframe não foi uma crítica à imprensa.

Foi um presente para as futuras gerações.

Spruth poderia simplesmente ter respondido aos artigos.

Não fez isso.

Preferiu arquivá-los.

Organizá-los.

Contextualizá-los.

Transformá-los em História.

Foi uma atitude tipicamente acadêmica.

Porque pesquisadores sabem que a memória também é uma forma de conhecimento.

Sem aquele pequeno conjunto de slides...

Grande parte dessas manchetes estaria perdida em arquivos esquecidos.

Graças a ele, hoje podemos estudá-las com calma, entender seu contexto e aprender com seus acertos e seus erros.


2026 é muito diferente de 1993

Imagine mostrar a um jornalista de 1993 um IBM z17.

Provavelmente ele perguntaria:

— Onde está o terminal verde?

Você responderia:

— Ainda existe.

Mas agora também existem:

  • APIs REST;

  • JSON;

  • OpenAPI;

  • Linux;

  • Containers;

  • Kubernetes;

  • OpenShift;

  • Git;

  • GitHub;

  • VS Code;

  • Python;

  • Java;

  • Node.js;

  • Go;

  • Zowe;

  • Ansible;

  • DevOps;

  • CI/CD;

  • watsonx;

  • Inteligência Artificial embarcada.

Talvez ele olhasse novamente para a máquina.

Depois perguntasse:

— Então isso ainda é um mainframe?

Você sorriria.

— Sim.

E talvez seja exatamente isso que torna essa plataforma tão fascinante.

Ela mudou completamente...

Sem deixar de ser ela mesma.


O COBOL também não ficou parado

Existe outra injustiça histórica.

Muitos imaginam COBOL como uma linguagem congelada em 1974.

Nada poderia estar mais distante da realidade.

O COBOL moderno conversa com:

JSON.

XML.

UTF-8.

APIs.

Serviços REST.

C.

Java.

Db2.

CICS.

MQ.

Git.

Pipelines DevOps.

Compiladores inteligentes.

Análise estática.

Testes automatizados.

Performance extremamente otimizada.

O COBOL não permaneceu vivo porque ficou parado.

Permaneceu vivo porque evoluiu.

Exatamente como qualquer tecnologia saudável deveria fazer.


O Db2, o CICS e o z/OS seguiram o mesmo caminho

O mesmo vale para todo o ecossistema IBM Z.

O Db2 evoluiu para um banco de dados altamente otimizado para cargas analíticas e transacionais.

O CICS transformou-se em uma plataforma moderna de serviços, APIs e integração.

O z/OS incorporou automação, segurança avançada, observabilidade, cloud híbrida e ferramentas abertas.

O BOB simplificou pipelines de build.

O Zowe aproximou novos desenvolvedores.

O Ansible levou automação moderna para o ambiente IBM Z.

O watsonx colocou Inteligência Artificial dentro da estratégia corporativa.

Nada disso existia quando aquelas manchetes foram escritas.


O maior erro continua acontecendo

Talvez a parte mais interessante desta história seja perceber que ela continua se repetindo.

Hoje o discurso mudou.

Não ouvimos mais:

"O Client/Server acabará com o Mainframe."

Agora ouvimos:

"A Inteligência Artificial acabará com os programadores."

Ou:

"LLMs substituirão arquitetos."

Ou:

"Ninguém mais precisará aprender linguagens de programação."

Será?

Talvez.

Talvez não.

Mas depois de estudar quarenta anos de História...

Aprendemos uma lição importante.

Desconfie sempre das previsões absolutas.

Principalmente quando elas envolvem palavras como:

"Nunca."

"Sempre."

"Definitivamente."

"Até 2030."

"A última."

A História da Computação costuma ser muito mais criativa do que qualquer cronograma.


O velho Jedi explica o segredo

Nosso Padawan encontra novamente o velho mestre.

Depois de toda essa jornada ele faz apenas uma pergunta.

— Mestre...

Qual foi o segredo do Mainframe?

O velho engenheiro permanece alguns segundos em silêncio.

Depois responde.

— O segredo nunca foi o hardware.

— Então foi o COBOL?

— Também não.

— O CICS?

— Não.

— O Db2?

— Ainda não.

— Então o que foi?

O mestre sorri.

Aponta para uma palavra escrita em um quadro branco.

Compatibilidade.

Depois escreve outra.

Evolução.

E mais uma.

Confiabilidade.

Por fim conclui.

— O Mainframe nunca obrigou seus clientes a jogar fora quarenta anos de investimento para aproveitar uma inovação.

Ele carregou o passado junto com o futuro.

Essa talvez tenha sido sua maior invenção.


A verdadeira Estrela da Morte

Como todo bom Bellacosa Mainframe...

Precisamos terminar com uma referência a Star Wars.

Durante anos o mercado enxergou o IBM Mainframe como se fosse a Estrela da Morte.

Gigante.

Antigo.

Centralizado.

Imponente.

Mas talvez a comparação correta seja outra.

O IBM Mainframe nunca foi a Estrela da Morte.

Ele sempre foi o Mestre Yoda.

Enquanto todos corriam atrás da próxima moda...

Ele permanecia em silêncio.

Aprendendo.

Evoluindo.

Adaptando-se.

Observando gerações inteiras de tecnologias nascerem.

Algumas brilharem intensamente.

Outras desaparecerem.

No final...

Ainda estava lá.

Mais experiente.

Mais moderno.

Mais forte.


Uma carta ao Padawan COBOL

Se você chegou até aqui...

Talvez esteja começando sua carreira.

Talvez já tenha décadas de experiência.

Não importa.

Existe uma única mensagem que gostaria que permanecesse com você.

Nunca estude uma tecnologia apenas porque ela está na moda.

Estude porque ela resolve um problema.

Nunca abandone uma tecnologia apenas porque alguém a chamou de "legado".

Descubra primeiro se ela continua gerando valor.

Nunca confunda marketing com arquitetura.

Nunca confunda novidade com inovação.

Nunca confunda interface bonita com engenharia sólida.

E, acima de tudo...

Nunca deixe de aprender.

Porque foi exatamente isso que permitiu ao IBM Mainframe atravessar mais de seis décadas.


A História escreveu seu próprio final

Em 1989 disseram que era um dinossauro.

Em 1991 marcaram a data de sua morte.

Em 1993 afirmaram que caminhava para a extinção.

Em 1994 começaram a perceber que talvez estivessem enganados.

Em 2026...

O IBM z17 executa Inteligência Artificial.

O watsonx auxilia empresas em escala global.

O COBOL continua movimentando trilhões de dólares.

O Db2 continua protegendo informações críticas.

O CICS continua processando bilhões de transações.

O z/OS continua sendo referência em disponibilidade e segurança.

E milhares de novos Padawans continuam aprendendo essa plataforma extraordinária.

A História foi generosa.

Ela não humilhou quem errou.

Apenas mostrou que prever o futuro é muito mais difícil do que construir um bom sistema.


Epílogo

Quando terminar este café...

Feche o navegador.

Abra seu editor.

Entre no TSO.

Compile um programa COBOL.

Execute um JCL.

Faça um SELECT no Db2.

Chame uma transação CICS.

Observe tudo funcionando.

Então lembre-se de uma frase.

O Mainframe nunca sobreviveu porque resistiu ao futuro.

Ele sobreviveu porque aprendeu a evoluir junto com ele.

Essa talvez seja a maior lição deixada por Wolfgang Spruth.

E certamente é a maior herança que podemos transmitir para a próxima geração de Programadores COBOL Padawans.

Que a Engenharia esteja com você.

Sempre.

Bellacosa Mainframe e o Funeral que nunca aconteceu



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★ BELLACOSA MAINFRAME APRESENTA ★

A MORTE DO COBOL

O Funeral que Nunca Aconteceu

Uma investigação histórica em 14 capítulos sobre as previsões, reportagens, buzzwords e profetas que anunciaram repetidamente o fim do COBOL — enquanto bilhões de transações continuavam sendo processadas silenciosamente.

SISTEMA ONLINE — 14 CAPÍTULOS DISPONÍVEIS
DIRETÓRIO DE CAPÍTULOS

README.TXT

Esta série investiga uma das narrativas mais repetidas da história da tecnologia: a suposta morte do COBOL. Durante décadas, revistas, jornais, consultorias e especialistas anunciaram seu desaparecimento. Entretanto, o COBOL permaneceu processando bancos, seguradoras, governos, cartões, pagamentos e sistemas críticos.

Os títulos e links acima são elementos HTML reais, permitindo que mecanismos de busca encontrem e rastreiem todos os capítulos. Os iframes funcionam apenas como previews visuais.

C:\> RUN BELLACOSA.EXE /COBOL /HISTORY /NO-FUNERAL _

★ BELLACOSA MAINFRAME ★ COBOL ★ IBM Z ★ HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO ★

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Vagner Renato Bellacosa, IBM Champion e especialista em IBM Mainframe
IBM Z17 SYSTEM ONLINE
Sobre o autor

Vagner Renato Bellacosa

IBM Champion 2026 • Especialista em IBM Mainframe

Vagner Renato Bellacosa trabalha com IBM Mainframe desde 1988 , é IBM Champion e especialista em COBOL, CICS, Db2, z/OS e IBM Z. Compartilha experiências profissionais, conhecimento técnico, história da computação e práticas do universo mainframe para aproximar novas gerações das tecnologias que sustentam empresas, bancos e governos ao redor do mundo.

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